Tudo começa com a distorção da pessoa de Maria, mãe de Jesus. Pegaram seu
nome e criaram uma deusa para adorar. Transformaram Maria em um ídolo; em uma
deusa. Seu nome? ‘Rainha do Céu’. Por que fizeram isso? Por que fizeram de uma
serva do Senhor uma deusa que intercede do céu e até mesmo salva crentes? É
extremamente bizarro, errado e antibíblico transformar esta humilde serva de
Deus na ‘rainha do céu’, como fez a seita Católica Romana. Trata-se de algo
inconcebível! É a idolatria das idolatrias. Não há nenhuma rainha no céu. Há
apenas um Rei! Apenas O único, verdadeiro e eterno Rei.
Criaram para si uma deusa e chamam-na de “rainha do
céu”. Não. Não há uma rainha no céu. Dizer que no céu há uma rainha é mais do
que profanar o santo nome do Senhor. Isso é criar um ídolo, e o culto a Maria é
nada menos que uma idolatria. Maria não é a rainha do céu. No céu não tem nenhuma rainha. O céu é
ocupado por um Rei que é uma Trindade. O céu não é um quarteto sagrado; é uma
Trindade.
A assim conhecida Igreja Católica Romana não
inventou a ‘rainha do céu’. Ela tomou emprestada do paganismo. Embora a “Nossa
Senhora” tenha surgido de vários matizes pagãos, iremos falar agora de um em
específico. Abra sua Bíblia em Jeremias 7 e leia com muita atenção o que é dito
ali. A ideia de uma “rainha do céu” (ou Nossa Senhora) não tem nenhuma
correlação com o Cristianismo. Não, não tem. Na realidade, trata-se de um
conceito pagão que remonta ao Antigo Testamento. E isto é muito, muito
importante saber.
Jeremias foi chamado por Deus para ser um profeta,
um homem para pregar e fazer julgamento sobre o reino do sul, Judá e Jerusalém.
No entanto, os povos daquelas províncias eram extremamente pecaminosos (cf. Jeremias
7.8). Eles confiavam em palavras enganosas. Eles estavam roubando, matando,
cometendo adultério, jurando falsamente, oferecendo sacrifícios a Baal, andando
após outros deuses, rejeitando totalmente o Deus verdadeiro.
O versículo 16 é um pronunciamento do julgamento de
Deus sobre aquele povo: “E tu,
Jeremias, não interceda por este povo e não eleves em favor dele um só lamento
ou oração, e não insistas junto a mim porque não vou te dar ouvidos quanto a
isso!”. Versículo 17: “Não
vês tu como essas pessoas agem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?”.
Agora, observe o versículo 18: “Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem
o fogo e as mulheres preparam a massa para fazerem tortas à deusa que é chamada
de Rainha dos Céus; depois ainda fazem libações, ofertas de bebidas derramadas,
a outras falsas divindades; tudo isso para me ferir e provocar a minha ira”. O
quê? Oferecendo bolos à rainha dos céus???
A ‘rainha do céu’ era um deus falso. A rainha do
céu era um ídolo pagão. E ela era a rainha dos deuses. No versículos 19 lemos: “Contudo, será que é a minha pessoa que eles
estão ofendendo? questiona Yahweh”. Eles estavam realmente
trazendo a ira divina sobre as suas cabeças. No versículo 20 Deus diz o que
fará com os que adoram a rainha dos céus: “Por isso, assim assevera Yahweh, o Eterno: ‘Eis que a minha ira ardente
será derramada sobre este lugar, sobre todas as pessoas, os animais, e as
árvores do campo, como também sobre todo o produto do solo; tal ira incendiará
como fogo, e não poderá ser extinta!’”.
O povo simplesmente decidiu adorar a rainha do céu
– um ídolo criado pelos pagãos o qual se chamava rainha dos céus. Um falso
deus. Na verdade, uma falsa deusa. Essa criatura imaginária e demoníaca também
era conhecida como Astarote (no culto a Baal) e Astarte (na adoração de
Moloque). Esta falsa deusa é aquela adorada pelas feministas, a alta
sacerdotisa da falsa religião, Semíramis ou Ísis – Essa deusa do paganismo
também era detentora de vários outros nomes e, para piorar a situação, os
judeus a estavam adorando.
No capítulo 44 de Jeremias temos a constatação de como eles eram tão
profundamente dedicados a ela. Trocaram o Rei do céu pela ‘rainha do céu’. SIM.
Eles fizeram isso e eu irei lhes mostrar. Eles haviam trocado o culto ao
Verdadeiro Deus pela adoração a esse ídolo – a rainha do céu. No versículo 11
começa o pronunciamento da sentença de Deus sobre eles: “Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos,
Deus de Israel: Eis que eu ponho o meu rosto contra vós para mal, e para
desarraigar a todo o Judá”.
Quando chegamos nos versículos 15 e 16, encontramos
o seguinte: “Então responderam a
Jeremias todos os homens que sabiam que suas mulheres queimavam incenso a
deuses estranhos, e todas as mulheres que estavam presentes em grande multidão,
como também todo o povo que habitava na terra do Egito, em Patros, dizendo:
Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do Senhor, não obedeceremos a ti”.
Quanto sacrilégio! Quanta profanação contra o santo
nome do Senhor! Quanta falta de temor a Deus! Quanto horror saiu dos lábios
daqueles homens!!! Prestem atenção em como eles reagiram diante do que haviam
acabado de ouvir da boca do SENHOR! Eles simplesmente disseram ao profeta do
Senhor: ‘Nós não vamos dar ouvidos a qualquer coisa que você disse!’. Em vez
disso, no versículo 17, vemos que eles ainda acrescentaram levianamente: “Mas certamente cumpriremos toda a palavra
que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhe
libações, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes, temos feito,
nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão,
e andávamos alegres, e não víamos mal algum”.
Em outras palavras: ‘Nós vamos seguir nossos
próprios pontos de vista. É assim que nós cremos. Nós continuaremos a oferecer
sacrifícios à rainha do céu, a derramar libações a ela, e, não apenas como nós
mesmos, mas como nossos antepassados, os nossos reis e nossos príncipes
fizeram!!!’.
Você já deve ter ouvido muito disso da boca de católicos romanos, não? Eles
dizem basicamente a mesma coisa: ‘Nós vamos continuar crendo e praticando
nossas próprias tradições, independente do que diz a Bíblia, isto é, o que diz
o próprio Senhor. Continuaremos a adorar, a fazer petições e a pedir intercessão
a rainha do céu!!!’.
Voltando a Jeremias 44, toda a nação seguia adorando a rainha do céu naquela
altura e a justificativa dos adoradores desse demônio está no final do
versículo 17: “tínhamos fartura
de pão, e andávamos alegres, e não víamos mal algum”. Quanta ilusão
e devaneio! Eles acreditavam que sua prosperidade no passado não foi um
resultado da misericórdia e bênção de Deus, mas um resultado de sua adoração à
rainha do céu.
Nos versos 18 e 19 vemos mais justificativas para
tal pecado hediondo: “Mas desde
que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações,
tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome. E quando nós
queimávamos incenso à rainha dos céus, e lhe oferecíamos libações, acaso lhe
fizemos bolos, para a adorar, e oferecemos-lhe libações sem nossos maridos?”.
Agora deixe-me esclarecer mais uma curiosidade: Essa
criação e adoração de uma deusa chamada rainha do céu se trata de um MOVIMENTO FEMINISTA, embora seus
maridos tenham participado muitas vezes. Estas mulheres queriam uma rainha no céu. Por que? Porque a ideia de
existir apenas um REI lhes faz ranger os dentes. Elas querem uma mulher deusa
lá. Elas querem uma mulher intercedendo, salvando, curando, prosperando em suas
vidas. Elas não querem o Rei dos Reis. Elas desprezam e odeiam a Deus. Elas
estavam cansadas de uma sociedade patriarcal e queriam um culto matriarcal. E
assim elas criaram uma rainha do céu. E o pior – seus maridos seguiram juntos. FROUXOS!
E eles o faziam concluindo que tudo que era bom em
sua história passada poderia ser atribuído a ela e que tudo de ruim havia
ocorrido porque eles tinham deixado o culto à rainha do céu.
