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A MULHER INSUBMISSA | JP Padilha


“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2.11-12).

A submissão feminina (Ef 5.22) deve ser interpretada não como inferioridade, mas como um papel complementar onde a mulher apoia a liderança do marido, que por sua vez deve amá-la sacrificialmente. A falta de submissão por parte da esposa pode gerar conflitos de autoridade, mas a teologia moderna tem relativizado essa submissão, afirmando que o papel da mulher estar sujeita ao marido é coisa do passado e que isso não se aplica à Igreja hoje, e que a mulher está em pé de igualdade com o homem na esfera hierárquica. Isso desemboca inevitavelmente na distorção dos ensinos dos apóstolos, levando a práticas condenadas pela Bíblia, tais como mulheres falando nas igrejas, ensinando homens, em posição de autoridade nas assembleias e também em casa, sendo até mesmo ordenadas como “pastoras”, etc. Obviamente, devemos destacar que a submissão da mulher não deve ser usada para abusos, dominação ou para violar a dignidade feminina.

VERSÍCULOS-CHAVE

Há muitos artigos bíblicos contra a prática do empoderamento feminino, do feminismo e da autoridade da mulher sobre o homem. Essa doutrina ímpia sempre foi muito comum em denominações pentecostais, mas conquistou espaço nas denominações históricas nos últimos tempos. Os textos mais explícitos sobre o tema na Bíblia são Atos 6.1-7, 1 Timóteo 2.11-15, 1 Coríntios 14.34-37, 1 Coríntios 11.1-16, 1 Pedro 3.1-6, Efésios 5.22-33, Tito 2.3-5, 1 Timóteo 5.14-16 e Isaías 3.12. Antes de pontuarmos os detalhes da submissão feminina, vamos fazer uma leitura de alguns desses versículos:

1 Timóteo 2.11-15“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação”.

1 Coríntios 14.34-37“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.

ATENÇÃO:
Note o “xeque-mate” de 1 Coríntios 14.34-37: Quando a Bíblia diz no verso 37: “se alguém pensa ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, ela destrói o argumento relativista daqueles que rejeitam as claras e normativas instruções de Paulo sob a base de que elas são meramente culturais. O mandamento nessa passagem é normativo para toda a Igreja e para toda a sua era.

1 Coríntios 11.1-16“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.

NOTA: Para entender por que as mulheres devem usar o véu (ou qualquer cobertura) sobre a cabeça, leia o artigo no link abaixo:

O USO DO VÉU
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/12/o-uso-do-veu-jp-padilha.html

Tito 2.3-5“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada (ênfase minha).

Note bem a seriedade desses versos! As passagens acima nos ensinam que quando as mulheres mais velhas não dão exemplo prático no seu viver cristão estão fazendo tropeçar milhares de jovens que as observam. PECADO! As esposas jovens, sejam elas mães ou estéreis, que desobedecem a tais mandamentos, se tornam blasfemas e contrárias à Palavra de Deus. PECADO! Essa porção das Escrituras é pouco ou nada observada hoje. Isso é algo que a maioria dos cristãos professos da atualidade jamais irá entender.

Sei que palavras como essas se encontram na contramão do Sistema. Ora, se estivesse de acordo com os pensamentos e filosofias do mundo, não seria o Evangelho. Todavia, o futuro das mulheres que desobedecem a Deus dirá quem está com a razão.

Um pregador certa vez disse: "Se por um lado essa geração tem sofrido com homens omissos, que deixaram de ser machos em virtude da lobotomia sofrida pelo marxismo cultural, por outro, encontramos a masculinização das mulheres, que em nome de uma pseudo-liberdade abandonaram a doçura e a feminilidade, tão necessárias para o testemunho cristão". É exatamente essa a nossa realidade.

1 Timóteo 5.14-16 "Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, seguindo à Satanás. Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas" (1 Timóteo 5.14-16).

No verso 14 desta passagem há um alerta às mulheres sobre o perigo de não obedecer a ordem de “se casarem, gerar filhos, governar a casa e não dar ocasião ao adversário de maldizer” (v. 14), pois, já algumas, sendo desobedientes a essas ordens, “se desviaram, seguindo a Satanás” (v. 15). Isso significa que as mulheres casadas devem viver de forma íntegra e irrepreensível para não dar motivos ou justificativas a críticos, inimigos ou ao Maligno para difamar a fé ou a conduta das mulheres. Essa instrução enfatiza a importância de evitar atitudes moralmente más e manter um bom testemunho, distanciando-se do mal para que a verdade não seja caluniada. Vamos pontuar nosso aprendizado sobre 1 Timóteo 5.14-15:

Zelo pelo Testemunho: Significa agir com responsabilidade e ética, tanto em particular quanto em público, para que ninguém tenha base para críticas negativas ou calúnias.

Afastamento da Aparência do Mal: Refere-se a evitar situações duvidosas que possam ser interpretadas como pecado ou mau comportamento, conforme Paulo instrui em 1 Tessalonicenses 5.22-23. Assim como o espírito e a alma, o corpo também deve ser preservado com pudor e modéstia. O modo como a mulher se veste representa quem ela é por dentro (Pv 7.10; 11.16,22; 31.30; 1Co 6.19-20; 10.32; 1Tm 2.9-10; Lc 17.1-2; Mt 18.7; Gl 5.19,24; Cl 3.5-7; Jd 1.17-21; Rm 8.5).

Proteção da Fé: O objetivo é impedir que o comportamento individual manche a imagem de um grupo, da fé cristã ou o nome de Deus.

Vigilância e Integridade: É um chamado para o cuidado constante com as palavras e ações, evitando a maledicência (falar mal das pessoas ou fofocar – cf. verso 13 e 1 Timóteo 3.11).

Tudo isso é uma exortação à sabedoria prática e conduta ilibada da mulher, blindando a própria reputação dela contra caluniadores. É claro que muitas dessas exortações se aplicam aos homens também, mas o caso da passagem em questão enfatiza que a mulher corre perigo maior quando não obedece às claras ordens que lhe foram imputadas.

E SE MEU MARIDO NÃO OBEDECER?

