A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA (Texto baseado no sermão de Bruce Anstey em vídeo – link no fim do texto)



Eu gostaria de tratar da proximidade da vinda do Senhor. Cremos com toda a certeza que o Senhor está vindo muito em breve.

Vamos ler o versículo de introdução em João 14. Esta é a primeira vez que o Senhor anunciou que Ele viria tomar o que era Seu para estar com Ele na casa do Pai. Isso aparece muitas vezes depois nas Escrituras, mas esta é a primeira vez que o próprio Senhor apresenta esse assunto maravilhoso. João 14:1: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”. Esta é uma promessa maravilhosa que o Senhor deu a seus discípulos para consolar seus corações. E certamente é um conforto para nossos corações saber que o Senhor está vindo para nos tirar desse mundo corrupto e doente que vivemos. O próprio Senhor colocou esta esperança diante de nós, que Ele irá nos levar para casa.

Agora, a questão que queremos tratar esta tarde não é o fato de que o Senhor virá, porque temos sua própria palavra prometendo isso. Nossa pergunta é, quando? Quando ele virá? E a resposta que eu quero lhe dar das escrituras é esta: muito, muito em breve! Agora, eu não quero simplesmente dizer, como um pressentimento que tenho ou alguma ideia de alguns teólogos. Não, querermos mostrar nas escrituras como sabemos que o Senhor está vindo muito, muito em breve. Quero examinar quatro passagens diferentes das Escrituras que nos mostram esse fato impressionante, que o retorno do Senhor é iminente.
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Vejamos Daniel 12 como ponto de partida. Você sabe que o livro de Daniel fala a respeito de profecias e assuntos proféticos; fala sobre a restauração e bênção de Israel no que se chama últimos tempos, últimos dias, fim dos tempos. Mas há algo em Daniel 12 que indicaria a proximidade do retorno do Senhor. Nós não temos o arrebatamento, o Senhor vindo nos levar para o céu no livro de Daniel; no entanto, Daniel descreve o que acontecerá nos últimos dias, após o arrebatamento. Daniel 12:4 diz: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. Isto descreve a hora do fim, quando Deus se refere a Israel e os abençoa após um tempo de dificuldade. Daniel 12:1 nos diz que haverá um tempo turbulento – a Grande Tribulação – que sabemos, virá sobre este mundo. Sabemos que a Igreja será arrebatada antes da grande tribulação.

Mas o tempo do fim será caracterizado pelas duas coisas mencionadas aqui: (1) muitos correrão de um lado para o outro, e (2) o conhecimento aumentará. Esse foi o caso nos últimos 100-150 anos. Pense nisso! O avanço do conhecimento que aconteceu nos últimos 100-150 anos foi surpreendente. Pense nos computadores que temos e em todos os avanços na ciência e tecnologia médica. Tudo isso é uma prova de que definitivamente estamos nos últimos dias. Pense em como, há milhares de anos, a história do homem avançou, puxando uma carroça com um cavalo, trabalhando com madeira, martelo e coisas assim. E então, de repente, nos últimos 150 anos temos computadores e rádios e todos os outros tipos de aparelhos que você pode imaginar. Pense na ciência médica: agora existe uma câmera tão pequena que vai dentro da corrente sanguínea, dentro de suas veias e tira fotos do que está acontecendo dentro do seu corpo! Essa é uma das mil coisas que eu poderia usar esta tarde para ilustrar os recentes avanços tecnológicos nos últimos 100-150 anos.

Talvez já tenha contado essa história, um dia meu pai voltou para casa da escola e disse a seu pai: “Papai, eu vi carro hoje!” Seu pai disse, “você não viu”. Ele não acreditou, e meu pai teve que fazer tudo o que podia para convencer seu pai de que ele tinha visto um carro! Isso foi no tempo do meu pai, o que não faz muito tempo. É incrível pensar que, no tempo da nossa vida, houve tal avanço no conhecimento, na proporção que estamos falando aqui.

Não ignore o comentário em Daniel 12:4: “muitos correrão de uma parte para outra”. Este versículo descreve pessoas que atravessam a terra em aviões, indo e vindo, estabelecendo um ritmo de vida incrível. Antes, os dialetos locais eram mais facilmente identificados porque as pessoas não viajavam. Povos viviam a 20 milhas um do outro e falavam diferentes dialetos, porque nunca saiam de onde moravam. Hoje, estamos zigzagueando por todo o país e em todo o mundo! Isso só aconteceu nos últimos anos. Há quanto tempo as companhias aéreas comerciais existem? Acho que logo após a Segunda Guerra Mundial – 1947 ou 1946.

Estamos falando de coisas com as quais temos que nos acostumar neste mundo. Nossos filhos não sabem o que é viver sem computador. É incrível como eles podem operar esses telefones! Meu pai não sabia nada sobre isso. Na verdade, eu não conhecia nada sobre isso e demorei para aprender.

O que caracterizará os últimos dias, quando Deus trabalhará com Israel novamente, é que esse conhecimento será amplamente aumentado e os homens estarão correndo por todo o mundo com meios de transporte mais sofisticados. Isso não descreve o nosso dia? Sabemos uma coisa desta passagem: estamos perto do fim dos tempos e sabemos que o Senhor virá para nós antes disso. O que isso nos diz? Que estamos muito perto do momento em que o Senhor vai descer com alarido e nos chamar a todos para o arrebatamento como lemos em 1 Tessalonicenses 4.
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Mas há outras indicações da proximidade da vinda do Senhor. Mateus 25:1-13: “Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta! E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir”. As últimas cinco ou seis palavras não deveriam estar aqui, sobre a vinda do Filho do homem. O assunto aqui é a chegada do Noivo, não a vinda do Filho do homem. Na tradução de Darby as últimas seis palavras desse versículo 13 foram omitidas. Deve-se ler, “você não sabe nem o dia nem a hora”, ponto.

A semelhança do reino nos mostra quatro etapas na história da profissão cristã. Aqui temos uma pequena figura da profissão cristã. A primeira etapa começa quando diz que todas “saíram”. Dez virgens saíram com suas lâmpadas para encontrar o noivo. Isso marca a postura original da Igreja nos primeiros dias, no tempo dos apóstolos. Eles eram separados de tudo, fosse secular ou religioso, que era inconsistente com a santidade de Deus. Eles saíram com um propósito, para esperar o noivo que viria.

