A MULHER INSUBMISSA | JP Padilha


“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2.11-12).

A submissão feminina (Ef 5.22) deve ser interpretada não como inferioridade, mas como um papel complementar onde a mulher apoia a liderança do marido, que por sua vez deve amá-la sacrificialmente. A falta de submissão por parte da esposa pode gerar conflitos de autoridade, mas a teologia moderna tem relativizado essa submissão, afirmando que o papel da mulher estar sujeita ao marido é coisa do passado e que isso não se aplica à Igreja hoje, e que a mulher está em pé de igualdade com o homem na esfera hierárquica. Isso desemboca inevitavelmente na distorção dos ensinos dos apóstolos, levando a práticas condenadas pela Bíblia, tais como mulheres falando nas igrejas, ensinando homens, em posição de autoridade nas assembleias e também em casa, sendo até mesmo ordenadas como “pastoras”, etc. Obviamente, devemos destacar que a submissão da mulher não deve ser usada para abusos, dominação ou para violar a dignidade feminina.

VERSÍCULOS-CHAVE

Há muitos artigos bíblicos contra a prática do empoderamento feminino, do feminismo e da autoridade da mulher sobre o homem. Essa doutrina ímpia sempre foi muito comum em denominações pentecostais, mas conquistou espaço nas denominações históricas nos últimos tempos. Os textos mais explícitos sobre o tema na Bíblia são Atos 6.1-7, 1 Timóteo 2.11-15, 1 Coríntios 14.34-37, 1 Coríntios 11.1-16, 1 Pedro 3.1-6, Efésios 5.22-33, Tito 2.3-5, 1 Timóteo 5.14-16 e Isaías 3.12. Antes de pontuarmos os detalhes da submissão feminina, vamos fazer uma leitura de alguns desses versículos:

1 Timóteo 2.11-15“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação”.

1 Coríntios 14.34-37“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.

ATENÇÃO:
Note o “xeque-mate” de 1 Coríntios 14.34-37: Quando a Bíblia diz no verso 37: “se alguém pensa ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, ela destrói o argumento relativista daqueles que rejeitam as claras e normativas instruções de Paulo sob a base de que elas são meramente culturais. O mandamento nessa passagem é normativo para toda a Igreja e para toda a sua era.

1 Coríntios 11.1-16“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”.

NOTA: Para entender por que as mulheres devem usar o véu (ou qualquer cobertura) sobre a cabeça, leia o artigo no link abaixo:

O USO DO VÉU
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/12/o-uso-do-veu-jp-padilha.html

Tito 2.3-5“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

Note bem a seriedade desses versos! As passagens acima nos ensinam que quando uma esposa, seja ela mãe ou estéril, desobedece a tais mandamentos, ela se torna blasfema e contrária à Palavra de Deus. Ela faz tropeçar milhares de jovens que a observam. E isso é algo que a maioria dos cristãos professos da atualidade jamais irá entender.

Sei que palavras como essas se encontram na contramão do Sistema. Ora, se estivesse de acordo com os pensamentos e filosofias do mundo, não seria o Evangelho. Todavia, o futuro das mulheres que desobedecem a Deus dirá quem está com a razão.

Um pregador certa vez disse: "Se por um lado essa geração tem sofrido com homens omissos, que deixaram de ser machos em virtude da lobotomia sofrida pelo marxismo cultural, por outro, encontramos a masculinização das mulheres, que em nome de uma pseudo-liberdade abandonaram a doçura e a feminilidade, tão necessárias para o testemunho cristão". É exatamente essa a nossa realidade.

1 Timóteo 5.14-16 "Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, seguindo à Satanás. Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas" (1 Timóteo 5.14-16).

No verso 14 desta passagem há um alerta às mulheres sobre o perigo de não obedecer a ordem de “se casarem, gerar filhos, governar a casa e não dar ocasião ao adversário de maldizer” (v. 14), pois, já algumas, sendo desobedientes a essas ordens, “se desviaram, seguindo a Satanás” (v. 15). Isso significa que as mulheres casadas devem viver de forma íntegra e irrepreensível para não dar motivos ou justificativas a críticos, inimigos ou ao Maligno para difamar a fé ou a conduta das mulheres. Essa instrução enfatiza a importância de evitar atitudes moralmente más e manter um bom testemunho, distanciando-se do mal para que a verdade não seja caluniada. Vamos pontuar nosso aprendizado sobre 1 Timóteo 5.14-15:

Zelo pelo Testemunho: Significa agir com responsabilidade e ética, tanto em particular quanto em público, para que ninguém tenha base para críticas negativas ou calúnias.

Afastamento da Aparência do Mal: Refere-se a evitar situações duvidosas que possam ser interpretadas como pecado ou mau comportamento, conforme Paulo instrui em 1 Tessalonicenses 5.22.

Proteção da Fé: O objetivo é impedir que o comportamento individual manche a imagem de um grupo, da fé cristã ou o nome de Deus.

Vigilância e Integridade: É um chamado para o cuidado constante com as palavras e ações, evitando a maledicência (falar mal das pessoas ou fofocar – cf. verso 13 e 1 Timóteo 3.11).

Tudo isso é uma exortação à sabedoria prática e conduta ilibada da mulher, blindando a própria reputação dela contra caluniadores. É claro que muitas dessas exortações se aplicam aos homens também, mas o caso da passagem em questão enfatiza que a mulher corre perigo maior quando não obedece às claras ordens que lhe foram imputadas.