Muitas mulheres perguntam: “Mas, e se meu marido não obedecer a Deus?”. Essa é uma pergunta muito frequente entre as irmãs, visto que, estando uma vez em sujeição total ao marido, elas têm de obedecer caladas. Então, o que fazer se o marido, de repente, desobedecer a Deus? O que a mulher deve fazer se o marido, quem sabe, começar a tratá-la mal? A Palavra de Deus tem a resposta:

1 Pedro 3.1-6“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns (maridos) não obedecem à palavra, PELO PORTE de suas mulheres sejam ganhos SEM PALAVRA; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; COMO SARA OBEDECIA A ABRAÃO, CHAMANDO-LHE SENHOR; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.

Esse é o modo como a MULHER CRISTÃ ganha o marido: No comportamento, no seu modo de vestir (com pudor e modéstia), no seu porte, na maneira de viver e, principalmente, na sua submissão total a ele. A mulher ganha o marido com o seu modo de se portar, e não com a língua. Ela deve ser uma imitadora de Sara, esposa de Abraão. Ela não precisa abrir a boca para atrair seu marido. Isso é um dom maravilhoso dado por Deus às mulheres. Respeite seu marido; chame-o de senhor, como Sara fazia. O resultado será brilhante!

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1). A mulher cristã deve entender que, neste caso, o poder está em suas mãos, pois foi Deus quem o disse. Deus não disse que “o homem sábio edifica a sua casa e que o homem tolo a derruba com as próprias mãos”. Ele disse que a mulher faz isso, não o homem. Preste atenção nisso: Quando a mulher é desobediente e insubmissa ao marido, sua casa cai (o lar não suporta esse tipo de comportamento da mulher e cai como um castelo de areia).

Quando Deus ordena que a mulher seja em TUDO submissa ao marido, é para que ela esteja debaixo de sua autoridade sem restrições, se submetendo à sua vontade sem se opor nem reclamar.

Efésios 5.22-33 “Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS aos vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos AMAR as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, AME a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher REVERENCIE o marido”.

Sempre que o assunto é Sujeição, devemos ter duas coisas em mente: (1) Todos nós estamos sujeitos a alguma autoridade: filhos aos pais, esposas aos maridos, homens às autoridades civis e aos governantes. Porém, a lei da sujeição não para aqui. Todas as classes supracitadas devem estar sujeitas primeiro a Deus, a Suprema Autoridade. E é isso que o mundo não entende. (2) Nenhuma autoridade, exceto a de Deus, é absoluta. Sendo assim, quando qualquer pessoa, em posição de autoridade, exige de seus liderados qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, os cristãos tem o dever de desobedecê-la em prol da obediência à Autoridade Suprema que é Deus.

Tudo isso concorda com o que descobrimos sobre casamento e/ou família no Novo Testamento. Os esposos possuem a responsabilidade inicial da liderança e as esposas são chamadas a submeterem-se à liderança de seus esposos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1Pe 3.1-7). O chamado à submissão para a esposa não está fundamentado em meras normas culturais, pois ela é chamada a submeter-se a seu esposo assim como a Igreja é chamada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e este mistério é que o casamento reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja, não deixando qualquer espaço para os que relativizam o evangelho a fim de argumentar que a submissão da mulher seja algo cultural e transitório.

Deus ordenou que a mulher obedeça ao marido em tudo e ponto final (Ef 5.22-24). Ele não propôs uma condição para tal. Isso é uma ordem direta. Quanto ao amor do homem para com sua esposa, a regra é a mesma. O homem deve amar sua esposa até à morte e ponto final (vv. 25-33).

A Escritura não usa meios termos e não contradiz a si mesma. A Bíblia, nos moldes da doutrina dos apóstolos, é determinista e não abre margens para conjecturas, culturas, costumes e épocas. Além disso, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é a cabeça na família (Ef 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja (1Tm 2.12). As credenciais para o “pastorado” na Igreja apostólica, assim como para qualquer função onde o papel é o ensino sobre os homens, estão prescritas em 1 Timóteo 2.11-15 e Tito 1. A vocação do ensino e da pregação é apenas um dos requisitos para o pastorado, ou para o evangelista, ou para qualquer lugar onde o homem exerce seu papel de ensinar e doutrinar. Há outros, como por exemplo governar a própria casa e ser M-A-R-I-D-O de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham (Tt 1.6-11; 1Tm 3.2-7).

É inconcebível imaginar como Cristo poderia ter sido mais claro do que em 1 Coríntios 14.34-37, 1 Timóteo 2.12, 1 Timóteo 3.2-7 e Tito 1.6-11. As mulheres são proibidas de “falar”, isto é, de “ensinar” na igreja ou em casa. O ministério de ensino na igreja, com exceção do ensino de mulher para mulher ou de mulheres aos seus filhos, pertence aos homens (cf. 1Co 14.34-37; 1Tm 2.12). Isto não se trata de ser maior ou melhor do que a esposa. Se trata da lei de Deus onde Ele estabelece papéis distintos ao homem e à mulher. Quando tal mandamento é violado, o Espírito de Deus não tem participação nenhuma e o que sobra são palavras advindas de filosofias humanas e discursos cheios de apelo.

Isaías 3.12 "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas”.

DÉBORA VS. SARA

Você já deve ter ouvido de muitos néscios por aí que Débora é exemplo de autoridade sobre o homem na Bíblia e que ela é um exemplo a ser seguido nas igrejas. Mas, será que essa abordagem a respeito de Débora está correta? Não. Não está. Em nenhum episódio bíblico vemos a mulher como pastora, como líder espiritual. Débora, uma profetiza que julgou a Israel no período dos Juízes, foi usada por Deus como juíza e profetisa e nunca como uma líder. Deus a usava como profeta, para entregar ao povo a Sua Palavra, mas Débora não era autoridade, líder nem “pastora” de uma igreja (não existia igreja no Velho Testamento). Baraque era quem liderava e estava no comando. Tanto que Deus usou Débora para dizer a Baraque: "Levanta-te, pois esse é o dia que o Senhor tem dado a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu diante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele" (Juízes 4.14). Baraque foi o líder militar e comandante do exército de Israel que atuou no reinado de Débora; mas Débora apenas profetizava a Palavra do Senhor a Baraque, enquanto ele era quem estava à frente da batalha, e não Débora.
Baraque foi convocado por Débora para a guerra, agindo com base na mensagem de Deus que ela transmitia (ela era profetiza, não líder de Baraque – Baraque obedecia aos comandos do Senhor). Embora temeroso, seguiu as instruções da profetisa e garantiu a vitória. Baraque é reconhecido na Bíblia como um exemplo da fé (Hb 11.32) que, movido pela direção de Deus através de Débora, libertou Israel. Isso não é uma questão de inteligência; é uma questão de uma simples leitura bíblica.

