O Natal veio do Paganismo – Provas na história e na Bíblia | JP Padilha
• Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".
• Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima): "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo (Gn 40.20; Mt 14.6)".
Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4º). Somente no século 5º foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.
Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do NASCIMENTO de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, nem nos deixaria sem nenhuma menção a esta comemoração em toda a Bíblia. Ao invés de envolvermo-nos numa festa de origem não encontrada na Bíblia, mas somente no paganismo, somos ordenados a adorar a Deus, a relembrar biblicamente a MORTE do nosso Salvador e a biblicamente pregar esta MORTE e seu significado, a vitoriosa RESSURREIÇÃO do nosso Salvador, o ARREBATAMENTO nos ares quando o Senhor vier nas nuvens para buscar Sua Igreja, Sua próxima VINDA gloriosa para reinar com a Igreja dos céus, sua mensagem de SALVAÇÃO para os que crêem verdadeiramente e a mensagem de PERDIÇÃO para os que não são crentes verdadeiros.
1. JESUS NÃO NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO
Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho" (Lucas 2.8). Isso jamais poderia acontecer na Judéia durante o mês de dezembro. Nesta época do ano, os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava – tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia mesmo prova, em Cantares 2.1 e Esdras 10.9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noites no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lc 2.1).
2. COMO A FESTA DO NATAL SE INTRODUZIU NAS IGREJAS?
The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal:
"Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.
As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitarem como cristã essa festividade pagã.
A Saturnália era um festival da Antiga Roma em honra ao deus Saturno, que ocorria em 17 de dezembro no Calendário juliano e mais tarde se estendendo com festividades até 25 de dezembro. O feriado era celebrado com um sacrifício no Templo de Saturno, no Fórum Romano, com um banquete público, seguido de troca de presentes em privado, festa contínua e uma atmosfera de carnaval que derrubava as normas sociais romanas.
Sem mais delongas, a maior influência para o surgimento das festas natalinas com caráter cristão é a festividade de Brumália. Assim como a festa da Saturnália, que deu início a tudo isso, o festejo da Brumália ocorria no mesmo período do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte, ou seja, dezembro. Com a chegada do Solstício, as noites ficam mais curtas e os dias mais longos. Por isso, uma das festas pagãs que originaram a farra do Natal é a Brumália, que é o "Nascimento do Sol Invicto" ou Deus-Sol.
Brumália é posterior à Saturnália, que ocorria entre 17 e 24 de dezembro, em homenagem ao deus Saturno da mitologia romana, o deus da agricultura, da abundância e da riqueza, que tem tudo a ver com o renascimento da natureza com a aproximação da Primavera.
A Saturnália era comemorada com banquetes, danças, visitas aos amigos e entrega de presentes. Já na Brumália acendiam-se velas e fogueiras para esperar o nascer do Sol, incentivando-o para que restabelecesse sua força. E assim foram se misturando os ritos entre si até chegarmos ao que hoje é conhecido como “Natal”.
Os cristãos passaram a celebrar o nascimento de Cristo somente a partir do século IV e o Papai Natal ou Noel foi incorporado apenas no século XIX.
Tenhamos em mente que o mundo romano era totalmente pagão. Antes do século 4º, os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4º), que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal costume aquela festa idólatra de 25 de dezembro (Brumália). Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la. O artigo já citado da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4º (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.
Foi assim que o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas nem por isso ela deixará de ser lebre.
A Enciclopédia Britânica diz:
"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios idólatras e adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto".
3. A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL
O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10.9). Para combater a ordem de espalhar-se, Nimrode fez o seguinte:
– Criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
– construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
– fundou Nínive e muitas outras cidades;
– organizou o primeiro reino deste mundo.
A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.
Nimrode era tão pervertido que se casou com sua própria mãe, cujo nome era Semiramis. Depois de prematuramente morto, sua mãe-esposa propagou a perversa doutrina da reencarnação de Nimrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que, em cada aniversário de seu natal (nascimento), Nimrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal.
Semiramis se converteu na "rainha do céu", e Nimrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Nimrode também se tornou um falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a mãe e o filho (Semiramis e Nimrode encarnados em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração de "a Madona e Seu Filho" (o par "mãe influente + filho poderoso e obediente à mãe") se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por mais surpreendentemente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona", da Mariolatria, muito antes do nascimento de Jesus Cristo! Isso mesmo. A adoração a Rainha do Céu já existia muito antes de Maria, esposa de José.
Nos séculos 4º e 5º os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome de “cristãos”. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.
A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.
Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a Igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo, nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11.24-26; Jo 13.14-17).
4. OUTROS COSTUMES PAGÃOS NO NATAL: GUIRLANDA, VELAS E PAPAI NOEL
A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "A guirlanda remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã".
Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.
PAPAI NOEL é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5º. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, págs 648-649, diz:
"São Nicolau era o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro. Conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre. A lenda teve sua origem no costume de dar presentes em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau...".
Os pais castigam a seus filhos por dizerem mentiras. Porém, ao chegar o Natal, eles mesmos se encarregam de contar-lhes a mentira de "Papai-Noel", dos "Reis Magos" e do "Menino Deus"! Por isso não é de se estranhar que, ao chegarem à idade adulta, também creiam que Deus é um mero mito. – Muitas crianças, sentindo-se tristemente desiludidas ao conhecerem a verdade acerca do Papai Noel, comentam com os amiguinhos: "Sim, também vou me informar acerca do tal Jesus Cristo"!
É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse: "... nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo" (Lv 19.11).
Ainda que à mente humana pareça bem e justificado, Deus, porém, disse: "Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte" (Pv 16.25).
Estudados os fatos, vemos com assombro que o costume de celebrar o Natal, em realidade, não é costume cristão, mas, sim, PAGÃO. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído!
5. O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?
As falsas religiões sempre utilizaram a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria:
"Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram" (Oséias 4.13).
"Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti" (Deuteronômio 16.21).
Essas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O pinheiro – símbolo natalino – possui a mesma conotação.
6. É BÍBLICA A TROCA DE PRESENTES NO NATAL?
Biblioteca Sacra, vol. 12, págs 153-155: "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a copiaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o Conselho de Tertuliano". O costume de trocar presentes com amigos e parentes durante a época natalina não tem absolutamente nada a ver com o Cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem o honra! (Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos?... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar?... Não parece absurdo deste ponto de vista?... Além do mais, Natal e aniversário são a mesma coisa e possuem a mesma origem).
Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar o que deveriam, a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, durante janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão a Cristo e Sua obra, não voltam à normalidade até março.
Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2.1,11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu:
"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magoS vieram do oriente a Jerusalém, ... E, entrando na CASA, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra".
7. POR QUE OS MAGOS LEVARAM PRESENTES A CRISTO?
A maioria das pessoas, incluindo crentes professos, quando olha para Mateus 2.1-16, pensa que os magos deram presentes a Jesus por conta de seu nascimento. Porém, isso se trata de uma total falta de interpretação textual. Oras, os magos chegaram em Belém muitas semanas ou meses depois do seu nascimento (Mt 2.1-16). Ao contrário do que mostram os presépios, Jesus já estava em uma “CASA” (Mt 2.1,11), não em uma estrebaria.
Porventura os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a CRISTO. Mas, qual a motivação desses presentes? Seu nascimento? NÃO.
O mencionado comentário bíblico de Adan Clarke, vol. 5, pág. 46, diz: "Versículo 11 ("ofereceram-lhe presentes"). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com frequência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul”. Aí está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume oriental que consistia em levar presentes ao rei ao apresentarem-se a ele. Não se tratava de presente de aniversário. Não existe aniversário entre judeus ou cristãos na Bíblia. Os magos foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus. Portanto, levaram oferendas, da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado. O costume de trocas de presentes de Natal nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus. É apenas a continuação de um costume pagão. Nem judeus, nem cristãos jamais são encontrados comemorando aniversário e trocando presentes na Bíblia. Não vemos nas Escrituras ninguém dentre o povo de Deus que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo (Gn 40.20; Mt 14.6).
8. UM "NATAL CORRIGIDAMENTE CRISTÃO" PODERIA REALMENTE HONRAR A CRISTO?
Há pessoas que insistem que, apesar das raízes do Natal estarem no paganismo, agora elas não observam o Natal para honrarem um falso deus, o deus sol, mas usam a data para honrarem a Jesus Cristo. Todavia, assim diz Deus: "Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as... e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: 'Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu’. Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que Ele odeia, fizeram eles a seus deuses..." (Deuteronômio 12.30-31). "Assim diz o SENHOR: 'Não aprendais o caminho dos gentios... porque os costumes dos povos são vaidade...'" (Jeremias 10.2-3).
Deus disse claramente que não aceitará este tipo de adoração. Ainda que esse tipo de festa ou culto tenha hoje a intenção de honrá-lo, teve origem pagã e, como tal, é abominável e honra não a Ele, mas sim aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que o honremos "como nos orienta a nossa própria consciência" – "Deus é Espírito; e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4.24).
O que é a verdade? Jesus disse que a Sua palavra, a Bíblia, é a verdade (Jo 17.17). E a Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão: "Mas em vão me adoram, ensinando doutrina que são preceitos dos homens" (Mateus 15.9).
A comemoração do Natal é uma tradição de homens e isso não agrada a Deus: "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mateus 15.6).
“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens... BEM INVALIDAIS A PALAVRA DE DEUS PARA GUARDARDES A VOSSA PRÓPRIA TRADIÇÃO... A QUAL VÓS MESMOS ORDENASTES POR CONTA PRÓPRIA" (Marcos 7.6-13).
"Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que Ele odeia, fizeram eles a seus deuses..." (Deuteronômio 12.31). Não podemos honrar e agradar a Deus com elementos de celebrações pagãs!
9. ESTAMOS NA BABILÔNIA, SEM O SABERMOS
Nem precisamos pensar demais. Quem poderia deixar de notar a repugnante exacerbação de comercialismo, idolatria e total pseudo-caridade por detrás do "Natal"? O que Deus tem a nos dizer sobre isso? Devemos "adaptar e corrigir o erro"? Ou devemos praticar "tolerância zero e separação total"? A Bíblia nos ordena a optar pela segunda opção:
"Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas" (Apocalipse 18.4). Esta ordem está se referindo à falsa Igreja, chamada “grande Babilônia”, representada pelo sistema religioso denominacional que conhecemos hoje (Cf. Ap 18). Devemos nos separar do denominacionalismo religioso e voltarmos à simplicidade do evangelho, congregando somente ao nome do Senhor, como Ele nos ensinou no princípio (Mt 18.20). Não devemos nos congregar em torno do nome de uma organização religiosa, mas tão somente em torno do nome do Senhor Jesus Cristo. Este é o primeiro passo para não mais cairmos na tentação de nos enredarmos nas tradições dos homens que corrompem fraudulosamente o evangelho de Cristo, o qual é um só (Gl 1.6-10).
10. AFINAL, A BÍBLIA MOSTRA QUANDO JESUS NASCEU?
Deus não nos revelou o dia em que Jesus nasceu. Ao contrário disso, Ele ocultou esta data de nós. Não há registro algum na Bíblia de quando Jesus nasceu. Nada é dito sobre o dia específico de seu nascimento. Teria Deus ocultado a data do nascimento de Cristo em vão? Toda vez que Deus quer revelar a data de algo ou do nascimento de alguém nas Escrituras, Ele o faz com precisão: A Lei de Deus exclui a possibilidade de alguém dizer honestamente: “O natal que eu comemoro é o nascimento do verdadeiro Cristo”. Debater sobre a época certa do nascimento do Senhor acaba sendo um motivo para justificar a farra natalina em qualquer data.
Quando Deus quer revelar uma data na Bíblia, isso fica registrado na Escritura. Ex: “Depois disso, sucedeu que, no ano trinta e sete do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no mês duodécimo, aos vinte e sete do mês, Evil-Merodaque, rei de Babilônia, libertou, no ano em que reinou, a Joaquim, rei de Judá, da casa da prisão” (2 Reis 25.27).
No entanto, nós não temos nenhuma referência bíblica do natalício de Cristo. Isso não estaria ocultado para nossa instrução?
O que podemos constatar é que Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, a qual acontecia a cada ano, no final do sétimo mês (Iterem) do calendário judaico, que corresponde [mais ou menos, pois o calendário deles é lunar-solar; o nosso é solar] ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas) significava Deus habitando com o Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto, dias em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo (Lv 23.39-44; Nm 8.13-18 ).
Em João 1.14 ("E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade") vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é Skenoo (Tabernáculo). Devemos ler "E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, e...". A festa dos Tabernáculos cumpriu-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7.14) que significa "Deus conosco". Em Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, como também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26.2; 1Co 5.7), e a festa do Pentecostes, quando Cristo ascendeu aos céus e enviou o Espírito Santo a todos os que estavam predestinados a serem salvos na dispensação da Igreja. A partir dali, Deus acrescentava à Igreja todos aqueles que estavam preordenados à salvação (At 2.47; 13.48).
