Eu gostaria de tratar da proximidade da vinda do Senhor.
Cremos com toda a certeza que o Senhor está vindo muito em breve.
Vamos ler o versículo de introdução em João 14. Esta é a primeira vez que o
Senhor anunciou que Ele viria tomar o que era Seu para estar com Ele na casa do
Pai. Isso aparece muitas vezes depois nas Escrituras, mas esta é a primeira vez
que o próprio Senhor apresenta esse assunto maravilhoso. João 14:1: “Não se
turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai
há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou
preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos
levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”. Esta é
uma promessa maravilhosa que o Senhor deu a seus discípulos para consolar seus
corações. E certamente é um conforto para nossos corações saber que o Senhor
está vindo para nos tirar desse mundo corrupto e doente que vivemos. O próprio
Senhor colocou esta esperança diante de nós, que Ele irá nos levar para casa.
Agora, a questão que queremos tratar esta tarde não é o fato de que o Senhor
virá, porque temos sua própria palavra prometendo isso. Nossa pergunta é,
quando? Quando ele virá? E a resposta que eu quero lhe dar das escrituras é
esta: muito, muito em breve! Agora, eu não quero simplesmente dizer, como um
pressentimento que tenho ou alguma ideia de alguns teólogos. Não, querermos
mostrar nas escrituras como sabemos que o Senhor está vindo muito, muito em
breve. Quero examinar quatro passagens diferentes das Escrituras que nos mostram
esse fato impressionante, que o retorno do Senhor é iminente.
***
Vejamos Daniel 12 como ponto de partida. Você sabe que o livro de Daniel fala a
respeito de profecias e assuntos proféticos; fala sobre a restauração e bênção
de Israel no que se chama últimos tempos, últimos dias, fim dos tempos. Mas há
algo em Daniel 12 que indicaria a proximidade do retorno do Senhor. Nós não
temos o arrebatamento, o Senhor vindo nos levar para o céu no livro de Daniel;
no entanto, Daniel descreve o que acontecerá nos últimos dias, após o
arrebatamento. Daniel 12:4 diz: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este
livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a
ciência se multiplicará”. Isto descreve a hora do fim, quando Deus se refere a
Israel e os abençoa após um tempo de dificuldade. Daniel 12:1 nos diz que
haverá um tempo turbulento – a Grande Tribulação – que sabemos, virá sobre este
mundo. Sabemos que a Igreja será arrebatada antes da grande tribulação.
Mas o tempo do fim será caracterizado pelas duas coisas mencionadas aqui: (1)
muitos correrão de um lado para o outro, e (2) o conhecimento aumentará. Esse
foi o caso nos últimos 100-150 anos. Pense nisso! O avanço do conhecimento que
aconteceu nos últimos 100-150 anos foi surpreendente. Pense nos computadores
que temos e em todos os avanços na ciência e tecnologia médica. Tudo isso é uma
prova de que definitivamente estamos nos últimos dias. Pense em como, há
milhares de anos, a história do homem avançou, puxando uma carroça com um cavalo,
trabalhando com madeira, martelo e coisas assim. E então, de repente, nos
últimos 150 anos temos computadores e rádios e todos os outros tipos de
aparelhos que você pode imaginar. Pense na ciência médica: agora existe uma
câmera tão pequena que vai dentro da corrente sanguínea, dentro de suas veias e
tira fotos do que está acontecendo dentro do seu corpo! Essa é uma das mil
coisas que eu poderia usar esta tarde para ilustrar os recentes avanços
tecnológicos nos últimos 100-150 anos.
Talvez já tenha contado essa história, um dia meu pai voltou para casa da
escola e disse a seu pai: “Papai, eu vi carro hoje!” Seu pai disse, “você não
viu”. Ele não acreditou, e meu pai teve que fazer tudo o que podia para
convencer seu pai de que ele tinha visto um carro! Isso foi no tempo do meu
pai, o que não faz muito tempo. É incrível pensar que, no tempo da nossa vida,
houve tal avanço no conhecimento, na proporção que estamos falando aqui.
Não ignore o comentário em Daniel 12:4: “muitos correrão de uma parte para outra”.
Este versículo descreve pessoas que atravessam a terra em aviões, indo e vindo,
estabelecendo um ritmo de vida incrível. Antes, os dialetos locais eram mais
facilmente identificados porque as pessoas não viajavam. Povos viviam a 20
milhas um do outro e falavam diferentes dialetos, porque nunca saiam de onde
moravam. Hoje, estamos zigzagueando por todo o país e em todo o mundo! Isso só
aconteceu nos últimos anos. Há quanto tempo as companhias aéreas comerciais
existem? Acho que logo após a Segunda Guerra Mundial – 1947 ou 1946.