Na doutrina dos apóstolos, o exemplo que temos de mulher que serve a Deus é Sara, e não Débora:

"... vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto" (1 Pedro 3:1-6). As mulheres cristãs são consideradas filhas de Sara, não de Débora.

PONTOS-CHAVE SOBRE
A SUBMISSÃO NO CASAMENTO:


Definição Bíblica: A submissão é entendida como aceitar a missão do marido como o principal responsável pelo lar, agindo como ajudadora idônea (Gn 2.18 – “Então o Senhor Deus declarou: 'Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda'" (NVI).

Reciprocidade: O mesmo contexto que ordena a submissão da esposa exige que o marido ame a esposa como Cristo amou a Igreja, o que implica sacrifício e amor, não tirania.

Limites: A submissão da mulher não é absoluta. Por exemplo, a esposa não tem obrigação de se submeter a ordens que violem a Lei Divina ou sejam degradantes.

Visão de Autoridade: A liderança do marido deve ser exercida em amor e respeito, e não em controle.

Submissão Não Significa Inferioridade: A submissão da mulher é vista como um papel complementar, onde a mulher respeita a autoridade do marido no lar enquanto o homem a trata com amor. São papéis diferentes, não uma diferenciação da dignidade entre o marido e a esposa.

Em resumo, a submissão é um conceito focado no funcionamento funcional da família, baseada em respeito mútuo, e não em uma relação de superioridade ou inferioridade.

CONSEQUÊNCIAS DA INSUBMISSÃO DA MULHER

A falta de submissão da mulher ao marido, dentro da perspectiva bíblica e conservadora, é vista como uma quebra da ordem divina e da estrutura hierárquica do lar, onde o marido é o líder. As consequências citadas incluem a desarmonia familiar, conflitos, perda de proteção espiritual e funcional do lar, além de decepções, como a do Éden.

Desordem e Conflitos: A insubmissão da mulher pode gerar disputas de poder, desrespeito e a quebra da harmonia no casamento. O instinto natural do homem é se sentir afrontado por aquela que deveria estar sujeita à sua autoridade constituída por Deus.

Quebra de Princípios Bíblicos: A submissão da mulher é interpretada como respeitar o papel do marido como "cabeça" da família, não como inferioridade de valor.

Perda da "Ajuda" Efetiva: A mulher é vista como "auxiliadora idônea", e, ao não aceitar essa função, o lar pode perder a sabedoria e a sensibilidade que a mulher deveria trazer para a gestão familiar.

Exemplo no Éden: A Bíblia cita a desobediência de Eva como a primeira consequência da insubmissão ao marido, levando à decepção e ao pecado. A insubmissão de Eva resultou nas subsequentes insubmissões das mulheres ao longo da história humana, levando muitas delas à perdição e ruína.

Observação importante: A submissão bíblica destaca que esta não deve ser confundida com obediência cega ou aceitação de abusos, e deve ocorrer de forma mútua, com o marido amando e cuidando de sua esposa.

MULHER SÁBIA VS. MULHER TOLA

"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos" (Provérbios 14.1). Este versículo é um princípio bíblico sobre o impacto das atitudes femininas no lar. A sabedoria da mulher em casa é vista como a construção de um ambiente de paz, fé, amor e cuidado, enquanto a tola destrói seu lar com palavras, ações impulsivas, falta de discernimento e principalmente com a insubmissão ao marido.

Vamos nos ater aos significados e aplicações da sabedoria da mulher no Lar:

Edificação Ativa: A mulher sábia constrói o lar com hábitos diários, trazendo paz e prosperidade.

Controle Emocional: Evita a ira e palavras precipitadas, protegendo o coração e o lar com domínio próprio e mansidão.

Palavras Construtivas: Utiliza a fala para ensinar e edificar, não para destruir. A Bíblia ordena que a mulher ganhe o marido sem palavra, mas em silêncio e com uma conduta que gere uma reflexão do marido.

Temor ao Senhor: A base da sabedoria é o temor a Deus, que transforma o caráter e gera atitudes práticas de amor e cuidado.

Influência Positiva: Age como auxiliadora, apoiando o marido e fortalecendo a família, inspirada em exemplos como Ester e Sara.

Enquanto a sabedoria é edificadora, a insensatez (tola) é caracterizada pela arrogância, por ser impulsiva e destruidora de relacionamentos. A mensagem destaca a responsabilidade e o poder da mulher na atmosfera do seu lar.

A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO

A influência do feminismo na mulher cristã é um tema complexo e frequentemente debatido, com perspectivas que variam entre a aceitação de pautas sociais e a rejeição total por incompatibilidade teológica. O feminismo tem fortes impactos negativos na mulher ao desafiar estruturas bíblicas, tradicionais e familiares.

Principais Impactos Negativos Apontados:

Desestabilização da Estrutura Familiar: O feminismo incentiva uma inversão de papéis no casamento que contraria o modelo bíblico de liderança masculina e submissão amorosa da mulher ao marido.

Conflito com a Submissão Bíblica: A ênfase feminista na independência absoluta e na autonomia pessoal é incompatível com a teologia bíblica de "ajudadora idônea" e a valorização da docilidade e do lar. O feminismo tira da mulher a sua verdadeira feminilidade.

Questionamento da Autoridade Bíblica: Setores do feminismo teológico tentam revisar ou reinterpretar textos bíblicos, o que pode levar à desconfiança ou abandono da verdadeira doutrina dos apóstolos sobre o assunto.

Criação de Insatisfação: O feminismo pode fazer com que mulheres cristãs se sintam oprimidas ou insatisfeitas com os papéis designados por Deus a elas: o de esposa e mãe, tão frequentemente enfatizados e valorizados na Bíblia.

Divisão na Igreja: O movimento feminista tem gerado debates profundos sobre temas como a ordenação feminina, a linguagem masculina de Deus e a liderança na Igreja.

