ZACARIAS 14.16-21 - A Adoração Mundial ao Grande Rei | Thomas Tronco


O fim da guerra entre o Messias e seus inimigos, em sua segunda vinda, é descrito no v.15, no qual não apenas os soldados invasores como também seus pertences serão destruídos completamente. A partir do v.16, o profeta descreve como serão a influência e o alcance do reinado do soberano divino sobre Jerusalém e sobre o restante das nações no reino terrestre que durará mil anos (Ap 21.1-7).

Após o final da guerra fulminante contra os exércitos inimigos do Senhor, o profeta fala a respeito daqueles que não integravam as forças militares (v.16): “Então, as pessoas que restarem de todas as nações que atacaram Jerusalém subirão anualmente para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrar a festa das Cabanas”. Imediatamente, é possível perceber que Zacarias fala de modo resumido de uma série de acontecimentos bem mais complexos, causando alguma confusão nos leitores. Entretanto, as perguntas criadas pela brevidade das palavras do profeta não ficam sem resposta ao longo das Escrituras. A primeira das duas grandes questões levantadas nesse versículo é a identidade das “pessoas que restarem de todas as nações que atacaram Jerusalém”. Os versículos anteriores são claros ao explicar que a ira do Senhor recairá no momento da sua vinda sobre as forças militares mundiais que invadiram Israel e que se reuniram para exterminar o povo de Deus. Entretanto, o texto não diz que esse juízo se espalharia por todo o mundo, deixando aberto para que Zacarias fale dos gentios que, por não integrarem os exércitos inimigos de Jerusalém, não foram mortos na segunda vinda de Jesus.

O que Zacarias não fala, entretanto, é quem exatamente integra o grupo desses sobreviventes que adentrarão o período do reino milenar, de modo que, à primeira vista, parecem ser todos os civis gentios do mundo. Entretanto, Jesus preenche essa lacuna quando fala do futuro escatológico, conforme registrado em Mateus. Ele disse: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas” (Mt 25.31,32). “Cabritos” e “ovelhas” aqui são referências aos incrédulos e aos crentes, respectivamente, dos dias da Grande Tribulação que permanecerem vivos até a volta do Senhor. O rei os reunirá diante de um tribunal presidido por ele mesmo e os separará uns dos outros. Àqueles que, por sua fé, demonstraram uma vida transformada, ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34b). Isso quer dizer que tais crentes continuarão vivos e serão súditos do reino milenar do Messias.[1]

Mas aos incrédulos, ele dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41b). Essa declaração representa uma sentença de morte, a qual será cumprida imediatamente e impedirá que quem rejeitou a salvação pela fé em Jesus Cristo durante os sete anos da Tribulação entre no período do seu reinado terreno. Sendo assim, o grupo a que o v.16 se refere não é tão amplo quanto pode parecer a princípio, mas engloba apenas os gentios sobreviventes da Tribulação que creram em Cristo. É claro que um grande número de israelitas também se converterá naqueles dias e entrará no reino de Cristo, mas eles não são citados no v.16 porque já estarão habitando na terra de Israel (Jr 30.3; 31.8; 32.37; Ez 36.24) e não no restante do mundo, como os demais.[2]

A segunda questão levantada durante a análise do v.16 é a respeito da celebração “da festa das Cabanas” e da razão pela qual será necessário que os gentios do mundo todo tenham de comemorá-la. Uma dúvida, dentro disso, é se a aliança mosaica, a qual prescreve a referida festa, continuará vigente. Jeremias responde a isso no anúncio de uma nova aliança de Deus com Israel, dizendo: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor” (Jr 31.31,32). Ao dizer “não conforme a aliança que fiz com seus pais”, ele anuncia o término do antigo concerto que, em vez de trazer bênçãos maravilhosas a Israel, trouxe castigos por causa da sua desobediência e incredulidade. No reino milenar, uma aliança diferente e nova será celebrada com Israel, envolvendo um novo trato e a conversão do povo pelo próprio Deus: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33).

Contudo, essa nova lei, dentro do modo renovado de o Senhor tratar seu povo, manterá algumas características semelhantes à lei mosaica, juntamente com aspectos novos. Exemplo disso é a descrição do templo que será construído naqueles dias e das práticas e adoração que serão ali celebradas, inegavelmente semelhantes em certos pontos, mas completamente distintos em outros em relação às prescrições da aliança mosaica dada no Sinai (Ez 40—48). Assim, em Zacarias 14.16, percebemos a manutenção da antiga “festa das Cabanas” ao mesmo tempo que notamos algumas diferenças marcantes na sua prática. A festa das Cabanas sempre foi uma festa especial para Israel, primeiro por abranger toda a população com suas famílias (Dt 16.14), e, depois, por ser um tempo de sete dias reservado exclusivamente para adoração e meditação na lei — note-se em Lv 23.33-36 a ênfase da ordem “nenhum trabalho servil fareis”. Além do mais, essa festa era uma ocasião especial para os primeiros ouvintes de Zacarias, pois, além de o povo voltar a celebrar com gratidão ao seu Deus provedor, foi também a oportunidade de o povo ouvir a leitura da lei pelo profeta Esdras (Ne 8.14-18), tornando esse um tempo de renovação da aliança.[3]

Outra dúvida que surge nesse ponto é sobre o que os gentios terão a ver com essa lei, visto que a primeira versão dela era de competência exclusiva de Israel. Ainda que com novos contornos, o novo trato será estabelecido “com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jr 31.31). Entretanto, durante o reinado do Messias na terra, os povos também se submeterão ao seu ensino e à sua justiça, de modo que “para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém” (Is 2.2b,3 — ver também Mq 4.1-3). É exatamente por isso que as nações, mesmo sendo gentílicas, tomarão parte anualmente na adoração ao rei divino na festa das Cabanas.

Apesar da voluntariedade dos povos em buscar e servir o rei divino que governará de Sião, o versículo seguinte faz uma afirmação que causa alguma perplexidade (v.17): “Se alguma das famílias da Terra não subir a Jerusalém para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, não haverá chuva para ela”. O que causa estranheza, a princípio, é o tom de obrigatoriedade dessa adoração e as sanções que serão impostas a quem não cumprir tal requisito, visto que esse impulso, expresso em Isaias 2 e Miqueias 4, parece ser voluntário. Além do mais, todos os súditos do recém-formado reino serão convertidos ao Senhor. Por que, então, eles precisariam ser obrigados a adorá-lo sob pena de castigo? A verdade é que, apesar de a primeira geração de sobreviventes a viver sob o reino milenar do Messias ser formada apenas por crentes, seus descendentes, assim como os de hoje, nascerão pecadores e precisarão crer no salvador, sujeitando-se a ele.

Porém, a exemplo de hoje, parece que nem todos crerão no Senhor, mesmo que o possam ver e que o diabo não atue entre eles (Ap 20.1,2). É por isso mesmo que, quando Satanás for liberto da sua prisão de mil anos, conseguirá reunir um grande exército para lutar contra o rei Jesus e seus súditos fiéis (Ap 20.7-9). Portanto, convivendo com a fraqueza do pecado, as nações serão obrigadas a ir a Jerusalém por ocasião da festa das Cabanas,[4] algo que alguns farão voluntaria e prazerosamente, enquanto outros o farão pela ameaça de não chover sobre suas terras. Tal requisito terá influência e importância para todas as nações, incluindo aquelas que aparentemente não dependem tanto da chuva como o Egito, razão pela qual o texto se dirige a esse país nominalmente (v.18): “Se os egípcios não subirem, não haverá chuva para eles, mas sim a praga com a qual o Senhor ferirá as nações que não subirem para celebrar a festa das Cabanas”. Alguns intérpretes imaginam que a falta de chuva não seria uma punição real para o Egito, já que ele depende principalmente das cheias do Nilo, mas tanto os ouvintes de Zacarias como os próprios egípcios teriam facilidade em compreender que a cheia do rio se deve às chuvas na região das cabeceiras do Nilo, de modo que o anúncio de punição pela seca é real também para o Egito.[5]

O profeta parece querer chocar os egípcios de um modo singular, pois o anúncio do castigo de não adorar o Senhor anualmente é feito com uso da palavra “praga” — a mesma palavra hebraica utilizada, por exemplo, em Êx 9.14 —, a qual remete a dias terríveis vividos pelo país quando esse se negou a atender a ordem divina de libertar Israel para que servisse seu Deus. Sendo assim, não importa que parte do mundo seja, haverá sofrimento para quem não adorar o rei messiânico nos dias do seu reinado, pelo que o profeta reafirma (v.19): “Este será o castigo do Egito e de todas as nações que não subirem para celebrar a festa das Cabanas”. Assim, todas as nações do mundo servirão ao Messias. Deve-se ressaltar que não se trata apenas de uma participação mecânica em uma festa religiosa, mas da sujeição ao governo desse rei e do reconhecimento da sua divindade.

Outra característica singular daqueles dias será a consagração de tudo a Deus e à adoração do Messias (v.20): “Naquele dia, estará escrito nos sinos dos cavalos: ‘Santo ao Senhor’. E todas as panelas da casa do Senhor serão como as vasilhas que ficam diante do altar”. Esses “sinos” ou “placas” mencionados aqui faziam parte do ornamento dos arreios dos cavalos, sendo que provavelmente havia inscrito nos tais o nome do proprietário do cavalo.[6] Ao gravar o nome do Senhor nesses sinos ou placas e não mais o nome do proprietário, o significado é que o Messias será o dono de tudo e que todas as coisas serão separadas para seu uso e seu culto, assim como o próprio sumo sacerdote era, no passado, especialmente designado para seu serviço (Êx 28.36; 39.30).[7] Outra característica enfatizada por tal inscrição é a pureza de Jerusalém nesse tempo, a qual será tão pura que até os sinos dos cavalos e as panelas (v.21) trarão inscrições que lembrem que tudo ali é santo e adequado ao serviço do Senhor.[8]

Por isso, as panelas utilizadas no cozimento da carne dos sacrifícios usufruirão do mesmo estado de santidade que os utensílios que são usados diretamente no trabalho do templo, integrando todos os participantes em um grande ritual sagrado de adoração a Deus. E isso não ocorrerá apenas com as panelas do templo, mas com todas as panelas do país (v.21a): “E todas as panelas em Jerusalém e em Judá serão santas ao Senhor dos exércitos. Desse modo, todos os que oferecem sacrifícios virão e as usarão para cozinhar nelas”. Isso significa que não haverá distinção entre sagrado e secular,[9] pois o caráter santo de Cristo invadirá todos os aspectos que chamamos de seculares. A relevância dessa menção se estende a todas as áreas da vida humana daqueles dias, influenciando os hábitos, os procedimentos, os objetivos e o sentido da vida das pessoas ao redor de todo o mundo. No que tange especificamente ao culto que será realizado pelos cidadãos de toda a Terra em Jerusalém durante a festa das Cabanas, significa que não haverá falta de utensílios que sirvam ao culto do Senhor, transmitindo aos leitores a ideia da proporção gigantesca dessa festa anual, envolvendo adoradores do mundo todo, os quais sacrificarão, celebrarão e comerão juntos em honra e adoração do rei divino.