Mas então descobrimos que cinco delas eram loucas e cinco eram prudentes. Em outras palavras, a profissão cristã foi misturada com crentes verdadeiros e os meramente professos, e desde então tem havido uma mistura. Eu gosto de chamar isso de “profissão cristã” porque envolve mais do que apenas a Igreja, e inclui aqueles que professam ser crentes e aqueles que realmente são. Mas diz aqui que “tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram”. Esta é a segunda fase da história da profissão cristã. Pouco depois dos dias dos apóstolos, a igreja perdeu de vista o fato de que o Senhor, o noivo, estava vindo, e adormeceram para essa verdade. Esta foi uma condição que permeou a profissão cristã por 1.500 anos – de qualquer maneira, mais de 1.000 anos. As pessoas não tinham ideia de que o Senhor viria para levá-las para casa como lemos em João 14. Elas conheciam pelas Escrituras sobre a aparição de Cristo para juízo, mas não tinham ideia do arrebatamento. Parece que foi riscada das mentes da chamada Igreja naquela época. Tomada de sono, dormiu. Isso leva a uma cena noturna e traz diante de nós a ideia da Idade das Trevas, que durou muitos séculos.

A terceira etapa na história da profissão cristã é o que lemos no versículo 6: “à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!”. Naquela época, na profissão cristã, tomou-se consciência do fato de que o Senhor estava vindo. Qualquer um que entenda a história da profissão cristã sabe que esse grito da meia-noite aconteceu há cerca de 150 anos, em meados dos anos 1800, quando os irmãos cavaram na Escritura e aprenderam, comparando a profecia e as Escrituras do Novo Testamento, que o Senhor estava vindo, Que o arrebatamento estava prestes a acontecer. Houve um clamor e a profissão cristã tomou conhecimento no século 19 da volta do Senhor, como lemos em João 14: “virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo”.

“Aí vem o esposo”. Foi-me dito que a próxima palavra “vem” não deveria estar no versículo 6. Os tradutores a colocaram lá para nos ajudar a vê-la como um evento, mas é mais do que um evento. Deus trata a vinda do Senhor diante das almas, não apenas como um evento profético no calendário de eventos que acontecerá na profecia (embora seja isso), mas que nossos corações seriam ocupados com a Pessoa que está vindo. Nosso Noivo está vindo para nós – é Ele! Então, deveria ser: “Eis o noivo”.

O grande resultado no ministério cristão do conhecimento da vinda do Senhor foi a apresentação de Cristo. Foi o ministério que apresentou Cristo aos que escutaram e escutarão, e teve um grande efeito. ” Saí-lhe ao encontro!”. Havia um retorno ao estado original do início da Igreja, que era separada de tudo o que é secular e religioso. Isso existia na profissão cristã no século 19. Qualquer pessoa que conheça um pouco a história da Igreja é capaz de identificar isso; Houve uma grande agitação na profissão cristã sobre este grande fato de que o Noivo logo viria.

A quarta etapa está no versículo 10: “veio o noivo”. Este evento encerra a dispensação e fecha o presente dia da graça. Refere-se ao arrebatamento – a vinda do Senhor – veio o Noivo. Os que estão prontos irão, os que não estão serão deixados de fora. Entre o clamor da meia-noite e o retorno do noivo, vemos que houve muita comoção. Isso nos fala da comoção que tem estado na profissão cristã nos últimos 100 anos. Todo mundo anda por aí buscando óleo – com foco mais no Espírito de Deus do que no próprio Senhor. As virgens sábias dizem: “ide… e comprai”. Esta é a ideia do trabalho do evangelho. O trabalho do evangelho aumentou por causa do entendimento que o Senhor está vindo. Agradecemos a Deus por todo homem que prega o Evangelho e toda mulher que prega o Evangelho. Isso mostra que vocês percebem que o Senhor está chegando e há uma urgência nisso.

A quarta etapa, então, como eu disse, acontece quando o noivo vem e as virgens entram com ele para as bodas e a porta é fechada. O grito da meia-noite que alarmou a profissão cristã e despertou a profissão cristã para o fato de que o Senhor estava vindo, aconteceu há 170 anos, e o Senhor ainda não chegou! O que isso nos diz? Isso nos diz uma coisa: devemos estar muito perto, porque Ele cumpre Sua promessa! Ele não seria Deus se Ele não cumprisse Sua promessa. Nós sabemos que Ele está vindo, nós simplesmente não sabemos o momento. Mas nós sabemos quando – é muito, muito em breve.
***
Outra indicação aparece em Apocalipse 3, quando o Senhor trata da Igreja em Laodicéia. Isso aconteceu na profissão cristã logo após o despertar pelo clamor da meia-noite. Apocalipse 3:14-17: “E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. A condição da igreja de Laodicéia é outro sinal de que sabemos que a vinda do Senhor está muito próxima. Dizemos isso, porque nesses dois capítulos (Apocalipse 2 e 3) temos as sete igrejas mencionadas. Como você sabe, cada uma delas representa um estágio distinto na história da Igreja que é facilmente identificável agora nos dias em que vivemos.

O que encontramos aqui na Igreja de Laodicéia é uma indiferença incrível com Cristo, e uma incrível ignorância quanto à verdadeira condição da Igreja, seu próprio estado. Ela acha que está enriquecida com toda riqueza espiritual, e não faz ideia de que ela está espiritualmente destituída, nua, miserável e cega. Ela nem tem as coisas mais elementares, como o ouro. Ela nega categoricamente o fato de que a profissão cristã está em ruína; esta é uma atitude que caracteriza o dia em que vivemos. O que restou da recuperação da verdade, dada à igreja no século 19, é uma indiferença em relação a tudo que tinha sido recuperado. A profissão cristã, particularmente o lado evangélico da profissão cristã, é marcada por essas duas coisas: (1) indiferença a Cristo e (2) ignorância do nosso verdadeiro estado coletivo. Laodicéia ostenta, acha que tudo está bem e bom, tudo certo; é uma negação absoluta da ruína da Igreja.

Ao olhar para a profissão cristã, podemos ver que somos uma parte desta condição generalizada de indiferença para as reivindicações de Cristo. O que marca a condição de Laodicéia é ter algum conhecimento da verdade que foi recuperado nos tempos de Filadélfia, mas essa verdade não tem efeito moral ou espiritual sobre a vida dela. Não há melhor exemplo disso do que a própria verdade que estamos mostrando esta tarde: a vinda do Senhor. “O Senhor está vindo!” você pode contar a alguém. Eles respondem: “Sim, eu sei que o Senhor está vindo. Não, isso não muda nada na minha vida. Faço tudo o que quero fazer no Dia do Senhor, e coloco meus interesses em primeiro lugar. Ele está vindo, posso dizer os versículos, mas isso não significa nada para mim”. Essa é a condição de Laodicéia, e é isso que caracteriza a profissão cristã em geral.