Essa é a origem da crença na rainha dos céus – a famigerada ‘Nossa Senhora’. Mas, e quanto a Maria? Maria não é a
rainha dos céus e nem existe uma! Declarar a existência de uma rainha no céu é
blasfemar contra o Deus vivo e verdadeiro, o santo Rei do céu. Maria era uma
serva de Deus – uma escrava submissa. Nada mais que isso.
A VISÃO BIZARRA E ANTIBÍBLICA
DO CATOLICISMO SOBRE MARIA
A visão católica romana a respeito de Maria é totalmente
pagã. Trata-se de uma crença católica no seu mais alto nível de paganismo.
Segundo
o Papa Bento XV em 1918, “Maria sofreu junto com Cristo e
quase morreu com ele, podendo muito bem ser dito que ela redimiu a raça humana
com Cristo”. Que blasfêmia!!!
O Papa
Pio XI, em 1923, disse: “A
Virgem das Dores compartilha a obra da redenção com Jesus Cristo“.
O Papa
Leão XIII disse em 1891: “Ninguém
pode se aproximar de Cristo, exceto através de sua mãe”.
O catecismo católico
declara: “Minha
salvação depende de mediação de Maria em união com Cristo por causa de sua
posição exaltada como mediadora de toda a graça”.
Segundo o Vaticano II: “A intercessão de Maria continua a alcançar-nos
o dom da salvação eterna”.
Deixe-me lhe dizer algo sobre Maria: ela não é
co-redentora. Ela não é mediadora da graça. Ela nunca ouviu uma oração de
ninguém. Maria nunca ouviu ninguém orar a ela e nunca fez nada por ninguém em
resposta às preces que se fazem a ela. Ela não pode ouvir orações.
Maria é apenas mais uma dentre os inúmeros servos
santos que estão na presença de Deus. Os santos de Deus, ou seja, todos aqueles
que morrem em Cristo e vão para o céu, não ouvem orações; eles não respondem
orações. Eles não ajudam as pessoas. Eles não têm nada a ver com o que está
acontecendo no presente século. Eles não estão conscientes de nada do que
acontece aqui. Eles não sabem o que você está pensando ou “rezando”. Eles não
podem ouvi-lo falar.
Mais uma vez, repito: Isso é uma invenção pagã abraçada pelo Catolicismo Romano. É uma forma de idolatria e de alto nível de
iniquidade colocar Maria como outro membro da Trindade, que ouve e responde às
nossas orações; que intermedia e dispensa graça. Dizer que Maria é
detentora de tais poderes é um pecado grave demais para suportar! Nada poderia ser mais contrário às
Escrituras.
A propósito, Maria jamais apareceu a ninguém, nem nunca assistiu alguém em
qualquer coisa após sua morte.
Há de se saber também que esse culto à Maria é
tão grande no catolicismo romano, que o papa sofre uma enorme pressão para
poder continuar a exercer seu poder de infalibilidade papal e afirmar essa
crença como dogma na seita católica. Pois bem, embora esta crença seja tão arraigada ao
catolicismo, ela nunca foi estabelecida como dogma oficial da Igreja Católica.
Ficou curioso? Confuso?
O fato é que há um grande movimento para que isso aconteça e, de acordo com
especialistas católicos, o dogma deve ter este texto: “Maria é co-redentora e mediadora de toda a graça, como um
defensor para o povo de Deus”. Certamente é mais uma profanação
hedionda contra o Deus das Escrituras.
O Papa recebe milhares de assinaturas (cerca
de 200 mil) por mês para tornar este dogma oficial. Pelo menos na época do papa
João Paulo II, segundo minhas pesquisas, era 200 mil assinaturas. A ideia é esta: Que de alguma forma, misticamente, Maria tenha participado da
morte de Cristo e, assim, adquiriu a redenção; que Maria participa da obra da
redenção alcançada pelo seu Filho por ser a fonte da redenção para os
pecadores.
A ideia é esta: Deus, o Pai, é um Salvador
muito relutante e realmente não está preocupado com você. Jesus é um pouco mais
bonzinho e se preocupa com você, mas Ele é uma espécie de Deus insensível
também, relutante para salvar o pecador ou atender a uma prece. É aí que entra
o dogma católico sobre o papel de Maria. O Deus Pai e Jesus Cristo não podem
resistir à Sua mãe! Nesse caso, o que você tem que fazer é solicitar a ajuda de
Maria e ela, então, irá a Jesus e... quem pode resistir à própria mãe?!?
Assim é a atuação de Maria
segundo a tradição demoníaca do catolicismo. E os fieis ainda dizem o seguinte:
que as graças que fluem a partir do sofrimento de Jesus, as graças da salvação
e da santificação... as graças que fluem de Jesus são concedidas somente se
Maria interceder em favor deles. Deus diz “não” e Jesus diz “não”, e, então,
Maria vai até eles e diz: “Vão e façam o que eu mando. Eu sou a intercessora deles”.
Todas as orações, todas as petições dos fiéis na terra devem fluir através de
Maria que, em seguida, irá conduzi-las a Jesus (!!!). BLASFÊMIA DAS BLASFÊMIAS!
Nada disso é verdade. Maria não é intercessora de ninguém. Desde que ela morreu
e foi para o céu, ela nunca mais ouviu ninguém orar. Nem ela, nem os assim
chamados ‘santos’ no catolicismo. A
Bíblia diz em 1 Timóteo 2: 5: “há
um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”.
O Catolicismo Romano é
completamente idólatra, pois criou deuses falsos e um sistema de adoração em
torno desses falsos deuses, os quais destroem a pureza e a singularidade do
trabalho mediador de Jesus Cristo. Isso não é pouca coisa não; é enorme. É
heresia de perdição!
Durante
o século XX, de quase todos os continentes, visionários relataram que Maria fez
aparições por mais de 400 vezes. Isso é mais do que nos três séculos anteriores
combinados. Ela apareceu 400 vezes
durante um século.
Mas, o que é a verdade? A verdade é que ela nunca apareceu uma vez sequer, em
qualquer lugar, para qualquer um! Eu tenho lido algumas coisas absurdas, tais
como o fato de que ela apareceu em um tortilla. Após isso, construíram um
santuário no Texas e milhares, dezenas de milhares de pessoas passaram a adorar
a virgem da tortilla. Alguns de vocês podem rir, mas não é brincadeira! Ocorreu
no Texas. E as aparições nas nuvens? Você já deve ter lido sobre isso.
Acredita-se que Maria é mediadora materna. Maria não é mediadora. Maria não ouve orações.
Maria nunca fez aparições. E
dezenas de milhões de pessoas, literalmente, inundam estes ‘santuários’ para
adorarem o que é imaginado como sendo alguma aparição da tal ‘Virgem’.
Em 1997 o papa João Paulo II disse: “Tendo criado o homem macho e fêmea, o Senhor também quer colocar
a nova Eva ao lado do novo Adão na redenção”. Segundo esse credo, o novo Adão, é claro, é Cristo, e a nova
Eva é Maria.
E ele continua: “Maria, a nova Eva, assim, torna-se o ícone perfeito para a
Igreja. Podemos, portanto, rogar à Santíssima Virgem, confiantemente
implorando-lhe ajuda na conscientização do papel singular que lhe foi confiado
por Deus, o papel de colaboradora na redenção”.
Isso é uma blasfêmia!!! Ele atribuiu a Maria o papel de salvadora. Sim, de
SALVADORA!!!
Inclusive, este mesmo herege atribuiu a Maria
o livramento de sua vida em 1981, durante uma tentativa de assassinato que
sofreu. Oras, Maria não pode salvar nem livrar a vida de ninguém. Ela não está
velando por ninguém. Maria é um espírito no céu com todo o resto dos santos que
estão lá, fazendo o que devem fazer lá, e não tem nada a ver com o que estamos
fazendo aqui.
