Todo o Israel será salvo no fim dos tempos? | JP Padilha


Romanos 11.26 diz claramente: “Todo o Israel será salvo”. A questão que se coloca é: “O que significa Israel?” O futuro “Israel” é literal ou figurativo para a Igreja (ou seja, referindo-se aos judeus étnicos ou referindo-se à Igreja)? Aqueles que adotam uma abordagem literal das promessas do Antigo Testamento acreditam que os descendentes físicos de Abraão, Isaque e Jacó serão restaurados a um relacionamento correto com Deus e receberão o cumprimento das alianças. Aqueles que defendem a Teologia da Substituição (ou Teologia do Pacto) basicamente afirmam que a Igreja substituiu Israel completamente e herdará as promessas de Deus a Israel. As alianças, então, segundo estes, já estão sendo cumpridas hoje na Igreja, apenas no sentido espiritual. Em outras palavras, a Teologia da Substituição ensina que Israel não herdará a verdadeira terra da Palestina; a Igreja é o “novo Israel” e o Israel étnico está para sempre excluído das promessas – os judeus não herdarão a terra prometida como judeus per se. A Teologia do Pacto chega a dizer que agora a Igreja é o “Israel Espiritual” (termo que nem sequer existe na Bíblia).

Por temor à Palavra de Deus e por questões hermenêuticas óbvias, usamos a abordagem literal. As passagens que falam do futuro Israel são difíceis de se ver como figurativas para a Igreja. O texto clássico (Romanos 11.16-24) descreve Israel como distinto da Igreja: Os “ramos naturais” são os judeus e os “ramos selvagens” são os gentios. A “oliveira” é o povo coletivo de Deus. Os “ramos naturais” (judeus) são “cortados” da árvore pela sua descrença, e os “ramos selvagens” (gentios crentes) são enxertados. Isso tem o efeito de deixar os judeus “com ciúmes” e, em seguida, atraí-los à fé em Cristo, para que sejam “enxertados” novamente e recebam a herança prometida. Os "ramos naturais" ainda são distintos dos "ramos selvagens", de modo que a aliança de Deus com Seu povo (Israel) será literalmente cumprida. Romanos 11.26-29 contém passagens extraídas de Isaías 59.20-21; 27.9 e Jeremias 31.33-34. Paulo usufrui dessas profecias incondicionais do Antigo Testamento para dizer o seguinte:

“… e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”.

Aqui, Paulo enfatiza a natureza “irrevogável” do chamado de Israel como nação (cf. Rm 11.12). Isaías predisse que um “remanescente” de Israel seria um dia “Povo santo, remidos do Senhor” (Is 62.12). Independentemente do atual estado de descrença de Israel, um futuro remanescente judeu fiel irá de fato se arrepender e cumprir seu chamado para estabelecer a justiça pela fé (Rm 10.1-8; 11.5). Esta conversão coincidirá com o cumprimento da previsão de Moisés da restauração permanente de Israel à terra (Dt 30.1-10).

Quando Paulo diz que Israel será “salvo” em Romanos 11.26, ele se refere à libertação do pecado (Rm 11.27) ao aceitarem o Salvador, Seu Messias, no fim dos tempos. Moisés disse: “Também o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, a fim de que ames ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Deuteronômio 30.6). A herança física de Israel da terra prometida a Abraão será parte integrante do plano final de Deus (Dt 30.3-5).

Então, como “todo o Israel será salvo”? Os detalhes dessa libertação são preenchidos em passagens como Zacarias 8–14 e Apocalipse 7–19, que falam do fim dos tempos de Israel na volta de Cristo. O versículo-chave que descreve a vinda à fé do futuro remanescente de Israel é Zacarias 12.10: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. Isso ocorre no final da Tribulação profetizada em Daniel 9.24-27 (Sete anos de Tribulação). O apóstolo João faz referência a esse evento em Apocalipse 1.7. O fiel remanescente de Israel é resumido em Apocalipse 7.1-8. O Senhor salvará esses fiéis e os trará de volta à Jerusalém “em verdade e em justiça” (Zc 8.7–8).

Depois que Israel for restaurado espiritualmente, Cristo estabelecerá Seu Reino Milenar na terra. Israel será reunido desde os confins da terra (Is 11.12; 62.10). Os simbólicos "ossos secos" da visão de Ezequiel serão reunidos, cobertos com carne e milagrosamente ressuscitados (Ez 37.1-14). Como Deus prometeu, a salvação de Israel envolverá um despertar espiritual e um lar geográfico: “E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz o Senhor” (Ezequiel 37.14).

No Dia do Senhor, Deus irá “estender a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo” (Isaías 11.11). Jesus Cristo retornará à terra e destruirá os exércitos reunidos contra Ele em rebelião (Ap 19). Os pecadores serão julgados e o remanescente fiel de Israel será separado para sempre como o povo santo de Deus (Zc 13.8–14.21). Isaías 12 é o seu cântico de libertação; Sião governará sobre todas as nações sob a bandeira do Messias, o Rei.

UMA PEQUENA MINORIA SERÁ SALVA

Não podemos nos esquecer de que uma pequena minoria de pessoas será salva (Mt 7.14). Quanto a Israel, isso não é diferente. Apenas um pequeno remanescente de judeus foi escolhido para pregar o evangelho do Reino às nações, ser martirizado na Grande Tribulação e herdar a terra prometida (Ap 7.4 – os 144.000). Também não podemos nos esquecer de que esse remanescente de Israel só se converterá durante a Grande Tribulação e será martirizado por causa do "evangelho do Reino" que será pregado por ele. Os 144.000 assinalados de apocalipse 7.4 são judeus israelitas, não gentios. Repare que a Bíblia identifica cada uma de suas tribos:

“E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil assinalados; da tribo de Gade, doze mil assinalados...” (Apocalipse 7.4).

Além dos judeus convertidos, há uma multidão (Ap 7.9-17) de gentios convertidos que passarão pela Tribulação (Ap 7.14).

ORDEM CRONOLÓGICA DOS
ACONTECIMENTOS PROFÉTICOS


Primeiro vem o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16-17), a Tribulação de sete anos sobre a terra (Mt 24; Dn 9.24-27), a Segunda Vinda de Cristo para julgar as nações (Mt 25; Ap 1.7), o Reino Milenar de Cristo sobre a terra (Ap 20.2-7), o Juízo Final – o Grande Trono Branco, onde somente os perdidos são julgados (Ap 20.9-15), e o Estado Eterno – Novos céus e nova terra (Ap 21).

O arrebatamento da Igreja inclui todos os salvos por Cristo. Ficarão na terra os que ouviram o evangelho e não creram e os que não ouviram o evangelho e não tiveram, portanto, a oportunidade de subirem no arrebatamento entre os salvos da Igreja. Os que ouviram e não creram não terão outra chance, pois Deus os fará crer na mentira do Anticristo que se levantará após o arrebatamento da Igreja (1Ts 2.7 12).

Porém, os que não ouviram, judeus e gentios, poderão ainda se converter na Tribulação, e é desses que trata a passagem em Apocalipse 4.9-17. No final da Tribulação, voltaremos com Cristo para julgar as nações (Segunda Vinda) e terá início o Milênio, o Reino de Cristo sobre a terra (Ap 20.2-7). No Reino Milenar, nós (Igreja) não seremos súditos na terra, mas reinaremos com Cristo sobre a terra (2Tm 2.12). Entrarão no Milênio os judeus e gentios convertidos durante a Tribulação. Esse "evangelho do Reino" é aquele que anuncia o retorno do Rei de Israel. Não se trata do evangelho da graça pregado hoje.