– JP Padilha
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QUEM SÃO AS DUAS TESTEMUNHAS DE APOCALIPSE? | JP Padilha
Costumo receber com frequência mensagens perguntando se as duas testemunhas de Apocalipse seriam Enoque, Moisés, Elias ou algum outro personagem da Bíblia. Alguns também acham que seriam dois grupos de pessoas ou até dois conceitos ou formas de se testemunhar. O fato de serem duas tem a ver com o testemunho, o qual na Bíblia exige um mínimo de duas pessoas para ser dado: "Pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato" (Deuteronômio 19.15).
Nos primeiros séculos da existência da Igreja na terra, os dois candidatos mais fortes para o cargo eram Enoque e Elias, já que eles não experimentaram a morte e, segundo alguns, iriam voltar de algum lugar onde estivessem para essa última missão na qual morreriam para depois serem ressuscitados.
A passagem de Apocalipse que descreve os sinais que farão diz que "estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem" (Apocalipse 11.6). Isso coloca na lista de candidatos Moisés e Elias, pois foram sinais que eles fizeram quando estavam na terra.
Alguns dentre os adeptos da herética Teologia do Pacto, que não conseguem diferenciar a Igreja de Israel, acreditam serem dois cristãos por não entenderem que a Igreja só aparece do capítulo 1 até o final do capítulo 3 de Apocalipse, quando se dá o arrebatamento – tipificado pela chamada de João para subir ao Céu – e só volta a aparecer no final do livro. Maior parte de Apocalipse está tratando de Israel e do mundo. Do capítulo 6 ao 18 de Apocalipse, a Igreja não é mencionada. O termo comum no Novo Testamento para “Igreja” é ekklēsia. Esse termo é usado dezenove vezes em Apocalipse 1–3 com relação à Igreja histórica do primeiro século. A palavra “Igreja” aparece apenas mais uma vez no epílogo do livro (Ap 22.16).
A Wikipedia diz que algumas seitas dão a personagens eminentes em seu meio a honra de serem essas duas testemunhas. Para os adventistas, seriam Uriah Smith e Ellen G. White; para os mórmons seriam dois profetas daquela seita em missão aos judeus, possivelmente dois membros do alto escalão daquela religião ou até mesmo o falso profeta Joseph Smith e seu irmão Hyrum Smith.
Mas a resposta para esta dúvida é muito simples: A Bíblia simplesmente não revela quem seriam essas duas testemunhas. Portanto, qualquer especulação não poderá ser verificada até o dia em que elas se manifestarem. Neste caso, os salvos por Cristo da presente dispensação não estarão mais na terra e assistirão a tudo isso de camarote a partir do Céu.
AS DUAS TESTEMUNHAS
Muitos pensavam que, uma vez que o profeta Malaquias disse que Deus iria enviar "Elias, o profeta, antes do grande e terrível Dia do Senhor" (Malaquias 4.5), e que ele e Moisés (uma vez que eles estavam juntos no Monte da Transfiguração – Mt 17.3) retornariam pessoalmente como testemunhas na Terra durante a Grande Tribulação, isso significaria que as duas testemunhas supracitadas seriam eles. Esta é uma interpretação bastante coerente, embora não possamos afirmar peremptoriamente ser eles as duas testemunhas, pois a Bíblia não o diz.
O capítulo 11 de Apocalipse deve ser interpretado literalmente, e não como “figuras”, significando que elas devem ser entendidas como “símbolos”. Se não for assim, poderemos chegar a algumas ideias bastante fantasiosas de como as coisas acontecerão no fim dos tempos.
A interpretação ortodoxa da Bíblia indica um cumprimento literal das Escrituras. Isso não significa que toda palavra ou frase encontrada na Bíblia seja literal, mas que o cumprimento dessas coisas será literal.
O Espírito de Deus usa muitas figuras e símbolos na Palavra para simbolizar coisas que são literais. Por exemplo, a Escritura fala de "o sol" não brilhando e "as estrelas" caindo do céu (Mt 24.29). Isso não pode ser entendido literalmente. Se o sol parasse de brilhar, toda a vida na Terra morreria. Além disso, a maioria das estrelas são milhares de vezes maiores do que a Terra. Se uma delas fosse cair na Terra, esta seria destruída imediatamente.
Essas coisas são, obviamente, simbólicas. Elas têm a finalidade de mostrar que a grande apostasia que o Anticristo trará resultará no afastamento da verdade e da luz divina (o sol) para bem longe dos homens, e que muitos líderes dentre os homens (as estrelas) irão sucumbir à escuridão espiritual e não mais temerão a Deus. Estas são coisas literais que acontecerão.
W. Scott escreveu: “Sobre a questão do número 2 de testemunhas, inúmeras hipóteses têm surgido, tal como os dois Testamentos, a Lei e o Evangelho da Graça, Huss e Jerome, os Valdenses e os Albigenses, etc”. Todavia, nenhuma dessas teorias contém resquício de uma exegese consistente com a interpretação histórico-gramatical (literal) do texto sagrado.
Outros, demonstrando mais razão e com aparente sanção da Escritura, supõem que Moisés e Elias são as duas testemunhas, citando Malaquias 4.4-5 como prova de sua afirmação. A frase do versículo 4 desta passagem, “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo”, não implicaria na presença pessoal do grande legislador nas cenas dos últimos dias; enquanto que no versículo 5 parece realmente uma declaração expressa de que o distinguido profeta Elias deve novamente aparecer na Palestina: “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”. Embora este texto da Bíblia não seja o melhor para provar que as duas testemunhas poderiam ser Moisés e Elias, a visão de que sejam estes dois homens as duas testemunhas de Apocalipse é mais lúcida e combina com o contexto do remanescente judeu fiel que encontramos pregando o evangelho do Reino e sendo martirizado na Grande Tribulação. Abaixo teremos provas suficientes de que estamos, de fato, lidando com um texto que fala de duas testemunhas reais, pertencentes ao povo judeu que será salvo na Grande Tribulação.
DUAS TESTEMUNHAS REAIS – LITERAIS
Apesar de algumas interpretações simbólicas tentadoras sobre as duas testemunhas de Apocalipse 11, temos razões suficientes para acreditarmos que as duas testemunhas de Apocalipse são literalmente duas pessoas reais, pertencentes ao remanescente judeu fiel.
“E darei autoridade às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra” (Apocalipse 11.3-4).