Precisamos perceber que esta condição é a última etapa que a Igreja experimentará antes que o Senhor venha. Lembre-se, existem apenas sete estágios, e este é o sétimo e final. Se estamos nesse sétimo estágio agora – e definitivamente estamos – o que está por vir? Nada além do Senhor e Seu clamor. É interessante ver que o Espírito estava falando nos capítulos 1, 2 e 3 de Apocalipse para as igrejas. Depois disso, Ele nunca mais fala com as Igrejas. Por quê? Porque a Igreja, depois do capítulo 3, é vista como tendo ido para o céu. Do capítulo 4 em diante, não lemos nada sobre a Igreja até o fim, quando ela sai do céu com o Senhor, no capítulo 19, a noiva e esposa do próprio Cordeiro. Estamos chegando muito perto do fim, quando virá o Senhor com Seu clamor, porque a profissão cristã foi marcada pelo Laodiceanismo há quase 150 anos. Não foi muito tempo depois que a verdade foi recuperada nos tempos de Filadélfia que este estágio final começou.
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Finalmente, vamos voltar para Mateus 14, outra passagem que aponta para o fato de que a vinda do Senhor está muito próxima. Esta história é outra imagem que ilustra a história da profissão cristã em relação à vinda do Senhor. Nos versículos 15 a 21, temos o Senhor reunindo pessoas no deserto e alimentando-as. Antes disso, Ele estava curando, abençoando e fazendo todos os tipos de obras que caracterizam o mundo por vir, que são chamados de poderes do mundo vindouro. O alimento para os 5.000 é o único milagre que se encontra nos quatro Evangelhos. Ele ilustra o ministério terrenal do Senhor Jesus quando Ele esteve aqui. Em todos os casos, é significativo e interessante que, quando alimentou os 5.000 com este milagre incrível, todos comeram, se fartaram e disseram… nada. Eles não O agradeceram por isso, eles não apreciaram. Em todos os quatro relatos desse milagre, ninguém O agradeceu, ninguém O agradeceu por isso, ninguém disse: “Você deve ser o Messias, vamos aceitá-lo e recebê-lo agora”. Nem uma palavra! Isso nos mostra que Ele foi rejeitado. Não significava nada para eles, não os movia. E então, imediatamente, a cena muda.

Encontramos, então, a partir do versículo 22 em diante que Jesus constrangeu seus discípulos a entrar num barco e a ir para o outro lado, enquanto Ele enviou as multidões para longe. Ele despede a multidão que acabou de alimentar, que não tinha apreciação pelo que Ele fez. Esta é uma imagem dEle deixando Israel de lado por um tempo. Os discípulos, uma figura do remanescente da nação, ele coloca em um testemunho completamente novo – o barco – e eles são enviados através do mar. Isso retrata a jornada da Igreja como testemunho através deste mundo para o outro lado da margem. Quando Ele despediu as multidões, é interessante que o Senhor não se junta imediatamente aos discípulos no barco. Primeiro, Ele vai para uma montanha, que retrata Sua ascensão ao céu. Ele não vai lá para se distrair, Ele vai lá para orar! Esta é a oração sacerdotal intercessora do Senhor Jesus, enquanto o povo Dele – a Igreja – está naquele barco atravessando o mar para o outro lado. Ele ora lá sozinho.

No versículo 25, à quarta vigília da noite, o Senhor começa a caminhar no mar, e Ele vai até eles. A quarta vigília é a última antes do amanhecer. Isso está perto do fim do tempo da ausência do Senhor durante a noite. Os discípulos O veem caminhar sobre o mar, ficam assustados e gritam (versículo 26). Isso é como o clamor da meia-noite na história das dez virgens. Eles podem ver o Senhor chegar! Novamente, isso é algo que tem ocorrido historicamente na história da Igreja há cerca de 150 anos.

Então o Senhor Jesus diz: “tende bom ânimo, sou eu; não temais”. Algo motiva Pedro a sair do barco. Ele estava tão absorto com o fato de que o Senhor estava vindo que ele saiu do barco e caminhou, somente onde a fé pode andar, para o Senhor. Foi o que aconteceu quando a Igreja aprendeu sobre a vinda do Senhor. Como resultado, um testemunho remanescente separou – e afastou – o denominacionalismo e todo apoio oficial que poderia haver, caminhando apenas onde a fé podia andar. Isso aconteceu há 150 anos, em meados do século 19, quando houve aqueles que se separaram do denominacionalismo, da ordem e do formalismo oficial da igreja e caminharam onde somente a fé pode caminhar. Não tinham nada para se apoiar, mas confiaram no Espírito de Deus para todas as coisas relativas à adoração e ao ministério.

É um testemunho remanescente. Não estou dizendo que os santos reunidos sejam o remanescente, eles simplesmente representam uma posição no testemunho cristão de um testemunho remanescente e estão onde todo o remanescente – todo verdadeiro crente – deveria estar. O testemunho remanescente foi estabelecido naqueles dias em meados do século 19. O Senhor disse a Pedro para sair do barco e caminhar na água, ele não estava agindo em desobediência ou tentando a Deus. “Vem”, disse o Senhor (versículo 29), Pedro desceu e foi para onde o Senhor estava caminhando para encontrá-lo. Ele estava tão absorto com a vinda do Senhor que nem percebeu que estava caminhando sobre a água! Incrível.

Mas esse não é o fim da história. Pedro tirou os olhos do Senhor e começou a afundar. Muitas vezes dissemos que ele tentou continuar o que estava fazendo, mas sem olhar para o Senhor. Ele descobriu que não poderia fazê-lo. Da mesma forma, aqueles que fazem parte do testemunho remanescente perderam de vista o Senhor. E ainda estamos tentando continuar fazendo as coisas que sempre fizemos, mas não está funcionando. Não está funcionando e vamos afundar! O testemunho remanescente está começando a afundar. Mas não se desanime com esse fato, de olharmos ao redor e vermos Pedro afundando. Porque quando Pedro começou a afundar, ele clamou: ” Senhor, salva-me”, e imediatamente o Senhor estava lá para pegá-lo. Isso nos faz pensar na chegada do Senhor e no fim da nossa jornada aqui.