ISRAEL E IGREJA SÃO DOIS POVOS DISTINTOS

Sem mais delongas, vamos aos fatos: Israel e Igreja são dois povos diferentes, e isso é claramente explicado em Romanos 11. Israel está no presente momento em estado de torpor e cegueira enquanto Deus trata com a Igreja. Todavia, isso irá mudar. No fim, um remanescente judeu fiel irá se converter a Deus, e Deus terá os dois povos: Israel, escolhido desde a fundação do mundo (Mt 25.34), e a Igreja, escolhida antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

A Igreja não é Israel. Eu não sou o “Israel de Deus”. Sou um cristão. Para ser Israel eu teria que me tornar israelita ou, no mínimo, me tornar um prosélito, passando a ter minhas práticas e costumes pautados nas ordenanças judaicas. Além disso, para ser um israelita, eu teria que buscar em Jerusalém o meu lugar de adoração (o Templo de Jerusalém), como fora ordenado aos judeus no Antigo Testamento.

Romanos 11 fala muito disso e nós deveríamos dar mais atenção ao que está explícito nesta passagem.

Mario Persona explica:

“Romanos 11 usa como exemplo a oliveira, a árvore de onde provém o azeite que é tantas vezes usado nas Escrituras como figura do Espírito Santo, pois o azeite é o combustível da luz que ilumina. O assunto do capítulo não é a salvação ou o testemunho individual, mas o testemunho coletivo de Deus na terra, ora nas mãos de Seu povo Israel, ora nas mãos da Igreja, em diferentes épocas sob influência e direção do Espírito Santo.

Israel, os ramos naturais, foram quebrados, e a Igreja, os ramos de oliveira brava, enxertados. Considerando que uns e outros são meros ramos, podemos deduzir que a árvore continua existindo independente deles, porque a árvore é o testemunho de Deus em sua totalidade. Os ramos são aquelas coisas que partem do tronco e expandem seu alcance, o que vem bem de encontro à ideia de um testemunho crescente e abrangente.

Em Gênesis 12 Deus prometeu a Abraão que ele seria o pai de uma grande nação, e obviamente sabemos tratar-se de Israel. Abraão foi pai de Isaque e avô de Jacó, que teve seu nome mudado para Israel. A promessa incluía que todas as nações da terra seriam abençoadas por meio de Israel, ao qual Deus chamou de Sua "menina dos olhos".” (Mario Persona)

Agora note a seriedade de tudo isso:

“Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus” (João 4.22).

“Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito” (Gálatas 3.14).

Essas passagens não estão dizendo que os gentios (nós) se tornariam judeus ou Israel para serem abençoados. A mensagem está dizendo que nós, gentios, desfrutaríamos da bênção que, por intermédio de Abraão e de Israel, chegaria até nós na Pessoa de Jesus Cristo e de Seu sacrifício consumado. Portanto, hoje somos salvos independente de nos tornarmos judeus ou parte da nação de Israel. O fato de nós, cristãos, existirmos, independente de Israel, não significa que Israel tenha deixado de ser a “menina dos olhos” de Deus, a nação terrenal de Deus, e muito menos significa que esta nação tenha perdido as bênçãos das promessas que Deus lhe deu.

Se antes Deus olhava para o mundo e enxergava apenas dois povos, Israel e gentios, hoje Deus enxerga três: Israel, gentios e Igreja. Veja:

“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos [gentios], nem à igreja de Deus” (1 Coríntios 10.32).

Ora, se o Espírito Santo de Deus faz essa distinção nas Escrituras, quem somos nós para dizer que Israel e Igreja são a mesma coisa? Quem nos persuadiu a crer em uma aberração dessas? Ora, Paulo não faria tal distinção entre esses três povos se a Igreja fosse apenas uma continuidade de Israel, e nem falaria de um futuro ainda a ser realizado para Israel em Romanos 11 e em várias outras passagens de suas epístolas.

“Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Romanos 11.1).

Nessa passagem Paulo está falando do povo de Israel. Basta ler o contexto. Paulo deixa claro que Deus não rejeitou Seu povo terrenal, Israel, citando ele próprio como exemplo inato de um israelita. O apóstolo se apresenta aqui como um judeu de nascença e apresenta as credenciais que o identificam como um judeu, embora ele seja membro do Corpo de Cristo (Igreja) agora.

DEUS NÃO É UM MENTIROSO

Embora Israel tenha falhado em seu testemunho, sua identidade como povo e as promessas ainda não cumpridas a esta nação não deixaram de existir. Por quê? Porque Deus não é um mentiroso. Portanto, Suas promessas para Israel são verdadeiras e certamente ainda serão cumpridas (2Co 1.20). As pessoas que se perderam nas heresias da Teologia do Pacto necessitam reajustar sua eclesiologia e escatologia para se conformarem com a verdade das Escrituras e com a verdadeira natureza de Deus, o qual não mente. E dizer que Israel não tem um futuro a ser cumprido por Deus é chamá-lo de mentiroso. Não seria isso uma blasfêmia? Essa é a lógica de tudo isso.

É realmente difícil compreender como os ditos “teólogos” e “pregadores” da Teologia do Pacto podem aplicar à Igreja promessas da Escritura que, em seu sentido normal de interpretação, aplicam-se claramente ao povo de Israel e à Palestina. E essas promessas ainda devem ser cumpridas no futuro. Os livros proféticos estão cheios de ensinamentos que, se forem interpretados normalmente, sem alegorizações infundadas, seriam inspiradores. O aprendizado resultante da compreensão dessas profecias seria uma magnífica segurança de um futuro grande e glorioso. A partir do instante em que essas profecias são espiritualizadas em sua interpretação, elas se tornam ridículas – Quando aplicadas à Igreja, elas são uma comédia.

Como já fora dito, Israel tornará a ser o centro da atenção neste mundo e Deus tornará a tratar com ele, não importa quanto tempo demore. Se não fosse assim, não teríamos mais que nos preocupar com Israel, e até seria um favor se tal nação desaparecesse da face da terra para deixar o caminho livre para a Igreja. Era assim que pensavam os católicos medievais, era assim que pensava Lutero e outros protestantes, e é assim que muitos ainda pensam.

O apóstolo Paulo, apesar de admitir o fracasso de Israel e falar da Igreja sendo introduzida por Deus como Seu testemunho na presente dispensação, deixa claro que ainda há uma dispensação à frente, conhecida como “dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1.10), prevista para Israel no fim de toda a história humana, confirmando assim a identidade e singularidade desse povo que ainda irá ver cumpridas as promessas feitas por Deus no Antigo Testamento:

“Digo, pois: Porventura [os israelitas] tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum; mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Romanos 11.11-12).

O TESTEMUNHO DE ISRAEL E O TESTEMUNHO DA IGREJA

Abaixo veremos alguns versículos onde Paulo mostra diretamente à Igreja o perigo de seu testemunho também ser cortado, como foi o caso de Israel por sua incredulidade. E é exatamente o que tem ocorrido. Israel falhou em seu testemunho e, agora, a Igreja também mostra que falhou. Todavia, deixaremos para falar sobre a falha no testemunho cristão em outro artigo. Nas epístolas que se seguem o apóstolo fala de dois povos distintos. Se a Igreja fosse a continuidade natural de Israel, não haveriam essas comparações na Bíblia. O versículo 23 de Romanos 11, por exemplo, deixa bem claro que Israel continua apenas em "stand by" (ou em suspensão), mostrando, assim, a possibilidade de sua readmissão ao testemunho de Deus na terra. E é exatamente o que ainda irá ocorrer no chamado Milênio (os mil anos de reinado de Cristo na terra).

“E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar” (Romanos 11.23).

Finalmente, a Bíblia mostra que é apenas uma questão de tempo para que isso aconteça, isto é, "até que a plenitude dos gentios haja entrado". Veja:

“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados” (Romanos 11.25-27).

