Seu marido é infiel a você? A Bíblia lhe diz como reagir | JP Padilha

"Vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra" (1 Pedro 3.1); "Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos" (1 Coríntios 7.14).

Seja correta diante de Deus; ame e seja submissa (não omissa) ao seu marido. Você é uma filha de DEUS. Aja como tal, sempre. A mulher não ganha a seu marido com o uso de palavras, mas com sua conduta silenciosa. Seu marido não te merece, mas nem um de nós merece algo de bom. Assim como Jesus te ama e lhe é fiel, mesmo você errando com Ele todos os dias em arrependimento, faça o mesmo pelo seu marido, assim como faz com Deus.

–– JP Padilha
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AS PROVAS BÍBLICAS DE QUE O ARREBATAMENTO OCORRE ANTES DA TRIBULAÇÃO | JP Padilha

A herética "Teologia do Pacto", também conhecida como "aliancismo", ensina que o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo são um mesmo evento, com tudo junto e misturado. Essa crença é aceita pelo catolicismo romano e também por maior parte do denominacionalismo evangélico. O povo, em sua ignorância, costuma trazer para a Igreja de Cristo aquilo que Ele disse em Mateus 24 e 25 para judeus, não para nós, cristãos. Repare que não há sequer um aviso no evangelho dos apóstolos sobre a "ira de Deus” sendo derramada sobre a Noiva de Cristo – a Igreja. Isso não é encontrado nas epístolas porque a Tribulação não tem relação com a Igreja, mas trata-se de um período de rigorosa disciplina de Deus sobre o povo de Israel e sobre os pagãos. O remanescente judeu fiel, guardado por Deus, passará por essa prova (a Tribulação) a fim de dar testemunho do “evangelho do Reino” (Mt 24.14), aquele que anuncia o retorno do Rei. É importante notar que não existia Igreja quando Jesus avisou ISRAEL sobre o sofrimento que está por vir. Quando aquelas coisas ocorrerem, nós, a IGREJA, já teremos sido arrebatados no mínimo alguns meses antes.

"Basta a cada dia o seu próprio mal" (Mateus 6.34). Nós não precisamos ter medo da ira de Deus sobre a terra, pois nos foi dado um presente especial – o arrebatamento nos ares com Cristo (1Ts 4.16-17), e assim seremos livrados “da hora da tentação que há de vir sobre o mundo todo" (Apocalipse 3.10). Foi DEUS quem fez essa promessa à Igreja. E ELE não mente.

Para melhor entendimento sobre o tema, tecerei abaixo 8 motivos que provam que o arrebatamento ocorre antes da Tribulação.

1. A PROMESSA DE JESUS DE GUARDAR
A IGREJA DA HORA DA TENTAÇÃO


Jesus promete à Igreja que ela será removida da terra antes da hora da tentação que está por vir sobre toda a terra: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da tentação (ou “provação” em algumas traduções) que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Apocalipse 3.10 – ênfase minha).

Jesus promete uma recompensa à Igreja pela sua “perseverança” durante as tribulações da vida. Essa recompensa é ser guardada de um período único – “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro”. Essa é simplesmente a resposta da razão do arrebatamento da Igreja. O arrebatamento é uma promessa ou recompensa para a Igreja pela perseverança durante o sofrimento. A Igreja que suporta as provações deste presente momento será guardada DA HORA especial de experimentação que irá atingir os habitantes da terra.

Com isso, uma pergunta sempre surge: A frase “guardarei da” (Grego tēreō ek) em Apocalipse 3.10 significa “um contínuo estado seguro fora de” ou um “seguro de entre de”? A primeira opção é a resposta correta. A preposição Grega “ek” carrega muitas vezes a ideia de “surgimento”, mas nem sempre é assim. Dois notáveis exemplos disso encontram-se em 2 Coríntios 1.10 e 1 Tessalonicenses 1.10. Na passagem de 2 Coríntios, Paulo detalha como Deus o salvou de potencial perigo. Agora note a diferença em 1 Tessalonicenses: Em 1 Tessalonicenses 1.10, quando Paulo declara que Jesus resgatará crentes da ira por vir, a ideia não é de um “surgimento após passar por algo”, mas sim de “proteção de entrar em algo”.

Além disso, se Apocalipse 3.10 se referisse meramente à uma divina proteção “em meio à hora de provação” ao invés de “da hora da provação”, como está explícito no texto, como ficariam aqueles que morreram por Jesus durante este tempo? Deus não os protegeu? Teria Deus mentido? O disseminado martírio dos santos durante o período da Tribulação exige que a promessa signifique “guardar fora da” hora de experimentação, e não “guardar em meio à”.

2. A IGREJA NUNCA É MENCIONADA NA
BÍBLIA QUANDO O ASSUNTO É A TRIBULAÇÃO


Do capítulo 6 ao 18 de Apocalipse, a Igreja não é mencionada. O termo comum no Novo Testamento para “Igreja” é ekklēsia. Esse termo é usado dezenove vezes em Apocalipse 1–3 com relação à Igreja histórica do primeiro século. A palavra “Igreja” aparece apenas mais uma vez no epílogo do livro (Ap 22.16). Em parte alguma de Apocalipse 6–18 é mencionada a Igreja. Isso é tão significativo que fica difícil imaginar como alguém é capaz de não se perguntar por que isso acontece durante esses capítulos de Apocalipse. É improvável que o apóstolo João passasse de instruções detalhadas para a Igreja em Apocalipse 1–3 para um absoluto silêncio sobre a Igreja por treze capítulos se a Igreja estivesse na Tribulação. Se a Igreja fosse experimentar a Tribulação, certamente teríamos em mãos o mais detalhado estudo de eventos da Tribulação com a Igreja incluída nesse período. Mas o fato é que João não inclui a Igreja nesse contexto. A total ausência da Igreja na terra durante os eventos de Apocalipse 6–18 explica perfeitamente o porquê de um arrebatamento.

3. O ARREBATAMENTO NÃO TERIA MOTIVOS PARA OCORRER
SE NÃO FOSSE PARA LIVRAR A IGREJA DA TRIBULAÇÃO


Se a Igreja fosse passar pela Tribulação, o arrebatamento dela seria totalmente sem fundamento e não teria uma razão para Jesus arrebatá-la nos ares. Se, como muitos propõem erroneamente, Deus preserva a Igreja de forma milagrosa somente “em meio à Tribulação”, qual a razão de haver um arrebatamento? Se a intenção é evitar a ira de Deus no Armagedom, por que Deus não continuaria protegendo os santos na terra da mesma maneira que protegeu Israel das pragas no Egito (Ex 8.22; 9.4, 26; 10.23; 11.7)?

E quanto à separação entre as ovelhas e bodes em Mateus 25.31-46, quando Jesus irá determinar quem entra no Reino Milenar e quem será morto naquele momento – Julgamento das Nações? Se o arrebatamento e a Segunda Vinda fossem um evento só, a separação subsequente entre as ovelhas e os bodes em Mateus 25.31-46 seria ridiculamente redundante. A separação entre bodes e ovelhas simplesmente já teria ocorrido no arrebatamento sem a necessidade de outra.

Outra coisa intrigante é: se todos os crentes da Tribulação são arrebatados e glorificados pouco antes do Reino Milenar, como muitos defendem, quem preencheria a população durante o Reino Milenar de Cristo na terra? Todos os crentes já teriam um corpo glorificado naquele tempo, enquanto as Escrituras indicam claramente que os descrentes vivos serão julgados no final da Tribulação e removidos da terra para serem julgados no Grande Trono Branco (Mt 13.41-42; 25.41 – Juízo Final). Essas realidades não se enquadram com o ensino bíblico de que crentes teriam filhos durante os mil anos de reinado de Cristo e que eles serão capazes de cometer pecado e rebelião (Is 65.20; cf. Ap 20.7-10).