Você viu Pedro afundando? Sim. Isso o desencoraja? Não deixe que isso o desencoraje, porque isso significa que o Senhor deve estar vindo e devemos estar no final da jornada! Se você vir Pedro afundando, então você sabe que o Senhor está vindo. Ele poderia estar aqui esta tarde, porque Pedro está afundando. Mas é bom lembrar que Pedro não se afoga. O testemunho remanescente não se afogará, não será submerso, mas está afundando. Isso significa algo para o meu coração: o Senhor está próximo. O Senhor está perto! O Senhor está chegando. Você está pronto?

Não é hora de desistir. Não é hora de se desviar. É hora de esperar e aguentar. F.B. Hole disse em um de seus livros (eu acho que o que diz respeito a Hebreus), ele nos pediu para imaginar um irmão que estivesse tendo dificuldade em se identificar com o testemunho remanescente reunido ao nome do Senhor. Ele estaria perdendo a energia e querendo desistir. Sem esperança e tão desencorajado, ele não tinha energia para continuar. Ele sabia que deveria continuar, então ele ficou lá mais algumas semanas. Assim ele foi, semana a semana. Finalmente, ele não aguentou mais. Ele disse aos irmãos que queria sair da comunhão e não mais seguiria esse caminho. Era difícil e desanimador demais. No dia seguinte, o Senhor chegou. O Sr. Hole disse: “O que você acha que o homem deve ter sentido de si mesmo?” Apocalipse 3:11 nos diz: “guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Ele teria perdido a coroa que ele poderia ter tido, porque ele partiu no último minuto. O que ele teria sentido? “Por que não poderia ter ficado apenas mais uma semana?”

O Senhor está vindo. Ele está muito, muito perto. Vemos Pedro afundando por todos os lados, mas não vamos desanimar, vamos nos encorajar. “Eis que venho sem demora!”

– BRUCE ANSTEY
– Vídeo do sermão original no link:
https://www.youtube.com/watch?v=C2bxFwL1mtc

OBSERVAÇÃO: Se a legenda do vídeo não for gerada automaticamente, configure o vídeo no próprio youtube para gerar a legenda automaticamente, escolhendo a opção “Português”. Na maioria das vezes, o youtube gera a legenda automaticamente.
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#arrebatamento #vindadosenhor #fimdostempos

O FIM DO MEU MINISTÉRIO | JP Padilha


"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda" (2 Timóteo 4.7-8).

O FIM DO MEU MINISTÉRIO

Quando o apóstolo Paulo disse as palavras que aqui repliquei, ele continuou a instruir e pregar, tanto a Timóteo quanto a outros, mesmo após declarar em 2 Timóteo 4.7 que havia "acabado a carreira". Essa frase, proferida no final de sua segunda carta a Timóteo, representa uma “despedida vitoriosa” e não uma desistência, indicando que ele sabia que sua morte estava próxima (no caso dele, o martírio). 

Após esse versículo, Paulo ainda pregou e deixou as seguintes últimas recomendações:

• A Ordem Para Pregar: Ele exorta Timóteo a "pregar a Palavra", a insistir "a tempo e fora de tempo", repreendendo, corrigindo e exortando com paciência (2Tm 4.2-5).

• Instruções Práticas e de Fé: Paulo pede a Timóteo que traga sua capa (para o frio), livros e pergaminhos (2Tm 4.13).

• Mensagens Pessoais: Ele relata quem o abandonou (Demas, que se desviou, amando o presente século) e quem o ajudou (Lucas, Marcos), pedindo a colaboração de Timóteo (2Tm 10-11).

• A Garantia da Vitória: Ele reafirma sua confiança em receber a "coroa da justiça" das mãos do Senhor (2Tm 4.8 ).

O contexto mostra que Paulo continuou seu ministério de ensino e exortação até seus últimos dias na prisão em Roma, transmitindo o legado para a próxima geração.

No meu caso, amados irmãos, por mais que meu ministério tenha durado apenas cerca de 13 anos, foi algo muito intenso e com embates que me sobrecarregaram demasiadamente, piorando meu quadro depressivo, me levando à uma exaustão física e mental a qual não posso mais resistir. Há também a sensação da iminência da morte (seria por conta da mente doente? Ou seria porque aceitei minhas limitações físicas e mentais? Deus o sabe).

Findo aqui a minha despedida sem, contudo, desistir de exortar, repreender, corrigir e instruir a Igreja segundo a Palavra de Deus enquanto eu estiver vivo e na medida do possível, não mais escrevendo livros e artigos extensos que requerem o entusiasmo que eu tinha.

Graça e paz sejam com todos os santos da Igreja de Deus.

– JP Padilha
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O QUE É O PRESSUPOSICIONALISMO? | JP Padilha



pressuposicionalismo teológico (ou apologética pressuposicional) é uma metodologia de defesa da fé cristã que sustenta que a autoridade da Bíblia e a existência do Deus trino devem ser assumidas como o ponto de partida (pressupostos) para qualquer interpretação da realidade, conhecimento ou raciocínio.

Diferente da apologética clássica, que tenta provar a existência de Deus através da razão neutra ou de evidências, o pressuposicionalismo argumenta que não existe "terreno neutro" no qual crentes e não-crentes possam basear suas discussões.

Pontos principais para entender o pressuposicionalismo:

1. DEFINIÇÃO E PONTO DE PARTIDA

A Pressuposição: Todos os seres humanos interpretam o mundo através de "lentes" ou pressupostos básicos (crenças assumidas como verdadeiras).

• A Abordagem: O pressuposicionalista assume de antemão que o Cristianismo é verdadeiro e utiliza essa base para avaliar outras visões de mundo.

O "Ponto de Arquimedes": Para o pressuposicionalismo, o ponto de referência final não é a razão humana, mas a revelação de Deus (as Escrituras).

2. PRINCIPAIS CONCEITOS

Inexistência de Neutralidade: A razão humana não é neutra; ela é influenciada pelo coração e/ou pelas pressuposições. Não existem "fatos brutos" neutros; todos os dados são interpretados a partir de uma cosmovisão, seja ela teísta ou não.

