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COMO VENCER UM PECADO? | JP Padilha
"Eis que uma mulher lhe sai ao encontro com vestes de prostituta, e astúcia de coração" (Provérbios 7.10). O que você faz em uma situação dessas? Se assenta para bater um papo com a vadia? Não. Você foge. Não tente ser forte. Fuja! Não lute contra o pecado. Apenas diga "tchau-tchau"! É isso que a Bíblia ensina.
“E ela [esposa de Potifar] lhe pegou pela sua roupa, dizendo [a José]: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora” (Gênesis 39.12). Veja o verso. José não se sentou para falar sobre a lei de Deus com a vagabunda. Ele FUGIU. Ele nem mesmo parou para pensar em se vestir.
Como vencer um pecado? Fugindo dele, não lutando contra ele. Pecado é como o boneco de piche da história infantil, com o qual o macaco encafifou e partiu para a briga. Um tapa, e a mão grudou. Outro, e a outra ficou grudada. Pontapé, pé grudado. Outro também. Busque pela fábula do macaco e o boneco de piche. É uma bela analogia sobre o que a Bíblia está nos ensinando. A Bíblia ordena a fugir do pecado e não a lutar contra ele, pois, se lutamos contra ele, estamos nos ocupando dele de alguma forma, e a nossa carne é fraca.
“Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1Coríntios 6.18).
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1Coríntios 10.14).
“E ela [esposa de Potifar] lhe pegou pela sua roupa, dizendo [a José]: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora” (Gênesis 39.12).
“Foge também das paixões da juventude; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2.22).
O cristão deve saber que sua carne ainda vive e está ativa, pronta para pecar de novo e de novo. E se ela tiver um pecado preferido, repetirá esse pecado várias vezes. Portanto, o cristão deve mortificar sua carne (considerá-la morta), sabendo que essa é a condição em que ela foi colocada por Cristo ao recebermos a “nova vida” (Rm 6.4). Todavia, se eu insistir em viver lidando com a carne, ainda que seja na tentativa de mantê-la quieta e longe do pecado, isso continuará sendo ocupação com a carne. Era o que faziam os monges que se flagelavam. Oras, enquanto estavam batendo na carne, estavam ocupados com ela, para o bem ou para o mal.
Veja o que a Escritura diz aqui:
“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei” (Gálatas 5.16-18).
Ou seja, não é combatendo a carne que iremos andar no Espírito, mas sim andando no Espírito que este (o Espírito) combaterá a carne. Nós não temos força contra o pecado, mas o Espírito Santo sim. Outra coisa que essa passagem nos ensina é que somos guiados pelo Espírito e não pela lei. As duas coisas não podem coexistir. Se eu me deixo levar pela lei (não faça isto, não faça aquilo), então não estou sendo guiado pelo Espírito. Se eu me ocupo com o Espírito, é Ele quem irá cuidar do resto.
Quando criança, me lembro de ganhar presentes que há muito tempo desejava, e isso me deixava tão ansioso e eufórico que meus pais precisavam me obrigar a comer e a beber água, visto que eu me esquecia das necessidades básicas da vida, só para ficar com aquele “hominho do Jaspion”. Ficava tão encantado com o Jaspion, que tudo que eu queria era brincar... só brincar. Eu só ia fazer xixi quando a coisa ficava apertada. É assim que funciona com o pecado: Quando estamos entretidos e encantados com alguma coisa, deixamos naturalmente de fazer outras, sejam elas boas ou ruins. Ou seja, é a atração pelas coisas que pertencem a Cristo que nos faz deixar as coisas que não provém dEle. Os judeus tentaram fazer isso pela lei e não conseguiram. Mas nós, a Igreja de Deus, temos o Espírito Santo habitando em nós.
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6.4).
Em última instância, não perdemos o controle de tomar decisões quanto ao que queremos fazer. Quando pecamos é porque queremos pecar. Na verdade, tudo o que desejamos, o tempo todo, é pecar. “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Romanos 7.19).
Todavia, existe um ditado muito pertinente: “Você não pode evitar que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode evitar que façam ninho em seus cabelos". Se eu perceber que algo, seja música, vídeo, imagem, ambiente, amizade ou qualquer outra coisa, está me fazendo desviar das coisas de Deus para aquilo que é pecaminoso, certamente devo evitar essas coisas ou situações e não voltar para elas.
