2 Coríntios 6.14-18 – Um chamado à separação | JP Padilha


“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso" (2 Coríntios 6.14-18).

Talvez esta seja a doutrina mais importante da Escritura Sagrada: a Doutrina da Separação. Por que? Porque toda a história testamentária se trata de Deus chamando o Seu povo para se separar do mundo e de suas concupiscências. Seja com o Seu povo terrenal, Israel, seja com o Seu povo celestial, a Igreja, a ordem é sempre a mesma: “Saiam do meio deles” (v. 17).


A passagem de 2 Coríntios 6.14-18 resume toda a exortação divina para que o Seu povo não se misture ou tenha vínculos com o mundo. Trata-se de um chamado para os que pertencem a Cristo a se manterem longe de todo o tipo de associação íntima com os ímpios. Ele expressamente os proíbe de entrar em alianças com os não-convertidos. Deus definitivamente proíbe Seus filhos de andarem de mãos dadas com os mundanos. É uma advertência aplicável a todas as fases e áreas das nossas vidas – religiosa, doméstica, social, comercial, etc., e jamais houve um momento em que mais necessitamos pressionar os cristãos a cumprirem com este mandamento do que agora. Os dias em que vivemos são marcados pelo "espírito de compromisso" (ecumenismo). A maioria esmagante dos cristãos professos acredita piamente que pode andar com Deus e com o mundo ao mesmo tempo. Mesmo com tantas exortações bíblicas, a impressão é que esses ditos cristãos nunca leram sequer uma linha das Escrituras ou, no mínimo, não enxergaram o que está ali. Por todos os lados vemos misturas profanas, alianças ímpias e jugos desiguais. Muitos cristãos professos parecem estar tentando descobrir quão perto do mundo podem andar e ainda ir para o céu.

EM CADA DISPENSAÇÃO,
A ORDEM SEMPRE FOI: SEPARE-SE


Em cada dispensação da Bíblia essa ordem divina foi dada.

Para Abraão, a Palavra peremptória de Deus foi: “Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12.1).

Para Israel, Ele disse: “Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos” (Levítico 18.3). E disse também: “Não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós” (Levítico 20.23). Todavia, o descaso de Israel com relação à ordem de se separar do mundo resultou nos severos castigos que caíram sobre essa nação.

Nos evangelhos, vemos João Batista, o precursor de Cristo, do lado de fora do judaísmo organizado dos seus dias. João Batista estava ali para exortar os homens a fugirem da ira vindoura. “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;... E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mateus 3.7,8,10).

Cristo disse sobre si mesmo: “o Porteiro abre (a porta) e chama às Suas ovelhas pelo nome, e as traz para fora” (João 10.3).

Em Atos 2 vemos que, no dia de Pentecostes, a palavra de Deus à Igreja foi: “Salvai-vos desta geração perversa” (Atos 2.40).

Em Hebreus, vemos Paulo exortando os crentes a saírem para fora do sistema religioso judaico e de toda relação com o mundo: “Saiamos, pois, a Ele (Jesus), para fora do arraial” (Hb 13.13). Arraial é o nome dado à forma como o povo judeu era guiado por Deus na antiga dispensação. O arraial se difere amplamente do “rebanho” de Cristo, que é a Igreja na nova dispensação (Conferir cap. 1 – Artigo: “O que é a Igreja?”).

O chamado de Deus para o Seu povo na Babilônia da nossa geração é: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18.4).

Em Romanos 16.17 é dito para nos desviarmos daqueles mundanos que se infiltram entre nós: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles”.

Em 2 Timóteo 2.20-21 nos é comunicado: “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra” (2 Timóteo 2.20,21). O termo “grande casa” significa a cristandade professa num todo, onde devemos estar preparados para nos purificar do que é sujo e nos separar daqueles que são “vasos para desonra”.

Em 2 Timóteo 3.2-5 temos a ordem clara de nos separarmos dos “homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, os quais, tendo aparência de piedade, negam a eficácia dela”. E a passagem termina com um sonoro “Destes afasta-te” (v. 5).

O comando para a Igreja em 2 Tessalonicenses 3.14 é: “se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele”.

Certamente que a ordem de Deus em 1 Coríntios 5.11 é uma das mais radicais na Escritura: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais”. Isto é, a ordem de Deus é para que, quando detectarmos um falso irmão entre nós, alguém que nos chama de irmão, mas não o é, devemos nos separar dele.

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Essa sempre foi e continua sendo a palavra de Deus para o Seu povo hoje: Não permanecer sozinho, mas em um só corpo como Igreja, longe da intimidade com o mundo e seu sistema.

UM MANDAMENTO ESQUECIDO

“Não vos prendais a um jugo desigual” (v. 14)

Uma das maiores inquietações que tenho sofrido em meu espírito é com o total descaso para com este mandamento, pois se trata de um mandamento, mas tem sido tratado como uma mera “sugestão” ou “questão secundária”, largamente responsável pelo baixo nível espiritual que agora prevalece entre os cristãos professos. Não me admira, pois, que o pulso espiritual de muitos crentes bata tão debilmente. Não me admira que as suas reuniões de culto, adoração e ministério estejam tão mal frequentadas. Não me admira que as suas reuniões de oração estejam ainda mais contaminadas por falsos crentes. Os cristãos que estão em jugo desigual não têm coração para a oração, pois a desobediência nesse ponto traz desdobramentos para a devoção real do coração a Cristo. Ninguém pode ser um seguidor desacorrentado do Senhor Jesus Cristo e, ao mesmo tempo e de alguma forma, preso aos Seus inimigos.

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Essa é a ordem dada aos verdadeiros cristãos piedosos; aqueles que realmente amam a Deus e estão dispostos a deixarem família e até a própria vida para segui-lO.

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Essa é uma ordem que se aplica primeiramente às nossas relações no âmbito da Igreja. Quantos cristãos são membros das chamadas “igrejas” (quando na verdade são membros de seitas denominacionais), onde muita coisa está acontecendo de errado e que eles sabem que está acontecendo em desacordo direto com a Palavra de Deus? O falso ensino nos púlpitos, as atrações mundanas usadas para atrair os ímpios e os métodos mundanos utilizados para financiá-las; ou o recebimento constante em sua membresia por parte daqueles que não dão nenhuma evidência de ter nascido de novo. Os crentes em Cristo que permanecem em tais “igrejas” estão desonrando o Seu Senhor, começando pelo fato de se afiliarem ao denominacionalismo religioso, entrando em total contraste com a ordem simples de Jesus de que deveríamos nos reunir somente ao Seu nome (Mt 18.20). Essas pessoas respondem: “Mas todas as “igrejas” são iguais, e se as renunciarmos, o que poderíamos fazer? Temos de ir a algum lugar aos domingos...!”. Pobres bestas! Essa linguagem mostra claramente que eles estão colocando seus próprios interesses acima da glória de Cristo. Os cristãos precisam aprender com urgência que a Bíblia nos ordena a nos apartar de toda a confusão criada pelas várias denominações de homens, e que melhor é ficar em casa e aprender a Palavra de Deus ali do que ter comunhão com aquilo que Sua Palavra condena. A propósito, foi assim que a Igreja deu início às reuniões para culto ao Senhor – reunindo-se em suas próprias casas – e assim continuou desde então, substituindo aquele velho sistema de reunião dos judeus no Templo (1Co 16.5, 19; Cl 4.15; Fm 1.2).

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Indubitavelmente que essa ordem se aplica à separação de membros de Ordens Secretas, como no caso da Maçonaria. Eu nem preciso dizer a magnitude perversa que a seita maçônica alcançou na cristandade professa, em especial nas ditas “igrejas evangélicas”, tanto tradicionais como modernas. E isso certamente se aplica a nós, que temos insistido em imitar essa relação ecumênica, mesmo fora das denominações. Um “jugo” é tudo aquilo que une. Aqueles que pertencem a uma “loja maçônica” estão unidos em juramento solene e em uma aliança com os seus membros “irmãos”. Os companheiros-membros dessa seita não dão nenhuma evidência de terem nascido de novo, mas continuam em nosso meio. Eles podem acreditar em um “Ser Supremo”, mas qual o amor que eles têm pela Palavra de Deus (Bíblia)? Qual é a sua relação com o Filho de Deus? “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3.3). Pode aqueles que devem o seu tudo a Cristo, tanto para o tempo presente quanto para a eternidade, ter comunhão com aqueles que “desprezam e rejeitam” a Ele? Portanto, que todo e qualquer leitor cristão que esteja em jugo desigual saia debaixo dele sem demora.