A doutrina católica da virgindade perpétua de
Maria, a doutrina da Assunção de Maria (segundo a qual ela subiu ao céu sem
passar pela morte), a doutrina de Maria como co-redentora e co-mediadora, ou
qualquer outra doutrina existente ou que venha a existir no catolicismo, todas
passaram ou passarão a existir através de decreto papal. Tais doutrinas não passam
pelo crivo das Escrituras. Elas não têm nada a ver com a Bíblia. Elas não têm
respaldo nem fundamento bíblico. Não há resquício dessas doutrinas de demônios
nas Escrituras Sagradas.
Você quer saber como Maria via a si mesma? Ela
não disse: “Eis aqui a rainha dos céus”. Ela disse: “Eis aqui a escrava do
Senhor.” Ela é nada mais do que uma serva submissa. No versículo 47 de Lucas 1,
ela diz: “Deus é meu Salvador”. Ela precisava de um Salvador, como todo mundo.
Ela não era nada, mas um servo. Ela não era uma parte do resgate. Ela não era
sem pecado, imaculada. Ela era uma menina simples, humilde, a quem foi dado um
privilégio. E como um servo, ela respondeu e disse: “Faça-se em mim segundo a
tua palavra”.
Apesar de todos os riscos, ela estava disposta a se submeter a Deus. Que
história! Não há detalhes desnecessários. Que história! Versos breves, sem
detalhes desnecessários, simples, delicado, sério, profundo, velado, pois o véu
sobre a concepção milagrosa nunca realmente foi totalmente levantado. Não temos
nenhuma descrição de como isso aconteceu. Nós só sabemos que isso aconteceu e
isso aconteceu e não podemos tecer qualquer comentário, porque é indescritível
para a mente humana.
E Maria se rendeu e se submeteu. E a história termina com este fechamento
simples: “E o anjo ausentou-se dela.” Missão cumprida, Gabriel voltou para a
presença de Deus. O Homem-Deus ira nascer. O unigênito Filho de Deus, Jesus,
que salvaria o seu povo dos seus pecados, o Divino Redentor, a prole santa, o
Rei divino que reinaria sobre um reino espiritual que duraria para sempre.
Pare de adorar Maria! Ela não quer adoração. Ela ficaria chocada se pudesse ver
o que fizeram com sua pessoa. Ela ficaria profundamente triste se pudesse saber
o que está acontecendo em torno de sua história.
A história de Maria nos diz que Deus usa humanos como instrumentos que estejam
à disposição. Essa é a lição de Maria. Devemos vê-la como uma fiel, submissa e
jovem garota que se submeteu completamente à vontade de Deus. Não se importando
com os riscos, ela creu na palavra de Deus, no poder de Deus, e ela se submetia
à vontade de Deus. E Ele ainda está fazendo Sua obra, se não tão milagrosamente
visível, com certeza tem usado seu povo para operar milagres espirituais. Ele
usou Maria e continua usando outros de seus santos escolhidos.
Deus demonstra seu ódio pelos ídolos ao estabelecer
milhares de mandamentos, em toda a Escritura, proibindo a criação de ídolos e a
adoração aos mesmos. Mandamentos extremamente rígidos são encontrados, em toda
a Bíblia, concernentes à proibição de se criar em nossa mente um ídolo ou
construí-lo com nossas próprias mãos para adorá-lo. E seu ódio é tamanho pelos
falsos deuses, que o primeiro mandamento do decálogo é este:
“Não terás outros deuses além de
mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nem alguma imagem de escultura que seja
semelhante a algo no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te
encurvarás a elas nem as servirás” (Êxodo 20.3-5).
Existem milhares e milhares de versículos concernentes a isso, e
Deus não poupa palavras de maldição contra aqueles que praticam tal abominação
– a idolatria. Você precisa saber a verdade por detrás de uma das maiores
heresias inventadas pelos religiosos ao longo da história da cristandade.
Estamos falando da idolatria à Maria como sendo “Nossa Senhora”. E eu espero
que este pequeno artigo tenha sido suficiente para o começo de um estudo mais
aprofundado sobre isso. Atente-se ao conhecimento de Deus!
Sabe o que a Bíblia diz sobre a imagem dela e de outros ídolos? A Bíblia os
descreve da seguinte forma:
“Têm boca, mas não falam; olhos
têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.
Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua
garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que
neles confiam” (Salmos 115.5-8).
“Nada sabem os que conduzem em procissão
as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode
salvar” (Isaías 45.20b).
“Por que se amotinam os gentios, e os
povos imaginam coisas vãs?
(...). Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes
falará na sua ira, e no seu furor os turbará” (Salmos 2.1-5).
– JP Padilha | Livro: “O Evangelho Sem Disfarces – Volume 7 – Seitas e
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QUEM É A RAINHA DO CÉU? | JP Padilha
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Maria é mãe, intercessora e salvadora dos cristãos? O que ela diz sobre si mesma nas Escrituras? ! JP Padilha
Maria
não é mãe dos cristãos. Isso não existe na Bíblia. Maria não é esposa de Deus
para nos considerarmos filhos dela. Quanto ao que aconteceu no Calvário, além
de Jesus não a chamar de mãe, mas de “mulher” (ou “senhora”), não foi dito
a Maria que cuidasse de João, mas a João que cuidasse de Maria:
“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (João 19.26).
Essa é a verdade contida nas Escrituras Sagradas. O resto é tradição católico-romana.
Também não há registro algum de Maria sendo uma intercessora no céu. Maria pode até estar no céu, como qualquer outro santo de Deus, pois somos tão santos quanto ela. O único Intercessor entre Deus e os homens é Jesus Cristo. Portanto, se há apenas um Mediador – pois é isso que Deus diz – não pode haver dois. A Bíblia afirma que há apenas um Mediador e este é Jesus Cristo.
Quando abrimos a Bíblia, lemos: "Há um só Deus e um só Intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Timóteo 2.5).
Em 1 João 2.1-2 lemos: "Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados". Quem é, portanto, o nosso Advogado? Maria? Não. Jesus Cristo. Quem é a nossa propiciação? Maria? Não. Jesus Cristo. Vemos que não há nenhuma menção à Maria como intercessora em nenhum lugar das Escrituras.
Se a doutrina Mariana fosse verdadeira e/ou importante como os católicos alegam ser, é de se admirar que Paulo e os outros apóstolos tenham se esquecido de mencioná-la ou de exortar os cristãos a cultuarem Maria nas epístolas enviadas à Igreja.
Segundo a Bíblia, Maria se colocou no lugar de serva do SENHOR, e não de senhora de Cristo ou de qualquer cristão. Cristo é nosso único Senhor e Salvador, além de ser o único Intercessor entre Deus e os homens. Só há um DEUS, e Ele não dará a Sua glória a outrem:
“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na pequenez de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada: porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é o seu nome” (Lucas 1.46-49).
“Eu revelei, salvei e anunciei. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum” (Isaías 43.10-11).
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8 ).
Você quer saber como Maria via a si mesma? Ela não disse: “Eis aqui a rainha dos céus”. Ela disse: “Eis aqui a escrava do Senhor.” Ela é nada mais do que uma serva submissa. No versículo 47 de Lucas 1, ela diz: “Deus é meu Salvador”. Ela precisava de um Salvador, como todo mundo. Ela não era nada, mas um servo. Ela não era uma parte do resgate. Ela não era sem pecado, imaculada. Ela era uma menina simples, humilde, a quem foi dado um privilégio. E como um servo, ela respondeu e disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Apesar de todos os riscos, ela estava disposta a se submeter a Deus. Que história! Não há detalhes desnecessários. Que história! Versos breves, sem detalhes desnecessários, simples, delicado, sério, profundo, velado, pois o véu sobre a concepção milagrosa nunca realmente foi totalmente levantado. Não temos nenhuma descrição de como isso aconteceu. Nós só sabemos que isso aconteceu e isso aconteceu e não podemos tecer qualquer comentário, porque é indescritível para a mente humana.
E Maria se rendeu e se submeteu. E a história termina com este fechamento simples: “E o anjo ausentou-se dela.” Missão cumprida, Gabriel voltou para a presença de Deus. O Homem-Deus ira nascer. O unigênito Filho de Deus, Jesus, que salvaria o seu povo dos seus pecados, o Divino Redentor, a prole santa, o Rei divino que reinaria sobre um reino espiritual que duraria para sempre.
