JP Padilha
Sola Scriptura
A PRESERVAÇÃO DOS SANTOS | JP Padilha
INTRODUÇÃO
Uma das doutrinas mais odiadas pelos arminianos (defensores da teoria do livre-arbítrio) é a doutrina da Perseverança ou Preservação dos Santos. Na teologia, ela está inclusa na soteriologia (Doutrina da Salvação). Ela é o último ponto dos “Cinco Pontos do Calvinismo”, designado pelo “P” no acrônimo TULIP, referindo-se à “perseverança dos santos”. Resumidamente, a doutrina assevera que, uma vez que uma pessoa verdadeiramente se converte a Cristo, ela nunca mais se afastará dEle (Jo 10.28-29). Uma vez que a verdadeira fé lhe é impingida por Deus na conversão, ela nunca mais tornará para o seu estado de pecador não-salvo (2Pe 1.10; Ef 1.13; Rm 8.29-30,38-39; Jo 5.24), de forma que, definitivamente e para sempre, essa pessoa está salva, e é impossível que o Espírito Santo a deixe ou que ela perca a salvação. A teoria de que um salvo pode perder a salvação é herética – antibíblica. Portanto, uma vez que uma pessoa verdadeiramente se converte e se torna um cristão, ela certamente já está salva.
EXPRESSÕES TEOLÓGICAS
Este ensino é designado por diversas expressões diferentes. Embora algumas possam ser melhores do que outras no sentido em que contém mais informação sobre a doutrina, todas elas são acuradas e cada uma delas carrega implicações teológicas importantes. Senão, vejamos:
SEGURANÇA ETERNA – O termo “segurança eterna” assevera que a salvação do crente é algo que não se pode perder – ele não está em perigo e não será tomado.
Preste atenção na palavra “eterna”. Se ela for entendida como denotando uma duração sem fim, então, ela é sinônimo de “para sempre” e, então, enfatiza a natureza perpétua da segurança do crente. Ela não é algo que dura por um tempo e então se dissipa; ela é algo que durará para sempre.
Embora algumas pessoas tenham em mente principalmente essa ênfase quando usando a expressão, seu significado torna-se ainda mais rico se a entendemos corretamente – “eterna”! Isso se refere ao decreto eterno de Deus na eleição. Isto é, “eterna” designa o decreto soberano e imutável de Deus numa eternidade atemporal para a salvação dos Seus eleitos. Em outras palavras, a salvação de um crente está para sempre segura porque, na eternidade, Deus decretou a salvação deste indivíduo.
É impossível ser mais claro do que João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. – Atente-se para os tempos dos verbos, os quais revelam uma transformação imutável na posição do pecador salvo: “ouve”, “crê”, “TEM”, “entrará”, “PASSOU”. A passagem NÃO diz que o salvo “terá” vida eterna, mas que tem a vida eterna no momento em que crê, o que significa um direito adquirido por graça, e tão somente pela graça.
A Bíblia diz: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 João 5.13). Suponha que você estivesse na frente de Deus neste exato momento e Ele lhe perguntasse: “Por que eu deixaria você entrar?” O que você diria? Você pode não saber o que responder. O que você precisa saber é que Deus nos ama (isto é, a Igreja) e providenciou para nós uma forma para que pudéssemos saber com certeza onde vamos passar a eternidade. Ele enviou apóstolos e profetas para escreverem a Sua Palavra para que não ficássemos sem um norte a respeito do assunto. Temos aqui uma lista de passagens bíblicas que nos conforta com a certeza da salvação em Cristo Jesus.
UMA VEZ SALVO, SEMPRE SALVO – Outra descrição popular desta doutrina é “uma vez salvo, sempre salvo”. Ela claramente nos mostra que, uma vez que uma pessoa foi salva, sua salvação continua imutável e ininterrupta para “sempre”. Todavia, essa expressão permite mal-entendimento e distorções. Embora ela nos diga em que estado um crente salvo permanece, ela não nos diz pela vontade de quem, por qual poder e por quais meios ele persevera.
