A INCOERÊNCIA DO LIVRE-ARBÍTRIO | JP Padilha



Antes de iniciar as considerações, é necessário definir alguns termos:

Livre-arbítrio – Crença de que a vontade humana é livre e tem um poder inerente de escolha entre alternativas. Ou seja, o poder de escolha contrária ou a liberdade da indiferença. A vontade é livre de qualquer causação necessária, seja interna ou externa.

Autonomia – Qualidade da vontade ou do intelecto que o capacita a funcionar a favor ou contra qualquer curso particular de ação, por meio disso exibindo uma capacidade inata de optar por si mesmo o seu destino.

Independência – Estado ou condição de não depender de algo ou alguém. É a liberdade de agir por conta própria, sem subordinação a outras entidades. Trata-se do poder de agir sem a necessidade de aprovação ou controle de terceiros.

Autossuficiência: A capacidade de suprir as próprias necessidades sem depender de outros.

Definições postas, vamos ater-nos aos pontos-chave que levam à incoerência do livre-arbítrio:

A ideia do livre-arbítrio é de que dele depende a responsabilidade humana. Porém, quando se questiona a origem dessa responsabilidade, tem-se como argumento que ela procede do livre-arbítrio. Está formado o argumento circular vicioso.

Para o arminiano, Deus não atropela o “soberano” livre-arbítrio do homem. Logo, a vontade humana não tem causação externa. Dessa forma, estão asseguradas a integridade e a responsabilidade do homem. Porém, se isso não é tolice, é presunção, porque Deus sempre fará toda a Sua vontade e nada nem ninguém pode-lhe frustrar a vontade (Is 46.9-10), ao passo que o homem é sempre escravo, seja do pecado, seja da justiça (Rm 6.17-18).

A vontade se move por si mesma em resposta ao que a mente conhece, e pode causar tanto a ação em resposta às influências como resisti-las. O que nos leva à pergunta: Se o conhecimento intelectual [aqui incluídas a moral e a ética] será o ponto de partida, o princípio avaliativo da vontade, como a vontade será livre? Esse conhecimento sempre virá de uma fonte externa e provavelmente virá como um argumento verdadeiro ou falacioso. Se o conhecimento for corrompido, manipulado ou integral, quais são as bases para que ele seja correto? Será possível eu ter esse conhecimento inato do que é certo e errado sem qualquer influência externa? A vontade não poderá ser “induzida” pelo conhecimento adulterado? Ainda que esse conhecimento seja bíblico, no sentido das informações corretas, o intelecto pode não processá-las legitimamente e induzir a vontade a uma escolha errada.

Para que o homem pudesse escolher de forma neutra, seria necessário que não tivesse nenhum conhecimento, que sua mente fosse vazia – um ponto morto, mas, aí entra a questão: Como a vontade poderia se decidir sem nenhuma base? Na sorte, deixada a cargo do acaso seria a opção. Visto a liberdade espontânea do livre-arbítrio, podemos somente nos remeter ao acaso. Todavia, como seríamos responsáveis, já que não temos nenhuma influência causal na decisão?

Portanto, a teoria do livre-arbítrio destrói a responsabilidade humana em vez de apoiá-la. Como posso ser responsabilizado por ações surgidas de um livre-arbítrio que, pelo fato de ele ser livre, não está sob o meu controle? (nem sob o controle divino também, na visão do arminiano).

Se um argumento pode levar a vontade a se decidir, onde está a neutralidade moral? O argumento causou a escolha. A própria Bíblia deveria ser desconsiderada pelos defensores da teoria do livre-arbítrio, visto ser ela a fonte da Lei Moral, a qual estabelece o significado de bem e mal e leva-nos à compreensão do que é a santidade e o pecado. Ela nos influenciará decididamente na escolha entre o que é santo e o que é pecaminoso. Logo, onde está a neutralidade? E ficam perguntas: Deus é neutro? As Escrituras são neutras? O mundo é neutro? Em qual aspecto da vida, seja eterna ou temporal, se percebe neutralidade moral? Ou se está sob a influência do bem, ou sob a influência do mal. Não existe nada que seja moralmente neutro; que pratique atos neutros [sem efeito algum].

Portanto, é ilógico dizer que a vontade humana seja neutra, visto sê-la influenciada por Deus ou Satanás. Senão, por que Davi, Isaías e Paulo diriam que todos pecaram [todos!] e destituídos estão da glória de Deus? (Sl 14.2-3; Is 59.2-11; Rm 3.23; 5.12). Se todos pecaram, somos todos pecadores e a nossa vontade está corrompida, deteriorada, sob a influência do pecado e sem a menor possibilidade de ser neutra e poder escolher o bem. Para que o arminiano não concorde com isso, ele terá de rejeitar a Bíblia como a Palavra inspirada de Deus.