Zacarias encerra seu livro garantindo a inexistência de um sério problema que foi visto nos dias de Neemias, nos dias de Jesus e que se tornou uma tônica do falso cristianismo dos dias de hoje (v.21b): “E naquele dia, não haverá mais comerciantes na casa do Senhor dos exércitos”. A palavra traduzida aqui como “comerciantes” é, literalmente, o termo “cananita”. Entretanto, o contexto demonstra que tal uso reflete uma figura que tradicionalmente fazia referência aos comerciantes cananitas, especialmente da região do Líbano, os quais frequentemente faziam comércio não apenas na Palestina como também no próprio templo. Chamar os comerciantes do templo de “cananitas” é um recurso de linguagem semelhante ao que nós utilizamos quando nos referimos a estabelecimentos que vendem bacalhau como “portugueses” e restaurantes de massas como “italianos”, sem que isso represente qualquer tipo de preconceito. Desse modo, os dizeres do profeta garantem que intenções espúrias e gananciosas nunca mais terão parte nos ajuntamentos cultuais. A pureza do culto será plena, como plena é a glória daquele que será adorado em pessoa no meio de Israel e cujo poder será sobre todos os homens de todas as nações. Esse reinado e essa adoração perdurarão por todo o milênio, até que o Senhor faça seu último julgamento e dê início à eternidade.

Essa visão futura, ainda que breve, resume nossas maiores esperanças: a presença do Senhor Jesus, a justiça promovida em todo o mundo, a pureza e alegria do culto e o reconhecimento e sujeição mundial ao senhorio divino. Em vez de ficarmos tristes e desanimados por não termos plenamente tais coisas agora, devemos olhar para mensagens escatológicas como essa a fim de firmar nossa fé, purificar nossos caminhos e perseverar no serviço do Senhor com a certeza de que aquilo que agora é esperança será totalmente real no futuro. Portanto, que nossa adoração, devoção e sujeição sejam bastante reais no presente para a glória daquele que merece plena adoração em todos os lugares e em todas as eras!
- Thomas Tronco

ZACARIAS 14.1-15 - A Poderosa Chegada do Grande Rei | Thomas Tronco


O último capítulo de Zacarias atinge o clímax da esperança de Israel no campo da restauração futura, mas não sem informar que muitas dores ainda virão antes disso. O capítulo anterior termina prevendo o extermínio de mais da metade dos israelitas em seu território durante os dias de perseguição da Grande Tribulação. O capítulo final dá seguimento a partir desse ponto, caminhando para uma grande, emocionante e impactante virada na situação por meio da presença e da ação do redentor no meio do seu povo.

O profeta inicia o capítulo com um anúncio bastante doloroso para seus ouvintes (v.1): “Eis que vem o Dia do Senhor, no qual os teus pertences serão repartidos no meio de ti”. É notável a repetição insistente do “Dia do Senhor” e da expressão correspondente “naquele dia” ao longo do capítulo, sendo que ela aponta para o período no qual Deus trará juízos a Israel e às nações da Terra em um período de sete anos que antecederão a vinda do Messias para reinar. Sendo assim, é interessante observar a forma que Zacarias utiliza para expor tais eventos futuros. Ele relata aqui o resultado da ação que somente será descrita no versículo seguinte. Se esse método não é o mais claro possível, pelo menos é o mais delicado, pois expõe aos poucos os terríveis sofrimentos que Israel sofrerá naqueles dias, sendo que a primeira informação do profeta tem a ver com os espólios de guerra, ou seja, os “pertences” do povo. O texto informa que tais bens “serão repartidos no meio de ti”, o que quer dizer que a terra dos israelitas será dominada por estrangeiros e eles serão privados das suas propriedades, as quais serão divididas entre seus conquistadores.

A pergunta natural que o leitor faz a essa altura é “quem são esses invasores”, ao que o versículo seguinte explica (v.2a): “Pois eu reunirei todas as nações para guerrear contra Jerusalém”. Nem sempre é fácil compreender, em contextos assim, a expressão “todas as nações”. Uma liga militar que venha sobre o relativamente pequeno território da Palestina dificilmente contaria com a presença de exércitos de todos os cerca de duzentos países do planeta. Assim, a expressão “todas as nações” pode ser uma referência a uma liga das nações mais influentes em termos militares, ou todas as nações vizinhas de Israel que são historicamente inimigas do povo judeu. A primeira possibilidade é mais viável, sendo que, mesmo que não haja soldados de cada país do mundo, esse exército representaria a oposição mundial dos homens ao povo de Deus e ao nome do Senhor. O curioso é que essa oposição é potencializada em um exército por ação direta de Deus, o qual explica que “eu reunirei todas as nações” com a intenção de “guerrear contra Jerusalém”. A cidade de “Jerusalém” serve aqui como representação de toda a nação, a qual tem tal cidade como seu centro religioso, apesar de não tê-la, em nossos dias, como seu centro político.

Se a primeira parte do versículo é chocante, a segunda é estarrecedora (v.2b): “De modo que a cidade será tomada, as casas serão saqueadas e as mulheres serão violentadas”. Muitas vezes os exércitos inimigos se dirigiram a Jerusalém com a intenção de dominá-la, mas nem sempre obtiveram sucesso em seu intento, como na invasão de Senaqueribe, cujo desejo de destruir Jerusalém (2Rs 18) foi frustrado pela ação divina que ceifou em uma noite quase todo o seu exército (2Rs 19.35-37). Entretanto, Nabucodonosor, rei da Babilônia, não teve nenhuma dificuldade de tomar a cidade, destruir seus muros e queimar o templo (2Rs 25.1-7), assim como ocorreu no primeiro século da era cristã diante da invasão romana liderada por Tito (70 d.C.). A diferença entre a capacidade e a incapacidade dos exércitos inimigos de conquistar Jerusalém nunca dependeu do seu poderio militar, mas do desejo de Deus de proteger ou de punir seu povo (ex: 2Rs 24.20). Por isso, dizer que “a cidade será tomada” significa que o próprio Deus a entregou nas mãos dos inimigos. A menção ao saque das moradas dos judeus e ao estupro de suas mulheres também demonstra que a motivação dos invasores não será apenas estratégica, mas movida por ódio, crueldade e desprezo por Israel.

Se a história acabasse aqui, Israel veria seu fim definitivo. Porém, esse pano de fundo é pintado com a intenção de ressaltar a virada promovida por Deus (v.3): “Mas o Senhor sairá para guerrear contra as nações, do mesmo modo que ele guerreou no dia da batalha”. Se esse parecia ser o fim do povo israelita, a surpresa será ver o próprio Senhor se levantar contra os exércitos inimigos formados pela conflagração das nações do mundo. E, ao fazê-lo, ele agirá como em outras ocasiões que demonstraram seu grande poder e sua maravilhosa intervenção em benefício do seu povo, do mesmo modo que “ele guerreou no dia da batalha”. O texto não se refere a uma batalha específica. Entretanto, dadas as características da ocasião, é provável que os primeiros eventos que vieram à mente dos ouvintes de Zacarias foram as grandes libertações divinas no êxodo, especialmente a travessia em seco de Israel pelo mar Vermelho e o afogamento das tropas egípcias (Êx 14.15-31), na morte dos exércitos amonita, moabita e edomita nos dias de Josafá (2Cr 20) e na destruição do exército de Senaqueribe nos dias de Ezequias (2Rs 19.35-37) — batalhas nas quais Deus venceu os inimigos sem que Israel precisasse sequer empunhar suas espadas. Além dessas, há outras batalhas em que Deus mostrou seu maravilhoso poder, como na destruição dos cananitas em meio a uma chuva de pedras (Js 10.11), ou na perseguição dos amorreus enquanto o Sol permaneceu parado, sem se pôr, por quase um dia inteiro (Js 10.12-15). O fato é que os israelitas tinham sua história marcada por batalhas nas quais o Senhor lutou por eles. O que esse texto informa é que isso se repetirá mais uma vez naquele dia escatológico, em uma batalha culminante de Deus em favor do seu povo,[1] quando parecer ser o fim de Israel diante das nações invasoras.

A diferença marcante entre essas batalhas do passado e a guerra que ocorrerá naquele dia é que a presença divina será visível, de forma física (v.4a): “Naquele dia, seus pés estarão no monte das Oliveiras, que fica diante de Jerusalém, do lado Leste”. Essa menção deve ter intrigado os ouvintes do passado, mas não tanto os leitores dos dias do Novo Testamento, pois não é difícil identificar Jesus Cristo como o Deus cujos “pés estarão nos monte das Oliveiras”. Com isso, as palavras angélicas aos discípulos assumem uma nova colocação: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (At 1.11). Ler esse texto à luz de Zacarias 14.4 nos faz compreender que Jesus não apenas voltará visivelmente, assim como partiu, como também voltará ao mesmo lugar de onde partiu (cf. At 1.12). A diferença é que, enquanto sua partida foi discreta e testemunhada apenas por seus amigos mais chegados, seu retorno será envolto por um evento geológico que chamará a atenção de todos ao redor e transformará a topografia da região (v.4b): “Então, o monte das Oliveiras será fendido ao meio, de Leste a Oeste, formando um grande vale. Metade do monte se afastará para o Norte e metade para o Sul”. Essa não será a primeira vez que a glória divina será manifesta nesse local (Ez 11.23), de modo que o acontecimento sísmico descrito aqui será apropriado para identificar aquele que pisará ali em seu retorno a fim de lutar contra os inimigos de Israel e libertar Jerusalém.

