JP Padilha
Sola Scriptura
A LIBERDADE DO OLEIRO | Charles Haddon Spurgeon
Não existe atributo de Deus que ofereça mais conforto aos Seus filhos do que a doutrina da Soberania Divina. Nas circunstâncias mais adversas, nos mais graves problemas, eles creem que a soberania divina ordenou as suas aflições, acreditam que ela os governa e os santificará completamente. Não existe outra coisa pela qual os crentes devam combater com mais seriedade do que pelo assunto referente ao domínio do seu Senhor sobre toda a criação – o controle de Deus sobre todas as obras de Suas mãos – e pelo assunto referente ao trono de Deus e ao Seu direito de assentar-se sobre esse trono.
Por outro lado, não há outra doutrina mais odiada pelos incrédulos, nem uma verdade com a qual eles mais brincam do que a grande e estupenda, porém correta, doutrina da Soberania do infinito Jeová. Os homens permitem que Deus esteja em qualquer lugar, exceto em Seu trono; que Ele esteja em Sua oficina, moldando o mundo e criando estrelas, ou em Sua entidade filantrópica para distribuir Suas esmolas e dispensar Sua generosidade. Os homens admitirão que Deus sustenta a terra e as estrelas no céu e governa as ondas do oceano que se movem incessantemente. Mas, quando Ele ascende ao Seu trono, Suas criaturas rangem os dentes. E, quando proclamamos um Deus entronizado e Seu direito de realizar o que deseja com Suas próprias coisas, Seu direito de dispor de Suas criaturas como Ele achar melhor sem consultá-las a respeito do assunto, então, nesse momento somos execrados e vaiados, e os homens fecham os ouvidos para nós, pois o Deus que está no trono não é o Deus que eles amam. Eles não O amam quando Ele se assenta no trono, com o cetro em Suas mãos e a coroa em Sua cabeça. No entanto, apreciam falar sobre o Deus que está assentando no trono. Este é o Deus em quem nós (calvinistas) cremos.
– Charles Haddon Spurgeon
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Como o casamento é reconhecido por Deus | JP Padilha
Você já deve ter ouvido de muitas pessoas por aí, incluindo entre religiosos, que o verdadeiro casamento é aquela celebração feita na igreja e que Deus só abençoa quando feito desta maneira. Essas pessoas dizem que o casamento registrado em cartório tem pouca importância e não possui a bênção de Deus porque não foi oficializado por um pastor ou padre. No entanto, essas pessoas estão completamente erradas. Na verdade, as cerimônias feitas nas igrejas pouco importam para Deus. O que vale mesmo é o registro no cartório. O conceito que grande parte dos cristãos tem sobre o casamento passa muito longe das Escrituras Sagradas. Vamos entender isso a fundo aqui.
O casamento na Bíblia é, de fato, reconhecido quando formalizado diante de testemunhas, caracterizando uma aliança pública e não apenas uma união privada. Exemplos bíblicos como o de Boaz e Rute destacam os anciãos e o povo como testemunhas do compromisso. Deus é considerado a principal testemunha da união:
• Importância das Testemunhas: A presença de testemunhas (sempre mais de uma – anciãos, família, amigos, comunidade) valida o casamento, tornando-o um contrato legal e social, além de espiritual.
• Aliança com Deus: Malaquias 2.14 enfatiza que Deus é testemunha da aliança entre o marido e a esposa.
• O Casamento nas Escrituras: Diferente da visão moderna de união de fato, a Bíblia aponta que o compromisso de "uma só carne" é um ato formal.
O casamento na Bíblia envolve o consentimento público e o reconhecimento comunitário, diferenciando-se de apenas um ato sexual ou convivência sem compromisso (Ex: União Estável).
A exigência de duas ou mais testemunhas no casamento civil moderno é uma exigência legal (do estado). Em contextos de testemunhos e pactos, a Bíblia frequentemente cita a necessidade de "duas ou três testemunhas" para validação (baseada em Deuteronômio 19.15), o que é comumente aplicado culturalmente aos casamentos como boa ordem.
A DIFERENÇA ENTRE
CASAMENTO E UNIÃO ESTÁVEL
União Estável não é casamento, é concubinato – é prostituição disfarçada sob o nome de “compromisso”. Quando essa união é composta por pessoas casadas com terceiros, trata-se de adultério. A União Estável constitui-se pecado e não é reconhecida por Deus.
A principal diferença entre casamento e união estável é a formalidade: o casamento é selado no contrato e ratificado no ato solene com processo burocrático e alteração do estado civil para "casado", enquanto a união estável é caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família, podendo ser formalizada por escritura ou apenas pela vivência, mas sem mudar o estado civil de "solteiro", sendo importante para ambos a formalização para garantir direitos e deveres equiparados.
CASAMENTO CIVIL
• Formalização: Processo legal com celebração em cartório, exigindo habilitação prévia, juiz de paz e assinatura de registros, gerando efeitos imediatos.
• Estado Civil: Muda de solteiro para "casado".
• Nome: Permite alteração do sobrenome.