A Perspectiva de Incompatibilidade: O feminismo e o Cristianismo são antagônicos entre si. O objetivo de certos setores do movimento feminista é a destruição da estrutura familiar cristã e a rejeição dos princípios judaico-cristãos. A ex-feminista Ana Campagnolo, por exemplo, argumenta que o feminismo funciona como uma ideologia política com dogmas que geram oposição à fé cristã. E ela está certa.

A influência negativa do feminismo é vista principalmente quando a ideologia feminista leva ao abandono de princípios bíblicos sobre a família e o papel da mulher, gerando conflito com a fé e aos mandamentos cristãos.

NOTA: O argumento feminista que supostamente coloca a mulher numa posição na qual ela "não se submete a homem nenhum" é falho quando colocado em prática. Se a mulher feminista toma esta posição como legítima, é melhor ela repensar se seu discurso está de acordo com sua conduta. Feministas geralmente não se submetem aos seus maridos, mas são submissas a seus patrões e autoridades civis. Imagine o seguinte cenário: Seu patrão lhe dá uma ordem direta. O que ela faz? Dirá a ele: "Oh, não, eu não farei nada do que você me ordenar porque eu não me submeto a homem nenhum"?. Tenho certeza de que essa não é a realidade do feminismo. Uma típica feminista se nega a ser submissa ao marido, mas se submete às autoridades empresariais e civis o tempo todo. A hipocrisia chegou, estacionou e ali ficou. Logo, toda feminista, no final das contas, é submissa a homens sim, mas se nega a ser submissa ao marido, o qual foi constituído autoridade por Deus sobre a mulher. Ela não questiona a autoridade de seu patrão ou de seus governantes porque sabe que isso lhe acarretará perdas financeiras e consequências jurídicas. Sendo assim, o feminismo nunca teve sucesso prático, desde seu nascimento como teoria.

A MULHER RIXOSA

“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Provérbios 21.19).

A "mulher rixosa" na Bíblia, mencionada em Provérbios, é descrita como briguenta, resmungona e causadora de discórdias, tornando o convívio doméstico insuportável. O livro de Provérbios compara sua atitude a um gotejar contínuo em dia de chuva, alertando que é melhor viver só num deserto do que com ela.

Os principais textos de Provérbios que descrevem a mulher rixosa são estes:

Provérbios 21.9 "É melhor morar no fundo do quintal do que dentro de casa com uma mulher briguenta" (NTLH).

Provérbios 25.24
“É melhor morar sozinho num canto de telhado do que com a mulher briguenta em uma casa ampla”.

Provérbios 27.15-16 "A esposa briguenta é como um dia triste em que a chuva não para de cair. O que é que você pode fazer para que ela fique calada? Você já procurou fazer o vento parar ou tentou pegar óleo com a mão?" (NTLH).

A Natureza da Mulher Rixosa: Ela é descrita como alguém que provoca conflitos em casa, reclama constantemente de tudo, grita, não tem sabedoria ao falar com o marido, desrespeitando-o e desmoralizando-o, destruindo o lar com suas atitudes antibíblicas.

O Contraste da Mulher Rixosa: A Bíblia contrasta a mulher rixosa com a "mulher sábia", que edifica a sua casa (Pv 14.1), e a "mulher virtuosa", que é coroa do seu marido (Pv 12.4). A Bíblia foca na importância de um ambiente doméstico pacífico, alertando contra o comportamento iracundo e destrutivo da mulher.

CONCLUSÃO:

É crucial observar que um papel diferente para as mulheres não significa a inferioridade delas. Homens e mulheres foram igualmente criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27). Eles têm igual acesso à salvação em Cristo (Gl 3.28) e, juntos, são herdeiros da grandiosa salvação que é nossa em Jesus Cristo (1Pe 3.7). Os escritores bíblicos não lançam calúnias sobre a dignidade, inteligência e personalidade das mulheres. Vemos isso ainda mais claramente quando reconhecemos que, assim como Cristo submete-se ao Pai (1Co 15.28), as esposas devem em tudo submeter-se aos seus maridos (Ef 5.24), educar seus filhos segundo a sã doutrina de Cristo (Dt 6.6,7; Pv 22.6; Ef 6.4; 2Co 12.14b) e dedicar tempo integral ao seu lar, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.5).

Portanto, mulher, se você foi chamada para ser Esposa e Mãe, não se rebaixe a ponto de ser rainha em qualquer lugar do mundo. Se as mulheres do mundo vituperam sua missão e debocham de sua divina carreira, lembre-se que este é o sinal de que o Criador dos céus e da terra está com você e não com as mulheres do mundo, porque do mundo são (1Jo 4.5); e você não é do mundo, assim como Cristo também não é (João 17.16).

“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como um câncer nos seus ossos” (Provérbios 12.4).

– JP Padilha
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Maria Madalena – A verdade por detrás do mito | JP Padilha



Ao contrário do que você vê em livros, filmes e novelas, Maria Madalena nunca é mencionada na Bíblia como tendo sido uma mulher devassa, prostituta ou adúltera. Muitos pensam que Maria Madalena é aquela mulher pega em “adultério” pelos fariseus, que queriam penalizá-la com a pena de morte (pois essa era a lei). Porém, a Bíblia só diz que Maria Madalena foi liberta de demônios. Trata-se de outra personagem que se difere da adúltera julgada pelos fariseus. Maria Madalena era chamada assim não por "Madalena" ser um segundo nome ou sobrenome, mas por ser da cidade de Magdala.

“E aconteceu, depois disso, que [Jesus] andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lucas 8.1).

Repare que ela é colocada no mesmo grupo das mulheres que serviam a Jesus com suas posses. Foi o Papa Gregório I no ano 591 quem inventou a história de que ela seria adúltera, mas até a igreja católica já eliminou essa descrição infeliz de seus textos.

Por muito tempo eu, como pregador do evangelho, cometi o erro de associar a adúltera mencionada em João 8.3-11 com Maria Madalena. Cheguei a ensinar que Maria Madalena era a mesma mulher encontrada nestes versículos, onde Jesus lhe disse: “Vá e não peques mais” (vs. 11). Esta sim foi pega em adultério (embora os fariseus não pudessem provar que ela era adúltera, visto que na lei era necessário que o adúltero fosse encontrado no ato com a mulher – onde estava o adúltero?).