Pare de adorar Maria! Ela não quer adoração. Ela ficaria chocada se pudesse ver o que fizeram com sua pessoa. Ela ficaria profundamente triste se pudesse saber o que está acontecendo em torno de sua história.
A história de Maria nos diz que Deus usa humanos instrumentos que estejam à disposição. Essa é a lição de Maria. Devemos vê-la como uma fiel, submissa, jovem garota que se submeteu completamente à vontade de Deus.
Não se importando com os riscos, ela creu na palavra de Deus, no poder de Deus, e que ela se submetia a ser usada como um instrumento nas mãos de Deus. E Ele ainda está fazendo Sua obra, se não tão milagrosamente visível, com certeza tem usado seu povo para operar milagres espirituais.
Um dos melhores conselhos que Maria poderia ter dado e deveria ser seguido por todo cristão é aquele que encontramos por ocasião do milagre de Jesus quando transformou água em vinho. Quando os servos recorreram a Maria em busca de auxílio, ela respondeu: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2.5).
O falso cristão idolatra Maria. O verdadeiro a imita!
– JP Padilha
– Resenha do artigo original MARIA SEGUNDO A BÍBLIA – Indagações e Respostas | JP Padilha
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– Fonte 1: Facebook JP Padilha
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“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (João 19.26).
Essa é a verdade contida nas Escrituras Sagradas. O resto é tradição católico-romana.
Também não há registro algum de Maria sendo uma intercessora no céu. Maria pode até estar no céu, como qualquer outro santo de Deus, pois somos tão santos quanto ela. O único Intercessor entre Deus e os homens é Jesus Cristo. Portanto, se há apenas um Mediador – pois é isso que Deus diz – não pode haver dois. A Bíblia afirma que há apenas um Mediador e este é Jesus Cristo.
Quando abrimos a Bíblia, lemos: "Há um só Deus e um só Intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Timóteo 2.5).
Em 1 João 2.1-2 lemos: "Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados". Quem é, portanto, o nosso Advogado? Maria? Não. Jesus Cristo. Quem é a nossa propiciação? Maria? Não. Jesus Cristo. Vemos que não há nenhuma menção à Maria como intercessora em nenhum lugar das Escrituras.
Se a doutrina Mariana fosse verdadeira e/ou importante como os católicos alegam ser, é de se admirar que Paulo e os outros apóstolos tenham se esquecido de mencioná-la ou de exortar os cristãos a cultuarem Maria nas epístolas enviadas à Igreja.
Segundo a Bíblia, Maria se colocou no lugar de serva do SENHOR, e não de senhora de Cristo ou de qualquer cristão. Cristo é nosso único Senhor e Salvador, além de ser o único Intercessor entre Deus e os homens. Só há um DEUS, e Ele não dará a Sua glória a outrem:
“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na pequenez de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada: porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é o seu nome” (Lucas 1.46-49).
“Eu revelei, salvei e anunciei. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum” (Isaías 43.10-11).
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8 ).
Você quer saber como Maria via a si mesma? Ela não disse: “Eis aqui a rainha dos céus”. Ela disse: “Eis aqui a escrava do Senhor.” Ela é nada mais do que uma serva submissa. No versículo 47 de Lucas 1, ela diz: “Deus é meu Salvador”. Ela precisava de um Salvador, como todo mundo. Ela não era nada, mas um servo. Ela não era uma parte do resgate. Ela não era sem pecado, imaculada. Ela era uma menina simples, humilde, a quem foi dado um privilégio. E como um servo, ela respondeu e disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Apesar de todos os riscos, ela estava disposta a se submeter a Deus. Que história! Não há detalhes desnecessários. Que história! Versos breves, sem detalhes desnecessários, simples, delicado, sério, profundo, velado, pois o véu sobre a concepção milagrosa nunca realmente foi totalmente levantado. Não temos nenhuma descrição de como isso aconteceu. Nós só sabemos que isso aconteceu e isso aconteceu e não podemos tecer qualquer comentário, porque é indescritível para a mente humana.
E Maria se rendeu e se submeteu. E a história termina com este fechamento simples: “E o anjo ausentou-se dela.” Missão cumprida, Gabriel voltou para a presença de Deus. O Homem-Deus ira nascer. O unigênito Filho de Deus, Jesus, que salvaria o seu povo dos seus pecados, o Divino Redentor, a prole santa, o Rei divino que reinaria sobre um reino espiritual que duraria para sempre.
Pare de adorar Maria! Ela não quer adoração. Ela ficaria chocada se pudesse ver o que fizeram com sua pessoa. Ela ficaria profundamente triste se pudesse saber o que está acontecendo em torno de sua história.
A história de Maria nos diz que Deus usa humanos instrumentos que estejam à disposição. Essa é a lição de Maria. Devemos vê-la como uma fiel, submissa, jovem garota que se submeteu completamente à vontade de Deus.
Não se importando com os riscos, ela creu na palavra de Deus, no poder de Deus, e que ela se submetia a ser usada como um instrumento nas mãos de Deus. E Ele ainda está fazendo Sua obra, se não tão milagrosamente visível, com certeza tem usado seu povo para operar milagres espirituais.
Um dos melhores conselhos que Maria poderia ter dado e deveria ser seguido por todo cristão é aquele que encontramos por ocasião do milagre de Jesus quando transformou água em vinho. Quando os servos recorreram a Maria em busca de auxílio, ela respondeu: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2.5).
O falso cristão idolatra Maria. O verdadeiro a imita!
– JP Padilha
– Resenha do artigo original MARIA SEGUNDO A BÍBLIA – Indagações e Respostas | JP Padilha
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MARIA SEGUNDO A BÍBLIA – Indagações e Respostas | JP Padilha
INDAGAÇÃO: Maria é esposa do Espírito Santo e mãe de Deus.
RESPOSTA: Absolutamente não. Talvez essa seja a maior heresia do Catolicismo Romano. Certamente Maria era filha de Deus Pai (pois nasceu de novo) e mãe de Jesus, o Filho de Deus em sua humanidade. Mas isso não faz dela esposa do Espírito Santo por ter concebido dele. A questão é: Desde quando Jesus é Filho de Deus? Será que é desde que o Espírito Santo concebeu Jesus no ventre de Maria? Dizer isso seria negar o Filho Eterno e que o Pai enviou o Filho ao mundo quando o Pai já era Pai e o Filho já era Filho, ou seja, na eternidade.
Em João 16.28 Jesus diz: "Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai". Para que Jesus saísse do Pai era necessário que o Pai já fosse Pai na eternidade e que o Filho já estivesse com o Pai eternamente. Em outra passagem ele fala do amor que o Pai tinha por ele como Filho antes da fundação do mundo, ou seja, na eternidade. “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo”. (João 17.24 ARA).
Portanto, Jesus já era Deus Filho nos tempos eternos, antes mesmo de Maria existir. Sendo assim, ela não deu à luz a Deus — pense no absurdo de alguém dizer que foi um ser humano que gerou Deus! —, mas foi mãe da manifestação do Filho de Deus em carne quando este veio ao mundo. Maria foi a mãe do ser humano Jesus. O Filho de Deus não iniciou sua existência no ventre de uma mulher; isso aconteceu apenas com o Homem Jesus. Deus sempre existiu, e dizer que Maria é mãe de Deus é fazer de uma mulher mortal uma divindade superior ao próprio Deus, o que é inconcebível. Fazer do Espírito Santo esposo de Maria é tornar José adúltero por se casar com uma mulher cujo suposto marido, o Espírito Santo, ainda estava vivo.
A passagem mais usada pelos católicos para afirmar que Maria é mãe de Deus é esta: "E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas". (Lucas 1.39-45).
O fato de Isabel, que sentiu o bebê João Batista pular em seu ventre, ter chamado o menino no ventre de Maria de "meu Senhor" não tem nada a ver com a absurda teoria de considerar Maria mãe de Deus. Isabel não disse "mãe de meu Deus", como tenta ensinar a doutrina católica mariana, da qual NENHUM apóstolo jamais falou em suas cartas.