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Isso se aplica à escolha de um cônjuge para o casamento. Cuidado com a sua escolha, pois, uma vez casado com uma mulher mundana, não poderá se separar jamais, até que a morte os separe. Há apenas duas famílias neste mundo: os filhos de Deus e os filhos do diabo (1 João 3.10). O sofrimento por parte do cristão em um casamento misto é inevitável nessa relação, visto que é a única relação da qual ele não pode se livrar até que a morte lhe sobrevenha (Rm 7.2-3). Embora a graça de Deus lhe sustente durante o casamento indissolúvel, o fardo de uma esposa ímpia no relacionamento é quase impossível de se suportar. Trata-se do amargo colher da semeadura. Em todo caso, é o pobre cristão que sofre. Atente-se para as histórias inspiradas de Sansão, Salomão e Acabe, e veja por si mesmo as consequências de suas alianças profanas com mulheres ímpias. Assim como o peso de um chumbo nas costas de um homem que espera chegar a um lugar distante, semelhantemente é um cristão no seu progredir espiritualmente ao lado de uma esposa mundana. A vigilância em oração é crucial antes da escolha de um cônjuge, pois, desta aliança só se pode livrar de duas maneiras: no arrebatamento do Senhor Jesus ou na morte de um dos dois.

“Não vos prendais a um jugo desigual” – Isso se refere também a parcerias de negócios. A desobediência do mandamento neste sentido tem destruído o testemunho cristão de muitos e traspassando-os com muitas dores. Não estamos falando aqui de viver isolado dentro de uma caverna, mas de um afastamento radical daqueles profissionais ou sócios em negócios que se mostram claramente ímpios e que não irão se converter. O que quer que possa ser obtido deste mundo na busca incessante por riqueza e prestígio social, apenas compensará a miserável perda de comunhão com Deus. E isso pode ser comprovado em Provérbios 1.10-14. Cristo chamou os Seus para não somente entrar por uma porta estreita, como também trilhar um caminho apertado, e se um cristão deixa esse caminho apertado para se aventurar em uma estrada mais larga, isso significará castigos severos, perdas de partir o coração, e, talvez, o resultado inevitável de um não eleito. O cristão é chamado a “guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27). Nessa passagem é dito que essa é a “religião pura e imaculada para com Deus e Pai” (v. 27ª).

E quanto à 2 Coríntios 7.1?: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”. Se qualquer ocupação ou associação com os mundanos nos tira a atenção para com a Palavra de Deus, dificulta nossa comunhão com Ele e tira o nosso prazer para com as coisas espirituais, então ela deve ser abandonada. Cuidado com a “lepra” nas vestes (Levítico 13.47).

“Porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? (vv 14-16).

As palavras ditas nessa passagem são explícitas e enfáticas demais para serem ignoradas ou distorcidas por hereges e falsos mestres que desejam continuar em sua comunhão com as trevas, em especial aqueles que possuem grandes “igrejas” (empresas nas quais o lucro pessoal ou de uma membresia denominacional é o que importa). Não há argumentos sensatos que possam negar a ordem direta de separação nessas linhas do texto sagrado. Quão minuciosos são os termos desta exortação e a razão pela qual ela está ali: “Sociedade, comunhão, concórdia, parte e consenso” são termos tão simples que não necessitam de intérprete, embora sempre apareçam os assim chamados “doutores em teologia” para dizer: ó, não, isso é algo referente àquela cultura ou época; tudo bem andarmos todos juntos numa grande e fraterna irmandade!”.

Todo tipo de união, aliança, parceria e envolvimento íntimo com os incrédulos está expressamente proibido ao cristão. Essa é a ordem de Deus. É impossível encontrar, dentro de toda a Escritura Sagrada, uma linguagem mais simples sobre qualquer assunto do que nós temos aqui: Justiça e injustiça; luz e escuridão; Cristo e Belial – o que eles têm em comum? Que ligação há entre eles? Os contrastes apresentados são muito pontuados e meticulosos. “Justiça” é certo fazer, “injustiça” é errado fazer. O infalível e único padrão de ação correta é “a palavra da justiça” (Hebreus 5.13). Unicamente por isso são reguladas a vida e o caminhar do cristão com Deus. Mas o mundano O despreza e O desafia. Então, que “comunhão” pode haver entre aquele que está em sujeição à Palavra de Deus com quem não está? “Luz” e “trevas”. “Deus é luz” (1Jo 1.5) e Seus santos são “os filhos da luz” (Lucas 16.8). Mas os filhos do diabo são “trevas” (Ef 5.8). Que comunhão, pois, poderia haver entre membros de famílias tão antagônicas? “Cristo” e “Belial” – que concórdia pode haver entre aquele para quem Cristo é tudo e aquele que O despreza e O rejeita?

A ORDEM, A RAZÃO DA ORDEM E A RECOMPENSA

“Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo [Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (vv 16-18).

Esse é o final do texto de 2 Coríntios 6.14-18. Que benção inefável encontramos no fim da passagem! Em primeiro lugar, temos a ordem direta: “Não vos prendais a um jugo desigual”. Em segundo lugar, Deus nos dá a razão pela qual devemos obedecê-lO: “porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça?”. Em terceiro lugar Ele nos dá o incentivo. Trata-se da promessa para todos os que O obedecem e se separam do mundo. E essa promessa, na verdade, são sete promessas compiladas em uma só:

1) “Neles habitarei”;
2) “entre eles andarei”;
3) “E Eu serei o seu Deus”;
4) “e eles serão o meu povo”,
5) “e Eu vos receberei”;
6) “e serei para vós Pai”;
7) “e vós sereis para mim filhos e filhas”.

“Neles habitarei” é comunhão; “e entre eles andarei” é companheirismo; “e Eu serei o seu Deus” é relacionamento. Primeiro neles, e, então, para eles. E “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Entende como essa passagem não é vista como deveria nos nossos dias? Percebe o abismo em que a atual Igreja está caindo?

“E eles serão o meu povo” é propriedade – reconhecidos como Seus. “E Eu vos receberei” significa que estamos sendo trazidos para Ele de modo que experimentemos esse relacionamento entre Pai e filho, além de estarmos conscientes da proximidade como nosso Pai celestial. “E serei para vós Pai” significa que não somos mais filhos da ira, mas filhos do Altíssimo para sempre, e isso é irrevogável. “E vós sereis para mim filhos e filhas” significa que tal separação do mundo irá fornecer a demonstração dos frutos de que realmente somos Seus “filhos e filhas”.

Sem dúvida, se obedecermos à ordem de separação que nos foi dada em 2 Coríntios 6.14-18, encontraremos um caminho cercado de dificuldades e certamente despertaremos a hostilidade de todos. Assim, se nossos olhos não estiverem fixos no nosso Deus Todo-Poderoso, é certo que não suportaremos o peso com que o diabo, o mundo e a nossa própria carne nos acometem. Não poderemos suportar tamanha pressão e certamente desfaleceremos se não obedecermos à esta ordem do nosso Deus, o qual tem nos “chamado para fora” (esse é o significado da palavra “Igreja” – vide artigo “O que é a Igreja?” – cap. 1)

Ao obedecermos a este grande mandamento de nos separarmos do mundo, devemos estar com nossos olhos fixos em Deus e na eternidade que nos espera. Todavia, note que o coração que se apodera do incentivo abençoado descrito no final da exortação torna nossa conduta mais fácil e agradável; afinal, não é em vão que Cristo nos prometeu: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.27-30).

A obediência à ordem de se separar do mundo se tornará leve como uma pena no momento em que você crer que Cristo cumpre com Sua promessa de carregar todo o peso por nós.

– JP Padilha
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Devemos expor os falsos mestres e citar seus nomes | JP Padilha


Não tenha medo de expor os falsos mestres que nos rodeiam, porquanto isso não somente nos é lícito, como nos é expressamente ordenado a fazer, como bons soldados de Cristo. A Bíblia nos admoesta a expor os erros dos que se dizem mestres, profetas, apóstolos, etc., mas que são protótipos do Anticristo que há de vir. Você não somente deve denunciá-los, como também deve citar seus nomes.

A Bíblia diz que para os falsos mestres há maior condenação (Ez 13.3). Nunca foi correto tolerar falsos mestres. Eles devem ser julgados pela Palavra de Deus e expostos à Igreja. É claro que aqueles que querem desobedecer a Palavra de Deus irão buscar todos os meios para evitar esse ensino (1Jo 4.1; Is 8.20).

