DEVEMOS ORAR PELA PAZ DE JERUSALÉM? | JP Padilha

Antes de tirar qualquer conclusão precipitada, preste muita atenção ao contexto desta passagem para que você não confunda Israel com a Igreja. Aqui será provado que orar pela paz de Jerusalém não é exatamente o que Deus requer de Seu povo celestial – a Igreja. Vamos entender melhor este assunto?

“Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios. Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti! Por amor da Casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem” (Salmos 122.6-9).

Embora este salmo seja uma exortação a orar por Jerusalém, não significa que os cristãos devam orar pela paz de Jerusalém. Somos exortados a abençoar Jerusalém e orar para que os judeus se convertam a Cristo, não para que Jerusalém tenha paz sem Cristo, o qual os judeus têm rejeitado desde Sua primeira vinda. O rei Davi era judeu e o salmo 122 está endereçado ao remanescente judeu fiel para que ore pela paz terrena de Jerusalém.

Embora a Igreja não seja exortada a orar pela paz de Jerusalém e sim a orar por sua conversão, Deus prometeu bênçãos sobre aqueles que abençoam Israel e maldições sobre aqueles que a amaldiçoam: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.3). Como Jerusalém é retratada como o centro da vida judaica, segue-se que aqueles que a abençoam receberão bênçãos também.

Abençoar Jerusalém não é o mesmo que orar por ela. Orar pela paz de Jerusalém não faz nenhum sentido para o cristão, principalmente sabendo o que hoje ocorre ali e tendo consciência das guerras e tribulações ainda reservadas para aquela cidade e para o povo judeu até que o Reino de Cristo seja estabelecido na terra. Nossa oração deve ser inteligente e devemos aprender com o Senhor, que não orava pelo mundo, mas pelos que eram Seus. "Eu rogo por eles [os discípulos]; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus" (João 17.9).

Portanto, entendo que devemos orar para que os que hoje vivem em Jerusalém se convertam a Cristo, e para que os cristãos que estão ali sejam guardados do mal. Depois do arrebatamento da Igreja, cerca de dois terços da população de judeus existentes naquela terra serão dizimados. Sendo assim, o pior lugar para um judeu estar hoje é justamente na terra de Israel. "E acontecerá em toda a terra, diz o SENHOR, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela" (Zacarias 13.7-9).

Os salmos não são cristãos, isto é, não foram escritos por cristãos e para cristãos, muito embora nós possamos ser edificados, consolados e exortados por eles. Por isso os cristãos não oram pela paz de Jerusalém, mas pela paz da Igreja, que é o Corpo de Cristo e ao qual estão ligados todos os salvos. "Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação" (Efésios 4.1-4).

Os salmos são judaicos em sua essência e sua visão é de um povo terreno de Deus vivendo na terra. Todo o Salmo 122 e a passagem que vimos no início do artigo, no versículo 6 – "Orai pela paz em Jerusalém" – pertence ao futuro. Ali é o remanescente de judeus fiéis que é exortado a orar pela paz de Jerusalém, porque, afinal, eles estão morando nela. Veja todo o contexto para entender isso melhor:

"Cântico dos degraus, de Davi – Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR [isto significa que o Templo terá sido reconstruído]. Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém [o remanescente judeu fiel que irá se converter após o arrebatamento é visto aqui fisicamente dentro de Jerusalém]. Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta. Onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, até ao testemunho de Israel, para darem graças ao nome do SENHOR. Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti. Por causa da casa do SENHOR nosso Deus, buscarei o teu bem” (Salmos 122.1-9).

Observe que eles dizem estar com seus pés dentro de Jerusalém. Trata-se ali do remanescente de judeus fiéis que irão se converter após o arrebatamento da Igreja, sofrerão os horrores da perseguição na grande tribulação, até colocarem seus pés na cidade que Deus escolheu para eles, Jerusalém.

Orar pela paz de Jerusalém não é uma ordem direcionada à Igreja, mas abençoar o povo de Jerusalém e todo o Israel sim. Orar é uma coisa; abençoar é outra. A oração que devemos fazer por Jerusalém é para que se convertam a Cristo – esta é a ordem para a Igreja. Devemos orar pela conversão de todos, embora saibamos que nem todos irão se converter.

Jerusalém será o palco do retorno de Cristo (At 1.11; Zc 14.4), e naquele tempo Ele estabelecerá paz permanente com seus muros. Todos os que ficarem na terra e se converterem na Tribulação após o arrebatamento da Igreja devem estar aguardando ansiosamente o retorno do Rei de Israel e orando pelo tempo em que o Príncipe da Paz reinará em Jerusalém por mil anos (Ap 20.2-6).

ATENÇÃO:
Não confunda a segunda vinda de Cristo com o arrebatamento da Igreja, o qual ocorre no mínimo sete anos antes da Sua segunda vinda (Dn 9.24-27; Mt 24). A Igreja será arrebatada antes do tempo da Tribulação (1Ts 4.16-17; Ap 3.10). Ficarão na terra aqueles que não ouviram o evangelho da graça porque não tiveram tempo para ouvir e os que ouviram, mas não creram. Para os que ouviram e não creram não haverá uma segunda chance. Todavia, para aqueles que não tiveram tempo de ouvir, terá uma segunda chance de se converterem por meio do evangelho do Reino, que será pregado pelo remanescente judeu fiel e que anuncia o retorno do Rei de Israel (Mt 24.14). Preste muita atenção na diferença entre o arrebatamento e a segunda vinda – Arrebatamento é quando o Senhor vem para os Seus santos (Jo 14.2-3); a Segunda Vinda de Cristo ocorre mais tarde, quando Ele vem com os Seus santos que foram levados à glória no Arrebatamento (Jd 14; Zc 14.5b). No Arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1Ts 1.10); em Sua Segunda Vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6.1-4).

Para melhor entendimento sobre a diferença entre Arrebatamento e Segunda Vinda, clique neste link:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/08/a-diferenca-entre-o-arrebatamento-e.html

PENSE BEM ANTES DE MALDIZER ISRAEL

"Deus tirou os israelitas do Egito e luta por eles como um touro selvagem. Eles devoram as nações inimigas, quebram os ossos dos seus soldados e os matam com as suas flechas. Israel é como um leão poderoso: quando está dormindo, ninguém tem coragem para acordá-lo. Quem abençoar o povo de Israel será abençoado; e quem o amaldiçoar será amaldiçoado" (Números 24.8-9).

Shalom Adonai!

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/
_________________________________________________
Para uma perspectiva cristã correta dos salmos, leia os links abaixo:

https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/como-os-salmos-se-aplicam-ao-cristao-jp.html
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/devemos-rasgar-o-antigo-testamento-jp.html
http://www.respondi.com.br/2012/03/qual-o-problema-de-cristaos-louvarem.html
http://manjarcelestial.blogspot.com/2009/03/musica-instrumental-nas-reunioes.html
http://manjarcelestial.blogspot.com.br/2012/12/os-salmos-j-n-darby-e-outros-autores.html

A CERTEZA DA SALVAÇÃO | JP Padilha


“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31).

Você já se perguntou se você é realmente salvo por ficar em dúvida sobre isso? Já ficou confuso a respeito de sua salvação? Você tem certeza de que tem a vida eterna e que você vai para o Céu quando morrer? Bom, Deus quer que você tenha certeza disso! Embora a passagem que vemos na introdução do artigo seja simples e tão clara como o meio-dia, podemos ainda cair na armadilha de falsos mestres arminianos e pentecostais que ensinam que é possível perder a salvação. Vamos tapar a boca de tais falsos profetas e provar, sob a base das Escrituras, que o salvo não pode perder a salvação jamais e que a certeza da salvação é um mandamento divino que nos fortalece e nos incita a desenvolver a nossa fé e perseverança.

A certeza da salvação é uma das coisas mais importantes para o nosso crescimento espiritual. Quando não temos essa convicção, não conseguimos nos relacionar com Deus corretamente. A verdade é que não há crescimento espiritual sem a certeza da salvação. Por isso, ela deve ser adquirida logo quando nos convertemos. Vejamos alguns versículos que provam isso:

“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1.10). – Aqui Pedro fala de vocação e eleição. A vocação é o dom do chamado para a salvação que Deus nos deu, o qual faz com que o homem creia em Jesus Cristo em um certo momento da vida, enquanto a eleição é o ato de Deus em eleger a pessoa para a salvação antes mesmo da fundação do mundo, por meio da predestinação (cf. Efésios 1.3-14). Em uma tradução mais simples, Pedro está dizendo o seguinte: “Meus irmãos, procurem ficar cada vez mais firmes na certeza de que Deus os chamou e escolheu". O chamado é a vocação; a escolha é a eleição de Deus nos tempos eternos, ocorrida antes mesmo da fundação do mundo.