A expressão "quando eu tirar os seus pecados" mostra que esses versos não se aplicam à Igreja. Esses versos denotam que a Igreja não é a continuidade de Israel, mas uma entidade distinta, pois Deus ainda irá tratar com Israel num futuro próximo, que é o tempo também citado no versículo 31:

“Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem [no futuro] misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada” (Rom 11.31).

A HISTÓRIA SOMADA ÀS PROFECIAS

É importante e muito motivador notar que a história se encaixa com todas essas profecias que temos visto, especialmente com relação a Israel. Em 1967, soldados judeus entraram em Jerusalém, largaram suas armas e correram para o Muro das Lamentações, chorando profundamente. Isso mostra que atualmente Israel tem mostrado, com mais clareza do que nunca, que seu atual estado está em perfeita harmonia com o que Deus prometeu que faria a esta nação. É impressionante ver teólogos do pacto negarem a significância disso no corredor da história em conformidade com as Escrituras. Ora, do ano 70 d.C até 1967, cerca de 2.000 anos até aqui, Jerusalém tem estado sob o domínio e controle dos gentios, e agora os judeus reconquistaram a cidade de Jerusalém. Jesus profetizou sobre isso. Ele disse que Jerusalém seria pisada sob os pés dos gentios até que a medida destes fosse completada (Rm 11.25-27). Isso é assombrosamente maravilhoso para quem aceita o que é dito pelas Escrituras sagradas, mas é estarrecedor para quem ainda acredita que Israel é uma nação esquecida por Deus e que a Igreja tomou o seu lugar de alguma forma espiritual.

Todavia, o que parece estarrecedor e confuso para os teólogos do pacto está perfeitamente de acordo com as Escrituras. A sobrevivência dos judeus é exatamente o que deveríamos esperar ao aplicarmos consistentemente a hermenêutica literal à profecia bíblica e se entendermos que a eleição soberana de Deus sobre a nação de Israel é incondicional e distinta da Igreja. Ele fez promessas a Israel no Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, mas serão no futuro. Uma futura geração de israelitas étnicos na salvação e no restabelecimento do Reino Messiânico terreno está por vir, juntamente com o cumprimento total de todas as promessas feitas a Israel.

A ideia da Igreja substituir Israel ou ser sua continuação não deve ser tratada como uma mera questão secundária ou “opinião teológica”, como muitos têm afirmado. Esse pensamento a respeito de Israel e Igreja é uma heresia e ponto final. A propósito, eu a considero até mesmo maligna por desprezar todas as promessas feitas por Deus especificamente a esse povo e tentar usurpá-las para a Igreja. Até meados do século 19 Israel era visto pela cristandade em geral com indiferença e desprezo. Agora pense comigo, caro leitor: a "menina dos olhos" de Deus vista com desprezo pelos que se dizem seguidores de Cristo, um judeu! Consegue imaginar como isso é visto por Deus?

Desde o século 19, temos visto como muitos entenderam as verdades dispensacionais da Bíblia. Porém, infelizmente a atual Teologia da Prosperidade, filha caçula da Teologia do Pacto, volta a tentar aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel no Antigo Testamento, causando um retrocesso dos cristãos aos tempos do catolicismo medieval.

RESUMINDO:

A conversão do remanescente judeu fiel ocorrerá somente durante a Tribulação, após a Igreja ter sido arrebatada ao Céu. Esse remanescente judeu fiel ainda terá suas promessas cumpridas no futuro. Essas promessas NÃO foram cumpridas. Elas ainda continuam sem resquício de cumprimento. As promessas feitas a Israel são promessas de bênçãos TERRENAS. Eles ainda habitarão na terra prometida, num reino de justiça, juízo e paz. O MILÊNIO NÃO OCORREU, NEM ESTÁ OCORRENDO. O Milênio ainda está por vir, somente após a Tribulação de sete anos (Dn 9.24-27; Mt 24; Ap 20.2-7).

DOIS POVOS, DOIS EVANGELHOS E DOIS DESTINOS

“O evangelho da graça de Deus”
 (At 20.24) que é pregado hoje e “o evangelho do reino” (Mt 4.23; 24.14) que será pregado durante a Tribulação são inteiramente diferentes. São dois evangelhos distintos pregados para dois propósitos distintos. O evangelho da graça de Deus chama pessoas para o Céu; o evangelho do Reino chama pessoas para as bênçãos sobre a Terra. O evangelho pregado hoje anuncia uma esperança, um chamado e um destino celestiais para aqueles que creem (Cl 1.5; 1Pe 1.4; Fp 3.20; 2Co 5.1-2; Hb 3.1). O evangelho do Reino, que será pregado na Tribulação, anuncia uma bênção terrenal sob o reinado de Cristo no Milênio (Mt 24.14; Sl 96). O evangelho do Reino anuncia as boas novas do Reino prometido no Velho Testamento (2Sm 7.16; Dn 2.44-45; 7.9-27), o qual está para ser estabelecido no advento do Messias em Sua Segunda Vinda, e aqueles que receberem o Rei em fé irão ter parte nas Suas bênçãos terrenais. Esse evangelho do Reino foi primeiro pregado por João Batista na primeira vinda de Cristo (Mt 3.1-2). O Senhor e Seus discípulos também o pregaram (Mt 4.23; 10.7). A pregação deles consistia em chamar as nações a se arrependerem e assim ficariam num estado apropriado para receberem o Rei. Se o tivessem recebido, Ele teria estabelecido o Seu Reino na Sua primeira vinda, como prometido pelos profetas do Velho Testamento. Porém, infelizmente, Israel rejeitou seu Rei e assim perdeu a oportunidade de ter o Reino estabelecido em todo o seu poder e manifestação. Quando Israel rejeitou seu Rei, o evangelho do Reino parou de ser anunciado porque o Reino não estava mais sendo oferecido a eles. Ao invés disso, Deus enviou o evangelho de Sua graça ao mundo gentio para chamar dentre eles um povo para o Seu Nome (At 13.44-48; 15.14; Rm 11.11). Este evangelho da graça ainda está sendo pregado hoje.

O evangelho do Reino voltará a ser pregado futuramente pelo remanescente judeu fiel após a Igreja ser chamada ao Céu no arrebatamento. Nesse tempo, Deus tornará a tratar com Israel de onde parou há cerca de 2.000 anos. Israel será salvo no dia vindouro (isto é, um remanescente entre eles – Rm 9.6-8; 11.26-27) e o Reino será introduzido em poder (Ap 11.15).

O ponto que precisamos aprender é este: Não há menção do evangelho da graça de Deus sendo pregado na Tribulação – apenas o evangelho do Reino (Mt 24.14). A razão óbvia é que o evangelho da graça chama crentes para serem parte da Igreja e, como a Igreja não estará na Terra durante a Tribulação, o evangelho da graça não será pregado.

Deus não enviará dois diferentes evangelhos ao mesmo tempo. Isso traria uma total confusão e iria confundir a chamada celestial da Igreja com a chamada terrenal de Israel com suas respectivas esperanças e destinos. Entender esse ponto nos revela que é impossível ter a Igreja e o remanescente judeu crente no período da Tribulação ao mesmo tempo. Se, durante a Tribulação, o evangelho da graça de Deus fosse pregado e chamasse os crentes dentre os judeus e gentios e os colocasse na Igreja, cada vez que um judeu cresse no evangelho da graça ele seria tirado de sua posição judaica e seria feito parte da Igreja, o que tiraria o “Israel de Deus” de cena (Rm 11.5; Gl 6.16 – Leia sobre “o Israel de Deus”). Assim, nunca haveria um remanescente judeu crente! Uma consideração cuidadosa dessa questão prova que a Igreja e o remanescente judeu não podem estar na terra ao mesmo tempo durante a Tribulação.