Esse terremoto será notável e criará pânico em Jerusalém, fazendo com que os habitantes e invasores corram para se salvar (v.5a): “Vós fugireis pelo vale dos meus montes, pois meus montes se estenderão até Azal. Assim, vós fugireis como fugistes de diante do terremoto dos dias de Uzias, rei de Judá”. Esse é um texto de difícil tradução e varia entre a ideia de o povo fugir do terremoto — conforme a tradução presente — e a ideia de a ruptura do solo impedir a locomoção no vale entre os montes, provavelmente o vale do Cedrom. Outra dificuldade é a perda da informação de onde ficava Azal — ou onde ficará. Mas a segunda frase do versículo clarifica a primeira, relatando a fuga da população em grande desespero, assim como os judeus fugiram “de diante do terremoto dos dias de Uzias, rei de Judá”. À primeira vista, essa informação também não ajuda muito, mas isso não é verdade. O fato de esse evento ser utilizado como datação dada por Amós para o seu livro (Am 1.1) — e de depois ser citado por Zacarias como comparação de um evento escatológico — mostra que o tremor de terra foi tão significativo que se tornou muito bem conhecido de várias gerações. Isso só ocorreria se tal tremor tivesse sido devastador e tivesse aterrorizado o povo, do mesmo modo que o terremoto escatológico que ocorrerá no retorno do Messias fará aos habitantes de Jerusalém, em meio a efeitos cataclísmicos e uma libertação inaudita.[2]

Em meio a tais acontecimentos surpreendentes e aterradores, o texto informa que o redentor divino virá (v.5b): “Então, o Senhor, o meu Deus, virá com todos os santos”. Há certa discussão sobre a tradução correta do que aqui foi grafado como “o meu Deus”, pois há textos que usam a terceira pessoa em vez da segunda. Mas a questão mais intrigante é mesmo a identidade de “todos os santos” que acompanharão o Senhor na sua vinda e, ao que tudo indica, na batalha que ele vencerá. Há quem identifique esses “santos” como seus assistentes celestiais de natureza angelical (Sl 89.5,7),[3] ao passo que há também quem entenda que esses acompanhantes do Senhor são o grupo formado por aqueles que morreram e que, por sua fé, foram recebidos nos céus e ressuscitados no encontro com Jesus, aos quais foi prometido que hão de reinar com Cristo (2Tm 2.12; Ap 5.10). Apesar de essa última esperança ser correta e verdadeira, nesse texto de Zacarias é muito improvável que a menção aos santos seja uma referência exclusiva aos crentes. O Novo Testamento também fala da ocasião utilizando o mesmo termo (1Ts 3.13), deixando, porém, a questão da identidade dos santos em aberto. A resposta acaba vindo do próprio Antigo Testamento, pois o termo “santos” é frequentemente utilizado como uma descrição angelical (Dt 33.2; Jó 5.1; Dn 4.13; 8.13). Na verdade, quando o evangelho de Mateus relata o mesmo evento, ele cita a vinda e a ação dos anjos naquele dia (Mt 24.30,31; 25.31), sendo esse o sentido provável e preferível do texto de Zacarias. Outra possibilidade que não anula o que foi dito até aqui é que tais santos sejam os crentes juntamente com os anjos.[4]

Não somente a terra apontará a chegada do Messias, mas também os céus e o clima (vv.6,7): “Naquele dia, não haverá luz, mas haverá frio e gelo. Naquele dia único, conhecido pelo Senhor, não haverá dia nem noite, mas haverá a luz do entardecer”. O significado desse trecho também levanta dúvidas, mas, ao que tudo indica, trata-se da descrição de uma luz desvanecente típica do “crepúsculo”, o que também é chamado de “lusco-fusco”.[5] Tal condição se estenderá além do tempo normal, impedindo que o dia anoiteça e que seja sucedido por outro. Há quem diga que tal condição durará até o fim da história, mas os relatos paralelos que falam sobre o reinado subsequente a esse julgamento e destruição militar que ocorrerão na chegada do Messias não condizem com essa ideia, sendo mais provável que a condição de luz e clima dure até o final do juízo referido. Isso é realmente mais provável, pois tal evento, acompanhado de outros acontecimentos paralelos, como o escurecimento do Sol e da Lua, além da queda de estrelas, são previsões ligadas apenas ao dia da poderosa vinda do Senhor a fim de punir as nações (Is 13.10; 34.4; Jl 2.10,30,31; 3.15; Mt 24.29).

Juntamente com os acontecimentos geológicos e climáticos desse dia, um evento hídrico será notável (v.8): “Naquele dia, sairão águas vivas de Jerusalém, metade delas para o mar oriental e a outra metade para o mar ocidental. Isso acontecerá no verão e no inverno”. Esse texto enfrenta sua primeira dificuldade de interpretação por causa de textos do Novo Testamento que nada têm a ver com essa predição, mas com a ação espiritual nos salvos, como, por exemplo, o trecho no qual Jesus diz que “quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38). A dificuldade é que, depois de ler sobre tal “água viva”, fica quase impossível não associá-la em alguma medida à menção feita por Zacarias. Contudo, quando ele diz que “águas vivas” correrão a partir de Jerusalém, parece ter em mente apenas uma corrente de água que se move na forma de um rio. A qualificação dessas águas como sendo “vivas” tem, provavelmente, relação tanto com a sua quantidade como com sua finalidade, ou seja, águas abundantes que irrigarão grandes porções de terra, tanto a leste de Jerusalém, em direção ao Jordão e ao mar Morto, quanto a oeste, desaguando no mar Mediterrâneo. O fato de essa abundância de água correr tanto no “verão” como no “inverno” indica o tipo de provisão, de fertilidade e de prosperidade que o Senhor dará a Israel no futuro, em cumprimento de promessas feitas no passado.

Entretanto, a promessa mais esperada por Israel desde muito tempo atrás não está ligada à produção agropecuária, mas ao seu governo, um governo real há muito prometido. A libertação militar de Israel pelo Messias coincide com a inauguração do seu reinado (v.9): “Então, o Senhor será rei sobre toda a terra. Naquele dia, haverá um só Senhor e seu nome será um somente”. Assim, o Messias assumirá seu lugar de direito, sendo Deus e rei ao mesmo tempo, conforme a previsão angelical que disse que “este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.32,33). Esse reino, o mesmo sobre o qual Davi reinou, é especificamente Israel. Entretanto, as Escrituras ensinam que o governo do Messias se espalhará pelo mundo todo. Os profetas Isaías e Miqueias, por exemplo, explicam que isso acontecerá quando pessoas de todas as nações vierem ao rei divino, em Jerusalém, para adorá-lo e aprender com ele (Is 2.2-4; Mq 4.1-3). Desse modo, o rei divino comandará o mundo todo.

A vinda do Messias trará à cena mais um evento geológico, dessa vez por todo o entorno de Jerusalém, ao longo de todo o território da tribo de Judá (v.10a): “Toda a terra entre Geba e Rimom, ao sul de Jerusalém, se tornará como a Arabá”. A palavra “Arabá” pode ser traduzida como “planície” ou “estepe”, de modo que o texto poderia também dizer que “toda a terra entre Geba e Rimom, ao sul de Jerusalém, se tornará uma planície”. Arabá também é a designação dada ao vale que se estende do mar da Galileia, passando pelo vale do Jordão e pelo mar Morto, terminando no golfo de Aqaba, uma terra plana que dá sentido à comparação feita pelo texto. Quanto à descrição “entre Geba e Rimom” — ou “de Geba a Rimom” —, trata-se de uma referência a toda a extensão de Judá, de Norte (Js 21.17; 2Rs 23.8) a Sul (Js 15.32; 19.7).[6] Isso quer dizer que toda aquela região montanhosa será aplanada, deixando Jerusalém, que atualmente fica escondida entre diversos montes, exposta e visível a grande distância (v.10b): “Ela será elevada e estabelecida no seu lugar próprio, desde a porta de Benjamim até o local da porta antiga, até a porta da Esquina, e desde a torre de Hananel até os lagares do rei”. A nova topografia será condizente com a proeminência religiosa e governamental de Jerusalém em relação ao mundo (Is 2.2),[7] pois ela será o ponto mais alto de toda aquela região, ficando em grande destaque. Todos os seus lados, indicados pelos nomes desses portões e lugares específicos, alguns conhecidos e outros não, serão visíveis e acessíveis para todos aqueles que virão ao centro do governo do reino messiânico.

Com isso, Jerusalém se tornará mais uma vez a sede de um trono, com a diferença de que, dessa vez, sua existência e influência jamais serão ameaçadas (v.11): “Eles habitarão nela e não haverá mais destruição, mas Jerusalém habitará em segurança”. Esse estabelecimento seguro é característico do líder que governará nessa cidade. Entretanto, o profeta quer dizer mais do que isso. Ao utilizar a palavra hebraica herem, traduzida como “destruição”, o escritor lança mão de um conceito teológico de ofertas a Deus que lhes eram consagradas (Lv 27.28),[8] as quais eram destinadas ao seu serviço ou à destruição, como ocorreu à cidade de Jericó durante a invasão israelita de Canaã, da qual não podiam ser tomados despojos para as pessoas (Js 6.19). O mesmo ocorreu aos povos cananitas, os quais deviam ser completamente aniquilados (Nm 21.2,3; Js 6:21; 8:26; 10:28; 11:11). Assim, o profeta quer dizer que Jerusalém nunca mais será destruída como um tipo de sacrifício ou em alguma forma de punição, pois Deus a protegerá e a tornará segura.[9] Dizer também que os seus moradores “habitarão nela” transmite a ideia de uma grande população que nunca mais será exilada ou reduzida.

Contudo, a intenção de Zacarias, ao utilizar a palavra hebraica herem em relação à Jerusalém, não esgota seu significado no v.11, mas serve para contrastar a segurança de Jerusalém com a completa destruição dos exércitos inimigos que combaterem contra ela (vv.12-15). Assim, ainda que cite daqui para frente eventos que, cronologicamente, são anteriores à paz de Jerusalém e ao reinado soberano do Messias, descritos nos vv.8-11, o profeta volta à narrativa da destruição dos exércitos (vv.1,2) que vinham subjugando aquela cidade e seu povo (v.12): “Esta é a praga com a qual o Senhor ferirá todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: o apodrecimento da sua carne enquanto estão de pé, o apodrecimento dos seus olhos em suas órbitas e o apodrecimento das suas línguas em suas bocas”. A linguagem utilizada daqui por diante tem a intenção de ser forte, dando o tom da violência com que os inimigos serão abatidos nessa batalha. Entretanto, como é típico da literatura apocalíptica, o texto acaba por fornecer poucos detalhes para sua interpretação factual. O que é possível depreender desse texto é que uma parte dos combatentes opositores sofrerá algo terrível que afetará seus corpos a ponto de corrompê-los e destruí-los de modo rápido e irresistível, seja na forma de algum tipo de doença ou praga ou até de um ataque externo.

Junto com aquela destruição arrebatadora, Deus confundirá seus inimigos de modo que eles mesmos se infligirão ruína (v.13): “Naquele dia, haverá uma grande confusão produzida pelo Senhor entre eles, de modo que cada um agarrará a mão do seu companheiro e levantará sua própria mão contra ele”. Tal confusão, já pincelada em Zacarias 12.4, traz à mente dos leitores o episódio do ataque de Gideão e seus trezentos soldados ao acampamento midianita. Nessa ocasião, os 120 mil soldados midianitas foram tomados de pânico e confusão, não apenas pela estratégia de Gideão, mas também pela intervenção de Deus, a ponto de matarem uns aos outros: “Ao soar das trezentas trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu rumo de Zererá, até Bete-Sita, até ao limite de Abel-Meolá, acima de Tabate” (Jz 7.22).