No mais, segue abaixo um compêndio de atitudes que devem ser tomadas para com os falsos mestres e hereges:

1. Devemos prová-los (1Jo 4.1);
2. Devemos evitá-los (Rm 16.17);
3. Devemos repreendê-los (Tt 1.9,13);
4. Não devemos ter comunhão com eles (Ef 5.11);
5. Não devemos trabalhar com eles (2Ts 3.6,14-15; 1Tm 6.3-5);
6. Devemos nos afastar deles (2Tm 3.5,7; 2Tm 4.2);
7 . Não devemos recebê-los em nossa casa (2Jo 10.11);
8. Devemos rejeitá-los como heréticos (Tt 3.10-11);
9. Devemos estar alertas com relação àqueles que pregam outro evangelho, isto é, o falso evangelho (2Co 11.4; Gl 1.6-10);
10. Devemos nos separar deles (2Co 6.17).

Portanto, devemos denunciar tais apóstolos de Satanás, inclusive citando seus nomes. Se até os apóstolos citaram nomes de seus próprios irmãos quando eles praticaram algum erro, o que se dirá da nossa responsabilidade como cristãos em citar o nome de cada falso mestre em nossos dias:

a) Paulo citou Pedro publicamente (Gl 2.11-14);
b) Paulo citou Demas (2Tm 4.10);
c) Paulo citou Himeneu e Alexandre (1Tm 1.18-20);
d) Paulo citou Himeneu e Fileto (2Tm 2.15-18);
e) Paulo citou Alexandre, o latoeiro (2Tm 1.14-15);
f) João citou Diótrefes (3 Jo 9-11);
g) Moisés, Pedro, Judas e João citaram o nome de Balaão (Nm 22.25; 2Pe 2.15; Jd 1.11; Ap 2.14.

Portanto, é correto e normativo expor as heresias em nosso meio e citar o nome daqueles que compõem as suas várias seitas, trazendo consigo não somente as antigas heresias macabras dos tempos antigos, como também criando conceitos sórdidos e blasfemos acerca de Deus e até mesmo do Espírito Santo, como é o caso do Pentecostalismo e de outras seitas carismáticas, etc.

É correto "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Judas 1.3). E como foi uma vez entregue, nunca mais foi necessária uma revisão.

– JP Padilha
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Deus nos proíbe de julgar? | JP Padilha


“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Coríntios 6.2,3).

Julgar é uma ordem e não um pecado. A Escritura determina que um dos deveres primordiais dos santos neste mundo é JULGAR. Mas, como, quando e a quem julgar? Vejamos o que a Bíblia responde:

● Julgar segundo a reta justiça:
"Não julgueis segundo a aparência, mas JULGAI segundo a reta justiça" (João 7.24).

● Julgar todas as coisas:
"Mas o que é espiritual JULGA todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém" (1 Coríntios 2.15).

● Julgar o pecado na Igreja:
"Pois, por que eu deveria julgar também os que estão de fora da igreja? Não JULGAIS vós os que estão dentro? Tirai pois do meio de vós esse iníquo" (1 Coríntios 5.12-13).

● Julgar disputas entre irmãos:
"Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa JULGAR entre seus irmãos?" (1 Coríntios 6.5).

● Julgar as pregações:
"E falem dois ou três profetas, e os outros JULGUEM" (1 Coríntios 14.29).

● Julgar aqueles que pregam um falso evangelho:
"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja MALDITO. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja ANÁTEMA” (Gálatas 1.8,9).

● Julgar [e condenar] as obras das trevas:
"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes CONDENAI-AS publicamente" (Efésios 5.11).

● Julgar os pregadores:
"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os ‘espíritos’ (homens) são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 João 4.1).

Além dos textos supracitados, há uma vasta lista de passagens bíblicas, tanto no Velho Testamento como no Novo Testamento, que nos estabelece uma das ordens mais enfáticas de Deus ao Seu povo: JULGUE! Sendo assim, eu poderia facilmente escrever um livro que tratasse somente desse tema.

A SÍNDROME DE “NÃO JULGUEIS”

"Não julgueis" (Mateus 7.1a). Esta é a frase sacramental de todo ignorante que julga hipocritamente. Por que? Porque geralmente esse clichê antibíblico é usado para estabelecer julgamentos condenatórios contra aqueles que julgam retamente. Ou seja, não é raro vermos pessoas que se dizem contra o ato de julgar apontando o dedo para nós. Se os profetas, Jesus Cristo e os apóstolos nos ensinam a julgar, como poderíamos lidar com tamanha contradição se o versículo acima fosse interpretado de forma isolada?

O fato é que o versículo 1 de Mateus 7 está ligado ao seu contexto que deve ser analisado em sua inteireza. Antes que analfabetos funcionais ou falsos mestres possam isolar fraudulosamente a metade do versículo e sair falando aos quatro ventos que “não podemos julgar para que não sejamos julgados”, devemos estar preparados e armados com a “Espada do Espírito, que é a Palavra” (Ef 6.17), a fim de tapar a boca de tais insensatos, combater os ardis do diabo e desarmar o inimigo com o conhecimento de Deus. Sendo assim, analisemos sem demora o contexto de Mateus 7, onde se encontra o verso:

Mateus 7.1-5: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7.1-5).

Esse é o contexto! Jesus está aqui nos ensinando que não devemos julgar um pecador se nós nos encontramos na mesma prática pecaminosa que ele. Do contrário, seremos os “hipócritas” do verso 5! Note que Jesus começa dizendo: "... por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? ". Jesus está chamando este – que deseja tirar o cisco do olho do outro – de hipócrita, pois seu julgamento não é reto nem sensato, visto que o sujeito que está julgando permanece na mesma prática pecaminosa do que está sendo julgado, seja em um nível menor ou maior. Sendo assim, o ato condenado por Cristo aqui está direcionado ao indivíduo que, no afã de julgar alguém, não vê que no seu próprio olho tem uma trave gigantesca! O ensinamento é este: que não julguemos alguém se estivermos na mesma prática que este alguém comete, e não que não devemos julgar as pessoas. Muito pelo contrário: É nosso dever julgar todas as coisas.

Note que o que Jesus ensinou em Mateus 7.1-5 é o mesmo que Paulo resume em Romanos 2.3: “E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?” (Romanos 2.3). Ou seja, só podemos julgar alguém ou várias pessoas se estivermos numa posição digna de julgá-los. Esse é o ensino.

OS CÃES E PORCOS DO VERSO 6

A continuação da passagem tem muito a nos fornecer como prova cabal de que Jesus não está nos proibindo de julgar as pessoas, mas, pelo contrário Ele está, na verdade, nos orientando a JULGAR a tudo e a todos com coerência e sabedoria. Vejamos o verso 6, que é onde se conclui a norma:

“Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7.6).

Como definiríamos os “cães e porcos” após a sua detecção, se não pudéssemos antes julgá-los com a Palavra e avaliá-los segundo as características apresentadas por Cristo no verso 6? É justamente quando damos pérolas a um cão que saberemos que ele é um cachorro devido a sua reação de pisar as pérolas, visto que um cachorro não distingue pérolas de pedras. Isto é, ao ouvir as verdades do evangelho, o pecador intitulado como “cachorro” por Cristo interpreta seus ensinamentos como pedradas, ou seja, como uma ofensa. Igualmente, é assim que se sucede a um porco: Ambos, cão e porco, ao receberem as “coisas santas”, reagem como se estivessem sendo agredidos, pisoteiam as “pérolas” e nos atacam com a finalidade de nos espedaçar. As pessoas que rejeitam o evangelho que pregamos ficam com raiva das coisas que estamos dizendo, pois o que estamos dizendo vem da Palavra de Deus e elas odeiam os preceitos de Deus, por mais que não admitam. Elas podem não admitir, mas a irritação delas diante das grandes verdades do evangelho mostra quem elas são: cães e porcos.

DEVEMOS JULGAR E DAR NOME AOS BODES

● João Batista chama os saduceus de "raça de víboras" (Mt 3.7).
● Jesus chamou os fariseus de "raça de víboras" (Mt 23.33).
● Também os chamou de "filhos do diabo" (Jo 8.44)
● Judas chama os falsos profetas de "animais irracionais" (Jd 1.10)
● João chama a todos os que vivem na prática do pecado de "filhos do diabo" (1Jo 3.8-10).