Ou seja, o fato de que o evangelho da graça de Deus não será pregado na Tribulação mostra que o arrebatamento já terá ocorrido.

Uma nova aliança será feita com Israel no Milênio, após a Tribulação (Jr 31.31-33), não com a Igreja. A Igreja não teve uma velha aliança e nem terá uma nova, visto que ela só veio a ser inaugurada em Atos 2. Não existe Igreja no Velho Testamento, e isso inclui os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Quando falamos da nova aliança, estamos nos referindo a Israel, o povo terrenal de Deus. O remanescente de judeus que virá a sofrer na Tribulação dará testemunho durante os sete anos de Tribulação, levando o evangelho do Reino a toda criatura. Sim, a ordem do “ide” foi dada claramente aos apóstolos em circunstâncias judaicas, falando do evangelho do Reino, aquele que anuncia o retorno do Rei de Israel após a Tribulação (Mt 28.19). Esse não é o evangelho da graça, o qual pregamos hoje.

O evangelho da graça diz: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16.31). O evangelho do Reino, que foi pregado por João Batista aos judeus de sua época e que ainda voltará a ser pregado pelo remanescente judeu no futuro, diz: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 3.2). Um é o evangelho da graça; o outro é o evangelho do Reino.

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

Coleção do livro “O Evangelho Sem Disfarces”:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-evangelho-sem-disfarces-volume-4

Compre o livro “O EVANGELHO SEM DISFARCES” com todos os volumes reunidos em uma só obra aqui:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-evangelho-sem-disfarces-2

Compre o livro “A OBRA DA SALVAÇÃO” aqui:
https://clubedeautores.com.br/livro/a-obra-da-salvacao

OBSERVAÇÃO: Nesse site você encontra os volumes da coleção “O Evangelho Sem Disfarces” separados por tema. Basta rolar o mouse para baixo. Meus livros estão todos no link acima.

– Facebook
JP Padilha
– Página 
JP Padilha
– BLOG JP Padilha: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– BLOG “O Evangelho Sem Disfarces”: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/
– YOUTUBE: https://www.youtube.com/@jppadilha7523/featured

A Teologia do Pacto contradiz a Bíblia | JP Padilha


A Teologia do Pacto (também conhecida como Teologia da Substituição ou Aliancismo) essencialmente ensina que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus. Os aderentes à Teologia do Pacto acreditam que os judeus não sejam mais o povo escolhido de Deus e que Deus não tem planos futuros específicos para a nação de Israel.

Todas as opiniões diferentes do relacionamento entre Igreja e Israel podem ser divididas em duas áreas:

1. A Igreja é a continuação de Israel (Teologia do Pacto / Teologia da Substituição / Amilenismo / Preterismo / Pós-milenismo / Pós-tribulacionismo);

2. A Igreja é um povo completamente diferente de Israel (Dispensacionalismo / Pré-milenismo Futurista / Pré-tribulacionismo).

A Teologia do Pacto ensina que a Igreja é a substituição de Israel e que muitas promessas feitas a Israel na Bíblia são cumpridas na Igreja, não em Israel. Ela chega a inventar um termo que nem sequer existe na Bíblia, denominando a Igreja como sendo o “Israel Espiritual”. De qual Bíblia tiraram essa ideia estapafúrdia? Não há resposta! A Teologia do Pacto também ensina, hereticamente, que os cristãos agora são os verdadeiros “israelitas”. Mas, como, se nós, cristãos gentios, nem mesmo temos sangue judeu? A resposta que dão para isso é que somos “israelitas espirituais”. Todavia, essa ideia também não é encontrada na Bíblia. O “Israel Espiritual” realmente existe, mas a Igreja nunca é chamada de “Israel Espiritual” nas Escrituras. Para entender isso, volte ao capítulo 3 – Igreja não é Israel – Parte 2. No capítulo 6 há um resumo sobre isso também (“Será que “Israel de Deus” em Gálatas 6.16 significa que os cristãos são israelitas?”).

De acordo com a visão da Teologia do Pacto, as profecias nas Escrituras sobre bênção e restauração de Israel à Terra Prometida são "espiritualizadas" ou “alegorizadas” em promessas de bênçãos de Deus para a Igreja. Todavia, há grandes problemas com essa visão, tais como a existência contínua do povo judeu durante os séculos e especialmente com a revivificação do estado moderno de Israel. Se Israel tem sido condenado por Deus, e se não há nenhum futuro para a nação judaica, como podemos explicar a sobrevivência sobrenatural do povo judeu durante os últimos 2.000 anos, apesar de muitas tentativas de destruir essa nação? Como podemos explicar o porquê e como Israel reapareceu como uma nação no século XX depois de não existir por 1.900 anos? Outras perguntas que ficam à deriva no mar são: E quanto às maldições que cairão sobre Israel? E quanto aos horrores que Israel passará na Tribulação? E quanto ao dia da indignação do Senhor? Essas promessas não foram igualmente transferidas para a Igreja? Certamente os teólogos do pacto terão que dar mais algumas cambalhotas exegéticas para lidar com essas objeções.

A HISTÓRIA SOMADA ÀS PROFECIAS

É importante e muito motivador notar que a história se encaixa com todas essas profecias que temos visto, especialmente com relação a Israel. Em 1967, soldados judeus entraram em Jerusalém, largaram suas armas e correram para o Muro das Lamentações, chorando profundamente. Isso mostra que atualmente Israel tem mostrado, com mais clareza do que nunca, que seu atual estado está em perfeita harmonia com o que Deus prometeu que faria a esta nação. É impressionante ver teólogos do pacto negarem a significância disso no corredor da história em conformidade com as Escrituras. Ora, do ano 70 d.C até 1967, cerca de 2.000 anos até aqui, Jerusalém tem estado sob o domínio e controle dos gentios, e agora os judeus reconquistaram a cidade de Jerusalém. Jesus profetizou sobre isso. Ele disse que Jerusalém seria pisada sob os pés dos gentios até que a medida destes fosse completada (Rm 11.25-27). Isso é assombrosamente maravilhoso para quem aceita o que é dito pelas Escrituras sagradas, mas é estarrecedor para quem ainda acredita que Israel é uma nação esquecida por Deus e que a Igreja tomou o seu lugar de alguma forma espiritual.

Todavia, o que parece estarrecedor e confuso para os teólogos do pacto está perfeitamente de acordo com as Escrituras. A sobrevivência dos judeus é exatamente o que deveríamos esperar ao aplicarmos consistentemente a hermenêutica literal à profecia bíblica e se entendermos que a eleição soberana de Deus sobre a nação de Israel é incondicional e distinta da Igreja. Ele fez promessas a Israel no Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, mas serão no futuro. Uma futura geração de israelitas étnicos na salvação e no restabelecimento do Reino Messiânico terreno está por vir, juntamente com o cumprimento total de todas as promessas feitas a Israel.

A ideia da Igreja substituir Israel ou ser sua continuação não deve ser tratada como uma mera questão secundária ou “opinião teológica”, como muitos têm afirmado. Esse pensamento a respeito de Israel e Igreja é uma heresia e ponto final. A propósito, eu a considero até mesmo maligna por desprezar todas as promessas feitas por Deus especificamente a esse povo e tentar usurpá-las para a Igreja. Até meados do século 19, Israel era visto pela cristandade em geral com indiferença e desprezo. Agora, pense comigo, caro leitor: a "menina dos olhos" de Deus vista com desprezo pelos que se dizem seguidores de Cristo, um judeu! Consegue imaginar como isso é visto por Deus?