“Em quem também vós estais (em Cristo), depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Efésios 1.13). – Esta passagem nos mostra que o crente é salvo no momento em que crê em Jesus e O recebe por meio do evangelho da graça.

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). – Isto é, o Espírito Santo, que agora habita nos crentes, testifica com o espírito dos crentes que eles são filhos de Deus. A palavra “testifica” significa testemunhar, oferecer testemunho, comprovar a veracidade de, assegurar, afirmar com convicção e certeza, etc.

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.38-39). – Não importa o que façamos ou o que outro faça para tentar nos arrebatar das mãos de Deus. Nada pode nos separar de Seu amor. Esta passagem diz que absolutamente NADA – nem mesmo nossos piores pecados – pode nos separar deste amor. Não importa o quanto podemos pecar durante a nossa peregrinação neste mundo. Nenhum pecado que possamos vir a cometer pode nos afastar do nosso Pai Celestial, pois somos alvos de Seu amor incondicional, eterno, atemporal e ilimitado. Ainda que saiamos do caminho por um tempo, seremos disciplinados por Deus e voltaremos a andar pelo caminho estreito (Hb 12.5-11). Se estamos em Cristo, nada pode nos separar do amor de Deus – nem mesmo nós.

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Efésios 4.30). – Aqui vemos que o crente está numa condição imutável e não pode tornar atrás. Ele tomou uma decisão por causa da intervenção divina e isso não tem volta. Ele está selado no Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo jamais deixará o crente. Trata-se de um estado inalterável – fixo, estável, definitivo, contínuo, perdurável, eterno, invariável, imperturbável, inabalável, sólido e concreto.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10.27-29). – Jesus assegura que ninguém poderá arrancar as Suas ovelhas de Suas mãos. Trata-se de uma promessa de Jesus Cristo. O que mais poderíamos dizer sobre isso? Esta promessa ressalta a soberania e o cuidado constante de Deus sobre aqueles que Ele predestinou à salvação (Rm 8.29-30). Estar nas mãos de Cristo é estar em Sua posse e à Sua disposição, como todos os eleitos de Deus.

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” (Romanos 8.29-30). – Aqui Paulo explica que Deus predestinou os crentes para serem conformes à imagem de Jesus Cristo, e que todos os que são chamados por Deus serão justificados e glorificados. A boa obra que Cristo começou Ele a terminará até o dia do arrebatamento (Fp 1.6 – o Dia de Jesus Cristo).

É impossível ser mais claro do que João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. – Atente-se para os tempos dos verbos, os quais revelam uma transformação imutável na posição do pecador salvo: “ouve”, “crê”, “TEM”, “entrará”, “PASSOU”. A passagem NÃO diz que o salvo “terá” vida eterna, mas que tem a vida eterna no momento em que crê, o que significa um direito adquirido por graça, e tão somente pela graça.

A Bíblia diz: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 João 5.13). Suponha que você estivesse na frente de Deus neste exato momento e Ele lhe perguntasse: “Por que eu deixaria você entrar?” O que você diria? Você pode não saber o que responder. O que você precisa saber é que Deus nos ama (isto é, a Igreja) e providenciou para nós uma forma para que pudéssemos saber com certeza onde vamos passar a eternidade. Ele enviou apóstolos e profetas para escreverem a Sua Palavra para que não ficássemos sem um norte a respeito do assunto. Temos aqui uma lista de passagens bíblicas que nos conforta com a certeza da salvação em Cristo Jesus.

A Bíblia afirma isto assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). – A maioria das pessoas olha para esse versículo e acha que Deus ama todo o mundo, ou seja, cada indivíduo do mundo, sem exceção. Isso é um terrível engano de Satanás e uma forma de distorcer a visão correta do que Deus nos revela em Sua santa Palavra. Na verdade, Deus não ama a todos os indivíduos do mundo, nem tampouco poderia, visto que Ele salva a todos quantos Ele ama, e ninguém dentre os Seus amados escolhidos pode ser arrebatado de Suas mãos (Jo 10.26-30). Se Deus amasse a todos os indivíduos do mundo, certamente todos seriam salvos, pois Ele não é mentiroso, nem débil, nem fraco. Deus salva a quem Ele ama e ponto final. Então, como explicar esta incógnita de João 3.16? E as outras passagens que citam o termo “Mundo”?

A palavra “Kosmos” (Mundo) aqui, em João 3.16, se refere aos escolhidos, e não a cada indivíduo do mundo. O próprio contexto responde à indagação que poderia ser feita com relação a isso. Indivíduos do mundo todo são salvos, mas não todos os indivíduos do mundo. A passagem está dizendo que Deus ama indivíduos do mundo todo (de todas as tribos, nações, etnias, etc.). Quando a Bíblia diz que não há acepção de pessoas, ela está se referindo ao fato de que Deus não escolheu os salvos com base no país ou nação onde eles nasceram, ou em sua descendência, ou em qualquer mérito pessoal. Se por um lado não há acepção de pessoas, por outro há EXCEÇÃO de pessoas! Por exemplo, se interpretássemos "mundo" como "cada indivíduo do mundo" em João 3.16, teríamos que aplicar o mesmo sentido em 1 João 5.19 – “Todo o mundo está no maligno” --, e então teríamos um grande e terrível paradoxo. Todavia, a Bíblia não contém paradoxos. Ela não contradiz a si mesma. Quando João diz que “todo o mundo está no maligno”, ele está claramente dizendo que todo o mundo, fora do círculo de crentes em Jesus Cristo, está no maligno. Ele está se referindo ao mundo dos descrentes/perdidos, não ao mundo dos crentes.

Mais informação sobre João 3.16 aqui: “O significado de Mundo na Bíblia”:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/07/o-significado-de-mundo-na-biblia-jp.html

É muito importante entender o que nos manteria afastados do Céu. O problema é este: Nossa natureza pecaminosa nos impediria de ter um relacionamento com Deus. Nós somos pecadores por natureza e por escolha. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23).

Mas, graças a Deus fomos escolhidos por Ele e agora somos justificados pela fé em Cristo Jesus: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei" (Romanos 3.28). "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.21). "Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo" (Gálatas 2.16-19).

Nós não podemos salvar a nós mesmos. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9). Nós merecemos a morte e o inferno “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23).

Deus é Santo e Justo. Ele irá punir os pecadores não salvos. Todavia, Ele nos ama e providenciou perdão para os nossos pecados quando sacrificou Seu próprio filho na cruz do calvário. E Ele o fez somente pelos eleitos, como já fora provado neste artigo. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Jesus morreu por nós na cruz: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3.18). Jesus foi ressuscitado dos mortos, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25).

Então, de volta à questão inicial: “Como posso ter certeza de que eu vou para o Céu quando morrer?” A resposta é: “Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo” (Atos 16.31). “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1.12). Você pode receber a vida eterna como um dom GRATUITO. “Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23). Você pode ter uma vida cheia de significado agora mesmo. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10.10). Você pode passar a eternidade com Jesus no Céu, pois Ele prometeu: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde estou, estejais vós também” (João 14.3). Este versículo fala do arrebatamento (cf. 1 Tessalonicenses 4.16-17).

Se você deseja receber Jesus como Seu Salvador e receber o perdão de Deus, aqui está uma oração que você pode fazer. Fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvar você. É apenas crendo em Jesus Cristo que se recebe perdão dos pecados. Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé nEle e de agradecer a Ele por providenciar o Seu perdão. Portanto, ore assim:

“Deus, eu sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou sobre Si a punição que eu mereço para que através da fé nEle eu pudesse ser perdoado. Eu me volto contra o meu pecado e ponho a minha confiança em Ti para a salvação. Pai, eu me prostro diante de Ti. Obrigado por Tua graça e perdão maravilhosos, em nome do Senhor Jesus Cristo! Amém!”