A questão não é se podemos escolher, mas como e de que forma escolhemos. E se somos pecadores, a nossa escolha será sempre na direção do pecado, “porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Romanos 8.7). Dessa forma, a Bíblia afirma que o homem natural é um pecador, o qual é desprovido da capacidade de obedecer a Deus, tornando-o moralmente responsável, tenha ou não capacidade moral. O homem será sempre condenável diante de Deus se não obedecê-lo, ou seja, a desobediência aos princípios morais estabelecidos pelo Criador é que o torna responsável por seus delitos. A responsabilidade moral não está baseada na capacidade moral (que o homem natural não possui) ou no livre-arbítrio (que nenhuma criatura possui), mas na autoridade e soberania de Deus que determinou a não-obediência aos Seus mandamentos como a causa pela qual o homem ímpio será condenado e tornado indesculpável.

Por isso, pode-se afirmar seguramente que o livre-arbítrio é indefensável, ilógico e não-factível. A vontade humana é livre em qual sentido? Por exemplo, consideremos um hindu que nasceu no hinduísmo e cuja família se submete ao regime de castas, e crê na divindade de um inseto. Qual seria a sua capacidade natural de não escolher adorar ao inseto? Para que isso acontecesse, ele teria de ser confrontado pela Verdade e reconhecer que tanto o sistema de castas como a adoração ao inseto é uma tolice, uma mentira que o quer manter escravizado na ignorância acerca de Deus.

Se ele não for confrontado pela verdade (e a verdade é externa), ele jamais se livrará da mentira. Pelo fato da mentira ser o que ele tem por verdade, transmitida por sua família e clã (externamente) essa crença o influenciará a sempre pensar nos seus pressupostos como verdadeiros, quando o que tem são falsas premissas a induzi-lo ao engano.

Onde está a neutralidade para que ele possa escolher livremente? Se o livre-arbítrio é o movimento da mente em certa direção, a neutralidade poderia levá-lo a essa direção? As influências externas à mente, as quais está sujeito, determinarão a sua decisão. Sendo assim, está claro que esse movimento da mente não é livre e que ninguém toma decisões livres, mas todos nós estamos sujeitos à influência; a fatores causais.

Muitos arminianos têm certeza de que possuem o livre-arbítrio apenas porque presumiram tê-lo; e garantem que não sofrem nenhuma espécie de influência em suas decisões “livres”. Porém, fica a pergunta: Quem tem a certeza de que não está sujeito, ainda que minimamente, a influências que afetariam a sua vontade? Por exemplo, estar sob o efeito de medicamentos, bactérias e vírus, ou sob a ação de partículas subatômicas ou cósmicas. Ou seja, para que essa neutralidade fosse “livre”, teria que, no mínimo, ser onisciente e conhecer exaustivamente tudo, a fim de se ter certeza de não haver alguma causa a operar sobre a vontade humana, muito antes de ser confrontado pela cosmovisão cristã. Como nenhum ser humano é onisciente e apenas Deus o é, o suposto livre-arbítrio não pode levar jamais o homem a uma escolha neutra, sem influências ou antecedentes, sem que se detenha qualquer pressuposição.

Para que a escolha fosse neutra, seria preciso que não houvesse o conhecimento e o sentido de bem ou mal (a Lei Moral). O hindu, sobre a influência do hinduísmo, entenderá o mal como o bem, e o bem como o mal. Pessoas como este hindu “fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5.20). Por si só, ele jamais poderá compreender e entender (interiormente) o significado verdadeiro e real do que é bem e mal a fim de escolher entre um e outro.

O livre-arbítrio em si mesmo não detém nem o bem nem o mal, como algo neutro manteria o indivíduo numa posição de falta de escolha, de ausência de vontade, onde ele permaneceria num ponto vago, numa posição sem solução, incapaz de se definir, porque nada lhe é identificado; e assim, se está nesse ponto morto, como será levado a agir? Em que bases? Se é neutra, não é causada; logo, qualquer semelhança com o acaso não é mera coincidência. E se a mente é levada a agir pelo acaso, como poderá ser responsabilizada?

A afirmação “se nós não temos o livre-arbítrio, não podemos ser responsáveis pelas nossas ações” é verdadeira? Em qual sentido? Quem a provou como verdade? E uma pergunta muito mais explícita ainda: À luz das Escrituras, qual a relação entre responsabilidade e liberdade? Onde elas aparecem e onde estão especificadas a sua conexão?

São perguntas que o arminiano não se dispõe a responder. Para ele, basta estabelecer o axioma, e pronto. Provar para quê?