E SE MEU MARIDO NÃO OBEDECER?

Muitas mulheres perguntam: “Mas, e se meu marido não obedecer a Deus?”. Essa é uma pergunta muito frequente entre as irmãs, visto que, estando uma vez em sujeição total ao marido, elas têm de obedecer caladas. Então, o que fazer se o marido, de repente, desobedecer a Deus? O que a mulher deve fazer se o marido, quem sabe, começar a tratá-la mal? A Palavra de Deus tem a resposta:

1 Pedro 3.1-6“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns (maridos) não obedecem à palavra, PELO PORTE de suas mulheres sejam ganhos SEM PALAVRA; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; COMO SARA OBEDECIA A ABRAÃO, CHAMANDO-LHE SENHOR; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.

Esse é o modo como a MULHER CRISTÃ ganha o marido: No comportamento, no seu modo de vestir (com pudor e modéstia), no seu porte, na maneira de viver e, principalmente, na sua submissão total a ele. A mulher ganha o marido com o seu modo de se portar, e não com a língua. Ela deve ser uma imitadora de Sara, esposa de Abraão. Ela não precisa abrir a boca para atrair seu marido. Isso é um dom maravilhoso dado por Deus às mulheres. Respeite seu marido; chame-o de senhor, como Sara fazia. O resultado será brilhante!

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1). A mulher cristã deve entender que, neste caso, o poder está em suas mãos, pois foi Deus quem o disse. Deus não disse que “o homem sábio edifica a sua casa e que o homem tolo a derruba com as próprias mãos”. Ele disse que a mulher faz isso, não o homem. Preste atenção nisso: Quando a mulher é desobediente e insubmissa ao marido, sua casa cai (o lar não suporta esse tipo de comportamento da mulher e cai como um castelo de areia).

Quando Deus ordena que a mulher seja em TUDO submissa ao marido, é para que ela esteja debaixo de sua autoridade sem restrições, se submetendo à sua vontade sem se opor nem reclamar.

Efésios 5.22-33 “Vós, mulheres, sejam SUBMISSAS aos vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em TUDO sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, AMAI vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos AMAR as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, AME a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher REVERENCIE o marido”.

Sempre que o assunto é Sujeição, devemos ter duas coisas em mente: (1) Todos nós estamos sujeitos a alguma autoridade: filhos aos pais, esposas aos maridos, homens às autoridades civis e aos governantes. Porém, a lei da sujeição não para aqui. Todas as classes supracitadas devem estar sujeitas primeiro a Deus, a Suprema Autoridade. E é isso que o mundo não entende. (2) Nenhuma autoridade, exceto a de Deus, é absoluta. Sendo assim, quando qualquer pessoa, em posição de autoridade, exige de seus liderados qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, os cristãos tem o dever de desobedecê-la em prol da obediência à Autoridade Suprema que é Deus.

Tudo isso concorda com o que descobrimos sobre casamento e/ou família no Novo Testamento. Os esposos possuem a responsabilidade inicial da liderança e as esposas são chamadas a submeterem-se à liderança de seus esposos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1Pe 3.1-7). O chamado à submissão para a esposa não está fundamentado em meras normas culturais, pois ela é chamada a submeter-se a seu esposo assim como a Igreja é chamada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e este mistério é que o casamento reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja, não deixando qualquer espaço para os que relativizam o evangelho a fim de argumentar que a submissão da mulher seja algo cultural e transitório.

Deus ordenou que a mulher obedeça ao marido em tudo e ponto final (Ef 5.22-24). Ele não propôs uma condição para tal. Isso é uma ordem direta. Quanto ao amor do homem para com sua esposa, a regra é a mesma. O homem deve amar sua esposa até à morte e ponto final (vv. 25-33).

A Escritura não usa meios termos e não contradiz a si mesma. A Bíblia, nos moldes da doutrina dos apóstolos, é determinista e não abre margens para conjecturas, culturas, costumes e épocas. Além disso, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é a cabeça na família (Ef 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja (1Tm 2.12). As credenciais para o “pastorado” na Igreja apostólica, assim como para qualquer função onde o papel é o ensino sobre os homens, estão prescritas em 1 Timóteo 2.11-15 e Tito 1. A vocação do ensino e da pregação é apenas um dos requisitos para o pastorado, ou para o evangelista, ou para qualquer lugar onde o homem exerce seu papel de ensinar e doutrinar. Há outros, como por exemplo governar a própria casa e ser M-A-R-I-D-O de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham (Tt 1.6-11; 1Tm 3.2-7).

É inconcebível imaginar como Cristo poderia ter sido mais claro do que em 1 Coríntios 14.34-37, 1 Timóteo 2.12, 1 Timóteo 3.2-7 e Tito 1.6-11. As mulheres são proibidas de “falar”, isto é, de “ensinar” na igreja ou em casa. O ministério de ensino na igreja, com exceção do ensino de mulher para mulher ou de mulheres aos seus filhos, pertence aos homens (cf. 1Co 14.34-37; 1Tm 2.12). Isto não se trata de ser maior ou melhor do que a esposa. Se trata da lei de Deus onde Ele estabelece papéis distintos ao homem e à mulher. Quando tal mandamento é violado, o Espírito de Deus não tem participação nenhuma e o que sobra são palavras advindas de filosofias humanas e discursos cheios de apelo.