• Regime de Bens: Definido previamente em pacto antenupcial para a Comunhão Universal de Bens. Este pacto permite ao casal escolher ter todos os bens em comum (adquiridos antes ou durante o casamento).
UNIÃO ESTÁVEL
• Formalização: Constitui-se convivência entre um homem e uma mulher sem, contudo, modificar o estado civil de ambos, o que chamamos de concubinato. Pode ser formalizada por escritura pública em cartório, porém, sem nenhum compromisso formal diante de Deus, mas com reconhecimento legal diante dos homens.
• Estado Civil: Não altera o estado civil; os companheiros continuam "solteiros" (em estado de prostituição).
• Nome: A alteração do sobrenome é opcional e mais complexa de ser feita sem formalização.
• Regime de Bens: Presume-se comunhão parcial (não universal), mas pode ser ajustado por escritura.
Sendo assim, o casamento é uma via formal, tradicional e, acima de tudo, baseado na Bíblia Cristã, como veremos mais à frente, enquanto a união estável é flexível e mundana, realizada por pagãos, mas que pode ser formalizada em cartório também.
O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE
CASAMENTO E CONCUBINATO
Viver junto (juntar-se) é concubinato. O conceito de casamento requer o ato solene. Nos tempos bíblicos, esse ato era um banquete na casa do pai do noivo. Cada cultura terá uma solenidade diferente, mas, sem a formalidade do contrato e do ato solene só existe concubinato, não casamento. Concubinato é viver junto sem ser casado. A Bíblia distingue ambos dizendo que Salomão tinha 700 esposas e 300 concubinas (1Rs 11.3). Isso significa que ele formalizou o casamento com setecentas mulheres. Ou seja, ele adulterou, pois só se pode casar com uma mulher e somente se casar com outra se a primeira morrer (Rm 7.2-3). Com as demais ele só convivia, o que constitui prostituição (1Co 6.18-20). A maioria de suas esposas era composta por princesas estrangeiras com quem ele fez alianças políticas para firmar tratados com outras nações. Esses “casamentos” eram estratégicos, mas trouxeram problemas espirituais, pois ele se envolveu com os deuses de suas esposas estrangeiras, o que é descrito em 1 Reis 11.3-11, detalhando sua queda e o castigo de Deus sobre ele. Obviamente, Deus “permitiu” que Salomão tivesse essas esposas, mas permissão não é o mesmo que aprovação. As decisões conjugais de Salomão violavam diretamente a Lei de Deus, e houve sérias consequências (1Rs 11).
Jesus também fez distinção entre os dois conceitos quando disse para a mulher samaritana que ela havia tido cinco maridos e o homem que ela tinha agora não era seu marido. Com os cinco primeiros houve ato solene, embora ela estivesse em estado de adultério, pois a intenção de Jesus era mostrar o estado pecaminoso em que ela se encontrava por ter se casado com terceiros estando o primeiro marido ainda vivo (Jo 4.16-18). Com o outro ela só se juntou. Jesus sabia muito bem que ela estava em adultério. Ele apenas a testou. A diferença é conceitual e bastante simples: Ir morar com uma mulher é concubinato. Se, porém, houver a formalidade do contrato e do ato solene, aí se torna casamento. Nos dias de Jesus, os rabinos faziam essa distinção e Jesus adotou o conceito em Seus ensinos. Sempre, portanto, que Ele fala de esposa, tem em mente a mulher que passou pela formalidade do enlace (na época, um banquete). Ir morar junto com alguém é fornicação (prostituição – pecado). O vínculo matrimonial não surge disso. Casar, segundo a regra dominante do Novo Testamento, portanto, não é ir morar junto. É estabelecer um contrato e passar pelo ato solene que legitima a vida conjunta. Pode parecer bobagem, mas o registro no cartório é mais importante para Deus do que uma simples cerimônia na igreja. As duas coisas podem estar em pauta, mas o contrato feito no cartório é o que sela o casamento diante de Deus e de testemunhas oculares.
Essa é a distinção bíblica entre casamento e concubinato. A única distinção entre ambos é o contrato e o ato solene. Não importa se é num cartório, numa igreja ou num avião – tem que haver contrato formal, que é o traço essencial do ato de se casar. Sem isso, não haverá casamento. É questão conceitual básica presente na Bíblia, como mostrado no caso de Salomão e da mulher samaritana. Casamento exige contrato no cartório e ato solene diante de testemunhas. Concubinato é só ir morar junto. A Bíblia apoia casamento, mas condena o concubinato (prostituição).
O "Casamento" é a união legal e social entre duas pessoas – um contrato civil para formar família com direitos e deveres, significando uma aliança sagrada entre homem, mulher e Deus, visando a santificação e indissolubilidade. O termo "Matrimônio" (do latim mater, mãe) é mais usado para a dimensão religiosa, embora os termos sejam muitas vezes usados como sinônimos para a união em geral.