A conexão entre esta visão dos dois pregadores e a passagem anterior (vv. 1-2) deve ser clara. Eles estão entre as testemunhas singulares de Deus que proclamarão Sua mensagem de julgamento durante os estágios finais da destruição de Jerusalém pelos gentios – e pregarão o evangelho do Reino para que o remanescente judeu possa crer e desfrutar da proteção de Deus.
“Testemunhas” é o plural de martus, de onde deriva a palavra inglesa mártir , visto que muitas testemunhas de Jesus Cristo na Igreja primitiva pagaram o preço da pregação com suas vidas. Como esta palavra é sempre usada no Novo Testamento para se referir a pessoas, as duas testemunhas devem ser pessoas reais, não movimentos ou grupo de pessoas, como alguns comentaristas têm sustentado. Há duas testemunhas literais aqui porque a Bíblia exige o testemunho de duas pessoas para confirmar um fato ou verificar a verdade (Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28).
Será sua responsabilidade profetizar. Profecia no Novo Testamento não se refere necessariamente a prever o futuro. Seu significado principal é "falar", "proclamar" ou "pregar" a Palavra de Deus. As duas testemunhas proclamarão ao mundo que os desastres que ocorrerão durante a última metade da Tribulação são os julgamentos de Deus. Elas alertarão que o derramamento final do julgamento de Deus e o tormento eterno se seguirão. Ao mesmo tempo, pregarão o evangelho do Reino, chamando as pessoas ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo. O período de seu ministério é de mil duzentos e sessenta dias (1.260 dias), os últimos três anos e meio da Tribulação, quando as forças do Anticristo oprimem a cidade de Jerusalém (v. 2) e muitos judeus se abrigam no deserto (Ap 12.6 – a Mulher de Apocalipse 12 é Israel). O fato de serem pregadores de fato e não símbolos de instituições ou movimentos é indicado pela descrição de suas vestimentas e comportamento que se segue.
VESTIDAS DE SACO? (11.3b)
O pano de saco era um tecido áspero, pesado e grosseiro, usado nos tempos antigos como símbolo de luto, angústia, pesar e humildade. Jacó vestiu-se de pano de saco quando pensou que José havia sido morto (Gn 37.34). Davi ordenou que o povo se vestisse de pano de saco após o assassinato de Abner (2Sm 3.31), e ele mesmo o usou durante a praga que Deus enviou em resposta ao seu pecado de numerar o povo (1Cr 21.16). O rei Jeorão usou pano de saco durante o cerco de Samaria (2Rs 6.30), assim como fez o rei Ezequias quando Jerusalém foi atacada (2Rs 19.1). Isaías (Is 20.2) e Daniel (Dn 9.3) também usaram pano de saco.
As duas testemunhas vestirão pano de saco como uma lição objetiva para expressar sua grande tristeza pelo mundo miserável e incrédulo, atormentado pelos julgamentos de Deus, dominado por hordas de demônios e povoado por pessoas perversas e pecadoras que se recusam a se arrepender. Elas também lamentarão a profanação do Templo, a opressão de Jerusalém e a ascensão do Anticristo.
“Estas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra” (v. 4).
A questão de quem seriam as duas testemunhas tem intrigado estudiosos da Bíblia ao longo dos anos, e inúmeras possibilidades têm sido sugeridas. João as identifica simplesmente como as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da Terra. Essa descrição enigmática é extraída de Zacarias 4.1-14.
A profecia de Zacarias prevê a restauração de Israel no Milênio (Zc 3.8-10). As oliveiras e os candelabros simbolizam a luz do reavivamento em Jerusalém, visto que o azeite de oliva era comumente usado em lâmpadas. A conexão das lâmpadas às árvores visa representar um suprimento constante, espontâneo e automático de óleo fluindo das oliveiras para as lâmpadas. Isso simboliza a verdade de que Deus não trará a bênção da salvação pelo poder humano, mas pelo poder do Espírito Santo (Zc 4.6). Assim como Josué e Zorobabel, as duas testemunhas liderarão um reavivamento espiritual em Israel, culminando na construção de um Templo. Sua pregação será instrumental na conversão nacional de Israel (Ap 11.13; cf. Romanos 11.4-5, 26) e o Templo associado a essa conversão será o Templo Milenar.
A IDENTIDADE DAS DUAS TESTEMUNHAS
Embora seja impossível ser dogmático sobre a identidade específica desses dois pregadores, há uma série de razões que sugerem que eles podem ser Moisés e Elias. A Bíblia não revela isso e, portanto, o que faremos é uma análise do porquê essa possibilidade se mostra mais coerente com a identidade desses dois pregadores – as duas testemunhas.
Primeiro, os milagres que realizarão (destruir seus inimigos com fogo, reter a chuva, transformar água em sangue e ferir a terra com pragas) são semelhantes aos julgamentos infligidos no Antigo Testamento por Moisés e Elias com o propósito de estimular o arrependimento. Elias invocou fogo do céu (2Rs 1.10-12) e proclamou uma seca de três anos e meio na terra (1Rs 17.1; Tg 5.17) – a mesma duração da seca trazida pelas duas testemunhas (Ap 11.6). Moisés transformou as águas do Nilo em sangue (Êx 7.17-21) e anunciou as outras pragas do Egito registradas em Êxodo 7–12.
Segundo, tanto o Antigo Testamento quanto a tradição judaica esperavam que Moisés e Elias retornassem no futuro. Malaquias 4.5 previu o retorno de Elias, e os judeus acreditaram que a promessa de Deus de levantar um profeta como Moisés (Dt 18.15, 18) tornou necessário o seu retorno (Jo 1.21; 6.14; 7.40). A declaração de Jesus em Mateus 11.14 de que “se vocês estiverem dispostos a aceitar, o próprio João Batista é o Elias que havia de vir” não exclui necessariamente o retorno futuro de Elias. Como os judeus não aceitaram Jesus, João não cumpriu essa profecia. Ele veio “no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à atitude dos justos, a fim de preparar um povo bem disposto para o Senhor” (Lucas 1.17).
Terceiro, tanto Moisés quanto Elias (talvez representando a Lei e os Profetas) apareceram com Cristo na Transfiguração, a prévia da Segunda Vinda (Mt 17.3).
Quarto, ambos deixaram a Terra de maneiras incomuns. Elias nunca morreu, mas foi transportado para o Céu em uma carruagem de fogo (2Rs 2.11-12), e, quanto a Moisés, Deus enterrou sobrenaturalmente seu corpo em um local secreto (Dt 34.5-6; Jd 1.9). A declaração de Hebreus 9.27, de que “está ordenado aos homens morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo”, não descarta o retorno de Moisés, uma vez que há outras raras exceções a essa declaração geral (Jo 11.14,38-44 – Lázaro).