Isaías 3.12 "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas”.

DÉBORA VS. SARA

Você já deve ter ouvido de mitos néscios por aí que Débora é exemplo de autoridade sobre o homem na Bíblia e que ela é um exemplo a ser seguido nas igrejas. Mas, será que essa abordagem a respeito de Débora está correta? Não. Não está. Em nenhum episódio bíblico vemos a mulher como pastora, como líder espiritual. Débora, uma profetiza que julgou a Israel no período dos Juízes, foi usada por Deus como juíza e profetisa e nunca como uma líder. Deus a usava como profeta, para entregar ao povo a Sua Palavra, mas Débora não era autoridade, líder nem “pastora” de uma igreja (não existia igreja no Velho Testamento). Baraque era quem liderava e estava no comando. Tanto que Deus usou Débora para dizer a Baraque: "Levanta-te, pois esse é o dia que o Senhor tem dado a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu diante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele" (Juízes 4.14). Baraque foi o líder militar e comandante do exército de Israel que atuou no reinado de Débora; mas Débora apenas profetizava a Palavra do Senhor a Baraque, enquanto ele era quem estava à frente da batalha, e não Débora.
Baraque foi convocado por Débora para a guerra, agindo com base na mensagem de Deus que ela transmitia (ela era profetiza, não líder de Baraque – Baraque obedecia aos comandos do Senhor). Embora temeroso, seguiu as instruções da profetisa e garantiu a vitória. Baraque é reconhecido na Bíblia como um exemplo da fé (Hb 11.32) que, movido pela direção de Deus através de Débora, libertou Israel. Isso não é uma questão de inteligência; é uma questão de uma simples leitura bíblica.

Na doutrina dos apóstolos, o exemplo que temos de mulher que serve a Deus é Sara, e não Débora:

"... vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto" (1 Pedro 3:1-6). As mulheres cristãs são consideradas filhas de Sara, não de Débora.

PONTOS-CHAVE SOBRE
A SUBMISSÃO NO CASAMENTO:


Definição Bíblica: A submissão é entendida como aceitar a missão do marido como o principal responsável pelo lar, agindo como ajudadora idônea (Gn 2.18 – “Então o Senhor Deus declarou: 'Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda'" (NVI).

Reciprocidade: O mesmo contexto que ordena a submissão da esposa exige que o marido ame a esposa como Cristo amou a Igreja, o que implica sacrifício e amor, não tirania.

Limites: A submissão da mulher não é absoluta. Por exemplo, a esposa não tem obrigação de se submeter a ordens que violem a Lei Divina ou sejam degradantes.

Visão de Autoridade: A liderança do marido deve ser exercida em amor e respeito, e não em controle.

Submissão Não Significa Inferioridade: A submissão da mulher é vista como um papel complementar, onde a mulher respeita a autoridade do marido no lar enquanto o homem a trata com amor. São papéis diferentes, não uma diferenciação da dignidade entre o marido e a esposa.

Em resumo, a submissão é um conceito focado no funcionamento funcional da família, baseada em respeito mútuo, e não em uma relação de superioridade ou inferioridade.

CONSEQUÊNCIAS DA INSUBMISSÃO DA MULHER

A falta de submissão da mulher ao marido, dentro da perspectiva bíblica e conservadora, é vista como uma quebra da ordem divina e da estrutura hierárquica do lar, onde o marido é o líder. As consequências citadas incluem a desarmonia familiar, conflitos, perda de proteção espiritual e funcional do lar, além de decepções, como a do Éden.

Desordem e Conflitos: A insubmissão da mulher pode gerar disputas de poder, desrespeito e a quebra da harmonia no casamento. O instinto natural do homem é se sentir afrontado por aquela que deveria estar sujeita à sua autoridade constituída por Deus.

Quebra de Princípios Bíblicos: A submissão da mulher é interpretada como respeitar o papel do marido como "cabeça" da família, não como inferioridade de valor.

Perda da "Ajuda" Efetiva: A mulher é vista como "auxiliadora idônea", e, ao não aceitar essa função, o lar pode perder a sabedoria e a sensibilidade que a mulher deveria trazer para a gestão familiar.

Exemplo no Éden: A Bíblia cita a desobediência de Eva como a primeira consequência da insubmissão ao marido, levando à decepção e ao pecado. A insubmissão de Eva resultou nas subsequentes insubmissões das mulheres ao longo da história humana, levando muitas delas à perdição e ruína.

Observação importante: A submissão bíblica destaca que esta não deve ser confundida com obediência cega ou aceitação de abusos, e deve ocorrer de forma mútua, com o marido amando e cuidando de sua esposa.

MULHER SÁBIA VS. MULHER TOLA

"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos" (Provérbios 14.1). Este versículo é um princípio bíblico sobre o impacto das atitudes femininas no lar. A sabedoria da mulher em casa é vista como a construção de um ambiente de paz, fé, amor e cuidado, enquanto a tola destrói seu lar com palavras, ações impulsivas, falta de discernimento e principalmente com a insubmissão ao marido.

Vamos nos ater aos significados e aplicações da sabedoria da mulher no Lar:

Edificação Ativa: A mulher sábia constrói o lar com hábitos diários, trazendo paz e prosperidade.

Controle Emocional: Evita a ira e palavras precipitadas, protegendo o coração e o lar com domínio próprio e mansidão.