Por essas e outras, o livre-arbítrio é incoerente e incapaz de levar o homem a lugar algum. Como teoria autonomista, não encontra respaldo bíblico, sustentando-se apenas e tão somente pelo seu apelo humanista, ou seja, antibíblico, porque nada mais é do que o desejo de se ter um poder para decidir independentemente, chegando à blasfêmia de se cogitar até mesmo uma autonomia sem a intervenção de Deus. A teoria do livre-arbítrio não passa de uma estúpida pretensão ou delírio diabólico, cujo único objetivo é tornar o homem um “deus” independente e livre de Deus, o que felizmente é impossível.

– JP Padilha
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Será que o versículo que diz "Não extingais o Espírito" significa que posso perder a salvação? | JP Padilha



A dúvida de muitos cristãos é se podemos afirmar que o Espírito Santo, uma vez recebido pelo crente, nunca mais irá sair deles, considerando que 1 Tessalonicenses 5.19 fala da possibilidade de se extinguir ou apagar o Espírito. Calma! O Espírito Santo não irá te deixar! Essa teoria é herética e blasfema. É importante entender que a passagem que diz "Não extingais o Espírito" não está falando de salvação ou da presença do Espírito Santo no crente, mas de Sua atuação na assembleia ou igreja.

Lembremo-nos de que esta é uma carta escrita a uma assembleia e não a um indivíduo (como é o caso das cartas a Timóteo). Portanto, o apóstolo Paulo está falando aqui do funcionamento da assembleia. Se você ler de uma tirada só todos os versículos, verá que ele está dando diretrizes para o bom funcionamento de uma assembleia onde o Espírito Santo possa agir livremente sem qualquer obstrução, especialmente com relação aos dons que são exercidos pelos crentes na assembleia. O contexto encontra-se no último capítulo da primeira carta aos Tessalonicenses, onde Paulo dá instruções práticas sobre a vida comunitária, incluindo o respeito às profecias e o discernimento, retendo o que é bom. Vejamos o contexto:

1 Tessalonicenses 5.11-22"Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós. Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos. Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal" (ênfase minha).

O contexto diz que todos os irmãos devem se exortar mutuamente e se edificar mutuamente (v. 11), reconhecer os que trabalham, presidem, admoestam (v. 12), promover a paz (v. 13), admoestar os desordeiros, consolar os de pouco ânimo, sustentar os fracos, ser pacientes para com todos (v. 14), não pagar mal com mal, seguir o bem uns para com os outros (v. 15), regozijar sempre (v. 16), orar sem cessar (v. 17), dar graças em tudo (v. 18), não extinguir (abafar) o Espírito (v. 19), não desprezar profecias (v. 20), examinar tudo e reter o bem (v. 21) e abster de toda a aparência de mal (v. 21).

Portanto, a admoestação "Não extingais o Espírito" não fala da "perda do Espírito Santo" por um indivíduo, mas sim da obstrução da liberdade do Espírito na assembleia. Quando cristãos se reúnem sob o comando de um homem, como acontece frequentemente nas religiões cristãs, estão obstruindo ou extinguindo o Espírito, o qual não poderá, assim, agir livremente usando quem Ele quiser para profetizar (no sentido de proferir a Palavra de Deus), trazer ações de graças, orar etc. A passagem fará mais sentido se você levar em conta o que diz em 1 Coríntios 14, que são também diretrizes para quando os cristãos se reúnem (observe que na passagem não há um homem à frente liderando a reunião):

1 Coríntios 14.26"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem os profetas, dois ou três, e os outros julguem. Mas se a outro, que estiver sentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez; para que todos aprendam e todos sejam cosolados; pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas; porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor".

Sendo assim, o castelo de cartas da doutrina herética da "perda da salvação" é logo derrubado quando lemos todo o contexto referente ao versículo "Não extingais (ou não apagueis, ou não abafeis, ou não obstruais, etc) o Espírito", uma prática muito comum nas denominações religiosas institucionais, uma vez que os ministros dessas organizações não permitem que o Espírito fale livremente, mas colocam um ou dois clérigos para falarem por toda a igreja e colocam os demais crentes sentados sem permissão para sequer questionar suas falas.

Entenda mais sobre a “certeza da salvação” neste link:
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– JP Padilha
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A LIBERDADE DO OLEIRO | Charles Haddon Spurgeon



Não existe atributo de Deus que ofereça mais conforto aos Seus filhos do que a doutrina da Soberania Divina. Nas circunstâncias mais adversas, nos mais graves problemas, eles creem que a soberania divina ordenou as suas aflições, acreditam que ela os governa e os santificará completamente. Não existe outra coisa pela qual os crentes devam combater com mais seriedade do que pelo assunto referente ao domínio do seu Senhor sobre toda a criação – o controle de Deus sobre todas as obras de Suas mãos – e pelo assunto referente ao trono de Deus e ao Seu direito de assentar-se sobre esse trono.