Argumento Transcendental: Defende que, sem a existência do Deus cristão, a lógica, a moralidade e a ciência não teriam uma base sólida para fazer sentido. O não-cristão "pega emprestado" valores cristãos (como a racionalidade) para tentar refutar o Cristianismo. A técnica central (popularizada por Cornelius Van Til) busca mostrar que, se Deus não existisse, a lógica, a moralidade e a ciência não teriam base sólida, tornando o ateísmo internamente inconsistente (o ateísmo depende do Cristianismo [Bíblia] para se explicar a si mesmo, se justificar e se defender). Sem a Bíblia cristã, o ateísmo não teria um ponto de partida para se contrapor ao Deus cristão.

• Pressuposição Última: Parte da premissa de que a Escritura é o critério de verdade supremo e inquestionável, moldando como o cristão interpreta o mundo. A cosmovisão cristã é a única que justifica a racionalidade humana e a inteligibilidade do universo.

Crítica das Cosmovisões: Em vez de focar apenas em evidências, o pressuposicionalismo expõe as incoerências lógicas de outras cosmovisões (como o ateísmo, naturalismo), demonstrando que elas falham em explicar a realidade de forma consistente.

• Abordagem Contra o Incrédulo: O pressuposicionalismo argumenta que, embora a razão humana esteja corrompida pelo pecado, o ser humano natural sabe da existência de Deus, mas a suprime, e a apologética deve expor essa inconsistência.

3. PRINCIPAIS DEFENSORES

O pai do pressuposicionalismo moderno é Cornelius Van Til (1895–1987), teólogo calvinista.

Greg Bahnsen: Desenvolveu o aspecto transcendental e o debate público.

John Frame: Trouxe uma abordagem "suave" ou perspectival do pressuposicionalismo.

4. DIFERENÇA DAS OUTRAS APOLOGÉTICAS

Diferentemente da apologética clássica/evidencialista, que tenta mover o não-crente do "terreno comum" (lógica/evidências) até a fé, a apologética pressuposicional argumenta que, sem a fé no Deus cristão (Bíblia), não há um terreno comum para raciocinar corretamente sobre a realidade.

Em suma, o pressuposicionalismo defende que "Deus é a condição prévia para a inteligibilidade" (o que permite que qualquer coisa seja entendida) e, portanto, a fé cristã não deve ser defendida como um sistema racional “a mais”, mas como a única base lógica para o próprio raciocínio.

CONCLUSÃO:

O pressuposicionalismo é essencialmente uma abordagem calvinista da apologética e contrasta com o 
evidencialismo, que busca provas externas (fora da Bíblia) para convencer o incrédulo.

– JP Padilha
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A MULHER INSUBMISSA | JP Padilha


“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2.11-12).

A submissão feminina (Ef 5.22) deve ser interpretada não como inferioridade, mas como um papel complementar onde a mulher apoia a liderança do marido, que por sua vez deve amá-la sacrificialmente. A falta de submissão por parte da esposa pode gerar conflitos de autoridade, mas a teologia moderna tem relativizado essa submissão, afirmando que o papel da mulher estar sujeita ao marido é coisa do passado e que isso não se aplica à Igreja hoje, e que a mulher está em pé de igualdade com o homem na esfera hierárquica. Isso desemboca inevitavelmente na distorção dos ensinos dos apóstolos, levando a práticas condenadas pela Bíblia, tais como mulheres falando nas igrejas, ensinando homens, em posição de autoridade nas assembleias e também em casa, sendo até mesmo ordenadas como “pastoras”, etc. Obviamente, devemos destacar que a submissão da mulher não deve ser usada para abusos, dominação ou para violar a dignidade feminina.

VERSÍCULOS-CHAVE

Há muitos artigos bíblicos contra a prática do empoderamento feminino, do feminismo e da autoridade da mulher sobre o homem. Essa doutrina ímpia sempre foi muito comum em denominações pentecostais, mas conquistou espaço nas denominações históricas nos últimos tempos. Os textos mais explícitos sobre o tema na Bíblia são Atos 6.1-7, 1 Timóteo 2.11-15, 1 Coríntios 14.34-37, 1 Coríntios 11.1-16, 1 Pedro 3.1-6, Efésios 5.22-33, Tito 2.3-5, 1 Timóteo 5.14-16 e Isaías 3.12. Antes de pontuarmos os detalhes da submissão feminina, vamos fazer uma leitura de alguns desses versículos:

1 Timóteo 2.11-15“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação”.

1 Coríntios 14.34-37“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.

ATENÇÃO:
Note o “xeque-mate” de 1 Coríntios 14.34-37: Quando a Bíblia diz no verso 37: “se alguém pensa ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, ela destrói o argumento relativista daqueles que rejeitam as claras e normativas instruções de Paulo sob a base de que elas são meramente culturais. O mandamento nessa passagem é normativo para toda a Igreja e para toda a sua era.

1 Coríntios 11.1-16“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.

NOTA: Para entender por que as mulheres devem usar o véu (ou qualquer cobertura) sobre a cabeça, leia o artigo no link abaixo:

O USO DO VÉU
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/12/o-uso-do-veu-jp-padilha.html

Tito 2.3-5“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada (ênfase minha).

Note bem a seriedade desses versos! As passagens acima nos ensinam que quando as mulheres mais velhas não dão exemplo prático no seu viver cristão estão fazendo tropeçar milhares de jovens que as observam. PECADO! As esposas jovens, sejam elas mães ou estéreis, que desobedecem a tais mandamentos, se tornam blasfemas e contrárias à Palavra de Deus. PECADO! Essa porção das Escrituras é pouco ou nada observada hoje. Isso é algo que a maioria dos cristãos professos da atualidade jamais irá entender.

Sei que palavras como essas se encontram na contramão do Sistema. Ora, se estivesse de acordo com os pensamentos e filosofias do mundo, não seria o Evangelho. Todavia, o futuro das mulheres que desobedecem a Deus dirá quem está com a razão.

Um pregador certa vez disse: "Se por um lado essa geração tem sofrido com homens omissos, que deixaram de ser machos em virtude da lobotomia sofrida pelo marxismo cultural, por outro, encontramos a masculinização das mulheres, que em nome de uma pseudo-liberdade abandonaram a doçura e a feminilidade, tão necessárias para o testemunho cristão". É exatamente essa a nossa realidade.

1 Timóteo 5.14-16 "Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, seguindo à Satanás. Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas" (1 Timóteo 5.14-16).