Se você nunca reparou, a última menção de Maria nas páginas do Novo Testamento está em Atos 1.13-15, onde também menciona os irmãos de Jesus juntos a cento e vinte pessoas: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos”. Depois disso, Maria nunca mais é mencionada. Eu realmente não entendo a razão dessa insistência das pessoas em buscar socorro em Maria, já que ela NUNCA aparece na doutrina dos apóstolos para a Igreja, ou seja, nas epístolas. E antes que você fale de Apocalipse 12, a “mulher” ali é figurativa de Israel, de quem veio o Salvador do mundo. Foi isso que Jesus disse à mulher samaritana: "Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus." (João 4.22). Mas, voltando à nossa passagem, o que Isabel disse foi "mãe de meu Senhor".
Ao ser "cheia do Espírito Santo", Isabel passou a falar coisas que ela não poderia saber naturalmente – coisas que apenas o Espírito de Deus poderia ter revelado a ela. E uma delas foi que Maria ocupava um lugar singular na criação e redenção do homem. Era ela "a mulher", e não meramente "uma mulher", à qual o Senhor se referiu em Gênesis 3.15 como sendo aquela cuja semente ou descendente esmagaria a cabeça da serpente. Era também "a virgem", e não meramente "uma virgem", que iria conceber sem a participação do homem, como foi profetizado em Isaías 7.14.
Não se pode perder de vista que estamos diante de uma cena judaica e de Deus tratando com judeus. O conceito de salvação que um judeu tinha era de salvação nacional do povo de Israel para viver para sempre na terra da promessa. A revelação ainda não tinha chegado ao ponto em que chegou com Cristo (evangelhos judaicos) e mais ainda com o ministério do Espírito dado aos apóstolos e profetas da Igreja (epístolas dos apóstolos).
INDAGAÇÃO: Maria, sendo mãe de Cristo, se torna nossa mãe, assim como se tornou mãe de João no Calvário.
RESPOSTA: Heresia! Os que crêem em Deus não se tornam filhos de Cristo, mas “filhos de Deus”. Muito embora Jesus seja Deus, existe uma diferença entre as Pessoas da Trindade. Além disso, Maria não é esposa de Deus para nos considerarmos filhos dela. Quanto ao que aconteceu no Calvário, além de Jesus não a chamar de mãe, mas de “mulher” (ou “senhora”), não foi dito a Maria que cuidasse de João, mas a João que cuidasse de Maria:
“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (João 19.26).
INDAGAÇÃO: Maria intercede por nós no céu.
RESPOSTA: Heresia das heresias! Maria pode até estar no céu, como qualquer outro santo de Deus, pois somos tão santos quanto ela. O único Intercessor entre Deus e os homens é Jesus Cristo. Portanto, se há apenas um Mediador – pois é isso que Deus diz – não pode haver dois. A Bíblia afirma que há apenas um Mediador e este é Jesus Cristo.
Quando abrimos a Bíblia, lemos: "Há um só Deus e um só Intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Timóteo 2.5).
Em 1 João 2.1-2 lemos: "Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados". Quem é, portanto, o nosso Advogado? Maria? Não. Jesus Cristo. Quem é a nossa propiciação? Maria? Não. Jesus Cristo. Vemos que não há nenhuma menção à Maria como intercessora em nenhum lugar das Escrituras.
INDAGAÇÃO: Maria não teve outros filhos com José.
RESPOSTA: Errado. Em Marcos 6.3 Jesus e seus irmãos são mencionados como tais em relação a Maria: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?”.
INDAGAÇÃO: José tinha 93 anos e Maria 12 na data da concepção de Jesus... José era viúvo e tinha 6 filhos, quatro homens e duas mulheres... tudo isso antes de Jesus. Maria tinha sido prometida a José, pois seus pais haviam morrido e ela ainda morava no Templo.
RESPOSTA: Errado. Eu não sei de onde vocês, católicos, tiram essas ideias mirabolantes, mas terei paciência para responder a mais essa indagação. Maria morava em sua própria casa em Nazaré, enquanto o Templo ficava em Jerusalém, a 150 quilômetros. Ela estava desposada com José quando o anjo lhe apareceu. Quando se diz desposada, significa que ela estava noiva de José. No noivado, José e Maria já moravam juntos, mas não havia toque algum. Somente após o casamento José pôde “conhecer” a Maria (ter relações sexuais com ela).
“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mateus 1.25). O termo “conheceu” neste versículo significa que, somente depois de 1 a 2 anos (tempo de noivado costumeiro da época), José teve relações sexuais com Maria e teve outros filhos com ela.
“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1.26).
INDAGAÇÃO: José morreu com 111 anos quando Jesus apenas tinha 12.
RESPOSTA: Mais um erro. Jesus tinha 12 anos quando José e Maria o levaram ao Templo em Jerusalém.
"Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem" (Lucas 2.41).
INDAGAÇÃO: Tiago era o filho preferido de Maria, pois era o mais novo.
RESPOSTA: Especulação. Não existe qualquer registro da idade de Maria ou de José, nem de predileção por algum filho. Mesmo que existisse, se a tese de que Jesus seria o único filho legítimo de Maria e que José seria viúvo com 6 filhos, como Tiago poderia ser o mais novo? A teoria de Tiago sendo mais novo que Jesus e, ao mesmo tempo, não sendo filho legítimo de Maria, implica que José teria tido outra mulher depois do nascimento de Jesus. Oras, isso é chamar José de adúltero, já que o casamento é uno e vitalício. O casamento é irrevogável, até que a morte os separe. Não se casa duas vezes ou com duas mulheres.
INDAGAÇÃO: Maria já estava salva por mérito e merecimento pelo “sim” dado a Deus e por sua falta de mácula.
RESPOSTA: Heresia das grandes! Dizer que Maria não tinha pecado é negar a Palavra de Deus que diz que todos nós – repito – todos nós nascemos debaixo do pecado. Senão, vejamos:
“Não há um justo, nem um sequer. Não há NINGUÉM que entenda; não há NINGUÉM que busque a Deus. TODOS se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há NEM UM SÓ” (Romanos 3.10).
Ao tentar dignificar Maria, considerando-a isenta do pecado original (algo que só Jesus foi, pois ele foi concebido pelo Espírito Santo), acabamos negando a própria Palavra de Deus em sua totalidade. Seria preciso fazer um acréscimo no versículo de Romanos 3.10 (algo do tipo “exceto Maria”) e também em 2 Coríntios 2.15: “Ele morreu por todos”... “exceto por Maria”. Ou seja, seria o mesmo que dizer que Jesus não precisou morrer na cruz por Maria, pois Maria se salvou por si mesma. Se isso não é o pior dos sacrilégios contra Deus, o que seria então? Além disso, considerar que Maria fosse isenta do pecado original é o mesmo que dizer que ela teria sido gerada pelo Espírito Santo. Veja bem – Seria o mesmo que afirmar que temos dois salvadores: Maria e Jesus.
INDAGAÇÃO: Maria tinha um papel muito mais importante do que qualquer apóstolo de Jesus na Igreja primitiva. Aliás, todo cristão na época chamava Maria de mãe e Pedro de pai. Por isso o nome papa (papa=pai).
RESPOSTA: Mais uma heresia. Não há qualquer evidência disso no Novo Testamento e a última vez que Maria aparece é no capítulo 1 de Atos, antes da formação da Igreja, que se dá no capítulo 2. Ela nunca mais é mencionada, nem em Atos, nem nas epístolas, as quais trazem a doutrina dos apóstolos para a Igreja.
Quanto a Pedro ser chamado de pai pelos cristãos, para fazerem isso eles teriam de desobedecer ao mandamento do próprio Senhor (como muitos hoje desobedecem) que nos ordenou a não chamarmos a ninguém de Pai, pois um só é o nosso Pai, o qual está nos céus:
“E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mateus 23.9).
Inclusive, a palavra “padre”, também usada para se referir aos clérigos da seita católica, vem do latim, que significa “pai”. Então eu pergunto: Isso é ou não é uma heresia que atinge um nível de iniquidade inefável?
INDAGAÇÃO: Não foi apenas Deus a dar o seu único filho para nos salvar, mas também Maria.