Se você, caro leitor, acha que já viu incoerência demais nas crendices da Teologia do Pacto, prepare-se para esta: O paradigma “pós-tribulacionista” da Igreja sendo arrebatada e imediatamente trazida de volta à terra não deixa tempo para o Tribunal de Cristo (1Co 3.10-15; 2Co 5.10) ou para as bodas (Ap 19.6-10). Lembre-se que não devemos confundir o Tribunal de Cristo com o Grande Trono Branco (Confira meu artigo “
Os salvos participam do Julgamento Final? | JP Padilha”). Assim, a cronologia de um arrebatamento durante ou após a Tribulação não faz qualquer sentido. Tal pensamento não possui resquício de lógica. Essa teoria é estapafúrdia e incongruente com o Julgamento das Nações, quando Jesus retornar à terra para estabelecer quem entra no Reino Milenar e quem é morto para ser julgado no Juízo Final – bodes à esquerda e ovelhas à direita. O ensino claro das Escrituras sobre o arrebatamento acontecendo antes da Tribulação evita todas essas dificuldades de interpretação.

4. NÃO EXISTE NENHUM ALERTA PREPARATÓRIO NAS EPÍSTOLAS A RESPEITO DE UMA TRIBULAÇÃO IMINENTE SOBRE A IGREJA NA TERRA

Se você abrir a Bíblia, perceberá que as epístolas dos apóstolos não contêm quaisquer alertas preparatórios sobre uma Tribulação iminente para os crentes da era da Igreja. As instruções de Deus contêm uma variedade de alertas, mas os crentes não são alertados a se prepararem para entrarem na Tribulação vindoura e suportar a ira de Deus no momento da provação sobre a terra.

O Novo Testamento nos alerta sobre vários males que aconteceriam durante a era da Igreja: Ele nos alerta sobre heresias e falsos profetas (At 20.29-30; 2Pe 2.1; 1Jo 4.1-3; Jd 1.4); nos alerta a respeito da vida ímpia (Ef 4.25-5:7; 1Ts 4.3-8; Hb 12.1); nos alerta a perseverarmos em meio à presente tribulação (1Ts 2.13-14; 2Ts. 1:4), etc. Todavia, há um silêncio total quando se trata de preparar a Igreja para a Tribulação global e catastrófica descrita em Apocalipse 6–18, a qual durará sete anos (Dn 9.24-27; Mt 24). As Escrituras fazem total silêncio sobre esse evento, que seria tão traumático para a Igreja caso ela tivesse que suportar esse período de experimentação de toda a terra habitável. Se a Igreja fosse experimentar qualquer parte do período da Tribulação, deveríamos esperar que as Escrituras ensinassem a existência, o propósito e a conduta da Igreja nele. Mas elas não ensinam nada sobre isso. Não existe qualquer ensino a respeito desse assunto na Bíblia e não há nenhuma instrução para a Igreja com relação à Tribulação vindoura de sete anos.

5. O ARREBATAMENTO É A ESPERANÇA QUE CONSOLA O CRENTE

Em 1 Tessalonicenses 4.13-18 descobrimos a razão de Paulo ter consolado os Tessalonicenses. Os Tessalonicenses estavam entristecidos por temerem que seus entes queridos perdessem a Segunda Vinda de Jesus porque haviam morrido. Qualquer posição anti-dispensacional dessa mensagem faz com que a carta de consolo do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses perca todo o seu sentido, pois, se não fosse por essa angústia dos crentes em Tessalônica, deveríamos esperar o oposto das preocupações ali refletidas. Em primeiro lugar, os Tessalonicenses estariam felizes e se regozijando, pois saberiam que seus entes queridos estão no lar com o Senhor e não irão enfrentar os horrores da Tribulação. Porém, ao olharmos atentamente para a carta, descobrimos que eles ainda não sabiam disso, e por esta razão Paulo lhes fala a respeito do arrebatamento que aconteceria a qualquer momento, trazendo o entendimento de que seus entes queridos ainda haveriam de ser arrebatados nos ares para se encontrarem com o Senhor juntamente conosco, os vivos.

6. O ARREBATAMENTO É UMA PROMESSA DE CONFORTO
E TAMBÉM DA PRESENÇA IMINENTE COM CRISTO


O que a passagem de João 14.1-3 e 1 Tessalonicenses 4.13-18 têm em comum? Os dois textos se referem ao estado de conforto e presença com o Senhor Jesus Cristo antes que a Tribulação venha sobre a terra. Vejamos:

● A promessa da presença com Cristo:

“Onde eu estou, estejais vós também” (João 14.3).

“E, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.17)

● A promessa de conforto:

“Não se turbe o vosso coração” (João 14.1)

“Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4.18)

Jesus explica claramente aos discípulos que Ele estava indo para a Casa do Pai (o Céu) preparar lugar para eles, e que retornaria para os receber, para que eles pudessem estar onde Ele está agora (Jo 14.1-3). A frase “onde Eu estou”, embora implicando presença contínua no geral, aqui significa presença no céu em particular. Veja bem: Em João 3.34, Jesus se dirige aos fariseus dizendo: “Para onde Eu vou, vós não podeis ir”. Perceba que Jesus, ao falar com os fariseus a esse respeito, não estava falando de Sua presente morada na terra, mas de Sua ressurreta presença à destra do Pai. Em João 14.1-3, “Onde eu estou” significa “no Céu”.

Se o arrebatamento fosse depois da Tribulação, os santos teriam que se encontrar com Cristo nos ares e descer imediatamente à terra, sem experimentar a promessa feita por Jesus em João 14. Sabemos que João 14 se refere ao arrebatamento e não faz qualquer referência a juízo. Somente o entendimento bíblico de que o arrebatamento ocorre como Jesus prometeu – ou seja, antes da Tribulação vindoura – nos permite ver a coerência da linguagem de João 14.1-3; e somente esse posicionamento bíblico permite que entendamos o fato de que os santos arrebatados habitarão com Jesus por um tempo significativo na Casa de Seu Pai (o Céu).

7. OITO DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO DA IGREJA
E A SEGUNDA VINDA DE JESUS PARA REINAR NA TERRA


Uma coisa é o arrebatamento; outra coisa é a volta de Cristo para reinar. Se compararmos o arrebatamento, descrito em 1 Tessalonicenses 4.13-18 e em 1 Coríntios 15.50-58, com a Segunda Vinda de Cristo em Mateus 24–25, veremos pelo menos oito contrastes gritantes entre um evento e outro. Vejamos:

1. No arrebatamento, Cristo vem nos ares e retorna ao Céu (1Ts 4.17). Todavia, na Segunda Vinda, Cristo vem à terra para habitar e reinar (Mt 25.31-32).

2. No arrebatamento, Cristo reúne os Seus santos, que pertencem à Igreja (1Ts 4.17). Todavia, na Segunda Vinda, os anjos é que reúnem os eleitos de Deus (Mt 24.31).

3. No arrebatamento, Cristo vem para recompensar (1Ts 4.17). Já na Segunda Vinda, Cristo vem para julgar, não para recompensar (Mt 25.31-46).

4. No arrebatamento há a ressurreição dos mortos que estão em Cristo para que sejam arrebatados juntos com os vivos (1Ts 4.15-17). Mas, na Segunda Vinda, nenhuma ressurreição acontece com a descida de Cristo. Nada é mencionado na Bíblia a respeito de ressurreição na Segunda Vinda de Cristo.

5. No arrebatamento, os crentes são tirados da terra (1Ts 4.15-17). Todavia, na Segunda Vinda, os descrentes é que são removidos da terra (Mt 24.37-41).

6. No arrebatamento, os descrentes permanecem na terra (1Ts 4.15-17). Porém, na Segunda Vinda, os crentes é que permanecem na terra (Mt 25.34).

7. No arrebatamento não existe menção alguma sobre o Reino Milenar de Cristo na terra. Todavia, na Segunda Vinda, a Bíblia é clara ao dizer que o Reino Milenar de Cristo na terra será estabelecido (Mt 25.34).

8. No arrebatamento, os crentes receberão corpos glorificados (1Co 15.51-57). Já na Segunda Vinda, nenhum vivo receberá um corpo glorificado.

