Nós somos a Igreja | JP Padilha



NÓS SOMOS A IGREJA – A Igreja não é um "lugar". Ela não é "estática". Ela é um povo celestial que se move.

– JP Padilha
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Deus te salvou de quê? | Paul Washer


Será que o chamado para abençoar os gentios, prometido no Antigo Testamento, é o Evangelho da Graça de Deus pregado hoje? | JP Padilha



Deus prometeu abençoar os gentios por meio de um chamado evangelístico (Isaías 42.1-8; 49.3-8; 52.7; 55.1-5). Os teólogos do Pacto nos dizem que aquela promessa está se cumprindo hoje no chamado do Evangelho da Graça de Deus (Atos 20.24). As passagens do Novo Testamento que usam para tentar provar isso são Atos 13.46-47, 2 Coríntios 6.2 e Romanos 10.15.


Atos 13.46-47 – “Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A fim de que sejas para salvação até os confins da terra”.

Paulo e Barnabé estavam pregando o evangelho da graça de Deus aos judeus e prosélitos gentios em Antioquia da Pisídia. Mas quando os judeus rejeitaram a mensagem, Paulo citou Isaías 49.6, discernindo daquela passagem o que ele e Barnabé deveriam fazer naquela situação – o objetivo era alcançar os gentios com aquela mensagem de graça.

Os teólogos do Pacto nos dizem que Atos 13.47 seria o cumprimento de Isaías 49.6, pois esta passagem é citada em Atos todavia, como já mencionamos, existe uma regra geral de que quando uma profecia do Antigo Testamento se cumpre no tempo do Novo Testamento o texto diz que é isso que está acontecendo. Todavia, não existe tal declaração em Atos 13.47. Dizer que se trata de um cumprimento da profecia quando o Espírito Santo não faz menção a isso é violar um dos princípios básicos de interpretação bíblica. Além disso, Isaías 49.6 não está falando de evangelistas cristãos recebendo um chamado para pregar o Evangelho da Graça de Deus aos gentios, e nem está falando do remanescente de judeus fiéis que no futuro receberão um chamado para pregar o Evangelho do Reino aos gentios. Um exame atento da passagem mostrará que ela tem a ver com uma palavra de encorajamento ao Senhor Jesus quando Ele foi rejeitado por ocasião de Sua primeira vinda (Isaías 49.4-5). Quando os judeus O rejeitaram, Deus prometeu a Jesus que em um dia futuro Ele não apenas seria recebido pelos “preservados”, que constituirão o remanescente de judeus, mas também pelas dez “tribos de Jacó”. E mais que isso, o Senhor seria uma bênção para milhões de “gentios” que seriam introduzidos no reino nessa ocasião (Apocalipse 7.9). A passagem em Isaías indica que os judeus e as dez tribos devem ser restauradas ao Senhor antes que a bênção à qual Isaías estava se referindo em conexão com os gentios fosse realizada por eles. Isso obviamente ainda não aconteceu. Isso mostra que o que Isaías estava dizendo não poderia ser a mesma coisa que está acontecendo hoje na pregação do Evangelho da Graça de Deus. O chamado atual é algo diferente, ainda que esteja alinhado com o modo de proceder de Deus. É por isso que Isaías é citado aqui em Atos 13.

Paulo estava apenas fazendo uso de Isaías 49.6 (que textualmente se refere ao Senhor Jesus) para sua própria senda de serviço. Da passagem ele extraiu o ensino de que ele e Barnabé deveriam ir aos gentios com o Evangelho da Graça de Deus porque os judeus haviam voltado suas costas para sua mensagem. Paulo acreditava que o Senhor lhe havia enviado neste sentido, considerando o princípio que está envolvido naquele versículo.

2 Coríntios 6.2 – “Porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação”.

Os teólogos do Pacto nos dizem que, por Paulo haver citado Isaías 49.8 em 2 Coríntios 6.2 em conexão com a pregação do evangelho nestes tempos da era cristã, isso provaria (para eles) que Isaías 49 estaria se cumprindo hoje, e que a bênção prometida para os gentios em Isaías 49 estaria sendo realizada em nossos dias em algum sentido espiritual por aqueles que creem.

Volto a repetir que o Espírito de Deus não diz que este versículo é um cumprimento, portanto aventurar-se a dizer que é não passa de uma afirmação infundada. A passagem em Isaías 49.9 não está falando do chamado de Deus para obreiros cristãos pregarem o evangelho. Isaías estava falando profeticamente do encorajamento dado por Deus ao Messias de Israel (o Senhor Jesus) quando Ele foi rejeitado em Sua primeira vinda (Isaías 49.4; João 1.11). Deus prometeu a Ele naquela ocasião que Sua oração concernente à salvação de Israel seria ouvida em “tempo aceitável” (Isaías 49.8) – o que ocorrerá em Sua segunda vinda – na Manifestação de Cristo (Salmos 110.3). Aquele dia será um “dia da salvação” para o remanescente de Israel. Deus irá operar para sua bênção e prometeu assistir o Senhor nessa realização. Paulo faz uma aplicação a partir de Isaías 49.8 para encorajar cristãos a se ocuparem em servir no tempo presente quando o Evangelho da Graça de Deus está sendo pregado. O ponto que Paulo quer ressaltar é que podemos contar com a assistência de Deus nesta obra de modo similar (compare com Marcos 16.20). Ele coloca diante dos olhos dos coríntios a passagem como um encorajamento para eles se envolverem no “ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18-20) “na qualidade de cooperadores” (2 Timóteo 6.1 – ARA) com ele e Timóteo.