RESPOSTA: Essa é uma das mais hediondas heresias da seita católica, pois coloca Maria como co-autora da salvação. Na verdade, segundo a Bíblia, Maria se colocou no lugar de serva do SENHOR, e não de senhora de Cristo ou de qualquer cristão. Cristo é nosso único Senhor e Salvador, além de ser o único Intercessor entre Deus e os homens. Só há um DEUS, e Ele não dará a Sua glória a outrem:
“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na pequenez de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada: porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é o seu nome” (Lucas 1.46-49).
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (1 Timóteo 2.5,6).
“Eu revelei, salvei e anunciei. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum” (Isaías 43.10-11).
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8).
INDAGAÇÃO: Maria é muito mais do que a Bíblia mostra.
RESPOSTA: Toda pessoa que fala uma coisa dessas está falando de qualquer coisa, menos da Palavra de Deus. Isso é ir além das Escrituras. É colocar palavras na boca de Deus, as quais Ele nunca disse. Quando Paulo se despediu dos anciãos de Éfeso, ele já previa que não apenas lobos cruéis (não cristãos) entrariam no rebanho para exterminá-lo, mas também que homens (cristãos) se levantariam dentro do rebanho para falar coisas distorcidas a fim de atraírem discípulos após si. Qual o antídoto de Paulo contra esses perigos? Ele encomenda os cristãos a Deus e à “PALAVRA DA SUA GRAÇA”, a mesma à qual os católicos e similares não dão qualquer valor ao tecer elucubrações que só servem para desviar os olhos daquele que é o único e suficiente Salvador, Jesus Cristo.
“Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas. Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados” (Atos 20.29-32).
A Palavra de Deus é o único terreno seguro para o cristão se precaver de ideias de homens e demônios.
"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!" (Gálatas 1.7-9).
– JP Padilha
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O PECADO PARA A MORTE | JP Padilha
“Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte” (1 João 5.16-17).
No início do capítulo 5 de 1 João, João está falando da oração e da certeza da resposta de Deus quando a oração é feita segundo a Sua vontade ou de acordo com Seus preceitos. Basta ler todo o contexto do capítulo. Quem já leu a carta sabe muito bem disso. Se lermos, por exemplo, apenas os dois versículos anteriores, isto é, 14 e 15, já perceberemos isso: “14 - E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. 15 - E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos”. Todo o capítulo fala da certeza da resposta de Deus a nossas orações quando essas estão de acordo com Seus preceitos e vontades. E então, chegamos nos versículos 16 e 17, e a pergunta que nos vem à mente é: E quanto a estes “pecados para morte e pecados que não são para morte?”. O que Deus quer nos mostrar do versículo 16 ao 17 de 1 João 5? Não é estranho? O que isso significa? Qual a razão desse assunto ter vindo à tona quando João estava tratando sobre oração e certeza de resposta por parte de Deus?
Existem duas possibilidades:
1 – PRIMEIRA POSSIBILIDADE – Morte eterna (espiritual) daqueles que fingem ser cristãos dentro da Igreja.
João está se referindo aos pecados de pessoas que não são verdadeiramente cristãs. Portanto, estes pecados as levariam diretamente à perdição; à condenação; ao inferno; ao sofrimento eterno; ou seja, à morte eterna, e não física. Trata-se, portanto, de uma morte espiritual. Não creio nesta tese, mas falarei um pouquinho do que significaria isso se esta passagem estivesse se referindo a tal posição.
Qual seria um pecado de um falso cristão que leva à morte eterna? Rejeição definitiva a Cristo. Certo? Nisso, engloba-se aqueles que declaradamente se rebelam contra a autoridade de Cristo, como também aqueles que professam falsamente a fé cristã, mas não são cristãos verdadeiros. Estão na comunhão com a Igreja, mas seus corações estão longe de Deus.
Suponhamos que você veja um pecado na vida de um falso cristão dentro da igreja, mesmo sem saber qual a real condição espiritual dele – se é cristão em pecado ou pecador irrepreensível. E você ora para que ele seja restaurado. Pode ser que esse pecador se mostre recuperado, restaurado, etc., e você talvez nem perceba que aquele por quem você ora se trata de um falso cristão. Todavia, aos olhos de Deus essa pessoa é totalmente apóstata; ela vive longe da verdade voluntariamente. Ela deliberadamente peca e não se arrepende disso.
Encontramos em Hebreus 6 essa mesma condição espiritual, onde se fala da pessoa que nunca pode ser restaurada, sendo que ela está pisoteando o sangue da aliança. Outro texto que também fala desta condição está em 1 João 2.19, que diz:
“Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.
Pois bem, se esta é a condição espiritual da pessoa em questão, de nada adiantará orar por sua restauração. Você poderá interceder por alguém que você acredita ser um cristão pelo fato de o estar vendo em pecado; e você decide orar por sua restauração. Inclusive, você pode pensar que orar para que alguém seja liberto do pecado esteja dentro da vontade de Deus. Logo, a sua oração será atendida pelo Senhor e o irmão será liberto e restaurado. Isso ocorre porque não somos oniscientes, não é mesmo? Por isso a exortação de orarmos por todos os homens, mesmo sabendo que a maioria deles se perderá (1Tm 2.1).
Entretanto, existe um problema. Você vai se desgastar em oração por um ímpio que se encontra dentro da igreja e nada irá acontecer. Você até mesmo pode ficar confuso: “O que está acontecendo? Deus não me ouve mais?”. O fato é que, apesar de essa pessoa se designar cristã e estar em comunhão com os irmãos que congregam ao nome do Senhor (Mt 18.20), ela na verdade rejeita Cristo.
Honestamente, não creio nesta primeira opção. Embora todos nós saibamos que isso acontece dentro da Igreja de Cristo, os versículos 16 e 17 de 1 João 5 não estão falando dessa situação, embora a mesma também ocorra dentro da Igreja o tempo todo. Oras, o Espírito Santo nos guia a saber quando cessar a oração por alguém que já está condenado em si mesmo (Tt 3.10-11), como é o caso da seita “Testemunhas de Jeová”, que nega a divindade de Cristo e blasfema contra o Espírito Santo. Portanto, uma abordagem mais direta e literal das Escrituras pode nos levar a um entendimento que esteja mais perto da verdade nesta passagem, já que sabemos que o único pecado que não tem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mc 3.29).
De todo o modo, temos a antítese deste texto e essa antítese é a certeza da resposta de Deus diante das nossas orações. Do que o apóstolo está falando aqui? Repito: Ele está simplesmente dizendo que Deus irá responder a todas as nossas orações – todas as nossas orações consistentes com o Seu nome e consistentes com a Sua vontade, exceto uma. Existe uma exceção aqui, e essa exceção é se você está orando por alguém que tenha cometido pecado para a morte. Disso nós podemos ter certeza, independente da posição teológica que cada um terá após o término deste artigo.
Em outras palavras, a decisão final já foi tomada por Deus quanto ao futuro dessa pessoa e não haverá mudança. Deus mostra à Igreja que o futuro daquela pessoa é a morte. A pergunta que fica agora é se esta morte é eterna ou não. Trata-se de morte física ou espiritual? Como já fora provado, qualquer cristão instruído sabe quando alguém está perdido ou não, por mais que isso seja raro. Se a decisão final já foi tomada por Deus sobre o futuro deste ímpio e da sua morte eterna, obviamente todas as nossas interseções por aquela pessoa não terão nenhuma possibilidade de serem ouvidas e atendidas. Como eu disse no início, é uma forma estranha de abordagem, embora isso seja bíblico e há passagens para que nos afastemos de pessoas que sabemos já estarem condenadas. O estranho aqui é: O que são esses pecados para a morte e por que João nos exorta a não orar por quem comete tais pecados não especificados?
Se você, ao mesmo tempo, se atentar a este assunto para o lado positivo, ele está dizendo que a certeza e o privilégio de ter as orações ouvidas são tão grandes e expansivas, que apenas no caso mais extremo, onde já existe uma decisão final sobre o destino deste pecador e que ele vai morrer, é que não se deve orar por ele. Não se deve orar sobre o assunto porque, se isso já foi determinado por Deus, então a oração não vai ser respondida. Em vão será a oração por aquela pessoa. Ela simplesmente não é convertida e não irá se converter.