Entretanto, os israelitas não ficarão de fora da batalha (v.14a): “Judá também lutará em Jerusalém”. Com isso, o profeta confirma a virada militar que anunciou antes (Zc 10.4,5; 12.5-7), prevendo também que a espoliação que Israel sofreu anteriormente passará por uma reversão (v.14b): “As riquezas de todas as nações vizinhas serão recolhidas: ouro, prata e roupas em grande quantidade”. Isso quer dizer que Israel, agora vitorioso por causa da intervenção e libertação de Deus, irá recolher o espólio de seus inimigos derrotados, o que inclui aquilo que foi originalmente tirado deles no v.1, demonstrando que a situação descrita no início do capítulo foi permanentemente invertida.[10] O profeta Ezequiel parece anunciar o mesmo, ao dizer: “Não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão fogo; saquearão aos que os saquearam e despojarão aos que os despojaram, diz o Senhor Deus” (Ez 39.10).

O profeta termina com um anúncio a respeito dos animais que estiverem nos acampamentos inimigos (v.15): “A praga fará o mesmo aos cavalos, às mulas, aos camelos, aos jumentos e a todos os animais que estiverem naqueles acampamentos”. Nesse ponto é difícil saber como essa descrição condiz com a realidade futura, pois não sabemos a quantidade de animais — ou se haverá animais — entre exércitos com armamentos e equipamentos típicos da nossa era. Contudo, o profeta parece mais interessado em se fazer compreensível para seus leitores do passado que fornecer informações tecnológicas aos leitores atuais, tendo como objetivo central expressar, de modo ilustrativo,[11] a destruição completa dos inimigos do Senhor e do seu povo.

É empolgante saber como ocorrerá a vitória final de Jesus como Deus e rei. Entretanto, apesar do interesse profético de Zacarias em informar judeus e gentios crentes sobre tal futuro, seu interesse pastoral foi encorajar os israelitas que estavam trabalhando na reconstrução do templo, em Jerusalém, e exortá-los à santificação de suas vidas de modo a priorizar a glória divina aos seus próprios impulsos e desejos pessoais. A verdade é que a certeza da vitória futura e o deleite de saber como ela ocorrerá têm um efeito espiritual encorajador, restaurador e santificador sobre aqueles que serão beneficiados por aquilo que Deus tem preparado para seus servos. Que esse efeito encha nossas vidas dia a dia assim como fez com os israelitas do passado!
- Thomas Tronco

AS DUAS RESSURREIÇÕES DE APOCALIPSE 20 - Uma Resposta à Interpretação Amilenista e Posmilenista | Michael Vlach



Amilenistas e pós-milenistas admitem que a segunda ressurreição de Ap 20:5 não pode ser uma ressurreição espiritual, pois, se fosse, isso seria ensinar universalismo, a visão de que todas as pessoas serão salvas. Portanto, 20:5 deve ser uma ressurreição física dos mortos. Mas se a segunda ressurreição é uma ressurreição física, que razões contextuais existem para afirmar que a primeira ressurreição de 20: 4 é espiritual como afirmam os não pré-milenistas? A afirmação de que a ressurreição do versículo 4 é espiritual, mas a ressurreição do versículo 5 é física é insustentável.

Alguns apelam a João 5:19-28, no qual Jesus fala tanto da vida espiritual agora para os crentes como da ressurreição física para os crentes e incrédulos no futuro. Eles querem projetar esta passagem para Ap 20:4-5 para afirmar que a primeira declaração 'voltaram à vida' é sobre a ressurreição espiritual, enquanto a segunda é sobre a ressurreição física. Mas o contexto de Apocalipse 20:4 fala especificamente sobre os mártires que deram sua vida física para Jesus (veja Ap 6:9-11). Estes não são incrédulos que se tornam espiritualmente vivos, são crentes que ganham vida com ressurreição física. A situação em João 5:28-29 é diferente do que João está abordando em Ap 20:4-5. Não podemos tomar o contexto de uma passagem e impô-la em outra passagem para tentar torná-la adequada à nossa teologia. O contexto imediato de Apocalipse 20 indica duas ressurreições físicas separadas por mil anos.

–– Michael Vlach / Premillennialism: Why There Must Be a Future Earthly Kingdom of Jesus. Los Angeles, California: Theological Studies Press, 2015, posições 1219-1247 (Kindle).
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FONTE: Dispensacionalismo Hoje

HOMOSSEXUALIDADE: CAUSA E EFEITO | JP Padilha


Quem disse que a homossexualidade é a culpada pela apostasia? Ao contrário, a apostasia é a culpada pela homossexualidade. Um dos maiores erros teológicos já disseminados na era atual é a afirmação de que a igreja vem se apostatando por causa da homossexualidade e da tolerância fomentada por ela. De fato, a tolerância e a falta de protesto contra esse pecado nas igrejas é um grave erro. Todavia, pastores e líderes reformados precisam reajustar a sua teologia e resgatar o genuíno entendimento concernente à ordem dos fatos apresentada pela Escritura. A homossexualidade não é a causa da apostasia. Pelo contrário, ela é a PUNIÇÃO de Deus em resposta à apostasia. A Escritura não usa meios termos ao salientar que o maior castigo que Deus envia sobre os pecadores é entregando-os aos seus próprios desejos sensuais para desonrarem seus corpos entre si, mais especificamente na prática da homossexualidade, que sempre reina no mundo da depravação. Deixando-os "livres" para caminharem segundo suas próprias concupiscências, Deus os entrega às suas paixões infames, e a homossexualidade é o SINAL do juízo de Deus sendo [agora] executado, tanto sobre cristãos nominais quanto sobre incrédulos, por terem rejeitado Sua Santa Palavra e ignorado a Sua existência.

–– JP Padilha
Comentário sobre Romanos 1:21-32 e 1 Pedro 4:17
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DICA DE VÍDEO: Por Que Deus Abandonou a América | John MacArthur (Link abaixo):
https://www.youtube.com/watch?v=aIi7NzpxeRw

BILLY GRAHAM: O MAIOR FALSO PROFETA DO SÉCULO XX | JP Padilha



“Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora” (1João 2.18).

Um verdadeiro cristão jamais ficaria deslumbrado com o fato de que alguém tenha sido muito popular e aclamado pelos homens. Ao contrário disso, todo cristão genuíno, de acordo com a Palavra de Deus, acredita firmemente que todas as coisas à luz da "mente de Cristo" (1Co 2.15-16) são reveladas na Escritura Sagrada e jamais nas experiências vividas por homens corruptos de entendimento, ainda que façam “boas obras” a fim de serem vistos pelos homens. Na verdade, estes já receberam o seu galardão – os aplausos dos homens e a aceitação do mundo (Mt 6.1-7). É impossível anunciar o verdadeiro evangelho e ser amplamente amado pelo mundo, uma vez que Cristo vaticinou que todo aquele que é dEle será odiado pelo mundo (Lc 21.17), perseguido, maltratado e caluniado pelo resto de sua vida (Mt 5.11). Na presença de governadores e reis, cristãos são humilhados e injustiçados para servirem de testemunho aos gentios (Mt 10.18). Todavia, as características supracitadas passam longe da pessoa e ministério de Billy Graham. Se há alguém que foi amado pelo mundo, aplaudido por homens e reverenciado por governantes e reis, este foi Billy Graham. A pergunta fica no ar: por que? Se a Bíblia estabelece a aflição da cruz sobre os ombros daqueles que foram chamados para sofrerem e padecerem juntamente com Cristo, como, então, um homem pode ser chamado “cristão” se ele não satisfaz nenhuma das marcas de um cristão? Se um homem não é afligido e esbofeteado por causa do nome de Cristo (1Pe 2.19-21), como ele dará testemunho de Cristo? Pois sabemos, sob a autoridade da Palavra, que a nós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele (Fp 1.29).

Com relação a isto, Jesus Cristo, nosso Mestre, não deixa a desejar. Ele peremptoriamente afirma que todo aquele que é bem falado por todos é maldito (Lc 6.26), uma vez que todo falso profeta é assim tratado por todas as gerações. Esta passagem usa um termo amplo demais para ser ignorado – “todos os homens” – a fim de mostrar, dentro do devido contexto, que todo aquele que é bem visto e falado pelo mundo, é na verdade um falso profeta por definição. E isto ocorre de modo inverso com os que são chamados para a salvação: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” (Mateus 5.11).

Apesar das multidões incautas que Billy Graham arrastou para o seu chiqueiro pentecostal sob o uso do "método de apelo", e apesar de seu “falso zelo” temporário por Deus, perguntamos: Será que esse zelo de Billy Graham foi um zelo com entendimento (Rm 10.2)?

Podemos até ficar assombrados quando consideramos as grandes cruzadas evangelísticas promovidas por este homem, o que uniu o santo com o profano durante décadas devido a uma doutrina anti-bíblica - o Pentecostalismo. Todavia, lembre-se que há um outro anticristo ainda mais eficaz em suas viagens e muito mais assíduo, sempre que ele vai "para cima e para baixo da terra" (Jó 1.7). Billy Graham estava sempre empenhado nos estudos e constantemente engajado nos trabalhos evangelísticos de forma extremamente difícil enquanto dava as mãos para católicos, espíritas, satanistas e até para muçulmanos; o que será provado neste artigo. Porém, a Escritura claramente nos instrui a respeito de alguns que "estão sempre tentando aprender e jamais são capazes de chegar ao conhecimento da verdade" (2Tm 3.7). De igual modo, a Bíblia nos mostra que o jugo desigual é patente de falsos cristãos que devem ser repelidos pela igreja (2Co 6.14), e isso Billy Graham soube fazer como ninguém, dentro e fora da igreja.

Discípulos fanáticos de Billy Graham, em sua maioria arminianos e ecumenistas ditos "calvinistas", podem ficar irritados o quanto quiserem com o que digo, mas estes se gabam pelo fato de Billy Graham ter viajado tanto e pregado para tantas milhares de pessoas em seu esforço em "ganhar almas" (clichê muito usado por ele e por seus correligionários) enquanto Cristo nos dá uma pista de quem realmente foi Billy Graham: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23:15).

UM POÇO DE HERESIAS SEM FIM

Arminiano, pentecostal, ecumenista, universalista, sincretista e maçom de 33º, Billy Graham acreditava e ensinava que nós cristãos e muçulmanos servimos a um mesmo Deus, negava que Cristo fosse o único caminho para a salvação e afirmava que há outras maneiras de conhecer a Deus além da Escritura, sendo algumas delas a natureza e o "livre-arbítrio" do homem. Suas campanhas consistiam em um sistema de apelo que visava o maior número de pessoas possível, tendo como método o que é tecnicamente chamado de "evangelho da livre oferta", independente se havia ou não uma transformação real do caráter daquelas massas. Baseado numa teologia puramente pragmática e sensorial, fez multidões acreditarem que estavam salvas porque fizeram uma "oração de aceitação a jesus". Tinha em sua membresia o papa, o pastor, o liberal, o umbandista, o espírita e qualquer um que repetisse as palavrinhas mágicas "aceito jesus". Católicos romanos e liberais eram sua equipe preferida no intento de conquistar os corações incautos por todo o mundo. Por fim, morreu aos 99 anos de idade e, como é de se esperar de todo falso profeta, foi e é amado por “gregos e troianos” sob o título de "maior pregador do século XX". Sua fama como “grande avivador" e "ganhador de almas" se alastrou por todo o mundo e ele foi para o túmulo sob o status de “santo” e “salvo”.