Portanto, o “dia da salvação” ao qual Isaías estava se referindo não é este presente dia da salvação, mas um tempo futuro em conexão com a bênção de Israel. Todavia, o princípio contido no versículo é válido para todas as épocas, pois Deus está profundamente interessado em alcançar os gentios com o evangelho, tanto agora como num dia vindouro. Por esta razão a passagem é mencionada em 2 Coríntios 6.

Romanos 10.15 – “E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas”.

Os teólogos do Pacto dizem que, uma vez que Isaías 52.7 (que tem a ver com a salvação e bênção de Israel) é citado neste versículo de Romanos 10 em conexão com a pregação do evangelho hoje, então isso provaria que aqueles que creem no evangelho hoje se tornam israelitas espirituais.

Volto a repetir que Romanos 10 não declara que Isaías 52.7 estaria se cumprindo nos dias de hoje. Paulo citou o versículo do Antigo Testamento para mostrar que é um privilégio anunciar “o evangelho” e trazer “alegres novas” de salvação para o povo. As boas novas mencionadas em Isaías 52.7 são aquelas que os arautos judeus irão anunciar em um tempo futuro ao povo que tiver sido deixado na terra de Israel após o Rei do Norte a ter devastado (Daniel 11.40-42). Sua mensagem será que o Messias voltou e está prestes a estabelecer Seu reino em justiça, e assim salvar Seu povo de seus inimigos que terão destruído sua terra. Paulo estava fazendo uma aplicação daquele versículo de Isaías, pois, independente de ser cristã a mensagem que anuncia as boas novas da obra consumada de Cristo na cruz ou, no caso dos judeus, as boas novas de que Cristo terá voltado para estabelecer Seu reino, em ambos os casos deve ser considerado um privilégio poder anunciá-las.

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DEUS NÃO É SÓ AMOR | JP Padilha



Não tenho dificuldade em entender que Deus é ditador, ciumento, vingativo, odeia o pecador e, ao mesmo tempo, amoroso, misericordioso, paciente, etc. Já os arminianos olham para a Bíblia e não aceitam isso.

Deus é Ditador, não democrático – "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Isaías 46.10).

Deus tem ciúmes dos Seus santos – "Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?" (Tiago 4.5).

Deus é Vingativo – O Senhor é Vingador dos que não lhe pertencem – "O SENHOR é Deus zeloso e vingador, o SENHOR é vingador e cheio de ira; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos. O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado" (Naum 1.2-3).

Deus NÃO ama a todas as pessoas – "DEUS odeia a todos os que praticam a maldade” (Salmos 5.5).

O povo que se diz cristão hoje parece não ler a Bíblia. Criaram um deus com a sua mente e adoram este deus. Mas ele não é o Deus Todo Poderoso encontrado nas Escrituras.


O amor de Deus e a Sua ira frequentemente andam juntos (Nm 14.18; Rm 11.22; Hb 12.5) e verdadeiramente a ira de Deus é uma expressão do Seu amor (Sl 136.14-21). Se Deus não tivesse ira, os Seus atributos seriam falhos. Se não houvesse a ira de Deus, Ele seria indiferente ao pecado, mostraria uma ausência de moralidade e aceitaria tolices e corrupção. Por Deus ser puro, necessariamente Ele precisa odiar o que é impuro.

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A IGREJA SÓ FOI INAUGURADA EM ATOS 2 | JP Padilha


Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são judaicos, não cristãos. São cartas históricas com predominância no judaísmo e nos sinais e milagres de Jesus em Sua primeira vinda. Esses registros históricos não fazem parte do Novo Testamento, embora muitos ensinamentos de Cristo nesse contexto estejam inseridos na doutrina dos apóstolos, a qual só começa na epístola de Romanos.

O Novo Testamento só começa com a morte do Testador (Jesus - Hebreus 9.15-17); ou seja, os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João não fazem parte do Novo Testamento. O Novo Testamento começa em Atos e a doutrina dos apóstolos está nas epístolas. Ali sim, na doutrina dos apóstolos, está o nosso compêndio de regras estabelecidas por Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo. É de suma importância lembrar-se disso a fim de não misturar o contexto judaico com o contexto cristão. A Igreja foi inaugurada no livro de Atos, no capítulo 2. O livro de Atos é, predominantemente, um livro de experiências que mostra a fase de amadurecimento da Igreja primitiva e de seu contato com o sobrenatural de Deus, visto que Deus fez muitos sinais e milagres durante esta fase de transição e crescimento espiritual. Portanto, não devemos considerar o livro de Atos como um livro de doutrinas, pois o próprio vocábulo já diz tudo - "Atos" dos apóstolos, e não "doutrina" dos apóstolos. Mais uma vez é necessário que se diga: A doutrina dos apóstolos está nas epístolas, começando com Romanos e terminando com a epístola de Judas.