Estamos falando de coisas com as quais temos que nos acostumar neste mundo.
Nossos filhos não sabem o que é viver sem computador. É incrível como eles
podem operar esses telefones! Meu pai não sabia nada sobre isso. Na verdade, eu
não conhecia nada sobre isso e demorei para aprender.
O que caracterizará os últimos dias, quando Deus trabalhará com Israel
novamente, é que esse conhecimento será amplamente aumentado e os homens
estarão correndo por todo o mundo com meios de transporte mais sofisticados.
Isso não descreve o nosso dia? Sabemos uma coisa desta passagem: estamos perto
do fim dos tempos e sabemos que o Senhor virá para nós antes disso. O que isso
nos diz? Que estamos muito perto do momento em que o Senhor vai descer com alarido
e nos chamar a todos para o arrebatamento como lemos em 1 Tessalonicenses 4.
***
Mas há outras indicações da proximidade da vinda do Senhor. Mateus 25:1-13:
“Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas
lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco,
loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as
prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o
esposo, tosquenejaram todas e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um
clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Então, todas aquelas virgens se
levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes:
Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes
responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes,
aos que o vendem e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o
esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se
a porta. E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor,
abre-nos a porta! E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não
conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do
Homem há de vir”. As últimas cinco ou seis palavras não deveriam estar aqui,
sobre a vinda do Filho do homem. O assunto aqui é a chegada do Noivo, não a
vinda do Filho do homem. Na tradução de Darby as últimas seis palavras desse
versículo 13 foram omitidas. Deve-se ler, “você não sabe nem o dia nem a hora”,
ponto.
A semelhança do reino nos mostra quatro etapas na história da profissão cristã.
Aqui temos uma pequena figura da profissão cristã. A primeira etapa começa
quando diz que todas “saíram”. Dez virgens saíram com suas lâmpadas para
encontrar o noivo. Isso marca a postura original da Igreja nos primeiros dias,
no tempo dos apóstolos. Eles eram separados de tudo, fosse secular ou
religioso, que era inconsistente com a santidade de Deus. Eles saíram com um
propósito, para esperar o noivo que viria.
Mas então descobrimos que cinco delas eram loucas e cinco eram prudentes. Em
outras palavras, a profissão cristã foi misturada com crentes verdadeiros e os
meramente professos, e desde então tem havido uma mistura. Eu gosto de chamar
isso de “profissão cristã” porque envolve mais do que apenas a Igreja, e inclui
aqueles que professam ser crentes e aqueles que realmente são. Mas diz aqui que
“tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram”. Esta é a segunda fase
da história da profissão cristã. Pouco depois dos dias dos apóstolos, a igreja
perdeu de vista o fato de que o Senhor, o noivo, estava vindo, e adormeceram
para essa verdade. Esta foi uma condição que permeou a profissão cristã por
1.500 anos – de qualquer maneira, mais de 1.000 anos. As pessoas não tinham
ideia de que o Senhor viria para levá-las para casa como lemos em João 14. Elas
conheciam pelas Escrituras sobre a aparição de Cristo para juízo, mas não
tinham ideia do arrebatamento. Parece que foi riscada das mentes da chamada
Igreja naquela época. Tomada de sono, dormiu. Isso leva a uma cena noturna e
traz diante de nós a ideia da Idade das Trevas, que durou muitos séculos.
A terceira etapa na história da profissão cristã é o que lemos no versículo 6:
“à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!”.
Naquela época, na profissão cristã, tomou-se consciência do fato de que o
Senhor estava vindo. Qualquer um que entenda a história da profissão cristã
sabe que esse grito da meia-noite aconteceu há cerca de 150 anos, em meados dos
anos 1800, quando os irmãos cavaram na Escritura e aprenderam, comparando a
profecia e as Escrituras do Novo Testamento, que o Senhor estava vindo, Que o
arrebatamento estava prestes a acontecer. Houve um clamor e a profissão cristã
tomou conhecimento no século 19 da volta do Senhor, como lemos em João 14:
“virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo”.
“Aí vem o esposo”. Foi-me dito que a próxima palavra “vem” não deveria estar no
versículo 6. Os tradutores a colocaram lá para nos ajudar a vê-la como um
evento, mas é mais do que um evento. Deus trata a vinda do Senhor diante das
almas, não apenas como um evento profético no calendário de eventos que
acontecerá na profecia (embora seja isso), mas que nossos corações seriam ocupados
com a Pessoa que está vindo. Nosso Noivo está vindo para nós – é Ele! Então,
deveria ser: “Eis o noivo”.