Você pode orar por uma pessoa que tenha caído em pecado. Talvez seja até um irmão próximo. Se este irmão, que caiu no pecado e – por determinação de Deus – não pecou para a morte, então Deus ouvirá a sua oração e responderá a essa oração; e Deus dará a vida para o indivíduo, pois se trata de um pecado que não leva à morte.
Literalmente, no grego, a expressão usada aqui é ‘há um pecado para morte’. E quando se diz que não se deve orar por essa pessoa, significa dizer que ‘não espere que qualquer coisa mude através de sua oração se aquela pessoa cometeu pecado para a morte’.
2 – SEGUNDA POSSIBILIDADE – Morte física (punição de Deus sobre um crente que está prestes a passar dos limites).
Neste caso, trata-se de um cristão – um verdadeiro cristão – e não apenas um cristão professo. Trata-se de um autêntico irmão em Cristo que comete um pecado para a morte. E é nesta posição em que me enquadro; e eu direi por quê!
Em primeiro lugar, deve-se considerar sobre quem o apóstolo está falando no início do versículo. Ele diz: “Se alguém vir pecar seu IRMÃO”. O que significa isso? Não se trata de apostasia (abandono da fé), nem de uma rejeição a Jesus Cristo. Também não se enquadra na situação tratada em Hebreus 6. Ele se refere a um IRMÃO. Sendo assim, trata-se de verdadeiros cristãos. Eles não são apóstatas, não rejeitaram a fé e não rejeitam a Cristo. Eles não rejeitam o Evangelho. Estamos diante de uma condição totalmente diferente da primeira possibilidade demonstrada, onde Deus condena um falso crente, o qual está em nosso meio, à morte eterna. Na primeira posição exposta aqui, eu falei do falso crente que continua vivo na carne, mas que está morto espiritualmente e a Igreja está ciente de que não adianta orar por aquele indivíduo. Não. Não é esse o caso aqui. Agora estamos falando de verdadeiros cristãos.
Neste caso, estamos falando de um verdadeiro cristão que comete um pecado e é punido por Deus com a morte. E isso pode acontecer? Sim, isso pode acontecer. Já aconteceu? Sim, aconteceu.
Temos vários casos citados no Velho Testamento e no Novo Testamento em que Deus puniu diretamente ou imediatamente com a morte física algumas pessoas que cometeram certos pecados. Existem duas maneiras pelas quais Deus fez e faz isso:
1 - Pela Sua própria mão, de forma sobrenatural.
Podemos citar três casos clássicos no Novo Testamento:
• Temos exemplos na igreja de Corinto. Há alguns pecados muito graves para os quais a punição de Deus é a morte. Você se lembra de 1 Coríntios 5? Havia um homem que cometeu adultério com a mulher de seu pai, e, provavelmente, sua madrasta; um incesto. Os irmãos da igreja foram orientados a colocá-lo para fora da igreja, para que fosse entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que ele aprendesse a não blasfemar. Isso foi feito para que seu espírito não se perdesse no dia do Senhor Jesus Cristo (julgamento de Jesus). O que isso nos diz? Vejamos o contexto da passagem:
“Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus” (1 Coríntios 5.1-5).
• Temos mais um exemplo em 1 Coríntios 11, onde constatamos que algumas pessoas vieram para a Mesa do Senhor com tanta superficialidade, hipocrisia e sem um honesto e sincero lidar com os seus pecados, que eles abusaram da Mesa do Senhor. E Paulo diz: “Devido a isso, alguns de vocês já morreram”. Deus matou aquelas pessoas que profanaram a Sua mesa. Isso é muito sério e não se trata de um costume da época ou de um proceder temporário de Deus, mas sim de um preceito contínuo e irrevogável para toda a era da Igreja.
• Houve também o caso de Ananias e Safira, descrito em Atos 5. Deus tirou suas vidas porque eles publicamente mentiram ao Espírito Santo, diante de toda a igreja.
Logo, acabamos de comprovar três casos de pecados que são punidos com a morte no Novo Testamento. Ou seja, tanto o incesto como a profanação da Mesa do Senhor e o mentir diante da igreja.
E no Velho Testamento?
• Temos o exemplo de Nadabe e Abiú, filhos de Arão (Lv 10.1-7). Trata-se de uma morte aplicada sobrenaturalmente por Deus. Vejamos a passagem:
“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor” (Levítico 10.1,2 – vide contexto).
• Outros exemplos desse tipo são Corá e seu clã (Nm 16.30-35); Acã (Js 6-7); Uzá (2 Sm 6); etc. Esse é o modo de Deus matar Seus servos de forma sobrenatural como punição por suas transgressões.
2 - Por meio da pena de morte aplicada por autoridades civis.
Constatamos também os pecados que eram punidos com a pena de morte imediata, já que muitos pecados eram (e ainda são) considerados crimes sob pena de morte na Teocracia de Israel (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma por Deus, seja por Suas próprias mãos ou através de uma autoridade civil.
Uma curiosidade na história da Cristandade é que a seita Católica Romana fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Porém, este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.
CONCLUSÃO
Assim, quais seriam os pecados que levam à morte de quem os pratica?
É aquele pecado que o Senhor determina ser o suficiente para que Ele tire a vida de um cristão. Não é qualquer pecado. O texto não indica que seja um único tipo de pecado. É o pecado numa época e num lugar que comprometem a Igreja e o testemunho de Cristo a um grau tal que o Senhor tira a vida do cristão.
Isso é simplesmente DEUS protegendo a Sua Igreja. É proteção para a integridade e pureza do Evangelho e do testemunho da Igreja. Há cristãos que se envolvem em algum pecado a tal ponto, que o Senhor determina, em Sua soberania, que eles estão em melhor situação no Céu e que a Igreja estará melhor sem eles comprometendo o seu testemunho.
E é assim que aprendemos que não se deve orar por esses irmãos. Imagine um adúltero dentro da Igreja, por exemplo. Poderia ser um adúltero sem arrependimento, mas não é. É um cristão que não está conseguindo lidar com tal pecado e não tem forças para sair dessa condição. É aí que entra o ato de ficarmos em silêncio diante dele e, no mínimo, excomungá-lo (entregá-lo a Satanás para ser morto). Não se deve orar sobre isso. Não irá adiantar. Este irmão, que professa verdadeiramente a Cristo, não consegue ficar firme em sua prática cristã. Todo cristão experiente sabe diferenciar um falso cristão do verdadeiro que lamentavelmente está fora de controle, mas chora de arrependimento. E, então, não se deve orar sobre isso (v.16). No entanto, não estaremos pecando se muitas vezes orarmos por algum irmão que esteja em pecado, pois não sabemos quem são todas as pessoas genuinamente cristãs dentro da Igreja. Isso pode acontecer. E acontece muito. Não, Deus não reprovaria tal oração. Como acabamos de aprender, Ele apenas deixaria de ouvir. A oração seria inútil.
Também não temos ciência plena se Deus está considerando o pecado de um verdadeiro crente um pecado digno de morte. Em outras palavras, o que o apóstolo está nos ensinando em 1 João 5.16-17 é que não devemos esperar que a oração seja ouvida caso o pecado de um irmão esteja fora de controle e ele simplesmente não consiga manter uma vida de santidade consistente. Como consequência disso, ele não é restaurado.
Agora, preste muita atenção no que eu irei dizer: Este crente do qual estamos falando é um eleito de Deus por definição. Ele não aprova os seus pecados. Ele CHORA por causa deles. Ele está arrependido? SIM. Mas ele não tem controle sobre o seu estado pecaminoso. O fato é que a Igreja sabe que aquele crente é um eleito de Deus porque ele odeia o próprio pecado e ama os mandamentos de Deus. Como prova escriturística disso, temos as palavras de Paulo em Romanos 7.15-19:
“Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.
E então vem o versículo 17 de 1 João 5: “Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte”. Vamos deixar isso claro. Somos todos provas vivas disso, não somos? Podemos cometer pecados, e todo pecado que cometemos é um ato injusto, contrário à justiça de Deus. Mas, nem todo pecado leva à morte.