Palavras Construtivas: Utiliza a fala para ensinar e edificar, não para destruir. A Bíblia ordena que a mulher ganhe o marido sem palavra, mas em silêncio e com uma conduta que gere uma reflexão do marido.

Temor ao Senhor: A base da sabedoria é o temor a Deus, que transforma o caráter e gera atitudes práticas de amor e cuidado.

Influência Positiva: Age como auxiliadora, apoiando o marido e fortalecendo a família, inspirada em exemplos como Ester e Sara.

Enquanto a sabedoria é edificadora, a insensatez (tola) é caracterizada pela arrogância, por ser impulsiva e destruidora de relacionamentos. A mensagem destaca a responsabilidade e o poder da mulher na atmosfera do seu lar.

A INFLUÊNCIA DO FEMINISMO

A influência do feminismo na mulher cristã é um tema complexo e frequentemente debatido, com perspectivas que variam entre a aceitação de pautas sociais e a rejeição total por incompatibilidade teológica. O feminismo tem fortes impactos negativos na mulher ao desafiar estruturas bíblicas, tradicionais e familiares.

Principais Impactos Negativos Apontados:

Desestabilização da Estrutura Familiar: O feminismo incentiva uma inversão de papéis no casamento que contraria o modelo bíblico de liderança masculina e submissão amorosa da mulher ao marido.

Conflito com a Submissão Bíblica: A ênfase feminista na independência absoluta e na autonomia pessoal é incompatível com a teologia bíblica de "ajudadora idônea" e a valorização da docilidade e do lar. O feminismo tira da mulher a sua verdadeira feminilidade.

Questionamento da Autoridade Bíblica: Setores do feminismo teológico tentam revisar ou reinterpretar textos bíblicos, o que pode levar à desconfiança ou abandono da verdadeira doutrina dos apóstolos sobre o assunto.

Criação de Insatisfação: O feminismo pode fazer com que mulheres cristãs se sintam oprimidas ou insatisfeitas com os papéis designados por Deus a elas: o de esposa e mãe, tão frequentemente enfatizados e valorizados na Bíblia.

Divisão na Igreja: O movimento feminista tem gerado debates profundos sobre temas como a ordenação feminina, a linguagem masculina de Deus e a liderança na Igreja.

A Perspectiva de Incompatibilidade: O feminismo e o Cristianismo são antagônicos entre si. O objetivo de certos setores do movimento feminista é a destruição da estrutura familiar cristã e a rejeição dos princípios judaico-cristãos. A ex-feminista Ana Campagnolo, por exemplo, argumenta que o feminismo funciona como uma ideologia política com dogmas que geram oposição à fé cristã. E ela está certa.

A influência negativa do feminismo é vista principalmente quando a ideologia feminista leva ao abandono de princípios bíblicos sobre a família e o papel da mulher, gerando conflito com a fé e aos mandamentos cristãos.

A MULHER RIXOSA

“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Provérbios 21.19).

A "mulher rixosa" na Bíblia, mencionada em Provérbios, é descrita como briguenta, resmungona e causadora de discórdias, tornando o convívio doméstico insuportável. O livro de Provérbios compara sua atitude a um gotejar contínuo em dia de chuva, alertando que é melhor viver só num deserto do que com ela.

Os principais textos de Provérbios que descrevem a mulher rixosa são estes:

Provérbios 21.9 “É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta”.

Provérbios 25.24
“Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla”.

Provérbios 27.15-16 “O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes; tentar moderá-la será como deter o vento, ou como conter o óleo dentro da sua mão direita”.

A Natureza da Mulher Rixosa: Ela é descrita como alguém que provoca conflitos em casa, reclama constantemente de tudo, grita, não tem sabedoria ao falar com o marido, desrespeitando-o e desmoralizando-o, destruindo o lar com suas atitudes antibíblicas.

O Contraste da Mulher Rixosa: A Bíblia contrasta a mulher rixosa com a "mulher sábia", que edifica a sua casa (Pv 14.1), e a "mulher virtuosa", que é coroa do seu marido (Pv 12.4). A Bíblia foca na importância de um ambiente doméstico pacífico, alertando contra o comportamento iracundo e destrutivo da mulher.

CONCLUSÃO:

É crucial observar que um papel diferente para as mulheres não significa a inferioridade delas. Homens e mulheres foram igualmente criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27). Eles têm igual acesso à salvação em Cristo (Gl 3.28) e, juntos, são herdeiros da grandiosa salvação que é nossa em Jesus Cristo (1Pe 3.7). Os escritores bíblicos não lançam calúnias sobre a dignidade, inteligência e personalidade das mulheres. Vemos isso ainda mais claramente quando reconhecemos que, assim como Cristo submete-se ao Pai (1Co 15.28), as esposas devem em tudo submeter-se aos seus maridos (Ef 5.24), educar seus filhos segundo a sã doutrina de Cristo (Dt 6.6,7; Pv 22.6; Ef 6.4; 2Co 12.14b) e dedicar tempo integral ao seu lar, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.5).

Portanto, mulher, se você foi chamada para ser Esposa e Mãe, não se rebaixe a ponto de ser rainha em qualquer lugar do mundo. Se as mulheres do mundo vituperam sua missão e debocham de sua divina carreira, lembre-se que este é o sinal de que o Criador dos céus e da terra está com você e não com as mulheres do mundo, porque do mundo são (1Jo 4.5); e você não é do mundo, assim como Cristo também não é (João 17.16).