Por outro lado, não há outra doutrina mais odiada pelos incrédulos, nem uma verdade com a qual eles mais brincam do que a grande e estupenda, porém correta, doutrina da Soberania do infinito Jeová. Os homens permitem que Deus esteja em qualquer lugar, exceto em Seu trono; que Ele esteja em Sua oficina, moldando o mundo e criando estrelas, ou em Sua entidade filantrópica para distribuir Suas esmolas e dispensar Sua generosidade. Os homens admitirão que Deus sustenta a terra e as estrelas no céu e governa as ondas do oceano que se movem incessantemente. Mas, quando Ele ascende ao Seu trono, Suas criaturas rangem os dentes. E, quando proclamamos um Deus entronizado e Seu direito de realizar o que deseja com Suas próprias coisas, Seu direito de dispor de Suas criaturas como Ele achar melhor sem consultá-las a respeito do assunto, então, nesse momento somos execrados e vaiados, e os homens fecham os ouvidos para nós, pois o Deus que está no trono não é o Deus que eles amam. Eles não O amam quando Ele se assenta no trono, com o cetro em Suas mãos e a coroa em Sua cabeça. No entanto, apreciam falar sobre o Deus que está assentando no trono. Este é o Deus em quem nós (calvinistas) cremos.

– Charles Haddon Spurgeon
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Como o casamento é reconhecido por Deus | JP Padilha


Você já deve ter ouvido de muitas pessoas por aí, incluindo entre religiosos, que o verdadeiro casamento é aquela celebração feita na igreja e que Deus só abençoa quando feito desta maneira. Essas pessoas dizem que o casamento registrado em cartório tem pouca importância e não possui a bênção de Deus porque não foi oficializado por um pastor ou padre. No entanto, essas pessoas estão completamente erradas. Na verdade, as cerimônias feitas nas igrejas pouco importam para Deus. O que vale mesmo é o registro no cartório. O conceito que grande parte dos cristãos tem sobre o casamento passa muito longe das Escrituras Sagradas. Vamos entender isso a fundo aqui.

O casamento na Bíblia é, de fato, reconhecido quando formalizado diante de testemunhas, caracterizando uma aliança pública e não apenas uma união privada. Exemplos bíblicos como o de Boaz e Rute destacam os anciãos e o povo como testemunhas do compromisso. Deus é considerado a principal testemunha da união:

Importância das Testemunhas: A presença de testemunhas (sempre mais de uma – anciãos, família, amigos, comunidade) valida o casamento, tornando-o um contrato legal e social, além de espiritual.

Aliança com Deus: Malaquias 2.14 enfatiza que Deus é testemunha da aliança entre o marido e a esposa.

O Casamento nas Escrituras: Diferente da visão moderna de união de fato, a Bíblia aponta que o compromisso de "uma só carne" é um ato formal.

O casamento na Bíblia envolve o consentimento público e o reconhecimento comunitário, diferenciando-se de apenas um ato sexual ou convivência sem compromisso (Ex: União Estável).

A exigência de duas ou mais testemunhas no casamento civil moderno é uma exigência legal (do estado). Em contextos de testemunhos e pactos, a Bíblia frequentemente cita a necessidade de "duas ou três testemunhas" para validação (baseada em Deuteronômio 19.15), o que é comumente aplicado culturalmente aos casamentos como boa ordem.

A DIFERENÇA ENTRE
CASAMENTO E UNIÃO ESTÁVEL


União Estável não é casamento, é concubinato – é prostituição disfarçada sob o nome de “compromisso”. Quando essa união é composta por pessoas casadas com terceiros, trata-se de adultério. A União Estável constitui-se pecado e não é reconhecida por Deus.

A principal diferença entre casamento e união estável é a formalidade: o casamento é selado no contrato e ratificado no ato solene com processo burocrático e alteração do estado civil para "casado", enquanto a união estável é caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família, podendo ser formalizada por escritura ou apenas pela vivência, mas sem mudar o estado civil de "solteiro", sendo importante para ambos a formalização para garantir direitos e deveres equiparados.

CASAMENTO CIVIL

Formalização: Processo legal com celebração em cartório, exigindo habilitação prévia, juiz de paz e assinatura de registros, gerando efeitos imediatos.

Estado Civil: Muda de solteiro para "casado".

Nome: Permite alteração do sobrenome.

• Regime de Bens: Definido previamente em pacto antenupcial para a Comunhão Universal de Bens. Este pacto permite ao casal escolher ter todos os bens em comum (adquiridos antes ou durante o casamento).