O CASAMENTO NÃO É PRERROGATIVA
APENAS DE UM PASTOR EM UMA IGREJA
O casamento não é prerrogativa exclusiva de um pastor, padre ou qualquer líder religioso específico. Na Bíblia, o casamento é visto como uma instituição divina estabelecida por Deus entre um homem e uma mulher (Mt 19.5-6), e não uma cerimônia que dependa exclusivamente de um clérigo ou pastor para ter validade espiritual.
Aqui estão os pontos principais sobre o assunto:
• A Origem é Divina, não Eclesiástica: A Bíblia mostra o casamento como uma união de "duas partes" que se tornam “uma só carne”. O foco bíblico é a aliança entre o casal e Deus, e não a oficialização por um líder religioso.
• O Papel do Pastor/Líder: A celebração de um casamento por um pastor é um costume adotado ao longo da história, muitas vezes influenciado por tradições eclesiásticas (católicas/protestantes), mas não há uma ordem bíblica que obrigue um pastor a realizar a união para que ela seja legítima perante Deus.
• Casamento Civil e a Bíblia: O casamento civil, que é a autoridade instituída para o registro legal da união, é respeitado e reconhecido como válido. Na perspectiva bíblica e na interpretação teológica majoritária, o casamento civil é respeitado, reconhecido como válido perante Deus e exigido como forma de obediência às autoridades instituídas (Rm 13.1-7).
Embora a Bíblia não descreva um "cartório" ou um papel assinado nos moldes modernos, ela reconhece o casamento como um ato público, formal e solene, e não apenas uma união privada ou celebração religiosa. De acordo com Romanos 13, como mencionado, a Bíblia orienta os cristãos a obedecerem às leis do governo. O casamento civil é a forma legal de registrar a união, tornando-a legítima perante o Estado. No Antigo Testamento, o casamento entre Boaz e Rute foi realizado de maneira formal e pública, com testemunhas e autoridades da cidade (o tribunal), assemelhando-se ao processo de oficialização legal.
Enquanto o casal não oficializa a união civilmente, pode ser considerado solteiro tanto pela sociedade quanto pela interpretação bíblica de obediência às leis.
O casamento civil formaliza o compromisso de fidelidade para a vida toda, o que está em conformidade com o princípio de que Deus une o casal e o torna “uma só carne”.
Para a fé cristã, o casamento civil é mais do que válido. O “casamento religioso” (na igreja) é visto como a bênção de Deus sobre essa união formalizada. Porém, os teólogos mais coerentes ensinam que o casamento civil é o "covenant" (aliança) de Deus, enquanto a cerimônia religiosa apenas celebra esse compromisso publicamente.
Portanto, o casamento civil não é apenas um "pedaço de papel", mas o reconhecimento público e obediente do matrimônio estabelecido por Deus.
• A "Celebração" na Bíblia: No contexto bíblico, casamentos eram frequentemente celebrações familiares e comunitárias, onde se faziam votos e alianças perante Deus, sem a necessidade de um mediador eclesiástico. Em resumo, enquanto as igrejas modernas possuem suas regras e tradições para a cerimônia (casamento religioso), a validade do matrimônio perante Deus fundamenta-se no compromisso de fidelidade e união do casal, não na autoridade exclusiva de um pastor. Portanto, o pastor é apenas uma das figuras habilitadas a autorizar um casamento, mas a união pode ser oficializada pelo Estado ou por outras pessoas.
CASAMENTOS NÃO-CRISTÃOS
SÃO VÁLIDOS PARA DEUS
O casamento não depende da religião para ser reconhecido por Deus. O casamento é, por si só, uma instituição divina do Deus judaico-cristão. Trata-se de uma ordem que antecede a civilização humana e a lei (Gn 2.24). O casamento foi instituído por Deus no Jardim do Éden. Portanto, diferente do que muitos cristãos alegam em sua ignorância sobre o assunto, o casamento independe da religião humana para ser aprovado por Deus, contanto que seja entre um homem e uma mulher que se tornarão uma só carne até que a morte os separe (Gn 2.24; Mt 19.4-6; Mc 10.7-9; 1Co 7.2).
O que vale para Deus é o contrato legal diante de testemunhas oculares, independente da religião da pessoa. Isso significa que não depende da religião que a pessoa segue para que o pacto do casamento seja consumado. Se a pessoa se casou na Igreja Católica, por exemplo, independente de ser uma seita, o casamento é válido, pois se trata de um ato universal que antecede toda e qualquer lei das Escrituras.
Muitas pessoas, incluindo crentes professos, acreditam que se duas partes não acreditam em Deus, então Deus não está naquele casamento e, portanto, Deus não reconhece o casamento. Todavia, um casamento secular também pode refletir os princípios do matrimônio cristão segundo a Bíblia, mesmo que os cônjuges não façam isso conscientemente. De fato, o propósito final do casamento, de acordo com Gênesis 2.24 e Efésios 5.31-33, é retratar o amor da aliança entre Cristo e Sua Igreja, e isso é feito de forma mais clara em um casamento cristão fiel e obediente. Não obstante, entre os pagãos isso é feito de forma obscura, mesmo em um casamento ao longo da vida, que cumpre a promessa e evita o adultério. Portanto, os casamentos seculares acabam por cumprir os propósitos de Deus de maneira imperfeita, mesmo quando os cônjuges são incrédulos.