“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como um câncer nos seus ossos” (Provérbios 12.4).

– JP Padilha
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A PRESERVAÇÃO DOS SANTOS | JP Padilha



INTRODUÇÃO

Uma das doutrinas mais odiadas pelos arminianos (defensores da teoria do livre-arbítrio) é a doutrina da Perseverança ou Preservação dos Santos. Na teologia, ela está inclusa na soteriologia (Doutrina da Salvação). Ela é o último ponto dos “Cinco Pontos do Calvinismo”, designado pelo “P” no acrônimo TULIP, referindo-se à “perseverança dos santos”. Resumidamente, a doutrina assevera que, uma vez que uma pessoa verdadeiramente se converte a Cristo, ela nunca mais se afastará dEle (Jo 10.28-29). Uma vez que a verdadeira fé lhe é impingida por Deus na conversão, ela nunca mais tornará para o seu estado de pecador não-salvo (2Pe 1.10; Ef 1.13; Rm 8.29-30,38-39; Jo 5.24), de forma que, definitivamente e para sempre, essa pessoa está salva, e é impossível que o Espírito Santo a deixe ou que ela perca a salvação. A teoria de que um salvo pode perder a salvação é herética – antibíblica. Portanto, uma vez que uma pessoa verdadeiramente se converte e se torna um cristão, ela certamente já está salva.

EXPRESSÕES TEOLÓGICAS
Este ensino é designado por diversas expressões diferentes. Embora algumas possam ser melhores do que outras no sentido em que contém mais informação sobre a doutrina, todas elas são acuradas e cada uma delas carrega implicações teológicas importantes. Senão, vejamos:

SEGURANÇA ETERNA –
O termo “segurança eterna” assevera que a salvação do crente é algo que não se pode perder – ele não está em perigo e não será tomado.

Preste atenção na palavra “eterna”. Se ela for entendida como denotando uma duração sem fim, então, ela é sinônimo de “para sempre” e, então, enfatiza a natureza perpétua da segurança do crente. Ela não é algo que dura por um tempo e então se dissipa; ela é algo que durará para sempre.

Embora algumas pessoas tenham em mente principalmente essa ênfase quando usando a expressão, seu significado torna-se ainda mais rico se a entendemos corretamente – “eterna”! Isso se refere ao decreto eterno de Deus na eleição. Isto é, “eterna” designa o decreto soberano e imutável de Deus numa eternidade atemporal para a salvação dos Seus eleitos. Em outras palavras, a salvação de um crente está para sempre segura porque, na eternidade, Deus decretou a salvação deste indivíduo.

É impossível ser mais claro do que João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. – Atente-se para os tempos dos verbos, os quais revelam uma transformação imutável na posição do pecador salvo: “ouve”, “crê”, “TEM”, “entrará”, “PASSOU”. A passagem NÃO diz que o salvo “terá” vida eterna, mas que tem a vida eterna no momento em que crê, o que significa um direito adquirido por graça, e tão somente pela graça.

A Bíblia diz: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 João 5.13). Suponha que você estivesse na frente de Deus neste exato momento e Ele lhe perguntasse: “Por que eu deixaria você entrar?” O que você diria? Você pode não saber o que responder. O que você precisa saber é que Deus nos ama (isto é, a Igreja) e providenciou para nós uma forma para que pudéssemos saber com certeza onde vamos passar a eternidade. Ele enviou apóstolos e profetas para escreverem a Sua Palavra para que não ficássemos sem um norte a respeito do assunto. Temos aqui uma lista de passagens bíblicas que nos conforta com a certeza da salvação em Cristo Jesus.


UMA VEZ SALVO, SEMPRE SALVO –
Outra descrição popular desta doutrina é “uma vez salvo, sempre salvo”. Ela claramente nos mostra que, uma vez que uma pessoa foi salva, sua salvação continua imutável e ininterrupta para “sempre”. Todavia, essa expressão permite mal-entendimento e distorções. Embora ela nos diga em que estado um crente salvo permanece, ela não nos diz pela vontade de quem, por qual poder e por quais meios ele persevera.

A PERSEVERANÇA DOS SANTOS –
Calvinistas frequentemente usam os termos “a perseverança dos santos” quando se referindo à doutrina da Preservação dos Santos.

Em algumas formas, essa expressão é superior às duas anteriores. Primeiro, ela inclui mais informação relevante, visto que ela declara, não somente o resultado, mas também o estado no qual a salvação de um crente permanece intacta. Especificamente, ela transmite o fato inequívoco de que um crente sempre persiste, espiritualmente e moralmente, na condição convertida. Ela implica que ele enfrenta tentações e dificuldades em seu caminhar com Deus, e, ainda assim, “persevera” através desses desafios.

Essa expressão, além do mais, contra-ataca o mal-entendimento de que, uma vez que uma pessoa professa o Cristianismo, ela pode abandonar a sua fé, retornar permanentemente ao pecado e ainda assim ser salva. Ao invés disso, essa expressão aponta que uma pessoa que foi salva permanece salva, independente dos pecados que ela possa cometer ao longo da vida, visto que ela persevera contra as tentações e dificuldades da vida com Cristo, praticando o arrependimento e confissão de seus pecados.