INIMIGO DA CRUZ DE CRISTO (Fp 3.18)

Billy Graham foi, sem sombra de dúvidas, um dos maiores inimigos do evangelho da graça e da soberania de Deus. Sua mensagem consistia em uma expiação universal, a qual ensina hereticamente que os homens são salvos devido às suas ações e com base em condições que eles mesmos cumprem em detrimento da vontade decretiva de Deus. O Cristo de Billy Graham falhou em todo o processo salvífico do povo eleito de Deus. O Deus de Billy Graham ama todas as pessoas do mundo e deseja sua salvação, embora paradoxalmente envie-as para as profundezas do inferno. Billy não creu que o sacrifício vicário de Cristo, na cruz do calvário, quitou para sempre a dívida dos santos escolhidos de Deus. Ao invés disso, Billy Graham hereticamente cria que o homem decidia sua salvação ou perdição sob o uso de seu “livre-arbítrio”, afrontando a Deus ao dizer que ele era dono do próprio destino e determinava sua própria salvação. Sendo assim, Billy odiava o único Cristo – o verdadeiro Cristo - do Evangelho da graça soberana. Ele nunca jamais pregou o evangelho a ninguém dentre os milhões de pessoas em suas famigeradas cruzadas e “marchas” ecumênicas. Embora alguns possam ter sido salvos naquele meio, todos ali presentes foram enganados por um falso evangelho e maior parte de seus seguidores já estão no inferno, assim como maior parte de seus atuais discípulos estarão no inferno em menos de 100 anos.[1]

UM ILLUMINATI BEM SUCEDIDO EM HOLLYWOOD

Durante a Guerra do Golfo, no início de 1991, Billy Graham foi convocado para a Casa Branca para orar com o presidente George W. Bush (membro da Skull and Bones e Bohemian Club – pesquisem sobre esses nomes no Ocultismo). Graham dizia que Bush era o melhor amigo que ele teve no mundo fora de sua equipe pastoral. Intrinsecamente ligado aos Illuminatis por razões óbvias, as quais também serão provadas aqui, Billy afirmava a chegada de "uma nova paz política sob o governo de uma nova ordem mundial".

Billy Graham conquistou os corações dos mundanos a ponto de ganhar um de seus maiores troféus – uma estrela própria na calçada do estrelato hollywoodiano, onde o mesmo se ajoelhou para receber os devidos méritos e aplausos, com direito a fotos e cumprimentos maçônicos. Mas isso não era novidade para Billy, uma vez que os holofotes não lhe eram estranhos; tampouco lhe incomodava os gritos histéricos das massas que o idolatravam.

Graham era um ferrenho e declarado defensor da religião mundial e de uma nova era. Agora você sabe por que Billy era amigo íntimo dos presidentes. Para fazer parte da elite global e integrar a sociedade secreta, é necessário, no mínimo, uma assinatura de sua própria sentença ao inferno.

Billy Graham influenciou de forma direta o presidente Nixon na guerra do Vietnã, recomendando que as forças americanas aplicassem uma estratégia de bombardeamento de diques, projeto que causou cerca de um milhão de mortos entre os seus inimigos do Sudeste asiático. Graham é o melhor exemplo dentre aqueles a quem o Messias se referiu como falso pastor, ladrão e mercenário (Jo 10.10-13), cujo veio para roubar, matar e destruir, bem como corre quando vê o lobo chegando para arrebatar as ovelhas de suas mãos. Pelos seus frutos os conhecereis (Mt 7.20).[2]

Juntamente com George Washington, George Bush, George W. Bush e o tão venerado político “cristão” Ted Cruz, Billy Graham percorreu o mundo em busca da unificação das religiões e de uma nova ordem mundial. Poucos são os presidentes americanos que não são associados a sociedades secretas. O último Bush fazia parte do Bohemian Grove. Não é de se admirar que Billy Graham fosse tão popular e aclamado pelas massas americanas, em conjunto com seus amigos da Elite Global da qual fazia parte sem nenhum pudor.

BILLY GRAHAM E A DOUTRINA BÍBLICA DA SEPARAÇÃO

Para provar este ponto, recordemo-nos da maneira radical com que Dr. Martyn Lloyd Jones se recusou a trabalhar com Billy Graham, e esse é um exemplo significativo de separação secundária (entre homens ditos cristãos). Em 1963, Billy Graham pediu a Dr. Martyn Lloyd-Jones que presidisse o Primeiro Congresso Mundial sobre Evangelismo (eventualmente realizado em Berlin, em 1966; predecessor da Conferência de Lausanne). Martyn Lloyd-Jones rispidamente respondeu a Billy Graham que se ele abrisse mão dos liberais e católicos romanos que compunham sua tribuna e abandonasse o “sistema de apelo” carismático, ele daria suporte e presidiria o Congresso. Todavia, Billy Graham não alterou suas perspectivas e se manteve em jugo desigual com os infiéis, não somente católicos romanos, mas de várias outras religiões. Assim, Martyn Lloyd-Jones se negou endossar ou recomendar qualquer tipo de contato com o evento de Billy, bem como recusou todo e qualquer trabalho que resultasse em alguma comunhão com ele. O resultado da reunião entre os dois foi uma aplicação severa da separação bíblica por parte de Martyn Lloyd Jones.

Com o passar dos dias, Martyn Lloyd-Jones não hesitou em adotar a mesma postura diante das cruzadas evangelísticas de Billy Graham em Londres. Ele tomou uma posição firme e consistente, e declarou publicamente que ter união visível ou pública com aqueles que se opõem às doutrinas e questões essenciais da salvação seria pecaminoso. Martyn Lloyd Jones também cria que o “sistema de apelo” usado por Billy era uma fonte de engano em massa, causadora de danos irreversíveis à igreja.

Apesar do grande prestígio de Billy Graham junto à maioria dos evangélicos, do apoio entusiástico da imprensa secular, do fato de que seu nome era uma referência em todo o âmbito evangélico e, sobretudo, do lugar significativo que Billy Graham ofereceu a Martyn Lloyd-Jones, este permaneceu firme em seus princípios bíblicos e declinou todos os apelos de Billy para que ele se juntasse ao ecumenismo. Martyn Lloyd Jones não elogiaria ou trabalharia com Billy Graham após sua repreensão pessoal e definitiva naquela reunião. A atitude de Martyn Lloyd Jones é um testemunho vívido e um exemplo da verdadeira lealdade à Palavra de Deus em detrimento da aceitação dos homens. Uma atitude extremamente protetora para com a congregação dos santos.[3]

Assim como Martyn Lloyd Jones, Paul Washer, que por muitos anos se referiu a Billy Graham como uma referência cristã, se retratou publicamente e retirou toda e qualquer recomendação da pessoa e ministério de Billy, decepcionando grande parte dos idólatras que faziam (e continuam a fazer) associação de seu nome com o de Billy Graham devido às suas antigas declarações que não mais fazem parte de seu posicionamento:

“Sempre procurei ser caridoso em relação àqueles que pregam em nome de Cristo. Isto foi especialmente verdade no caso de Billy Graham. No entanto no ano passado eu vi e ouvi várias coisas a respeito de suas crenças e ministério que me levaram a retirar qualquer recomendação de sua pessoa e pregação. Lamento minhas passadas declarações positivas sobre esse homem e seu ministério. Entristece-me, mas eu tenho que concordar agora com [as] conclusões: ele sofre de algum tipo de demência ou ele negou Cristo como o único caminho, verdade e vida”. (Paul Washer, em 21 de agosto de 2009).[4]

PAPISTA, ECUMENISTA, SINCRETISTA, HERÉTICO E TRAIDOR DO EVANGELHO

Entre as personalidades religiosas mais próximas dele estão o papa João Paulo II, ídolo das massas romanas, e Madre Teresa de Calcutá, uma pobre alma perdida e idólatra. Seu nome é BILLY GRAHAM. Poucos homens foram capazes de fazer tanto estrago no cristianismo como Billy Graham. Poucos homens foram capazes de causar tantos danos à igreja de Deus e corromper com tanto sofisma o verdadeiro evangelismo que encontramos nas normas da Escritura direcionadas aos pastores. Poucos são os homens que se empenharam com tanta demasia ao ministério com o objetivo maligno de propagar a mensagem do maldito ecumenismo religioso, com o intento de unir o que é santo com o que é profano, como Billy Graham. Pouquíssimos homens na história do cristianismo foram tão eficazes e astutos em suas estratégias humanistas para calar as Doutrinas da Graça e deter o avanço do puro evangelho no século XX como Billy Graham. Por fim, posso afirmar, sem falso temor, que demorará muito até que outro falso mestre consiga colocar em prática as proezas de Billy Graham, o maior falso profeta do século XX.

Pessoas de todas as partes e de várias religiões retrucam: “Quem é você perto de Billy Graham? Quem é você para julgar este santo homem? Como alguém pode pronunciar coisas tão horríveis contra esse “piedoso evangelista”?!!! Porventura você não sabe que ele foi um dos maiores nomes do cristianismo e o maior evangelista do século XX, pregando para multidões e lotando estádios por onde passou? Por acaso você não sabe que ele ‘ganhou milhões de almas’ para Jesus Cristo? Você não sabia que ele pregou o “evangelho” para reis e governantes ao redor do planeta?”...etc.

O artigo de hoje tem como propósito condenar o falso ensino de Billy Graham usando seus próprios discursos, e, para tanto, o leitor terá, mais uma vez, a chance de avaliar sob a reta justiça a verdade evidenciada pelas teorias e práticas escandalosas defendidas e ensinadas ao longo de décadas por Billy Graham. As declarações a seguir provam, sem a menor sombra de dúvida, a insanidade espiritual deste homem filiado à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos e aclamado como “herói” e “exemplo de piedade” por religiosos do mundo todo, especialmente na América e pela Convenção Batista Brasileira quando o mesmo lotou o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1960.

1. BILLY GRAHAM NEGAVA A INFALIBILIDADE DAS ESCRITURAS

"Não acredito que o fundamento da nossa união seja a infalibilidade das Escrituras, mas o fundamento da nossa comunhão deve ser a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo" (Eternity, November, 1958).