Na perspectiva teológica cristã predominante, casamentos não-cristãos entre um homem e uma mulher são considerados válidos por Deus, pois o matrimônio é visto como uma instituição divina para toda a humanidade, não restrita a crentes. Embora não ideais por não seguirem os propósitos de Cristo, são reconhecidos como uniões reais.
Vamos elucidar isso em tópicos:
• Validade Universal: Deus reconhece o compromisso de fidelidade vitalícia entre um homem e uma mulher, independentemente de sua fé.
• A "Aliança" e não o Ritual: A Bíblia foca no acordo (aliança) de união, não na cerimônia religiosa específica, tornando o casamento civil ou cultural, em essência, reconhecido por Deus.
• O "Ideal" vs. o "Válido": Tais uniões podem se distanciar do propósito divino (desobediência ou ignorância), mas não anulam o fato de serem casados.
• Diferenciação: Diferente de casamentos entre um homem e uma mulher, uniões entre pessoas do mesmo sexo não são reconhecidas como casamentos bíblicos (Lv 18.22; Rm 1.18-32; 1Co 6.9-10; 7.2-16; Ef 5.23-33). O “casamento gay” é uma perversão da instituição do casamento e uma ofensa ao Deus que criou o casamento.
Em suma, casamentos não-cristãos são considerados válidos por Deus no sentido de união legítima, mas frequentemente descritos como desprovidos das bênçãos e do propósito espiritual completo ensinado nas Escrituras.
O CARTÓRIO TEM AUTORIDADE PARA OFICIALIZAR O CASAMENTO, MAS NÃO TEM AUTORIDADE PARA DESFAZER O CASAMENTO POR MEIO DO DIVÓRCIO
A perspectiva bíblica sobre divórcio se difere da visão civil (cartório/lei dos homens). De acordo com os princípios cristãos, embora o cartório oficialize a união legalmente, a autoridade bíblica considera o casamento uma aliança divina indissolúvel, tornando o divórcio um ato condenável e com consequências sérias.
Aqui está um resumo da visão bíblica sobre o tema:
1. O Cartório vs. A Bíblia
• Cartório: Oficializa o casamento civil, conferindo direitos e deveres legais. Da mesma forma, realiza o divórcio civil (separação legal).
• Bíblia: Vê o casamento como uma união de “uma só carne" instituída por Deus (Mc 10.6-9). A visão bíblica é que "o que Deus ajuntou, o homem não pode separar" (Mt 19.6).
2. O Divórcio e o Novo Casamento na Bíblia (Exceções)
• Nem Divórcio, nem Re-casamento entre Terceiros: A Bíblia nos ensina que tanto o divórcio quanto um novo casamento entre divorciados são expressamente proibidos por Deus (Gn 2.24; Ml 2.16; Mt 19.3-11; Mc 10.2-12; Lc 16.18; 1Co 7.10,11,15,39; Rm 7.1-3). Deus descreve o ato do divórcio como “uma coisa cruel e odiosa” (Ml 2.16) e o novo casamento entre divorciados como “adultério” (Rm 7.2-3). A única exceção mencionada pela Bíblia para um novo casamento é se um dos cônjuges morrer (Rm 7.2-3).
• Abandono pelo Cônjuge Descrente: As passagens em 1 Coríntios 7.10,11,15 ensinam que, se um parceiro não-crente desejar se separar por motivos de fé, o crente está livre de culpa, mas deve permanecer só, enquanto o cônjuge incrédulo viver.
3. A Carta de Divórcio no Contexto Bíblico
A Bíblia menciona que Moisés permitiu "carta de divórcio" (Dt 24.1-4) para regularizar a separação em seu ministério. Em certa ocasião, os fariseus foram até Jesus para o testarem, perguntando “por que Moisés ‘mandou’ dar carta de divórcio às mulheres e repudiá-las” (Mt 19.7). Todavia, Jesus explicou que isso foi uma “concessão” (não um mandamento) devido à dureza do coração dos homens daquele tempo, a fim de proteger mulheres repudiadas, não um desejo original de Deus, que desde o princípio disse que o vínculo do casamento é indissolúvel. Para corrigir os fariseus que o testavam, Jesus citou a passagem de Gênesis 2.24 como fundamento para reafirmar que a vontade de Deus a respeito da união do “um só corpo” nunca mudou (Mt 19.4-6 – cf. Mc 10.9; Lc 16.18; Mt 19.3-9). Na verdade, a lei que proíbe qualquer tipo de separação conjugal se baseia na criação (Gn 2.24) e não nas ordenanças que regiam o período mosaico para fins de regulamentação do estado espiritualmente decaído dos hebreus.
Portanto, a perspectiva bíblica distingue o divórcio civil (legalmente aceito pelos homens) do divórcio bíblico (permitido por Moisés durante um período específico de seu ministério e por razões já mencionadas acima).