"E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?" (Hebreus 9:15-17).

Muitas pessoas criticam essa realidade dizendo que os evangelhos fazem sim parte do Novo Testamento porque foram escritos após a morte de Cristo na cruz. No entanto, isso não tem a ver com QUANDO foi escrito os evangelhos judaicos, mas sim com a CRONOLOGIA dos fatos, ensinos e práticas judaicas em contraste com os ensinos e práticas CRISTÃS da Igreja de Deus. Não existe IGREJA nos evangelhos. A Igreja ainda era um mistério para os discípulos de Jesus e Jesus prometeu a Pedro que "EDIFICARIA" a Igreja com a descida do Espírito Santo, a qual ocorreu somente em Atos 2 (veja a conjugação do verbo no respectivo texto sagrado – "sobre esta Rocha edificaREI a minha Igreja" – Mt 16.18).

Sempre que Jesus ensina algo nos evangelhos que seja direcionado à Igreja, Ele certamente deixa isso bem claro. Todavia, se a Igreja não for mencionada por Ele, certamente é porque Ele não está falando da Igreja, a qual Ele prometeu que só edificaria futuramente, e essa promessa se cumpriu somente em Atos 2. Por exemplo, quando Jesus vai falar da Tribulação de sete anos na terra, Ele NÃO menciona a Igreja em nenhum momento, mas enfatiza que está falando com os JUDEUS e dos judeus – ISRAEL (faça o teste de ler Mateus 24 e veja a quem Jesus se dirige). Por que Jesus faz isso nos evangelhos? Porque a Igreja não irá passar pela Tribulação. Isso é só um exemplo.

Entenda melhor sobre Mateus 24 neste link:
Mateus 24 está falando da Igreja?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2023/08/mateus-24-esta-falando-da-igreja-jp.html

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Abandonei a denominação e agora me chamam de "desigrejado" | JP Padilha


Uma coisa que acontece muito hoje é que pessoas que já entenderam a simplicidade do modo de congregar somente “ao nome do Senhor” (Mt 18.20) deixam de congregar na denominação onde estavam. Com isso, os membros da denominação ficam o tempo todo cobrando e perguntando a razão dessas pessoas terem "abandonado a Jesus". Isto é, na cabeça delas, o crente que abandonou o sistema religioso denominacional deixou de seguir a Cristo. E é aí que começam os estereótipos, tais como: “Você virou desigrejado” (como se fosse possível desigrejar alguém do Corpo de Cristo)!, “Você agora é um apóstata!”, “Você é rebelde!”, etc. Mas, o que fazer nessa situação? O crente que resolveu congregar sob as bases bíblicas e abandonar o sistema religioso deve responder a essas questões ou deixar que pensem o que quiserem?

A meu ver, penso ser uma boa oportunidade de explicar a essas pobres almas que você não abandonou Jesus. Pelo contrário, adotou uma posição que lhe aproxima ainda mais dEle, sem a religião ou o pastor como intermediário. No princípio era assim que os cristãos viviam, mas hoje a ideia parece até estranha de tão corrompido que ficou o testemunho cristão.

O mundo religioso ficou tão estranho que, hoje, mesmo ao me identificar como sendo cristão, as pessoas perguntam: "Mas de que igreja você é”? No primeiro século, ninguém perguntaria uma coisa assim, pois todos sabiam que um cristão era um seguidor de Cristo, e os cristãos sabiam que eram membros de Um Só Corpo, o Corpo de Cristo, e que esse único Corpo é a Igreja. Eles entendiam que há um só nome dado por Deus para a salvação e para identificar Seus filhos reunidos: o nome de Jesus. Eles também entendiam que o nome de Jesus é o único nome que dá acesso ao Pai em uma oração (1Tm 2.5).

"Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela... porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (At 4.11; Mt 16.18; 18.20).

Curiosamente, hoje, os mesmos ditos cristãos que veriam com horror alguém falar de outro nome para nos salvar não veem qualquer problema em adotar outro nome na hora de congregar. Aqui vemos um abismo entre o Cristianismo e a cristandade professa. De fato, o Cristianismo é a pura neve que desce do Céu, mas a cristandade é a lama em que essa neve se transforma quando em contato com a terra.

Os homens conseguiram destruir a simplicidade do modo bíblico de se congregar em nome de Jesus Cristo para adoração e ministério, criando diferentes divisões entre o povo de Deus e rotulando cada uma delas com os nomes que mais lhes convinham. Também foi introduzido no testemunho cristão o conceito sacerdotal e clerical copiado do Judaísmo, que colocava a intermediação humana para se chegar a Deus, ao ponto de hoje muitos não apenas dizerem "sou da igreja X" ou "sou da igreja Y", como também "sou da igreja do Pastor Fulano".