Desde o século 19, temos visto como muitos entenderam as verdades dispensacionais da Bíblia. Porém, infelizmente, a atual Teologia da Prosperidade, filha caçula da Teologia do Pacto, volta a tentar aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel no Antigo Testamento, causando um retrocesso dos cristãos aos tempos do catolicismo medieval.

DEUS NÃO É UM MENTIROSO

Embora Israel tenha falhado em seu testemunho, sua identidade como povo e as promessas ainda não cumpridas a esta nação não deixaram de existir. Por quê? Porque Deus não é um mentiroso. Portanto, Suas promessas para Israel são verdadeiras e certamente ainda serão cumpridas (2Co 1.20). As pessoas que se perderam nas heresias da Teologia do Pacto necessitam reajustar sua eclesiologia e escatologia para se conformarem com a verdade das Escrituras e com a verdadeira natureza de Deus, o qual não mente. E dizer que Israel não tem um futuro a ser cumprido por Deus é chamá-lo de mentiroso. Não seria isso uma blasfêmia? Essa é a lógica de tudo isso.

É realmente difícil compreender como os ditos “teólogos” e “pregadores” da Teologia do Pacto podem aplicar à Igreja promessas da Escritura que, em seu sentido normal de interpretação, aplicam-se claramente ao povo de Israel e à Palestina. E essas promessas ainda devem ser cumpridas no futuro. Os livros proféticos estão cheios de ensinamentos que, se forem interpretados normalmente, sem alegorizações infundadas, seriam inspiradores. O aprendizado resultante da compreensão dessas profecias seria uma magnífica segurança de um futuro grande e glorioso. A partir do instante em que essas profecias são espiritualizadas em sua interpretação, elas se tornam ridículas – Quando aplicadas à Igreja, elas são uma comédia.

Como já fora dito em vários de meus artigos sobre o tema, o Israel de Deus tornará a ser o centro da atenção neste mundo e Deus tornará a tratar com ele, não importa quanto tempo demore. Se não fosse assim, não teríamos mais que nos preocupar com Israel, e até seria um favor se tal nação desaparecesse da face da terra para deixar o caminho livre para a Igreja. Era assim que pensavam os católicos medievais, era assim que pensava Lutero e outros protestantes, e é assim que muitos ainda pensam.

O apóstolo Paulo, apesar de admitir o fracasso de Israel e falar da Igreja sendo introduzida por Deus como Seu testemunho na presente dispensação, deixa claro que ainda há uma dispensação à frente, chamada de “dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1.10), prevista para Israel no fim de toda a história humana, confirmando assim a identidade e singularidade desse povo que ainda irá ver cumpridas as promessas feitas por Deus no Antigo Testamento:

Digo, pois: Porventura [os israelitas] tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Romanos 11.11-12).

CONCLUSÃO

A visão de que Israel e Igreja são povos totalmente distintos entre si é ensinada claramente no Novo Testamento. Biblicamente falando, a Igreja é completamente distinta de Israel e estes dois povos nunca devem ser confundidos ou mencionados como se fossem a mesma coisa. As Escrituras nos ensinam que a Igreja é uma criação completamente nova que passou a existir no Dia de Pentecostes (At 2) e continuará na terra até ser levada ao Céu no arrebatamento (Ef 1.9-11; 1Ts 4.16-17). A Igreja não tem nenhum relacionamento com as maldições e bênçãos para Israel. A propósito, é interessante notar como os gurus da Teologia do Pacto alegorizam somente as bênçãos prometidas a Israel, mas nunca trazem para a Igreja as maldições que igualmente são profetizadas contra ele no Antigo Testamento. As alianças, promessas e advertências são válidas apenas para Israel. Israel tem sido temporariamente colocada de lado no programa de Deus durante esses últimos 2.000 anos de dispersão.

Após o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16-17), Deus irá restaurar Israel como o foco principal do Seu plano. O primeiro evento durante esse tempo será a Tribulação (Ap 6–19). O mundo será julgado por rejeitar a Cristo, enquanto Israel será preparado através das provações da Grande Tribulação para a Segunda Vinda do Messias. Portanto, quando Cristo retornar à terra no final da Tribulação, Israel estará pronta para recebê-lo. O restante de Israel que sobreviver à Tribulação será salvo e o Senhor estabelecerá o Seu Reino na terra com Jerusalém como a sua capital. Com Cristo reinando como Rei, Israel será a nação principal, e representantes de todas as nações irão a Jerusalém honrar e louvar o Rei – Jesus Cristo. A Igreja retornará com Cristo e reinará com Ele por um período literal de 1.000 anos (Ap 20.2-7).

O Antigo e o Novo Testamento sustentam uma compreensão pré-milenar e dispensacionalista do plano de Deus para Israel. Mesmo assim, o suporte mais forte para o pré-milenismo é encontrado no ensino de Apocalipse 20.2-7, onde diz, seis vezes, que o Reino de Cristo irá durar 1.000 anos. Depois da Tribulação, o Senhor retornará para estabelecer o Seu Reino em Israel, de onde governará todo o mundo “com vara de ferro” (Ap 2.27). Cristo reinará sobre toda a terra e Israel será o líder das nações. A Igreja reinará com Ele por 1.000 anos. A Igreja não substituiu Israel no plano de Deus. Embora Deus esteja focalizando a Sua atenção na Igreja nessa dispensação da graça, Ele não se esqueceu de Israel (Sua “menina dos olhos” – Dt 32.10) e um dia restaurará Israel ao Seu papel como a Sua nação escolhida (Rm 11).

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

Coleção do livro “O Evangelho Sem Disfarces”:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-evangelho-sem-disfarces-volume-4

Compre o livro “O EVANGELHO SEM DISFARCES” com todos os volumes reunidos em uma só obra aqui:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-evangelho-sem-disfarces-2

Compre o livro “A OBRA DA SALVAÇÃO” aqui:
https://clubedeautores.com.br/livro/a-obra-da-salvacao

OBSERVAÇÃO: Nesse site você encontra os volumes da coleção “O Evangelho Sem Disfarces” separados por tema. Basta rolar o mouse para baixo. Meus livros estão todos no link acima.

– Facebook
JP Padilha
– Página 
JP Padilha
– BLOG JP Padilha: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– BLOG “O Evangelho Sem Disfarces”: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/
– YOUTUBE: https://www.youtube.com/@jppadilha7523/featured

A FALÁCIA DA TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO | JP Padilha


“A teologia da substituição é simplesmente uma má notícia tanto para a Igreja quanto para Israel.” (Walter C. Kaiser Jr.)

O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?

A Teologia da Substituição (também conhecida como Teologia do Pacto), como teoria, declara que Israel, como nação, tendo falhado com Deus, foi substituída pela Igreja. Declara ainda que Israel está fora dos planos de Deus e que perdeu seu status de povo eleito de Deus. Assim, de acordo com essa visão herética e estapafúrdia, a Igreja é o verdadeiro Israel de Deus, o que resultaria na transferência de todas as bênçãos profetizadas a Israel pelos profetas judeus para a Igreja.

Isso retira do povo judeu toda e qualquer chance ou direito de ser novamente uma nação soberana na terra de Israel, conforme prometido por Deus aos patriarcas e seus descendentes.

Os dois principais métodos de interpretação teológica quanto à questão “Israel e Igreja” são:

1. A Igreja é a continuação de Israel (Teologia do Pacto / Teologia da Substituição / Amilenismo / Pós-milenismo / Preterismo / Pós-tribulacionismo);

2. A Igreja é um povo separado e distinto de Israel (Dispensacionalismo / Pré-milenismo Futurista / Pré-tribulacionismo).