No verso 14 desta passagem há um alerta às mulheres sobre o perigo de não obedecer a ordem de “se casarem, gerar filhos, governar a casa e não dar ocasião ao adversário de maldizer” (v. 14), pois, já algumas, sendo desobedientes a essas ordens, “se desviaram, seguindo a Satanás” (v. 15). Isso significa que as mulheres casadas devem viver de forma íntegra e irrepreensível para não dar motivos ou justificativas a críticos, inimigos ou ao Maligno para difamar a fé ou a conduta das mulheres. Essa instrução enfatiza a importância de evitar atitudes moralmente más e manter um bom testemunho, distanciando-se do mal para que a verdade não seja caluniada. Vamos pontuar nosso aprendizado sobre 1 Timóteo 5.14-15:

Zelo pelo Testemunho: Significa agir com responsabilidade e ética, tanto em particular quanto em público, para que ninguém tenha base para críticas negativas ou calúnias.

Afastamento da Aparência do Mal: Refere-se a evitar situações duvidosas que possam ser interpretadas como pecado ou mau comportamento, conforme Paulo instrui em 1 Tessalonicenses 5.22-23. Assim como o espírito e a alma, o corpo também deve ser preservado com pudor e modéstia. O modo como a mulher se veste representa quem ela é por dentro (Pv 7.10; 11.16,22; 31.30; 1Co 6.19-20; 10.32; 1Tm 2.9-10; Lc 17.1-2; Mt 18.7; Gl 5.19,24; Cl 3.5-7; Jd 1.17-21; Rm 8.5).

Proteção da Fé: O objetivo é impedir que o comportamento individual manche a imagem de um grupo, da fé cristã ou o nome de Deus.

Vigilância e Integridade: É um chamado para o cuidado constante com as palavras e ações, evitando a maledicência (falar mal das pessoas ou fofocar – cf. verso 13 e 1 Timóteo 3.11).

Tudo isso é uma exortação à sabedoria prática e conduta ilibada da mulher, blindando a própria reputação dela contra caluniadores. É claro que muitas dessas exortações se aplicam aos homens também, mas o caso da passagem em questão enfatiza que a mulher corre perigo maior quando não obedece às claras ordens que lhe foram imputadas.

E SE MEU MARIDO NÃO OBEDECER?

Muitas mulheres perguntam: “Mas, e se meu marido não obedecer a Deus?”. Essa é uma pergunta muito frequente entre as irmãs, visto que, estando uma vez em sujeição total ao marido, elas têm de obedecer caladas. Então, o que fazer se o marido, de repente, desobedecer a Deus? O que a mulher deve fazer se o marido, quem sabe, começar a tratá-la mal? A Palavra de Deus tem a resposta:

1 Pedro 3.1-6“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns (maridos) não obedecem à palavra, PELO PORTE de suas mulheres sejam ganhos SEM PALAVRA; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; COMO SARA OBEDECIA A ABRAÃO, CHAMANDO-LHE SENHOR; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.

Esse é o modo como a MULHER CRISTÃ ganha o marido: No comportamento, no seu modo de vestir (com pudor e modéstia), no seu porte, na maneira de viver e, principalmente, na sua submissão total a ele. A mulher ganha o marido com o seu modo de se portar, e não com a língua. Ela deve ser uma imitadora de Sara, esposa de Abraão. Ela não precisa abrir a boca para atrair seu marido. Isso é um dom maravilhoso dado por Deus às mulheres. Respeite seu marido; chame-o de senhor, como Sara fazia. O resultado será brilhante!

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1). A mulher cristã deve entender que, neste caso, o poder está em suas mãos, pois foi Deus quem o disse. Deus não disse que “o homem sábio edifica a sua casa e que o homem tolo a derruba com as próprias mãos”. Ele disse que a mulher faz isso, não o homem. Preste atenção nisso: Quando a mulher é desobediente e insubmissa ao marido, sua casa cai (o lar não suporta esse tipo de comportamento da mulher e cai como um castelo de areia).

Quando Deus ordena que a mulher seja em TUDO submissa ao marido, é para que ela esteja debaixo de sua autoridade sem restrições, se submetendo à sua vontade sem se opor nem reclamar.

Efésios 5.22-33 “Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS aos vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos AMAR as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, AME a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher REVERENCIE o marido”.

Sempre que o assunto é Sujeição, devemos ter duas coisas em mente: (1) Todos nós estamos sujeitos a alguma autoridade: filhos aos pais, esposas aos maridos, homens às autoridades civis e aos governantes. Porém, a lei da sujeição não para aqui. Todas as classes supracitadas devem estar sujeitas primeiro a Deus, a Suprema Autoridade. E é isso que o mundo não entende. (2) Nenhuma autoridade, exceto a de Deus, é absoluta. Sendo assim, quando qualquer pessoa, em posição de autoridade, exige de seus liderados qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, os cristãos tem o dever de desobedecê-la em prol da obediência à Autoridade Suprema que é Deus.

Tudo isso concorda com o que descobrimos sobre casamento e/ou família no Novo Testamento. Os esposos possuem a responsabilidade inicial da liderança e as esposas são chamadas a submeterem-se à liderança de seus esposos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1Pe 3.1-7). O chamado à submissão para a esposa não está fundamentado em meras normas culturais, pois ela é chamada a submeter-se a seu esposo assim como a Igreja é chamada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e este mistério é que o casamento reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja, não deixando qualquer espaço para os que relativizam o evangelho a fim de argumentar que a submissão da mulher seja algo cultural e transitório.

Deus ordenou que a mulher obedeça ao marido em tudo e ponto final (Ef 5.22-24). Ele não propôs uma condição para tal. Isso é uma ordem direta. Quanto ao amor do homem para com sua esposa, a regra é a mesma. O homem deve amar sua esposa até à morte e ponto final (vv. 25-33).

A Escritura não usa meios termos e não contradiz a si mesma. A Bíblia, nos moldes da doutrina dos apóstolos, é determinista e não abre margens para conjecturas, culturas, costumes e épocas. Além disso, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é a cabeça na família (Ef 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja (1Tm 2.12). As credenciais para o “pastorado” na Igreja apostólica, assim como para qualquer função onde o papel é o ensino sobre os homens, estão prescritas em 1 Timóteo 2.11-15 e Tito 1. A vocação do ensino e da pregação é apenas um dos requisitos para o pastorado, ou para o evangelista, ou para qualquer lugar onde o homem exerce seu papel de ensinar e doutrinar. Há outros, como por exemplo governar a própria casa e ser M-A-R-I-D-O de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham (Tt 1.6-11; 1Tm 3.2-7).