Portanto, eu mesmo, por muitas vezes, cheguei a ensinar que Maria Madalena foi a adúltera arrependida de João 8.3-11 em minhas exposições bíblicas, até que um dia fui corrigido por um irmão. Acabei fazendo uma pesquisa e descobri que eu tinha uma visão errada de Maria Madalena. Eu não havia feito uma análise responsável sobre isso. Em Lucas 8 é dito que sete demônios foram expulsos dela, afirmação que é repetida em Marcos 16. Mas nada é dito sobre ela ser a mesma mulher encontrada em "adultério" pelos fariseus quando Jesus os repreendeu por sua hipocrisia.

Essas associações de Maria de Magdala como adúltera são feitas em livros, filmes e novelas sem qualquer fundamento bíblico. Digno de nota é que cresci em uma família católica-romana e me acostumei com este ensinamento errado a respeito de Maria de Magdala (Madalena). Provavelmente também devo ter visto isso em algum filme que me influenciou (no filme “A Paixão de Cristo”, por exemplo, Maria Madalena parece ser associada àquela adúltera arrependida de João 8.3-11). Devido a erros como esse devemos dar importância ao zelo pela verdade contida nas Escrituras antes de querer ensinar sobre algo delas. Devemos buscar tudo na Palavra de Deus, não em livros não inspirados, artigos duvidosos, filmes e novelas. A expressão "Madalena" em português acabou virando sinônimo de mulher arrependida de uma vida devassa, mas isso vem do mito e das lendas criadas pelo catolicismo romano em torno desta personagem bíblica.

"Concise Bible Dictionary" diz:

“Maria Madalena é principalmente citada como alguém que ministrou ao Senhor de suas posses, ao qual se acrescenta que sete demônios haviam sido expulsos dela. As duas coisas estão em maravilhoso contraste; por um lado tinha estado completamente sob o poder de Satanás, e por outro estaria depois ministrando ao Senhor Jesus (Lc 8.2-3). Nada mais está relacionado com Maria até a crucificação, quando ela é mencionada pelo nome como estando com as outras mulheres, olhando para Aquele que ela amava na cruz. Ela esperou para ver onde o corpo seria colocado, depois descansou durante o sábado, e no sábado à noite comprou especiarias para embalsamar o corpo do Senhor, mas na manhã seguinte encontrou o túmulo vazio. Ela correu com as notícias para Pedro e João, que vieram e verificaram sua declaração, mas foram embora novamente para suas próprias casas.

Maria, porém, não pôde deixar o local; e olhando novamente para o túmulo, ela viu dois anjos ali, aos quais ela lamentou a perda do corpo. O Senhor revelou-se a ela e lhe consolou o coração quebrantado ao dizer seu nome "Maria", ao que ela respondeu: "Rabboni", ou Mestre. Ele a enviou a seus discípulos com a maravilhosa mensagem: “Subo para meu Pai e vosso Pai; e para meu Deus e vosso Deus”. Isso seria tão verdadeiro para ela quanto para eles. Seu profundo amor foi assim recompensado (Mt 27.56; Jo 19.25; 20.1-18). Ela é realmente chamada de "Maria de Magdala", uma cidade perto do Mar da Galileia: seu nome e seu caráter não estão de forma alguma relacionados com o termo moderno de "Madalena"”. (Concise Bible Dictionary).

– JP Padilha
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O GATILHO PARA UM CASAMENTO INFELIZ | JP Padilha


“Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.22-25).

Quando Deus ordena que a mulher seja em TUDO submissa ao marido, é para que ela esteja debaixo de sua autoridade sem restrições, se submetendo à sua vontade sem se opor nem reclamar. E quanto ao homem? Deus ordena que o homem ame sua esposa, certo? Isso significa que o amor não é um sentimento que (como dizem muitos) surge do nada, ou que vem naturalmente ao seu coração. Não, não é isso. O amor é um mandamento. Sendo um mandamento, quando obedecido, este amor é real e racional. Ele é verdadeiro. E isso significa que o marido terá um excesso de zelo e dedicação total à sua esposa, como se ele estivesse fazendo bem a si mesmo. Existem quatro tipos de amor nas Escrituras Sagradas, visto que não se ama a Deus, à esposa, ao irmão e ao amigo da mesma forma. São quatro os tipos de amor na Bíblia: o amor a Deus (amor acima de todas as coisas, do grego Ágape), ao cônjuge (amor romântico, do grego Eros), ao irmão (amor fraternal, do grego Storge) e ao amigo (amor de amizade, do grego Philia). Sendo assim, o amor que o homem tem pela esposa é o amor Eros – o amor romântico.

O gatilho para um casamento fracassado é este: o esposo crê que deve dar à sua esposa o que ele pensa que ela merece e a esposa responde ao esposo conforme o que ela pensa que ele merece. E essa é a fonte de todas as nossas lutas. Basicamente o homem diz: “Se a minha esposa me respeitar, eu a amarei”. E a mulher diz: “Se o meu esposo me amar, eu me submeterei a ele”. Oras, estamos enganando a quem com essa birra? Estamos enganando a nós mesmos, não a Deus. Por que? A esposa está disposta a obedecer à ordem de Deus somente se seu marido agir bem com ela, e, igualmente, o marido está decidido a amá-la somente se ela se submeter a ele. Todavia, Deus sempre age conforme Seus preceitos. Deus sempre age bem.

O que acontece é o seguinte: Deus nunca falhou e você se recusa a amar sua esposa porque ela não está agindo de acordo com a ordem de Deus. Ela não está sendo submissa a você. Porém, há algo que você precisa aprender: Deus é o centro do casamento e você deve se comportar de acordo com o que Ele te ordenou e não conforme o que sua esposa merece. O homem diz: “Bem, quando a minha esposa me respeitar, então eu a amarei”. Eis o problema: A esposa sempre falhará. O respeito da sua esposa nunca será perfeito. Sendo assim, você sempre terá desculpas para não amar sua esposa.

Da mesma forma, a mulher diz: “Eu só serei submissa e respeitarei o meu marido quando ele me amar”. Mas o amor dele sempre terá falhas. Sempre! E você, que é mulher, sempre terá desculpas para não respeitar o seu esposo.