Como o texto não identifica especificamente esses dois pregadores, a visão defendida acima, como todas as outras visões a respeito de suas identidades, deve permanecer como sendo mera especulação.
Apesar de termos eventos bíblicos que supostamente indicam ser Moisés e Elias as duas testemunhas, eu prefiro não me posicionar por duas razões: 1 - A Bíblia não declara com clareza quem são essas duas testemunhas. Tudo o que aprendemos aqui é que se trata de duas testemunhas – dois pregadores – reais e literais. 2 - Eu não preciso saber quem são elas porque nem estarei aqui para vivenciar o tempo de experimentação sobre a terra (a Tribulação). A Igreja não passará pela Tribulação, mas será arrebatada antes dela (1Ts 4.16-17; Ap 3.10). 3 - Por fim, no Céu, para onde vamos, teremos certeza de quem são essas duas testemunhas e os veremos de camarote.
– JP Padilha
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Na Igreja, instrumentos musicais não são permitidos no culto a Deus | JP Padilha
Os sacrifícios cristãos não são literais e exteriores como no Judaísmo, mas sim "sacrifícios espirituais" (1Pe 2.5; Hb 13.15; Jo 4.23; Fp 3.3). Já que o cristão adora "em espírito e em verdade", ele poderia sentar-se em uma cadeira sem se movimentar, e mesmo assim poderia ser produzido em seu espírito um verdadeiro louvor e adoração a Deus por meio do Espírito Santo que habita nele. Esta é a verdadeira adoração celestial. O cristão não necessita de uma orquestra ou de um coro para extrair adoração de seu coração, como era o caso de Israel no Judaísmo.
Adorar com o auxílio de instrumentos musicais é adorar da forma judaica. Misturar o conhecimento e a revelação inerentes ao Cristianismo com a ordem judaica de adoração (a qual é essencialmente o que a maioria das assim chamadas "igrejas" fazem) não é Cristianismo autêntico. No céu não haverá necessidade de um auxílio mecânico e exterior à adoração a Deus, e os cristãos tampouco precisam deles agora, pois já estão adorando a Deus do modo celestial.
Por esta razão não encontramos no livro de Atos ou nas epístolas qualquer referência de cristãos adorando ao Senhor usando instrumentos musicais. E se alguém alega seguir a doutrina Sola Scriptura (latim – Somente a Escritura), este alguém deve entender que durante toda a dispensação da graça, a qual vivemos desde o período de Atos, como Igreja, não nos é ordenado que adoremos a Deus com instrumentos musicais. Isso não existe na doutrina dos apóstolos como doutrina nem como norma de culto. Não existe uma menção sequer nas epístolas do Novo Testamento de uma adoração cristã auxiliada por instrumentos musicais. Seria obra do acaso que os únicos dois instrumentos mencionados no Novo Testamento para adoração a Deus sejam o "coração" (Cl 3.16; Ef 5.19) e os "lábios" (Hb 13.15)? Seria obra do acaso que somente no Velho Testamento (dispensação da lei) e nos mil anos de reinado de Cristo sobre a Terra (dispensação da plenitude dos tempos) é que os instrumentos musicais aparecem como norma para se cultuar a Deus? Por que a doutrina dos apóstolos (Atos e Epístolas) faz total silêncio quanto a instrumentos musicais inseridos na adoração cristã?
No Cristianismo, tudo o que encontramos é "cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração" (Ef 5.19; Cl 3.16). Somos instruídos a oferecer "sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu nome" (Hb 13.15). Mesmo assim, a distinção entre a adoração cristã e o Judaísmo tem sido ignorada nas denominações religiosas espalhadas pelo mundo. Bandas e até grandes orquestras passaram a fazer parte integral dos "cultos de adoração" de nossos dias. Tal modelo de culto é chamado de "ministério de música", mas o objetivo parece ser mais voltado ao entretenimento da audiência do que ao – assim chamado – “ministério”. Porém, onde encontramos um “ministério de música” na doutrina dos apóstolos? A resposta é óbvia: Em nenhum lugar!
Não somente inexiste qualquer direção na Palavra de Deus para os cristãos adorarem dessa maneira, como a própria história mostra que a música instrumental não teve virtualmente qualquer parte no Cristianismo durante os primeiros 1.400 anos! (Há uma total ausência de música instrumental na Igreja nos primeiros 700 anos, seguidos de uma ferrenha oposição a ela durante os próximos 700 anos). Foi somente nos últimos séculos que a música instrumental passou a ser aceita e usada na adoração e na atividade evangelística. A questão é: Se o chamado "ministério de música" é tão importante para a vida da assembleia, como a Igreja hoje a considera, por que o apóstolo Paulo não exortou as assembleias às quais escreveu a adotarem um "ministério de música" em suas reuniões? E por que não existe qualquer menção disso no Novo Testamento? Cremos que o uso de instrumentos musicais na adoração – além de muitas outras coisas inventadas pelo homem que acabaram sendo introduzidas nos cultos – é uma evidência do distanciamento que as Escrituras nos alertam que ocorreria com a Igreja. À medida que as coisas no testemunho cristão foram se afastando da ordem dada por Deus, a música instrumental foi pouco a pouco conquistando um lugar (porém não sem oposição), até acabar sendo aceita como normal para a adoração cristã. Ela pode ter sido até introduzida com boas intenções, mas, mesmo assim, não tem lugar na adoração cristã (não na Bíblia).
Não queremos com isso dizer que o cristão não possa tocar música instrumental em honra ao Senhor, mas apenas que ela não tem lugar na adoração cristã. J. N. Darby escreveu: "Se eu puder fazer um pobre pai enfermo dormir com música, tocarei a música mais bela que puder encontrar; mas ela irá estragar qualquer adoração ao introduzir o prazer dos sentidos naquilo que deveria ser fruto do poder do Espírito de Deus".
Podemos sim usar instrumentos musicais para tocar em uma banda de Rock, com letras com temáticas cristãs e que falem de Deus e de Sua glória, amor, justiça, juízo, entre outros de seus atributos. Nossa oposição aqui é contra instrumentos musicais durante as reuniões de culto a Deus. Isso é ir além do que a Escritura define como culto a Deus na dispensação da graça.