É inconcebível imaginar como Cristo poderia ter sido mais claro do que em 1 Coríntios 14.34-37, 1 Timóteo 2.12, 1 Timóteo 3.2-7 e Tito 1.6-11. As mulheres são proibidas de “falar”, isto é, de “ensinar” na igreja ou em casa. O ministério de ensino na igreja, com exceção do ensino de mulher para mulher ou de mulheres aos seus filhos, pertence aos homens (cf. 1Co 14.34-37; 1Tm 2.12). Isto não se trata de ser maior ou melhor do que a esposa. Se trata da lei de Deus onde Ele estabelece papéis distintos ao homem e à mulher. Quando tal mandamento é violado, o Espírito de Deus não tem participação nenhuma e o que sobra são palavras advindas de filosofias humanas e discursos cheios de apelo.

Isaías 3.12 "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas”.

DÉBORA VS. SARA

Você já deve ter ouvido de muitos néscios por aí que Débora é exemplo de autoridade sobre o homem na Bíblia e que ela é um exemplo a ser seguido nas igrejas. Mas, será que essa abordagem a respeito de Débora está correta? Não. Não está. Em nenhum episódio bíblico vemos a mulher como pastora, como líder espiritual. Débora, uma profetiza que julgou a Israel no período dos Juízes, foi usada por Deus como juíza e profetisa e nunca como uma líder. Deus a usava como profeta, para entregar ao povo a Sua Palavra, mas Débora não era autoridade, líder nem “pastora” de uma igreja (não existia igreja no Velho Testamento). Baraque era quem liderava e estava no comando. Tanto que Deus usou Débora para dizer a Baraque: "Levanta-te, pois esse é o dia que o Senhor tem dado a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu diante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele" (Juízes 4.14). Baraque foi o líder militar e comandante do exército de Israel que atuou no reinado de Débora; mas Débora apenas profetizava a Palavra do Senhor a Baraque, enquanto ele era quem estava à frente da batalha, e não Débora.
Baraque foi convocado por Débora para a guerra, agindo com base na mensagem de Deus que ela transmitia (ela era profetiza, não líder de Baraque – Baraque obedecia aos comandos do Senhor). Embora temeroso, seguiu as instruções da profetisa e garantiu a vitória. Baraque é reconhecido na Bíblia como um exemplo da fé (Hb 11.32) que, movido pela direção de Deus através de Débora, libertou Israel. Isso não é uma questão de inteligência; é uma questão de uma simples leitura bíblica.

Na doutrina dos apóstolos, o exemplo que temos de mulher que serve a Deus é Sara, e não Débora:

"... vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto" (1 Pedro 3:1-6). As mulheres cristãs são consideradas filhas de Sara, não de Débora.

PONTOS-CHAVE SOBRE
A SUBMISSÃO NO CASAMENTO:


Definição Bíblica: A submissão é entendida como aceitar a missão do marido como o principal responsável pelo lar, agindo como ajudadora idônea (Gn 2.18 – “Então o Senhor Deus declarou: 'Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda'" (NVI).

Reciprocidade: O mesmo contexto que ordena a submissão da esposa exige que o marido ame a esposa como Cristo amou a Igreja, o que implica sacrifício e amor, não tirania.

Limites: A submissão da mulher não é absoluta. Por exemplo, a esposa não tem obrigação de se submeter a ordens que violem a Lei Divina ou sejam degradantes.

Visão de Autoridade: A liderança do marido deve ser exercida em amor e respeito, e não em controle.

Submissão Não Significa Inferioridade: A submissão da mulher é vista como um papel complementar, onde a mulher respeita a autoridade do marido no lar enquanto o homem a trata com amor. São papéis diferentes, não uma diferenciação da dignidade entre o marido e a esposa.

Em resumo, a submissão é um conceito focado no funcionamento funcional da família, baseada em respeito mútuo, e não em uma relação de superioridade ou inferioridade.

CONSEQUÊNCIAS DA INSUBMISSÃO DA MULHER

A falta de submissão da mulher ao marido, dentro da perspectiva bíblica e conservadora, é vista como uma quebra da ordem divina e da estrutura hierárquica do lar, onde o marido é o líder. As consequências citadas incluem a desarmonia familiar, conflitos, perda de proteção espiritual e funcional do lar, além de decepções, como a do Éden.

Desordem e Conflitos: A insubmissão da mulher pode gerar disputas de poder, desrespeito e a quebra da harmonia no casamento. O instinto natural do homem é se sentir afrontado por aquela que deveria estar sujeita à sua autoridade constituída por Deus.

Quebra de Princípios Bíblicos: A submissão da mulher é interpretada como respeitar o papel do marido como "cabeça" da família, não como inferioridade de valor.

Perda da "Ajuda" Efetiva: A mulher é vista como "auxiliadora idônea", e, ao não aceitar essa função, o lar pode perder a sabedoria e a sensibilidade que a mulher deveria trazer para a gestão familiar.

Exemplo no Éden: A Bíblia cita a desobediência de Eva como a primeira consequência da insubmissão ao marido, levando à decepção e ao pecado. A insubmissão de Eva resultou nas subsequentes insubmissões das mulheres ao longo da história humana, levando muitas delas à perdição e ruína.

Observação importante: A submissão bíblica destaca que esta não deve ser confundida com obediência cega ou aceitação de abusos, e deve ocorrer de forma mútua, com o marido amando e cuidando de sua esposa.

MULHER SÁBIA VS. MULHER TOLA

"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos" (Provérbios 14.1). Este versículo é um princípio bíblico sobre o impacto das atitudes femininas no lar. A sabedoria da mulher em casa é vista como a construção de um ambiente de paz, fé, amor e cuidado, enquanto a tola destrói seu lar com palavras, ações impulsivas, falta de discernimento e principalmente com a insubmissão ao marido.

Vamos nos ater aos significados e aplicações da sabedoria da mulher no Lar:

Edificação Ativa: A mulher sábia constrói o lar com hábitos diários, trazendo paz e prosperidade.

Controle Emocional: Evita a ira e palavras precipitadas, protegendo o coração e o lar com domínio próprio e mansidão.

Palavras Construtivas: Utiliza a fala para ensinar e edificar, não para destruir. A Bíblia ordena que a mulher ganhe o marido sem palavra, mas em silêncio e com uma conduta que gere uma reflexão do marido.

Temor ao Senhor: A base da sabedoria é o temor a Deus, que transforma o caráter e gera atitudes práticas de amor e cuidado.

Influência Positiva: Age como auxiliadora, apoiando o marido e fortalecendo a família, inspirada em exemplos como Ester e Sara.

