JP Padilha
Sola Scriptura
Por que os verdadeiros cristãos sofrem? - Parte 2 | JP Padilha
Antes de ler este artigo, leia a parte 1 aqui:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/12/por-que-os-verdadeiros-cristaos-sofrem.html
Há algum tempo eu me deparei com um desses templos evangélicos e, na placa da denominação estava escrito: “Conheça Jesus e pare de sofrer!”. Obviamente isso é uma mentira! Quem conhece as Escrituras sabe muito bem que essa frase tem como objetivo atrair pessoas idiotas e incautas para encherem os bancos dessas sinagogas de Satanás, as quais chamam de “casa de Deus”.
Se você se converteu a Cristo, pode apostar que o sofrimento virá! O sofrimento é uma parte esperada da vida cristã. Jesus disse a Seus seguidores: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33). Essa verdade sobre a superação sustenta os cristãos quando o sofrimento ameaça dominá-los. Os cristãos sofrem por uma variedade de razões, incluindo muitas das mesmas razões pelas quais os não-cristãos sofrem – a vida neste planeta amaldiçoado pode ser difícil. Os cristãos também podem sofrer pelos mesmos motivos que Jesus sofreu (Jo 15.18-19 – o mundo odeia Cristo e, consequentemente, odeia os cristãos). Os crentes representam uma verdade intransigente que o mundo não quer ouvir: que Jesus Cristo é o ÚNICO caminho para Deus (Jo 14.6; 1Tm 2.5).
O sofrimento de qualquer tipo não fazia parte da criação original de Deus. Tudo o que Ele criou era "muito bom" (Gn 1.31). O pecado corrompeu o mundo com a desobediência de Adão, e o pecado continua a corromper o mundo à medida que cada um de nós acrescenta nossas próprias decisões ruins, rebelião e egoísmo (Rm 3.23; 6.23; 8.19-23). O pecado também tem efeitos em cascata; nosso pecado prejudica os outros, e o pecado deles nos prejudica, mesmo quando não fazemos nada de errado. Tornar-se cristão não nos isola da feiura deste mundo, nem nos protege das consequências naturais e temporais do pecado.
O livro de 1 Pedro trata dos cristãos que estavam sofrendo (1Pe 1.6). Pedro os encoraja em suas provações, lembrando-os de que o sofrimento deles tinha um propósito: "... para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.7).
Em 1 Pedro 4.12-14, Pedro nos adverte sobre os sofrimentos que haveriam de vir sobre nós por causa de Cristo, e nos encoraja: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado”.
Em outras palavras, Deus usa o sofrimento temporário para refinar o caráter de Seus próprios filhos. Na epístola de Tiago, ele nos ordena: "Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1.2-4). O sofrimento, independentemente de sua causa, pode ser usado por Deus para nos completar nEle (Rm 8.28-30).
Há várias razões possíveis para o sofrimento cristão que são distintas das razões para o sofrimento geral vivenciado por todos:
1. O sofrimento pode ser uma forma de disciplina.
Deus é um bom Pai e, quando um de Seus filhos se desvia do Seu caminho, Ele pode usar o sofrimento para trazê-lo de volta. Hebreus 12.5-11 diz que Deus disciplina aqueles que Ele ama:
“Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: ‘Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho’. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hebreus 12.4-11).
Por exemplo, quando um homem que gasta todo o seu tempo e paixão no trabalho em vez de gastar tempo e paixão na família ou com Deus perde o emprego, pode ser que Deus esteja derrubando seus ídolos para ajudá-lo a reajustar suas prioridades (Mt 6.25-34). Os pagãos vivem preocupados com o sustento, com o dinheiro, etc., mas o cristão deve aprender que ele deve antes buscar pelo reino de Deus, sabendo que todas as coisas das quais ele precisa serão acrescentadas à sua vida (cf. Mt 6.25-34). O estresse financeiro pode parecer sofrimento, mas pode ter a intenção de produzir um caráter piedoso em uma pessoa que deu muita importância ao dinheiro. Mesmo que as dificuldades não tenham ligação com uma luta específica contra o pecado em nossa vida, Deus pode usá-las para nos treinar. Os pais, por exemplo, costumam designar tarefas para seus filhos, não para puni-los, mas para ajudá-los a aprender várias habilidades e desenvolver uma sólida ética de trabalho. Essas tarefas podem parecer um sofrimento para a criança, mas estão sendo usadas para desenvolver algo nelas que lhes será útil pelo resto da vida.
2. O sofrimento permite que os cristãos se identifiquem com outros cristãos que estão sofrendo e os encorajem.
Em 2 Coríntios 1.3-7 é dito: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação”.