José fugiu da mulher de Potifar, correndo para escapar de uma circunstância com a qual ele sabia que não tinha poder para lidar. Davi, no dia em que os reis iam à guerra, ficou em casa, acordou tarde, olhou pela janela e viu Bate-Seba tomando banho (ali não diz se precisou subir na geladeira para isso). Ele mandou buscá-la e deu no que deu. Se ele tivesse feito o que os reis faziam naquela época, não estaria em casa, não acordaria tarde, não olharia pela janela...
"Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida; eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana. Não cobice em seu coração a sua formosura nem se deixe seduzir por seus olhares, pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas" (Provérbios 6.23-26).
– JP Padilha
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A divisão correta dos dez mandamentos | JP Padilha
Em Êxodo 20 encontramos os dez mandamentos do Pentateuco: Os cinco primeiros estão relacionados à responsabilidade para com Deus e os cinco últimos para com o próximo. Todavia, muitos “estudiosos” costumam entender apenas os quatro primeiros mandamentos como se esses se referissem à responsabilidade do homem para com Deus, fazendo dos seis últimos um compêndio de leis relacionado à responsabilidade para com o próximo.
A nível de introdução, vamos resumir os Dez Mandamentos de Êxodo 20 para que tenhamos uma visão melhor:
1. Não ter outros deuses.
2. Não fazer ou adorar ídolos.
3. Não dizer o nome de Deus em vão.
4. Guardar o sétimo dia (essa lei é de cunho cerimonial e restrita aos judeus).
5. Honrar pai e mãe.
6. Não assassinar.
7. Não adulterar.
8. Não furtar.
9. Não mentir.
10. Não cobiçar*.
Nota*: No catecismo católico romano, o último mandamento foi dividido em dois: 9 - "não cobiçar a mulher do próximo" e 10 - "não cobiçar as coisas alheias". A intenção da seita é fazer com que a contagem dos mandamentos continue sendo “Dez” após a extração do segundo mandamento que fala de imagens. Essa versão foi aceita sem contestação durante os séculos em que o catolicismo romano proibia a leitura da Bíblia, impedindo as pessoas de irem conferir o que dizia o texto original das Escrituras.
A divisão correta dos dez mandamentos fica mais fácil de se entender se considerarmos que os cinco primeiros mandamentos são de responsabilidade vertical, enquanto os cinco últimos são de responsabilidade horizontal. Ou seja, os cinco primeiros correspondem à responsabilidade do homem para com quem está acima dele, o que se enquadra melhor ao verbo "honrar". Desta maneira você inclui toda uma cadeia de comando que chega até Deus. Já os cinco últimos mandamentos estão associados ao relacionamento com as pessoas, independente do grau de parentesco.
O quinto mandamento não nos fala exatamente de como devemos tratar as pessoas, mas está predominantemente ligado ao ato de reconhecer uma autoridade (alguém acima de nós, como é requerido nos quatro primeiros). Por esta razão que “honrar pai e mãe” não depende de quem seja o pai e a mãe ou de como eles se comportam.
Há quem alegue que este mandamento não deve ser obedecido quando se trata de pais que maltratam os filhos ou abusam dos mesmos. Porém, isso é um engano. Se aplicarmos o mesmo raciocínio ao lidar com os textos que falam das outras autoridades, a obediência e honra às potestades superiores ficará a nosso critério, fazendo com que essas autoridades estejam submissas ao juízo que fazemos delas. Todavia, a Bíblia é consistente quanto à subordinação às autoridades postas por Deus no mundo. Considere o que escreveu o apóstolo Paulo:
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13.1-2).