Não obstante, a verdade é que na Bíblia não existe mais do que um só Corpo de Cristo, que é a Igreja, embora as congregações locais desta mesma Igreja pudessem estar em diferentes localidades geográficas e identificadas apenas pelos nomes desses lugares ou regiões. Assim, havia a igreja em Roma, a igreja em Éfeso, a igreja em Corinto, etc. Era a mesma Igreja, porém, com congregações em diferentes lugares, como hoje também entendemos existir um só Exército Brasileiro, embora este possa estar representado em qualquer localidade onde exista um quartel.

Essa Igreja que Cristo prometeu que edificaria não é minha, nem sua, nem do "Pastor Fulano". Ela é a "Igreja de Deus", assim chamada em diversas passagens das cartas dos apóstolos e também chamada pelo Senhor Jesus de "minha Igreja" em Mateus 16.18.

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SOMENTE A GRAÇA – Mateus 5.44-45 NÃO apoia a teoria da "Graça Comum" | JP Padilha



Observemos a passagem: "Eu, porém, vos digo: 'Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai Que está nos céus; porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:44-45).

A maioria dos adeptos da “graça comum”, com sua vasta ignorância e fértil imaginação, tenta justificar o “amor universal" de Deus através de textos como o de Mateus 5:44-45. É o Universalismo em seu grau máximo, pois, se a graça de Deus recai sobre bons e maus, logo todos, bons e maus, teriam de ser salvos, uma vez que a graça vem para salvar. Mas a suposição dos defensores dessa teoria é de que essa graça não é salvífica (o quê?). Eles argumentam que alguns pontos da passagem de Mateus 5:44-45 servem de prova de que Deus ama a todos de forma geral, e, para definir esta premissa sem que falte uma conclusão, inventam termos dualistas que jamais serão encontrados nas Escrituras – Graça Comum e Graça Salvífica. Eles alegam, com base em Mateus 5, que: a) – Jesus está dizendo que devemos amar nossos inimigos (vs. 44); portanto, isso nos diria que Ele ama a todos os homens, sem exceção. b) – Jesus diz que Deus faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos (vs. 45); sendo assim, Deus estaria, de uma forma diferente e não salvífica, amando os ímpios.

Essa objeção é tão infantil que chega a pôr em dúvida se tais oponentes da verdade são de fato conhecedores do evangelho básico. Pois, o fato de Cristo amar e ordenar que nos amemos não prova que Deus ama a cada indivíduo do mundo. Tampouco o fato de Deus sustentar suas criaturas significa o mesmo que amá-las. A provisão que o Senhor proporciona aos ímpios, de forma alguma testifica algum amor por eles. Ao contrário, a Bíblia claramente aponta os reais motivos pelos quais Deus sustenta e provê alimento, sol, chuva, família ou qualquer outra coisa terrena aos ímpios, e esta resposta se encontra na forma mais direta e ríspida que se possa imaginar, em Romanos 9:

“... Deus, querendo mostrar a sua ira, e fazer ficar conhecido o Seu poder, suportou com muita paciência os VASOS DA IRA, preparados para a perdição; para que também fizesse ficar notórias as riquezas da sua glória aos VASOS DE MISERICÓRDIA, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós [eleitos], a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios" (Romanos 9:22).

CONCLUSÃO:

1 - Por que Deus suporta os “vasos de ira”, que já estão predestinados ao inferno?

R: Para mostrar a sua ira e fazer com que conheçam o Seu poder.

A conclusão lógica acima seria bastante satisfatória se não fossem as insistências de falsos calvinistas que adentram a Igreja nos últimos tempos, impingindo nas mentes mais fracas conceitos arminianos e universalistas, afim de promover a confortável “paz” do Ecumenismo Religioso. Porquanto geralmente eles usam um argumento que, à primeira vista, é muito forte a seu favor, alegando que o amor de Deus deve estar, em algum sentido que eles nunca esclarecem biblicamente, sobre todas as Suas criaturas, tanto sobre santos quanto sobre ímpios (mesmo estes tendo sido condenados ao inferno). Estes mesmos inventores de doutrinas estranhas acusam de “radicais” aqueles que tomaram a iniciativa de condenar suas “cambalhotas exegéticas” que, recheadas de sofisma, tem a finalidade de atribuir a Deus uma dualidade inexistente em seus atributos divinos, embora isso conforte os corações dos homens carnais que desejam viver uma vida livre das leis impostas por Cristo (afinal, se Deus os ama, por que iriam se preocupar?). Concederíamos que esse argumento é mais do que suficiente se eles pudessem provar o seu intento – De que Deus ama a todos os homens em geral, por conta de sua suposta graça-comum --. Todavia, se mostrarmos claramente que são eles que, com suas cavilações, nos pressionam a crer que Deus ama pessoas que Ele mesmo predestinou ao inferno, sem contudo apresentar qualquer argumento testamentário, por mais simplória que seja sua justificativa, enfim, o que lhes restará, senão que esse pretexto que fraudulosamente alegam seja levado pelo vento?

ANALISANDO A PASSAGEM

Em Mateus 5:43-46, Jesus Cristo nos dá 4 ordens:

1) - Amai a vossos inimigos,
2) - Bendizei os que vos maldizem,
3) - Fazei bem aos que vos odeiam,
4) - Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.