Todavia, essa expressão, assim como aquela que diz “uma vez salvo, sempre salvo”, ainda permite mal-entendimento e distorções. Embora ela nos diga em que estado um crente salvo permanece, ela não nos diz pela vontade de quem, por qual poder e por quais meios ele persevera. Ela deixa espaço para alguém pensar que, uma vez convertido, um crente então tem, dentro de si mesmo, a vontade e o poder para sempre perseverar através de todas as tentações e dificuldades, mesmo que ele não possua essa disposição e capacidade antes da conversão. Essa ainda não é a versão bíblica da doutrina. Certamente, a expressão não carrega essa distorção, mas nem diretamente a exclui.

A PRESERVAÇÃO DOS SANTOS –
Talvez a melhor expressão para descrever a doutrina em questão seja “a preservação dos santos” – ela é rica em conteúdo e bíblica na ênfase.

Como todas as expressões anteriores para esta doutrina, essa nos diz algo sobre o resultado final – que um crente permanecerá salvo para sempre após se converter. No entanto, ela nos diz muito mais do que isso. Assim como “perseverança dos santos”, a ideia de “preservação” implica que o crente permanecerá, verdadeiramente e finalmente, na condição positiva espiritual e moral que a regeneração produziu nele.

Em adição, ela nos diz que a razão de um crente perseverar em seu estado regenerado e convertido é porque ele é “preservado”. Isso implica a dependência contínua do crente da graça de Deus e que um crente permanece salvo por causa da vontade e do poder de Deus, e não por causa da vontade e poder do homem. Além do mais, ser “preservado” implica que a pessoa é protegida contra influências e forças hostis, e, portanto, carrega a narrativa bíblica de que o crente continua a enfrentar tentações e dificuldades após a conversão, e que Deus o preserva para que sua fé não desfaleça.

Portanto, essa expressão – Preservação dos Santos – tem a vantagem de incluir muita informação relevante, se não for por afirmação direta, então pelo menos por implicação. Ela honra a obra de Deus, exclui a vanglória do homem e reflete a ênfase bíblica sobre a graça soberana e sobre o poder ativo de Deus durante toda a preservação da salvação do eleito, desde a conversão até a consumação.

Certamente, essa expressão ainda não diz tudo o que podemos e devemos dizer sobre a doutrina da Preservação dos Santos. Ela não enfatiza adequadamente e igualitariamente todos os seus aspectos, nem exclui diretamente todas as distorções e más representações. Ela também não nos fala sobre os meios pelos quais Deus usa para nos preservar, exceto a natureza do Seu poder ativo de preservar Seus santos escolhidos. Todavia, para uma expressão curta, essa é provavelmente a melhor porque é a mais centrada em Deus e se refere a todos os aspectos relevantes dessa doutrina, pelo menos por implicação.

DEUS É QUEM PRESERVA OS SEUS SANTOS

Visto que o nosso interesse atual é o entendimento calvinista da preservação dos santos, é apropriado examinar cada ponto das Escrituras e provar, por meio delas, que a doutrina da Preservação dos Santos é bíblica e não tem nenhuma relação com o conceito herético do livre-arbítrio. Estes pontos no fornecem expressões históricas e sistemáticas da fé cristã do ponto de vista calvinista. Na verdade, o termo “Calvinismo” é apenas um apelido. Quando falamos de Calvinismo, estamos falando das doutrinas da graça de Deus contidas na Bíblia. Todos os pontos que tecerei aqui contêm verdades divinas absolutas que são relevantes para a doutrina da Preservação dos Santos.

1.
Para deixar o mais claro possível: como de boa vontade renunciamos a qualquer honra e glória pela nossa própria criação e redenção, assim também o fazemos pela nossa regeneração e santificação, pois, por nós mesmos, nada de bom somos capazes de pensar, falar ou fazer (Rm 7.15-25), mas só Aquele que em nós começou a boa obra nos faz continuar nela (Fp 1.6), para o louvor e glória de Sua graça imerecida (Ef 2.8-9).

A visão calvinista da preservação dos santos está integrada dentro do contexto do padrão geral da soteriologia bíblica. Isto é, a soteriologia bíblica apresenta a salvação como algo que verdadeira e completamente vem de Deus (Jn 2.9; Ap 7.10), e ela se desenvolve nas vidas dos escolhidos de uma tal forma que exclui toda vanglória humana (Ef 2.8-9).

O fato dos homens serem completamente depravados e incapazes de fazer o bem, somente pela graça e pelo poder soberano de Deus que os eleitos são regenerados – é Deus quem deve começar Sua boa obra em nós. Então, é só Ele quem nos faz continuar nela, para o louvor e glória de Sua graça imerecida. Observe que é “só” Ele quem nos faz continuar, de forma que nenhum crédito seja atribuído ao homem. Tanto a conversão como a santificação dependem completamente da graça soberana de Deus (Fp 2.13).