A PERSEVERANÇA DOS SANTOS – Calvinistas frequentemente usam os termos “a perseverança dos santos” quando se referindo à doutrina da Preservação dos Santos.
Em algumas formas, essa expressão é superior às duas anteriores. Primeiro, ela inclui mais informação relevante, visto que ela declara, não somente o resultado, mas também o estado no qual a salvação de um crente permanece intacta. Especificamente, ela transmite o fato inequívoco de que um crente sempre persiste, espiritualmente e moralmente, na condição convertida. Ela implica que ele enfrenta tentações e dificuldades em seu caminhar com Deus, e, ainda assim, “persevera” através desses desafios.
Essa expressão, além do mais, contra-ataca o mal-entendimento de que, uma vez que uma pessoa professa o Cristianismo, ela pode abandonar a sua fé, retornar permanentemente ao pecado e ainda assim ser salva. Ao invés disso, essa expressão aponta que uma pessoa que foi salva permanece salva, independente dos pecados que ela possa cometer ao longo da vida, visto que ela persevera contra as tentações e dificuldades da vida com Cristo, praticando o arrependimento e confissão de seus pecados.
Todavia, essa expressão, assim como aquela que diz “uma vez salvo, sempre salvo”, ainda permite mal-entendimento e distorções. Embora ela nos diga em que estado um crente salvo permanece, ela não nos diz pela vontade de quem, por qual poder e por quais meios ele persevera. Ela deixa espaço para alguém pensar que, uma vez convertido, um crente então tem, dentro de si mesmo, a vontade e o poder para sempre perseverar através de todas as tentações e dificuldades, mesmo que ele não possua essa disposição e capacidade antes da conversão. Essa ainda não é a versão bíblica da doutrina. Certamente, a expressão não carrega essa distorção, mas nem diretamente a exclui.
A PRESERVAÇÃO DOS SANTOS – Talvez a melhor expressão para descrever a doutrina em questão seja “a preservação dos santos” – ela é rica em conteúdo e bíblica na ênfase.
Como todas as expressões anteriores para esta doutrina, essa nos diz algo sobre o resultado final – que um crente permanecerá salvo para sempre após se converter. No entanto, ela nos diz muito mais do que isso. Assim como “perseverança dos santos”, a ideia de “preservação” implica que o crente permanecerá, verdadeiramente e finalmente, na condição positiva espiritual e moral que a regeneração produziu nele.
Em adição, ela nos diz que a razão de um crente perseverar em seu estado regenerado e convertido é porque ele é “preservado”. Isso implica a dependência contínua do crente da graça de Deus e que um crente permanece salvo por causa da vontade e do poder de Deus, e não por causa da vontade e poder do homem. Além do mais, ser “preservado” implica que a pessoa é protegida contra influências e forças hostis, e, portanto, carrega a narrativa bíblica de que o crente continua a enfrentar tentações e dificuldades após a conversão, e que Deus o preserva para que sua fé não desfaleça.
Portanto, essa expressão – Preservação dos Santos – tem a vantagem de incluir muita informação relevante, se não for por afirmação direta, então pelo menos por implicação. Ela honra a obra de Deus, exclui a vanglória do homem e reflete a ênfase bíblica sobre a graça soberana e sobre o poder ativo de Deus durante toda a preservação da salvação do eleito, desde a conversão até a consumação.
Certamente, essa expressão ainda não diz tudo o que podemos e devemos dizer sobre a doutrina da Preservação dos Santos. Ela não enfatiza adequadamente e igualitariamente todos os seus aspectos, nem exclui diretamente todas as distorções e más representações. Ela também não nos fala sobre os meios pelos quais Deus usa para nos preservar, exceto a natureza do Seu poder ativo de preservar Seus santos escolhidos. Todavia, para uma expressão curta, essa é provavelmente a melhor porque é a mais centrada em Deus e se refere a todos os aspectos relevantes dessa doutrina, pelo menos por implicação.