Quando nos lembramos do fato de que quem escreveu isso estava sob o domínio de Nero, conseguimos entender que obviamente o apóstolo da graça não estava falando que deveríamos estar sujeitos apenas às autoridades politicamente corretas. Foi exatamente assim no caso de Daniel e seus amigos quando debaixo da autoridade de Nabucodonosor. Foi também o caso de Davi, que mesmo sabendo que seria o rei sucessor de Saul não ousou feri-lo. Por que? Porque Davi o reconheceu como rei. Foi o caso do Senhor Jesus, que se sujeitou como ovelha muda nas mãos de seus algozes. Pôncio Pilatos disse a Jesus que tinha poder para soltá-lo se Ele dissesse qualquer coisa a seu favor. Mas, qual foi a resposta de Jesus a ele? “Nenhuma autoridade terias sobre mim se não tivesse sido dado do alto” (Jo 19.11). Jesus estava sendo claramente injustiçado por uma autoridade que podia livrá-lo com apenas uma defesa de Jesus. Mas a atitude de Jesus foi se submeter a essa autoridade e sofrer o dano da injustiça.
Existe apenas uma exceção que devemos ter em mente: A sujeição às autoridades não implica fazer aquilo que contraria a vontade de Deus em Seus preceitos. Quando qualquer lei contrária à Palavra de Deus é estabelecida pelos homens, temos o dever de desobedecê-la em prol da sujeição à autoridade máxima, que é Deus. Se uma autoridade tenta exigir que eu mate inocentes, como cristão eu devo me negar a fazê-lo, pois a honra e a sujeição a Deus estão acima da sujeição aos homens. É muito importante entender isso.
Portanto, devemos reconhecer que o quinto mandamento tem muito mais a ver com os quatro primeiros do que com os cinco últimos que condenam o pecado do assassinato, do adultério, do furto, da mentira e da cobiça. Esses cinco últimos não possuem qualquer relação com a obediência, honra ou sujeição à autoridades superiores, que é o que vemos nos primeiros cinco mandamentos. Por isso há mais sensatez em que os dez mandamentos de Êxodo 20 sejam divididos em 5 e 5, sendo os primeiros relacionados a Deus (fonte de toda autoridade) e os últimos relacionados ao próximo.
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A verdade sobre o Sábado e outros "Dias Santos" | JP Padilha
A primeira coisa que um cristão deve saber a respeito do Sábado Judaico é que esta lei se trata de uma ordem de Deus dada ao povo de Israel e não à Igreja. A segunda coisa é que o sábado não foi abolido, nem mesmo um i ou um til da lei, como Jesus mesmo disse, e nós constataremos isso mais à frente. A terceira coisa importante é que devemos sempre saber diferenciar as ordens dadas por Deus a Israel das ordens dadas por Ele à Igreja. As ordens dadas a Israel são diferentes das que Ele estabeleceu para Sua Igreja. Dito isto, vamos tentar falar mais a respeito deste mandamento e entender por que a Igreja está isenta do mesmo.
A palavra “Sábado” vem do hebraico Shabat, que significa “Descanso” – o dia judaico dedicado ao descanso e ao culto. Todavia, para o cristão, mediante o evangelho da graça e conforme os versículos que aqui serão apresentados de forma sistemática, o próprio Cristo é o nosso sábado, pois é Ele quem diz ser o nosso Sábado, e é Nele que somos convidados a descansar todos os dias, em espírito e em verdade (Mt 11.28; Mc 7.27,28; Jo 4.23).
Muitos grupos e seitas religiosas, tais como Adventismo do Sétimo Dia, Igreja Presbiteriana do Brasil e Igreja Católica Romana, ensinam que deveríamos guardar um dia para o Senhor. No Adventismo do Sétimo Dia este dia é o sétimo, enquanto que na Igreja Presbiteriana e Católica é o primeiro. Isso ocorre porque, de acordo com a crença presbiteriana e católica, o Shabat foi transferido para o dia do Senhor, que é o primeiro dia da semana escolhido pelos apóstolos e primeiros cristãos para culto, adoração e ministério, quando partiam o pão entre si (At 20.7; 1 Co 16.2). Porém, o dia do Senhor não tem nenhuma relação com o Sábado judaico. Essas pobres almas dedicam um “culto especial” em favor de um “dia santo” nunca antes estabelecido pelo evangelho de Cristo! Isso se chama idolatria. Trata-se do ato de considerar um dia como sendo “santo” ou mais importante do que os outros. Isso ocorre pela falta de conhecimento, de um estudo responsável das Escrituras e pela ausência de uma compreensão saudável acerca das dispensações da Bíblia. De fato, como já fora dito em outro capítulo, o Sábado Judaico não é encontrado no Novo Testamento porque se trata de uma instituição puramente judaica, provida de um calendário lunar e impossível de ser praticada pela Igreja cristã, ainda que existisse tal lei na dispensação da graça, isto é, no Novo Testamento.