Mas, e quanto àqueles que creram e voltaram para o mundo? Isso não significa que perderam a salvação? A resposta é que ninguém pode perder a salvação que uma vez foi dada aos santos escolhidos de Deus. O versículo que explica a condição daqueles que tornam atrás após receberem o evangelho está em 1 João 2.19: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”. Ou seja, o fato do indivíduo ouvir o evangelho, crer no Senhor Jesus e tornar a viver no pecado só mostra que ele nunca realmente se converteu. A Bíblia é clara em nos ensinar que é impossível perder a salvação. Se alguém diz que creu em Jesus, mas torna para os velhos hábitos mundanos, este alguém nunca foi salvo. Foi apenas um cristão nominal – sem transformação real dentro de si.

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2.1-2).

Leia sobre o que significa Propiciação na Bíblia aqui:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/02/o-que-significa-propiciacao-na-biblia.html

SUMÁRIO – PELAS OBRAS OU PELA GRAÇA?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/07/sumario-pelas-obras-ou-pela-graca-jp.html

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

Como posso viver a minha vida para Deus? | JP Padilha



Deus nos deu algumas instruções muito claras em Sua Palavra a respeito de como devemos viver para Ele. Essas instruções incluem o mandamento de amar uns aos outros (Jo 13.34-35), o chamado para segui-lo à custa de negar os nossos próprios desejos (Mt 16.24), a exortação a cuidar dos pobres e necessitados (Tg 1.27), bem como a advertência para não cair em comportamentos pecaminosos como aqueles que não conhecem a Deus (1Ts 5.6-8). Em Tiago 1.27 está escrito que a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas e afastar-se da corrupção do mundo. Jesus resumiu o que significa uma vida vivida para Deus quando um mestre da lei perguntou-lhe qual era o mais importante dos mandamentos. Jesus respondeu: "O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes" (Marcos 12.29-31).

A oração de Jesus antes de Sua crucificação também esclarece o nosso propósito. Referindo-se aos crentes, Ele orou: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja" (João 17.22-26). Jesus deseja um relacionamento conosco.

O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Uma vida vivida para Deus glorifica a Deus. Nós buscamos a Deus com todo o nosso ser – de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de toda a nossa força. Permanecemos em Cristo (Jo 15.4, 8) e, portanto, agimos como Ele quando amamos aos outros. Ao fazer isso, trazemos glória ao Seu nome e também desfrutamos da relação para a qual fomos originalmente criados.

Aqueles que desejam viver para Deus devem buscá-lO em Sua Palavra. Devemos buscar a orientação do Espírito Santo para aplicar a Palavra às nossas vidas. Como buscar a orientação do Espírito Santo a fim de aplicar a Palavra em nossas vidas? Através da oração. Aqui está a chave para um relacionamento íntimo com Deus – a oração. Mas, como funciona a oração? De que modo devemos orar?

A oração do santo é sempre teocêntrica. Devemos derramar nossos corações diante do Pai suplicando somente por meio do santo nome de Cristo, que é a única intercessão entre Deus e os homens (1Tm 2.5-6). A Bíblia diz que por nós mesmos não sabemos orar, mas que, ao nos entregarmos à oração por meio da intercessão de Cristo, o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26), e é nisto que descansamos com confiança. Devemos, sobretudo, reconhecer que a verdadeira oração é um dom do Pai e não do homem. Ele, o SENHOR, outorga a oração por meio do Filho e opera-a em nós através do Seu Espírito Santo. O Espírito Santo, por sua vez, eleva esta mesma oração de volta ao Filho, Jesus Cristo, o qual a santifica e a apresenta aceitável ao Pai. A oração é uma cadeia teocêntrica – movendo-se do Pai, por meio do Filho, mediante o Espírito Santo, que a envia de volta ao Filho para que chegue até o Pai.

Viver para Deus significa abrir mão de nós mesmos e desejar a vontade de Deus acima de tudo. À medida que nos aproximamos de Deus e passamos a conhecê-lO mais, os Seus desejos vão se tornando naturalmente os nossos. À medida que amadurecemos, nosso desejo de obedecer aos mandamentos de Deus aumenta à medida que o nosso amor por Ele aumenta. Jesus disse: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14.15). Quem ama verdadeiramente a Deus e quer um relacionamento íntimo com Ele guarda os Seus mandamentos.

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página JP Padilha
– Fonte 3: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

Como me manter encorajado quando não consigo nem um bom emprego? | JP Padilha


Primeiramente, vamos desfazer o mito de que “o homem é o provedor do lar”. Nós, homens de Deus, estamos acostumados a nos cobrar demais pelo fato da Bíblia dizer que somos líderes e responsáveis pelo nosso lar. “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5.23). Com isso, muitas vezes somos induzidos por falsos mestres a pensar que o papel de prover o lar é nosso. Bom, de fato, por conta do papel do homem em uma casa ser de liderança, automaticamente ele trabalhará com suas mãos para sustentar sua casa. Deus ordena que o homem trabalhe com suas próprias mãos para que não necessite de nada e não sirva de peso para outros (1Ts 4.11-12). Esta ordem foi sim dada aos homens, não às mulheres. Todavia, é um grande engano pensar que a Bíblia, em algum versículo, diz que o homem é responsável pela provisão da família. A Bíblia não diz que o homem é o provedor do lar, mas que Deus é o responsável pela provisão. A Bíblia ensina que homens devem trabalhar e cuidar de sua família, mas não diz que ele é O provedor do lar. Senão, vejamos:

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois é o Senhor quem dá o sustento àqueles que Ele ama, ainda que estejam dormindo” (Salmos 127.1-2).

O quê? O que acabamos de ler acima? Quem é o Provedor do lar? O homem? Não. O Provedor do lar é Deus. Vamos desmistificar toda essa lambança que fizeram com a cabeça de muitos crentes piedosos por meio do que chamam de “teologia”. Sempre que a Bíblia fala de “Provisão”, ela fala de Deus sendo o Provedor, seja na família, seja na assembleia, seja individualmente, etc. (Mt 6.25-34).

Jesus disse que todas as coisas do mundo, tais como comida, bebida e vestimentas, são os pagãos que procuram. Ele nos ensina que não devemos ser como os pagãos, e que devemos buscar antes o reino de Deus e a Sua justiça ao invés de buscar pelas coisas materiais. E acrescenta: “Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.32-33).

Agora, tratemos do tema proposto: Como me manter encorajado quando não consigo sequer um bom emprego para cuidar da minha família? Bom, o que é importante reconhecer em meio a situações que parecem impossíveis – como encontrar um bom emprego – é que, quando entregamos o problema ao controle de Deus, tal problema automaticamente entra no reino do possível porque com Deus todas as coisas são possíveis (Mt 19.26). Vivemos no país do desemprego. Os últimos anos foram marcados por estatísticas de recorde de desemprego no Brasil.

Todavia, a Palavra de Deus transcende nossas circunstâncias. Não importa o que estejamos enfrentando em nossas vidas – ainda podemos confiar no que Deus diz sobre Si mesmo. Uma coisa que sabemos sobre Deus é que Ele ouve nossas orações e sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos a Ele (Mt 6.7-8). Somos ordenados a não nos preocuparmos com o futuro pela mesma razão. Deus conhece nossas necessidades e é o nosso Provedor (Mt 6.25-34). Porém, não se preocupar não significa “não agir”, mas simplesmente reconhecer que Deus está no controle e que tem nossos melhores interesses em mente (Rm 8.28). Mesmo quando não vemos nada acontecendo, podemos ter certeza de que Deus está trabalhando ativamente em nosso favor. Ele não está sentado de braços cruzados (cf. Rute 3.18).

Deus prometeu que proveria para nós tudo o que necessitamos, mesmo quando não conseguimos encontrar um bom emprego. Devemos orar para que possamos experimentar a paz e o encorajamento embutidos nessa verdade.

O desânimo é uma condição do coração. Uma boa pergunta a se fazer é a seguinte: No que estou focando minha atenção e pensamentos? No problema ou em Deus? Embora a preocupação dos homens seja encontrar um bom emprego, Deus Se preocupa mais com a condição de nossos corações (cf. 1 Samuel 16.7). Filipenses 4.4-7 diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Quando conscientemente escolhemos louvar e agradecer a Deus em meio à nossa busca pelo emprego, abrimos nossos corações e mentes para receber a Sua paz.