DEUS É QUEM PRESERVA OS SEUS SANTOS
Visto que o nosso interesse atual é o entendimento calvinista da preservação dos santos, é apropriado examinar cada ponto das Escrituras e provar, por meio delas, que a doutrina da Preservação dos Santos é bíblica e não tem nenhuma relação com o conceito herético do livre-arbítrio. Estes pontos no fornecem expressões históricas e sistemáticas da fé cristã do ponto de vista calvinista. Na verdade, o termo “Calvinismo” é apenas um apelido. Quando falamos de Calvinismo, estamos falando das doutrinas da graça de Deus contidas na Bíblia. Todos os pontos que tecerei aqui contêm verdades divinas absolutas que são relevantes para a doutrina da Preservação dos Santos.
1. Para deixar o mais claro possível: como de boa vontade renunciamos a qualquer honra e glória pela nossa própria criação e redenção, assim também o fazemos pela nossa regeneração e santificação, pois, por nós mesmos, nada de bom somos capazes de pensar, falar ou fazer (Rm 7.15-25), mas só Aquele que em nós começou a boa obra nos faz continuar nela (Fp 1.6), para o louvor e glória de Sua graça imerecida (Ef 2.8-9).
A visão calvinista da preservação dos santos está integrada dentro do contexto do padrão geral da soteriologia bíblica. Isto é, a soteriologia bíblica apresenta a salvação como algo que verdadeira e completamente vem de Deus (Jn 2.9; Ap 7.10), e ela se desenvolve nas vidas dos escolhidos de uma tal forma que exclui toda vanglória humana (Ef 2.8-9).
O fato dos homens serem completamente depravados e incapazes de fazer o bem, somente pela graça e pelo poder soberano de Deus que os eleitos são regenerados – é Deus quem deve começar Sua boa obra em nós. Então, é só Ele quem nos faz continuar nela, para o louvor e glória de Sua graça imerecida. Observe que é “só” Ele quem nos faz continuar, de forma que nenhum crédito seja atribuído ao homem. Tanto a conversão como a santificação dependem completamente da graça soberana de Deus (Fp 2.13).
2. Assim, confessamos que a causa das boas obras não é nosso livre-arbítrio (que não existe em nenhum nível ou aspecto), mas o Espírito de Jesus, nosso Senhor, que habita em nossos corações pela verdadeira fé, produz as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Por isso, com toda a ousadia afirmamos que é blasfêmia dizer que Cristo habita nos corações daqueles em quem não há nenhum espírito de santificação. Portanto, não hesitamos em afirmar que os assassinos, os opressores, os cruéis, os perseguidores, os adúlteros, os fornicadores, os idólatras, os alcoólatras, os ladrões e outros que praticam a iniquidade não têm nem verdadeira fé, nem qualquer porção do Espírito do Senhor Jesus enquanto obstinadamente continuarem na impiedade (1Co 6.9-10). Pois, logo que o Espírito do Senhor Jesus, a quem os escolhidos de Deus recebem pela verdadeira fé, toma posse do coração de alguém, imediatamente Ele regenera e renova esse homem, que assim começa a odiar aquilo que antes amava e a amar o que antes odiava (Rm 7.15). Mas, o Espírito de Deus, que dá testemunho junto ao nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm 8.16), leva-nos a resistir aos prazeres imundos e a suspirar na presença de Deus pelo livramento desse cativeiro da corrupção, e, finalmente, a triunfar sobre o pecado, para que ele não reine em nossos corpos mortais (Rm 6.12). Os homens carnais não têm esse conflito, pois são destituídos do Espírito de Deus, mas seguem e obedecem com avidez ao pecado, sem nenhum pesar, estimulados pelo diabo e por sua cupidez depravada. Os filhos de Deus, porém, como antes foi dito, lutam contra o pecado (Ef 6.12), suspiram e gemem quando se sentem tentados à prática do mal; e, se caem, levantam-se outra vez com arrependimento não fingido. Eles fazem essas coisas não pelo seu próprio poder, mas pelo poder do Senhor Jesus, sem quem nada podem fazer (Jo 15.5).
