“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2.11-12).
A submissão feminina (Ef 5.22) deve ser interpretada não como inferioridade, mas como um papel complementar onde a mulher apoia a liderança do marido, que por sua vez deve amá-la sacrificialmente. A falta de submissão por parte da esposa pode gerar conflitos de autoridade, mas a teologia moderna tem relativizado essa submissão, afirmando que o papel da mulher estar sujeita ao marido é coisa do passado e que isso não se aplica à Igreja hoje, e que a mulher está em pé de igualdade com o homem na esfera hierárquica. Isso desemboca inevitavelmente na distorção dos ensinos dos apóstolos, levando a práticas condenadas pela Bíblia, tais como mulheres falando nas igrejas, ensinando homens, em posição de autoridade nas assembleias e também em casa, sendo até mesmo ordenadas como “pastoras”, etc. Obviamente, devemos destacar que a submissão da mulher não deve ser usada para abusos, dominação ou para violar a dignidade feminina.
VERSÍCULOS-CHAVE
Há muitos artigos bíblicos contra a prática do empoderamento feminino, do feminismo e da autoridade da mulher sobre o homem. Essa doutrina ímpia sempre foi muito comum em denominações pentecostais, mas conquistou espaço nas denominações históricas nos últimos tempos. Os textos mais explícitos sobre o tema na Bíblia são Atos 6.1-7, 1 Timóteo 2.11-15, 1 Coríntios 14.34-37, 1 Coríntios 11.1-16, 1 Pedro 3.1-6, Efésios 5.22-33, Tito 2.3-5, 1 Timóteo 5.14-16 e Isaías 3.12. Antes de pontuarmos os detalhes da submissão feminina, vamos fazer uma leitura de alguns desses versículos:
1 Timóteo 2.11-15 – “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação”.
1 Coríntios 14.34-37 – “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.
ATENÇÃO:
Note o “xeque-mate” de 1 Coríntios 14.34-37: Quando a Bíblia diz no verso 37: “se alguém pensa ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, ela destrói o argumento relativista daqueles que rejeitam as claras e normativas instruções de Paulo sob a base de que elas são meramente culturais. O mandamento nessa passagem é normativo para toda a Igreja e para toda a sua era.
1 Coríntios 11.1-16 – “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.
NOTA: Para entender por que as mulheres devem usar o véu (ou qualquer cobertura) sobre a cabeça, leia o artigo no link abaixo:
O USO DO VÉU
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/12/o-uso-do-veu-jp-padilha.html
Tito 2.3-5 – “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.
Note bem a seriedade desses versos! As passagens acima nos ensinam que quando uma esposa, seja ela mãe ou estéril, desobedece a tais mandamentos, ela se torna blasfema e contrária à Palavra de Deus. Ela faz tropeçar milhares de jovens que a observam. E isso é algo que a maioria dos cristãos professos da atualidade jamais irá entender.
Sei que palavras como essas se encontram na contramão do Sistema. Ora, se estivesse de acordo com os pensamentos e filosofias do mundo, não seria o Evangelho. Todavia, o futuro das mulheres que desobedecem a Deus dirá quem está com a razão.
Um pregador certa vez disse: "Se por um lado essa geração tem sofrido com homens omissos, que deixaram de ser machos em virtude da lobotomia sofrida pelo marxismo cultural, por outro, encontramos a masculinização das mulheres, que em nome de uma pseudo-liberdade abandonaram a doçura e a feminilidade, tão necessárias para o testemunho cristão". É exatamente essa a nossa realidade.
1 Timóteo 5.14-16 – "Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, seguindo à Satanás. Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas" (1 Timóteo 5.14-16).
No verso 14 desta passagem há um alerta às mulheres sobre o perigo de não obedecer a ordem de “se casarem, gerar filhos, governar a casa e não dar ocasião ao adversário de maldizer” (v. 14), pois, já algumas, sendo desobedientes a essas ordens, “se desviaram, seguindo a Satanás” (v. 15). Isso significa que as mulheres casadas devem viver de forma íntegra e irrepreensível para não dar motivos ou justificativas a críticos, inimigos ou ao Maligno para difamar a fé ou a conduta das mulheres. Essa instrução enfatiza a importância de evitar atitudes moralmente más e manter um bom testemunho, distanciando-se do mal para que a verdade não seja caluniada. Vamos pontuar nosso aprendizado sobre 1 Timóteo 5.14-15:
• Zelo pelo Testemunho: Significa agir com responsabilidade e ética, tanto em particular quanto em público, para que ninguém tenha base para críticas negativas ou calúnias.