O LEITO SEM MÁCULA
Muitas pessoas, com base em Hebreus 13.4, afirmam que o “leito sem mácula” está relacionado ao que elas consideram como pecados que restringem as posições sexuais na cama do casal, ou que esse versículo se trata de uma ordem para que os cristãos se casem somente dentro da assembleia local, etc. Todavia, todas essas coisas nunca passaram da imaginação humana e carecem de uma exegese séria e que se encaixa no contexto da passagem. Vejamos:
Hebreus 13.4 – "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à PROSTITUIÇÃO, e aos ADÚLTEROS, Deus os julgará".
Veja o contexto. É simples. O "leito sem mácula" está relacionado à prostituição e ao adultério. Ou seja, o leito sem mácula significa FIDELIDADE NO CASAMENTO, especificamente no "leito". O leito constitui-se a cama completa (armação, estrado, colchão etc). Aqui, o autor de Hebreus se refere claramente à fidelidade no ato sexual. O marido só deve ter relações íntimas com sua esposa, e a esposa só deve ter relações íntimas com o seu marido. Esse é o "leito sem mácula" de Hebreus 13.4.
Portanto, não se trata de restrições na cama, não se trata de se casar dentro da comunidade cristã e muito menos da celebração matrimonial na igreja, visto que o matrimônio é reconhecido quando formalizado diante de testemunhas, caracterizando uma aliança legal e pública, e não apenas uma união privada. Exemplos bíblicos, como o de Boaz e Rute, destacam os anciãos e o povo como testemunhas do compromisso. Deus é considerado a principal testemunha da união. A presença de testemunhas (anciãos, família, comunidade) e o ato solene validam o casamento, tornando-o um contrato legal e social, além de espiritual. Não tem nada a ver com a cerimônia religiosa feita na igreja.
– JP Padilha
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CALVINISMO NÃO TEM A VER COM CALVINO | JP Padilha
A maioria das pessoas que criticam o Calvinismo desconhece o Calvinismo. Em primeiro lugar, não tem a ver com Calvino. Ele nem estava vivo quando o Calvinismo surgiu como uma sistematização do evangelho da graça. "Calvinismo" é apenas um apelido para as Doutrinas da Graça, as quais os ímpios não entendem por não terem estudado a Bíblia. Não tem a ver com Calvino, mas com os eternos decretos de Deus (Ef 1.3-14; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Ef 1.19; 2.8-9; Rm 9.11-24).
A principal dificuldade para entender a Doutrina da Salvação está em pensar que o foco do evangelho é o amor de Deus. Os arminianos usam como mantra o versículo de João 3.16 como fonte de amparo para suas doutrinas estranhas e, com isso, pensam que o foco do evangelho é o amor de Deus. ERRADO. O foco do evangelho não é o amor de Deus, e sim a Sua GLÓRIA (Rm 9.11-24). Quando partimos dessa perspectiva, tudo muda na nossa maneira de ver a Bíblia e a Doutrina da Salvação.
“E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua GLÓRIA nos vasos de misericórdia, que para GLÓRIA já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9.22-24).
A verdade que mais dói nos seguidores da doutrina do livre arbítrio é que em toda a Escritura os termos "livre arbítrio" não são encontrados, mas a palavra "Predestinação" está em toda a Bíblia, do começo ao fim.
Eu não temo nem tremo diante do deus dos arminianos. Para mim, esse deus é uma piada. Não me curvo diante do BAAL que eles criaram.
Entenda como surgiu o Arminianismo neste link: “Por que o Arminianismo se prova herético? – Uma análise sobre as crenças e ensinos de Jacob Armínio”:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/11/por-que-o-arminianismo-se-prova.html
Entenda por que o Calvinismo é baseado na Bíblia neste link: “CRISTO DO ARMINIANISMO VS. CRISTO DA BÍBLIA – Arminianos e Calvinistas são irmãos na fé?”:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/08/cristo-do-arminianismo-vs-cristo-da.html
– JP Padilha
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O QUE É A TEOLOGIA REFORMADA DO PACTO? | JP Padilha
“A Teologia da Substituição (ou Teologia do Pacto) é simplesmente uma má notícia tanto para a Igreja quanto para Israel.” (Walter C. Kaiser Jr.)
O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?
A Teologia da Substituição (também conhecida como Teologia do Pacto), como teoria, declara que Israel, como nação, tendo falhado com Deus, foi substituída pela Igreja. Declara ainda que Israel está fora dos planos de Deus e que perdeu seu status de povo eleito de Deus. Assim, de acordo com essa visão herética e estapafúrdia, a Igreja é o verdadeiro Israel de Deus, o que resultaria na transferência de todas as bênçãos profetizadas a Israel pelos profetas judeus para a Igreja.
Isso retira do povo judeu toda e qualquer chance ou direito de ser novamente uma nação soberana na terra de Israel, conforme prometido por Deus aos patriarcas e seus descendentes.