3. Uma transformação interior real ocorre na pessoa no momento da regeneração, quando ela crê, de fato, em Cristo (At 16.31). O crente, então, continua em sua nova direção espiritual, pois ele não é mais como era antes (Rm 6.17-18). Regeneração não é simplesmente uma experiência de curta duração, após a qual a disposição espiritual da pessoa permanece incerta. Antes, ela é uma transformação fundamental e permanente causada e sustentada pelo Espírito de Deus, que agora habita o crente (1Co 6.19-20; Rm 8.9-11; Jo 14.17).
Isso não significa que a regeneração concede ao crente um novo poder, no sentido de que ele agora funciona para produzir o bem espiritual à parte da graça e do poder contínuo de Deus. A Bíblia explicitamente nega que uma pessoa produza boas obras por qualquer “livre-arbítrio” humano, mesmo após ele ter sido regenerado. Em vez disso, ela diz que “a causa das boas obras” nos crentes é “o Espírito do Senhor Jesus” (Rm 8.9-11), que habita em nós através da fé, que é também um dom de Deus. Em adição, as próprias boas obras que realizamos foram “preparadas para nós” por Deus. Isso nos mostra que a pré-ordenação de Deus, Seu decreto eterno, não pré-determinou somente nossa conversão, mas também nossa santificação (Ef 1.4).
Não é como se Deus tivesse pré-determinado que seríamos salvos e então deixasse os eventos subsequentes incertos. Em vez disso, Ele pré-determinou tanto a conversão como a santificação dos Seus escolhidos, pré-ordenando as várias boas obras que eles realizariam após sua regeneração.
Portanto, assim como o “livre-arbítrio” não tem lugar na conversão, o “livre-arbítrio” também não tem na santificação. É a vontade de Deus que causa a conversão e é a vontade de Deus que causa a santificação, e isso significa que a perseverança dos santos não está sujeita à nossa fraqueza, mas à preservação poderosa de Deus.
Contudo, isso não nega que os crentes continuam a enfrentar tentações e dificuldades após sua conversão. De fato, algumas vezes eles caem até mesmo em pecados sérios, embora até essas falhas ocorram pela vontade e pelo poder soberano de Deus. A diferença é que, por causa da pré-ordenação e preservação de Deus, os escolhidos suspiram e gemem quando se sentem tentados à prática do mal; e, se caem, levantam-se outra vez com arrependimento não fingido.
Os crentes não perseveram porque eles têm um “livre-arbítrio” para escolher o bem após a regeneração, mas porque é a vontade de Deus preservá-los por Seu poder, e Ele decidiu que eles finalmente triunfarão sobre o pecado. A Bíblia afirma que Jesus já venceu o pecado e a morte. Ao crer em Jesus, o crente recebe a vitória sobre o pecado e o poder para resistir a ele (1Jo 3.8-9; Rm 6.14-18; Tg 4.7; 1Co 10.13).
É anti-escriturístico dizer que a vontade de um homem está cativa ao pecado antes da conversão e que ele passa a ter “livre-arbítrio” após a conversão. A Escritura ensina que o homem está cativo à maldade antes da conversão e que ele está cativo à justiça após a conversão (Rm 6.17-18).
Segue-se que, antes de mais nada, aqueles que não demonstram mudança real no pensamento e conduta, e aqueles que não perseveram na santidade, nunca foram convertidos. A Bíblia ousadamente declara que é impossível que um homem possa ser um verdadeiro crente e ao mesmo tempo viver sem o “espírito de santificação” (2Tm 3.1-5). Todos aqueles que obstinadamente continuam em impiedade nunca foram convertidos, mesmo que eles reivindiquem serem crentes. E, se uma pessoa declara ter o Espírito Santo em si, mas, continua no caminho da perdição, eu até mesmo presumo que isso seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo.