UNIÃO ESTÁVEL

Formalização: Constitui-se convivência entre um homem e uma mulher sem, contudo, modificar o estado civil de ambos, o que chamamos de concubinato. Pode ser formalizada por escritura pública em cartório, porém, sem nenhum compromisso formal diante de Deus, mas com reconhecimento legal diante dos homens.

Estado Civil: Não altera o estado civil; os companheiros continuam "solteiros" (em estado de prostituição).

Nome: A alteração do sobrenome é opcional e mais complexa de ser feita sem formalização.

Regime de Bens: Presume-se comunhão parcial (não universal), mas pode ser ajustado por escritura.

Sendo assim, o casamento é uma via formal, tradicional e, acima de tudo, baseado na Bíblia Cristã, como veremos mais à frente, enquanto a união estável é flexível e mundana, realizada por pagãos, mas que pode ser formalizada em cartório também.

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE
CASAMENTO E CONCUBINATO


Viver junto (juntar-se) é concubinato. O conceito de casamento requer o ato solene. Nos tempos bíblicos, esse ato era um banquete na casa do pai do noivo. Cada cultura terá uma solenidade diferente, mas, sem a formalidade do contrato e do ato solene só existe concubinato, não casamento. Concubinato é viver junto sem ser casado. A Bíblia distingue ambos dizendo que Salomão tinha 700 esposas e 300 concubinas (1Rs 11.3). Isso significa que ele formalizou o casamento com setecentas mulheres. Ou seja, ele adulterou, pois só se pode casar com uma mulher e somente se casar com outra se a primeira morrer (Rm 7.2-3). Com as demais ele só convivia, o que constitui prostituição (1Co 6.18-20). A maioria de suas esposas era composta por princesas estrangeiras com quem ele fez alianças políticas para firmar tratados com outras nações. Esses “casamentos” eram estratégicos, mas trouxeram problemas espirituais, pois ele se envolveu com os deuses de suas esposas estrangeiras, o que é descrito em 1 Reis 11.3-11, detalhando sua queda e o castigo de Deus sobre ele. Obviamente, Deus “permitiu” que Salomão tivesse essas esposas, mas permissão não é o mesmo que aprovação. As decisões conjugais de Salomão violavam diretamente a Lei de Deus, e houve sérias consequências (1Rs 11).

Jesus também fez distinção entre os dois conceitos quando disse para a mulher samaritana que ela havia tido cinco maridos e o homem que ela tinha agora não era seu marido. Com os cinco primeiros houve ato solene, embora ela estivesse em estado de adultério, pois a intenção de Jesus era mostrar o estado pecaminoso em que ela se encontrava por ter se casado com terceiros estando o primeiro marido ainda vivo (Jo 4.16-18). Com o outro ela só se juntou. Jesus sabia muito bem que ela estava em adultério. Ele apenas a testou. A diferença é conceitual e bastante simples: Ir morar com uma mulher é concubinato. Se, porém, houver a formalidade do contrato e do ato solene, aí se torna casamento. Nos dias de Jesus, os rabinos faziam essa distinção e Jesus adotou o conceito em Seus ensinos. Sempre, portanto, que Ele fala de esposa, tem em mente a mulher que passou pela formalidade do enlace (na época, um banquete). Ir morar junto com alguém é fornicação (prostituição – pecado). O vínculo matrimonial não surge disso. Casar, segundo a regra dominante do Novo Testamento, portanto, não é ir morar junto. É estabelecer um contrato e passar pelo ato solene que legitima a vida conjunta. Pode parecer bobagem, mas o registro no cartório é mais importante para Deus do que uma simples cerimônia na igreja. As duas coisas podem estar em pauta, mas o contrato feito no cartório é o que sela o casamento diante de Deus e de testemunhas oculares.

Essa é a distinção bíblica entre casamento e concubinato. A única distinção entre ambos é o contrato e o ato solene. Não importa se é num cartório, numa igreja ou num avião – tem que haver contrato formal, que é o traço essencial do ato de se casar. Sem isso, não haverá casamento. É questão conceitual básica presente na Bíblia, como mostrado no caso de Salomão e da mulher samaritana. Casamento exige contrato no cartório e ato solene diante de testemunhas. Concubinato é só ir morar junto. A Bíblia apoia casamento, mas condena o concubinato (prostituição).

O "Casamento" é a união legal e social entre duas pessoas – um contrato civil para formar família com direitos e deveres, significando uma aliança sagrada entre homem, mulher e Deus, visando a santificação e indissolubilidade. O termo "Matrimônio" (do latim mater, mãe) é mais usado para a dimensão religiosa, embora os termos sejam muitas vezes usados como sinônimos para a união em geral.