Os dois principais métodos de interpretação teológica quanto à questão “Israel e Igreja” são:
1. A Igreja é a continuação de Israel (Teologia do Pacto / Teologia da Substituição / Amilenismo / Pós-milenismo / Preterismo / Pós-tribulacionismo);
2. A Igreja é um povo separado e distinto de Israel (Dispensacionalismo / Pré-milenismo Futurista / Pré-tribulacionismo).
ALGUMAS PERGUNTAS CRUCIAIS AOS
ADEPTOS DA TEORIA DA SUBSTITUIÇÃO:
1 – Como fica o renascimento do atual Estado de Israel?
Para os seguidores da Teologia do Pacto a restauração do moderno Estado de Israel é, assim, um acidente sem nenhuma credencial bíblica. Na visão destes, os cristãos que creem que tal restauração é um ato de Deus, em fidelidade à Sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4.000 anos atrás, estão sendo enganados por Deus. Sendo assim, Deus seria um mentiroso; um enganador. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.
Ao enveredarem nas teorias da Teologia do Pacto, os adeptos dessas teorias acumulam para si grandes problemas, tais como: a existência contínua do povo judeu durante os séculos, inclusive na terra de Israel, e, especialmente, a restauração do estado atual de Israel.
Se Israel tem sido condenada por Deus, como dizem, e não há nenhum futuro para a nação judaica, como podemos explicar a sobrevivência sobrenatural do povo judeu durante os últimos 2.000 anos apesar de muitas tentativas de destruírem essa nação?
Como podemos explicar o motivo de Israel ter ressurgido como uma nação no século XX depois de não existir por 1.900 anos?
2 – Será que todas as bênçãos prometidas a Israel foram transferidas à Igreja?
As profecias registradas nas Escrituras que tratam das bênçãos a Israel, inclusive quanto a sua restauração, são “espiritualizadas” ou “alegorizadas” e, desta forma, tornam-se promessas de bênçãos “espirituais” de Deus à Igreja. Ou seja, tudo que Deus prometeu a Israel, incluindo o reinado de mil anos de Cristo sobre a terra de Israel, agora passa a ser um reinado alegórico que, na mente dos adeptos da Teologia do Pacto, já estaria se cumprindo.
Essa é a prova inequívoca de que a Teologia do Pacto desafia a lógica. A Teologia do Pacto desafia a lógica em muitas de suas interpretações. Quando submetidas à lógica, muitas de suas “espiritualizações” não fazem sentido. Não importa a maneira que você escolhe para interpretar algumas das coisas que eles ensinam — alegoricamente, espiritualmente etc. — seria bem difícil convencer alguém de que isso é mesmo verdade. Tenhamos como exemplo o reinado de mil anos de Cristo (Ap 20.2-7), o qual eles dizem que já está ocorrendo. Eles afirmam categoricamente que já estamos agora mesmo no reino público de Cristo. Mas as descrições que as Escrituras fazem de Seu reino em poder indicam que Cristo irá governar com vara de ferro (Ap 2.27), e que a justiça irá encher o mundo todo (Is 32.1-19). Além disso, Satanás e seus anjos caídos serão aprisionados no abismo e não conseguirão sair para enganar as nações (Is 24.21-22; Ap 20.1-3). Acrescente-se a isso que o juízo será executado a cada manhã contra os que pecarem (Sl 101.8; Sf 3.5), e também que o reino animal, os leões e ovelhas, se deitarão juntos etc. (Is 11.6; 65.25 etc.).
Será que devemos crer que a justiça reina neste mundo hoje? Ao contrário, a injustiça está em todo lugar! Será que Satanás hoje se encontra mesmo aprisionado? Seu trabalho maligno pode ser visto em cada nação e modo de vida. Será que o juízo realmente cai sobre os que praticam o mal a cada manhã como atestam as Escrituras? (Os teólogos do Pacto poderão “espiritualizar” isto, mas então estariam indo contra seu ensino que afirma que no Antigo Testamento os juízos são literais). E o que dizer do reino animal vivendo em paz? Se eles dizem que o leão e a ovelha estão deitados juntos hoje espiritualmente, o que isso poderia significar?
Não obstante, digamos que, com todas as provas que temos de que a Teologia do Pacto não passa de uma grande heresia, ela esteja certa ao afirmar que Deus transferiu as promessas feitas a Israel para a Igreja. Certo? A pergunta que surge é: As maldições também foram transferidas? Não há resposta!
A ORIGEM DA TEOLOGIA DO PACTO
A Teologia da Substituição surgiu no seio da Igreja a partir da metade do segundo século d.C. e tem retomado força nos dias atuais devido a influência de alguns reformadores nos meios acadêmicos, ao reconhecimento do curso de teologia pelo MEC e do advento das mídias sociais no rebanho de Cristo.
Ao olharmos para a história da Igreja, vemos que os – assim conhecidos – pais pré-nicenos eram predominantemente pré-milenaristas (dispensacionalistas) em sua compreensão das coisas futuras descritas na Bíblia. Mesmo assim, eles não puderam impedir que a visão antissemita de alguns de seus “líderes” mais proeminentes culminasse na Teologia da Substituição.