VINHO NOVO EM RECIPIENTES NOVOS
Apesar de tudo, muitos cristãos rejeitam a ordem de Deus e insistem que o modo de Israel se aproximar de Deus em adoração é o verdadeiro padrão para a adoração cristã. Porém, se o modo de Israel adorar no Antigo Testamento for o padrão para a adoração cristã, então por que razão as Escrituras dizem que a adoração cristã é um "novo" caminho de adoração? (Hb 10.20). O Senhor sabia que haveria uma tentativa de se vincular a velha ordem de coisas à nova ordem do Cristianismo, e alertou que fazer isso seria como colocar remendo novo em pano velho e vinho novo em odres ou recipientes velhos (Lc 5.36-39). Isso acabaria por estragar a ambos. É exatamente o que tem acontecido na profissão cristã. O Senhor continuou ensinando que "vinho novo" é para ser colocado em "odres novos". Isto significa que as coisas novas relacionadas à adoração cristã devem ser encontradas em uma nova configuração, adequada a essa adoração. O Senhor também disse que quando alguém se acostuma com o vinho velho das coisas judaicas e experimenta o vinho novo do Cristianismo acaba achando inicialmente que o velho é melhor (Lc 5.39). Por estar sentimentalmente ligada àquela ordem exterior de adoração, que tem um forte apelo para os sentidos, não é fácil para a pessoa desvencilhar-se disso.
Como já dissemos, a epístola aos Hebreus trata detalhadamente deste problema. Ela toma uma característica do judaísmo após outra e as compara com aquilo que agora temos no Cristianismo, concluindo, quase que em todos os seus capítulos, que agora temos algo "melhor" (Hb 1.4; 6.9; 7.7,19,22; 8.6; 9.23; 10.34; 11.4,16,35,40; 12.24).
UM DESAFIO AOS QUE INSISTEM NO ERRO
Não há uma só linha nas epístolas dos apóstolos, nem nos primeiros 1.400 anos da história da Igreja, em que os cristãos tenham usado instrumentos musicais ou outras formas de entretenimento para o funcionamento do culto a Deus. Os argumentos expostos nos comentários contra minha posição bíblica de não acrescentar instrumentos musicais (nem nada que não seja expressamente prescrito pela Santa Escritura) ao culto a Deus estão fundamentados nas várias dispensações das Escrituras onde nada tem a ver com a "dispensação da graça", onde as EPÍSTOLAS DOS APÓSTOLOS ditam as regras. Uma certa mulher tentou argumentar, com base na "dispensação da lei", quando os instrumentos eram usados para louvor. Depois, outro homem veio e citou um versículo isolado de Apocalipse, onde o reino de Cristo já está instaurado; ou seja, ele fala com base na "dispensação da plenitude dos tempos", quando Cristo retornará para reinar por mil anos sobre a terra. Assim fica difícil levar essas pessoas a sério. Ora, alguém, por acaso, consegue encontrar esse tipo de adoração (com instrumentos musicais e outros tipos de forma mecânica) no evangelho da graça (epístolas dos apóstolos)?
O que falta a esses “pastores” e “ministros” do sistema religioso denominacional é o entendimento que me faltaria se eu tentasse socorrer um acidentado e tentasse reconstruir seu corpo. Por não ser médico, eu acabaria costurando os órgãos nos lugares errados, na ordem errada e para cumprirem funções erradas. O resultado seria um corpo bem ao estilo Frankenstein. Assim são as denominações existentes na cristandade, e é assim que muitos de seus ministros tentam explicar a Bíblia, sorteando os versículos que mais lhe agradam e que se encaixam em suas doutrinas pré-estabelecidas.
Quanto a isso, o apóstolo Paulo instrui Timóteo da seguinte forma: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).
A versão de J. N. Darby, se traduzida para o português, ficaria assim: “Esforça-te diligentemente para apresentar-te aprovado a Deus, como obreiro que não tem de que se envergonhar, cortando com precisão a palavra da verdade”. Nesta versão, a imagem que temos é de um bisturi nas mãos de um hábil médico que separa os órgãos corretamente, de acordo com seu lugar, posição e função.
A primeira edição da Bíblia em inglês, publicada em 1535 por iniciativa do Rei Tiago da Inglaterra, ou “King James”, trazia um prefácio de Miles Coverdale que trazia um conselho semelhante: “Será de grande auxílio para entenderes as Escrituras se atentares, não apenas para o que é dito ou escrito, mas de quem e para quem, com que palavras, em que época, onde, com que intenção, em quais circunstâncias, e considerando o que vem antes e o que vem depois”.
Sendo assim, não se pode querer entender a Bíblia como um saco de versículos que você sacode, mistura e tira dali uma passagem qualquer para embasar uma doutrina. Como escreveu Coverdale, é preciso saber “de quem e para quem... onde, com que intenção e em quais circunstâncias” aquela passagem aparece ali.
Jesus nunca pregou com fundo musical. Nem os apóstolos o fizeram. E se você me perguntar se esse tipo de coisa é pecado, eu direi que sim, pois essa não é a ordem de Deus para a Igreja em Seu culto. O que não foi expressamente ordenado por Deus para culto e ministério não deve ser acrescentado por invenções humanas. Isso se chama zelo pelas Escrituras (Dt 12.32). O culto pertence a Deus, não aos homens. O culto não foi estabelecido para entreter os homens, mas sim para glorificar a Deus por meio da pregação, louvor e ação de graças (entre outras coisas ordenadas diretamente pela Palavra). Você não encontrará no Novo Testamento a ordem de que devemos acrescentar instrumentos musicais à adoração dos santos da nova dispensação. Isso era permitido apenas aos judeus na dispensação da LEI. Isso é Judaísmo, não Cristianismo. Se você deseja música e outros tipos de entretenimento, sugiro que vá para um show, não para um culto.
ADIAPHORA – UM ALERTA SOBRE OS PRINCÍPIOS QUE REGULAM O CULTO
Adiaphora (do grego ἀδιάφορα - adiaforon) é a palavra usada para se referir a algo que não é obrigatório nem proibido. Em outros contextos, possui também o sentido de "insignificante". Esta é a palavra adotada pelas denominações religiosas, tanto tradicionais como carismáticas. Elas aderiram a posição luterana da interpretação livre. Isto é, quando a Escritura não estabelece uma ordem direta de permissibilidade, assim entendem estar livres para determinar e instituir o que não foi instituído para o culto e adoração na Igreja.
Lamentavelmente, a maioria dos cultos realizados por ditos cristãos, hoje, não observa as normas estabelecidas pelo próprio Deus em relação ao Seu Culto. Porém, a Escritura determina, de forma cristalina, que só se pode ser aceito no Culto aquilo que está expressamente ordenado na Palavra como padrão de adoração.