• Afastamento da Aparência do Mal: Refere-se a evitar situações duvidosas que possam ser interpretadas como pecado ou mau comportamento, conforme Paulo instrui em 1 Tessalonicenses 5.22.
• Proteção da Fé: O objetivo é impedir que o comportamento individual manche a imagem de um grupo, da fé cristã ou o nome de Deus.
• Vigilância e Integridade: É um chamado para o cuidado constante com as palavras e ações, evitando a maledicência (falar mal das pessoas ou fofocar – cf. verso 13 e 1 Timóteo 3.11).
Tudo isso é uma exortação à sabedoria prática e conduta ilibada da mulher, blindando a própria reputação dela contra caluniadores. É claro que muitas dessas exortações se aplicam aos homens também, mas o caso da passagem em questão enfatiza que a mulher corre perigo maior quando não obedece às claras ordens que lhe foram imputadas.
E SE MEU MARIDO NÃO OBEDECER?
Muitas mulheres perguntam: “Mas, e se meu marido não obedecer a Deus?”. Essa é uma pergunta muito frequente entre as irmãs, visto que, estando uma vez em sujeição total ao marido, elas têm de obedecer caladas. Então, o que fazer se o marido, de repente, desobedecer a Deus? O que a mulher deve fazer se o marido, quem sabe, começar a tratá-la mal? A Palavra de Deus tem a resposta:
1 Pedro 3.1-6 – “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns (maridos) não obedecem à palavra, PELO PORTE de suas mulheres sejam ganhos SEM PALAVRA; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; COMO SARA OBEDECIA A ABRAÃO, CHAMANDO-LHE SENHOR; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto”.
Esse é o modo como a MULHER CRISTÃ ganha o marido: No comportamento, no seu modo de vestir (com pudor e modéstia), no seu porte, na maneira de viver e, principalmente, na sua submissão total a ele. A mulher ganha o marido com o seu modo de se portar, e não com a língua. Ela deve ser uma imitadora de Sara, esposa de Abraão. Ela não precisa abrir a boca para atrair seu marido. Isso é um dom maravilhoso dado por Deus às mulheres. Respeite seu marido; chame-o de senhor, como Sara fazia. O resultado será brilhante!
“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1). A mulher cristã deve entender que, neste caso, o poder está em suas mãos, pois foi Deus quem o disse. Deus não disse que “o homem sábio edifica a sua casa e que o homem tolo a derruba com as próprias mãos”. Ele disse que a mulher faz isso, não o homem. Preste atenção nisso: Quando a mulher é desobediente e insubmissa ao marido, sua casa cai (o lar não suporta esse tipo de comportamento da mulher e cai como um castelo de areia).
Quando Deus ordena que a mulher seja em TUDO submissa ao marido, é para que ela esteja debaixo de sua autoridade sem restrições, se submetendo à sua vontade sem se opor nem reclamar.
Efésios 5.22-33 – “Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS aos vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos AMAR as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, AME a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher REVERENCIE o marido”.
Sempre que o assunto é Sujeição, devemos ter duas coisas em mente: (1) Todos nós estamos sujeitos a alguma autoridade: filhos aos pais, esposas aos maridos, homens às autoridades civis e aos governantes. Porém, a lei da sujeição não para aqui. Todas as classes supracitadas devem estar sujeitas primeiro a Deus, a Suprema Autoridade. E é isso que o mundo não entende. (2) Nenhuma autoridade, exceto a de Deus, é absoluta. Sendo assim, quando qualquer pessoa, em posição de autoridade, exige de seus liderados qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, os cristãos tem o dever de desobedecê-la em prol da obediência à Autoridade Suprema que é Deus.
Tudo isso concorda com o que descobrimos sobre casamento e/ou família no Novo Testamento. Os esposos possuem a responsabilidade inicial da liderança e as esposas são chamadas a submeterem-se à liderança de seus esposos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1Pe 3.1-7). O chamado à submissão para a esposa não está fundamentado em meras normas culturais, pois ela é chamada a submeter-se a seu esposo assim como a Igreja é chamada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e este mistério é que o casamento reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja, não deixando qualquer espaço para os que relativizam o evangelho a fim de argumentar que a submissão da mulher seja algo cultural e transitório.