Justino Mártir foi o primeiro a ver a Igreja como o verdadeiro “Israel espiritual” (esse termo nem sequer existe na Bíblia), em torno de 160 d.C. A interpretação de Justino, infelizmente e erroneamente, lançou as bases para a crença crescente de que a Igreja havia substituído Israel.
A razão para tal foi a questão e o problema que o método de interpretação alegórica traz para a vida cristã. Segundo Sergio Alberto Feldman em seu texto “O Judeu Na Patrística: Deicida E Aliado Do Demônio”, “os historiadores cristãos, tais como Eusébio de Cesareia, ao buscarem uma legalidade histórica da ancestralidade do cristianismo para o reconhecimento do império romano, levaram muitos dos ‘Pais da Igreja’ a interpretarem alegoricamente as Escrituras para explicarem a antiguidade cristã” (FELDMAN, 2017, p.147).
A defesa para tal argumento está na interpretação equivocada do texto paulino em Gálatas 4.21-31, onde a questão é a definição da condição de herdeiro do pacto e da Revelação. Mas nos ‘Pais da Igreja’ se definem também a antiguidade e a legitimidade dos cristãos como uma religião antiga e consolidada, ou seja, uma religião lícita.
Assim vemos, em alguns autores, uma busca por ascendência que remonta alegoricamente a Abraão e a Moisés, e que coexiste em paralelo com o texto bíblico.
A exegese do método alegórico de interpretação utiliza tipos ou figuras que servem de molduras para todas as formas de argumentação e de comprovação por serem flexíveis e por não exigirem um estudo aprofundado das Escrituras, em especial das profecias. Isso não significa que as Escrituras não possuam tipos e figuras, mas que todo texto sagrado é interpretado de modo figurativo para se chegar a uma conclusão teológica apropriada. Ao invés de interpretar o texto de forma normal (literal) antes de analisar tipos e figuras dos textos sagrados, os teólogos do pacto não se importam com o que o autor inspirado pelo Espírito Santo está dizendo em primeira instância, isto é, no seu sentido normal ou literal de interpretação, pois esta deve ser a conduta primordial do cristão ao abrir a Bíblia. O resultado do método alegórico de interpretação do texto bíblico serve de base para defender temas e conceitos que os autores inspirados nunca pensaram em fazê-lo. O foco predominante dos teólogos do pacto é minimizar e reduzir o Judaísmo a resquícios arqueológicos e a um emaranhado de anacronismos arcaicos. E essa foi a base de Justino Mártir, por exemplo.
Outra razão para o surgimento e proliferação da Teologia do Pacto é o número crescente de gentios na Igreja de Deus. Como afirmou Don Finto: “O antissemitismo ainda é o mais longo e mais profundo ódio da história humana” (FINTO, 2010, pg.63). Infelizmente, a Igreja, de maioria gentílica, em certos momentos, por meio de alguns de seus líderes mais ilustres, sucumbiu ao veneno do antissemitismo.
João Crisóstomo, no final do século III, início do século IV, quando pregou as oito “Homilias Contra os Judeus”, violou o caráter do povo de Deus, apresentando-os como homicidas, gananciosos, imorais e delinquentes. João Crisóstomo exclamou: “Quanto a mim, eu odeio sinagogas… Eu odeio os judeus”.
Martinho Lutero se tornou inimigo dos judeus no final de sua vida, e seu sentimento de anti-semitismo pode ser visto em um de seus escritos:
"Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas... Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados... Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte... Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem... Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão no debulhador, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade ... Portanto, fora com eles... Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus". ("Concerning the Jews and their lies" - por Martinho Lutero).
Como se pode ver, a mente de Martinho Lutero, por consequência da Teologia do Pacto que permeou a cristandade em seu tempo e se alastrou pelo mundo até o século 19, era completamente cega quanto ao futuro profetizado para Israel na Bíblia. Lutero não tinha nenhuma compreensão sobre as dispensações das Escrituras e os desdobramentos delas.
Gerard Kittel, um alemão estudioso do Novo Testamento, publicou um livro em 1933 sobre “A Questão do Judeu”. Seu conselho? Que eles deveriam aceitar qualquer discriminação e difamação, visto que são cidadãos de segunda classe, cujo destino é vagar “inquietamente e sem teto sobre a face da terra” (apud FINTO, 2010, pg.69-70).
A IGREJA ASSUMIU O LUGAR DE ISRAEL?
Até aqui ouvimos os comentários de homens, mas é a Bíblia Sagrada que nos dará a resposta: A Igreja assumiu o lugar de Israel? Não! Pelo simples fato de que Israel e Igreja são duas instituições criadas por Deus de forma particular e distinta. Portanto, as promessas e profecias são particulares e direcionadas a cada uma delas – Israel e Igreja. A criação de Israel se encontra em Êxodo 19 e
O Senhor Jesus Cristo é apresentado como o Rei de Israel, o Juiz das nações e o Senhor e Cabeça da Igreja:
1. Cristo, o Rei de Israel – Mateus 2.1-2: “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo”.
2. Cristo, o Juiz das Nações – Isaías 2.4: “E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear”.
3. Cristo, o Senhor da Igreja – Efésios 4.4-6: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”.
4. Cristo, a cabeça da Igreja – Colossenses 1.18: “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.
O QUE É ISRAEL?