Não existem cultos específicos em que Deus se sinta mais amado ou menos afrontado. Não existem “dias santos” ou “especiais” que Deus tenha estabelecido à Igreja para que o culto a Ele seja mais agradável. Porventura é nos dado autoridade para saquear a limitação dos elementos de culto estabelecidos detalhadamente pelo Deus da Palavra, seja no Velho ou no Novo Testamento? Não, em nenhum lugar da Bíblia. Isto se aplica a todas as formas de entretenimento que Deus jamais permitiu ou ordenou que Seu povo praticasse em Seu culto.
O que vemos na Bíblia é a ordem clara de se adorar a Deus através dos meios que Ele mesmo estabeleceu, e não com base na imaginação humana. A Escritura nos ensina claramente que o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e expressamente limitado pela Sua vontade revelada. Assim, Deus não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, nem sob as sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras (Dt 12.32; Pv 30.6; Mt I5.9; Jo 4.24; 1 Co 3.10,11; 4.6; Gl 1.6-10; Cl 2.7,8).
Um exemplo de como o povo tem se perdido por conta da não-observância desses princípios são os instrumentos musicais como forma de entretenimento dentro do culto a Deus. Ora, se acrescentamos esses instrumentos como forma de adoração a Deus, sendo que Ele não nos ordenou tal prática judaica, como poderemos saber que outras coisas piores não serão acrescentadas no culto? Como podemos observar na atual cristandade, o resultado da desobediência nesse ponto é que agora as pessoas usam de todo o tipo de diversão como norma para o culto, tal como representações teatrais, danças, cantores “gospel” e até o maldito “Natal”, uma profanação ao nosso Deus e um insulto ao Homem de Dores (conferir artigos anteriores, neste mesmo capítulo, sobre o Natal).
Os que alegam ser irrelevante o que se deve ou não fazer dentro do culto dizem: “Mas isso são apenas circunstâncias do culto; sabemos não ser elementos do culto”. Ora, se partirmos dessa premissa, como saberemos que daqui a alguns dias não teremos mulheres seminuas dançando em torno de um poste ídolo para divertir os ditos “crentes” em uma assembleia? Se as "meras circunstâncias" são permitidas no culto a Deus em detrimento do princípio regulador do culto, como no caso dos instrumentos musicais, uma mulher de biquíni no culto também é uma circunstância aceitável, pois não faz parte dos elementos de culto, mas é uma “circunstância”, como alegam os defensores de que não devemos dar importância para aquilo que não é nitidamente proibido pela Palavra de Deus. Sendo assim, aonde isso vai parar? Segundo tal premissa, podemos fazer o que quisermos no culto a Deus. Por isso precisamos observar e obedecer os princípios que regulam o culto e nos restringir a eles.
Culto não é lugar de ouvir músicas, nem de celebrar cultos que não foram expressamente prescritos pela Palavra de Deus na dispensação da graça. O "Natal", a “Páscoa”, o “Teatro”, a “Dança” e tantas outras formas de entretenimentos pagãos e mundanos são puramente direcionadas a deuses pagãos. Nenhuma dessas práticas possuem resquício de amparo da Escritura.
Algumas pessoas reclamam dizendo que sentem falta de instrumentos musicais para adorarem a Deus, e que esses instrumentos são “circunstâncias comuns” no culto, tais como orar de joelhos ou de olhos fechados. Todavia, orar de joelhos ou de olhos fechados não interfere nos princípios que regulam o culto. O fato é que a Bíblia diz que o único instrumento para se adorar a Deus no Novo Testamento é um coração puro e os lábios dos que adoram ao SENHOR. Ponto final.
O problema de muitos é não entender a diferença entre o sistema de coisas do judaísmo e o novo modo de culto e ministério do cristianismo. As pessoas querem imitar o que os israelitas faziam, mas não percebem que aquele era o modo ordenado por Deus na antiga dispensação para adoração. Os instrumentos musicais não fazem parte do culto na Igreja de Deus (de Atos a Apocalipse). Não somos o Israel de Deus. Somos a Igreja de Deus.
A palavra Cânone, em hebraico “qenéh” e no grego “kanóni”, tem o significado de "régua" ou "cana [de medir]", no sentido de um catálogo. Isto significa que não somos nós quem determinamos as regras de Culto e adoração a Deus. A Bíblia nos ensina, em toda a sua base e essência escriturística, que não temos o direito de revirar as Escrituras de cabeça para baixo, sacudi-la e, após não encontrar qualquer brecha para nossas vãs tradições, simplesmente estabelecê-las como normas de culto a Deus, ao bel prazer e sem nenhuma autoridade divina revelada.
Onde a Bíblia se cala, nós, cristãos, nos calamos simultaneamente. No Antigo Testamento vemos Deus ordenando Seu povo Israel que o adore segundo os padrões estabelecidos por Ele, e jamais segundo os moldes mundanos. Da mesma forma, no Novo Testamento, Deus ordena a Igreja que faça o mesmo que Ele ordenara a Israel neste sentido. Nada se deve acrescentar e nada se deve subtrair da Escritura Sagrada.
“Tudo o que Eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Deuteronômio 12.32).
“Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.9).
"E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito" (1 Coríntios 4.6).
“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22.18,19).
Antes que me chamem de legalista, aprendam o significado da palavra "Legalista". Legalista é aquela pessoa que acrescenta algo de sua própria mente à Palavra de Deus, algo que não está nas Escrituras. Essa pessoa cria uma tradição e exige que as pessoas a sigam. Ou seja, legalista é justamente a pessoa que INVENTOU a ideia de que na Escritura existe um "ministério de música" na Igreja de Deus, ou que afirma que Deus deu tal ordem, sendo que Ele não ordenou nada disso.
É certo que cantores e instrumentistas “gospel” que costumam fazer shows nas reuniões de culto irão ranger os dentes! Eles não querem perder os aplausos da multidão, nem descer do pedestal!
Finalmente, se alguém conseguir encontrar uma só norma no Novo Testamento de que devemos inserir instrumentos musicais às reuniões de culto, na dispensação da graça, nas epístolas dos apóstolos, eu mudo minha posição imediatamente.