Leia mais sobre o assunto nos links abaixo:
Somos salvos pelas obras ou pela graça? – Parte 1
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/05/somos-salvos-pelas-obras-ou-pela-graca_12.html
Somos salvos pelas obras ou pela graça? – Parte 3
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/05/somos-salvos-pelas-obras-ou-pela-graca_14.html
O que significa Propiciação na Bíblia?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/02/o-que-significa-propiciacao-na-biblia.html
A certeza da salvação
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/a-certeza-da-salvacao-jp-padilha.html
LEGALISMO E ANTINOMIANISMO: DOIS EXTREMOS OPOSTOS QUE PISAM NA GRAÇA
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2024/05/legalismo-e-antinomianismo-dois.html
SUMÁRIO – PELAS OBRAS OU PELA GRAÇA?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/07/sumario-pelas-obras-ou-pela-graca-jp.html
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Não cobro um centavo para ensinar o evangelho | JP Padilha
Sou um ferrenho opositor da comercialização do evangelho e da fé, associados à exploração de líderes religiosos que condicionam bênçãos a qualquer quantia em dinheiro, doações, “dízimos”, compras de cursos teológicos, de seminários e livros indisponíveis em formato digital para aqueles que não possuem condições de ter o material físico. Tal prática, biblicamente falando, é considerada um pecado grave. A Bíblia condena severamente quem faz comércio da fé, tratando o evangelho ou dons espirituais como mercadoria para ganho financeiro ou pessoal. Essa prática é vista como exploração, avareza e uma distorção dos ensinamentos de Jesus, sendo combatida tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A Bíblia adverte contra aqueles que, "com palavras fingidas e por avareza, fazem comércio dos fiéis” (2 Pedro 2.3). Este verso termina dizendo qual o destino desses falsos pastores, “sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. O evangelho deve ser pregado gratuitamente, sem segundas intenções financeiras. A Bíblia ensina que a fé e o ministério não devem ser usados para obter lucro (mercantilização da fé), sendo essa uma conduta ética contrária aos princípios cristãos, praticada por falsos mestres, falsos pastores e falsos ministros.
LIVROS DE MINHA AUTORIA – IMPRESSOS E E-BOOKS GRÁTIS
Pessoas de vários lugares pedem os livros impressos, mesmo que eu os distribua gratuitamente em formato digital. Eu os publiquei por amor a estes, que podem e querem comprar. Por exemplo, o preço do livro “O Evangelho Sem Disfarces” completo é bem alto devido a alguns fatores: A obra possui um vasto número de páginas (570), características que se diferenciam de livros comuns – Formato A4, Capa Dura, Letras Coloridas para ênfases, Papel Polen (o preferido dos autores best-seller por ser um papel mais encorpado que traz mais volume à sua peça, sem ser denso/grosso, sem aumentar o número de folhas e o peso. É considerado o produto mais sustentável para ser usado na indústria gráfica quando se trata de livros muito extensos. Sua cor é Off White – levemente amarelada). Para quem tem condições, vale a pena ter essa obra de arte em casa! É livro de cabeceira! Por fim, quem cobra pela obra não sou eu, mas sim a editora.
OBSERVAÇÃO: Nos sites, os leitores têm acesso aos volumes separados da série “O Evangelho Sem Disfarces” por tema específico, retirados do livro original, todos com o título “O Evangelho sem Disfarces”, porém, com subtítulos correspondentes aos assuntos do livro (Volumes 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7).
ATENÇÃO:
Somente pessoas que possuem condições financeiras para comprá-lo pediram que ele fosse publicado porque PODEM e QUEREM o livro físico em mãos, assim como também anseiam por todos os outros livros que foram publicados pela editora. Todavia, eu não ganho um centavo sequer por isso. Nada vai para o meu bolso. A editora cobra pelo material para cobrir os altos custos de produção, distribuição e comercialização da própria editora, além de garantir a viabilidade financeira da empresa. Quanto aos direitos autorais, não reivindico para mim nenhuma quantia em dinheiro por qualquer obra sequer, diferentemente de muitos escritores e autores. Minha intenção é que o evangelho alcance a todos e, por isso, todo o conteúdo que se encontra nos meus livros também se encontra no formato digital (E-BOOK) para quem deseja baixar grátis ou lê-lo através dos meus blogs e redes sociais.