● Jesus chama os Mestres da Lei e os fariseus de:

- "hipócritas" (Mt 23.13,14,15,23,25,27,29)
- "guias cegos" (Mt 23.16,24)
- "cegos insensatos" (Mt 23.17)
- "sepulcros caiados" (Mt 23.27)
- "serpentes" (Mt 23.33)

● O apóstolo Pedro chama os falsos Mestres de:

- "insolentes" (2Pe 2.10)
- "arrogantes" (2Pe 2.10)
- "difamadores" (2Pe 2.12)
- "criaturas irracionais" (2Pe 2.12)
- "injustos" (2Pe 2.13)
- "devassos" (2Pe 2.13)
- "malditos" (2Pe 2.14)

JESUS NUNCA FOI SIMPÁTICO OU TOLERANTE
COM HEREGES E “DOUTORES” DA LEI


A interação de Jesus com as autoridades religiosas de sua época não era nada cordial; pelo contrário: era hostil. Ao consultarmos a Bíblia, vemos o primeiro momento da relação de Cristo com os “doutores da lei” em Lucas 5.17. Daquele momento até chegarmos em Lucas 24.20, onde é mencionado um grupo de "chefes dos sacerdotes e autoridades", toda vez que a elite religiosa de Israel aparece diante de Jesus há conflito entre eles (entre Jesus e os fariseus). Nessa rivalidade, muitas vezes é o próprio Jesus quem, de caso pensado, provoca as hostilidades. Quando Ele fala com os líderes religiosos ou sobre eles – seja em público ou em particular –, normalmente é para julgá-los e condená-los como tolos e hipócritas (Lc 11.40; 12.1; 13.15; 18.10-14). Quando Jesus percebe que eles estão o observando a fim de acusá-lo de violar suas restrições artificiais acerca do sábado ou dos sistemas de lavagem cerimonial criados por eles mesmos, Ele desafia de propósito suas regras (Lc 6.7-11; 11.37-44; 14.1-6). Em Lucas 11.45-54 observamos que Jesus fora informado de que Seu julgamento contra os fariseus ofendia os peritos na lei. Esses peritos na lei eram os principais estudiosos e acadêmicos do Antigo Testamento daquela época. Quando Jesus ficou sabendo que eles estavam ofendidos por causa de Seu apontamento contra eles, imediatamente Ele se dirigiu aos peritos da lei e rasgou o verbo contra eles também (Lc 11.45-54).

Jesus nunca usou a abordagem pacifista com hereges, nem mesmo lhes estendeu a mão para cumprimentá-los. Jesus não tolerava religiosos hipócritas que insistiam em permanecer na ignorância. Ele jamais se reuniu com eles em uma fraternidade ecumênica e muito menos fez o tipo de apelo particular gentil que os ditos “cristãos” da nossa era normalmente costumam fazer antes de advertir os outros sobre os perigos de se relacionar com falsos mestres. Mesmo quando lidava com as figuras religiosas mais respeitadas de sua época, Ele enfrentava os enganos delas de um modo ousado e direto. Às vezes, o enfrentamento de Jesus contra as crenças e práticas dos doutores da lei era tão intrépido que Ele os colocava em uma situação de vergonha, expondo-os ao ridículo.

Jesus não era “simpático” com os doutores e mestres conforme algum padrão pós-moderno que conhecemos, nem lhes estendia a falsa cortesia acadêmica. Ele não convidava esses ditos “doutores” para uma conversa particular sobre seus diferentes “pontos de vista”, pois, para Jesus, não era uma questão de ponto de vista, mas da Verdade contra a mentira. Cristo não exprimia suas falas com eufemismos a fim de não ofender aqueles que o estavam ouvindo; não tentava suavizar sua repreensão contra os hereges. Ele não se importava em transformar seus ensinamentos em discursos totalmente impessoais para evitar que os sentimentos dos ouvintes fossem feridos; Ele não se importava em fazer nada para diminuir a rigidez de suas críticas, nem se preocupava em amenizar o caráter repreensivo de suas severas palavras contra o erro, e muito menos tentava minimizar o constrangimento público dos fariseus quando estes eram repreendidos por Ele. Cristo deixava o mais claro possível que desaprovava a religião desses assim chamados “doutores” e “mestres”. Toda vez que Ele mencionava esses lobos em pele de cordeiro, parecia totalmente insensível à vergonha e frustração deles diante de Sua sinceridade. Sabendo que estavam buscando razões para serem insultados, Jesus muitas vezes fazia e dizia as mesmas coisas que sabia que os deixariam ainda mais ofendidos.

Sem dúvida, é significativo que a abordagem que Jesus usava para lidar com o engano religioso é nitidamente diferente dos métodos usados pelas ditas igrejas do nosso século.

Será que essa personalidade excêntrica e polêmica de Jesus ganharia a admiração dos acadêmicos e doutores em teologia hoje? Consideremos, pois, o modo como Jesus tratava seus adversários. Admitamos que seu proceder na terra é, na verdade, uma repreensão séria à Igreja da nossa geração. É necessário que nos atentemos cuidadosamente ao modo como o nosso Mestre Jesus Cristo lidava com falsos mestres, ao que Ele pensava a respeito do engano religioso, ao modo como Ele defendia a verdade, a quem Ele reconhecia como sendo de Deus e a quem Ele julgava como herege e condenado – e a como Ele, na verdade, não se encaixava no estereótipo meigo que hoje tão frequentemente os crentes lhe impõem.

– JP Padilha
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Toda página "cristã" com nome de "Zoeira" é ímpia | JP Padilha


Toda página “cristã” com nome de “Zoeira” é ímpia. A Escritura, o Céu e o inferno não são uma piada. Fujam disso.

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite... Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá" (Salmos 1:1,2,5,6).

"Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências" (2 Pedro 3:3).

"O zombador não gosta de quem o corrige, nem procura a ajuda do sábio" (Provérbios 15:12)

"Quem corrige o zombador traz sobre si o insulto; quem repreende o ímpio mancha o próprio nome. Não repreenda o escarnecedor, para que ele não te odeie; repreenda o sábio e ele te amará. Dê instrução ao sábio e ele se fará mais sábio; ensine o justo e ele aumentará em entendimento" (Provérbios 9:7,8,9).

"Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria zombadores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisão [em nosso meio], sensuais, que não têm o Espírito. Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna" (Judas 1:17-21).

"Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Pois, por que eu deveria julgar os que estão de fora da igreja? Não deveis vós julgar os que estão dentro? Deus julgará os que estão de fora. Tirai pois dentre vós esse perverso" (1 Coríntios 5:11-13).

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as" (Efésios 5:11).


É assim que se extirpa falsos cristãos e suas obras infrutuosas das trevas do nosso meio.

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Pentecostalismo – a filha feiticeira do Arminianismo | JP Padilha


"E estava ali um certo homem, chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica, e tinha iludido o povo de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; ao qual todos atendiam, desde o menor até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus. E atendiam-no, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas (...), E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro" (Atos 8.9-20).

De todas as seitas arminianas que envergonharam o testemunho da Igreja até hoje, o Pentecostalismo é o mais danoso e também o mais bem elaborado. Ele agrega elementos que podem ser encontrados em todas as religiões contrárias aos princípios da Bíblia. Fica fácil concluir esta premissa quando o histórico do movimento, bem como suas crenças e práticas, oriundas dos mais obscuros rituais espiritistas e umbandistas, são analisadas sob a autoridade da Santa Escritura. Em matéria de superstição, heresia, engano e estelionato, os papas renascentistas teriam muito o que aprender com os mestres da “igreja” pentecostal. 

Na passagem citada no início, observamos a expressão inata dos falsos apóstolos de hoje. Simão era um homem que fazia "milagres e prodígios" semelhantes aos que vemos hoje, tais como profecias, curas e “línguas estranhas” (o termo “estranhas” não consta na tradução original – grego koiné). A narrativa nos mostra também que este homem, ao contrário dos verdadeiros apóstolos, adquiria grande lucro financeiro com o povo de Samaria através de suas magias [v.18]. Sua proeminência e autoridade por meio da persuasão são notórias no texto bíblico, e o povo de Samaria o apontava como sendo um homem com virtude de Deus [v. 9,10].

NÃO EXISTEM MAIS APÓSTOLOS

Simão, o mago, pensava poder adquirir os dons apostólicos por conta própria, sem ter sido vocacionado por Deus entre os doze. A ilusão e devaneio dos falsos mestres pentecostais consistem no fato de que eles não apresentam as credenciais necessárias para o apostolado, ainda que isso fosse possível após a consumação da revelação escriturística (que era a finalidade crucial do apostolado e dos sinais da era apostólica).

Vejamos quais são os requisitos para se ser um apóstolo e operar milagres:

1. Não ser colocado na função apostólica por homem algum (Gl 1.1,11-12).
2. Não ser nomeado apóstolo por si mesmo (Rm 1.5; 2Co 11.13; Ap 2.2).
3. Ser colocado por Deus numa posição de desprezo, miséria e sofrimento (1Co 4.9-13).
4. Ser testemunha ocular da ressurreição de Cristo, com exceção de Paulo, o apóstolo fora do tempo, que viu a Cristo ressuscitado um tempo depois (At 9.15; Rm 1.1; 1Co 9.1; 15.8; 15.9,10).
5. Ser canal de revelação doutrinária inédita (1Co 15.3; Ef 3.4-6).
6. Ser instrumento de realização de milagres (2Co 12.12).
7. Ser missionário pioneiro (Rm 15.20; 2Co 10.13-16).