8. AS PARÁBOLAS DE CRISTO NOS MOSTRAM AS DIFERENÇAS
ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA


Em Mateus 13 constatamos que a Bíblia nos mostra diferenças gigantescas entre o arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo à terra:

Na parábola do trigo e do joio, o joio representa os descrentes e o trigo representa os crentes. Jesus diz que o joio (descrentes) será retirado do meio do trigo (crentes) na Sua Segunda Vinda (Mt 13.30,40). Todavia, no arrebatamento, a passagem de 1 Tessalonicenses 4.15-17 diz que os crentes serão removidos da terra, enquanto os descrentes ficarão aqui.

Outra parábola que fala disso é a parábola da rede. Nessa parábola os peixes ruins (descrentes) são retirados do meio dos peixes bons (crentes) no ápice da Segunda Vinda de Cristo (Mt 13.48-50), enquanto os crentes são removidos de entre os descrentes no arrebatamento (1Ts 4.15-17).

Finalmente, a Bíblia não menciona o arrebatamento em nenhum dos textos mais detalhados sobre a Segunda Vinda de Cristo, que são Mateus 24 e Apocalipse 19.

Abaixo está a tabela de passagens bíblicas sobre dois eventos distintos: Arrebatamento da Igreja e Segunda Vinda de Jesus. Entre o Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Jesus há um intervalo de sete anos de Tribulação sobre a Terra, conhecida como Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.24-27; Mt 24).




– JP Padilha
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Dispensacionalismo: A importância da hermenêutica bíblica | JP Padilha



A hermenêutica verdadeiramente bíblica exige três regras indispensáveis para uma teologia honesta e sem distorções da Escritura Sagrada:

1. A HERMENÊUTICA HISTÓRICO-GRAMATICAL CONSISTENTE ELIMINA ALEGORIZAÇÕES INFUNDADAS

Se a maioria dos cristãos soubesse dos desdobramentos que a Eclesiologia e Escatologia trazem para a vida prática do cristão, não estaria atribuindo o tema a uma mera “questão secundária" ou “erro teológico” ao invés de uma clara heresia. A prática do “pedobatismo” (batismo infantil), por exemplo, é só a ponta do Iceberg herético da Teologia do Pacto ou Aliancista. Essa tradição romana ficou enraizada no coração de maior parte da cristandade e causa danos irreversíveis na ortodoxia cristã de forma direta. Há alguns anos atrás eu não diria isso, pois ainda era imaturo demais para perceber. Mas, tendo me aprofundado um pouquinho no tópico e vasculhado as conseqüências doutrinárias resultantes de uma Eclesiologia surgida com as alegorias mirabolantes de Agostinho, descobri que o assunto não se trata meramente de ênfase, mas de conteúdo. Tanto os apóstolos como os cristãos dos dois primeiros séculos pós-apostólico jamais foram conhecidos por defenderem uma visão anti-dispensacionalista. Por que? Porque a visão dispensacional das Escrituras é o que se espera de alguém que lê a Bíblia da forma intencionada pelo Espírito Santo.

O que é a hermenêutica?

A hermenêutica bíblica é o estudo dos princípios e métodos de interpretação do texto bíblico. Segundo os comandos claros de 2 Timóteo 2.15, ao se envolverem com a hermenêutica, os crentes devem "procurar se apresentar a Deus aprovados, como obreiros que não têm de que se envergonharem, que manejam bem a palavra da verdade” (v.15).

Deste modo, o objetivo central da hermenêutica dispensacionalista é nos guiar dentro das passagens bíblicas com o propósito de nos levar a uma interpretação aplicada pela própria Escritura, e jamais pela ótica limitada de métodos humanistas, tais como o método de interpretação histórico-crítico ou alegórico. Assim, com base no método histórico-gramatical [literal] dos textos sagrados, atestado e aprovado pelo tempo, a intenção da hermenêutica dispensacional é mostrar o genuíno entendimento e aplicação da Teologia Bíblica. Toda teologia é, por definição, bíblica. Mas, quando falamos de Teologia Bíblica em termos de método interpretativo, estamos a tratar daquilo que foi dito somente pelos autores inspirados das Escrituras Sagradas, sem subterfúgios em opiniões de teólogos e/ou manuscritos não-inspirados – ou até mesmo na aplicação da Teologia Filosófica, que inclina-se a defender a fé cristã a nível apologético e se ocupa de temas não respondidos de forma direta pela Escritura.

A regra indispensável e crucial para o método histórico-gramatical de interpretação é que a Bíblia deve ser interpretada literalmente, a menos que ela mesma nos forneça outra interpretação textual que aponte claramente para um simbolismo intencionado pelo autor inspirado. Isso significa que a Bíblia deve ser sempre interpretada com base em seu significado normal, literal ou simples, a menos que o texto sagrado exija uma visão alegórica do texto que está sendo lido e o autor inspirado mostre claramente sua intenção de apontar para uma conclusão simbólica da passagem.

A hermenêutica dispensacionalista se diferencia de todas as outras hermenêuticas por conta de sua consistência. Quando de frente para uma passagem bíblica, ela nos mostra de forma concisa se alguma figura de linguagem está, de fato, sendo empregada no manuscrito dos profetas ou dos apóstolos. A primeira intenção do leitor ao abrir a Bíblia deve ser buscar o sentido normal/literal do texto. Essa regra é imprescindível. Após fazê-lo, caso não seja possível interpretar a passagem de forma literal, então o leitor pode e deve tentar encontrar outra interpretação que não seja a literal.

Na Bíblia não existem contradições ou múltiplos sentidos. Ela diz o que deseja realmente dizer e não pergunta ao homem se ele tem uma opinião secundária a respeito do que está escrito. Por exemplo, quando Jesus fala de ter alimentado "os cinco mil homens" em Marcos 8.19, o princípio da hermenêutica irrefutável exige que entendamos os “cinco mil” como um número literal – ou seja, havia uma multidão de cinco mil pessoas esfomeadas e que foram alimentadas com verdadeiros pães e peixes por um Salvador dotado de poder milagroso. Qualquer tentativa de "espiritualizar" o número descrito em Marcos 8.19, ou de negar um milagre literal de Cristo nesse contexto, é lançar a inerrância das Escrituras na lata do lixo, acrescentando alegorias não intencionadas pelo Espírito Santo. Isso é ignorar as leis da linguagem exigidas pelo autor inspirado, que é comunicar um número real, literal e conciso, sem brechas para alegorizações.

Muitos intérpretes, sobretudo aliancistas [adeptos da teologia do pacto] cometem o erro grosseiro de tentar buscar significados esotéricos que nunca são encontrados nas entrelinhas do texto sagrado, como se cada passagem tivesse uma verdade espiritual oculta que, segundo eles, deveríamos tentar decifrar. A hermenêutica bíblica do Dispensacionalismo nos protege desses estratagemas e nos mantém fiéis ao significado intencionado pela Palavra de Deus e mui longe de alegorizações estapafúrdias de versículos claramente literais que não nos permitem enxergar qualquer sinal de simbolismo na passagem bíblica.

A abordagem literal na interpretação não elimina cegamente as figuras de linguagem, nem os símbolos, nem as alegorias e os tipos da Bíblia. Todavia, se a natureza das frases exigir que interpretemos um texto alegoricamente, ela certamente nos levará a um segundo sentido da passagem. O método literal de interpretação é o único freio saudável e seguro para a imaginação do homem. Esse método é o único que se coaduna com a natureza da inspiração divina nas Escrituras.

A INCONSISTÊNCIA DA HERMENÊUTICA ALIANCISTA

É de extrema importância saber que uma teologia não é uma hermenêutica. Tal pensamento prejudica a interpretação correta da Bíblia. Na realidade, uma hermenêutica (princípios de interpretação de literatura) aplicada por uma exegese habilidosa (aplicação artística de princípios interpretativos) conduz o leitor a uma teologia, mas não o inverso. Infelizmente, todos os que seguem o inverso disso têm colocado o carro proverbial teológico na frente do boi/cavalo hermenêutico.