Jamais devemos presumir que o fato de nosso Senhor ter nos concedido o dever de amar, bendizer, fazer bem e orar por todos tenha relação com o caráter divino de Deus, como se Ele possuísse a necessidade de obedecer o que Ele ordenou que os homens façam. O papel de Deus na humanidade é um, o do homem é outro, e as ordens concedidas em Mateus 5 não oferecem margens para conjecturas, tais como: “Deus ama e bendiz aos ímpios” (homens que jamais se converterão). Afirmar tal bestialidade é abrir as portas para as heresias do Arminianismo. Em toda a Sagrada Escritura constatamos claramente que Deus, em Seu caráter divino, NÃO cumpre três das práticas por Ele mesmo ordenadas em Mateus 5: “Amar os Seus inimigos”, “bendizer os que O maldizem” e “orar pelos que O perseguem”.

Visto que a passagem de Mateus 5 não nos mostra uma posição nem outra, faz-se necessário consultar outros textos bíblicos que façam jus à hermenêutica irrefutável das Escrituras:

1) – Amar os Seus inimigos:

Em qualquer passagem escriturística, seja vetero-testamentária ou neo-testamentária, cujo o objeto da mensagem é o ímpio, Deus diz que o ODEIA, e nunca que o ama (Sl 5:5; 11:5; Pv 3:32; 8:13-17; Rm 9:13).

2) – Bendizer os que O maldizem:

Ao contrário da falaciosa doutrina da “graça-comum”, a Bíblia nos mostra que em nenhum momento Deus bendiz o ímpio; antes o AMALDIÇOA em todo o tempo (Jr 11:3; 17:5; Dt 27:15; Js 6:18; 1Co 16:22; Gl 1:8,9).

4) – Orar pelos que O maltratam e perseguem:

No ponto 4 nem mesmo é necessário esforço para provar que Deus não ora pelos ímpios. O próprio Cristo, “Sumo Sacerdote” encarnado, NÃO bendisse nem orou pelos ímpios, mas o fez somente pelos Seus escolhidos:

- Disse Jesus em oração: “Eu rogo por eles; NÃO rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são Teus” (João 17:9).

Sendo assim, a única regra imposta por Cristo em Mateus 5 a qual o Altíssimo pratica em Sua soberania, é a número 3 – “Fazer bem aos que O odeiam”. Não obstante, por regra de hermenêutica e também por questão de lógica, o “fazer bem” aqui não tem a mesma conotação de amar, nem o poderia ter. Afinal, o texto não diz mais do que isso: “...faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (vs. 45). Como já foi confirmado neste artigo, sobre o injusto permanece a IRA de Deus e nunca o Seu amor, pois seus atributos não são passíveis de alteração, nem sujeitos a mudanças de nível, posto que Deus ama os seus eleitos em um grau infinito e, da mesma forma, odeia os réprobos em um grau infinito, e tudo isso se mantém em perfeito equilíbrio e imutabilidade. – O fato é que, mesmo tendo destinado uma porção de homens ao inferno, Deus não possui maldade em Seu caráter. Ele decreta o mal e continua sendo eternamente Bom (Isaías 45:7). A harmonia entre Seus eternos decretos e Sua Bondade pode ser constatada tranquilamente por qualquer exegeta. Enfim, o tema “O Autor Do Mal” está disponível no meu blog e pode ser consultado por qualquer internauta. À parte disso, voltemos ao que está sendo refletido. – Os benefícios supracitados no verso 45 de Mateus 5, de acordo com a própria Palavra de Deus, não são de valor espiritual ou eternos, mas apenas para meios de sustento e conforto terrenos – O que necessariamente não significa que isso seja bom (1Tm 6:9), e isto será explicado mais a frente. Contudo, ainda sobre os benefícios terrenos, podemos afirmar que seja a única regra de Mateus 5 a qual o Deus da Palavra prescreve em Seu caráter, como pode ser confirmado em Atos 14:17, que afirma que Deus “fez o bem” às nações pagãs concedendo “chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o vosso coração”.

Sobre este mesmo tema, Angus Stewart declara em seu artigo:

“Dentre os poucos textos citados como fundamento para a graça-comum com alguma plausibilidade para tanto, Mateus 5:44-45 talvez seja o mais utilizado, ainda que sem uma exegese consistente. Todos concordam que Deus concede boas coisas aos réprobos nesta vida. Mas será que esses versículos ensinam realmente que as boas coisas terrenas concedidas por Deus aos réprobos foram de fato providas aos réprobos por causa do “amor” de Deus para com eles?