Se algum dentre os requisitos mencionados faltar, qualquer pessoa que se apresente como apóstolo é falso. É necessário entender que o ministério de Jesus consistia em sinais e prodígios a fim de mostrar aos incrédulos que Ele era o DEUS Vivo encarnado. Sempre que Ele operava um milagre, Sua intenção predominante consistia em autenticar Sua divindade sem os malabarismos dos magos, cartomantes, curandeiros e espiritistas da época (Lc 5.18-26). E assim, os apóstolos, tendo recebido poder do Espírito para operarem os mesmos milagres (Mc 16.18), completaram suas carreiras até o fechamento do Cânon Bíblico. O apóstolo Paulo também autentificou seu apostolado ao envergonhar falsos curandeiros e adivinhadores em público (At 16.16-18). Por isso o apóstolo Tiago estabelece claramente as normas a serem seguidas quando alguém está enfermo na igreja (Tg 5.14-15), já que os dons de sinais haviam de cessar, o que aconteceu com o dom de cura (1Co 13.8).

A finalidade desses dons extraordinários era tão somente validar a Escritura, provar que o Messias veio e que, adiante, Sua Igreja havia sido inaugurada com a era dos apóstolos (Atos 2). Ora, se existe algum neo-apóstolo (homem dotado do dom de cura) em uma congregação, presumo que, por dever de ofício, ele deva provar que é dotado de tais poderes milagrosos por meio das seguintes credenciais de Marcos 16.18, direcionadas somente aos doze: (1) Pegar em serpentes sem sofrer nenhum dano; (2) ser imune a bebidas venenosas; (3) e curar qualquer enfermidade instantaneamente, por meio da imposição de mãos, sem nenhum método de apelo ou intervenção medicinal.

ERA PRECISO TER FÉ PARA SER CURADO
MILAGROSAMENTE NA ERA DOS SINAIS E
MILAGRES?


O dom de cura não exigia que o enfermo tivesse fé, já que Cristo e os apóstolos curaram e expulsaram demônios de pessoas que eram completamente incrédulas (At 3.1-10). Tanto no ministério de Jesus quanto na era apostólica ninguém precisava ter a fé para ser curado ou liberto! Quando Jesus os estimulava a ter fé, era com a finalidade última de que cressem que Ele era o Messias e que Deus havia cumprido Sua promessa de enviar o Cordeiro que havia de ser imolado para o perdão dos eleitos. Cristo e os apóstolos curaram multidões de pessoas que, em sua maioria, eram incrédulas. Todo o processo neo-testamentário [em termos de milagres] consistiu em sinais e prodígios para os incrédulos respectivamente. Isso também ocorreu na era de Moisés e de Elias, no Velho Testamento. A maioria das pessoas que compunham o povo de Deus no período bíblico era cética e, embora tenha experimentado grandes sinais milagrosos em sua vida, se perdera.

AINDA EXISTEM MILAGRES?

Milagres de Deus existem, mas não homens dotados do "dom de cura" ou algo parecido. Um milagre de Deus é alcançado por meio da oração da fé e pode ocorrer de forma direta ou com acompanhamento da medicina (Tg 5.14-15). Todavia, isso não significa que Deus irá dizer "sim" para todas as nossas petições. Muitas vezes Ele diz "não" (2Co 12.7-10). No caso de Paulo, Deus respondeu "não" à sua súplica. No nosso caso, a resposta vem por meio do discernimento espiritual e compreensão da Palavra de Deus, a qual se comunica conosco (1Jo 5.7).

Fazer sinais e prodígios, atrair multidões com uma eloquência arrebatadora e adquirir bens terrenos não nos diz que um dito "profeta" é de Deus. Além do mais, todas essas características milagrosas, somadas à riqueza material, são distintivos próprios de Satanás (2 Coríntios 11.13-15). Não foi Deus quem prometeu riquezas e bens para ser adorado; foi Satanás quem fez tal promessa (Mt 4.8-9). Satanás detém [por ora] todos os reinos deste mundo e a glória deste mundo. Tais falsos profetas do movimento pentecostal e carismático, com suas cavilações e magias concedidas por demônios, levam milhões de pessoas incautas, mortas espiritualmente, a acreditarem que por meio do "dízimo e oferta" alcançam bençãos do "Espírito Santo" e até mesmo compram sua salvação.

QUAL O PAPEL DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA?

"Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir" (João 16.13).

O simples fato do movimento pentecostal enaltecer o Espírito Santo em seus discursos e tê-lo como o centro de suas mensagens vazias é a prova cabal de que Deus não tem parte nenhuma com essa instituição recheada de gritarias, pulos e mensagens emotivas. Ora, porventura é tão difícil entender o que Cristo nos diz sobre o papel do Espírito Santo na Igreja? "Quando o Espírito da VERDADE vier, nos guiará em toda a verdade"; Por que? "Porque NÃO falará de si mesmo, mas dirá aquilo que Eu (Jesus) vos ensino através da Palavra”. Quando o Espírito Santo está presente em uma congregação cristã, o nome de Cristo é exaltado, o Espírito Santo leva as pessoas a glorificarem a Cristo, a louvarem a Cristo, a enaltecerem o nome de Cristo, a falarem do evangelho de Cristo e a viverem como Cristo. Cristo [e não o Espírito Santo] é o centro da mensagem da genuína Igreja onde o Espírito Santo repousa e opera.

O papel do Espírito Santo na Igreja dos santos jamais foi enaltecer a si mesmo ou falar de si mesmo, mas o de enaltecer a Cristo, falar da pessoa de Cristo e esclarecer tudo quanto Ele ensinou. É por esta razão que, sob uma simples análise, constatamos que os que se chamam “profetas” [pentecostais] nunca alimentam suas ovelhas com o evangelho. Em seus discursos estapafúrdios, falam de prosperidade, cura, dons espirituais e poder para governar; porém jamais falam sobre o pecado, suas implicações na vida espiritual e o arrependimento para a salvação. Repare também que o centro da mensagem pentecostal é o Espírito Santo. O Espírito Santo é enfatizado demasiadamente nessas sinagogas. E muitos de vocês ficarão assustados com o que eu irei lhes dizer: O fato de o Espírito Santo ser exaltado em demasia no culto a Deus é a prova viva de que o verdadeiro Espírito Santo NÃO está lá.

"E, quando ele [o Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16.8).

A verdadeira fé vem acompanhada de doutrina e não de dons espirituais, pois o Espírito não fala de si mesmo, mas daquilo que está revelado e selado na Bíblia (Jo 16.13). Cristo, ao prometer o Espírito, declarou que o Espírito não falaria de si mesmo, mas lembraria e instilaria nas mentes o que Ele havia transmitido através da Palavra. Portanto, o Espírito, prometido a nós, não tem a tarefa de inventar novas e inauditas revelações, ou de forjar um novo tipo de doutrina para nos afastar da doutrina recebida do evangelho, mas de selar nossas mentes com essa mesma doutrina que é revelada pelo evangelho.

Arrependimento significa uma mudança de mente. Visto que Deus é aquele que concede arrependimento, isso significa que não é a pessoa quem muda a sua própria mente, mas é Deus quem muda a mente de uma pessoa. Ao que Ele muda a sua mente? Paulo diz que o arrependimento leva a “um conhecimento da verdade”. Novamente, isso se resume a uma questão de doutrina. Esta é a forma como devemos reconhecer o verdadeiro arrependimento. Não existe nenhum arrependimento a menos que a pessoa passe a afirmar as doutrinas verdadeiras. Se ela não afirma as doutrinas verdadeiras, então ela não se arrependeu e ainda permanece em seus pecados. Só tem o Espírito Santo aquele a quem foi dado antes o conhecimento da Sã Doutrina dos apóstolos e de sua própria depravação total.

Leiamos novamente: "E, quando ele (o Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16.8).

Por que Jesus disse "conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" (João 8.32), ao invés de "conhecereis o amor, e o amor vos libertará"? A resposta para tal é que Cristo está dizendo nesse verso que sem a doutrina é impossível amar como Ele amou. Em termos mais amplos, você pode fazer mil tipos de obras caridosas e distribuir milhares de "abraços grátis" pelo mundo afora, e, mesmo assim, estará caminhando para o inferno se não tiver ciência e convicção do pecado, da justiça e do juízo.