O CASAMENTO NÃO É PRERROGATIVA
APENAS DE UM PASTOR EM UMA IGREJA


O casamento não é prerrogativa exclusiva de um pastor, padre ou qualquer líder religioso específico. Na Bíblia, o casamento é visto como uma instituição divina estabelecida por Deus entre um homem e uma mulher (Mt 19.5-6), e não uma cerimônia que dependa exclusivamente de um clérigo ou pastor para ter validade espiritual.

Aqui estão os pontos principais sobre o assunto:

A Origem é Divina, não Eclesiástica: A Bíblia mostra o casamento como uma união de "duas partes" que se tornam “uma só carne”. O foco bíblico é a aliança entre o casal e Deus, e não a oficialização por um líder religioso.

O Papel do Pastor/Líder: A celebração de um casamento por um pastor é um costume adotado ao longo da história, muitas vezes influenciado por tradições eclesiásticas (católicas/protestantes), mas não há uma ordem bíblica que obrigue um pastor a realizar a união para que ela seja legítima perante Deus.

Casamento Civil e a Bíblia: O casamento civil, que é a autoridade instituída para o registro legal da união, é respeitado e reconhecido como válido. Na perspectiva bíblica e na interpretação teológica majoritária, o casamento civil é respeitado, reconhecido como válido perante Deus e exigido como forma de obediência às autoridades instituídas (Rm 13.1-7).

Embora a Bíblia não descreva um "cartório" ou um papel assinado nos moldes modernos, ela reconhece o casamento como um ato público, formal e solene, e não apenas uma união privada ou celebração religiosa. De acordo com Romanos 13, como mencionado, a Bíblia orienta os cristãos a obedecerem às leis do governo. O casamento civil é a forma legal de registrar a união, tornando-a legítima perante o Estado. No Antigo Testamento, o casamento entre Boaz e Rute foi realizado de maneira formal e pública, com testemunhas e autoridades da cidade (o tribunal), assemelhando-se ao processo de oficialização legal.

Enquanto o casal não oficializa a união civilmente, pode ser considerado solteiro tanto pela sociedade quanto pela interpretação bíblica de obediência às leis.

O casamento civil formaliza o compromisso de fidelidade para a vida toda, o que está em conformidade com o princípio de que Deus une o casal e o torna “uma só carne”.

Para a fé cristã, o casamento civil é mais do que válido. O “casamento religioso” (na igreja) é visto como a bênção de Deus sobre essa união formalizada. Porém, os teólogos mais coerentes ensinam que o casamento civil é o "covenant" (aliança) de Deus, enquanto a cerimônia religiosa apenas celebra esse compromisso publicamente.

Portanto, o casamento civil não é apenas um "pedaço de papel", mas o reconhecimento público e obediente do matrimônio estabelecido por Deus.

A "Celebração" na Bíblia: No contexto bíblico, casamentos eram frequentemente celebrações familiares e comunitárias, onde se faziam votos e alianças perante Deus, sem a necessidade de um mediador eclesiástico. Em resumo, enquanto as igrejas modernas possuem suas regras e tradições para a cerimônia (casamento religioso), a validade do matrimônio perante Deus fundamenta-se no compromisso de fidelidade e união do casal, não na autoridade exclusiva de um pastor. Portanto, o pastor é apenas uma das figuras habilitadas a autorizar um casamento, mas a união pode ser oficializada pelo Estado ou por outras pessoas.

CASAMENTOS NÃO-CRISTÃOS
SÃO VÁLIDOS PARA DEUS


O casamento não depende da religião para ser reconhecido por Deus. O casamento é, por si só, uma instituição divina do Deus judaico-cristão. Trata-se de uma ordem que antecede a civilização humana e a lei (Gn 2.24). O casamento foi instituído por Deus no Jardim do Éden. Portanto, diferente do que muitos cristãos alegam em sua ignorância sobre o assunto, o casamento independe da religião humana para ser aprovado por Deus, contanto que seja entre um homem e uma mulher que se tornarão uma só carne até que a morte os separe (Gn 2.24; Mt 19.4-6; Mc 10.7-9; 1Co 7.2).

O que vale para Deus é o contrato legal diante de testemunhas oculares, independente da religião da pessoa. Isso significa que não depende da religião que a pessoa segue para que o pacto do casamento seja consumado. Se a pessoa se casou na Igreja Católica, por exemplo, independente de ser uma seita, o casamento é válido, pois se trata de um ato universal que antecede toda e qualquer lei das Escrituras.