Também é importante perceber que, embora Deus tenha planos incríveis para cada um de nós (Jr 29.11), também temos um inimigo, a saber, Satanás, que adoraria nada mais do que nos desencorajar de confiar em Deus para cumprir esses planos para nossas vidas. A Bíblia descreve Satanás como aquele que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5.8 ). A maneira mais fácil de um leão derrubar a presa é primeiro isolá-la do seu rebanho. É muito mais fácil para Satanás nos desencorajar quando estamos desconectados do Corpo de Cristo. Ter pessoas piedosas (irmãos em Cristo) em nossas vidas que sabem pelo que estamos passando e podem orar conosco e por nós quando as coisas estão difíceis é um grande encorajamento (Hb 10.24-25; Tg 5.16).

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

O que significa estar na presença de Deus? | JP Padilha


Adão e Eva tiveram comunhão íntima na presença de Deus antes da queda (Gn 3.8). Desde aquela época, o pecado tem impedido a nossa capacidade de estar na presença física de Deus (Êx 33.20). Agora, apenas os anjos santos e sem pecado estão na presença física de Deus (Lc 1.19). Entretanto, os cristãos têm a presença de Deus dentro de si em virtude da habitação do Espírito Santo (Jo 14.23; 15.4), e essa presença interior vem somente por meio da fé no Senhor Jesus Cristo.

Estamos conscientes da realidade dessa presença devido a nossa obediência à Sua Palavra. "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2.9). Note que Pedro diz que "sois raça eleita... propriedade exclusiva de Deus". Se pertencemos a Deus, então Ele está presente no meio de nós. Nunca perdemos a realidade da Sua presença, independente do tamanho de nossas falhas; nenhum pecado é capaz de nos fazer perder a nossa salvação; nunca seremos capazes de afundar a ponto de banir o Espírito Santo. Somos disciplinados por Deus por causa de nossos pecados (Hb 12.6-11), mas os verdadeiros crentes nunca perdem a presença do Espírito Santo. Embora nunca percamos a realidade da presença de Deus, podemos perder a "sensação" de Sua presença.

Todo filho de Deus, invariavelmente, passa por esse sentimento de perder a presença de Deus ao longo do tempo (alguns crentes por pouco tempo, outros por longo tempo), como um proprietário que deixou sua casa e viajou a negócios por um tempo. Ele não deixou a casa completamente vazia, pois, se tivesse deixado, teria levado consigo todos os seus pertences. Todavia, se o proprietário deixou todos os seus móveis e pertences na casa, significa que ele certamente voltará. Todo crente deve estar ciente de que há momentos de “solidão espiritual”, quando o Senhor está determinado em testar a sua fé. Será que Ele não nos empurra através de Sua peneira, por meio das chamas das aflições, para que possamos ser ainda mais puros (Jó 23.10; 1Pe 1.7)?

O resultado prático de se estar na presença de Deus é a alegria! Entretanto, aquela sensação da ausência de Deus, da qual falamos no início deste artigo, faz com que cristãos se tornem sombrios e deprimidos. Isso ocorre porque carecem do “sentir” a presença de Deus. Mais uma vez é necessário dizer que isso não significa que Deus os abandonou. Tenhamos como exemplo o salmo 88. O salmo 88 tem como autor Hemã, um levita que foi ministro de música do rei Davi. Hemã era neto do profeta Samuel. Neste salmo vemos um homem de Deus em completo desespero porque não sente a presença do Senhor há muito tempo, embora ele seja descrito no salmo como sendo um verdadeiro servo de Deus.

A comunhão com Deus é doce para aqueles que andam com Ele em obediência e fé. Mas a doce comunhão que vem da obediência e confiança no Senhor não é um sentimento passageiro. Ela nos sustenta, especialmente durante as provações, "porque a alegria do SENHOR é a vossa força" (Neemias 8.10). Tiago, o irmão do Senhor Jesus, escreve: "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações" (Tiago 1.2) porque as provações produzem fé e desenvolvem a perseverança. Quando perseveramos nas dificuldades, provando a nós mesmos e a outros que a nossa fé é real, o nosso senso da presença de Deus aumenta, assim como a nossa alegria.

Davi fala de uma alegria que só os justos podem conhecer (Sl 16.11) – uma alegria que é apenas um vislumbre de uma alegria muito maior e eterna, quando virmos o rosto do Senhor na glória por vir.

• Em Êxodo 33.20, Deus diz a Moisés: "Não poderás ver a minha face, porque o ser humano não pode ver-me e permanecer vivo!" 

• Em 1 Timóteo 6.16, a Bíblia diz que Deus "habita em luz inacessível, a quem ninguém jamais viu nem pode ver".

• Em 1 Coríntios 13.12, a Bíblia diz que "agora vemos apenas um reflexo, como em um espelho, mas, um dia, veremos face a face".

• Em 1 João 3.2, a Bíblia diz que "seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é".

Um dia, quando formos arrebatados nos ares por Jesus Cristo (1Ts 4.16-17), seremos levados para o Céu e, então, só então, estaremos na presença física de Deus e O veremos face a face.

– JP Padilha

Leia o artigo pelo Blog aqui:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/o-que-significa-estar-na-presenca-de.html
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página JP Padilha
– Fonte 3: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

O que a Bíblia diz sobre a Confiança? | JP Padilha


As palavras traduzidas como “confiança” na Bíblia significam literalmente “uma segurança ousada, confiante e segura”, ou “uma ação baseada nessa confiança". Confiança não é exatamente o mesmo que fé, que é dom de Deus (Ef 2.8-9). A fé leva à confiança, e não o contrário. Ou seja, confiar é o que fazemos por causa da fé que nos foi dada. Confiar é acreditar nas promessas de Deus em todas as circunstâncias, mesmo naquelas em que a evidência parece ser o contrário. Hebreus 11 fala de fé, que é aceitar e acreditar na verdade que Deus revela sobre Si mesmo, especialmente na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Todavia, a consequência prática da fé em Deus é a confiança, a qual demonstramos vivendo dia a dia em nossa completa aceitação do nosso destino e na nossa esperança nas promessas de Deus. Além disso, é por esta confiança que a paz nos é prometida: "Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti" (Isaías 26.3).

"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Provérbios 3.5).

O versículo acima resume o ensino bíblico sobre confiança. Antes de tudo, é no Senhor que devemos confiar, não em nós mesmos ou em nossos planos, muito menos na sabedoria e nas ideias do mundo. Confiamos no Senhor porque Ele, e somente Ele, é verdadeiramente digno de confiança. Sua Palavra é confiável (Sl 93.5; 111.7; Tt 1.9), Sua natureza é fiel e verdadeira (Dt 7.9; Sl 25.10; 145.13; 146.6), e Seus planos para nós são perfeitos e com propósito (Is 46.10; Jr 29.11). Além disso, graças à natureza de Deus, temos que confiar nEle de todo o coração, entregando aos Seus cuidados todos os aspectos da nossa vida com total confiança. Finalmente, não devemos confiar em nós mesmos, visto que nosso entendimento é temporário, finito e corrompido por nossa natureza pecaminosa. Confiar em nós mesmos é como caminhar calmamente por uma ponte de madeira apodrecida sobre um abismo de milhares de metros de profundidade. O desastre é inevitável.

Em muitos dos salmos de Davi, a confiança em Deus é uma característica inata. Só nos salmos há 39 referências à confiança, seja em Deus e em Sua Palavra, ou referindo-se ao fato de que não devemos confiar nas riquezas ou nas coisas deste mundo. É com base nessa confiança que Davi encontra a libertação de todo o perigo que enfrenta. Muitos dos salmos de Davi narram situações em que ele foi perseguido por Saul e seu exército, bem como por outros inimigos, e o Senhor sempre vinha em seu socorro. Uma coisa que podemos observar sobre a confiança na Bíblia é que ela sempre gera mais confiança em Deus. O homem de Deus nunca deixa de confiar plenamente nEle. Sua fé pode ser abalada, ele pode tropeçar, ou pode cair no pior dos pecados, mas "se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão" (Salmos 37.24). O homem de Deus sabe que, embora as provações o cerquem nesta vida, sua confiança não vacilará, porque essa confiança se baseia na fé nas promessas de Deus, tais como a promessa de alegria eterna com o Senhor e a promessa de uma herança “incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pedro 1.4).

E a coisa não pára por aí. Deus prometeu paz aos que nEle confiam:

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6-7).