O SÁBADO JUDAICO
O Sábado está entre os Dez Mandamentos do Antigo Testamento da Bíblia. A ordem de Deus para o povo de Israel na dispensação da lei era esta:
“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20.8-11).
Em Deuteronômio vemos mais uma razão para Deus ter ordenado ao povo de Israel que guardasse o dia do Sábado. Os israelitas deviam guardar o Sábado para que se lembrassem da libertação da escravidão do Egito:
“Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5.12-15).
A pena de morte era imputada àqueles que não cumpriam com a guarda do sábado. Ninguém, dentre os judeus, podia fazer qualquer obra ou trabalho, por mais pequeno que fosse o ato. Essa é uma aliança perpétua para com o Seu povo terreno, Israel. Assim, Deus disse a Israel:
"Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se" (Êxodo 31.12-17).
O texto é claro: A guarda do sábado é um sinal ou aliança apenas para os filhos de Israel e a ninguém mais. Mas há uma profecia para a chegada de uma Nova Aliança ou Novo Pacto para com Israel. Falaremos sobre a cessação do Sábado mais à frente.
Em suma, o Tanach e o sidur (livro judaico de rezas) descrevem o Shabat como tendo três propósitos:
1 – Uma comemoração da redenção da escravidão dos israelitas do antigo Egito;
2 – Uma comemoração das criações do universo de Deus;
3 – Uma pequena experiência do mundo na Era Messiânica.
O primeiro mandamento relacionado ao Shabat é o quarto dos Dez Mandamentos (Ex 20.8-10 e Dt 5.12-14). O status especial do Shabat como dia sagrado aparece no Tanach: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera” (Gênesis 2.3).
Em Levítico 23 vemos que o Sábado tinha um lugar peculiar nas ordenanças de Israel: “Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações” (Levítico 23.3). Para um melhor entendimento dos comandos de Levítico 23, sugiro que o leitor atente-se para o capítulo completo.
Nas festas de Jeová, nas santas convocações, o Sábado de Jeová é mencionado primeiramente como a prova da grandiosa intenção de Deus em libertar Israel da escravidão do Egito. Essa é a razão pela qual o Senhor ordenou os judeus a guardarem o sábado (Dt 5.15). O Sábado era o sinal da aliança de Deus para com eles. Era um prenúncio do descanso no qual o povo de Deus deveria entrar. Todavia, por causa da desobediência e total desprezo por parte daqueles que se dirigiam à terra prometida, Deus jurou em Sua ira que não entrariam no Seu “descanso” (Salmo 95.11). Deus tem o propósito de introduzir o Seu povo (Israel) no Seu descanso, para o qual permanece ainda a guarda do Sábado (Hebreus 4.9).
Nosso Senhor Jesus ofendeu os judeus várias vezes por não guardar o Sábado à maneira dos judeus segundo a Torá. Isso aconteceu devido aos atos de misericórdia que Ele praticava durante o dia em que se guardava o Sábado. No entanto, esses atos de Jesus prenunciavam a aproximação da dissolução da aliança da lei (Ex 31.13,17; Ez 20.12,20).
Aprofundando-nos um pouco mais na questão etimológica, vemos que a palavra hebraica שבת, shabāt, tem relação com o verbo שבת, shavāt, que significa "cessar", "parar". Ou seja, apesar do Shabat ter uma relação predominante com "descanso" ou "período de descanso", temos uma tradução mais literal, que seria "Cessação", com a nítida implicação em "parar o trabalho". Portanto, Shabat é o dia de cessação do trabalho. O descanso, nesse caso, é implícito na tradição judaica, não sendo uma denotação da palavra em si. Por exemplo, a palavra em hebraico para "greve" é shevita, que vem da mesma raiz hebraica que Shabat e tem a mesma implicação. Nesse caso, sempre que uma greve acontece vemos trabalhadores praticando o Shabat de alguma forma, porém, não de maneira ativa, consciente ou sequer normativa, visto que estes não estão pensando em honrar a Deus, mas em se rebelar contra o Estado ou governo instituído a uma nação gentia... etc.