Deus ordenou que a mulher obedeça ao marido em tudo e ponto final (Ef 5.22-24). Ele não propôs uma condição para tal. Isso é uma ordem direta. Quanto ao amor do homem para com sua esposa, a regra é a mesma. O homem deve amar sua esposa até à morte e ponto final (vv. 25-33).
A Escritura não usa meios termos e não contradiz a si mesma. A Bíblia, nos moldes da doutrina dos apóstolos, é determinista e não abre margens para conjecturas, culturas, costumes e épocas. Além disso, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é a cabeça na família (Ef 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja (1Tm 2.12). As credenciais para o “pastorado” na Igreja apostólica, assim como para qualquer função onde o papel é o ensino sobre os homens, estão prescritas em 1 Timóteo 2.11-15 e Tito
É inconcebível imaginar como Cristo poderia ter sido mais claro do que em 1 Coríntios 14.34-37, 1 Timóteo 2.12, 1 Timóteo 3.2-7 e Tito 1.6-11. As mulheres são proibidas de “falar”, isto é, de “ensinar” na igreja ou em casa. O ministério de ensino na igreja, com exceção do ensino de mulher para mulher ou de mulheres aos seus filhos, pertence aos homens (cf. 1Co 14.34-37; 1Tm 2.12). Isto não se trata de ser maior ou melhor do que a esposa. Se trata da lei de Deus onde Ele estabelece papéis distintos ao homem e à mulher. Quando tal mandamento é violado, o Espírito de Deus não tem participação nenhuma e o que sobra são palavras advindas de filosofias humanas e discursos cheios de apelo.
Isaías 3.12 – "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas”.
DÉBORA VS. SARA
Você já deve ter ouvido de mitos néscios por aí que Débora é exemplo de autoridade sobre o homem na Bíblia e que ela é um exemplo a ser seguido nas igrejas. Mas, será que essa abordagem a respeito de Débora está correta? Não. Não está. Em nenhum episódio bíblico vemos a mulher como pastora, como líder espiritual. Débora, uma profetiza que julgou a Israel no período dos Juízes, foi usada por Deus como juíza e profetisa e nunca como uma líder. Deus a usava como profeta, para entregar ao povo a Sua Palavra, mas Débora não era autoridade, líder nem “pastora” de uma igreja (não existia igreja no Velho Testamento). Baraque era quem liderava e estava no comando. Tanto que Deus usou Débora para dizer a Baraque: "Levanta-te, pois esse é o dia que o Senhor tem dado a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu diante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele" (Juízes 4.14). Baraque foi o líder militar e comandante do exército de Israel que atuou no reinado de Débora; mas Débora apenas profetizava a Palavra do Senhor a Baraque, enquanto ele era quem estava à frente da batalha, e não Débora. Baraque foi convocado por Débora para a guerra, agindo com base na mensagem de Deus que ela transmitia (ela era profetiza, não líder de Baraque – Baraque obedecia aos comandos do Senhor). Embora temeroso, seguiu as instruções da profetisa e garantiu a vitória. Baraque é reconhecido na Bíblia como um exemplo da fé (Hb 11.32) que, movido pela direção de Deus através de Débora, libertou Israel. Isso não é uma questão de inteligência; é uma questão de uma simples leitura bíblica.
Na doutrina dos apóstolos, o exemplo que temos de mulher que serve a Deus é Sara, e não Débora:
"... vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto" (1 Pedro 3:1-6). As mulheres cristãs são consideradas filhas de Sara, não de Débora.
PONTOS-CHAVE SOBRE
A SUBMISSÃO NO CASAMENTO:
• Definição Bíblica: A submissão é entendida como aceitar a missão do marido como o principal responsável pelo lar, agindo como ajudadora idônea (Gn 2.18 – “Então o Senhor Deus declarou: 'Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda'" (NVI).
• Reciprocidade: O mesmo contexto que ordena a submissão da esposa exige que o marido ame a esposa como Cristo amou a Igreja, o que implica sacrifício e amor, não tirania.