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página JP Padilha
– Fonte 3: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

DEUS ESPERA QUE OS CRISTÃOS VOTEM? | JP Padilha



Acredito veementemente que é a responsabilidade e dever de todo cristão votar e votar a favor de líderes que promovam princípios bíblicos. Deus com certeza está no controle, mas isso não significa que não tenhamos que fazer mais nada para promover a Sua vontade. Deus nos ordena a orar pelos nossos líderes e governantes em 1 Timóteo 2.1-4. Em relação à política e liderança, há evidência na Bíblia de que a nossa escolha de liderança às vezes desagrada a Deus (Os 8.4). A evidência do poder do pecado no mundo está por todo canto. Muito desse sofrimento é devido à liderança que não teme a Deus (Pv 28.12). A Bíblia dá instruções aos cristãos para que obedeçam à autoridade legítima, a menos que essa autoridade contradiga os comandos de Deus (At 5.27-29; Rm 13.1-7). Como cristãos, nascidos de novo, devemos tentar escolher líderes que vão se deixar ser guiados pelo Senhor (1Sm 12.13-25). Candidatos ou propostas que violam os comandos bíblicos de vida, família, casamento e fé nunca devem ser apoiados (Pv 14.34). Por esta razão, não se deve votar em políticos de esquerda – socialistas; comunistas. Os cristãos devem votar de acordo com as suas orações e estudos tanto da Palavra de Deus quanto das opções na cédula do voto.

Cristãos em muitos países neste mundo são oprimidos e perseguidos. Eles sofrem sob governos que nada podem fazer para mudar e governos que odeiam a sua fé e tentam silenciar suas vozes. Esses crentes pregam o evangelho de Jesus Cristo arriscando as suas próprias vidas. Nos EUA, os cristãos foram abençoados com o direito de se expressarem e de escolherem ou não seus líderes sem temer por si ou por suas famílias. Nos EUA, nas últimas eleições, cerca de dois em cada cinco cristãos autoproclamados encararam esse direito como garantido e não votaram. Cerca de um em cada cinco cristãos elegíveis para votar não são sequer registrados. Deus abençoou muito os EUA neste sentido, pois o povo pode escolher votar ou não votar; expressar ou não expressar, etc.

Nos dias de hoje, há muitos que querem extinguir o nome e a mensagem de Jesus Cristo completamente dos ouvidos do público. Geralmente são políticos de esquerda que engendram leis a fim de que o Cristianismo seja abolido de sua pátria. A propósito, permita-me ser mais direto ao ponto: Não existe cristão que vota em políticos de esquerda. Estamos sempre inclinados a votar em políticos de direita (Estude sobre o que é política de direita e de esquerda).

Votar é uma oportunidade de promover, proteger e preservar um governo que teme a Deus. Deixar de usar essa oportunidade significa deixar que pessoas que queiram rejeitar o nome de Cristo alcancem o seu objetivo. Os líderes que elegemos – ou que nada fazemos para remover do poder – têm grande influência sobre as nossas liberdades. Eles podem escolher proteger o nosso direito de louvor e de compartilhar o evangelho, ou podem restringir esses direitos. Podem liderar a nossa nação rumo à retidão ou a um desastre moral. Como cristãos, precisamos nos erguer e estar dispostos a seguir o nosso comando de cumprir as nossas obrigações cívicas (Mt 22.21).

Todavia, quero ressaltar aqui a diferença entre votar e fazer campanhas políticas e falar mal de governantes ou fazer protestos e greves no intuito de mudar o mundo para melhor. Não é dever do cristão fazer nada disso. Pelo contrário, é pecado, e eu explico este tema no artigo que deixarei no link abaixo.

Leia também: “Devemos estar sujeitos às autoridades”
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2020/11/devemos-estar-sujeitos-as-autoridades.html

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página JP Padilha
– Fonte 3: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

Por que esperar em Deus é tão difícil? | JP Padilha


“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei; Ele é a salvação da minha face, e Deus meu” (Salmos 42.11).

Esperar em Deus não é apenas difícil; às vezes parece impossível. Queremos que as coisas aconteçam em nosso próprio cronograma, de acordo com nossos planos. Queremos que tudo se resolva agora. Queremos resultados imediatos. Somos tentados a agir por conta própria, buscando resolver nossos problemas de forma imediata. A impaciência nos leva a tomar decisões precipitadas que podem resultar em mais problemas do que soluções. No entanto, Deus não opera no nosso tempo, e é quando esperamos que Ele agirá assim que as decepções vêm. Deus tem uma perspectiva maior dos eventos da vida, e Sua perspectiva, planos e horários são perfeitos e santos porque Ele é perfeito e santo. "O caminho de Deus é perfeito" (Salmo 18.30). Se os caminhos de Deus são "perfeitos", podemos confiar que tudo o que Ele faz – e qualquer que seja o Seu tempo – também é perfeito. Quando passamos a entender esse fato, esperar em Deus não apenas torna as coisas mais fáceis, como também nos torna crentes mais alegres.

Na passagem que vimos no início do artigo, vemos um diálogo do salmista com o seu interior, que demonstra a perda de controle sobre o que está acontecendo dentro de si. Ele se dirige a si mesmo ao invés de permitir que sua alma se dirija a ele com palavras negativas. A introspecção positiva é aquela em que você, ao invés de permitir que sua alma o atormente, você se dirige a ela e fala com ela. Quando o salmista diz que Deus é a salvação da sua face, ele está querendo dizer que até mesmo seu semblante será transformado por Deus – seu semblante está abatido, mas, com a intervenção do Senhor, se tornará alegre. “Espera em Deus, pois ainda o louvarei”, diz o salmista para sua própria alma.

As promessas de Deus são claras sobre este assunto – se esperarmos em Deus, Ele renovará nossas forças (Is 40.31). Entretanto, somos humanos e vivemos em uma cultura que exige tudo para agora, ou até mesmo para ontem. É por isso que esperar em Deus é difícil. Às vezes, as orações que elevamos ao Senhor dos Exércitos são respondidas imediatamente, e isso nos encoraja a aumentar a confiança. Não obstante, às vezes, durante um período de tempo, o Senhor testa a nossa fé, e é aí que a nossa jornada pode se tornar uma grande e extensa luta. É justamente aí que as coisas podem ficar difíceis e é quando nos perguntamos se o Senhor está realmente ouvindo nossa oração. Muitos de nós chegamos até mesmo a ser tentados a questionar a própria existência de Deus. Tudo começa com uma pergunta interna: “Será que tem mesmo Alguém me ouvindo do outro lado?”. “Espera... será que existe Alguém do outro lado?”. “Estaria eu falando com as paredes?”.

O apóstolo Paulo nos exorta a não nos preocuparmos com absolutamente nada:

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4.6-8).

A ansiedade no crente é fruto da sua falta de fé e isso é uma ofensa a Deus, não só porque Ele não quer que estejamos ansiosos por coisa alguma, mas também porque Ele sabe que nossas ansiedades derivam de uma compreensão incompleta de quem Ele é. A ansiedade é uma doença na alma; e a cura para essa doença é a fé.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11.1; cf. Hb 11.1-40).

Um aspecto crucial da natureza e do caráter de Deus, e o único atributo que nos permitirá esperar pacientemente nEle com total confiança, é a Sua soberania. A soberania de Deus é definida como Seu controle total, completo e independente sobre cada criatura, evento e circunstância em cada momento da história – em cada milésimo de segundo e em cada aspecto da vida. Qualquer grão de areia que se move não é por acaso, mas faz parte da determinação divina. “Os dados são lançados sobre a mesa, mas do Senhor procede toda a determinação” (Provérbios 16.33). Quando o autor desta passagem fala de dados sendo lançados sobre uma mesa, ele tem em mente a coisa mais aleatória possível. A conclusão a que chegamos aqui é que NADA foge da predestinação de Deus. TUDO está debaixo dos Seus decretos e nada acontece sem Sua determinação.

Sujeito a ninguém, influenciado por ninguém, absolutamente independente, Deus faz o que quer, apenas como quer, sempre que quer, e nada é demais para a Sua mão: "Eu sou Deus... que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá firme, e farei toda a minha vontade" (Isaías 46.9-10). Quando realmente entendemos esse conceito, esperar que o nosso Deus perfeito trabalhe e aja em Seu tempo perfeito não só nos ajuda a esperar pacientemente, mas também com confiança.