Muitas pessoas, incluindo crentes professos, acreditam que se duas partes não acreditam em Deus, então Deus não está naquele casamento e, portanto, Deus não reconhece o casamento. Todavia, um casamento secular também pode refletir os princípios do matrimônio cristão segundo a Bíblia, mesmo que os cônjuges não façam isso conscientemente. De fato, o propósito final do casamento, de acordo com Gênesis 2.24 e Efésios 5.31-33, é retratar o amor da aliança entre Cristo e Sua Igreja, e isso é feito de forma mais clara em um casamento cristão fiel e obediente. Não obstante, entre os pagãos isso é feito de forma obscura, mesmo em um casamento ao longo da vida, que cumpre a promessa e evita o adultério. Portanto, os casamentos seculares acabam por cumprir os propósitos de Deus de maneira imperfeita, mesmo quando os cônjuges são incrédulos.

Na perspectiva teológica cristã predominante, casamentos não-cristãos entre um homem e uma mulher são considerados válidos por Deus, pois o matrimônio é visto como uma instituição divina para toda a humanidade, não restrita a crentes. Embora não ideais por não seguirem os propósitos de Cristo, são reconhecidos como uniões reais.

Vamos elucidar isso em tópicos:

Validade Universal: Deus reconhece o compromisso de fidelidade vitalícia entre um homem e uma mulher, independentemente de sua fé.

A "Aliança" e não o Ritual: A Bíblia foca no acordo (aliança) de união, não na cerimônia religiosa específica, tornando o casamento civil ou cultural, em essência, reconhecido por Deus.

O "Ideal" vs. o "Válido": Tais uniões podem se distanciar do propósito divino (desobediência ou ignorância), mas não anulam o fato de serem casados.

Diferenciação: Diferente de casamentos entre um homem e uma mulher, uniões entre pessoas do mesmo sexo não são reconhecidas como casamentos bíblicos (Lv 18.22; Rm 1.18-32; 1Co 6.9-10; 7.2-16; Ef 5.23-33). O “casamento gay” é uma perversão da instituição do casamento e uma ofensa ao Deus que criou o casamento.

Em suma, casamentos não-cristãos são considerados válidos por Deus no sentido de união legítima, mas frequentemente descritos como desprovidos das bênçãos e do propósito espiritual completo ensinado nas Escrituras.

O CARTÓRIO TEM AUTORIDADE PARA OFICIALIZAR O CASAMENTO, MAS NÃO TEM AUTORIDADE PARA DESFAZER O CASAMENTO POR MEIO DO DIVÓRCIO

A perspectiva bíblica sobre divórcio se difere da visão civil (cartório/lei dos homens). De acordo com os princípios cristãos, embora o cartório oficialize a união legalmente, a autoridade bíblica considera o casamento uma aliança divina indissolúvel, tornando o divórcio um ato condenável e com consequências sérias.

Aqui está um resumo da visão bíblica sobre o tema:

1. O Cartório vs. A Bíblia

Cartório: Oficializa o casamento civil, conferindo direitos e deveres legais. Da mesma forma, realiza o divórcio civil (separação legal).

Bíblia: Vê o casamento como uma união de “uma só carne" instituída por Deus (Mc 10.6-9). A visão bíblica é que "o que Deus ajuntou, o homem não pode separar" (Mt 19.6).

2. O Divórcio e o Novo Casamento na Bíblia (Exceções)

Nem Divórcio, nem Re-casamento entre Terceiros: A Bíblia nos ensina que tanto o divórcio quanto um novo casamento entre divorciados são expressamente proibidos por Deus (Gn 2.24; Ml 2.16; Mt 19.3-11; Mc 10.2-12; Lc 16.18; 1Co 7.10,11,15,39; Rm 7.1-3). Deus descreve o ato do divórcio como “uma coisa cruel e odiosa” (Ml 2.16) e o novo casamento entre divorciados como “adultério” (Rm 7.2-3). A única exceção mencionada pela Bíblia para um novo casamento é se um dos cônjuges morrer (Rm 7.2-3).

Abandono pelo Cônjuge Descrente: As passagens em 1 Coríntios 7.10,11,15 ensinam que, se um parceiro não-crente desejar se separar por motivos de fé, o crente está livre de culpa, mas deve permanecer só, enquanto o cônjuge incrédulo viver.

3. A Carta de Divórcio no Contexto Bíblico

A Bíblia menciona que Moisés permitiu "carta de divórcio" (Dt 24.1-4) para regularizar a separação em seu ministério. Em certa ocasião, os fariseus foram até Jesus para o testarem, perguntando “por que Moisés ‘mandou’ dar carta de divórcio às mulheres e repudiá-las” (Mt 19.7). Todavia, Jesus explicou que isso foi uma “concessão” (não um mandamento) devido à dureza do coração dos homens daquele tempo, a fim de proteger mulheres repudiadas, não um desejo original de Deus, que desde o princípio disse que o vínculo do casamento é indissolúvel. Para corrigir os fariseus que o testavam, Jesus citou a passagem de Gênesis 2.24 como fundamento para reafirmar que a vontade de Deus a respeito da união do “um só corpo” nunca mudou (Mt 19.4-6 – cf. Mc 10.9; Lc 16.18; Mt 19.3-9). Na verdade, a lei que proíbe qualquer tipo de separação conjugal se baseia na criação (Gn 2.24) e não nas ordenanças que regiam o período mosaico para fins de regulamentação do estado espiritualmente decaído dos hebreus.