• Limites: A submissão da mulher não é absoluta. Por exemplo, a esposa não tem obrigação de se submeter a ordens que violem a Lei Divina ou sejam degradantes.
• Visão de Autoridade: A liderança do marido deve ser exercida em amor e respeito, e não em controle.
• Submissão Não Significa Inferioridade: A submissão da mulher é vista como um papel complementar, onde a mulher respeita a autoridade do marido no lar enquanto o homem a trata com amor. São papéis diferentes, não uma diferenciação da dignidade entre o marido e a esposa.
Em resumo, a submissão é um conceito focado no funcionamento funcional da família, baseada em respeito mútuo, e não em uma relação de superioridade ou inferioridade.
CONSEQUÊNCIAS DA INSUBMISSÃO DA MULHER
A falta de submissão da mulher ao marido, dentro da perspectiva bíblica e conservadora, é vista como uma quebra da ordem divina e da estrutura hierárquica do lar, onde o marido é o líder. As consequências citadas incluem a desarmonia familiar, conflitos, perda de proteção espiritual e funcional do lar, além de decepções, como a do Éden.
• Desordem e Conflitos: A insubmissão da mulher pode gerar disputas de poder, desrespeito e a quebra da harmonia no casamento. O instinto natural do homem é se sentir afrontado por aquela que deveria estar sujeita à sua autoridade constituída por Deus.
• Quebra de Princípios Bíblicos: A submissão da mulher é interpretada como respeitar o papel do marido como "cabeça" da família, não como inferioridade de valor.
• Perda da "Ajuda" Efetiva: A mulher é vista como "auxiliadora idônea", e, ao não aceitar essa função, o lar pode perder a sabedoria e a sensibilidade que a mulher deveria trazer para a gestão familiar.
• Exemplo no Éden: A Bíblia cita a desobediência de Eva como a primeira consequência da insubmissão ao marido, levando à decepção e ao pecado. A insubmissão de Eva resultou nas subsequentes insubmissões das mulheres ao longo da história humana, levando muitas delas à perdição e ruína.
Observação importante: A submissão bíblica destaca que esta não deve ser confundida com obediência cega ou aceitação de abusos, e deve ocorrer de forma mútua, com o marido amando e cuidando de sua esposa.
MULHER SÁBIA VS. MULHER TOLA
"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos" (Provérbios 14.1). Este versículo é um princípio bíblico sobre o impacto das atitudes femininas no lar. A sabedoria da mulher em casa é vista como a construção de um ambiente de paz, fé, amor e cuidado, enquanto a tola destrói seu lar com palavras, ações impulsivas, falta de discernimento e principalmente com a insubmissão ao marido.
Vamos nos ater aos significados e aplicações da sabedoria da mulher no Lar:
Edificação Ativa: A mulher sábia constrói o lar com hábitos diários, trazendo paz e prosperidade.
• Controle Emocional: Evita a ira e palavras precipitadas, protegendo o coração e o lar com domínio próprio e mansidão.
• Palavras Construtivas: Utiliza a fala para ensinar e edificar, não para destruir. A Bíblia ordena que a mulher ganhe o marido sem palavra, mas em silêncio e com uma conduta que gere uma reflexão do marido.
• Temor ao Senhor: A base da sabedoria é o temor a Deus, que transforma o caráter e gera atitudes práticas de amor e cuidado.
• Influência Positiva: Age como auxiliadora, apoiando o marido e fortalecendo a família, inspirada em exemplos como Ester e Sara.
Enquanto a sabedoria é edificadora, a insensatez (tola) é caracterizada pela arrogância, por ser impulsiva e destruidora de relacionamentos. A mensagem destaca a responsabilidade e o poder da mulher na atmosfera do seu lar.
A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO
A influência do feminismo na mulher cristã é um tema complexo e frequentemente debatido, com perspectivas que variam entre a aceitação de pautas sociais e a rejeição total por incompatibilidade teológica. O feminismo tem fortes impactos negativos na mulher ao desafiar estruturas bíblicas, tradicionais e familiares.
Principais Impactos Negativos Apontados:
• Desestabilização da Estrutura Familiar: O feminismo incentiva uma inversão de papéis no casamento que contraria o modelo bíblico de liderança masculina e submissão amorosa da mulher ao marido.