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

O CATOLICISMO É UMA RELIGIÃO FALSA? | JP Padilha



A resposta é “SIM”. Um dos problemas mais graves da Igreja Católica Romana é sua crença de que somente a fé em Cristo não é suficiente para a salvação. A Bíblia afirma clara e consistentemente que receber Jesus Cristo como Salvador, pela graça por meio da fé, concede a salvação (Jo 1.12; 3.16,18,36; At 16.31; Rm 10.9-10,13; Ef 2.8-9). A Igreja Católica Romana rejeita isso. A posição oficial da Igreja Católica Romana é que uma pessoa deve crer em Jesus Cristo, ser batizada, receber a Eucaristia junto com os outros sacramentos, obedecer aos decretos da Igreja Católica Romana, realizar obras meritórias, não morrer com nenhum pecado mortal, etc., etc., etc. A divergência católica da Bíblia sobre esta questão crucial – a salvação – significa que sim, o Catolicismo é uma religião falsa. Se uma pessoa acredita no que a Igreja Católica ensina oficialmente, ela não será salva. Qualquer alegação de que obras ou rituais devem ser adicionados à fé para que a salvação seja alcançada é uma alegação de que a morte de Jesus não foi suficiente para comprar completamente nossa salvação.

Embora a salvação pela graça, mediante a fé, seja o ponto principal que torna o Catolicismo uma falsa religião, ao compararmos o Catolicismo Romano com a Palavra de Deus vemos muitas outras diferenças e contradições. A Igreja Católica Romana ensina muitas doutrinas que estão em desacordo com o que a Bíblia declara. Isso inclui sucessão apostólica, adoração a santos ou a Maria, oração a santos ou Maria, o papa/papado, batismo infantil, transubstanciação, indulgências plenárias, o sistema sacramental e o purgatório. Embora os católicos aleguem apoio bíblico para esses conceitos, nenhum desses ensinamentos tem qualquer fundamento sólido no claro ensino das Escrituras. Esses conceitos são baseados na tradição católica, não na Palavra de Deus. Na verdade, todos eles contradizem claramente os princípios bíblicos.

Em relação à pergunta "Os católicos são salvos?", esta é uma pergunta mais difícil de responder. É impossível dar uma declaração universal sobre a salvação de todos os membros de qualquer denominação do Cristianismo. Nem TODOS os batistas são salvos. Nem TODOS os presbiterianos são salvos. Nem TODOS os luteranos são salvos. A salvação é determinada pela fé pessoal somente em Jesus para salvação, não por títulos ou identificação denominacional. Porém, se a pergunta for “Alguém chega ao Céu sendo católico?”, a resposta é um grande “NÃO, este alguém não chega lá”. Apesar das crenças e práticas não bíblicas da Igreja Católica Romana, há crentes genuínos que frequentam igrejas católicas romanas. Há muitos católicos romanos que genuinamente depositaram sua fé somente em Jesus Cristo para a salvação. No entanto, esses cristãos católicos são crentes apesar do que a Igreja Católica ensina, não por causa do que ela ensina. Em graus variados e em raríssimos casos, algumas denominações da Igreja Católica ensinam a partir da Bíblia e apontam as pessoas para Jesus Cristo como o Salvador. Como resultado, algumas pessoas às vezes são salvas em igrejas católicas. A Bíblia tem um impacto muito grande sobre o crente, sempre que é proclamada (Is 55.11). Os católicos permanecem na Igreja Católica por ignorância acerca do que a Igreja Católica realmente representa, por tradição familiar e pressão dos colegas, ou, em alguns casos, por um desejo de alcançar outros católicos para Cristo. Em todo o caso, é um caminho sem volta para o inferno.

A Igreja Católica também afasta muitas pessoas de um relacionamento de fé genuíno com Cristo. As crenças e práticas não bíblicas da Igreja Católica Romana frequentemente deram aos inimigos de Cristo a oportunidade de blasfemar. A Igreja Católica Romana não é a Igreja que Jesus Cristo estabeleceu. Não é uma Igreja que se baseia nos ensinamentos dos Apóstolos (conforme descrito no Livro de Atos e nas epístolas do Novo Testamento). Embora as palavras de Jesus em Marcos 7.9 tenham sido direcionadas aos fariseus, elas descrevem com precisão a Igreja Católica Romana: "Vocês têm uma ótima maneira de deixar de lado os mandamentos de Deus para observar suas próprias tradições!".

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página JP Padilha
– Fonte 3: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

LANÇANDO FORA O MEDO | JP Padilha



“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”
(1 João 4.18).

Eu quero falar sobre uma palavra feia de quatro letras: “MEDO”! Muitos de nós provavelmente podemos nos lembrar de quando éramos crianças. Se disséssemos uma palavra feia, nosso pai ameaçava lavar nossa boca com sabão. Bem, se “medo” é uma palavra suja de quatro letras, então a fé no amor de Deus é o sabão! Eu não estou falando de fé frágil. Estou falando de uma fé poderosa no amor incondicional, ilimitado, inabalável e perfeito que Deus tem por nós – crentes em Jesus.

ANÁLISE DOS PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DE 1 JOÃO 4.18

“No amor não existe medo” – O amor não é um afeto que produz medo. No amor que temos por um pai, um filho, um amigo, etc., não há medo. Se um homem tiver perfeito amor a Deus, ele não terá medo de nada – pois o que ele teria que temer? Ele não terá medo da morte, pois não terá nada a temer além da sepultura. É a culpa que faz as pessoas temerem o que está por vir; mas aquele cujos pecados são perdoados e cujo coração está cheio do amor de Deus não tem nada a temer neste mundo ou no mundo vindouro. Os anjos no céu, que sempre amaram a Deus e uns aos outros, não têm medo, pois não têm nada a temer no futuro; os remidos no Céu, resgatados de todo perigo e cheios do amor de Deus, não têm nada a temer; e, na medida em que esse mesmo amor opera na terra, ele libera a alma agora de toda a apreensão do que está por vir.

“Antes, o perfeito amor lança fora o medo” – Isto é, o amor que é completo em Deus, e que pode exercer sua influência adequada sobre a alma, lança fora todo o medo. Tanto quanto existe, sua tendência é libertar a mente dos alarmes. Se o amor existe em qualquer alma em um estado absolutamente perfeito (completo), essa alma está completamente livre de todo medo em relação ao futuro.

“Ora, o medo produz tormento” – O tormento é uma emoção dolorosa e angustiante. Assim, os homens sofrem com o medo da pobreza, das perdas, do luto, das doenças, da morte e das aflições futuras. De todas essas apreensões angustiantes, esse amor de Deus que fornece uma evidência da verdadeira piedade nos liberta.

“Aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” – Aquele sobre cuja mente permanece a apreensão de coisas ruins ou até mesmo da ira futura mostra que o amor em sua alma não realizou sua obra completa. De qualquer forma, Jesus prometeu que a boa obra que Ele começou em nós Ele irá terminar. Existem muitas mentes agora, tão cheias de amor a Deus, que estão livremente libertadas do medo.

1 João 4.18 ensina que, ao compreendermos o amor de Deus, somos libertos de nossos medos – todos eles.

A mensagem central desta passagem é que o medo é frequentemente associado à expectativa de punição. No entanto, ao abraçar o amor de Deus, os crentes podem encontrar segurança e paz.

Deus quer que saibamos que Ele está conosco. Ele vai nos orientar e guiar para que possamos ter confiança e fé nEle! Lembre-se, o amor dEle é perfeito, mesmo quando nós não somos. Ele não vai nos amar mais ou menos por causa de nossos erros e pecados. Não é bom saber que Deus te ama exatamente como você está? Esse não é o tipo de pensamento que reforça bastante sua fé e diminui seu medo?

De vez em quando você e eu vamos sentir medo. Quando isso acontecer, podemos nos concentrar em Deus e saber que Ele nos conduzirá através de qualquer situação que enfrentarmos. É o amor perfeito de Deus – não nós mesmos perfeitos – que expulsa o medo a cada momento.

Comece a orar: “Deus, somente Seu amor consegue expulsar meu medo. Então, deposito minha fé no Senhor. Sei que Sua presença está comigo e que o Senhor vai me conduzir através de qualquer situação de medo que eu enfrente. Eu posso não sentir a Sua presença durante boa parte da minha vida, mas o que eu sinto não interessa; o que interessa é que o Senhor está presente mesmo quando eu não sinto essa presença. Eu recebo Seu amor”.