Esse fato foi denunciado por Rolland McCune, em seu livro "Promise Unfulfilled: The Failed Strategy of Modern Evangelicalism" (2017), que disse:

"Ao tentar definir uma base teológica da separação cristã, Graham criticou a doutrina da inerrância das Escrituras como critério" – Página da citação disponível no link:

https://books.google.com.br/books?id=dgE3DwAAQBAJ&pg=PT80&lpg=PT80&dq=I+do+not+believe+that+the+ground+of+our+fellowship+is+to+be+the+inerrancy+of+the+Scriptures+but,+rather+the+ground+of+our+fellowship+is+to+be+the+deity+of+our+Lord+Jesus+Christ&source=bl&ots=fWwdVgLgFE&sig=ryO2SU3tX7NVRMnLRztRfFu7uVk&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjS4O-5qb3ZAhVQlpAKHZULBS4Q6AEIKDAA#v=onepage&q=I%20do%20not%20believe%20that%20the%20ground%20of%20our%20fellowship%20is%20to%20be%20the%20inerrancy%20of%20the%20Scriptures%20but%2C%20rather%20the%20ground%20of%20our%20fellowship%20is%20to%20be%20the%20deity%20of%20our%20Lord%20Jesus%20Chr&f=false

2. BILLY GRAHAM NEGAVA A EXISTÊNCIA DO INFERNO BÍBLICO

“Quando se trata de um fogo literal, não prego porque não tenho certeza sobre isso. Quando a Escritura usa fogo em relação ao inferno, é possivelmente uma ilustração de quão terrível será: Não fogo, mas algo “pior”, “sede de Deus”, que não pode ser apagada” (Billy Graham; Time Magazine Articcle, 15.11.1993).“Muitas pessoas estão enganadas por Satanás por pensar que Deus é um capataz vingativo, pronto para enviar para o inferno todos aqueles que o ofendem. Não podem ver nenhuma esperança. É verdade que Deus odeia o pecado, mas Ele ama o pecador" (Billy Graham – Facing Death And The Life After, 1987, p.. 217).

3. BILLY GRAHAM ERA ECUMENISTA E SINCRETISTA

Em 1999, Billy Graham declarou publicamente: “Minha responsabilidade é pregar o evangelho a qualquer um e deixar que eles escolham a sua própria igreja, seja ela Católica ou Protestante ou Ortodoxa ou qualquer que seja” (Entrevista a Patricia Rice, St. Louis Post Dispatch , 10 Out. 1999).

4. BILLY GRAHAM ERA VINCULADO AO CATOLICISMO ROMANO

Sendo ele um dos maiores ecumenistas da história da religião, Billy Graham cooperava com os católicos desde 1950. Suas cruzadas evangelísticas consistiam em unir católicos e protestantes em uma nova religião ecumênica, onde as duas crenças pudessem ser [futuramente] uma só. Portanto, seguem abaixo algumas de suas citações mais famosas quanto a isso:

“…meu objetivo não era fazer com que as pessoas saíssem das suas igrejas… Muitas pessoas que fizeram uma decisão para Cristo em nossas reuniões se uniram à Igreja Católica e nós recebemos elogios de publicações Católicas pelo interesse reavivado em suas igrejas após nossas campanhas. Isso aconteceu em Boston e Washington…” (Graham, “Just as I am”, p. 163).

Em 6 de janeiro de 1973, aconselhando um casal de Católicos Romanos desiludidos com o catolicismo, no chamado ‘Sun Telegram’, Billy Graham disse: “Não saiam da igreja. Fiquem nela … ajudem a sua igreja”(Billy Graham citado pelo repórter William McElwain no Jornal Pittsburgh Sun-Telegraph, 6 Set., 1952).

Em 1961, em uma entrevista, Graham disse: “Eu creio que alguma coisa acontece no batismo infantil… nós não podemos completamente entender os mistérios de Deus, mas eu acredito que um “milagre” pode acontecer nessas crianças de modo que elas são regeneradas, ou seja, feitas cristãs pelo batismo infantil”(Lutheran Standard, 27 de outubro de 1961).

Em uma declaração de Billy Graham ao se referir à Abadia de Belmont, uma escola Católica e Jesuíta (criminosos terroristas da inquisição), ele estupidamente diz:

“O evangelho que construiu esta escola e o evangelho que me traz aqui hoje à noite ainda é o caminho da salvação” (Belmont Abbey Confers Honorary Degree, Paul Smith, Gazette staff reporter, The Gastonia Gazette, Gastonia, North Carolina, Nov. 22, 1967).

5. BILLY GRAHAM E A MISSA

Em Milwaukee, em 21 de outubro de 1973, Billy Graham disse:

“Nessa semana passada, numa grande Catedral Católica, eu preguei um sermão para o funeral de um amigo íntimo meu que era Católico, e eles tinham vários bispos e arcebispos participando, e na medida a missa-funeral transcorria, e eu lá permanecia sentado, aquilo era uma coisa muito bonita e certamente clara e correta no evangelho que eu acredito…” (Billy Graham, Church League of America, p. 84).

Ora, qualquer cristão esclarecido e que estudou a doutrina da seita católica sabe que a missa é uma blasfêmia contra Jesus Cristo. Nos seus dois aspectos de sacramento e sacrifício, ela cobiça anular completamente a mensagem do evangelho. Como sacramento, ela supostamente confere graça ao participante, que pensa que ao engolir aquela “bolachinha”, vai engolir o próprio Jesus Cristo. Como sacramento, a missa é uma acintosa IDOLATRIA e BRUXARIA abomináveis! Como sacrifício, em suas “repetições”, ela cobiça anular totalmente o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário, que fora feito de uma vez por todas; e, uma vez feito, todo sacrifício é vão, herético e odioso diante de Deus. A missa pisa e despreza a expiação suficiente e imutável de Jesus Cristo. Sendo a missa totalmente rejeitada por Deus, em seu aspecto sacrificial ela se trata de um culto prestado aos DEMÔNIOS! A advertência cristalina das Escrituras provam isso:

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios” (1 Coríntios 10.20).

Diante dos fatos irrefutáveis acima, agora sabemos que esse papista disfarçado de “evangelista”, chamado Billy Graham, foi usado pelo próprio Satanás para a proliferação de uma blasfêmia contra o DEUS das Escrituras, se alinhando aos inimigos da cruz e do verdadeiro evangelho, classificando a missa – uma abominação contra Cristo – como uma “coisa muito bonita e legítima”!

6. BILLY GRAHAM E O PAPA

Sobre o papa João XXIII, Billy disse em 1963: “Eu admiro o Papa João tremendamente. Eu senti que ele trouxe uma nova era ao mundo. É minha esperança que os Cardeais elejam um novo papa que siga a mesma linha que João” (Michigan City News-Dispatch, 2 de Junho de 1963).

Eis aí o “grande evangelista” – papa evangélico – tão maldito quanto se pode ser, elogiando anti-cristos que passam a vida blasfemando contra o Pai (se auto-proclamando “santo padre”), contra o Filho (se intitulando como “sumo pontífice”) e contra o Espírito Santo (reivindicando para si mesmos o título de “vigário de Cristo”)!

Para acrescentar a sua lista de profanações, em 5 de março de 1998, Billy Graham foi entrevistado em rede nacional no programa NBC Today pela jornalista Katie Couric, que perguntou a Graham sobre Bill Clinton, no auge da crise moral que quase o tirou da presidência dos Estados Unidos. O diálogo ocorre da seguinte forma:

Couric – “Você o considera um amigo próximo?”

Graham – “Oh, sim, eu considero. Eu tenho um grande conceito de Bill Clinton.”

Couric – “…você acredita que o presidente deveria prover uma liderança moral ao povo desse país?”


Graham – “Sim, eu creio. E é claro, que o que está acontecendo agora, não há prova ainda…”

(Citação da revista Foundation March – April 1998, p. 36).

Em 25 de Junho de 2005, Billy Graham chamou os Clintons de “amigos maravilhosos” e de “um grande casal,” e ainda sugeriu que Bill Clinton se tornasse um “evangelista” (pasme!) e que sua mulher Hillary “governasse o país…” (que Deus tenha misericórdia e não deixe essa tragédia acontecer). A cada linha que se pesquisa, Billy Graham só prova o quanto sua insanidade e coleção de blasfêmias corromperam gerações de “igrejas” até a sua morte!

O presidente Bill Clinton foi um dos piores presidentes de toda a história dos Estados Unidos. Ele foi à favor do aborto, mentiu sob juramento, promoveu a agenda dos sodomitas, nomeou liberais para altos cargos do governo e foi acusado de vários adultérios… Um desastre moral de proporções épicas! Esse é o homem cujo Billy Graham considerava e apontava publicamente como “um grande conceito” e o qual Billy sugeriu descaradamente que fosse um “evangelista”, mas que nunca demonstrou sequer ter nascido de novo ou que fosse ao menos um “simpatizante” do cristianismo ortodoxo. Em Dez de 2006, Bill Clinton enviou um vídeo ao cantor homossexual chamado Elton John, parabenizando-o pelo seu “casamento sodomita” com o seu parceiro na Inglaterra e dizendo que se tivéssemos mais pessoas no mundo como Elton John, um homossexual, o mundo seria um lugar melhor… Aí está o “grande evangelista” sugerido por Billy Graham às nações.

Billy Graham merece ou não merece o Oscar de maior Cara-de-Pau do meio evangélico secular? De fato, Billy era um homem sem nenhum resquício de juízo, mas que certamente terá o Juízo de Deus sobre sua cabeça no Dia do Julgamento.

7. BILLY GRAHAM E A DIABÓLICA E CORRUPTA “GOOD NEWS BIBLE”

Billy Graham chamou esta aberração (Good News Bible) de uma “excelente tradução”. Sobre outra versão moderna, a “Living Bible” (Bíblia Viva) uma ridícula paráfrase, ele disse: “A Living Bible comunica a mensagem de Cristo…” (Charisma, March 1991, p. 98).

Foi por esta razão que a Convenção Batista Brasileira endossou, junto com Fanini, essa corrupção chamada “A Bíblia Viva” na década de 70, e, após isso, a diabólica Bíblia na Linguagem de Hoje, endossada por seus “doutores” em teologia dos seminários apóstatas, papagaiando as insanidades de Billy Graham e se rendendo às alucinações heréticas de Robert Bratcher, missionário da Convenção Batista e pertencente à comissão da Sociedade Bíblica do Brasil.

8. BILLY GRAHAM E OS PAGÃOS

Se você era, é ou pretende ter esperanças em ouvir algo de bom deste homem e seu ministério, prepare o seu coração! Nesse exato momento o leitor está para testificar uma das maiores BLASFÊMIAS já ditas por um homem – ou, no caso de Billy, por um “grande evangelista e avivalista”, como os idólatras e ecumenistas costumam o chamar. Billy Graham nega completamente a mensagem do evangelho da cruz e deixa isso registrado para a instrução dos que possuem ouvidos para ouvir.

Numa entrevista com a revista McCall’s, em Janeiro de 1978, Graham disse:

“Eu acostumava acreditar que pagãos em longínquos países eram perdidos — estavam indo para o inferno — se eles não tinham o evangelho de Jesus Cristo pregado para eles. Eu não mais acredito nisso. Eu acredito que há outras maneiras de reconhecer a existência de Deus através da natureza…”

Palavras não seriam suficientes para qualificar tamanha BLASFÊMIA contra o evangelho! Vejamos outra série de desastrosas afirmações em que Graham acredita que as pessoas poderão ser salvas sem conhecer a Jesus Cristo:

Robert E. Kofahl registrou a entrevista de Billy Graham a Robert Schuller, em 31/5/1997. O segmento seguinte é a transcrição exata de um excerto no final do programa, informado pelo The Christian News, 20/10/1997, pág 15.