Todavia, vocês precisam aprender o seguinte: É Deus quem está ordenando essas coisas a vocês. É Deus. E Ele nunca dá desculpas para a sua desobediência. Eu tenho que amar a minha esposa, mesmo que me pareça que ela não merece. E ela terá que me respeitar quando, às vezes, não sou merecedor de seu respeito.

“Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS aos vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos AMAR as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, AME a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher REVERENCIE o marido” (Efésios 5.22-33).

Sempre que o assunto é Sujeição, devemos ter duas coisas em mente: (1) Todos nós estamos sujeitos a alguma autoridade: filhos aos pais, esposas aos maridos, homens às autoridades civis e aos governantes. Porém, a lei da sujeição não para aqui. Todas as classes supracitadas devem estar sujeitas primeiro a Deus, a Suprema Autoridade. E é isso que o mundo não entende. (2) Nenhuma autoridade, exceto a de Deus, é absoluta. Sendo assim, quando qualquer pessoa, em posição de autoridade, exige de seus liderados qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, os cristãos tem o dever de desobedecê-la em prol da obediência à Autoridade Suprema que é Deus.

Tudo isso concorda com o que descobrimos sobre casamento e/ou família no Novo Testamento. Os esposos possuem a responsabilidade inicial da liderança e as esposas são chamadas a submeterem-se à liderança de seus esposos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1Pe 3.1-7). O chamado à submissão para a esposa não está fundamentado em meras normas culturais, pois ela é chamada a submeter-se a seu esposo assim como a Igreja é chamada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e este mistério é que o casamento reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja, não deixando qualquer espaço para os que relativizam o evangelho a fim de argumentar que a submissão da mulher seja algo cultural e transitório.

Deus ordenou que a mulher obedeça ao marido em tudo e ponto final (Ef 5.22-24). Ele não propôs uma condição para tal. Isso é uma ordem direta. Quanto ao amor do homem para com sua esposa, a regra é a mesma. O homem deve amar sua esposa até à morte e ponto final (vs. 25-30).

E SE MEU MARIDO NÃO OBEDECER?

Essa é uma pergunta muito frequente entre as irmãs, visto que, estando uma vez em sujeição total ao marido, elas têm de obedecer caladas. Então, o que fazer se o marido, de repente, desobedecer a Deus? O que a mulher deve fazer se o marido, quem sabe, começar a tratá-la mal? A Palavra de Deus tem a resposta:

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns (maridos) não obedecem à palavra, PELO PORTE de suas mulheres sejam ganhos SEM PALAVRA; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; COMO SARA OBEDECIA A ABRAÃO, CHAMANDO-LHE SENHOR; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto (1 Pedro 3.1-6).

Esse é o modo como a MULHER CRISTÃ ganha o marido: No comportamento, no seu modo de vestir (com pudor e modéstia), no seu porte, na maneira de viver e, principalmente, na sua submissão total a ele. A mulher ganha o marido com o seu modo de se portar, e não com a língua. Ela deve ser uma imitadora de Sara, esposa de Abraão. Ela não precisa abrir a boca para atrair seu marido. Isso é um dom maravilhoso dado por Deus às mulheres. Respeite seu marido; chame-o de senhor, como Sara fazia. O resultado será brilhante!

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1). A mulher cristã deve entender que, neste caso, o poder está em suas mãos, pois foi Deus quem o disse.

O AMOR EROS E A IMPORTÂNCIA DO SEXO

Eros é o amor romântico – de marido para esposa e vice-versa. Ele é caracterizado pelo romance, pela paixão e pelo desejo. Está associado ao prazer, à atração física e ao sexo. E é aqui que entra outro problema no casamento que está em ruínas: a falta de sexo. Senão, vejamos:

"Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência" (1Coríntios 7.5).

1. Não deixem de fazer SEXO regularmente.

2. Só podem cessar o SEXO sob 4 condições:

● Se os dois estiverem de acordo.
● Apenas por um brevíssimo tempo.
● Para se dedicarem à oração e jejum.
● Após tudo feito, voltem ao ato sexual regular.

3. Se o casal não preservar o ato SEXUAL constante, Satanás tentará uma das partes (ou as duas) através da lascívia.

Isso não é uma proposta passível de opção. A Bíblia não faz sugestões. Ela determina o que é correto ou não para a vida cristã. Sim, a falta de relação sexual destrói o casamento. A falta de sexo causa distanciamento entre o casal. Todo casal que não se atenta aos princípios estabelecidos por Cristo ao casamento não suporta as pressões com que o mundo, o diabo e a carne lhe acometem. Verifique e faça uma pesquisa sobre o testemunho de casais não-convertidos e testifique por si mesmo o que digo. Não é necessário a teologia para provar tal realidade perversa; basta entender um pouco de estatística. Nenhum casamento é duradouro sem a obediência aos preceitos imputados aos casados.

Geralmente chamam de "aliança" o que na verdade não passa de um simples anel de ouro. Todavia, a palavra "Aliança" deriva do hebraico "Berith", que significa Pacto ou Selo. Por acaso você já viu um judeu ou um cristão na Bíblia usando "anel de aliança"? Pois bem, e nem nunca verá. O Deus da Palavra é o Deus de alianças. Em todo o período testamentário Ele institui seus conceitos por meio de uma aliança. A aliança feita com os homens para a salvação tem como símbolo terreno o casamento entre UM HOMEM E UMA MULHER (Gênesis 2). Tanto uma como a outra não tem fim. A única distinção entre a primeira e a segunda é que o casamento se finda com a morte física, enquanto a aliança de Deus nas dispensações bíblicas são eternas e irrevogáveis – a aliança feita com Israel para o reinado de Cristo por mil anos na terra e a aliança feita com a Igreja num todo para a salvação.

Mulher, seu corpo não pertence mais a ti mesma; seu corpo pertence ao seu marido. Homem, seu corpo não pertence mais a ti mesmo; seu corpo agora pertence à sua mulher. Vocês não têm o direito de negar sexo um ao outro, exceto nos casos supracitados em 1 Coríntios 7.5, quando os mesmos se encontram em perfeita harmonia.

FAÇAM SEXO

"O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência" (1Coríntios 7.3-5).