O grande resultado no ministério cristão do conhecimento da vinda do Senhor foi
a apresentação de Cristo. Foi o ministério que apresentou Cristo aos que
escutaram e escutarão, e teve um grande efeito. ” Saí-lhe ao encontro!”. Havia
um retorno ao estado original do início da Igreja, que era separada de tudo o
que é secular e religioso. Isso existia na profissão cristã no século 19.
Qualquer pessoa que conheça um pouco a história da Igreja é capaz de
identificar isso; Houve uma grande agitação na profissão cristã sobre este
grande fato de que o Noivo logo viria.
A quarta etapa está no versículo 10: “veio o noivo”. Este evento encerra a
dispensação e fecha o presente dia da graça. Refere-se ao arrebatamento – a
vinda do Senhor – veio o Noivo. Os que estão prontos irão, os que não estão
serão deixados de fora. Entre o clamor da meia-noite e o retorno do noivo,
vemos que houve muita comoção. Isso nos fala da comoção que tem estado na
profissão cristã nos últimos 100 anos. Todo mundo anda por aí buscando óleo –
com foco mais no Espírito de Deus do que no próprio Senhor. As virgens sábias
dizem: “ide… e comprai”. Esta é a ideia do trabalho do evangelho. O trabalho do
evangelho aumentou por causa do entendimento que o Senhor está vindo.
Agradecemos a Deus por todo homem que prega o Evangelho e toda mulher que prega
o Evangelho. Isso mostra que vocês percebem que o Senhor está chegando e há uma
urgência nisso.
A quarta etapa, então, como eu disse, acontece quando o noivo vem e as virgens
entram com ele para as bodas e a porta é fechada. O grito da meia-noite que
alarmou a profissão cristã e despertou a profissão cristã para o fato de que o
Senhor estava vindo, aconteceu há 170 anos, e o Senhor ainda não chegou! O que
isso nos diz? Isso nos diz uma coisa: devemos estar muito perto, porque Ele
cumpre Sua promessa! Ele não seria Deus se Ele não cumprisse Sua promessa. Nós
sabemos que Ele está vindo, nós simplesmente não sabemos o momento. Mas nós
sabemos quando – é muito, muito em breve.
***
Outra indicação aparece em Apocalipse 3, quando o Senhor trata da Igreja em
Laodicéia. Isso aconteceu na profissão cristã logo após o despertar pelo clamor
da meia-noite. Apocalipse 3:14-17: “E ao anjo da igreja que está em Laodicéia
escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da
criação de Deus. Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que
foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente,
vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de
nada tenho falta e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e
cego, e nu”. A condição da igreja de Laodicéia é outro sinal de que sabemos que
a vinda do Senhor está muito próxima. Dizemos isso, porque nesses dois
capítulos (Apocalipse 2 e 3) temos as sete igrejas mencionadas. Como você sabe,
cada uma delas representa um estágio distinto na história da Igreja que é
facilmente identificável agora nos dias em que vivemos.
O que encontramos aqui na Igreja de Laodicéia é uma indiferença incrível com
Cristo, e uma incrível ignorância quanto à verdadeira condição da Igreja, seu
próprio estado. Ela acha que está enriquecida com toda riqueza espiritual, e
não faz ideia de que ela está espiritualmente destituída, nua, miserável e
cega. Ela nem tem as coisas mais elementares, como o ouro. Ela nega
categoricamente o fato de que a profissão cristã está em ruína; esta é uma
atitude que caracteriza o dia em que vivemos. O que restou da recuperação da
verdade, dada à igreja no século 19, é uma indiferença em relação a tudo que
tinha sido recuperado. A profissão cristã, particularmente o lado evangélico da
profissão cristã, é marcada por essas duas coisas: (1) indiferença a Cristo e
(2) ignorância do nosso verdadeiro estado coletivo. Laodicéia ostenta, acha que
tudo está bem e bom, tudo certo; é uma negação absoluta da ruína da Igreja.
Ao olhar para a profissão cristã, podemos ver que somos uma parte desta
condição generalizada de indiferença para as reivindicações de Cristo. O que
marca a condição de Laodicéia é ter algum conhecimento da verdade que foi
recuperado nos tempos de Filadélfia, mas essa verdade não tem efeito moral ou
espiritual sobre a vida dela. Não há melhor exemplo disso do que a própria
verdade que estamos mostrando esta tarde: a vinda do Senhor. “O Senhor está
vindo!” você pode contar a alguém. Eles respondem: “Sim, eu sei que o Senhor
está vindo. Não, isso não muda nada na minha vida. Faço tudo o que quero fazer
no Dia do Senhor, e coloco meus interesses em primeiro lugar. Ele está vindo,
posso dizer os versículos, mas isso não significa nada para mim”. Essa é a
condição de Laodicéia, e é isso que caracteriza a profissão cristã em geral.