Meus livros impressos só foram lançados porque aqueles que desejam o conteúdo em formato físico e podem comprá-lo pediram que os mesmos fossem publicados. Quanto ao preço, não sou eu quem determino, mas a editora que os vende. Nenhum centavo vai para o meu bolso. Todavia, todos esses livros estão disponíveis gratuitamente em formato digital em todas as minhas redes sociais, incluindo meus blogs, onde não somente meus livros estão disponíveis em trechos repartidos em artigos, como também há artigos fora dos livros, sobre os mais variados temas bíblicos, que explanam as dúvidas dos irmãos em Cristo com uma linguagem que alcança tanto leigos como intelectuais. Nunca cobrei, nem cobrarei um centavo sequer por qualquer livro ou obra teológica que eu venha a construir, pois, aquilo que me foi dado, também eu o darei, e não venderei, a saber, o evangelho de Cristo.
POR QUE AS EDITORAS COBRAM PELOS LIVROS
As editoras cobram pelos livros para cobrir os altos custos de produção, distribuição e comercialização, além de garantir a viabilidade financeira da empresa e o pagamento de direitos autorais. O preço final não reflete apenas o papel e a tinta, mas todo o processo intelectual e técnico envolvido na transformação de um manuscrito em um produto acabado.
Aqui estão os principais fatores que compõem o custo de um livro:
• Processo Editorial e Profissionais: Inclui o trabalho de editores, preparadores de texto, revisores, capistas e diagramadores. Profissionais qualificados são pagos para garantir a qualidade, ortografia e design da obra.
• Direitos Autorais e Tradução: Pagamentos ao autor da obra (royalties) e, no caso de obras estrangeiras, custos com tradutores.
• Produção Gráfica: Custos de impressão, papel, tinta, acabamento da capa e encadernação. Livros com tiragens menores tendem a ter um custo unitário mais alto.
• Custos Operacionais (Fixos e Variáveis): Manutenção da editora, incluindo aluguel, energia, salários da equipe administrativa, marketing e logística de distribuição.
• Margem da Livraria e Impostos: A livraria ou distribuidora geralmente fica com cerca de 50% do valor de capa do livro (preço final), o que é necessário para a operação de varejo.
• Publicação Tradicional vs. Custos ao Autor: Em modelos tradicionais, a editora assume o risco financeiro e arca com todos os custos, recuperando o investimento na venda ao leitor. Em casos de coedição ou prestação de serviço, a editora pode cobrar do autor para publicar a obra, o que transfere a responsabilidade financeira (total ou parcial) para quem escreve.
Portanto, continuarei a denunciar implacavelmente aqueles que cobram para ensinar o evangelho, seja através de livros, cursos, seminários teológicos e outros meios de obter vantagens financeiras e pessoais. Denunciarei tais estelionatários da fé até meu último suspiro e não recuarei, jamais.
Leia sobre os “Mercadores da Fé” neste link:
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VAIDADE DE VAIDADES | JP Padilha
Nós nunca vimos a morte agonizante de um homem na cruz. No momento exato em que um homem é pregado à uma cruz, ele perde todos os seus direitos. E se você for pregado a uma cruz, você perderá todos os seus direitos também.
Este homem da foto sou eu antes de descobrir o quão vaidoso eu era e o quão autossuficiente eu me achava. Mas tudo isso me foi tirado. Tudo! Antes de ser habitado pelo Espírito Santo, o Senhor sempre esvaziará o homem a tal ponto que não restará nada dele mesmo dentro de si. Deus tira tudo de você para fazer de você um novo homem – um homem verdadeiramente nascido do Espírito, não da carne. É um novo nascimento.
Paulo basicamente disse: “Ninguém me inquiete! Estou cercado! Eu trago em meu corpo as marcas de um escravo. Eu sou um servo de Jesus Cristo. Eu não tenho vontade própria; eu não tenho direitos próprios”.
Para ser cheio do Espírito Santo, é preciso esvaziar o interior de si mesmo, o que significa deixar de ser guiado pelo ego, vaidade, autossuficiência, mágoas ou vontade própria. O Espírito Santo não pode habitar plenamente onde já existe "muita gente" (egocentrismo).
Assim como um copo cheio de água suja não pode receber água limpa, o coração e a mente precisam se esvaziar de si mesmos (egocentrismo, autossuficiência, ansiedades, pecados) para serem cheios do Espírito Santo.