Quando casados, seus corpos não mais pertencem a si mesmos, mas estão em sujeição mútua. Ao contrário da prostituição (sexo entre solteiros), o sexo não é meramente um momento de satisfação carnal, mas um gatilho indispensável e poderoso concedido por Deus para a batalha contra as hostes espirituais da maldade. O sexo não foi criado por satanás. Satanás não cria nada; ele distorce, deturpa, prostitui, adultera e modifica sofisticamente com o intuito de promover o pecado. O sexo é projeto de Deus e possui regras imutáveis. Assim como o Culto e a Ceia possuem elementos irrevogáveis prescritos pela Bíblia para a aceitação de Deus na vida eclesiástica, o sexo possui normas e não pode ser praticado de modo condenável pela Bíblia (isto é, não deve ser praticado fora do casamento). Se os crentes contemporâneos tivessem ciência do que significa o sexo biblicamente, estariam tomando providências radicais para mantê-lo em seu estado santo e agradável diante de Deus.

Resumindo, Deus mandou a esposa se submeter às vontades do marido, pois o marido é sua autoridade. Deus mandou o homem amar a esposa como Cristo ama a Igreja, se entregando à morte por ela. Deus mandou o casal ter relação sexual regular. Sim, Deus MANDOU VOCÊS FAZEREM SEXO COM REGULARIDADE. Eis a tríade para o casamento bíblico e feliz: Submissão da mulher, amor do homem e sexo entre ambos.

– JP Padilha | Livro: O Evangelho Sem Disfarces – Volume 5 – Casamento, divórcio e novas núpcias
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MARIA É MÃE DE DEUS? Se não, de onde surgiu a heresia? | JP Padilha


Antes de começar, eu gostaria de salientar o quanto é absurdo ter que explicar por que Deus não tem mãe. Não é uma coisa óbvia? Ele é o Criador do universo, não? Ele não nasceu de ninguém nem foi criado, mas simplesmente é, desde os tempos eternos. Todo ser humano começa a existir no momento da concepção. A origem da vida inicia-se pela união de um óvulo da mãe com um espermatozoide do pai. Isso é provado pela Bíblia, pela Ciência e até pelo senso comum. Todavia, Jesus Cristo, por ser Deus, já existia ANTES do momento de Sua concepção, pelo Espírito Santo, no ventre de Maria.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.1-3, 14).

Sim, Ele estava na eternidade com o Pai antes que Maria pudesse imaginar que um dia existiria e que conceberia o filho de Deus por meio do Espírito Santo. Sendo assim, como Maria poderia ser mãe de Deus por ter concebido Jesus, se Jesus sempre existiu?

Até mesmo para mim isso é assustador! O meu Deus SEMPRE existiu. Ele é, e ponto. Isso não bastaria para convencer as pessoas de que o Senhor não tem pai nem mãe? É uma questão de apologética, obviamente. Não podemos entender como um DEUS sempre foi... eternamente... sem dar explicações ao homem de como isso funciona. E eu temo e tremo diante do meu Deus por causa disso! Mas, infelizmente, a maioria dos religiosos – e aqui nós vamos enfatizar o catolicismo – crê que Deus tem uma mãe porque Ele usou uma mulher para que Seu filho pudesse vir ao mundo como homem-Deus.

A Bíblia nos diz que todas as coisas vieram a existir através de Jesus Cristo, (inclusive os seres humanos e, aqui, Maria, a mãe de Jesus Cristo, está incluída): “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele”. (Colossenses 1.16). Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 1.3). “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”. (João 1.10).

Em conversas esporádicas com católicos, esse é o ponto das Escrituras mais delicado de se tratar com eles: a posição de Maria no plano da redenção. Por que? Porque colocar Maria como co-autora no plano da redenção é um pecado hediondo e difícil de suportar. Trata-se de uma blasfêmia contra Deus, o único e verdadeiro Salvador!

Ao longo da história, a Igreja Católica tem elaborado uma série de doutrinas estranhas sobre a mãe de Jesus. Porém, quando examinamos as Escrituras, percebemos que essas doutrinas não vêm da palavra de Deus.

O uso da expressão "Maria, mãe de Deus" foi oficialmente autorizado no Concílio de Éfeso no século V. O concílio procurou resolver uma diferença entre alguns bispos em referência à divindade e à humanidade de Jesus. A Bíblia apresenta Jesus como Deus que se fez carne (Jo 1.1,14). Várias pessoas, em especial aquelas que se dizem “pastores da igreja”, têm tentado separar esses dois atributos de Jesus Cristo, às vezes sugerindo que sejam duas pessoas distintas – uma espiritual e a outra carnal (???). Não contentes com as afirmações das Escrituras, alguns homens procuram explicar detalhadamente coisas que Deus não revelou (cf. Deuteronômio 12.32). O resultado, freqüentemente, é que um extremo falso provoca uma reação igualmente errada, e novas falsas doutrinas brotam.

O que aconteceu foi o seguinte: Alguns teólogos se reuniram em Éfeso, uma cidade conhecida por sua exaltação de uma deidade feminina (cf. Atos 19.23-41). Eles não se contentaram em estudar o que as Escrituras dizem sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. Eles desprezaram a suficiência das Escrituras. Assim, para defender o fato de que Jesus é Deus, eles argumentaram da seguinte forma: “Emanuel realmente é Deus, e a santa Virgem é, portanto, Mãe de Deus” (John A. Hardon, S.J., The Catholic Catechism, 135). Superficialmente, a lógica parece válida, e, assim, foi oficializado o dogma de "Theotokos" (Mãe de Deus), uma doutrina que não se encontra na Bíblia. E eu costumo dizer que essa talvez seja a maior das heresias, pois coloca Maria na posição de mandante de Deus. Ela manda e Ele obedece. Ou, ainda pior, ela esteve na eternidade com Ele também.

Após tudo isso, como consequência, várias outras novas doutrinas sobre Maria surgiram. Ao não acreditarem nas afirmações bíblicas de que Maria perdeu sua virgindade com José logo após conceber Jesus (cf. Marcos 6.3), acrescentaram a doutrina da virgindade perpétua dela. Aí já é demais!!! Tentando defender a “pureza” de Maria (como se fosse pecado ter relações sexuais com o marido) enquanto negavam a inocência e pureza de todas as crianças, inventaram a noção da imaculada conceição, que se tornou dogma no século XIX.