Schuller: “Na sua opinião, qual será o futuro do cristianismo?”

Graham: “Bem, o cristianismo, e sendo um verdadeiro crente, acho que existe o Corpo de Cristo. Ele vem de todos os grupos cristãos no mundo inteiro, fora dos grupos cristãos. Acho que todos que amam a Cristo, ou conheçam a Cristo, estejam eles cientes disso ou não, são membros do Corpo de Cristo… Acho que o apóstolo Tiago respondeu a isso no primeiro concílio em Jerusalém, quando disse que o propósito de Deus para esta época é tomar um povo para o seu nome. E é isso que Deus está fazendo hoje, está chamando as pessoas do mundo para o seu nome, independente se elas vêm do mundo islâmico, do mundo budista, ou do mundo cristão, ou o mundo dos descrentes, são membros do Corpo de Cristo, pois foram chamadas por Deus. Elas podem nem conhecer o nome de Jesus, mas sabem em seus corações que precisam de algo que não têm, e voltam-se para a única luz que têm, e acho que estão salvas, e que estarão conosco no céu.”

Schuller: “O que você está dizendo então é que é possível que Jesus Cristo venha aos corações dos homens, mesmo que eles estejam nas trevas e nunca tenham ouvido sobre a Bíblia? Essa é a interpretação correta daquilo que você está dizendo?”

Graham: “Sim, acredito nisso. Já conheci pessoas em várias partes do mundo que vivem em situações tribais, que nunca viram ou ouviram falar sobre a Bíblia, e nunca ouviram falar de Jesus, mas crêem em seus corações que há um Deus, e tentam viver uma vida separada na comunidade em que estão inseridas.”

Schuller [Schuller tropeça nas palavras por um momento; sua face abre-se em um sorriso, e então diz]:“Fico emocionado em ouvir isso de você. Há uma grandeza na misericórdia de Deus!” Graham: “Realmente há.” Este é o final do segmento pertinente da entrevista de 31/5/1997. Antes de passarmos para o segmento pertinente da entrevista de 8/6/1997, vamos fazer uma pausa para revisar algumas das terríveis afirmações feitas pelo reverendo Billy Graham. Vamos citar novamente algumas de suas afirmações e depois ver o que Bíblia tem a dizer. Graham: “Acho que todos que amam a Cristo, ou conhecem a Cristo, estejam eles cientes disso ou não, são membros do Corpo de Cristo.”

O facínora considerado pelas massas ímpias como “maior evangelista do século XX” é, sem dúvidas, um poço de HERESIAS, BLASFÊMIAS e INSANIDADES contra a Palavra de Deus. Trata-se de UNIVERSALISMO e de uma total negação do evangelho! Tal facínora e herege blasfemou contra o Senhor Jesus Cristo chamando-O de mentiroso por 99 anos e foi para o túmulo com esta mesma mentalidade! Dentre as milhares de referências bíblicas que poderíamos citar, duas são suficientes para findar este artigo e levar ao chão o universalismo de Billy Graham:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12)

O apóstolo Paulo oferece uma refutação definitiva e que aniquila qualquer sugestão dos filhos do diabo que propagam e praticam o ecumenismo, dizendo:

“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10.13-15)

Isso é mais um exemplo de como o denominacionalismo corrupto, incentivado por esse sistema de “Convenção”, é totalmente anti-Bíblico e, por consequência, anti-Batista. Ele deixa as pessoas retardadas, privando-as de pensar objetivamente e com clareza acerca da Doutrina da Separação. Eles ficam tão obcecados e anestesiados pelo estrondoso sucesso e com a popularidade do seu garoto propaganda, que jamais pensam em abandonar o endeusamento da união denominacional. Eles se tornam totalmente cegos, impotentes e complacentes para cortar os laços e disciplinar esse acintoso herege chamado Billy Graham.[5]

Charles Spurgeon, talvez o mais eloquente e brilhante pregador batista de todos os tempos, disse a respeito desse denominacionalismo apóstata quando ele se separou da União Batista Britânica:

“A preservação de uma associação denominacional quando ela é impotente para disciplinar heréticos não pode ser justificada sob a base da preservação da ‘União Cristã’…” (The Forgotten Spurgeon, p 165.).

BILLY GRAHAM E A MAÇONARIA

Billy Graham era maçon de 33º. Está surpreso? Pois se segure na cadeira antes de dar início a esta leitura e à constatação dos dados que tecerei abaixo. A informação da qual o leitor desfrutará agora provém diretamente do livro “Billy Graham and His Friends” (Billy Graham e Seus Amigos), escrito por Cathy Burns. Esse trecho do artigo pertence ao blog “Tempo de Apostasia” e todas as declarações de Cathy são acompanhadas de referências de exaustiva fonte:

1. Um antigo diretor da AEBG (Associação Evangelística Billy Graham), William M. Watson, era maçom [p.177];

2. Outro diretor da AEBG, David M. McConnell também era maçom [ibid]

3. Arthur Lee Malory, sub-gerente do Comitê de Aconselhamento da Cruzada Billy Graham, em St. Loius em 1973, era um maçom grau 32 (ibid);

4. Graham referiu-se a Jesse Bader como sendo um homem “piedoso” e como sendo um dos “MAIS íntimos conselheiros” de Graham... contudo, Bader era maçom [p.158];

5. Graham compartilhou uma plataforma com Andrew Young, o qual era maçom [p.104];

6. Em suas cruzadas, Graham tem usado Roy Rogers – um maçom grau 33 [p.488], Dale Evans, também maçom [ibid], e Burl Ives, um maçom grau 33 [ibid].

7. A lista de convidados do almoço no qual Billy Graham recebeu o prêmio Lowell Thomas Award (Thomas era um maçom [p.388] incluía Hugh Downs (um DeMolay da organização maçônica [p.389]; Dan Rather (outro DeMolay) [ibid] e Paul Harvey (outro DeMolay [ibid]. Como Burns diz: “Sem dúvida, Billy Graham tem enaltecido a organização DeMolay. Em um livro maçônico The Clergy and the Craft, no qual o autor declara ´O clero representado neste volume tem o prazer de ser tanto maçom como ministro de Deus´ .... encontramos esta declaração de Billy Graham: ´Existe um povo jovem sobre o qual repousa a esperança do futuro da América e os DeMolays são parte deste grupo ... que Deus possa abençoar ricamente todos os Demolays à medida que eles prosseguem em sua boa obra” [p.390]. Graham chamou Mark Hatfield “um devoto evangélico” e “um grande líder cristão” [p.16]; contudo, Hatfield era um maçom grau 33 [p.14]. Hatfield particiou do júri que concedeu a Graham o prêmio Templeton. Graham recomendou Hatfield a Nixon como um amigo do peito [ibid]. Graham também recomendou Walter Judd a Nixon como um amigo chegado; contudo Judd era maçom [ibid].

8. Quem “lançou” Billy Graham? Billy Graham teve grande apoio de William Randolph Hearst; contudo a organização de Hearst era dirigida por maçons [p.56]. Em 1953, o presidente da RCA, David Sarnoff, levou Billy Graham para a NBC, cada noite de domingo. Sarnoff era um maçom [p.49].

9. Billy Graham chama Brooks Hays de “meu velho amigo cristão” e conselheiro; contudo Hays era maçom [p.58].

Durante a cruzada de Billy Graham de 1992, em Portland (Oregon), somente aos maçons membros da Ordem Shriner (vestidos como palhaços na ocasião) foi permitido cooperar. A Ordem *Shriner admite como membros somente os Cavaleiros Templários (Knights Templar) e maçons do grau 32! Havia outros palhaços ali, mas não lhes foi permitido cooperar. Isto parece muito óbvio, não é? Será que Graham está tentando sutilmente enviar uma mensagem codificada? [p.177].

Nota:
*SHRINER - Antiga Ordem Árabe dos Nobres do Santuário Místico - mais conhecidos como shriners, do inglês shrine, "santuário" (ordem existente apenas nos Estados Unidos da América. Responsáveis pela manutenção de hospitais e atuam como palhaços em diversos eventos sociais - os Shriners Clowns).

NORMAN VINCENT PEALE

Cathy Burns destaca o fato de que “Billy Graham e o maçom grau 33 Norman Vincent Peale foram amigos durante 35 a 40 anos. Em 1957, na cruzada feita no Madison Square Garden, Graham colocou Peale ao seu lado, na plataforma. De fato, Graham disse que Peale era o maior mantenedor de suas reuniões, mas provavelmente existia uma razão para isso. Quase 400 fichas de decisão foram enviadas para Peale... Nenhuma outra igreja recebeu tantas fichas de Billy Graham como Peale. De fato, a igreja do Peale recebeu mais fichas (373) do que TODAS as 14 igrejas batistas conservadoras JUNTAS (311)” [p.26].

Cathy continua: “Peale ... já havia sido um maçom durante 30 anos e fora também o Grão Mestre da Grande Loja de Nova Iorque, durante vários anos, ANTES de sentar-se na plataforma com Graham [em 1960 Graham convidou Peale para discursar para um grupo de líderes evangélicos, na Suíça]”. [pp.26-27] Mais tarde, Cathy observa que “Billy Graham disse, em 06/12/1966, num almoço do Concílio Nacional de Igrejas: ´Não conheço pessoa ALGUMA que tenha feito mais pelo reino de Deus do que Norman e Ruth Peale, OU que tenha tido maior significado em minha vida – pelo incentivo que me deram, durante os últimos 30 anos (e depois de Peale ter falecido), Graham CONTINUOU elogiando-o. Em sua autobiografia de 1997, Graham escreveu: ´... o Dr. Peale foi um caloroso mantenedor das reuniões [no Madison Square Garden, em 1957]. Embora nossa ÊNFASE na pregação diferisse, eu o considerava um crente profundamente compromissado” [p.31]. Cathy também escreve que “Peale endossou a biografia de Graham” [p.32].

Graham também está ligado, embora indiretamente, a Norman Vincent Peale, por causa da íntima amizade de ambos com o presidente Nixon.