Uma nação criada por Deus em promessa aos Patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, com propósitos claros e definidos, como encontramos em Isaías e Romanos (Is 43.1,7,10,12,14-15; Rm 9.4-5).
Jeremias declara que Israel “jamais deixará de ser uma nação” (Jeremias 35-37). Em apenas um sermão, o apóstolo Paulo se refere três vezes a Israel como uma entidade ininterrupta (At 13.17,23,24).
E sobre os doze portões da Jerusalém Celestial estão escritos os nomes das “12 tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 21.12). Junte-se a isso os nomes dos “12 apóstolos do Cordeiro” nos fundamentos (Apocalipse 21.14).
Deus escolheu Jerusalém, dizendo: “Porei o meu nome nela para sempre” (2Rs 21.7; 2Cr 33.7).
O QUE É A IGREJA?
Foi edificada pelo Messias – Mateus 16.18: “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Rocha edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Esta promessa só se cumpriu em Atos 2, com a descida do Espírito Santo. Jesus já havia vaticinado que era necessário que Ele morresse, ressuscitasse, fosse glorificado e subisse ao Céu para que Ele enviasse o Espírito da verdade e, só assim, a Igreja viria a ser inaugurada (Jo 7.39).
É a união de judeus e gentios que creem em Jesus como o Messias – Efésios 2.11-14: “Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio”.
Esta comunidade é chamada "Corpo de Cristo" (Rm 12.5; Ef 1.22-23; 4.12; 1Co 12.12-13).
A Igreja é a composição de todos os salvos escolhidos de Deus, os quais estão espalhados pelo mundo (At 9.31; 1Co 6.4; Ef 1.22; Cl 1.18).
SEMELHANÇAS ENTRE ISRAEL E IGREJA
1 – Ambos os povos são chamados “povo eleito” de Deus (Is 45.4; Mt 24.31; 1Pe 1.2);
2 – Ambos são chamados “povo adquirido/especial”, separado do mundo (Lv 20.24-26; Dt 14.2; Tt 2.14; 1Pe 2.9);
3 – Ambos seriam odiados e perseguidos pelo mundo até a morte (Sl 119.161; 143.3; Mt 24.9; Jo 15.20; 17.14);
4 – Ambos seriam chamados à santidade (Lv 20.7; 1Pe 1.15).
DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E IGREJA
A Israel é prometido um país e uma cidade (Jerusalém). Deus prometeu a Abraão e sua descendência a terra de Canaã como uma "possessão perpétua". Profecias como em Jeremias 31.35-36 afirmam que Israel só deixará de ser uma nação diante de Deus se as leis da natureza (sol, lua, estrelas) desaparecerem, garantindo que a nação e a terra são inquebráveis. Ezequiel 37 (o vale de ossos secos) profetiza que Deus reunirá o povo de Israel de todas as nações para a sua própria terra, formando uma única nação. A terra, antes desolada, será reconstruída e se tornará produtiva, como o Jardim do Éden. O futuro inclui uma Jerusalém restaurada (Jr 30-33). No Milênio, a cidade será conhecida como "O Senhor Está Ali" (YHWH Shamma) ou a "Cidade da Verdade". Israel será governado pelo Messias (Ez 37.21-22; Is 9.6-7; Ap 2.27; 20.2-7). Essa nação (Israel) reconhecerá o Messias pela primeira vez no tempo de Sua Segunda Vinda após a Tribulação (Is 53.1-12 – A confissão e arrependimento do remanescente judeu fiel).
Diferentemente de Israel, à Igreja é prometido um lar no Céu (Jo 14.2-3; Ap 22.20; Hb 10.37; Tt 2.13). A Igreja chegará do Céu com Ele em Sua Segunda Vinda (Jd 1.14; Zc 14.5), visto que esse povo (Igreja) terá sido arrebatado 7 anos antes da Tribulação e voltará com Cristo para reinar sobre a terra por mil anos (Ap 20.2-7), somente após o período da Tribulação, em triunfo (Zc 14.4-5; Jd 1.14), como Sua noiva, ao Seu lado. Israel sofrerá os horrores da Tribulação (Mt 24). A Igreja não passará pela Tribulação, mas será arrebatada nos ares antes da Tribulação que cairá sobre a terra (1Ts 4.16-17; Ap 3.10). Os judeus serão súditos na terra durante o Reino Milenar de Cristo. Os cristãos NÃO serão súditos na terra durante o Milênio, mas reinarão do Céu com Cristo sobre a terra, por mil anos (2Tm 2.12; Ap 20.2-7). Israel é o povo terrenal de Deus (Dt 7.6; 32.9-10). A Igreja é o povo celestial de Deus (Jo 15.19; Fp 3.20; Ef 2.6,19; Cl 3.1-3). A Israel é prometido bênçãos terrenas. À Igreja é prometido bênçãos celestiais.
– JP Padilha
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