AS SEITAS QUE GUARDAM O “SÁBADO”
Vale aqui um alerta sobre uma denominação religiosa muito conhecida por guardar o “sábado”: O Adventismo do Sétimo Dia. É bom alertar o leitor de que as crenças e ensinos de seitas como o Adventismo são instituídas em total desobediência à Palavra de Deus. São ensinamentos puramente heréticos e sem fundamento algum nas Escrituras Sagradas. De fato, o Adventismo do Sétimo Dia, assim como religiões semelhantes a ele, desenvolvem suas bases doutrinárias no movimento criado por William Miller, que tinha o péssimo hábito de marcar a data da volta de Cristo. Mais tarde, o movimento adotou para si uma profetisa chamada Ellen White, a qual alegava ter visões e receber revelações diretas de Deus. O Adventismo do Sétimo Dia é quase todo baseado nos ensinos e “visões” de Ellen White, e a Palavra de Deus nos dá razões suficientes para não darmos crédito a esses ensinos. Muito pelo contrário, a Palavra de Deus nos exorta a abominar tais doutrinas, chamando-as de doutrinas de demônios e preceitos de homens (1 Tm 4.1; Mt 15.9).
À propósito, o fato das seitas, tais como o Adventismo do Sétimo Dia, permitirem que mulheres estejam em funções que são direcionadas somente aos homens já as coloca na lista das piores seitas pentecostais e carismáticas da cristandade moderna:
"Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor" (1 Coríntios 14.34-37).
Se Ellen White se considerasse realmente espiritual, ela teria reconhecido esse mandamento do Senhor: que as mulheres não devem ensinar e devem permanecer caladas nas reuniões da igreja. Não se trata de considerar a mulher inferior ao homem ou de um capricho cultural da época neo-testamentária, mas trata-se de uma questão de ordem que o próprio Deus estabeleceu: "Reconheça que as coisas que vos escrevo são MANDAMENTOS DO SENHOR".
A razão pela qual esse mandamento é dado à Igreja é esta:
"A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Timóteo 2.11-14).
Ou seja, a razão pela qual a mulher não deve “abrir a boca” na congregação durante o culto ou no ministério é que Adão não foi enganado, mas simplesmente decidiu seguir sua mulher na decisão que ela já tinha tomado. Eva seguiu as palavras da Serpente e foi enganada. Por esta razão Deus não permite que a mulher ensine ou fale nas reuniões da igreja: a mulher é mais suscetível ao engano e à heresia nas coisas referentes à doutrina. Não sou eu quem digo isso, mas a doutrina dos apóstolos. A mulher possui sua esfera de atuação na Igreja, mas essa esfera não inclui o ato de ensinar doutrinas aos homens. É assim que funciona porque Deus assim ordenou à Igreja.
Portanto, na maioria das vezes, é infrutífero ensinar qualquer coisa aos membros da seita Adventista porque eles continuarão tirando suas conclusões com base em doutrinas ensinadas por uma mulher, algo claramente desautorizado por Deus. De nada adiantaria eu tentar curar o ferimento no pé de alguém que pretende continuar usando sapato com prego. A propósito, se Deus nos proíbe de ouvir “doutrinas e preceitos de homens”, quanto mais somos proibidos de dar ouvidos a doutrinas e preceitos inventados por mulheres?
Sendo assim, quando o alicerce da doutrina está fora do fundamento original, todas as doutrinas relacionadas a este alicerce estão corrompidas. Em outras palavras, quando o alicerce de uma casa está fora do projeto original de sua estrutura, todas as suas paredes, por mais belas e firmes que sejam, estarão igualmente fora do projeto original. É uma questão de fundamento. Você segue as doutrinas ensinadas por seitas judaizantes que guardam o “sábado”? Então você precisa se empenhar em resolver isso antes de querer entender outras coisas da Palavra de Deus. É necessário que o crente saia imediatamente do sistema no qual ele se acostumou com o erro para que ele possa aprender a verdade.
– JP Padilha
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