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

Voltemos à pergunta: qual o papel do Espírito Santo na Igreja dos santos? Convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Esse é o papel do Espírito Santo. Agora olhe para as sinagogas pentecostais e veja as pregações que são feitas e os frutos delas. Você não vê pessoas chorando por causa do pecado. Você vê pessoas chorando [emotivas] porque foram convencidas de que seu "dízimo" lhes dará a casa própria. Você não vê pessoas convencidas do pecado, pois, de outra maneira, não estariam buscando pela casa própria (esse papel cabe a Deus, se assim o desejar), mas sim pelo Reino de Deus e Sua Justiça.

O que mais se busca numa seita pentecostal? Prosperidade. Mas a Bíblia ordena:

"Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Lucas 12.29-31).

A genuína Igreja de Deus não busca por comida, nem por bebida, nem por roupas, nem por casas, nem por carros. A autêntica Igreja de Deus busca pelo Seu Reino. O papel de prover o sustento é do Senhor; o papel do escravo é fazer a vontade de Seu Senhor.

Observe, por exemplo, algumas das "profecias" de um homem chamado Silas Malafaia em suas pregações na seita pentecostal: "Quanto mais você ofertar [dar dinheiro], mais será abençoado e cheio de Deus na sua vida"... "faça uma proposta com Deus: Tire tal porcentagem de seu salário durante um ano, e Deus lhe concederá a sua casa própria"... "Quem não dá oferta não sairá daqui abençoado"... "Eu não vou deixar de usufruir do que é meu porque eu sei o preço que paguei... etc”.

Agora note o que diz a Escritura e faça a comparação:

● O preço foi pago por Cristo com seu sangue:

"O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo" (1 Timóteo 2.6).

● Os eleitos não foram comprados por dinheiro. O preço da redenção é caríssimo; ninguém pode pagar. Não fomos comprados por “dízimos” e ofertas:

"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Coríntios 6.20)...

"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (1 Pedro 1.18,19)

● Quem busca por prosperidade não é filho de Deus, mas de Mamon, e o seu coração está fixado no dinheiro e na solução de seus problemas terrenos:

"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mateus 6.19-21)

● Ironicamente, a carta de Paulo à Timóteo é endereçada especialmente àqueles que foram vocacionados a cuidarem das ovelhas de Cristo. E ela nos diz respeito sobre muitas coisas relacionadas ao perigo da busca pelo enriquecimento, que é consequência de uma falsa doutrina de homens que desviaram-se da fé. Vejamos:

"Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande lucro a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas" (1 Timóteo 6.3-12)

Como se pode notar na epístola de 1 Timóteo, os “pastores” da Teologia da Prosperidade deviam se atentar melhor a essas normas [leis] imutáveis antes de saírem por aí ensinando doutrinas de demônios enquanto somente eles prosperam e o rebanho de Cristo continua pobre e ignorante, bem como os seguidores da Teologia do Pacto continuam na avareza, na blasfêmia e a passos largos em direção ao inferno.

Ainda a respeito da Teologia da Prosperidade, voltemos a refletir sobre Simão, o mago. Como vimos no início deste artigo, ele era um adivinhador, uma espécie de cartomante ou espiritista da época. Mas Simão não pára por aí. Ele também foi um dos precursores da Teologia da Prosperidade. Esse facínora acreditava que, por meio do dinheiro [oferta], ele podia adquirir poder de batizar as pessoas com o Espírito Santo através da imposição de mãos, dom este que fora dado somente aos apóstolos e a ninguém mais [como já fora provado neste artigo].

E desde então muitos Simões têm surgido no meio do povo cristão, já preparados para a perdição, e que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus (Jd 1.4-19; Mt 24.11,24; 2Pe 2.1; 1Co 5.11-13; 2 Co 6.14-18; 2 Jo 1.10-11; 1Tm 6.3-5; Tt 3.10-11; Gl 1.7-10; Ef 5.11; Sl 1; Am 3.3; Ap 3.15,16).

Cuidado! Não brinque de ser crente. Acautele-se dos "falsos profetas... que introduzirão encobertamente heresias de perdição em vosso meio" (2Pe 2.1). Se você pertence a uma seita pentecostal, saia o quanto antes de lá e procure uma igreja onde os irmãos já aprenderam sobre a ordem de Deus de como se deve congregar e se reunir somente ao nome de Jesus (conferir cap. 1 – artigo: “O que é a Igreja?”) Faça cultos domésticos, estude e examine as Escrituras tendo como guia o Espírito Santo, em comunhão com outros irmãos que possuem o dom do ensino. Mensageiros fiéis devem alertar as ovelhas perdidas que se encontram em meio aos hereges e os identificar pelo nome. Todavia, há de se dizer que isso não é suficiente para tornar sua identidade amplamente conhecida, pois a maioria dessas jovens ovelhas, desgarrada e sem instrução bíblica, não entende tal perigo e muitas vezes não quer entender, pois não lhes foi dado ouvidos para ouvir – elas simplesmente não podem crer nessas grandes verdades porque não são ovelhas de Cristo (Jo 10.26). Essas ovelhas não têm medo da mentira, mas sim da verdade. É isso que tem causado tanta destruição de rebanhos conduzidos pelos lobos do Pentecostalismo.

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TRÊS RAZÕES pelas quais arminianos não são salvos | Christopher Adams


Uma das questões mais importantes enfrentadas por aqueles que professam crer nas doutrinas da graça (comumente chamado de "calvinismo" {**}) é como se relacionar com os cristãos professos que rejeitam as doutrinas da graça. Deverão ser abordados como irmãos em Cristo? Deveremos tomar o relato de suas “experiências de conversão” como tendo o valor que alegam ter? Para responder a estas questões, o escritor gostaria de apresentar as seguintes Três Razões Pelas Quais Os Arminianos Não São Salvos.

MOTIVO NÚMERO UM:

Os arminianos não estão salvos porque eles adoram um ídolo. Por um ídolo, quero dizer "um deus que não pode salvar." Mas espere um minuto, você diz, não adoram Jesus eles? Não, por uma questão de fato, não. Eles podem dizer que adoram Jesus, mas o Jesus que eles adoram simplesmente não pode salvar. Os fariseus disseram que acreditavam em Deus e até mesmo convenceram a si mesmos de que eles acreditavam em Deus, mas sua fé estava realmente em um deus que não poderia salvá-los; a sua fé não estava no único e verdadeiro um Deus. Isso é evidente pelo fato de que, quando o verdadeiro Deus veio para viver entre eles, blasfemavam dEle e O fizeram ser executado. Os fariseus fizeram um ídolo de sua idéia de Deus. Portanto, eles estavam tão perdidos quanto aqueles que adoravam um ídolo esculpido chamado Moloch. Formarmos uma imagem no nosso cérebro e, chamando-o de "Jesus", não é mais uma evidência da salvação do que esculpir um ídolo de madeira e chamá-lo de "Deus". De ambos os modos, o indivíduo está em idolatria grosseira. E o fim daqueles que adoram ídolos é tornarem-se como seus ídolos (Salmos 115:8). Arminianos têm um deus que não é capaz de transformar a vontade do homem que agrada a ele [o deus]. Podem firmemente crer que ele é capaz de mover montanhas, causar o trovão e o relâmpago, e ordenar as estrelas em seus cursos, mas ele é impotente perante o Todo-Poderoso Livre-Arbítrio do homem, e o sangue do seu único filho gerado é derramado por aqueles que estão no inferno, em uma expiação impotente. Este não é o Deus da Bíblia (Salmo 115:3, Provérbios 1:21). Esse "deus" não é um Deus justo, nem um Salvador (Isaías 45:21). Esse "deus" simplesmente não pode salvar (Isaías 45:20). Esse "deus" é um caniço quebrado, perfurando a mão de todo aquele que se apóia sobre ele. Esse "deus" é uma mentira do inferno e está destinado a voltar para lá. E aqueles que o seguirem até o fim estão destinados a retornar para lá juntamente com ele.

Qual foi a queixa que Deus fez à apóstata Israel? – “... pensavas que Eu era tal como tu ...” (Sl 50:21 ACF). Arminianos têm formado um deus à sua própria imagem. Eles não são mais salvos do que os judeus que fizeram exatamente a mesma coisa.

MOTIVO NÚMERO DOIS:

Os arminianos não estão salvos porque eles não acreditam na verdade. Isso está relacionado ao motivo anterior, mas tem mais a ver com a evidência da salvação de uma pessoa.