ALGUMAS PERGUNTAS CRUCIAIS AOS ADEPTOS DA TEORIA DA SUBSTITUIÇÃO:

1 – Como fica o renascimento do atual Estado de Israel?

Para os seguidores da Teologia do Pacto a restauração do moderno Estado de Israel é, assim, um acidente sem nenhuma credencial bíblica. Na visão destes, os cristãos que creem que tal restauração é um ato de Deus, em fidelidade à Sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4.000 anos atrás, estão sendo enganados por Deus. Sendo assim, Deus seria um mentiroso; um enganador. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.

Ao se enveredarem nas teorias da Teologia do Pacto, os adeptos dessas teorias acumulam para si grandes problemas, tais como: a existência contínua do povo judeu durante os séculos, inclusive na terra de Israel, e, especialmente, a restauração do estado atual de Israel.

Se Israel tem sido condenada por Deus, como dizem, e não há nenhum futuro para a nação judaica, como podemos explicar a sobrevivência sobrenatural do povo judeu durante os últimos 2.000 anos apesar de muitas tentativas de destruírem essa nação?

Como podemos explicar o motivo de Israel ter ressurgido como uma nação no século XX depois de não existir por 1.900 anos?

2 – Será que todas as bênçãos prometidas a Israel foram transferidas à Igreja?

As profecias registradas nas Escrituras que tratam das bênçãos a Israel, inclusive quanto a sua restauração, são “espiritualizadas” ou “alegorizadas” e, desta forma, tornam-se promessas de bênçãos “espirituais” de Deus à Igreja. Ou seja, tudo que Deus prometeu a Israel, incluindo o reinado de mil anos de Cristo sobre a terra de Israel, agora passa a ser um reinado alegórico que, na mente dos adeptos da Teologia do Pacto, já estaria se cumprindo.

Essa é a prova inequívoca de que a Teologia do Pacto desafia a lógica. A Teologia do Pacto desafia a lógica em muitas de suas interpretações. Quando submetidas à lógica, muitas de suas “espiritualizações” não fazem sentido. Não importa a maneira que você escolhe para interpretar algumas das coisas que eles ensinam — alegoricamente, espiritualmente etc. — seria bem difícil convencer alguém de que isso é mesmo verdade. Tenhamos como exemplo o reinado de mil anos de Cristo (Ap 20.2-7), o qual eles dizem que já está ocorrendo. Eles afirmam categoricamente que já estamos agora mesmo no reino público de Cristo. Mas as descrições que as Escrituras fazem de Seu reino em poder indicam que Cristo irá governar com vara de ferro (Ap 2.27), e que a justiça irá encher o mundo todo (Is 32.1-19). Além disso, Satanás e seus anjos caídos serão aprisionados no abismo e não conseguirão sair para enganar as nações (Is 24.21-22; Ap 20.1-3). Acrescente-se a isso que o juízo será executado a cada manhã contra os que pecarem (Sl 101.8; Sf 3.5), e também que o reino animal, os leões e ovelhas, se deitarão juntos etc. (Is 11.6; 65.25 etc.).

Será que devemos crer que a justiça reina neste mundo hoje? Ao contrário, a injustiça está em todo lugar! Será que Satanás hoje se encontra mesmo aprisionado? Seu trabalho maligno pode ser visto em cada nação e modo de vida. Será que o juízo realmente cai sobre os que praticam o mal a cada manhã como atestam as Escrituras? (Os teólogos do Pacto poderão “espiritualizar” isto, mas então estariam indo contra seu ensino que afirma que no Antigo Testamento os juízos são literais). E o que dizer do reino animal vivendo em paz? Se eles dizem que o leão e a ovelha estão deitados juntos hoje espiritualmente, o que isso poderia significar?

Não obstante, digamos que, com todas as provas que temos de que a Teologia do Pacto não passa de uma grande heresia, ela esteja certa ao afirmar que Deus transferiu as promessas feitas a Israel para a Igreja. Certo? A pergunta que surge é: As maldições também foram transferidas? Não há resposta!

A ORIGEM DA TEOLOGIA DO PACTO

A teologia da substituição surgiu no seio da Igreja a partir da metade do segundo século d.C. e tem retomado força nos dias atuais devido a influência de alguns reformadores nos meios acadêmicos, ao reconhecimento do curso de teologia pelo MEC e do advento das mídias sociais no rebanho de Cristo.

Ao olharmos para a história da Igreja, vemos que os – assim conhecidos – pais pré-nicenos eram predominantemente pré-milenaristas (dispensacionalistas) em sua compreensão das coisas futuras descritas na Bíblia. Mesmo assim, eles não puderam impedir que a visão antissemita de alguns de seus “líderes” mais proeminentes culminasse na teologia da substituição.

Justino Mártir foi o primeiro a ver a Igreja como o verdadeiro “Israel espiritual” (esse termo nem sequer existe na Bíblia), em torno de 160 d.C. A interpretação de Justino, infelizmente e erroneamente, lançou as bases para a crença crescente de que a Igreja havia substituído Israel.

A razão para tal foi a questão e o problema que o método de interpretação alegórica traz para a vida cristã. Segundo Sergio Alberto Feldman em seu texto “O Judeu Na Patrística: Deicida E Aliado Do Demônio”, “os historiadores cristãos, tais como Eusébio de Cesareia, ao buscarem uma legalidade histórica da ancestralidade do cristianismo para o reconhecimento do império romano, levaram muitos dos ‘Pais da Igreja’ a interpretarem alegoricamente as Escrituras para explicarem a antiguidade cristã” (FELDMAN, 2017, p.147).

A defesa para tal argumento está na interpretação equivocada do texto paulino em Gálatas 4.21-31, onde a questão é a definição da condição de herdeiro do pacto e da Revelação. Mas nos ‘Pais da Igreja’ se define também a antiguidade e a legitimidade dos cristãos como uma religião antiga e consolidada, ou seja, uma religião lícita.

Assim vemos, em alguns autores, uma busca por ascendência que remonta alegoricamente a Abraão e a Moisés, e que coexiste em paralelo com o texto bíblico.

A exegese do método alegórico utiliza tipos ou figuras que servem de molduras para todas as formas de argumentação e de comprovação por serem flexíveis e por não exigirem um estudo aprofundado das Escrituras, em especial das profecias. Isso não significa que as Escrituras não possuam tipos e figuras, mas que todo texto sagrado é interpretado de modo figurativo para se chegar a uma conclusão teológica apropriada. Ao invés de interpretar o texto de forma normal (literal) antes de analisar tipos e figuras dos textos sagrados, os teólogos do pacto não se importam com o que o autor inspirado pelo Espírito Santo está dizendo em primeira instância, isto é, no seu sentido normal ou literal de interpretação, pois esta deve ser a conduta primordial do cristão ao abrir a Bíblia. O resultado do método alegórico de interpretação do texto bíblico serve de base para defender temas e conceitos que os autores inspirados nunca pensaram em fazê-lo. O foco predominante dos teólogos do pacto é minimizar e reduzir o Judaísmo a resquícios arqueológicos e a um emaranhado de anacronismos arcaicos. E essa foi a base de Justino Mártir, por exemplo.

Outra razão para o surgimento e proliferação da Teologia do Pacto é o número crescente de gentios na Igreja de Deus. Como afirmou Don Finto: “O antissemitismo ainda é o mais longo e mais profundo ódio da história humana” (FINTO, 2010, pg.63). Infelizmente a Igreja de maioria gentílica em certos momentos, por meio de alguns de seus líderes mais ilustres, sucumbiu ao veneno do antissemitismo.

João Crisóstomo, no final do século III, início do século IV, quando pregou as oito “Homilias Contra os Judeus”, violou o caráter do povo de Deus, apresentando-os como homicidas, gananciosos, imorais e delinquentes. João Crisóstomo exclamou: “Quanto a mim, eu odeio sinagogas… Eu odeio os judeus”.