Enquanto a sabedoria é edificadora, a insensatez (tola) é caracterizada pela arrogância, por ser impulsiva e destruidora de relacionamentos. A mensagem destaca a responsabilidade e o poder da mulher na atmosfera do seu lar.

A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO

A influência do feminismo na mulher cristã é um tema complexo e frequentemente debatido, com perspectivas que variam entre a aceitação de pautas sociais e a rejeição total por incompatibilidade teológica. O feminismo tem fortes impactos negativos na mulher ao desafiar estruturas bíblicas, tradicionais e familiares.

Principais Impactos Negativos Apontados:

Desestabilização da Estrutura Familiar: O feminismo incentiva uma inversão de papéis no casamento que contraria o modelo bíblico de liderança masculina e submissão amorosa da mulher ao marido.

Conflito com a Submissão Bíblica: A ênfase feminista na independência absoluta e na autonomia pessoal é incompatível com a teologia bíblica de "ajudadora idônea" e a valorização da docilidade e do lar. O feminismo tira da mulher a sua verdadeira feminilidade.

Questionamento da Autoridade Bíblica: Setores do feminismo teológico tentam revisar ou reinterpretar textos bíblicos, o que pode levar à desconfiança ou abandono da verdadeira doutrina dos apóstolos sobre o assunto.

Criação de Insatisfação: O feminismo pode fazer com que mulheres cristãs se sintam oprimidas ou insatisfeitas com os papéis designados por Deus a elas: o de esposa e mãe, tão frequentemente enfatizados e valorizados na Bíblia.

Divisão na Igreja: O movimento feminista tem gerado debates profundos sobre temas como a ordenação feminina, a linguagem masculina de Deus e a liderança na Igreja.

A Perspectiva de Incompatibilidade: O feminismo e o Cristianismo são antagônicos entre si. O objetivo de certos setores do movimento feminista é a destruição da estrutura familiar cristã e a rejeição dos princípios judaico-cristãos. A ex-feminista Ana Campagnolo, por exemplo, argumenta que o feminismo funciona como uma ideologia política com dogmas que geram oposição à fé cristã. E ela está certa.

A influência negativa do feminismo é vista principalmente quando a ideologia feminista leva ao abandono de princípios bíblicos sobre a família e o papel da mulher, gerando conflito com a fé e aos mandamentos cristãos.

NOTA: O argumento feminista que supostamente coloca a mulher numa posição na qual ela "não se submete a homem nenhum" é falho quando colocado em prática. Se a mulher feminista toma esta posição como legítima, é melhor ela repensar se seu discurso está de acordo com sua conduta. Feministas geralmente não se submetem aos seus maridos, mas são submissas a seus patrões e autoridades civis. Imagine o seguinte cenário: Seu patrão lhe dá uma ordem direta. O que ela faz? Dirá a ele: "Oh, não, eu não farei nada do que você me ordenar porque eu não me submeto a homem nenhum"?. Tenho certeza de que essa não é a realidade do feminismo. Uma típica feminista se nega a ser submissa ao marido, mas se submete às autoridades empresariais e civis o tempo todo. A hipocrisia chegou, estacionou e ali ficou. Logo, toda feminista, no final das contas, é submissa a homens sim, mas se nega a ser submissa ao marido, o qual foi constituído autoridade por Deus sobre a mulher. Ela não questiona a autoridade de seu patrão ou de seus governantes porque sabe que isso lhe acarretará perdas financeiras e consequências jurídicas. Sendo assim, o feminismo nunca teve sucesso prático, desde seu nascimento como teoria.

A MULHER RIXOSA

“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Provérbios 21.19).

A "mulher rixosa" na Bíblia, mencionada em Provérbios, é descrita como briguenta, resmungona e causadora de discórdias, tornando o convívio doméstico insuportável. O livro de Provérbios compara sua atitude a um gotejar contínuo em dia de chuva, alertando que é melhor viver só num deserto do que com ela.

Os principais textos de Provérbios que descrevem a mulher rixosa são estes:

Provérbios 21.9 "É melhor morar no fundo do quintal do que dentro de casa com uma mulher briguenta" (NTLH).

Provérbios 25.24
“É melhor morar sozinho num canto de telhado do que com a mulher briguenta em uma casa ampla”.

Provérbios 27.15-16 "A esposa briguenta é como um dia triste em que a chuva não para de cair. O que é que você pode fazer para que ela fique calada? Você já procurou fazer o vento parar ou tentou pegar óleo com a mão?" (NTLH).

A Natureza da Mulher Rixosa: Ela é descrita como alguém que provoca conflitos em casa, reclama constantemente de tudo, grita, não tem sabedoria ao falar com o marido, desrespeitando-o e desmoralizando-o, destruindo o lar com suas atitudes antibíblicas.

O Contraste da Mulher Rixosa: A Bíblia contrasta a mulher rixosa com a "mulher sábia", que edifica a sua casa (Pv 14.1), e a "mulher virtuosa", que é coroa do seu marido (Pv 12.4). A Bíblia foca na importância de um ambiente doméstico pacífico, alertando contra o comportamento iracundo e destrutivo da mulher.

CONCLUSÃO:

É crucial observar que um papel diferente para as mulheres não significa a inferioridade delas. Homens e mulheres foram igualmente criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27). Eles têm igual acesso à salvação em Cristo (Gl 3.28) e, juntos, são herdeiros da grandiosa salvação que é nossa em Jesus Cristo (1Pe 3.7). Os escritores bíblicos não lançam calúnias sobre a dignidade, inteligência e personalidade das mulheres. Vemos isso ainda mais claramente quando reconhecemos que, assim como Cristo submete-se ao Pai (1Co 15.28), as esposas devem em tudo submeter-se aos seus maridos (Ef 5.24), educar seus filhos segundo a sã doutrina de Cristo (Dt 6.6,7; Pv 22.6; Ef 6.4; 2Co 12.14b) e dedicar tempo integral ao seu lar, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.5).

Portanto, mulher, se você foi chamada para ser Esposa e Mãe, não se rebaixe a ponto de ser rainha em qualquer lugar do mundo. Se as mulheres do mundo vituperam sua missão e debocham de sua divina carreira, lembre-se que este é o sinal de que o Criador dos céus e da terra está com você e não com as mulheres do mundo, porque do mundo são (1Jo 4.5); e você não é do mundo, assim como Cristo também não é (João 17.16).

“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como um câncer nos seus ossos” (Provérbios 12.4).

– JP Padilha
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QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...