O "Vazio" é uma preparação, não um castigo de Deus. O esvaziamento, muitas vezes sentido através de provações, perdas ou momentos de fraqueza, é o cenário onde Deus age, fazendo com que o indivíduo reconheça sua total dependência dEle.
Quando você realmente se converte a Cristo, você perde toda a sua identidade. Deus tira de você todo o seu "eu" e faz de você um nada. Trata-se de um processo de morte da sua velha natureza para que, no lugar do que você era, Cristo seja em você. Você não tem mais vida própria, vontade própria, preferência própria, princípios próprios, filosofia própria, pensamentos próprios, nem caminha com os próprios pés. Quando você realmente se converte a Cristo, todo o seu ser está sob a pessoa de Cristo. Não se trata simplesmente de uma "evolução do espírito" ou "melhoria da alma", como católicos e espíritas costumam ensinar. Trata-se de uma metamorfose, no sentido mais amplo e literal da palavra. Os pagãos perguntarão: "O que aconteceu com você? Este não é o JP que conhecíamos". Você simplesmente SUMIU! Agora, quem ocupa o seu lugar é Cristo em Pessoa.
Temos à nossa volta um "império de carne", músculo, beleza, cabelo, e tudo isso vai apodrecer no caixão. Vai apodrecer no caixão. A beleza, a riqueza, o glamour, o brilho - tudo isso em que as pessoas investem as suas vidas irá apodrecer. Mas, o que faz a vontade de Deus permanecerá para sempre.
"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois" (Eclesiastes 1.2-11).
Este homem da foto era eu quando eu pensava que não era vaidoso ou egocêntrico. Eu nunca estive tão enganado. Assim que Deus tirou tudo de mim e fez de mim um nada, descobri o quão cheio de pecado e vaidade eu estava. Posso não ter conseguido ser quem eu deveria ser agora, mas também não sou mais quem eu era antes.
– JP Padilha
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MERCADORES DA FÉ | JP Padilha
A Bíblia condena severamente quem faz comércio da fé, tratando o evangelho ou dons espirituais como mercadoria para ganho financeiro ou pessoal. Essa prática é vista como exploração, avareza e uma distorção dos ensinamentos de Jesus, sendo combatida tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Aqui estão os principais pontos sobre o que a Bíblia ensina:
• A Expulsão dos Vendilhões (O exemplo de Jesus): Jesus expulsou os comerciantes do Templo de Jerusalém, afirmando que tinham transformado uma "casa de oração" em um "covil de salteadores" (Mt 21.12-13, Mc 11.15-17).
• O Uso Indevido do Evangelho: A Bíblia adverte contra aqueles que, "com palavras fingidas e por avareza, fazem comércio dos fiéis” (2 Pedro 2.3). Este verso termina dizendo qual o destino desses falsos pastores, “sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. O evangelho deve ser pregado gratuitamente, sem segundas intenções financeiras.
• Motivação Pela Avareza: A comercialização da fé é associada à exploração de líderes religiosos que condicionam bênçãos a doações, “dízimos”, compras de cursos teológicos, de seminários e livros indisponíveis em formato digital para aqueles que não possuem condições de ter o material físico, manipulando fiéis com exigências e metas, o que é considerado um pecado grave.
• Juízo Sobre os Mercadores da Fé: Apocalipse 18.11-15 descreve o juízo divino sobre aqueles que se enriqueceram comercializando produtos espirituais, indicando que tal prática trará consequências severas – a perdição e ruína eternas.
• A Gratuidade dos Dons: Jesus instruiu seus discípulos: "De graça recebestes, de graça dai" (Mateus 10.8), o que contradiz a venda do ensinamento do evangelho, das orações ou bênçãos. Tudo que os discípulos haviam recebido eles deveriam também distribuir de graça aos demais.
Em resumo, a Bíblia ensina que a fé e o ministério não devem ser usados para obter lucro (mercantilização da fé), sendo essa uma conduta ética contrária aos princípios cristãos, praticada por falsos mestres, falsos pastores e falsos ministros.
Entenda quem são os “Mercenários da Fé” neste link:
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– JP Padilha
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