Portanto, a perspectiva bíblica distingue o divórcio civil (legalmente aceito pelos homens) do divórcio bíblico (permitido por Moisés durante um período específico de seu ministério e por razões já mencionadas acima).

O LEITO SEM MÁCULA

Muitas pessoas, com base em Hebreus 13.4, afirmam que o “leito sem mácula” está relacionado ao que elas consideram como pecados que restringem as posições sexuais na cama do casal, ou que esse versículo se trata de uma ordem para que os cristãos se casem somente dentro da assembleia local, etc. Todavia, todas essas coisas nunca passaram da imaginação humana e carecem de uma exegese séria e que se encaixa no contexto da passagem. Vejamos:

Hebreus 13.4 – "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à PROSTITUIÇÃO, e aos ADÚLTEROS, Deus os julgará".

Veja o contexto. É simples. O "leito sem mácula" está relacionado à prostituição e ao adultério. Ou seja, o leito sem mácula significa FIDELIDADE NO CASAMENTO, especificamente no "leito". O leito constitui-se a cama completa (armação, estrado, colchão etc). Aqui, o autor de Hebreus se refere claramente à fidelidade no ato sexual. O marido só deve ter relações íntimas com sua esposa, e a esposa só deve ter relações íntimas com o seu marido. Esse é o "leito sem mácula" de Hebreus 13.4.

Portanto, não se trata de restrições na cama, não se trata de se casar dentro da comunidade cristã e muito menos da celebração matrimonial na igreja, visto que o matrimônio é reconhecido quando formalizado diante de testemunhas, caracterizando uma aliança legal e pública, e não apenas uma união privada. Exemplos bíblicos, como o de Boaz e Rute, destacam os anciãos e o povo como testemunhas do compromisso. Deus é considerado a principal testemunha da união. A presença de testemunhas (anciãos, família, comunidade) e o ato solene validam o casamento, tornando-o um contrato legal e social, além de espiritual. Não tem nada a ver com a cerimônia religiosa feita na igreja.

– JP Padilha
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CALVINISMO NÃO TEM A VER COM CALVINO | JP Padilha



A maioria das pessoas que criticam o Calvinismo desconhece o Calvinismo. Em primeiro lugar, não tem a ver com Calvino. Ele nem estava vivo quando o Calvinismo surgiu como uma sistematização do evangelho da graça. "Calvinismo" é apenas um apelido para as Doutrinas da Graça, as quais os ímpios não entendem por não terem estudado a Bíblia. Não tem a ver com Calvino, mas com os eternos decretos de Deus (Ef 1.3-14; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Ef 1.19; 2.8-9; Rm 9.11-24).

A principal dificuldade para entender a Doutrina da Salvação está em pensar que o foco do evangelho é o amor de Deus. Os arminianos usam como mantra o versículo de João 3.16 como fonte de amparo para suas doutrinas estranhas e, com isso, pensam que o foco do evangelho é o amor de Deus. ERRADO. O foco do evangelho não é o amor de Deus, e sim a Sua GLÓRIA (Rm 9.11-24). Quando partimos dessa perspectiva, tudo muda na nossa maneira de ver a Bíblia e a Doutrina da Salvação.

“E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua GLÓRIA nos vasos de misericórdia, que para GLÓRIA já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9.22-24).

A verdade que mais dói nos seguidores da doutrina do livre arbítrio é que em toda a Escritura os termos "livre arbítrio" não são encontrados, mas a palavra "Predestinação" está em toda a Bíblia, do começo ao fim.

Eu não temo nem tremo diante do deus dos arminianos. Para mim, esse deus é uma piada. Não me curvo diante do BAAL que eles criaram.

Entenda como surgiu o Arminianismo neste link: “Por que o Arminianismo se prova herético? – Uma análise sobre as crenças e ensinos de Jacob Armínio”:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/11/por-que-o-arminianismo-se-prova.html

Entenda por que o Calvinismo é baseado na Bíblia neste link: “CRISTO DO ARMINIANISMO VS. CRISTO DA BÍBLIA – Arminianos e Calvinistas são irmãos na fé?”:
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– JP Padilha
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