Todavia, todo adepto da Teologia do Pacto segue esse processo, consciente ou inconscientemente, em parte ou no todo, quando vai lidar com a identidade da igreja (Eclesiologia) e o futuro de Israel (Escatologia). Quando os “teólogos do pacto” não atingem seu fim teológico predeterminado usando a hermenêutica normal (que os tem servido bem em todas as áreas da teologia), eles mudam a sua hermenêutica para gerar as conclusões predeterminadas por eles mesmos, com as quais começaram. Esse erro produz uma abordagem preconceituosa para com a interpretação bíblica a fim de validar uma conclusão preestabelecida pelo “corpo doutrinário” de sua escolha. Essa é uma maneira inaceitável, inconsistente e inválida de interpretar a Bíblia. Sendo assim, devemos rejeitar em todas as esferas esse método corrupto de interpretação bíblica.

Somente uma hermenêutica consistente, com o uso do método histórico-gramatical (literal) de interpretação bíblica, pode conduzir o leitor à interpretação intencionada por Deus do texto sagrado. Para entender as dispensações da Bíblia é necessário que tenhamos uma hermenêutica histórico-gramatical consistente (ou seja, literal) na interpretação de toda a Escritura. Para tal, o primeiro passo é usar de uma teologia pressuposicional, e não predeterminada e preconceituosa.

O QUE GANHAMOS COM ISSO?

O Dispensacionalismo não necessita de novas regras de interpretação quando deparado com os textos proféticos, em especial no Antigo Testamento, onde maior parte das profecias a respeito do futuro de Israel é encontrada. O texto bíblico é lido em seu sentido normal, dentro de seu contexto. E isso nos leva a respeitar a linguagem simbólica e as figuras de discursos quando elas são empregadas pelo Espírito Santo na Palavra. Ao ter uma visão dispensacional da Bíblia, você consegue entender a linguagem intencionada por Deus no Antigo Testamento, como a história de Josué, ou ao altamente figurativo Cantares, ou livros proféticos que, em sua maioria, falam de forma direta e literal. Quanto ao Novo Testamento, o resultado é ainda mais gratificante, pois o Novo Testamento não será usado para interpretar o Velho Testamento – um grande erro que muitos também cometem e por isso ficam confusos. O Velho Testamento é interpretado por ele mesmo, não pelo Novo Testamento.

Um exemplo disso é a diferença entre o arrebatamento da Igreja e a segunda vinda de Jesus. A menos que algum mandato claro e incontestável da Escritura mude o modo como a pessoa interpreta a profecia do Antigo Testamento sobre a segunda vinda de Jesus para reinar (e não há nenhum mandato para tal), então a Escritura deve ser interpretada consistentemente ao longo de toda a Bíblia. E somente uma visão dispensacional proporciona ao leitor o entendimento de que o arrebatamento da Igreja não tem nada a ver com a segunda vinda de Jesus, a qual ocorrerá no mínimo sete anos depois do arrebatamento (o intervalo entre os dois eventos é chamado de “Tribulação” – Essa tribulação durará sete anos).

2. O TEXTO DENTRO DO CONTEXTO

A segunda lei fundamental que rege a hermenêutica dispensacionalista, ou seja, bíblica, é que as passagens devem ser interpretadas visando seu contexto histórico, gramatical e contextual.

1 – O Contexto Histórico:

Ao interpretar uma passagem historicamente, o leitor deve se empenhar em compreender a cultura, pano de fundo e situação que deu origem ao respectivo texto, considerando o contexto do texto. Por exemplo, a fim de compreender plenamente a fuga de Jonas em Jonas 1.1-3, faz-se necessário entender a correlação que a história dos assírios tem com a história de Israel.

2 – O Contexto Gramatical:

Interpretar uma passagem gramaticalmente requer que sigamos as regras gramaticais exigidas pelo texto sagrado e que reconheçamos as nuances do hebraico e grego. Por exemplo, quando Paulo escreve sobre "nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo" em Colossenses 1, as regras gramaticais atestam categoricamente que “Deus e Salvador” são termos paralelos e ambos conectados a Jesus Cristo. Em outras palavras, Paulo claramente aponta Jesus como "nosso grande Deus”.

3 – O Contexto em Si:

Ao interpretar os versículos de uma passagem de forma contextual, estamos cientes de que isso envolve a lei imutável que rege toda a Palavra de Deus, onde o leitor deve, por temor a Deus, considerar todo o contexto de um versículo ou passagem antes de determinar o seu significado. Quando deparado com um texto bíblico difícil de ser conciliado com passagens aparentemente opostas à sua premissa, os versículos anteriores e posteriores devem ser imediatamente consultados para a conclusão intencionada pelos autores inspirados por Deus.

O Espírito Santo não é débil e a Bíblia jamais contradiz a Si mesma. A Bíblia responde por si mesma a qualquer dúvida humana, em qualquer passagem que possa apresentar dificuldades de correlação entre um ponto e outro por falta de uma análise aprofundada de seu amplo contexto. Tomemos como exemplo o livro de Eclesiastes. Muitas declarações enigmáticas em Eclesiastes tornam-se mais claras quando mantidas em seu devido contexto – o livro de Eclesiastes é escrito a partir da perspectiva terrena "debaixo do sol" (Ec 1.3). A frase “debaixo do sol” é repetida cerca de trinta vezes pelo rei Salomão, inspirado pelo Espírito Santo, estabelecendo o contexto real para tudo o que é "vaidade" neste mundo.

3. A ESCRITURA INTERPRETA A ESCRITURA


A terceira regra crucial da hermenêutica dispensacionalista que se diferencia de todas as visões teológicas, se contrapondo especialmente à Teologia do Pacto, é o fato inexorável de que a Escritura interpreta a própria Escritura. Por esta razão, os cristãos que já possuem uma compreensão dispensacional da Bíblia sempre comparam a Escritura com a própria Escritura ao tentarem determinar o significado de uma passagem ao invés de construir uma “teologia apropriada” com o intuito errôneo de aplicar uma hermenêutica predeterminada, como fazem os teólogos do pacto. Como já fora dito, uma boa hermenêutica produz uma boa teologia, mas nunca o inverso. Por exemplo, Isaías condena o desejo de Judá de buscar ajuda do Egito. É importante salientar o fato de que a sua dependência em uma cavalaria forte (Is 31.1) era motivada, em parte, pela proibição explícita de Deus de que Seu povo não deveria ir ao Egito em busca de cavalos (Dt 17.16).

Nos últimos tempos, o Dispensacionalismo tem sido maldosamente distorcido por “doutores” de várias denominações religiosas no desespero de defenderem suas convicções heréticas. A visão dispensacional da Bíblia tem sido alvo de ataques desonestos e das mais variadas formas de perversão que se pode imaginar, pois a visão dispensacionalista liberta os leitores de uma hermenêutica espúria e predeterminada por uma teologia de plástico, condicionada a olhar para a Bíblia com os olhos da incredulidade alegórica. O resultado dramático de nossos dias é notado pelas discrepâncias desse sistema religioso denominacional e corrompido que vemos hoje.

As pessoas evitam estudar com uma ótica dispensacional por caírem nos sofismas maldosos criados pelo sistema religioso e por acreditarem cegamente em conceitos criados pelos anti-dispensacionalistas. Doutores não-dispensacionalistas se empenham em criar conceitos que nunca foram defendidos pelo Dispensacionalismo. Quando isso não funciona, esses “ministros” se dedicam a apontar erros obsoletos que os próprios dispensacionalistas corrigiram ao longo do tempo. Ou seja, a elaboração errada de uma premissa leva a conclusões obviamente errôneas, tendo como objetivo promover uma falsa acusação.

CONCLUSÃO

A hermenêutica dispensacionalista aponta para a correta interpretação da Bíblia, sem mutilar seu real propósito ao se comunicar com os santos de Deus. O propósito da hermenêutica dispensacional é, sobretudo, nos proteger da má aplicação da exegese escriturística e nos livrar de qualquer outra concepção alegórica infundada que possa corromper a nossa compreensão da verdade. A Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). Queremos ver a verdade, conhecer a verdade e viver a verdade. É por isso que a hermenêutica dispensacional, a qual consiste num método histórico-gramatical consistente – isto é, sem abandoná-lo ao lidar com textos proféticos e relacionados à Eclesiologia e Escatologia – é a melhor opção para quem deseja saber o que a Bíblia de fato está nos comunicando, e não o que a tradição dos homens quer que sigamos.