– JP Padilha
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A melhor forma de calar os pentecostais em poucos segundos | JP Padilha
A melhor forma de calar os pentecostais/continuístas é mostrando a eles que a Bíblia começa a se calar com respeito aos dons de sinais logo após a carta aos Coríntios. De fato, quem leu a Bíblia irá perceber que já na era apostólica, após os acontecimentos de Atos e 1 Coríntios, os dons de sinais já estavam desaparecendo. Em Gálatas 4.13, Paulo está falando de uma “enfermidade física” que lhe acometeu e, ainda assim, Deus não o curou, mas o ensinou a depender dEle naquela dificuldade. Timóteo tinha "freqüentes enfermidades", mas Paulo não o curou, nem lhe indicou alguém que o curasse, mas o aconselhou que utilizasse um remédio para sua enfermidade (1Tm 5.23). Em 2 Timóteo 4.20, Paulo deixou Trófimo doente em Mileto, embora tivesse curado tantas pessoas durante seu ministério apostólico (At 19.11,12; 28.8,9).
O dom de línguas era um dom miraculoso de revelação inédita, e, como já observamos repetidas vezes, a era dos milagres e da revelação chegou ao fim com os apóstolos. Os últimos milagres registrados no Novo Testamento ocorreram por volta do ano 58 d.C., nas curas realizadas na ilha de Malta (Atos 28.7-10). Do ano 58 ao 96, momento em que João escreveu o livro de Apocalipse, nenhum milagre foi registrado. Os sinais milagrosos como o de línguas e curas são mencionados em 1 Coríntios, uma das primeiras epístolas a serem escritas. Embora duas epístolas posteriores tratem cabalmente sobre os dons do Espírito, as mesmas não fazem qualquer referência aos sinais milagrosos do dom de línguas e curas instantâneas. Muito pelo contrário, as cartas de Efésios e Romanos descrevem os dons miraculosos como sinais obsoletos e desnecessários para a edificação da Igreja. Em ambas as epístolas os dons extraordinários de línguas e curas já eram considerados sinais pertencentes ao passado (Hb 2.3,4). Com isto, a autoridade e a mensagem dos apóstolos não necessitavam mais de confirmação por meio de sinais. Antes do fim do século I, todo o Novo Testamento já havia sido escrito e circulava pelas igrejas de Cristo. Sendo assim, os dons de revelação acompanhados de sinais milagrosos haviam cumprido seu propósito e cessaram. Ao fim da era apostólica, com a morte de João, os sinais que identificavam os apóstolos como mensageiros da revelação divina já haviam se tornado questionáveis (2Co 12.12).
Quanto ao dom de línguas, as próprias epístolas registram que esse dom cessou. Outra vez é significativo perceber que as manifestações das “línguas” são mencionadas apenas nas primeiras cartas do Novo Testamento. Depois de 1 Coríntios, Paulo escreveu pelo menos doze epístolas em que não mais menciona as “línguas”. Pedro, Tiago, João e Judas jamais as mencionaram. O dom de línguas durou por um breve período de tempo (mencionado em Atos e 1 Coríntios) e desapareceu na medida com que a mensagem do evangelho foi disseminada.
Com efeito, logo que a Igreja de Deus foi estabelecida, o dom de línguas desapareceu. As epístolas posteriores não o mencionam. Tampouco se vê a Igreja pós-apostólica falando sobre isso. Os assim conhecidos “pais da Igreja” jamais mencionaram nada a respeito de “línguas”.
Jamais devemos ir além da Palavra de Deus (Gl 1.6-10; 1 Co 4.6; Sl 62.5; Nm 23.19). Aqueles que buscam por dons de sinais nos dias de hoje estão indo além da Palavra de Deus e praticando heresias. Por conta dessa busca frenética por “poderes milagrosos”, muitos se encontram vulneráveis a "todo vento de doutrina" e ao poder de Satanás (Sl 17.4,5; 2Tm 2.24-26). Falsos profetas farão sinais e maravilhas no futuro (Mt 24.24), mas serão sinais feitos pelo poder de Satanás.
Todas as passagens das Escrituras que tratam dos últimos dias da história nunca falam de sinais e milagres, mas sim da fraqueza dos crentes e do abandono de Deus em suas vidas. Veja, por si mesmo, o que Paulo diz a respeito da Igreja em seus últimos dias em 2 Timóteo 3. Veja, por si mesmo, o que João diz sobre os últimos dias da Igreja em Laodicéia (Ap 3.14-20). Veja, por si mesmo, o que Pedro diz em 2 Pedro 3.3,4 a respeito dos últimos dias da Igreja.
O Espírito Santo foi dado no dia do Pentecostes, e agora, como uma Pessoa divina, Ele habita nos corpos dos crentes (1Co 6.19) e Se encontra também na casa professa da cristandade (Ef 2.22). O Senhor Jesus falou disso (Jo 14.16,17), dizendo aos discípulos, antes do dia de Pentecostes, que esperassem por Sua vinda em cujo tempo eles seriam "do alto revestidos de poder" (Lc 24.49). Em Corinto, não foi dito aos crentes que esperassem que viesse "poder" sobre eles, mas que deveriam usar os dons do Espírito, os quais Deus lhes havia dado, inteligentemente, dirigidos por Sua Palavra e em uma santa liberdade, conforme fossem guiados pelo Espírito (1Co 12.4-11). O Espírito e a Palavra não podem ser separados sem que se caia no misticismo e na perdição. Por outro lado, o mesmo acontece no racionalismo quando separamos o Espírito da Palavra.
Além de inútil, é perigoso aguardar por um segundo derramamento adicional do Espírito Santo em nós, além daquele que temos. Somos habitados pelo Espírito de Deus e a Palavra diz que isso nos basta.
O movimento carismático leva as pessoas a buscarem por demonstrações de poder que não estão em conformidade com a Palavra de Deus, e, portanto, não são pelo Espírito de Deus. Mesmo nos dias de hoje a demonstração desse poder e as ditas "línguas" estão com freqüência associadas à má doutrina acerca da Pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo, como também ligadas a outras práticas macabras e heréticas, pois Satanás se transfigura em "anjo de luz" (2Co 11.13-15); ele é como um "leão que brama ao nosso derredor, buscando a quem possa devorar" (1Pe 5.8,9). Seu grande alvo sempre foi atacar a gloriosa Pessoa e a obra consumada de nosso bendito Senhor e Salvador Jesus Cristo, e o movimento carismático é uma de suas maiores armas hoje.
A prova de que os dons de sinais cessaram se encontra em um conjunto de versículos que, quando analisados, corrobora o cessacionismo. De fato, já na era apostólica os dons de sinais começaram a sumir e os - assim chamados - "pais da igreja" não mencionam esses dons em seus escritos. Pelo contrário, esses sinais já eram considerados como práticas heréticas pelos primeiros cristãos da era pós-apostólica.
– JP Padilha – Trechos extraídos do livro "O Evangelho Sem Disfarces – Volume 6 – Sinais e milagres à luz da Bíblia”
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