Em 1950, Pio XII tomou mais um passo, segundo a vontade de milhões de católicos, quando decretou como dogma da seita católica a crença da Assunção de Maria ao céu. Opa! Será que já não foram longe demais? Agora, no início do século XXI, o Vaticano está sendo bombardeado com petições para exaltar Maria ainda mais. A ideia de Maria como co-redentora dos salvos já é uma doutrina explícita na crença católica. Todavia, por enquanto, não foi decidido se Roma ordenará que Maria seja vista oficialmente como co-redentora ao lado de Jesus. O fato é que, na prática, isso já acontece. O povo católico a vê como co-redentora. Simples assim.

Com tudo isso que temos visto na Cristandade, devemos aprender algumas lições importantes: Não devemos negar nada que a Bíblia afirma sobre Maria, mas também não devemos criar ou aceitar doutrinas humanas e demoníacas sobre a mãe de Jesus. Quando refutamos doutrinas falsas, precisamos ter cuidado para não inventar outras coisas igualmente erradas. Devemos sempre falar de acordo com as Escrituras, sem nada acrescentar (1Pe 4.11; 1 Co 4.6; 2Jo 9).

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A RAINHA DO CÉU | JP Padilha

O termo "a rainha dos céus" aparece duas vezes na Bíblia, ambas no livro de Jeremias. O primeiro incidente está em conexão com o que os israelitas estavam fazendo de errado (errado é pouco; foi terrível), provocando a ira do Senhor. Famílias inteiras estavam envolvidas em idolatria. As crianças buscavam a madeira que os homens usavam para construir altares para adorar falsos deuses. As mulheres estavam envolvidas em fazer a massa para os bolos e pães a serem oferecidos à "Rainha do Céu" (Jeremias 7.18). O termo “Rainha do Céu” se refere a Ishtar, uma deusa assíria e babilônica, também chamada de Astarote ou Astarte por vários outros grupos. Achava-se que ela era a esposa do falso deus Baal, também conhecido como Moloque. A motivação das mulheres em adorar Astarote decorre da sua reputação como a deusa da fertilidade e, como ter filhos era algo muito desejado pelas mulheres da época, a adoração desta "rainha do céu" era excessiva entre as civilizações pagãs. Infelizmente, tornou-se popular entre os israelitas também.

A segunda referência à rainha do céu é encontrada em Jeremias 44.17-25, onde Jeremias está proclamando ao povo a palavra que havia recebido do SENHOR. Ele lembra às pessoas de que a sua desobediência e idolatria causaram a ira do Senhor e que Ele iria puni-los com calamidade. Jeremias os adverte que maiores castigos viriam se não se arrependessem. Qual foi a resposta dos israelitas? Eles respondem que não têm nenhuma intenção em abrir mão da sua adoração aos ídolos, prometendo continuar a oferecer libações à rainha do céu, Astarote, e até mesmo ir tão longe quanto dar-lhe o reconhecimento pela paz e prosperidade de que uma vez desfrutaram. Porém, essa paz e prosperidade não haviam sido recebidas da rainha dos céus, mas por causa da graça e misericórdia de Deus.

Não temos um documento histórico que deixe claro onde se originou a ideia profana de que Astarote era uma consorte do Senhor, mas é fácil perceber como a mistura do paganismo, que exalta uma deusa junto ao culto do verdadeiro Rei do céu, o Senhor Jeová, pode levar à combinação de Deus e Astarote. E já que a adoração de Astarote envolvia a sexualidade (fertilidade, procriação, templo da prostituição), a relação resultante para a mente depravada seria naturalmente uma relação de natureza sexual entre Deus e Astarote. Obviamente, a ideia da "rainha do céu" ser a companheira ou amante do Rei dos céus é extremamente idólatra, escandalosa e antibíblica.

Não há e nunca houve uma rainha do céu. Certamente há um Rei do Céu, o Senhor dos Exércitos, o Senhor Yahweh. Ele é o único que reina e não compartilha o Seu reinado, trono ou autoridade com ninguém. A Sua glória Ele não dá a outrem. A ideia de que Maria, mãe de Jesus, é a rainha do céu não tem nenhum amparo das Escrituras, mas decorre das proclamações de padres e papas da Igreja Católica Romana. Enquanto Maria certamente era uma jovem escrava de Deus, muito abençoada por ter sido escolhida para gerar o Salvador do mundo, ela não era de forma alguma divina ou sem pecado, e nem deve ser adorada, reverenciada, venerada ou receber orações. Todo verdadeiro cristão se recusa a ser adorado. Maria se recusa a ser adorada. Pedro e os apóstolos se recusaram a serem adorados (Atos 10.25-26; 14.13-14). Os santos anjos se recusam a serem adorados (Apocalipse 19.10; 22:9). A antítese bíblica é sempre a mesma: "Adore a Deus, e tão somente a Deus!". Oferecer adoração, reverência ou veneração a outrem senão a Deus é nada menos do que idolatria. As próprias palavras de Maria no seu "Magnificat" (Lucas 1.46-55) revelam que ela nunca enxergou a si mesma como "imaculada" e merecedora de veneração, mas sim que ela dependia da graça de Deus para a salvação: "e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”. Somente os pecadores precisam de um salvador, e Maria reconheceu essa necessidade em si mesma. Ela reconheceu que era pecadora! Veja o texto. Leia-o quantas vezes for preciso, orando para que o Espírito Santo lhe revele isso.

Além do mais, Jesus repreendeu uma mulher que clamou: "Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram!". (Lucas 11.27), respondendo-lhe: "Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!". O que Jesus queria nos ensinar ao dizer essas palavras? A resposta é que, ao fazer isso, Ele eliminou qualquer ideia de que Maria fosse a única santa dentre os servos de Deus; Ele deteriorou qualquer tendência de alguém elevar Maria a um status de veneração; Ele simplesmente apontou para o fato de que Maria não era objeto de adoração. Ele com certeza poderia ter dito: "Sim, bendita seja a Rainha do Céu!", mas não foi isso o que Ele fez. Ele estava afirmando a mesma verdade que a Bíblia afirma – Não há uma rainha do céu, e as únicas referências bíblicas à "rainha dos céus" estão relacionadas à deusa de uma religião idólatra e falsa.

– JP Padilha
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– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/


QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...