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Deus não é um mentiroso | JP Padilha


Embora Israel tenha falhado em seu testemunho, sua identidade como povo e as promessas ainda não cumpridas a esta nação não deixaram de existir. Por que? Porque Deus não é um mentiroso. Portanto, Suas promessas para Israel são verdadeiras e certamente ainda serão cumpridas (2Co 1.20). As pessoas que se perderam nas heresias da Teologia do Pacto necessitam reajustar sua eclesiologia e escatologia para se conformarem com a verdade das Escrituras e com a verdadeira natureza de Deus, o qual não mente. E dizer que Israel não tem um futuro a ser cumprido por Deus é chamá-lo de mentiroso. Não seria isso uma blasfêmia? Essa é a lógica de tudo isso.

É realmente difícil compreender como os ditos “teólogos” e “pregadores” da Teologia do Pacto podem aplicar à Igreja promessas da Escritura que, em seu sentido normal de interpretação, aplicam-se claramente ao povo de Israel e à Palestina. E essas promessas ainda devem ser cumpridas no futuro. Os livros proféticos estão cheios de ensinamentos que, se forem interpretados normalmente, sem alegorizações infundadas, seriam inspiradores. O aprendizado resultante da compreensão dessas profecias seria uma magnífica segurança de um futuro grande e glorioso. A partir do instante em que essas profecias são espiritualizadas em sua interpretação, elas se tornam ridículas – Quando aplicadas à igreja, elas são uma comédia.

Como já fora dito, o Israel de Deus tornará a ser o centro da atenção neste mundo e Deus tornará a tratar com ele, não importa quanto tempo demore. Se não fosse assim, não teríamos mais que nos preocupar com Israel, e até seria um favor se tal nação desaparecesse da face da terra para deixar o caminho livre para a Igreja. Era assim que pensavam os católicos medievais, era assim que pensava Lutero e outros protestantes, e é assim que muitos ainda pensam.

O apóstolo Paulo, apesar de admitir o fracasso de Israel e falar da Igreja sendo introduzida por Deus como Seu testemunho na presente dispensação, deixa claro que ainda há uma dispensação à frente, chamada de “dispensação da plenitude dos tempos”
(Ef 1.10), prevista para Israel no fim de toda a história humana, confirmando assim a identidade e singularidade desse povo que ainda irá ver cumpridas as promessas feitas por Deus no Antigo Testamento:

“Digo, pois: Porventura [os israelitas] tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Romanos 11.11-12).

Leia o artigo na íntegra clicando aqui: A Igreja NÃO É a continuação de Israel | JP Padilha

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SUMÁRIO - O EVANGELHO sem Disfarces

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A Igreja NÃO É a continuação de Israel | JP Padilha


Maior parte do sistema religioso crê e ensina erroneamente que a Igreja é a continuidade de Israel. Essa crença é adotada pelo catolicismo romano e também por grande parte do protestantismo fundamentalista. A teoria é baseada na famigerada “Teologia do Pacto”, que contaminou maior parte da cristandade ao longo dos tempos, principalmente após o século 4º.

Na história vemos que a ideia herética de que a Igreja seja a continuidade de Israel produziu algumas aberrações, tais como o desejo de destruir os judeus, a começar pelos católicos (Inquisição) e depois por protestantes (Alemanha). Um exemplo disso é Lutero, que tinha uma aversão mórbida pelos judeus, como se eles fossem um câncer no desenrolar da história do mundo. Apesar de Deus ter usado Sua Palavra para resgatar a doutrina da “salvação pela graça” e “justificação pela fé” por meio de Lutero, o mesmo não pode ser dito a respeito da amargura que ele tinha contra os judeus devido à má compreensão sobre o povo terrenal de Deus – Israel.

O sentimento de anti-semitismo de Martinho Lutero pode ser visto em um de seus escritos:

"Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas... Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados... Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte... Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem... Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão no debulhador, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade ... Portanto, fora com eles... Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus". ("Concerning the Jews and their lies" - por Martinho Lutero).

Como se pode ver, a mente de Martinho Lutero, por consequência da Teologia do Pacto que permeou a cristandade em seu tempo e se alastrou pelo mundo até o século 19, era completamente cega quanto ao futuro profetizado para Israel na Bíblia. Lutero não tinha nenhuma compreensão sobre as dispensações das Escrituras e os desdobramentos delas.

TEMOS QUE PREGAR O “EVANGELHO” AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO PARA QUE CRISTO POSSA RETORNAR PARA ARREBATAR A SUA IGREJA?

Outras consequências podem ser vistas por causa desse pensamento a respeito de Israel e Igreja. Por conta das pessoas pensarem que não existe um futuro para Israel e que tal futuro seria a Igreja, elas automaticamente são levadas a concluir que os comandos de se “pregar o evangelho aos quatro cantos do mundo para Cristo poder voltar” são para os cristãos.

Essas pessoas imaginam que é necessário que todo homem, em cada lugar do mundo, deve ser evangelizado como condição prévia para a volta de Cristo, quando, na verdade, a ordem do "Ide" em Mateus 10.7 e 24.14 foi dada aos apóstolos em circunstâncias claramente judaicas. Ou seja, Jesus estava falando do "evangelho do Reino" ali. O evangelho do reino é aquele que anuncia a volta do Rei de Israel. É muito importante entender isto: que o evangelho do reino, descrito por Jesus nestas ocasiões, não é o evangelho da graça. O evangelho do reino diz: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”, enquanto o evangelho da graça diz: “Creia no Senhor Jesus e será salvo”.

Segundo os que pensam que devemos pregar o “evangelho do reino” a toda criatura para Jesus voltar, enquanto o mundo não for totalmente evangelizado Cristo não poderá retornar para arrebatar a Sua igreja, o que Ele prometeu com tanta veemência. Portanto, segundo os que interpretam a Bíblia com tudo junto e misturado, seria bobagem crer que o Senhor poderia vir a qualquer momento para arrebatar a Sua amada Noiva (Igreja), como era a esperança de Paulo e de outros, os quais obviamente sabiam que o evangelho da graça não seria pregado em todo o mundo dentro do período de suas vidas.

Veja o que Paulo diz aqui: “Depois NÓS, OS QUE FICARMOS VIVOS, seremos arrebatados...” (1 Tessalonicenses 4.17).

A FALSA TEOLOGIA DO DOMÍNIO

Outra aberração que podemos constatar na crença de que o cristianismo precisa primeiro conquistar e dominar o mundo para que Cristo possa voltar, são as cruzadas, antigas e modernas, em sua ânsia conquistadora de dominar a terra e transformá-la em um “mundo cristão”. O desejo norte-americano de uma hegemonia ocidental, que às vezes faz uso de meios militares para atingir tal fim, faz parte do programa da “Teologia do Domínio” (ou Teologia do Pacto, para ser mais exato). A Teologia do Domínio, professada pelo ex-presidente Bush e por parte dos batistas fundamentalistas do sul dos Estados Unidos, vem desse desejo.

ISRAEL E IGREJA SÃO DOIS POVOS DISTINTOS

Sem mais delongas, vamos aos fatos: Israel e Igreja são dois povos diferentes, e isso é claramente explicado em Romanos 11. Israel está no presente momento em estado de torpor e cegueira enquanto Deus trata com a Igreja. Todavia, isso irá mudar. No fim, um remanescente judeu fiel irá se converter a Deus, e Deus terá os dois povos: Israel, escolhido desde a fundação do mundo (Mt 25.34), e a Igreja, escolhida antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

A Igreja não é Israel. Eu não sou o “Israel de Deus”. Sou um cristão. Para ser Israel eu teria que me tornar israelita ou, no mínimo, me tornar um prosélito, passando a ter minhas práticas e costumes pautados nas ordenanças judaicas. Além disso, para ser um israelita, eu teria que buscar em Jerusalém o meu lugar de adoração (o Templo de Jerusalém), como fora ordenado aos judeus no Antigo Testamento.