A interpretação da graça-comum sobre Mateus 5:44-45 cria, obviamente, diversos problemas sérios, grandemente ignorados pelos defensores de tal teoria. Como o Deus Uno e Indivisível pode amar e odiar as mesmas pessoas ao mesmo tempo? Como o Deus Eterno e Imutável pode ter um amor temporal e passível de mudança pelos réprobos? Lembre-se que esse suposto “amor” de Deus pelos réprobos se inicia com a concepção deles (a não ser que se diga que Deus amou os réprobos na eternidade) e termina com a morte de tais pessoas (a menos que se estabeleça que Deus ame os réprobos enquanto Ele os pune no inferno pelos séculos dos séculos). Várias fugas – como afirmar que existe um “paradoxo” – foram tentadas, mas nenhuma resposta adequada foi dada. Enquanto isso, as igrejas e indivíduos que mantêm essa teoria de que Deus ame a todos (bem como aqueles que também seguem por esse caminho) se distanciam da verdade do Calvinismo (o qual professam guardar) e mergulham mais e mais no arminianismo, e proclamam aos quatro ventos que são Reformados. (RSRS)

Mas, à parte dessas questões mais amplas, nós devemos examinar o texto em si. O tema dele é o tratamento dispensado pelo cristão aos seus “inimigos” que também são chamados de “os que vos maldizem,” “que vos odeiam” e “vos maltratam e vos perseguem” (vs. 44). A nossa motivação para amar, bendizer, fazer o bem e orar pelos nossos inimigos deve ser “para que [nós] sejamos filhos do [nosso] Pai que está nos céus” (vs. 45). Pois existe uma semelhança entre as nossas ações justas e as do nosso Pai, O qual faz que “o Seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”. Em outras palavras, o texto faz uma comparação entre o que os crentes devem fazer (vs. 44) e o que Deus faz (vs. 45), haja vista que quando fazemos essas coisas (v. 44), mostramos que somos Seus filhos (vs. 45). Dessa forma, devemos considerar as afinidades e diferenças entre o que nós devemos fazer pelos nossos inimigos e o que o nosso Pai faz pelos “maus” e “injustos.” O que exatamente está sendo comparado?

Será que Cristo faz pelos seus inimigos qualquer dessas quatro coisas (isto é, “amar,” “bendizer,” “fazer o bem” e “orar”) que nós devemos fazer aos nossos inimigos? Cristo certamente “ama,” "bendiz,” “faz o bem” e “ora” pelos Seus inimigos ELEITOS. O resultado dEle fazer essas coisas específicas por nós é a nossa salvação por meio do Sangue da Sua cruz. Mas será que Cristo faz alguma coisa, tudo ou parte dessas coisas pelos Seus inimigos RÉPROBOS? (lembre-se que, por natureza, todos nascem sendo inimigos de Deus – Romanos 3).

Em primeiro lugar, Cristo não diz de modo algum que Ele ora por eles, uma vez que Ele diz em Sua oração como “sumo sacerdote”: "Eu rogo por eles; NÃO rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus" (Jo 17:9). Em segundo lugar, Cristo bendiz os filhos de Israel (Gn 48:16) e os Seus discípulos (Lc 24:50-51), mas não há palavra na Escritura de Cristo bendizendo os réprobos. Em terceiro lugar, todos concordam que Cristo fez o bem aos ímpios. Ele curou dez leprosos, mesmo que nove não tenham retornado para agradecê-Lo (Lc 17:11-19), e Ele alimentou 5.000 pessoas, ainda que muitos deles não tenham acreditado nEle (Jo 6). Por conseguinte, em relação aos réprobos, Cristo não fez duas das quatro coisas que somos ordenados a fazer aos nossos próximos: Ele não orou e nem bendisse os réprobos. De fato, Ele fez uma das quatro coisas que somos ordenados a fazer: Ele “fez o bem” aos réprobos. E quanto à quarta? Ele amou os réprobos? Nós dizemos que Ele não amou, com base na Escritura. Por sua vez, aqueles que acreditam na graça-comum afirmam que Ele amou. O versículo por si mesmo não aponta uma conclusão para nenhuma das duas posições. Portanto, outros textos terão que decidir essa questão.

O que dizer sobre Deus? Será que Ele “ama”, “bendiz”, “faz o bem” e “ora” pelos Seus inimigos réprobos? Em primeiro lugar, Deus não ora pelos réprobos porque Deus não ora!

Segundo, Deus abençoa os Seus eleitos (Ef 1:3), os justos (Sl 5:12), a Sua herança (Sl 28:9) e aqueles que temem a Deus (Sl 115:13). Cada uma das bem-aventuranças começa com “bem-aventurados são...” (Mt 5:3-11), e muitos Salmos contêm a expressão: “Bem-aventurado o varão...” (Sl 1:1) ou “Bem-aventurados os que...” (Sl 84:4). Em cada caso, é o povo de Deus (os mansos, os piedosos etc.) que são abençoados. Deus abençoa o Seu povo eleito com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1:3-4), o qual é supremamente bem-aventurado do Pai (Sl 45:2). A nossa bem-aventurança em Cristo é o cumprimento do pacto de Abraão em Cristo com os Seus eleitos (Gn 12:2-3; Gl 3:8-9, 14, 16, 29). Essa é a bem-aventurança irreversível da Salvação (Nm 23:20), que nos afasta das nossas iniquidades (At 3:26). Então, o que podemos falar sobre os réprobos? Assim como eles amaldiçoam a Cristo e ao Seu povo, Deus os amaldiçoa (Gn 12:3; Nm 24:9).

Provérbios 3:33 declara: "A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos Ele abençoará".