O AMOR LANÇA FORA O MEDO DO JUÍZO DE DEUS

Vamos falar um pouco do contexto predominante em que esta passagem está inserida e, feito isso, falaremos sobre o medo num todo, pois esta passagem serve tanto para falar sobre o medo do juízo divino como para discorrer sobre o medo em geral e subjetivo.

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).

Este versículo apresenta desafios para o leitor sério e tem sido usado para justificar o pecado na vida das pessoas. Teólogos modernos e crentes têm distorcido o sentido do texto para justificar suas decisões de não se arrependerem de seus pecados. Seu mantra é: “Deus me ama do jeito que sou; então não preciso mudar”. Estudantes da Bíblia podem enfrentar uma dificuldade em conciliar este versículo com outros ensinamentos das Escrituras que ensinam a importância do medo ou temor a Deus: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Eclesiastes 12.13), e “não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10.28). Oras, devo temer a Deus ou não? Como compreender o ensinamento de João?

Uma das regras fundamentais para entender qualquer texto é considerar o contexto. João não ofereceu aqui conforto para pessoas que persistem numa vida pecaminosa (cf. 1Jo 3.6-10), nem tampouco falou sobre o temor de Deus, mas sim sobre o medo decorrente das coisas deste mundo. O contexto define termos importantes. Medo e tormento são ligados ao assunto do versículo anterior: o Dia do Juízo (vs. 17). O amor também está ligado aos versículos anteriores: Quem permanece no amor permanece em Deus (vs. 16). João explica o que é necessário para viver e morrer com a confiança da salvação em Cristo. É necessário aperfeiçoar o amor, que significa permanecer em Deus (1Jo 4.16-17). Não obstante, esse processo não depende do nosso esforço, mas sim do ato de Cristo em nos aperfeiçoar até o dia da nossa partida: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1.6). Neste caso, por meio da fé somos aperfeiçoados no amor por Jesus Cristo. O que devemos fazer então? Desenvolver a nossa fé com oração e súplica. A oração e a súplica são formas de fortalecer a fé, pois permitem pedir ajuda, louvar a Deus e refletir sobre a fidelidade dEle.

“Não estejais ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6-7).

Com relação ao Dia do Juízo, trata-se do Grande Trono Branco, onde somente os perdidos estarão. Nenhum crente participará deste ato judicial. Os salvos não participam do julgamento final. É impossível ser mais claro do que João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação (ou juízo), mas passou da morte para a vida”.

Atente-se para os tempos dos verbos, os quais revelam uma transformação imutável na posição do pecador salvo: “ouve”, “crê”, “TEM”, “ENTRARÁ”, “PASSOU”. A passagem NÃO diz que o salvo “terá” vida eterna, mas que tem a vida eterna no momento em que crê, o que significa um direito adquirido por graça, e tão somente pela graça.

Há diferentes tipos de juízo que você encontra na Bíblia, mas é importante distinguir cada um deles. Na ordem dos eventos proféticos, primeiro vem o arrebatamento da Igreja (os salvos) e dos que morreram em Cristo. Para estes não há julgamento ou condenação, pois Cristo pagou o preço de sua redenção. Nas palavras de Mario Persona, “Deus seria tão injusto de julgar um crente quanto um juiz humano seria injusto de julgar alguém por um crime que outro confessou e pagou a pena. Cristo confessou nossos pecados (levou sobre si) e pagou a pena”.

Muitos confundem o Grande Trono Branco (Juízo Final) com o Tribunal de Cristo, e por isso pensam que os cristãos passarão pelo juízo divino no fim dos tempos. Grande erro! O Grande Trono Branco não é o Tribunal de Cristo. Os crentes não serão julgados no Grande Trono Branco, pois são salvos desde o princípio do mundo. O que os crentes encontrarão é o Tribunal de Cristo descrito em 2 Coríntios 5.10: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal". Em 1 Coríntios Paulo fala mais desse tribunal que não tem caráter condenatório, mas de apreciação das obras praticadas pelo crente. É algo parecido com um concurso de pintura, onde o que está sendo julgado não é o pintor, mas a qualidade de seu trabalho.

"E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal SERÁ SALVO, todavia como pelo fogo" (1 Coríntios 3.12-15). 

Essa passagem nos ensina de forma clara que até mesmo aquele que não fez obra alguma digna de ser aproveitada SERÁ SALVO.

Seria totalmente injusto interpretar o ensinamento de João de uma maneira que contradiga o resto da epístola ou que negue ensinamentos de Jesus e dos apóstolos a respeito do aperfeiçoamento do amor de Deus. Na mesma carta de 1 João, este apóstolo disse que para permanecer em Deus é preciso andar na luz (1Jo 1.6-7). Ele resume bem as condições da comunhão com Deus nestas palavras: “Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1 João 2.5-6).

Evitemos o erro de imaginar que alguém alcance esta perfeição por esforço próprio, ou que tenha confiança da salvação por sua própria justiça. Todo o contexto nos lembra do perdão oferecido por Deus por meio do sangue de Jesus Cristo (1Jo 1.9-10; 2.1-2; 4.9-10; 5.13). Somente em Jesus poderemos permanecer no amor de Deus e não ter parte no Dia do Juízo! Deus não ama ninguém fora de Cristo.

LANÇANDO FORA TODO O MEDO

Algumas palavras são simplesmente assustadoras: Assalto, Estupro, Homicídio, Câncer, Morte, Guerra, Inferno, Depressão, Ansiedade, etc. Em nossas vidas, enfrentamos estas palavras e as realidades que elas representam. Mas, como devemos reagir a tudo isso? Cristãos, pessoas que sinceramente confiam no Senhor, devem sentir medo? O que diz a Bíblia sobre o medo?

É Normal Ficar Assustado

Neste estudo, vamos observar que há vários sentidos em que o discípulo de Cristo não precisa, e nem deve, ter medo. Para não criar uma preocupação desnecessária (medo de sentir medo?!), devemos notar que é normal ficar assustado em algumas situações. Deus criou o ser humano e outras criaturas com a capacidade de reconhecer e reagir ao perigo. O pedestre que não reconhece o perigo de um ônibus descontrolado chegando em alta velocidade não tem muita expectativa de vida numa cidade grande. A criança que não percebe o perigo de cair num precipício pode, facilmente, perder a vida. O medo natural serve para nos proteger. Não é pecado ficar assustado quando encaramos um cão bravo, ou uma cobra venenosa ou um assaltante armado. Um exemplo bíblico de um servo do Senhor que sentiu medo é Davi.

Davi sentiu medo em várias situações, como quando Saul o perseguia, quando enfrentou Aquis e quando teve medo de Deus.

Davi sentiu medo quando Saul saiu para matá-lo. Foi morar em Horesa, no deserto, perto de Zife (1Sm 23.14). No salmo 55, Davi expressa seu medo aterrorizante: “... terrores da morte caíram sobre mim. Temor e tremor vieram sobre mim; e o horror me cobriu” (Salmos 55.4-5). Jônatas, filho de Saul, o encontrou no monte do deserto de Zife e lhe deu coragem para confiar na proteção de Deus (1Sm 23.16-17). Em 1 Samuel 22, é contada a história da Caverna de Adulão, onde Davi se refugiou para escapar da perseguição de Saul. Davi também ficou com muito medo de Aquis, rei de Gate, depois de ouvir comentários sobre ele (1Sm 21.12). Ele fingiu estar louco na frente de todos, rabiscando os portões da cidade e deixando escorrer saliva pela barba (vs. 13). Sobretudo, Davi teve medo de Deus e perguntou: “Como poderei levar a arca do Senhor?” (2 Samuel 6.9). Davi não quis levar a arca do Senhor para a Cidade de Davi, mas a levou para a casa de Obede-Edom (vs. 10). Davi fortaleceu-se no Senhor, o Seu Deus (vs. 14).