Martinho Lutero se tornou inimigo dos judeus no final de sua vida, e seu sentimento de anti-semitismo pode ser visto em um de seus escritos:

"Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas... Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados... Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte... Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem... Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão no debulhador, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade ... Portanto, fora com eles... Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus". ("Concerning the Jews and their lies" - por Martinho Lutero).

Como se pode ver, a mente de Martinho Lutero, por consequência da Teologia do Pacto que permeou a cristandade em seu tempo e se alastrou pelo mundo até o século 19, era completamente cega quanto ao futuro profetizado para Israel na Bíblia. Lutero não tinha nenhuma compreensão sobre as dispensações das Escrituras e os desdobramentos delas.

Gerard Kittel, um alemão estudioso do Novo Testamento, publicou um livro em 1933 sobre “A Questão do Judeu”. Seu conselho? Que eles deveriam aceitar qualquer discriminação e difamação, visto que são cidadãos de segunda classe, cujo destino é vagar “inquietamente e sem teto sobre a face da terra” (apud FINTO, 2010, pg.69-70).

AGOSTINHO E O PAPEL DOS JUDEUS NA HISTÓRIA

Agostinho de Hipona é, em muitos sentidos, um dos maiores entre os ‘Pais da Igreja’. A dimensão de sua obra e a longevidade de sua influência perpassam toda a história da Igreja, ressoando até na dissidência luterana e calvinista do século 16. Autor de uma imensa e densa obra teológico-filosófica, sintetiza e define conceitos que constituirão uma efetiva longa duração. Dentro da sua concepção da história, confere um papel ao judeu que terá importância vital na continuidade judaica na Alta Idade Média. A sua forte identidade teológica com Paulo fez com que ele adotasse certa dose de ternura aos “cegos e teimosos judeus”. Agostinho não utiliza a agressiva terminologia e nem incide na satanização dos judeus, como fizera João Crisóstomo. É extremamente crítico aos receptores da Revelação e condena os judeus apenas por sua cegueira em não reconhecer Cristo na sua encarnação, não se convertendo à verdadeira fé. Todavia, Agostinho reconhece os judeus como povo terrenal de Deus, o qual ainda tornará a ser o centro do mundo e da história.

Para Feldman, “Agostinho precisa dos judeus na construção de sua teologia (…). Para Agostinho e para a Cristandade, a condição do povo judeu de receptor da Revolução contida no Antigo Testamento era condição sine qua nom para validar o Novo Testamento. As previsões ou profecias contidas na Bíblia Hebraica eram o trailer da vinda de Cristo. Sem o primeiro “andar judaico” (AT) não haveria o “prédio cristão”, ou seja, a exegese cristã concebia uma continuidade dos dois testamentos. Inúmeras passagens dos profetas judaicos são consideradas previsões da encarnação de Cristo. Anular a revelação da Lei mosaica e das profecias contidas na Bíblia Hebraica seria desmontar o Cristianismo. Agostinho teve de inserir os judeus na sua concepção religiosa e histórica, visto serem antecessores da fé cristã (apud Feldman, 2008) (…). Agostinho nunca propôs a destruição dos judeus. Ele concilia a política judaica com a fé ao adequar ambas” (FELDMAN, 2017, pg. 155-157).

A IGREJA ASSUMIU O LUGAR DE ISRAEL?

Até aqui ouvimos os comentários de homens, mas é a Bíblia Sagrada que nos dará a resposta: A Igreja assumiu o lugar de Israel? Não! Pelo simples fato de que Israel e Igreja são duas instituições criadas por Deus de forma particular e distinta. Portanto, as promessas e profecias são particulares e direcionadas a cada uma delas – Israel e Igreja. A criação de Israel se encontra em Êxodo 19 e 20. A criação da Igreja se encontra em Atos 2.

O Senhor Jesus Cristo é apresentado como o Rei de Israel, o Juiz das nações e o Senhor e Cabeça da Igreja:

1. Cristo, o Rei de Israel – Mateus 2.1-2: “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo”.

2. Cristo, o Juiz das Nações – Isaías 2.4: “E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear”.

3. Cristo, o Senhor da Igreja – Efésios 4.4-6: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”.

4. Cristo, a cabeça da Igreja – Colossenses 1.18: “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.

O QUE É ISRAEL?

Uma nação criada por Deus em promessa aos Patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, com propósitos claros e definidos, como encontramos em Isaías e Romanos (Is 43.1,7,10,12,14-15; Rm 9.4-5).

Jeremias declara que Israel “jamais deixará de ser uma nação” (Jeremias 35-37). Em apenas um sermão, o apóstolo Paulo se refere três vezes a Israel como uma entidade ininterrupta (At 13.17,23,24).

E sobre os doze portões da Jerusalém Celestial estão escritos os nomes das “12 tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 21.12). Junte-se a isso os nomes dos “12 apóstolos do Cordeiro” nos fundamentos (Apocalipse 21.14).

Deus escolheu Jerusalém, dizendo: “Porei o meu nome nela para sempre” (2Rs 21.7; 2Cr 33.7).

O QUE É A IGREJA?

Foi edificada pelo Messias – Mateus 16.18: “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Rocha edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Esta promessa só se cumpriu em Atos 2, com a descida do Espírito Santo. Jesus já havia vaticinado que era necessário que Ele morresse, ressuscitasse, fosse glorificado e subisse ao Céu para que Ele enviasse o Espírito da verdade e, só assim, a Igreja viria a ser inaugurada (Jo 7.39).

É a união de judeus e gentios que creem em Jesus como o Messias – Efésios 2.11-14: “Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio”.

Esta comunidade é chamada "Corpo de Cristo" (Rm 12.5; Ef 1.22-23; 4.12; 1Co 12.12-13).

A igreja é a composição de todos os salvos escolhidos de Deus, os quais estão espalhados pelo mundo (At 9.31; 1Co 6.4; Ef 1.22; Cl 1.18).

SEMELHANÇAS ENTRE ISRAEL E IGREJA

1 – Ambos os povos são chamados “povo eleito” de Deus (Is 45.4; Mt 24.31; 1Pe 1.2);
2 – Ambos são chamados “povo adquirido/especial”, separado do mundo (Lv 20.24-26; Dt 14.2; Tt 2.14; 1Pe 2.9);
3 – Ambos seriam odiados e perseguidos pelo mundo até a morte (Sl 119.161; 143.3; Mt 24.9; Jo 15.20; 17.14);
4 – Ambos seriam chamados à santidade (Lv 20.7; 1Pe 1.15).

DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E IGREJA

À Israel são prometidos um país e uma cidade (Jerusalém). À Igreja é prometido um lar no Céu. Israel será governada pelo Messias. Essa nação (Israel) reconhecerá o Messias pela primeira vez no tempo de sua Segunda Vinda após a Tribulação. A Igreja chegará do céu com Ele em sua segunda vinda, visto que esse povo (Igreja) terá sido arrebatado 7 anos antes da Tribulação e voltará com Cristo para reinar sobre a terra somente após o período da Tribulação, em triunfo (Zc 14.4-5 e Jd 1.14), como sua noiva, ao seu lado. Israel sofrerá os horrores da Tribulação (Mt 24). A Igreja não passará pela Tribulação, mas será arrebatada nos ares antes da Tribulação que cairá sobre a terra (1Ts 4.17; Ap 3.10). Os judeus serão súditos na terra durante o reino milenar de Cristo. Os cristãos NÃO serão súditos na terra, mas reinarão do Céu com Cristo sobre a terra, por mil anos. Israel é o povo terrenal de Deus. A Igreja é o povo celestial de Deus. À Israel é prometido bênçãos terrenas. À Igreja é prometido bênçãos celestiais.