Como devemos decidir qual das duas visões está correta? Primeiro, é possível que se argumente usando-se a analogia entre o que NÓS somos chamados a fazer (vs. 44) e o que DEUS faz (vs. 45). Mas como somos chamados para fazer duas coisas (isto é, amar e abençoar os nossos inimigos) que Cristo não fez pelos Seus inimigos réprobos, não é possível que se prove que Deus ame os Seus inimigos réprobos. Outrossim, temos que olhar com mais atenção o que se descreve que Deus faz no versículo 45: “Ele faz o Seu sol se levantar sobre maus e bons e a chuva descer sobre justos e injustos” Os “maus” e os “injustos” incluem certamente aqueles que são réprobos. Fazer o sol nascer e a chuva cair (em quantidade moderada) sobre os réprobos é fazer o bem a eles (At 14:17), mas isso não prova que Deus “ama” os réprobos.

Para entender isso claramente, devemos olhar para SALMOS 73:3: Deus concede “prosperidade” terrena aos “ímpios” – algo que requer a luz do sol e a chuva – mas isso é “certamente” o Seu plano para colocá-los em “lugares escorregadios” antes de lançá-los “em destruição” (vs. 18). Embora Deus conceda boas coisas a eles pela Sua providência, ainda assim, Ele os “despreza” (vs. 20) como pecadores “corrompidos” (vs. 8). Terceiro, como a passagem sozinha não prova se Deus ama ou não os Seus inimigos réprobos, isso terá de ser confirmado por outros textos bíblicos (estes versículos tem sido colocados no artigo ao decorrer da exposição)”. (Angus Stewart) [ênfase minha]

DEUS NOS MANDA AMAR A TODOS,
MAS ELE NÃO AMA A TODOS


A terminologia grega usada para designar o amor de Deus é "Ágape", que quer dizer "Amor Sacrificial e Incondicional". E esse amor não é transitório, mas eterno. Não tem começo nem fim. O amor de Deus pelos seus filhos não possui sombra de variação, pois Ele os amou e os predestinou na eternidade, elegendo-os para serem conforme a imagem de Seu Filho Unigênito (Efésios 2:1-10). Quanto aos ímpios (predestinados à perdição), a ira de Deus, que também é imutável e eterna, sobre eles permanece (Jo 3:36; Sl 11:5; Pv 3:32; 2Co 2:14,15; 4:3).

DEUS AMA A QUEM ELE QUER
E ODEIA A QUEM ELE QUER


Caso você venha a perguntar: "Por que Deus nos manda amar o próximo, sendo que Ele ama somente a alguns e odeia o restante"?

A resposta para sua indagação está em Romanos 9:11-24:

"Porque, não tendo eles ainda nascido [Jacó e Esaú], nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por Aquele que chama), foi-lhe dito a ela [a mãe]: ‘O maior servirá ao menor’. Como está escrito: ‘AMEI A JACÓ, E ODIEI A ESAÚ’. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois Ele diz a Moisés: ‘Me compadecerei de quem Eu quiser me compadecer, e terei misericórdia de quem Eu quiser ter misericórdia’. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: ‘Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra’. Logo, pois, Ele se compadece de quem Ele quer, e endurece a quem Ele quer. Então me perguntas: ‘Por que Deus se queixa ainda? Porquanto, quem tem resistido à Sua vontade?’ Mas, quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: ‘Por que me fizeste assim?’ Ou não tem o Oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e fazer ficar conhecido o Seu poder, suportou com muita paciência os VASOS DA IRA, preparados para a perdição; para que também fizesse ficar notórias as riquezas da sua glória aos VASOS DE MISERICÓRDIA, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós [eleitos], a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9:11-24).

Portanto, mediante a verdade aqui exposta, não devemos jamais ter a presunção de confundir o amor de Deus com o amor dos homens. Deus lhe ordena a amar a todos, mas Ele não ama a todos. Se um homem está prosperando (alimento, sol, chuva, ar), isso significaria que ele seja alvo da Graça de Deus? A Bíblia diz que não.

Porventura esta proposição universalista não é de procedência arminiana? Quando foi que o Calvinismo (Protestantismo Histórico) definiu o amor de Deus como "universal" (ou) "duplo"? Por acaso Deus ama alguém que Ele não salva? A Bíblia, em algum lugar das Escrituras Sagradas, atribui à Graça algum outro sentido que não seja a Salvação? Deus em algum momento amou o “pecador ímpio”? São exatamente perguntas como estas que desconstroem facilmente os estratagemas da doutrina da graça-comum.

Por certo, ainda sobre a prosperidade dos ímpios, fica mais fácil entendê-la quando olhamos diretamente para a Bíblia e não para o que venhamos a pensar por nós mesmos. Para tal, basta um ou dois versículos:

"Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim" (Eclesiastes 3:9-11).

“Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a sua queda” (Provérbios 29:16)

A GRAÇA É OBRA DA SALVAÇÃO;
JAMAIS DE PERDIÇÃO


A questão é que: Se há GRAÇA, há AMOR. E o amor de Deus é um só. Não existem dois amores no caráter do Altíssimo. Ou Ele ama, ou Ele odeia. E se Deus se dispôs a amar alguém, Ele o amará pela eternidade. A Salvação é um processo eterno e não transitório. É uma sequência de fatos que ocorrem eternamente, sem ter começo ou fim. Isto sempre esteve na mente de DEUS (Rm 8:30). Vemos que o “vaso de honra” (Rm 9) sempre foi salvo, e, de modo decretivo, ele nunca esteve PERDIDO. O grito de guerra dos genuínos cristãos é: "Uma vez salvo, sempre salvo", não? Então, por qual razão isto mudaria com relação aos réprobos, considerando que a mesma passagem de Romanos 9 descreve o “vaso de desonra” como preparado para a perdição? Ou seja, sua condenação é incondicional; portanto, a exegese sensata somada à conclusão lógica e racional é: “Uma vez PERDIDO, sempre perdido!”

Lembro-me da primeira vez que ouvi sobre a expressão "graça comum", proclamada entre os sincretistas como uma espécie de graça não-salvífica. Nesse dia, como bom soldado de Cristo, corri para as Escrituras a fim de achar algum fundamento para essa visão teológica aparentemente honesta. E, já que Deus não possui "dois tipos de amor", o inferno é a maior prova de que aqueles que para lá vão nunca foram amados por Deus. Igualmente, se alguém está debaixo da graça, logo está salvo, porquanto o Senhor não envia nenhum de seus santos ao inferno; eles jamais perecerão e isto é uma promessa irrevogável, pois o Senhor não torna atrás em Sua Palavra. Quando examinei a Bíblia, percebi que tinha algo muito errado e então comecei a estudar a heresia em si, com o intuito de poder combatê-la biblicamente, e, não somente isso, como também fazer disso o meu alvo. Haja vista que, por dever de ofício, devo não somente ir contra aquilo que prostitui a Palavra de Deus, como fazer disso o meu alvo.

A doutrina da graça-comum (com lágrimas nos olhos o digo) tem se espalhado pelos quatro cantos da Igreja, distribuindo erros doutrinários grotescos e enganando as mentes menos afortunadas com pretextos de humildade e comunhão. No entanto, tal aberração dualista, nunca antes defendida pela Igreja Primitiva, se apresenta por meio de um sofisma inescrupuloso e sem precedentes, o qual deve ser rejeitado em todos os seus aspectos e falsos portentos. Porquanto a Palavra de Deus nos alerta que não há outra graça, senão uma, a qual tem a finalidade única de salvar os pecadores que uma vez foram eleitos por Deus, antes da fundação do mundo. Quanto a isso, a Palavra nos instrui e ordena severamente:

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja MALDITO. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja MALDITO” (Gálatas 1:6-9).

Não chame de Graça aquilo que não é Graça. Jamais diga que a Graça e o Amor de Deus se distanciam em algum momento, pois um e outro são a mesma coisa. A Bíblia diz que Deus SUPORTA os "vasos da ira" apenas para mostrar o Seu poder, e nada mais. Onde a Bíblia se cala, nós devemos nos calar.

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20).

PARA REFLETIR:

Vale ressaltar que toda a terra está AMALDIÇOADA, pois Deus a amaldiçoou para sempre (Gn 3:17). Devemos sempre distinguir o conforto de Cristo em nossas almas dos confortos transitórios deste mundo. – O conforto terreno é denominado pela Bíblia como "vaidade e aflição de espírito" (Ec 1); enquanto a graça nos leva para fora deste mundo. Por esta razão somos chamados de Peregrinos e Forasteiros, sabendo que este mundo está condenado para sempre (1Pe 2). O Senhor amaldiçoou a terra. Não há graça sobre a terra, mas tão somente sobre alguns homens, santos e escolhidos individualmente pelo Criador (1Pe 4:14). Ele os escolheu com um propósito uno – Tirá-los do mundo (Jo 17:16-19; Hb 9:27,28). Por isso somos chamados de "Igreja" (do grego Ecclesia - Chamados para fora – Hb 13:13). Somos exortados a pensar nas coisas do alto e a buscar as coisas do alto (Cl 3:1-4), porquanto tudo que há no mundo terá um fim violento e assombroso (1Jo 2:15-18).

CONCLUSÃO:

Não existe graça alguma sobre os ímpios. Sobre eles permanece (eternamente) o ÓDIO de Deus. Isso não é graça, é MALDIÇÃO (Jo 3:36; Rm 9:22). O termo "graça comum" é uma tentativa de negar um dos vários atributos do Deus da Palavra, isto é, Sua santa e perpétua ira. Tal invencionice foi elaborada para destruir a antítese (Gn 3:15), amenizar a depravação total, comprometer a expiação limitada, pregar um desejo de Deus de salvar o réprobo, silenciar e (então) negar a eleição e reprovação incondicional, recusando condenar o arminianismo e seus mestres, e permitir a comunhão com os arminianos.

Leia também “Providência de Deus ou Graça Comum?” neste link:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2018/11/providencia-de-deus-vs-graca-comum-jp.html

– JP Padilha
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