Romanos 11 fala muito disso e nós deveríamos dar mais atenção ao que está explícito nesta passagem.

Mario Persona explica:

“Romanos 11 usa como exemplo a oliveira, a árvore de onde provém o azeite que é tantas vezes usado nas Escrituras como figura do Espírito Santo, pois o azeite é o combustível da luz que ilumina. O assunto do capítulo não é a salvação ou o testemunho individual, mas o testemunho coletivo de Deus na terra, ora nas mãos de seu povo Israel, ora nas mãos da Igreja, em diferentes épocas sob influência e direção do Espírito Santo.

Israel, os ramos naturais, foram quebrados, e a Igreja, os ramos de oliveira brava, enxertados. Considerando que uns e outros são meros ramos, podemos deduzir que a árvore continua existindo independente deles, porque a árvore é o testemunho de Deus em sua totalidade. Os ramos são aquelas coisas que partem do tronco e expandem seu alcance, o que vem bem de encontro à ideia de um testemunho crescente e abrangente.

Em Gênesis 12 Deus prometeu a Abraão que ele seria o pai de uma grande nação, e obviamente sabemos tratar-se de Israel. Abraão foi pai de Isaque e avô de Jacó, que teve seu nome mudado para Israel. A promessa incluía que todas as nações da terra seriam abençoadas por meio de Israel, ao qual Deus chamou de sua "menina dos olhos".”

Agora note a seriedade de tudo isso:

“Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus” (João 4.22).

“Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito” (Gálatas 3.14).

Essas passagens não estão dizendo que os gentios (nós) se tornariam judeus ou Israel para serem abençoados. A mensagem está dizendo que nós, gentios, desfrutaríamos da bênção que, por intermédio de Abraão e de Israel, chegaria até nós na Pessoa de Jesus Cristo e de seu sacrifício consumado. Portanto, hoje somos salvos independente de nos tornarmos judeus ou parte da nação de Israel. O fato de nós, cristãos, existirmos, independente de Israel, não significa que Israel tenha deixado de ser a “menina dos olhos” de Deus, a nação terrenal de Deus, e muito menos significa que esta nação tenha perdido as bênçãos das promessas que Deus lhe deu.

Se antes Deus olhava para o mundo e enxergava apenas dois povos, Israel e gentios, hoje Deus enxerga três: Israel, gentios e Igreja. Veja:

“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos [gentios], nem à igreja de Deus” (1 Coríntios 10.32).

Ora, se o Espírito Santo de Deus faz essa distinção nas Escrituras, quem somos nós para dizer que Israel e Igreja são a mesma coisa? Quem nos persuadiu a crer em uma aberração dessas? Ora, Paulo não faria tal distinção entre esses três povos se a Igreja fosse apenas uma continuidade de Israel, e nem falaria de um futuro ainda a ser realizado para Israel em Romanos 11 e em várias outras passagens de suas epístolas.

“Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Romanos 11.1).

Nessa passagem Paulo está falando do povo de Israel. Basta ler o contexto. Paulo deixa claro que Deus não rejeitou Seu povo terrenal, Israel, citando ele próprio como exemplo inato de um israelita. O apóstolo se apresenta aqui como um judeu de nascença e apresenta as credenciais que o identificam como um judeu, embora ele seja membro do Corpo de Cristo (Igreja) agora.

DEUS NÃO É UM MENTIROSO

Sendo assim, embora Israel tenha falhado em seu testemunho, sua identidade como povo e as promessas ainda não cumpridas a esta nação não deixaram de existir. Por que? Porque Deus não é um mentiroso. Portanto, Suas promessas para Israel são verdadeiras e certamente ainda serão cumpridas (2Co 1.20). As pessoas que se perderam nas heresias da Teologia do Pacto necessitam reajustar sua eclesiologia e escatologia para se conformarem com a verdade das Escrituras e com a verdadeira natureza de Deus, o qual não mente. E dizer que Israel não tem um futuro a ser cumprido por Deus é chamá-lo de mentiroso. Não seria isso uma blasfêmia? Essa é a lógica de tudo isso.

É realmente difícil compreender como os ditos “teólogos” e “pregadores” da Teologia do Pacto podem aplicar à Igreja promessas da Escritura que, em seu sentido normal de interpretação, aplicam-se claramente ao povo de Israel e à Palestina. E essas promessas ainda devem ser cumpridas no futuro. Os livros proféticos estão cheios de ensinamentos que, se forem interpretados normalmente, sem alegorizações infundadas, seriam inspiradores. O aprendizado resultante da compreensão dessas profecias seria uma magnífica segurança de um futuro grande e glorioso. A partir do instante em que essas profecias são espiritualizadas em sua interpretação, elas se tornam ridículas – Quando aplicadas à igreja, elas são uma comédia.

Como já fora dito, o Israel de Deus tornará a ser o centro da atenção neste mundo e Deus tornará a tratar com ele, não importa quanto tempo demore. Se não fosse assim, não teríamos mais que nos preocupar com Israel, e até seria um favor se tal nação desaparecesse da face da terra para deixar o caminho livre para a Igreja. Era assim que pensavam os católicos medievais, era assim que pensava Lutero e outros protestantes, e é assim que muitos ainda pensam.

O apóstolo Paulo, apesar de admitir o fracasso de Israel e falar da Igreja sendo introduzida por Deus como Seu testemunho na presente dispensação, deixa claro que ainda há uma dispensação à frente, chamada de “dispensação da plenitude dos tempos”
(Ef 1.10), prevista para Israel no fim de toda a história humana, confirmando assim a identidade e singularidade desse povo que ainda irá ver cumpridas as promessas feitas por Deus no Antigo Testamento:

“Digo, pois: Porventura [os israelitas] tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Romanos 11.11-12).

O TESTEMUNHO DE ISRAEL E O TESTEMUNHO DA IGREJA

Abaixo veremos alguns versículos onde Paulo mostra diretamente à Igreja o perigo de seu testemunho também ser cortado, como foi o caso de Israel por sua incredulidade. E é exatamente o que tem ocorrido. Israel falhou em seu testemunho e, agora, a Igreja também mostra que falhou. Todavia, deixaremos para falar sobre a falha no testemunho cristão em outro artigo. Nas epístolas que se seguem o apóstolo fala de dois povos distintos. Se a Igreja fosse a continuidade natural de Israel, não haveriam essas comparações na Bíblia. O versículo 23 de Romanos 11, por exemplo, deixa bem claro que Israel continua apenas em "stand by" (ou em suspensão), mostrando assim a possibilidade de sua readmissão ao testemunho de Deus na terra. E é exatamente o que ainda irá ocorrer no chamado Milênio (os mil anos de reinado de Cristo na terra).

“E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar” (Romanos 11.23).

Finalmente, a Bíblia mostra que é apenas uma questão de tempo para que isso aconteça: "até que a plenitude dos gentios haja entrado". Veja:

“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados” (Romanos 11.25-27).

A expressão "quando eu tirar os seus pecados" denota que a Igreja não é a continuidade de Israel, mas uma entidade distinta, pois Deus ainda irá tratar com Israel num futuro próximo, que é o tempo também citado no versículo 31:

“Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem [no futuro] misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada” (Rom 11.31).