• Conflito com a Submissão Bíblica: A ênfase feminista na independência absoluta e na autonomia pessoal é incompatível com a teologia bíblica de "ajudadora idônea" e a valorização da docilidade e do lar. O feminismo tira da mulher a sua verdadeira feminilidade.
• Questionamento da Autoridade Bíblica: Setores do feminismo teológico tentam revisar ou reinterpretar textos bíblicos, o que pode levar à desconfiança ou abandono da verdadeira doutrina dos apóstolos sobre o assunto.
• Criação de Insatisfação: O feminismo pode fazer com que mulheres cristãs se sintam oprimidas ou insatisfeitas com os papéis designados por Deus a elas: o de esposa e mãe, tão frequentemente enfatizados e valorizados na Bíblia.
• Divisão na Igreja: O movimento feminista tem gerado debates profundos sobre temas como a ordenação feminina, a linguagem masculina de Deus e a liderança na Igreja.
• A Perspectiva de Incompatibilidade: O feminismo e o Cristianismo são antagônicos entre si. O objetivo de certos setores do movimento feminista é a destruição da estrutura familiar cristã e a rejeição dos princípios judaico-cristãos. A ex-feminista Ana Campagnolo, por exemplo, argumenta que o feminismo funciona como uma ideologia política com dogmas que geram oposição à fé cristã. E ela está certa.
A influência negativa do feminismo é vista principalmente quando a ideologia feminista leva ao abandono de princípios bíblicos sobre a família e o papel da mulher, gerando conflito com a fé e aos mandamentos cristãos.
A MULHER RIXOSA
“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Provérbios 21.19).
A "mulher rixosa" na Bíblia, mencionada em Provérbios, é descrita como briguenta, resmungona e causadora de discórdias, tornando o convívio doméstico insuportável. O livro de Provérbios compara sua atitude a um gotejar contínuo em dia de chuva, alertando que é melhor viver só num deserto do que com ela.
Os principais textos de Provérbios que descrevem a mulher rixosa são estes:
Provérbios 21.9 – “É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta”.
Provérbios 25.24 – “Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla”.
Provérbios 27.15-16 – “O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes; tentar moderá-la será como deter o vento, ou como conter o óleo dentro da sua mão direita”.
A Natureza da Mulher Rixosa: Ela é descrita como alguém que provoca conflitos em casa, reclama constantemente de tudo, grita, não tem sabedoria ao falar com o marido, desrespeitando-o e desmoralizando-o, destruindo o lar com suas atitudes antibíblicas.
O Contraste da Mulher Rixosa: A Bíblia contrasta a mulher rixosa com a "mulher sábia", que edifica a sua casa (Pv 14.1), e a "mulher virtuosa", que é coroa do seu marido (Pv 12.4). A Bíblia foca na importância de um ambiente doméstico pacífico, alertando contra o comportamento iracundo e destrutivo da mulher.
CONCLUSÃO:
É crucial observar que um papel diferente para as mulheres não significa a inferioridade delas. Homens e mulheres foram igualmente criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27). Eles têm igual acesso à salvação em Cristo (Gl 3.28) e, juntos, são herdeiros da grandiosa salvação que é nossa em Jesus Cristo (1Pe 3.7). Os escritores bíblicos não lançam calúnias sobre a dignidade, inteligência e personalidade das mulheres. Vemos isso ainda mais claramente quando reconhecemos que, assim como Cristo submete-se ao Pai (1Co 15.28), as esposas devem em tudo submeter-se aos seus maridos (Ef 5.24), educar seus filhos segundo a sã doutrina de Cristo (Dt 6.6,7; Pv 22.6; Ef 6.4; 2Co 12.14b) e dedicar tempo integral ao seu lar, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.5).
Portanto, mulher, se você foi chamada para ser Esposa e Mãe, não se rebaixe a ponto de ser rainha em qualquer lugar do mundo. Se as mulheres do mundo vituperam sua missão e debocham de sua divina carreira, lembre-se que este é o sinal de que o Criador dos céus e da terra está com você e não com as mulheres do mundo, porque do mundo são (1Jo 4.5); e você não é do mundo, assim como Cristo também não é (João 17.16).
“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como um câncer nos seus ossos” (Provérbios 12.4).
– JP Padilha
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