Precisamos perceber que esta condição é a última etapa que a Igreja
experimentará antes que o Senhor venha. Lembre-se, existem apenas sete
estágios, e este é o sétimo e final. Se estamos nesse sétimo estágio agora – e
definitivamente estamos – o que está por vir? Nada além do Senhor e Seu clamor.
É interessante ver que o Espírito estava falando nos capítulos 1, 2 e 3 de
Apocalipse para as igrejas. Depois disso, Ele nunca mais fala com as Igrejas.
Por quê? Porque a Igreja, depois do capítulo 3, é vista como tendo ido para o
céu. Do capítulo 4 em diante, não lemos nada sobre a Igreja até o fim, quando
ela sai do céu com o Senhor, no capítulo 19, a noiva e esposa do próprio
Cordeiro. Estamos chegando muito perto do fim, quando virá o Senhor com Seu
clamor, porque a profissão cristã foi marcada pelo Laodiceanismo há quase 150
anos. Não foi muito tempo depois que a verdade foi recuperada nos tempos de
Filadélfia que este estágio final começou.
***
Finalmente, vamos voltar para Mateus 14, outra passagem que aponta para o fato
de que a vinda do Senhor está muito próxima. Esta história é outra imagem que
ilustra a história da profissão cristã em relação à vinda do Senhor. Nos
versículos 15 a 21, temos o Senhor reunindo pessoas no deserto e
alimentando-as. Antes disso, Ele estava curando, abençoando e fazendo todos os
tipos de obras que caracterizam o mundo por vir, que são chamados de poderes do
mundo vindouro. O alimento para os 5.000 é o único milagre que se encontra nos
quatro Evangelhos. Ele ilustra o ministério terrenal do Senhor Jesus quando Ele
esteve aqui. Em todos os casos, é significativo e interessante que, quando
alimentou os 5.000 com este milagre incrível, todos comeram, se fartaram e
disseram… nada. Eles não O agradeceram por isso, eles não apreciaram. Em todos os
quatro relatos desse milagre, ninguém O agradeceu, ninguém O agradeceu por
isso, ninguém disse: “Você deve ser o Messias, vamos aceitá-lo e recebê-lo
agora”. Nem uma palavra! Isso nos mostra que Ele foi rejeitado. Não significava
nada para eles, não os movia. E então, imediatamente, a cena muda.
Encontramos, então, a partir do versículo 22 em diante que Jesus constrangeu
seus discípulos a entrar num barco e a ir para o outro lado, enquanto Ele
enviou as multidões para longe. Ele despede a multidão que acabou de alimentar,
que não tinha apreciação pelo que Ele fez. Esta é uma imagem dEle deixando
Israel de lado por um tempo. Os discípulos, uma figura do remanescente da
nação, ele coloca em um testemunho completamente novo – o barco – e eles são
enviados através do mar. Isso retrata a jornada da Igreja como testemunho
através deste mundo para o outro lado da margem. Quando Ele despediu as
multidões, é interessante que o Senhor não se junta imediatamente aos
discípulos no barco. Primeiro, Ele vai para uma montanha, que retrata Sua
ascensão ao céu. Ele não vai lá para se distrair, Ele vai lá para orar! Esta é
a oração sacerdotal intercessora do Senhor Jesus, enquanto o povo Dele – a
Igreja – está naquele barco atravessando o mar para o outro lado. Ele ora lá sozinho.
No versículo 25, à quarta vigília da noite, o Senhor começa a caminhar no mar,
e Ele vai até eles. A quarta vigília é a última antes do amanhecer. Isso está
perto do fim do tempo da ausência do Senhor durante a noite. Os discípulos O
veem caminhar sobre o mar, ficam assustados e gritam (versículo 26). Isso é
como o clamor da meia-noite na história das dez virgens. Eles podem ver o
Senhor chegar! Novamente, isso é algo que tem ocorrido historicamente na
história da Igreja há cerca de 150 anos.
Então o Senhor Jesus diz: “tende bom ânimo, sou eu; não temais”. Algo motiva
Pedro a sair do barco. Ele estava tão absorto com o fato de que o Senhor estava
vindo que ele saiu do barco e caminhou, somente onde a fé pode andar, para o
Senhor. Foi o que aconteceu quando a Igreja aprendeu sobre a vinda do Senhor.