A Decisão: Ter Medo ou Não Ter Medo

Não estamos tratando de reações naturais aos perigos que enfrentamos no dia-a-dia. Vamos considerar as nossas decisões de temer ou não certas coisas e pessoas. A nossa preocupação não é com a adrenalina, e sim com a fé. Vamos abordar a questão do medo do ponto de vista de uma decisão. Podemos fazer uma comparação com o amor. Normalmente, pensamos no amor como se fosse sentimento, algo fora do nosso controle. A própria Bíblia, algumas vezes, fala sobre o amor nestes termos, especialmente no contexto de atração entre um homem e uma mulher (Gn 34.3; 2Sm 13.4,15; 1Rs 11.1). Porém, na Bíblia, o amor é mais do que mero sentimento. Trata-se de um mandamento. Ou seja, é algo que decidimos fazer porque Deus ordenou. O amor é uma decisão, e escolhemos o seu objeto. Deus ordenou que nós amássemos, e decidimos fazer ou não o que Ele mandou. Assim, devemos amar o Senhor (Mt 22.37), o nosso próximo (Mt 22.39), a nossa esposa (Ef 5.25) e até os nossos inimigos (Mt 5.44). São ordens do Senhor, e decidimos obedecê-las porque somos habitados pelo Espírito Santo.

De semelhante modo, decidimos temer ou não temer. Deus fala e nós obedecemos. Por exemplo, Jesus disse: "Digo-vos, pois, amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer" (Lucas 12.4-5). É um mandamento! Não tema estes, mas tema Aquele. Sendo mandamento, exige uma decisão. O servo fiel não temerá os perseguidores que matam o corpo, mas temerá Aquele que tem poder para lançar no inferno.

Uma vez que compreendemos que decidimos ter medo ou não, podemos apreciar melhor o ensinamento bíblico sobre o assunto.

Não Tenha Medo

Encontramos frequentes admoestações nas Escrituras contra o medo:

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18). “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15). “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2 Timóteo 1.7).

Os servos de Deus não devem temer:

Inimigos do Senhor – Moisés animou o povo de Israel nas suas batalhas contra os povos condenados por Deus na região de Canaã com estas palavras: "Quando vos achegardes à peleja, o sacerdote se adiantará, e falará ao povo, e dir-lhe-á: Ouvi, ó Israel, hoje, vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; que não desfaleça o vosso coração; não tenhais medo, não tremais, nem vos aterrorizeis diante deles, pois o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar" (Deuteronômio 20.2-4; cf. Salmos 3). Da mesma forma que Israel enfrentava os inimigos com confiança em Deus, nós devemos pelejar contra os inimigos espirituais. "...porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5.4). Paulo escreveu aos coríntios: "Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus" (2 Coríntios 10.3-5). O discípulo de Cristo chega ao campo de batalha com a armadura de Deus para poder resistir às ciladas do diabo (Ef 6.10-18).

Falsos profetas – Muitas pessoas ficam assustadas com as proclamações heréticas e descabidas de pessoas que alegam ser profetas de Deus. Algumas igrejas dão espaço para revelações inéditas, sonhos, visões e profecias, às vezes assustando os adeptos da religião com previsões de acidentes ou outras calamidades. Esse tipo de promoção do medo é muito popular entre as denominações pentecostais, mas têm tomado espaço nas denominações tradicionais nos últimos tempos também. Poucas pessoas param para analisar estas revelações extra bíblicas, sonhos, visões e profecias a fim de saberem se estas coisas estão de acordo com os ensinamentos bíblicos. Moisés falou claramente que uma profecia não cumprida já seria motivo para desacreditar do "profeta": “Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele” (Deuteronômio 18.22). Não devemos temer tais pessoas. Jeremias falou do mesmo tipo de "profeta" quando disse: "Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor... Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração?" (Jeremias 23.16,25-26).

Circunstâncias fora do nosso controle – A angústia que paralisa muitas pessoas hoje vem do medo indevido de coisas que estão fora do nosso controle. Preocupações sobre o amanhã deixam pessoas paralisadas. Jesus disse: "Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu próprio mal" (Mateus 6.34). Nenhum homem domina o seu próprio futuro. Sendo assim, devemos confiar em Deus. "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças" (Filipenses 4.6). O ponto chave é entregar a Deus as nossas preocupações sobre coisas fora do nosso controle. Davi aprendeu esta confiança no Senhor: "Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei" (Salmo 56.4).

A Fé não Nega a Prudência

Algumas pessoas, reconhecendo a importância de confiar em Deus e de não temer outras coisas e pessoas, têm confundido o ato da fé com irresponsabilidade. Elas se recusam a tomar precauções normais em questões de segurança e saúde, afirmando que Deus cuidará de tudo. Todavia, isso é uma forma de tentar a Deus. Um exemplo bíblico disso está em Mateus 4.6-7, onde Satanás tenta Jesus a pular do pináculo do Templo, já que Deus ordenaria aos anjos que o salvassem: “E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (Mateus 4.6-7). O diabo usa a própria Escritura Sagrada para enganar. Ao invés de negar as verdades das Escrituras, ele as usa para distorcê-las e tirá-las de seu contexto para tentar o crente. Ele tentou Jesus a ser irresponsável com sua vida devido à promessa de Deus de que Ele protege os Seus.

A fé, porém, não é a falta de prudência. Encontramos boas ilustrações deste fato nas Escrituras. Neemias era um homem de fé, que orava muito e confiava no poder divino. Ele servia como governador de Jerusalém quando os inimigos do povo se prepararam para atacar a cidade. Neemias relata a reação dele e do povo: "Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite" (Neemias 4.9).

Paulo se dedicava constantemente à oração e sempre seguia as orientações do Senhor. Quando ele descobriu que os judeus tinham armado uma cilada para pegá-lo, o apóstolo pediu a ajuda de seu sobrinho e do comandante da cidade. Este mandou Paulo para Cesaréia sob a proteção de centenas de soldados (Atos 23.12-33).

Nós também devemos agir com prudência. Deus nos criou com inteligência para dominar as outras criaturas (Gn 1.26). Ele nos deu o bom senso para nos proteger da chuva, do frio e de ventos fortes. O Criador abençoou o homem com a capacidade de aprender sobre ciências e medicina para melhorar a qualidade de vida e a nossa segurança. O mesmo Senhor que prometeu suprir as necessidades da vida aos fiéis também disse que os mesmos homens devem trabalhar para comer (Mt 6.31-33; 2 Ts 3.10). Devemos orar ao Senhor, pedindo proteção e, ao mesmo tempo, mostrando o bom senso para trancar as portas de casa antes de dormir. Quando sofremos de alguma enfermidade física, devemos fazer as nossas súplicas a Deus e aproveitar a ajuda de médicos e outros profissionais que entendem mais de saúde do que nós. A presença da fé não é a ausência da prudência!

Tenhamos Medo de Deus

A maior parte das referências bíblicas sobre o medo e temor falam de Deus. Enquanto o Senhor condena o medo das circunstâncias da vida, dos inimigos, dos perseguidores, etc., Ele exige o medo do nosso Criador e Redentor. Alguns procuram diminuir a força destas palavras (medo, temor, tremor) quando se referem a Deus. Sugerem que tratam de mero respeito e reverência, mas não de medo. Enfatizam a bondade de Deus enquanto esquecem Sua severidade (Rm 11.22). Existem palavras na Bíblia para respeito e reverência, que também devemos ao Senhor. Mas, quando as Escrituras dizem que devemos temer e tremer na presença de Deus, elas estão falando da atitude de homens imperfeitos e fracos na presença do Deus Santo e Todo-poderoso. Devemos sentir medo na presença do Deus Eterno. Assim, devemos honrar homens e reis e temer a Deus (1Pe 2.17). Devemos resistir ao diabo e temer o Senhor (1Pe 5.8-9; Ef 6.11,16; Sl 111.10; Pv 9.10). E quando pensamos em Deus com respeito, temor e tremor, jamais devemos nos esquecer de que Ele é o juiz que trará castigo de fogo vingador sobre os rebeldes (2Ts 1.6-9). O diabo e seus servos podem matar o corpo, mas devemos temer a Deus, porque Ele tem poder para lançar o corpo e a alma no inferno (Mt 10.28; cf. Apocalipse 20.10,14-15). "Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10.27,31).

"Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome" (Salmos 86.11).

– JP Padilha
___________________________________________________
Acesse o blog do livro E-BOOK "O Evangelho Sem Disfarces" completo e baixe-o gratuitamente clicando aqui:
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/2019/08/sumario-o-evangelho-sem-disfarces.html

– Fonte 1: Facebook JP Padilha
– Fonte 2: Página 
JP Padilha
– Fonte 3: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
– Fonte 4: 
https://jppadilhabiblia2.blogspot.com/

QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...