Há pecado de rejeição entre os incrédulos que não levam à morte, certo? Incrédulos estão aqui, entre nós, vivendo e respirando. Também há pecado de crentes que não levam à morte, e estamos aqui e temos pecado. Mas, no propósito e plano de Deus, Ele frequentemente não considera que devemos ser removidos da terra para o bem da Igreja. Não até agora.
Sabemos que há sempre um toque de julgamento quanto a esse assunto. Há momentos em que eu gostaria de entender o critério para que um crente ou descrente morra por causa de um “pecado para a morte”. Você já teve esse pensamento? Do tipo: “Senhor, se não há um pecado para a morte no caso de um falso profeta, o que é um pecado para a morte então?”
Ou então: “Se profanar o nome de Jesus Cristo, deturpá-Lo e ainda se autoproclamar apóstolo do Senhor não é o mais hediondo dos pecados, o que seria, então?”.
Quando vejo o Senhor sendo desonrado e Sua glória diminuída, isso me dói! Mas, embora não conheçamos quais os critérios do Senhor para julgar um pecado dessa forma, sabemos que o Seu critério será sempre misturado com misericórdia e graça, e, assim, será sempre perfeito. Não posso entender como Deus tenha sido tão rígido com Israel durante seu mau testemunho e, ao mesmo tempo, tenha tolerado as aberrações de Davi em seus piores escândalos! De fato, Deus, por algum motivo que desconheço, tratou Davi de forma diferente quando este cometeu pecados que, certamente são para a morte. Deus foi gracioso para com ele.
Assim, se você vir um irmão em pecado e orar por sua restauração e nada acontecer, embora objetivamente seja da vontade de Deus a santificação e restauração de todo crente, e se esse irmão na verdade é um falso cristão, sua oração não será respondida mesmo. Este falso cristão está caminhando para a morte eterna. Se ele será morto agora ou dali um tempo, isso não importa. O que importa é que nenhuma oração terá efeito sobre ele.
De qualquer forma, se por determinação de Deus um cristão chegou a um certo padrão de pecado que leva à sua morte física em benefício da igreja, não haverá qualquer atendimento às orações feitas por sua restauração ou para evitar sua morte. E isso é tudo determinação da soberania de Deus.
Portanto, fora essas exceções, de acordo com o contexto de 1 João 5, qualquer outra coisa que você pedir em oração, que seja segundo a vontade de Deus, Ele ouvirá; e se Ele ouve, Ele responde. E se Ele responde, você tem o que você pediu. É incrível, não é? Temos grandes recursos à nossa disposição na oração. Recomendo que o leitor abra a sua Bíblia e medite em todo o capítulo de 1 João 5, pois ali aprendemos tudo sobre a certeza de que tudo o que pedimos a Deus em oração, exceto quando se está em pecado para a morte, Ele ouve. E se Ele ouve, Ele atende. Pode acreditar!
APÊNDICE
Por que me posiciono com essa segunda possibilidade de interpretação sobre o “pecado para a morte” (Morte física como punição de Deus em 1 João 5.16-17)?
Sou dispensacionalista. Por que? Porque a Bíblia é dispensacionalista. Minha abordagem ao escrever sobre as Escrituras é normal; isto é, literal, a menos que o texto sagrado me diga o contrário. O método de interpretação histórico-gramatical nos leva a um entendimento literal de qualquer texto que exija uma interpretação literal. Ou seja, se não há resquício de figura de linguagem ou de alguma alegorização de uma determinada passagem bíblica, essa passagem deve ser imediatamente interpretada como um ensinamento literal/normal das Escrituras. E este é o caso de 1 João 5.16-17. Esta passagem não nos apresenta nenhuma simbologia em sua linguagem. João não está falando de um “pecado para a morte espiritual”. Ele usa a expressão “pecado para a morte” e ponto final. Ele não disse que essa morte é espiritual. Portanto, não temos o direito de acrescentar a palavra “espiritual” aqui. Isso seria uma total falta de temor a Deus diante de Sua santa Palavra.
A hermenêutica é o estudo dos princípios e métodos de interpretação do texto bíblico. Segundo os comandos claros de 2 Timóteo 2.15, ao se envolverem com a hermenêutica, os crentes devem "procurar se apresentar a Deus aprovados, como obreiros que não têm de que se envergonharem, que manejam bem a palavra da verdade” (v.15).
Deste modo, o objetivo central da hermenêutica dispensacionalista é nos guiar por entre as passagens bíblicas com o propósito de nos levar a uma interpretação aplicada pela própria Escritura, e jamais pela ótica limitada de métodos humanistas, tais como o método de interpretação histórico-crítico ou alegórico. Assim, com base no método histórico-gramatical [literal] dos textos sagrados, atestado e aprovado pelo tempo, a intenção da hermenêutica dispensacional é mostrar o genuíno entendimento e aplicação da Teologia Bíblica. Quando falamos de Teologia Bíblica em termos de método interpretativo, estamos a tratar daquilo que foi dito somente pelos autores inspirados das Escrituras Sagradas, sem subterfúgios em opiniões dos (assim chamados) “reformadores” e/ou manuscritos não-inspirados.
A regra indispensável e crucial para o método histórico-gramatical de interpretação é que a Bíblia deve ser interpretada literalmente, a menos que a mesma nos forneça outra interpretação textual clara que aponte para um simbolismo intencionado pelo autor inspirado. Isto significa que a Bíblia deve ser sempre interpretada com base em seu significado normal ou simples, a menos que o texto sagrado revindique por si mesmo uma alegorização e o autor inspirado mostre claramente sua intenção de apontar para uma conclusão simbólica da passagem. A hermenêutica dispensacionalista se diferencia de todas as outras hermenêuticas por conta de sua consistência. Quando de frente para uma passagem bíblica, ela nos mostra de forma concisa se alguma figura de linguagem está, de fato, sendo empregada no manuscrito dos profetas ou dos apóstolos.
Na Bíblia não existem contradições ou múltiplos sentidos. Ela diz o que deseja realmente dizer (como no caso de 1 João 5.16-17 – O Pecado para Morte) e não pergunta ao homem se ele tem uma opinião secundária a respeito do que está escrito. Isto é, a palavra “morte espiritual” não está empregada ali e ponto final. Neste caso, o texto fala de “morte física”. Por exemplo, quando Jesus fala de ter alimentado "os cinco mil homens" em Marcos 8.19, o princípio da hermenêutica irrefutável exige que entendamos os “cinco mil” como um número literal – havia uma multidão de cinco mil pessoas esfomeadas e que foram alimentadas com verdadeiros pães e peixes por um Salvador dotado de poder milagroso. Qualquer tentativa de "espiritualizar" o número descrito em Marcos 8.19, ou de negar um milagre literal de Cristo nesse contexto, é lançar a inerrância das Escrituras na lata do lixo, acrescentar alegorias não intencionadas pelo autor e ignorar as leis da linguagem exigidas pelo autor da carta, que é comunicar um número real, literal e conciso, sem brechas para alegorizações.
Muitos intérpretes hereges e corruptos, ou até mesmo aqueles que precisariam estudar mais a Bíblia ao invés de ensiná-la, sobretudo aliancistas [adeptos da herética teologia do pacto] cometem o erro grosseiro de tentar buscar significados esotéricos que nunca são encontrados nas entrelinhas do texto inspirado, como se cada passagem tivesse uma verdade espiritual oculta que, segundo eles, deveríamos tentar decifrar. A hermenêutica bíblica do Dispensacionalismo nos mantém fiéis ao significado intencionado pela Palavra de Deus e mui longe de alegorizações estapafúrdias de versículos claramente literais que não nos permitem enxergar qualquer sinal de simbolismo nos mesmos.
O literalista (assim chamado) não é aquele que nega que a linguagem figurada e os símbolos são usados na Bíblia, nem nega que grandes verdades espirituais estão ali estabelecidas; sua posição é, simplesmente, que as passagens bíblicas devem ser normalmente interpretadas (ou seja, de acordo com as leis recebidas da linguagem) como quaisquer outras declarações são interpretadas – o que é manifestamente literal sendo considerado como literal e o que é manifestamente figurativo sendo assim considerado.
– JP Padilha
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