2. Assim, confessamos que a causa das boas obras não é nosso livre-arbítrio (que não existe em nenhum nível ou aspecto), mas o Espírito de Jesus, nosso Senhor, que habita em nossos corações pela verdadeira fé, produz as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Por isso, com toda a ousadia afirmamos que é blasfêmia dizer que Cristo habita nos corações daqueles em quem não há nenhum espírito de santificação. Portanto, não hesitamos em afirmar que os assassinos, os opressores, os cruéis, os perseguidores, os adúlteros, os fornicadores, os idólatras, os alcoólatras, os ladrões e outros que praticam a iniquidade não têm nem verdadeira fé, nem qualquer porção do Espírito do Senhor Jesus enquanto obstinadamente continuarem na impiedade (1Co 6.9-10). Pois, logo que o Espírito do Senhor Jesus, a quem os escolhidos de Deus recebem pela verdadeira fé, toma posse do coração de alguém, imediatamente Ele regenera e renova esse homem, que assim começa a odiar aquilo que antes amava e a amar o que antes odiava (Rm 7.15). Mas, o Espírito de Deus, que dá testemunho junto ao nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm 8.16), leva-nos a resistir aos prazeres imundos e a suspirar na presença de Deus pelo livramento desse cativeiro da corrupção, e, finalmente, a triunfar sobre o pecado, para que ele não reine em nossos corpos mortais (Rm 6.12). Os homens carnais não têm esse conflito, pois são destituídos do Espírito de Deus, mas seguem e obedecem com avidez ao pecado, sem nenhum pesar, estimulados pelo diabo e por sua cupidez depravada. Os filhos de Deus, porém, como antes foi dito, lutam contra o pecado (Ef 6.12), suspiram e gemem quando se sentem tentados à prática do mal; e, se caem, levantam-se outra vez com arrependimento não fingido. Eles fazem essas coisas não pelo seu próprio poder, mas pelo poder do Senhor Jesus, sem quem nada podem fazer (Jo 15.5).

3. Uma transformação interior real ocorre na pessoa no momento da regeneração, quando ela crê, de fato, em Cristo (At 16.31). O crente, então, continua em sua nova direção espiritual, pois ele não é mais como era antes (Rm 6.17-18). Regeneração não é simplesmente uma experiência de curta duração, após a qual a disposição espiritual da pessoa permanece incerta. Antes, ela é uma transformação fundamental e permanente causada e sustentada pelo Espírito de Deus, que agora habita o crente (1Co 6.19-20; Rm 8.9-11; Jo 14.17).

Isso não significa que a regeneração concede ao crente um novo poder, no sentido de que ele agora funciona para produzir o bem espiritual à parte da graça e do poder contínuo de Deus. A Bíblia explicitamente nega que uma pessoa produza boas obras por qualquer “livre-arbítrio” humano, mesmo após ele ter sido regenerado. Em vez disso, ela diz que “a causa das boas obras” nos crentes é “o Espírito do Senhor Jesus” (Rm 8.9-11), que habita em nós através da fé, que é também um dom de Deus. Em adição, as próprias boas obras que realizamos foram “preparadas para nós” por Deus. Isso nos mostra que a pré-ordenação de Deus, Seu decreto eterno, não pré-determinou somente nossa conversão, mas também nossa santificação (Ef 1.4).

Não é como se Deus tivesse pré-determinado que seríamos salvos e então deixasse os eventos subsequentes incertos. Em vez disso, Ele pré-determinou tanto a conversão como a santificação dos Seus escolhidos, pré-ordenando as várias boas obras que eles realizariam após sua regeneração.

Portanto, assim como o “livre-arbítrio” não tem lugar na conversão, o “livre-arbítrio” também não tem na santificação. É a vontade de Deus que causa a conversão e é a vontade de Deus que causa a santificação, e isso significa que a perseverança dos santos não está sujeita à nossa fraqueza, mas à preservação poderosa de Deus.

Contudo, isso não nega que os crentes continuam a enfrentar tentações e dificuldades após sua conversão. De fato, algumas vezes eles caem até mesmo em pecados sérios, embora até essas falhas ocorram pela vontade e pelo poder soberano de Deus. A diferença é que, por causa da pré-ordenação e preservação de Deus, os escolhidos suspiram e gemem quando se sentem tentados à prática do mal; e, se caem, levantam-se outra vez com arrependimento não fingido.

Os crentes não perseveram porque eles têm um “livre-arbítrio” para escolher o bem após a regeneração, mas porque é a vontade de Deus preservá-los por Seu poder, e Ele decidiu que eles finalmente triunfarão sobre o pecado.
A Bíblia afirma que Jesus já venceu o pecado e a morte. Ao crer em Jesus, o crente recebe a vitória sobre o pecado e o poder para resistir a ele (1Jo 3.8-9; Rm 6.14-18; Tg 4.7; 1Co 10.13).

É anti-escriturístico dizer que a vontade de um homem está cativa ao pecado antes da conversão e que ele passa a ter “livre-arbítrio” após a conversão. A Escritura ensina que o homem está cativo à maldade antes da conversão e que ele está cativo à justiça após a conversão (Rm 6.17-18).

Segue-se que, antes de mais nada, aqueles que não demonstram mudança real no pensamento e conduta, e aqueles que não perseveram na santidade, nunca foram convertidos. A Bíblia ousadamente declara que é impossível que um homem possa ser um verdadeiro crente e ao mesmo tempo viver sem o “espírito de santificação” (2Tm 3.1-5). Todos aqueles que obstinadamente continuam em impiedade nunca foram convertidos, mesmo que eles reivindiquem serem crentes. E, se uma pessoa declara ter o Espírito Santo em si, mas, continua no caminho da perdição, eu até mesmo presumo que isso seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo.