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blogger do livro "O Evangelho Sem Disfarces" e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

Será que a Teologia do Pacto prova que Israel e Igreja são a mesma coisa? | JP Padilha


Quando abrimos a Bíblia, vemos que a Igreja surgiu no dia de Pentecostes (At 2). No entanto, adeptos da Teologia do Pacto insistem que a Igreja já existia no Velho Testamento e que agora, no Novo Testamento, a Igreja passou a ser o “Israel espiritual”, tomando para si, de forma espiritual, as bênçãos terrenas prometidas a Israel no Velho Testamento. Há alguns dias me deparei com um artigo de um site cujo título era "Vinte Provas de que a Igreja existia antes de Pentecostes". Eu diria que ficaria melhor se o título fosse "Vinte provas de que o autor não entendeu o que é a Igreja".

Precisamos de apenas duas coisas para entender que a Igreja não existia no Antigo Testamento, nem mesmo nos dias em que o Senhor Jesus esteve na terra (visto que os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são de conteúdos basicamente judaicos): Primeiro, ler Mateus 16.18, onde Jesus disse: "Sobre esta pedra EDIFICAREI a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Segundo, aprender a conjugar os verbos e diferenciar seus tempos. Por exemplo: O verbo Edificar, no futuro do presente simples, é “eu edificarei”, “tu edificarás”, “ele edificará”, “nós edificaremos”, “vós edificareis”, “eles edificarão”. Alguém que não tenha faltado a essa aula na escola saberá a diferença entre o que Jesus disse (edificarei” a minha Igreja) e o que ele NÃO disse (“edifiquei” a minha Igreja). Os seguidores da Teologia do Pacto acham que ouviram assim: “edifiquei a minha Igreja”.

A dificuldade do autor que escreveu o artigo supracitado, assim como a de todos os adeptos da herética Teologia do Pacto, ocorre por ele não conhecer as diferentes dispensações e maneiras de Deus tratar com o homem ao longo do tempo. Por exemplo, ele certamente não percebeu que os israelitas nunca chamavam a Deus de Pai e nem possuíam promessa e esperança de habitar no Céu. Tudo girava em torno de viver num Reino na terra. As promessas feitas a Israel são de bênçãos terrenas, não celestiais. Deus prometeu a Israel que voltará a estabelecer seu reino público sobre Israel por mil anos, e Ele irá cumprir esta promessa porque Ele não é mentiroso.

Sem entender que Deus não falhará em nenhuma promessa feita a Israel, e que no presente momento os judeus estão apenas por um tempo deixados de lado enquanto Deus reúne uma noiva (Igreja) para o seu Filho, o autor do artigo e os seguidores da Teologia do Pacto não entendem que nos evangelhos os discípulos eram judeus, vivendo como judeus e esperando o estabelecimento do reino na terra. Os dois que encontram Jesus no caminho de Emaús deixam muito claro isso. Nem aqueles dois discípulos e nem os onze apóstolos sabiam o que era a Igreja, visto que a Igreja era um mistério ainda não revelado.

E aqui temos mais uma vez um problema causado pela dificuldade com a linguagem e o vocabulário, além dos verbos que já mencionei. O dicionário traz a palavra "mistério" como algo que é secreto, escondido, não divulgado, enfim, um segredo. Ora, então, quando Paulo diz que recebeu um mistério é válido entender que ninguém sabia disso antes, pois foi uma revelação exclusiva. E se lermos as epístolas iremos descobrir que Paulo fala de pelo menos nove mistérios aos quais lhe foi dado o privilégio de conhecer de primeira mão:

1. O mistério do evangelho da graça de Deus (Rm 16.25-26);
2. O mistério do endurecimento de Israel por um tempo (Rm 11.25-27);
3. O mistério do arrebatamento e da ressurreição do corpo de Cristo (1Co 15.51-53);
4. O mistério do um só corpo, a Igreja (Ef 3.1-9);
5. O mistério da cidadania ou vocação celestial do crente no corpo de Cristo (Ef 1.3; Fp 3.20-21);
6. O mistério do propósito de Deus de reunir todas as coisas em Cristo na dispensação da plenitude dos tempos (Ef 1.9-10);
7. O mistério da graça de Deus (Rm 6.14);
8. O mistério da identificação do crente com Cristo (1Co 15.1-4);
9. O mistério da iniquidade (2Ts 2.6-12).

O autor do texto argumenta que o fato de Jesus ter se referido aos seus como "rebanho" e o mesmo termo ser encontrado nas epístolas dos apóstolos significaria tudo a mesma coisa. Ele está errado. Muito errado! Esse rebanho se refere a todo um conjunto de seres vivos que sejam conduzidos por alguém, seja um pastor, quando são ovelhas ou cabras, seja um vaqueiro, quando se trata de bovinos. Sendo assim, Deus tem sim um rebanho de Israelitas e um rebanho que é a Igreja andando na terra sob a autoridade do mesmo Pastor.

Mas, como já fora dito, neste momento o Pastor está cuidando do rebanho Igreja. E o rebanho Israel? Paulo explica de como eles seriam deixados de lado por um período:

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados" (Romanos 11.25-27).

A expressão "quando eu tirar os seus pecados" denota que a Igreja NÃO é a continuidade de Israel, mas uma entidade distinta, pois Deus ainda irá tratar com Israel no futuro, que é o tempo também citado no versículo 31: "Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem [no futuro] misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada" (Rm 11.31).

Um dos vinte argumentos do autor em seu cômico artigo é que "Eles tinham poder do Espírito Santo antes de Pentecostes". Sim, eram revestidos de poder como eram também os santos do Antigo Testamento, porém, ocasionalmente e para algum propósito especial, e não eram selados com o Espírito Santo. Todavia, o evangelho deixa claro:

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado" (João 7.39).

Em conexão a isso, temos outra passagem que também não é compreendida por quem faltou às aulas de conjugação verbal. Se tivesse estudado, saberia diferenciar algo ainda futuro: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós." (João 14.16).

A descida do Espírito Santo para formar a Igreja dependia de Jesus ser antes glorificado, o que só aconteceu após a ressurreição e ascensão ao Céu. Quanto aos outros argumentos do autor “reformado”, nem há o que comentar porque estão todos igualmente errados. Mas tem um argumento que é até curioso e que ele apresenta como "prova" de que a Igreja já existia no Velho Testamento: "Eles tinham um tesoureiro antes de Pentecostes" (???).

O site ao qual me refiro só publica doutrina “reformada”, o que significa que seus autores seguem a Teologia do Pacto e, portanto, não entendem a diferença entre Israel e Igreja, entre esperança terrena e esperança celestial, entre o reino na terra e o Céu, etc. Uma boa leitura para entender isso é o livro 
"Teologia do Pacto ou Dispensações", de Bruce Anstey, que pode ser baixado grátis no link abaixo em formato e-book, ou adquirido na editora Clube de Autores em formato impresso.

Consulte o SUMÁRIO aqui:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/07/sumario-igreja-nao-e-israel.html

Link do livro e-book “Teologia do Pacto ou Dispensações”:
https://acervodigitalcristao.com.br/produto/teologia-do-pacto-ou-dispensacoes/

Link do livro impresso “Teologia do Pacto ou Dispensações”:
https://clubedeautores.com.br/livro/teologia-do-pacto-ou-dispensacoes

– JP Padilha | Livro: O Evangelho Sem Disfarces – Volume 1 – A identidade e o funcionamento da Igreja segundo a Bíblia
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

Compre o Volume 1 impresso aqui:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-evangelho-sem-disfarces-volume-4

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...