Como resultado, um testemunho remanescente separou – e afastou – o
denominacionalismo e todo apoio oficial que poderia haver, caminhando apenas
onde a fé podia andar. Isso aconteceu há 150 anos, em meados do século 19,
quando houve aqueles que se separaram do denominacionalismo, da ordem e do
formalismo oficial da igreja e caminharam onde somente a fé pode caminhar. Não
tinham nada para se apoiar, mas confiaram no Espírito de Deus para todas as
coisas relativas à adoração e ao ministério.
É um testemunho remanescente. Não estou dizendo que os santos reunidos sejam o
remanescente, eles simplesmente representam uma posição no testemunho cristão
de um testemunho remanescente e estão onde todo o remanescente – todo verdadeiro
crente – deveria estar. O testemunho remanescente foi estabelecido naqueles
dias em meados do século 19. O Senhor disse a Pedro para sair do barco e
caminhar na água, ele não estava agindo em desobediência ou tentando a Deus.
“Vem”, disse o Senhor (versículo 29), Pedro desceu e foi para onde o Senhor
estava caminhando para encontrá-lo. Ele estava tão absorto com a vinda do
Senhor que nem percebeu que estava caminhando sobre a água! Incrível.
Mas esse não é o fim da história. Pedro tirou os olhos do Senhor e começou a
afundar. Muitas vezes dissemos que ele tentou continuar o que estava fazendo,
mas sem olhar para o Senhor. Ele descobriu que não poderia fazê-lo. Da mesma
forma, aqueles que fazem parte do testemunho remanescente perderam de vista o Senhor.
E ainda estamos tentando continuar fazendo as coisas que sempre fizemos, mas
não está funcionando. Não está funcionando e vamos afundar! O testemunho
remanescente está começando a afundar. Mas não se desanime com esse fato, de
olharmos ao redor e vermos Pedro afundando. Porque quando Pedro começou a
afundar, ele clamou: ” Senhor, salva-me”, e imediatamente o Senhor estava lá
para pegá-lo. Isso nos faz pensar na chegada do Senhor e no fim da nossa
jornada aqui.
Você viu Pedro afundando? Sim. Isso o desencoraja? Não deixe que isso o
desencoraje, porque isso significa que o Senhor deve estar vindo e devemos
estar no final da jornada! Se você vir Pedro afundando, então você sabe que o
Senhor está vindo. Ele poderia estar aqui esta tarde, porque Pedro está
afundando. Mas é bom lembrar que Pedro não se afoga. O testemunho remanescente
não se afogará, não será submerso, mas está afundando. Isso significa algo para
o meu coração: o Senhor está próximo. O Senhor está perto! O Senhor está
chegando. Você está pronto?
Não é hora de desistir. Não é hora de se desviar. É hora de esperar e aguentar.
F.B. Hole disse em um de seus livros (eu acho que o que diz respeito a
Hebreus), ele nos pediu para imaginar um irmão que estivesse tendo dificuldade
em se identificar com o testemunho remanescente reunido ao nome do Senhor. Ele
estaria perdendo a energia e querendo desistir. Sem esperança e tão
desencorajado, ele não tinha energia para continuar. Ele sabia que deveria
continuar, então ele ficou lá mais algumas semanas. Assim ele foi, semana a
semana. Finalmente, ele não aguentou mais. Ele disse aos irmãos que queria sair
da comunhão e não mais seguiria esse caminho. Era difícil e desanimador demais.
No dia seguinte, o Senhor chegou. O Sr. Hole disse: “O que você acha que o homem
deve ter sentido de si mesmo?” Apocalipse 3:11 nos diz: “guarda o que tens,
para que ninguém tome a tua coroa”. Ele teria perdido a coroa que ele poderia
ter tido, porque ele partiu no último minuto. O que ele teria sentido? “Por que
não poderia ter ficado apenas mais uma semana?”
O Senhor está vindo. Ele está muito, muito perto. Vemos Pedro afundando por
todos os lados, mas não vamos desanimar, vamos nos encorajar. “Eis que venho
sem demora!”
– BRUCE ANSTEY
– Vídeo do sermão original no link:
https://www.youtube.com/watch?v=C2bxFwL1mtc
OBSERVAÇÃO: Se a legenda do vídeo não for gerada automaticamente,
configure o vídeo no próprio youtube para gerar a legenda automaticamente, escolhendo
a opção “Português”. Na maioria das vezes, o youtube gera a legenda
automaticamente.
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A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA (Texto baseado no sermão de Bruce Anstey em vídeo – link no fim do texto)
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