Leia mais sobre o assunto nos links abaixo:

Somos salvos pelas obras ou pela graça? – Parte 1
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/05/somos-salvos-pelas-obras-ou-pela-graca_12.html

Somos salvos pelas obras ou pela graça? – Parte 3
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/05/somos-salvos-pelas-obras-ou-pela-graca_14.html

O que significa Propiciação na Bíblia?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/02/o-que-significa-propiciacao-na-biblia.html

A certeza da salvação
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/a-certeza-da-salvacao-jp-padilha.html

LEGALISMO E ANTINOMIANISMO: DOIS EXTREMOS OPOSTOS QUE PISAM NA GRAÇA
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2024/05/legalismo-e-antinomianismo-dois.html

SUMÁRIO – PELAS OBRAS OU PELA GRAÇA?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/07/sumario-pelas-obras-ou-pela-graca-jp.html


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Não cobro um centavo para ensinar o evangelho | JP Padilha



Sou um ferrenho opositor da comercialização do evangelho e da fé, associados à exploração de líderes religiosos que condicionam bênçãos a qualquer quantia em dinheiro, doações, “dízimos”, compras de cursos teológicos, de seminários e livros indisponíveis em formato digital para aqueles que não possuem condições de ter o material físico. Tal prática, biblicamente falando, é considerada um pecado grave. A Bíblia condena severamente quem faz comércio da fé, tratando o evangelho ou dons espirituais como mercadoria para ganho financeiro ou pessoal. Essa prática é vista como exploração, avareza e uma distorção dos ensinamentos de Jesus, sendo combatida tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A Bíblia adverte contra aqueles que, "com palavras fingidas e por avareza, fazem comércio dos fiéis” (2 Pedro 2.3). Este verso termina dizendo qual o destino desses falsos pastores, “sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. O evangelho deve ser pregado gratuitamente, sem segundas intenções financeiras. A Bíblia ensina que a fé e o ministério não devem ser usados para obter lucro (mercantilização da fé), sendo essa uma conduta ética contrária aos princípios cristãos, praticada por falsos mestres, falsos pastores e falsos ministros.

LIVROS DE MINHA AUTORIA – IMPRESSOS E E-BOOKS GRÁTIS

Pessoas de vários lugares pedem os livros impressos, mesmo que eu os distribua gratuitamente em formato digital. Eu os publiquei por amor a estes, que podem e querem comprar. Por exemplo, o preço do livro “O Evangelho Sem Disfarces” completo é bem alto devido a alguns fatores: A obra possui um vasto número de páginas (570), características que se diferenciam de livros comuns – Formato A4, Capa Dura, Letras Coloridas para ênfases, Papel Polen (o preferido dos autores best-seller por ser um papel mais encorpado que traz mais volume à sua peça, sem ser denso/grosso, sem aumentar o número de folhas e o peso. É considerado o produto mais sustentável para ser usado na indústria gráfica quando se trata de livros muito extensos. Sua cor é Off White – levemente amarelada). Para quem tem condições, vale a pena ter essa obra de arte em casa! É livro de cabeceira! Por fim, quem cobra pela obra não sou eu, mas sim a editora.

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Meus livros impressos só foram lançados porque aqueles que desejam o conteúdo em formato físico e podem comprá-lo pediram que os mesmos fossem publicados. Quanto ao preço, não sou eu quem determino, mas a editora que os vende. Nenhum centavo vai para o meu bolso. Todavia, todos esses livros estão disponíveis gratuitamente em formato digital em todas as minhas redes sociais, incluindo meus blogs, onde não somente meus livros estão disponíveis em trechos repartidos em artigos, como também há artigos fora dos livros, sobre os mais variados temas bíblicos, que explanam as dúvidas dos irmãos em Cristo com uma linguagem que alcança tanto leigos como intelectuais. Nunca cobrei, nem cobrarei um centavo sequer por qualquer livro ou obra teológica que eu venha a construir, pois, aquilo que me foi dado, também eu o darei, e não venderei, a saber, o evangelho de Cristo.

POR QUE AS EDITORAS COBRAM PELOS LIVROS

As editoras cobram pelos livros para cobrir os altos custos de produção, distribuição e comercialização, além de garantir a viabilidade financeira da empresa e o pagamento de direitos autorais. O preço final não reflete apenas o papel e a tinta, mas todo o processo intelectual e técnico envolvido na transformação de um manuscrito em um produto acabado. 

Aqui estão os principais fatores que compõem o custo de um livro:

Processo Editorial e Profissionais: Inclui o trabalho de editores, preparadores de texto, revisores, capistas e diagramadores. Profissionais qualificados são pagos para garantir a qualidade, ortografia e design da obra.

Direitos Autorais e Tradução: Pagamentos ao autor da obra (royalties) e, no caso de obras estrangeiras, custos com tradutores.

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Custos Operacionais (Fixos e Variáveis): Manutenção da editora, incluindo aluguel, energia, salários da equipe administrativa, marketing e logística de distribuição.

Margem da Livraria e Impostos: A livraria ou distribuidora geralmente fica com cerca de 50% do valor de capa do livro (preço final), o que é necessário para a operação de varejo.

Publicação Tradicional vs. Custos ao Autor: Em modelos tradicionais, a editora assume o risco financeiro e arca com todos os custos, recuperando o investimento na venda ao leitor. Em casos de coedição ou prestação de serviço, a editora pode cobrar do autor para publicar a obra, o que transfere a responsabilidade financeira (total ou parcial) para quem escreve.

Portanto, continuarei a denunciar implacavelmente aqueles que cobram para ensinar o evangelho, seja através de livros, cursos, seminários teológicos e outros meios de obter vantagens financeiras e pessoais. Denunciarei tais estelionatários da fé até meu último suspiro e não recuarei, jamais.

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