A HISTÓRIA SOMADA ÀS PROFECIAS

É importante e muito motivador notar que a história se encaixa com todas essas profecias que temos visto, especialmente com relação a Israel. Em 1967, soldados judeus entraram em Jerusalém, largaram suas armas e correram para o Muro das Lamentações, chorando profundamente. Isso mostra que atualmente Israel tem mostrado, com mais clareza do que nunca, que seu atual estado está em perfeita harmonia com o que Deus prometeu que faria a esta nação. É impressionante ver teólogos do pacto negarem a significância disso no corredor da história em conformidade com as Escrituras. Ora, no ano 70 d.C, até 1967, cerca de 2.000 anos até aqui, Jerusalém tem estado sob o domínio e controle dos gentios, e agora os judeus reconquistaram a cidade de Jerusalém. Jesus profetizou sobre isso. Ele disse que Jerusalém seria pisada sob os pés dos gentios até que a medida destes fosse completada (Romanos 11.25-27). Isso é assombrosamente maravilhoso para quem aceita o que é dito pelas Escrituras sagradas, mas é estarrecedor para quem ainda acredita que Israel é uma nação esquecida por Deus e que a Igreja tomou o seu lugar de alguma forma espiritual.

Todavia, o que parece estarrecedor e confuso para os teólogos do pacto está perfeitamente de acordo com as Escrituras. A sobrevivência dos judeus é exatamente o que deveríamos esperar ao aplicarmos consistentemente a hermenêutica literal à profecia bíblica e se entendermos que a eleição soberana de Deus sobre a nação de Israel é incondicional e distinta da Igreja. Ele fez promessas à Israel no Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, mas serão no futuro. Uma futura geração de israelitas étnicos na salvação e no restabelecimento do reino messiânico terreno está por vir, juntamente com o cumprimento total de todas as promessas feitas à Israel.

A ideia da Igreja substituir Israel ou ser sua continuação não deve ser tratada como uma mera questão secundária ou “opinião teológica”, como muitos têm afirmado. Esse pensamento a respeito de Israel e Igreja é uma heresia e ponto final. A propósito, eu a considero até mesmo maligna por desprezar todas as promessas feitas por Deus especificamente a esse povo e tentar usurpá-las para a Igreja. Até meados do século 19 Israel era visto pela cristandade em geral com indiferença e desprezo. Agora pense comigo, caro leitor: a "menina dos olhos" de Deus vista com desprezo pelos que se dizem seguidores de Cristo, um judeu! Consegue imaginar como isso é visto por Deus?

Desde o século 19 temos visto como muitos entenderam as verdades dispensacionais da Bíblia. Porém, infelizmente a atual Teologia da Prosperidade, filha caçula da Teologia do Pacto, volta a tentar aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel no Antigo Testamento, causando um retrocesso dos cristãos aos tempos do catolicismo medieval.

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Apenas um vaso nas mãos do Oleiro | JP Padilha


Um dia me perguntaram se eu acreditava mesmo que alguém iria dar ouvidos a mim ao invés de seguir os maiores e mais eruditos "teólogos" da tradição católica e protestante, abrindo mão de tantos séculos de ensinos tradicionais. Minha resposta foi a seguinte: 'Claro que não! Ninguém dará ouvidos a mim. A voz que sai da minha boca quando cito a Bíblia não é minha, mas sim a voz de Deus'.

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Seu "pastor" está mentindo para você | JP Padilha


O dom de pastor não é o único que deveria ser exercido na igreja, tampouco é o dom mais elevado entre os dons descritos na Bíblia. Seu "pastor" costuma colocar você sentado na cadeira para obedecer a tudo quanto ele ensina e impõe? Ele diz ser o "líder" da Igreja de Deus? Então aí vai uma passagem bíblica para você citar para ele. Mas lembre-se: você provavelmente será repelido pela denominação por desafiar os falsos ensinos do seu "pastor".

"Assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria" (Romanos 12.4-8).


Viu? Não existe só o dom de pastor na Igreja de Deus. É lamentável o fato de tantos dons estarem apagados dentro dessas sinagogas, onde tantos membros, cada qual com o seu dom dado por Deus, mal sabem que poderiam cooperar tanto com o evangelho da graça, tudo porque um facínora religioso tomou para si o papel de "sumo sacerdote" da Igreja (na verdade, de sua própria denominação).


Entenda mais sobre o assunto clicando nos links abaixo:


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Fique na vocação em que você foi chamado | JP Padilha


Um dia eu tive um diálogo inusitado com um irmão. Ele disse, num tom tristonho, que não tinha tempo para escrever porque havia muito o que ser dito em seus vídeos. Então me lembrei de 1 Coríntios 7.20 e o levei para lá, e disse: 'Você não tem tempo para escrever porque faz vídeos, e eu não tenho tempo para fazer vídeos porque tenho muito o que escrever'.

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CRISTIANISMO OU JUDAÍSMO? - O Judaísmo não é o padrão para a adoração cristã | JP Padilha


Parece que as “igrejas” da cristandade em geral não entenderam que o Judaísmo não é um padrão para a adoração cristã. As várias denominações evangélicas e católicas espalhadas pelo mundo, incluindo até mesmo alguns grupos reunidos ao nome do Senhor, têm ignorado o ensino claro das Escrituras que mostra que o tabernáculo é uma figura do verdadeiro santuário ao qual agora temos acesso pelo Espírito (Hb 9.8-9, 23-24). Mesmo assim, as “igrejas” têm usado o tabernáculo como um padrão para suas construções cheias de luxo e com adornos judaicos. As igrejas emprestaram muitas coisas do Antigo Testamento para introduzi-las literalmente em seus lugares de adoração e cultos religiosos, perdendo de vista o verdadeiro significado dessas coisas que um dia voltarão para outro propósito, na dispensação da plenitude dos tempos (no reino milenar de Cristo sobre a Terra).

A cristandade, especialmente denominacional, erigiu magníficos edifícios e catedrais usando o padrão do templo do Antigo Testamento, pensando estar agradando a Deus com essas coisas. Essas construções religiosas recebem o nome de "Templo" ou "Tabernáculo" para permanecerem alinhadas ao judaísmo do Antigo Testamento. Algumas denominações chegam ao ponto de separar uma parte dessas construções como se fosse um lugar mais santo do que o resto da construção, chamando-o de "Santíssimo" ou "Santuário", como acontecia no tabernáculo do Antigo Testamento. Tudo isso mostra que há muito tempo os cristãos perderam de vista o fato de que hoje a casa de Deus é uma "casa espiritual" construída de pessoas redimidas (1Co 3.9; Ef 2.19-22; Hb 3.6; 1Pd 2.5), e não uma casa material no sentido literal da palavra.

Segue abaixo uma lista de algumas coisas que a igreja emprestou do judaísmo e, por conta disso, provocou tantos danos na vida de muitas pessoas:

● O uso literal de templos e catedrais como lugares de adoração
● Uma classe especial de homens que exercem seu ofício a serviço da congregação
● O uso de instrumentos musicais para ajudar na adoração
● O uso de um coral
● O uso de incenso para criar uma atmosfera espiritual
● O uso de vestes religiosas pelos "Ministros" e membros do coral
● O uso de um altar literal (sem sacrifícios)
● A prática do dízimo
● A observância de dias santos e festas religiosas
● Um rol de membros com os nomes dos que estão congregados

Alguém pode choramingar pelo fato de que muitos desses elementos judaicos foram alterados de alguma forma para se adaptarem ao contexto cristão, mas o fato é que esses elementos continuam carregando os adornos do judaísmo. Esse tipo de influência judaica, com seus princípios e práticas, permeou a igreja e, como consequência, as pessoas não sabem mais responder a uma simples pergunta: “O QUE É A IGREJA?”. Isso se aplica a qualquer tipo de pessoa: seja ela comum, crente, descrente, religiosa, estudante da bíblia, etc. A pessoa não responde à esta simples pergunta porque na verdade ela não faz a mínima ideia do que seja a Igreja. Ela irá tentar responder conforme os parâmetros dos ensinos de seus líderes e do corpo doutrinário de sua seita, mas não chegará nem perto do que a Bíblia diz.

Muitas dessas coisas têm estado associadas ao cristianismo há tanto tempo, que já foi aceito pelas massas como se viesse de Deus. A maioria das pessoas acha bom ter essa mistura judaico-cristã, pois facilita tudo. Pra quê aprender tudo de novo, se estamos felizes aqui, não?”.