Qualquer calvinista que defende a salvação de arminianos deve explicar 2 Tessalonicenses 2:12, que diz: “Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2Ts 2:12 ACF). Alguns usam a desculpa de que os arminianos acreditam nas “mais importantes doutrinas”, nas doutrinas fundamentais da Escritura. Mas será que eles acreditam mesmo?

Cada membro da Trindade está associado com a verdade (Salmo 31:5, João 14:6,17). Aqueles que são salvos amam a verdade (Tito 1:1, João 3:21), porque a verdade foi o instrumento de seu segundo nascimento (Tiago 1:18, Efésios 1:13). Mais relevante e especificamente, eles amam a verdade porque Deus os predestinou para amá-la (2 Tessalonicenses 2:13). Portanto, as ovelhas eleitas conhecem a voz de seu Pastor (João 10:14) e, inevitavelmente, O seguem. Na verdade, aqueles que não ouvem a voz do Pastor simplesmente não são ovelhas (v. 26)! Por que Deus predestina as Suas ovelhas a amarem a Sua verdade e a seguirem somente a Ele? A razão é dada em Isaías 48, versículos 9-11:

9 ¶ “Por amor do meu nome retardarei a minha ira, e por amor do meu louvor me refrearei para contigo, para que te não venha a cortar. ... 11 Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem” (Is 48:9-11 ACF).

A glória de Deus é a única razão pela qual Ele faz todas as coisas. É a razão pela qual Jesus veio à terra (João 12:27-28), é a razão pela qual Ele salvou a Sua Igreja (Efésios 1:12), e é a razão pela qual Ele irá retornar algum dia para levar a Igreja para a casa dEle (2 Tessalonicenses 1:10). É a razão para a existência da criação (Romanos 9:23). Agora, se a vontade de Deus é que Ele seja glorificado por Sua Igreja, que possível motivo poderia ter Ele para permitir aos homens atribuir a fonte da sua fé às suas próprias vontades? Isso despojaria Deus de Sua glória de direito e não compartilhada – glória que Lhe cabe na salvação. Ele não deixa os Seus [redimidos] na ignorância mais do que Ele os deixa chafurdar nos seus pecados (1 João 3:9). Portanto, a glória de Deus absolutamente exige que consideremos os arminianos perdidos.

O ensinamento de que Deus não poderia, ou não quereria, irresistivelmente conduzir Seu povo a crer e confessar o verdadeiro Evangelho é um ensino que apresenta Deus como sendo tão frágil e impotente como o deus arminiano. Na verdade, essa linha de pensamento é realmente o resultado de uma forma muito sutil de santificação baseada em obras. Ela tacitamente assume que Deus faz o trabalho inicial de mudar o coração de pedra em carne, mas depois permite aquele coração mudado a escolher seu próprio caminho. Se isso fosse verdade, significaria que "inocentes" ajudas à religião, tais como ídolos e imagens, seriam muito úteis e até mesmo necessárias. Pelo contrário, Deus não permite uma pessoa regenerada desenvolver livremente sua teologia mais do que ele permite que uma pessoa regenerada livremente persista no pecado. Em vez disso, ele coloca o seu Espírito Santo dentro dessa pessoa, e o Espírito soberanamente leva a pessoa a toda a verdade (João 16:13).

Além disso, existem três verdades às quais o Espírito nos leva especificamente: pecado, justiça, e juízo (João 16:8-11). Examinemos cada uma dessas verdades com mais detalhes.

Primeiro, por que Ele vai nos ensinar sobre o pecado? A resposta é dada no versículo 9: “... porque não crêem em mim;”. Esta é obviamente a doutrina da Depravação Total. Todo pecador regenerado tem sido ensinado por Deus-Espírito Santo que ele é um vil, miserável, desamparado pecador, totalmente vazio de justiça e absolutamente incapaz de chegar à fé salvadora por si mesmo. Todo pecador regenerado tem sido ensinado por Deus-Espírito Santo que, a menos que o próprio Deus intervenha para salvá-lo, o pecador virá a ser eternamente perdido (Salmo 130:3, João 6:45). O pecador salvo pode não usar a expressão "Depravação Total", mas ele sempre vai entender sua inata incapacidade de agradar a Deus e nunca acreditará que foi seu próprio esforço e decisão que interpôs em seu favor junto a Deus. Arminianos ensinam exatamente o oposto quando proclamam que Deus salva um pecador com base nas ações ou decisões do pecador (João 1:12, Romanos 9:16), ou quando proclamam que Deus vai salvar com base Sua presciência do que o pecador irá fazer futuramente (isso é ridículo).

Em segundo lugar, por que Ele vai nos ensinar sobre a Justiça? A resposta é dada no versículo 10: “... porque vou para meu Pai, e não me vereis mais”. Aqui, Jesus está ensinando que o Espírito Santo ensinará a cada crente que Cristo, pela Sua morte sangrenta na cruz, produziu uma justiça que satisfaz a justa ira do Pai contra todos a quem Cristo representou. O Espírito Santo ensina a cada pecador regenerado sobre a doutrina da Expiação Limitada. O pecador salvo pode não usar as palavras "Expiação Limitada" ou "Redenção Particular", mas ele sempre vai entender que Jesus tem efetivamente estabelecido a paz entre ele e Deus, e nunca vai crer que alguém por quem Cristo morreu poderá vir a novamente ficar sob a ira de Deus. Arminianos ensinam exatamente o oposto quando proclamam que Jesus derramou Seu precioso sangue mesmo por aqueles que eternamente sofrem a ira do Pai no inferno* (Jeremias 6:14, Gálatas 1:8-9).

NOTA*: Quando é mencionada a palavra “Inferno”, estamos a nos referir ao Lago de Fogo e Enxofre. O inferno é o Hades, um lugar temporário onde os perdidos ficam em um estado de morte para serem ressuscitados no final do reino milenar de Cristo para serem julgados e lançados no fogo eterno. Portanto, que todo leitor esteja atento: “Inferno”, aqui, no contexto, é o lago de fogo. Mas esse não é o real significado da palavra. Estamos apenas nos referindo a esse lugar de sofrimento eterno como a maioria erroneamente costuma nomear. (Ênfase de JP Padilha).

Terceiro, por que Ele vai nos ensinar sobre o julgamento? A resposta é dada no versículo 11: “... porque já o príncipe deste mundo está julgado”. Aqui, Jesus está ensinando que o Espírito Santo ensinará a cada crente que Jesus desfez as obras do Diabo e com mão forte libertou os que eram cativos do Diabo (Lucas 11:21-22; 1 João 3:8, 5:19). Nenhum crente nunca poderá voltar às mentiras e laços de Satanás (João 10:5). O Espírito Santo ensina a cada pecador regenerado sobre as doutrinas da Graça Irresistível e da Perseverança dos Santos. O pecador salvo pode não usar a expressão "Graça Irresistível" ou "Perseverança dos Santos", mas ele sempre vai entender que a sua conversão e perseverança vêm do Espírito Santo, e ele nunca vai acreditar que a sua conversão e perseverança vêm da sua própria força. Arminianos ensinam exatamente o oposto quando proclamam que um filho de Deus pode novamente se tornar um filho do Diabo (Mateus 13:11-17).

Novamente, um pecador salvo pode não utilizar todas as mesmas palavras que eu usei aqui, mas ele nunca vai acreditar no contrário dessas doutrinas, nem jamais ele irá se opôr a elas quando confrontados por elas (1 Coríntios 2:12).

RAZÃO NÚMERO TRÊS:

Os arminianos não estão salvos porque eles odeiam a verdade. Este motivo também tem mais a ver com a evidência da salvação de uma pessoa.

Olhe novamente para 2 Tessalonicenses 2:12, especialmente a última parte do verso. “Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2Ts 2:12 ACF). Arminianos certamente têm prazer na iniqüidade. Eles acreditam que Jesus derramou o Seu sangue para resgatar milhões de pessoas a quem Deus enviará para o inferno de qualquer maneira. E os arminianos certamente têm prazer no que é falso. O Arminianismo é o cumprimento da mais antiga mentira em existência: “Você vai se tornar semelhante a Deus”. Ou, o que o homem natural realmente quer ouvir: “Você vai se tornar mais poderoso do que Deus”. Quando os arminianos proclamam um Deus que é impotente diante da vontade humana, proclamam a mesma velha mentira que é tão agradável aos ouvidos não regenerados. E este é exatamente o ponto: aquele que odeia a verdade é o homem natural – O não regenerado. Por natureza, os homens amam as trevas (João 3:19); por natureza, os homens odeiam a luz (João 3:20). Apenas aqueles que tiveram sua natureza mudada vêm para a luz (João 3:21). Uma vez que arminianos odeiam a luz da verdade e amam as trevas da mentira, somos forçados a concluir que eles não estão salvos – são não-regenerados. O homem natural (o arminiano) odeia a verdade da Soberania de Deus (Salmo 15:03, Romanos 9:20).