Billy Graham se recusa pessoalmente a negar que tenha sido maçom. “Um famoso maçom chamado Jim Shaw fez a iniciação ao grau 33, e após a mesma, converteu-se ao Cristianismo. Ele expôs em seu livro escrito com Tom McKenney, em 1998 - ENGANO FATAL -, pp.104-105, o fato de que Billy Graham esteve presente à sua iniciação (somente aos maçons de alto grau é permitido testemunhar tais eventos). Os editores do seu livro - Huntington House – se recusaram a colocar o nome do Billy Graham ali; por isso ele foi forçado a substituir o nome dele por ´um proeminente evangelista internacional´. Vocês podem imaginar de onde veio a pressão para suprimir o nome de Billy Graham. [
www.apostasyrevealed.com/article_billyg.htm]

Antes da morte de Jim Shaw, ele confirmou, a muitas pessoas, o fato de que Billy Graham estivera presente à sua iniciação. Na página 109, eu incluí uma carta de Tom McKenney declarando que a página 104, de fato, se referia a Billy Graham. Para aqueles que não têm tempo de ler todo o testemunho de Jim, recomendo que leiam a página 104 e a carta da página 109, para verificarem o fato de que foi Billy Graham a pessoa mencionada neste livro. [
www.nisbett.com/rbooks/rb-deadly.htm]

“Robert Morey, quando fazia uma pesquisa sobre a maçonaria na “House of the Temple” perguntou à bibliotecária se ali havia ali um arquivo sobre a filiação de Billy Graham à maçonaria. Ela respondeu que o arquivo estava à mão. Na página 23 do livro de Morey intitulado de The Truth About Mason ele se refere a Billy Graham quando declara: ´... ou que um dos mais conhecidos evangelistas no mundo é um luciferiano porque é um maçom grau 33´”.

A Christianity Today dava a Peale uma publicidade favoravel. Na cruzada de b gem Nova iorque o maior número de pessoas que foi à frente (373) foi enviada a Marble Collegiate Church, de Peale.

O nome de Graham foi colocado em duas listas maçônicas oficiais contendo uma centena de maçons famosos. O nome dele só foi removido depois de contundentes exigências da ABGE.

Bill Clinton foi um DeMolay [isto é, maçom]; contudo Graham o fez convidado honorário na sua cruzada de 1989, em Little Rock [p.309].

BILLY GRAHAM E O ARMINIANISMO

● O Cristo de Billy Graham ama a todas as pessoas do mundo e deseja que todas elas sejam salvas.

● Ele pagou pelos pecados de todos os homens, sem exceção, e faz tudo que está ao seu alcance a fim de convencer os ímpios a se converterem. Todavia, sua oferta aos pecadores e seu poder de salvar são, na maioria das vezes, frustrados. Por que? Porque a maioria dos ímpios dizem 'Não' ao seu chamado e se negam a vir até ele.

● Seu poder é limitado e seu sacrifício na cruz foi em vão, pois os pecadores receberam de "deus" um dom chamado livre-arbítrio, com o qual o homem decide por si mesmo se irá ou não em direção a Cristo para se entregar a ele. O livre-arbítrio do homem não pode ser violado por Cristo e o homem é quem decide se aceita ou não servir a ele.

● O Cristo do Arminianismo morreu na cruz por todo o mundo, isto é, por cada indivíduo da humanidade, sem exceção. Com isto, ele estabeleceu a possibilidade de salvação para todos, dando a oportunidade do homem escolher ou não ser salvo pelo sangue derramado no madeiro. Sua morte na cruz não fora suficiente para salvar os escolhidos de Deus. Seu sacrifício depende inteiramente da escolha do homem em se converter ou não de seus pecados. Sendo assim, muitos homens pelos quais Cristo morreu irão para o inferno.

● Esse Cristo, débil, impotente e frustrado, perde a muitos pelos quais ele morreu e “salvou”, visto que os tais abandonam a “fé” por si mesmos. Deste modo, quando o Cristo de Billy Graham os convence de que são verdadeiramente “salvos” e lhes implanta a “certeza da salvação”, esta segurança não está alicerçada na vontade soberana de Deus ou em Seu poder inesgotável, mas na escolha humana, quando o homem aceita Jesus em seu coração (e haja apelos carismáticos para convencer um pecador a “aceitar” esse falso cristo).

O CRISTO DA BÍBLIA

● Em contraste com o Cristo de Billy Graham, o Cristo da Bíblia decididamente ama somente aos que lhe pertencem, os quais Deus escolheu incondicionalmente para a vida eterna, antes mesmo da fundação do mundo (Ef 1.4). Ele jamais sequer orou pelos réprobos e deixou isso muito bem registrado (Jo 17.9), visto que o amor do Pai não recai, em nenhum nível ou aspecto, sobre os que foram predestinados à perdição. Antes, Sua ira sobre os tais permanece eternamente (Sl 5.5; 11.5; 73.17-20; Sl 92.5-7; Pv 3.33; Pv 24.16; Ml 1.2-4; Hc 1.13; Jo 17.9; Jo 3.36; 13.1; Rm 9.13; 1Pe 3.12; Ef 1.4,9,11; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Rm 9.11-16; Ef. 1.19; 2.8-9; Jd 1).

● O Cristo da Bíblia, por meio do Espírito Santo, eficazmente chama os Seus eleitos de modo que, por meio da vocação a eles concedida, não podem resistir por si mesmos e certamente se converterão.  Antes que o mundo fosse criado, Cristo escolheu os homens predestinados por Deus à salvação. O Cristo da Bíblia (ou do Calvinismo, como também é conhecido) não fez qualquer uma dessas escolhas com base em sua onisciência ou porque previu fé em tais homens; mas os escolheu segundo o Seu eterno e imutável propósito, conforme Seu santo conselho e beneplácito de Sua vontade, de acordo com Sua graça única [e não múltipla]. Esse Cristo não se baseou em nenhuma fé prevista ou em alguma boa obra humana para salvar os Seus escolhidos, nem por qualquer outra característica na criatura que pudesse movê-Lo como condição para salvá-los (Ef 1.4,9,11; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Rm 9.11-16; Ef 1.19; 2.8-9).

● Esse Cristo não somente os ama incondicionalmente e os “leva pela orelha”, como também os preserva por meio da disciplina, de modo que nenhuma de Suas ovelhas podem decair da graça que uma vez foi dada aos santos. Nenhuma de Suas ovelhas pode se perder ou ser arrebatada de Suas mãos (Jo 10.28). Ainda que cometam pecados no curso de suas vidas, tais escolhidos de Cristo serão preservados pelo poder do Espírito Santo e perseverarão na genuína fé e doutrina até o fim. Pelo eterno e mui livre propósito da Sua vontade, Ele preordenou todos os meios conducentes a esse fim glorioso. Ou seja, os santos eleitos, tendo nascido escravos do pecado de Adão, são remidos por Cristo e presenteados pela verdadeira fé, por meio do Espírito e no devido tempo determinado. Por esta razão, os santos escolhidos de Deus são justificados, adotados, santificados e guardados por Cristo nesta fé imutável e eterna. Não há absolutamente ninguém além dos eleitos que seja remido, chamado de forma eficaz, justificado nos céus, adotado, santificado e glorificado por causa da salvação conquistada por Cristo na cruz do calvário (1Pe 1.2; Ef 1.4; 2.10; 2Ts 2.13; 5.9-10; Tt 2.14; Rm 8.30; Ef 1.5; 1Pe 1.5; Jo 6.64-65;17.9; Rm 8.28; 1Jo 2.19).

● Contrariando radicalmente o falso cristo de Billy Graham, o Cristo da Bíblia soberanamente regenera o pecador eleito à margem de sua aceitação ou rejeição temporária. Visto que, sem a regeneração espiritual, o pecador está morto espiritualmente (Rm 3), ele jamais pode escolher a Cristo por si mesmo (Jo 6.65). A Fé não é uma contribuição do homem para sua salvação. A Fé não provém do coração do homem, mas é um dom recebido do alto. Não há nenhuma participação do homem no processo salvífico. A salvação e todos os frutos que dela procedem é uma dádiva de Deus (Jo 3.3; 6.44-65; 15.16; Rm 9.16; Ef 2.1,8-10; Fl 1.29; Hb 12.2).

● O Cristo da Bíblia concede misericórdia a quem Ele quer e a recusa a quem Ele quer. Ele morreu somente pelos eleitos de Deus, conquistando eficazmente a salvação para todos aqueles por quem Ele morreu. Sua morte foi uma satisfação vicária, que poderosamente quitou a dívida de Seu povo eleito. Ele escolhe ou recusa Sua bondade como Lhe apraz, para a glória do Seu soberano poder sobre as suas criaturas. Com isto, o restante dos homens foi predestinado à perdição eterna, para louvor da gloriosa justiça de Deus, que não tem a obrigação de salvar ninguém, mas o fez por pura graça. Sem a Sua graça, nenhum homem seria salvo e todos caminhariam segundo sua própria inclinação para o mal (Rm 1.18-32; 3). A justiça de Deus requer que Ele não contemple os réprobos e os lance no inferno por causa de seus pecados (Mt 11.25-26; Rm 9.17-22; 2Tm 2.20; Jd 1.4; 1Pe 2.8).

CONCLUSÃO

Um é o Cristo de Billy Graham e o outro é o Cristo da Bíblia. Um é falso e o outro é verdadeiro. São dois cristos avaliados aqui, e ambos são completamente opostos. A Bíblia diz que existem milhares deles (Mt 24.24; 1Co 8.5). Se, conforme apresentado pelo artigo, os dois cristos são tão radicalmente distintos, um deles tem que ser o verdadeiro: Aquele que não possui sequer uma base bíblica sólida ou aquele que testifica cada uma das passagens da Escritura Sagrada, as quais foram aqui supracitadas.

“Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora” (1 João 2.18).

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (
2 Timóteo 4.3).

– JP Padilha
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NOTAS:

[1] – https://www.youtube.com/watch?v=f68IgZruyNI&app=desktop

[2] – 
http://www.rapidnet.com/.../bdm/exposes/graham/general.htm

 

[3] – Biography: Martyn Lloyd Jones – “The Life Of Martyn Lloyd Jones” (1899-1981); Metropolitan Tabernacle – “A Doutrina Bíblica da Separação”.


[4] – 
https://gfmanchester.com/paul-washer-on-billy-graham-denying-christ-as-the-only-way

 

[5] - Informações concedidas pelo site http://www.eismeaqui.com.br/


[6] - Documentário sobre Billy Graham para mais comprovações irrefutáveis:https://www.youtube.com/watch?v=ZPhAVnbeOuo&feature=youtu.be

[7] - Original em inglês: Reasons to Believe Billy Graham is a Freemason (na internet em
http://www.users.globalnet.co.uk/~emcd/AlphaRoots_Graham.htm)

[8] – Mais provas de que Billy Graham era Maçon de 33º:
https://deceptionfree.wordpress.com/2015/08/27/more-proof-that-billy-graham-is-a-mason/

[9] – FONTE de pesquisa: 
http://tempodeapostasia.blogspot.com.br/2010/03/billy-graham-e-um-macom-grau-33.html?m=1

[10] - Adaptação de um pequeno trecho de meu artigo chamado “CRISTO DO ARMINIANISMO VS. CRISTO DA BÍBLIA - Calvinistas e Arminianos são irmãos na fé?”

http://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/08/cristo-do-arminianismo-vs-cristo-da.html
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