Infelizmente, misturar essas duas ordens distintas de se aproximar de Deus destruiu a distinção original que existia em cada uma delas, fazendo com que o resultado dessa mistura não fosse nem judaísmo, nem cristianismo. O temos hoje na cristandade pode ser chamado de qualquer coisa, menos de cristianismo ou de judaísmo.

IGREJAS DE PEDRAS E TIJOLOS DIFICULTAM O AVANÇO DO EVANGELHO

As pessoas em geral ficaram tão acostumadas com a falsa ideia de que as construções religiosas são “igrejas”, que elas acabaram acreditando que este era o ideal de Deus na Bíblia, e isso gera muita confusão na mente dessas pessoas porque quando elas vão comparar tal realidade com as Escrituras elas não encontram nada disso lá. Veja bem: na opinião da maioria das pessoas essas construções são um sinônimo de cristianismo. Todavia, o Novo Testamento nem sequer menciona essas características entre as coisas que Deus deseja para a Igreja.

Abaixo eu irei provar ao leitor que existem pelo menos cinco boas razões para esses edifícios, associados ao cristianismo, mais atrapalharem do que ajudarem o evangelho:

1) Eles não são bíblicos.

Como já fora demonstrado, simplesmente não existe qualquer fundamento bíblico para isso no Novo Testamento.

2) Eles transmitem ao mundo uma mensagem errada.

A grande maioria das pessoas é levada a pensar que o cristianismo é uma continuação do judaísmo, apenas com algumas novas alterações cristãs. Elas erroneamente concluem que Deus habita em "templos feitos por mãos", e que só pode ser adorado nesses templos (At 17.24-25). É exatamente a partir desse fato que as pessoas aceitaram a falsa ideia de que alguém precisa ir a um edifício chamado "igreja" para orar e se aproximar de Deus.

3) Eles não são econômicos.

Essa ênfase a edifícios luxuosos leva muitos “pastores” e outros tipos de líderes denominacionais a gastarem muito dinheiro para ornamentarem suas sinagogas. Enquanto milhões de pessoas – em especial irmãos em Cristo – padecem de fome em todo o mundo, tanto no sentido espiritual como material, esses líderes religiosos utilizam o dinheiro da maneira mais antibíblica que se pode imaginar.

Bruce Anstey explica esse ponto da seguinte forma:

“A maior parte dos fundos que a igreja recebe em suas coletas deveria ser usada para permitir a pregação do evangelho e a disseminação da verdade, não para financiar modernas construções e organizações para-eclesiásticas. O pesado ônus desses investimentos e de seus juros faz com que os líderes eclesiásticos peçam ofertas cada vez mais generosas a fim de pagarem pela construção e por sua manutenção. Com isso as pessoas podem ser levadas a acreditar que Deus só está interessado em dinheiro. Com milhões sendo coletados todas as semanas, parece que a maior dificuldade dos cristãos não está em dar, mas em direcionar os fundos que são arrecadados. Hudson Taylor disse: ‘O problema da igreja não é a falta de fundos, mas a falta de consagração de fundos!’".

4) Esses edifícios são uma hipocrisia. 

Enquanto esses “pastores” constroem esses imensos edifícios, eles dizem ao mundo que amam as pessoas e se interessam profundamente por suas almas. Porém, essa mensagem que eles estão passando não é muito convincente. Se a igreja está tão interessada nas pessoas necessitadas deste mundo, por que não sacrificar um pouco do esplendor de suas edificações chamadas de “igreja”? Ao construir seus edifícios luxuosos, a igreja está demonstrando que está mais preocupada com a própria glória e conforto do que com as pessoas necessitadas.

5) Esses edifícios intimidam.

Pessoas que tiveram pouco ou nenhum contato com o cristianismo não entrarão nessas luxuosas construções associadas ao cristianismo. Edifícios cheios de pompa tendem a espantar, e não atrair essas pessoas. Tudo lhes parece muito opressor (As pessoas do mundo parecem ter um senso melhor que os cristãos daquilo que convém ao cristianismo – Lucas 16.8). Existe uma forte reação contra o formalismo, especialmente entre os jovens. As pessoas também têm medo de serem convidadas a contribuir com dinheiro. Mesmo assim, muitas dessas pessoas estariam prontas a ir a um estudo bíblico na forma de uma conversa numa casa ou em um salão menos pretensioso. Elas se sentem mais à vontade em uma atmosfera informal e não profissional, o que é exatamente ensinado na doutrina dos apóstolos, ficando assim mais receptivas a receberem o evangelho.

Portanto, esses grandes edifícios e templos luxuosos e confortáveis são um empecilho ao evangelho, e tão somente mostram que não somos mais sábios do que a Palavra de Deus. O padrão simples que Deus nos deu em Sua Palavra é sempre o melhor caminho, pois "o caminho de Deus é perfeito" (Sl 18.30).

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–– JP Padilha / O Evangelho sem Disfarces
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FIM DOS TEMPLOS | JP Padilha


Fazemos muitas coisas sem perguntar nada a Deus. É por essa razão que existe tanta confusão no testemunho cristão. Geralmente não olhamos para as Escrituras com a intenção sincera de saber o que Deus realmente quer de nós, cristãos, e não dos judeus no Velho Testamento ou nos evangelhos judaicos. Um caso clássico deste problema é o dos templos e santuários que cristãos constroem como se fossem lugares físicos de adoração. Muitas vezes esses cristãos são “bem intencionados”, mas sua boa intenção não os livra de tal pecado. Todavia, fica a pergunta: “Será que Deus ordenou que os cristãos construíssem templos e adotassem o modelo judaico de adoração na Sua Igreja?”.

Sabemos que Deus deu instruções detalhadas à Israel a respeito  do local onde Ele queria ser adorado. Não era permitido que os judeus imitassem os pagãos em sua forma de adoração, pois os pagãos adoravam a seus deuses onde e como bem entendiam. Por esta razão, Deus ordenou aos israelitas a buscarem “o local que o Senhor, o Seu Deus, escolhesse dentre todas as tribos para ali pôr o Seu nome para Sua habitação” (Deuteronômio 12.5). A partir dali, não haveria outro nome e não haveria outro lugar onde Deus pudesse ser adorado. Deus ainda os alertou: “Tenham o cuidado de não sacrificar os seus holocaustos (dízimos) em qualquer lugar que lhes agrade. Ofereçam-nos somente no local que o Senhor escolher” (Deuteronômio 12.13-14). Esse lugar seria o Templo construído em Jerusalém por direção divina. Somente ali o povo de Israel podia e deveria adorar.

Jesus, quando esteve na terra, profetizou a respeito de uma mudança radical que estava para ocorrer por direção de Deus. Diante da afirmação da mulher samaritana de que os “judeus dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”, ele declarou: “Está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém (Templo)... mas está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade... Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.20-23). O cumprimento desta profecia veio bem rápido, no ano 70 d.C, quando Deus permitiu a destruição total do Templo de Jerusalém, pondo fim ao modelo judaico de adoração. A epístola aos Hebreus é uma comprovação de tudo isso.

Hoje nós não temos um templo onde adorar, nem estamos separados da presença de Deus por um véu, como os judeus estavam, porque “temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo” (Hb 10.19-20). Para nós, cristãos, não existe um lugar físico de adoração, como no caso de Israel. E por mais que os líderes religiosos do nosso século insistam em negar, o princípio de que é o nome do Senhor que valida o lugar da adoração cristã permanece: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). A ordem dirigida a nós, Igreja, é muito clara nesse sentido: “Saiamos, pois, a Ele [Jesus] para fora do arraial” (Hb 13.13). O arraial aqui é o sistema judaico de adoração ou qualquer coisa semelhante a isso, como aprendemos no capítulo 1 deste livro. Mas alguém pode perguntar: “Aonde iremos?”. O melhor a se fazer é perguntarmos ao próprio Senhor Jesus, como os apóstolos fizeram: “Onde queres que a preparemos?” (Lc 22.9).

Saiba mais sobre o tema clicando no link do meu livro, o qual estou postando aos poucos no outro blog - link abaixo:
SUMÁRIO - O EVANGELHO sem Disfarces

–– JP Padilha
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JP Padilha
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QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...