"Mas", pode-se argumentar, "se somos salvos porque somos ortodoxos, isso não faz com que a salvação seja o resultado das obras?" Esse argumento é realmente uma sutil distorção do que foi dito aqui. Ninguém está sugerindo que nós somos salvos por causa da nossa doutrina ortodoxa. Pelo contrário, o que estamos sugerindo é que a doutrina ortodoxa é uma conseqüência inevitável de sermos salvos. Afirmar o contrário seria negar a soberania do Espírito Santo, mesmo sobre os pensamentos dos homens. A salvação não depende mais da [nossa] ortodoxia do que dependente das [nossas] boas obras, mas ambas [estas coisas] certamente virão a ser manifestadas em cada filho de Deus (Romanos 8:9).

Novamente, o escritor tem muitas vezes ouvido a afirmação de que "uma pessoa não tem que ser ortodoxa [de sã doutrina] para ser salva, porque até mesmo os demônios crêem em Deus". Mas, vamos comparar a Escritura com a Escritura. "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe [a Ele], porque aquele que vem a Deus deve crer que Ele existe e que Ele é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6). Repare como esse verso é construído: ele (quem tem fé) tem que crer – e, em seguida, há duas coisas para serem cridas. Observe também que o que se segue é um par dos fatos: a existência de Deus e Sua benevolência para com os eleitos. Tiago 2:19 diz que os demônios crêem na existência de Deus, e este é um dos elementos necessários de acordo com Hebreus 11:6. Mas desde que eles não crêem que Ele é um Deus misericordioso, eles tremem ao pensar em Sua ira divina que deve um dia cair sobre eles. São os demônios realmente ortodoxos? Eles acreditam em algumas coisas sobre Deus, mas não nas coisas certas. Eles acreditam em algumas das verdades sobre Deus, mas não em toda a verdade. E, sem toda a verdade, eles não são realmente ortodoxos. Assim, vemos que a ortodoxia é um resultado necessário da salvação no final das contas.

Novamente, é objetado que nenhum mero ser humano pode compreender plenamente a Deus, porque somos finitos e Ele é infinito (Isaías 55:9). Essa objeção é facilmente satisfeita quando lembramos que o povo de Deus é aquele que é habitado pelo Espírito Santo. Desta forma, um ser humano finito é capaz de compreender verdadeiramente o Deus infinito, porque o infinito Espírito Santo o está ensinando.

Finalmente, é muitas vezes argumentado que os arminianos têm que ser salvos porque eles executam muitas grandes “boas obras”. Poucos calvinistas abertamente insistiriam que somos salvos por causa de nossas obras, mas quando a salvação dos arminianos é questionada, a resposta típica é a de apontar para as suas boas obras. Eles são fervorosos na oração, jubilantes na adoração e zelosos de “boas obras”. E, acima de tudo, eles são determinados “ganhadores de almas” (qual preço eles pagaram por essas almas?), sempre falando de Deus e ocupados em “fazer pessoas serem convertidas” (quando, na verdade, é o Espírito Santo que faz isso). Mas, afirmar que uma pessoa é salva por causa de qualquer uma dessas ações é a negação do plano de salvação pela graça somente. A justificação é um dom; ela nunca pode ser ganha por merecimento (Romanos 4:24, Tito 3:5). Mas, pela mesma razão, essas boas obras nunca podem ser usadas como prova da nossa salvação. Os fariseus também foram fervorosos na oração (Lucas 18:11-12), jubilosos na adoração (Mateus 6:05), e zelosos de boas obras (Mateus 23:23,27,29; veja também Romanos 10:2-3). Acima de tudo, eles eram determinados “ganhadores de almas”, atravessando a terra e o mar para fazerem uma conversão. E, ainda assim, qual foi o resultado da atividade deles de "ganhar almas"? “... o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23:15 ACF). Uma vez que os fariseus eram, obviamente, não salvos, tudo isso tem que decorrer do fato de que a carne é muito boa em reproduzir [imitar] as boas obras sem nunca ser agradável a Deus. No entanto, as obras que são feitas na carne ainda são uma abominação para Deus, não importa como elas pareçam aos homens.

O contexto de 2 Tessalonicenses 2:12  - antes do versículo 12 – é ainda mais explícito sobre esse ponto. “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira” (2Ts 2:10-11 ACF). Observe que aqueles que são salvos amam a verdade, enquanto os incrédulos não. Observe também que Deus faz com que eles acreditem na mentira com a intenção de justamente enviá-los para longe de Sua presença para sempre. Deus os odeia como Ele odiou a Esaú. Ousamos nós dizer que aqueles a quem Deus odeia são salvos?

O próprio fato de que não existe qualquer debate sobre esta questão indica que a maioria das ditas “igrejas calvinistas” professas não são igrejas verdadeiras em tudo. Frequentemente é ouvido o apelo para a tolerância, baseada na equivocada noção de que a doutrina é de pouca importância. Ao contrário – a pureza da doutrina do evangelho (a doutrina da salvação, ou soteriologia) é um fruto essencial da salvação. Ser capaz de definir "soteriologia" não é necessário; ser capaz de declarar os cinco pontos do Calvinismo não é necessário; mas amar a verdade e dar toda a glória ao único Deus vivo e verdadeiro é necessário. Arminianos fazem exatamente o oposto quando eles tentam reservar alguma dessa glória para si mesmos; isso não é uma "sincera, mesmo que errônea, compreensão da doutrina do evangelho", mas, sim, uma resoluta e determinada rebelião contra o único e verdadeiro Deus e um fedor para as Suas narinas.

O fato de que os arminianos não são salvos também nos leva a algumas conclusões:

1. Não devemos ter comunhão com os arminianos. Eles são membros da igreja prostituta e, se não nos separarmos e sairmos do meio deles, nós compartilharemos de seus pecados (Apocalipse 18:4). Naturalmente, isso não apenas significa que algumas amizades preciosas serão perdidas, mas que algumas famílias serão semelhantemente divididas. Mas não é esse exatamente o efeito que o evangelho é suposto ter? “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; e assim os inimigos do homem serão os seus familiares” (Mt 10:34-36 – ACF).

2. Devemos tratá-los como perdidos. Não faz nenhum bem a ninguém deixar um arminiano prosseguir no pensamento de que ele possui a verdade quando ele não a tem. Devemos dar a ele testemunho do verdadeiro evangelho da graça. Deus é glorificado quando nós falamos a verdade em amor (Efésios 4:15), mas não quando suprimimos a verdade em prol da harmonia de um grupo.

3. Devemos estar dispostos a exercer a disciplina eclesiástica sobre aqueles [dentre nós] que finalmente se revelam ser arminianos ou firmemente consideram que arminianos são seus “irmãos” em Cristo. Parte da razão pela qual a maior parte da igreja professa apostatou é que geralmente não está disposta a disciplinar os seus membros por razões doutrinárias. Naturalmente, isso exige bom senso da parte dos anciãos, mas permitir a heresia em uma igreja em prol de expandir a lista de membros é indesculpável.

Calvinistas precisam aprender que o poder de Deus não repousará sobre nossos relacionamentos [comunhões] com os arminianos e com ministérios arminianos. O poder de Deus está no Evangelho e somente no Evangelho. Mas o verdadeiro poder do Evangelho não se manifestará a menos que seja pregado em toda a sua plenitude, como um cheiro de vida para a vida e como um cheiro de morte para morte. O Evangelho condena os arminianos como inimigos de Deus, inimigos da cruz e inimigos do Evangelho. Desvie-se para longe deles, para que você não compartilhe da condenação deles (2 João 11; Ap 18:4).

– Christopher Adams
(título original: Three Reasons Why Arminians Are Not Saved)
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{* NOTA de Hélio, do site solascriptura-tt:

- Além das óbvias seitas não cristãs (pagãs, como o animismo africano) e seitas pseudo- cristãs (como o romanismo, o adventismo do sétimo dia, os mormonismo, os Testemunhas de Jeová), também são arminianas as pseudo-reformadas igreja metodista e todas as igrejas pentecostais e neo-pentecostais, bem como a maioria das igrejas do ramo chamado de “batistas do livre arbítrio”, inclusive as igrejas anabatistas remanescentes e as menonitas).
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Acesse o blog do meu livro "O Evangelho sem Disfarces" clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

–– Fonte 1: Página 
JP Padilha
–– Fonte 2: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
–– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...