Aqueles que experimentam a graça de Deus em seus problemas estão mais bem equipados para ajudar os outros a encontrarem a mesma graça em seus problemas. Joni Eareckson Tada é um bom exemplo. Um acidente de mergulho ocorrido quando ela tinha 17 anos de idade a deixou tetraplégica em uma cadeira de rodas. Ela lida diariamente com a dor e a falta de mobilidade, mas aceitou o fato de que Deus a fez crescer e desenvolveu Seu caráter nela. Por várias décadas, ela e seu marido Ken supervisionaram ministérios que atendem aos deficientes. Desde acampamentos de verão para deficientes mentais até o Wheels for the World (Rodas Para o Mundo), um projeto que fornece cadeiras de rodas para deficientes empobrecidos, Joni usou seu próprio sofrimento para beneficiar milhares de pessoas. Ao permitir que Joni sofra por um tempo nesta vida, Deus está lhe proporcionando uma oportunidade única de acumular tesouros abundantes para a eternidade (Mt 6.19-21).
3. O sofrimento nos ajuda a aproximarmos do Senhor.
Muitas vezes parece que crescemos mais quando passamos por momentos difíceis. O sofrimento nos livra de seguranças artificiais ou temporais e nos força a nos aprofundarmos na Palavra de Deus para encontrar paz e propósito. Já foi dito que "quando Cristo é tudo o que você tem, você descobre que Cristo é tudo o que você precisa". A Bíblia ensina que o sofrimento, quando enfrentado com fé, pode nos aproximar de Deus, produzindo paciência, esperança e um caráter aprovado (Rm 5.3-5), pois revela nossa dependência dEle (2Co 12.7-10) e nos consola, mostrando que Ele está conosco e nos fortalece em meio às tribulações (2Co 1.3-7), sendo uma oportunidade para glorificar a Deus e participar dos sofrimentos de Cristo, culminando na Sua glória (1Pe 4.12-16; 2Co 4.7-11).
“... Nós nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5.3-5).
4. O sofrimento nos leva a priorizar as coisas do Céu.
Cristãos que vivem em partes mais ricas do mundo podem encontrar mais dificuldades para ansiar pelo Céu do que seus irmãos e irmãs empobrecidos. Quando a vida é confortável, a eternidade é apenas um vislumbre distante no futuro. Mas, quando os cristãos sofrem perseguição, pobreza e privações, a eternidade começa a se tornar a luz mais brilhante de suas vidas. Muitas vezes, os cristãos que sofrem têm uma vantagem em manter as prioridades corretas.
2 Coríntios 4.17-18 é uma passagem que contrasta a natureza temporária das aflições terrenas com o peso e a permanência da glória celestial, incentivando um foco no eterno.
Romanos 5.3-4 nos ensina que o sofrimento é apresentado como um processo que desenvolve o caráter cristão, resultando em esperança firme.
Tiago 1.2-4 nos mostra como as provações são vistas como um meio para alcançar a maturidade espiritual e a integridade.
Em 1 Pedro 1.6-7 aprendemos que o sofrimento é comparado ao fogo que refina o ouro, purificando a fé e mostrando seu verdadeiro valor.
Hebreus 12.1-3 nos ensina que as dificuldades da jornada cristã nos incentivam a nos livrarmos de distrações do mundo e a focar em Jesus e no alvo celestial.
Esses versículos mostram que o sofrimento, quando vivido com fé, redireciona o olhar do crente das preocupações mundanas para a realidade do Reino de Deus, o que é a verdadeira vantagem em manter as prioridades corretas.
5. O sofrimento nos lembra que este mundo não é o nosso lar.
A Bíblia constantemente nos lembra que, como cristãos, somos “estrangeiros e peregrinos” na terra, indicando que este mundo não é nosso lar permanente, mas que a nossa verdadeira pátria é celestial. Vejamos alguns versículos que atestam isso:
• Filipenses 3.20 (NVI): "A nossa pátria, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".
• 1 Pedro 2.11 (NVI): "Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma".
• Hebreus 11.13-16 (NVI – passagem resumida): Esses versículos falam sobre aqueles que deram exemplo de fé e que "confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra... aspiravam uma pátria superior, isto é, celestial".
• 1 Crônicas 29.15 (NVI): "Diante de ti somos estrangeiros e forasteiros, como os nossos antepassados. Os nossos dias na terra são como uma sombra, sem esperança".
• 2 Coríntios 5.1 (NVI – passagem resumida): "Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos um edifício permanente no céu, casa não feita por mãos humanas".
• Salmos 119.19 (NAA): "Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos".
• Hebreus 11.16 (ACF): "Mas, agora, desejam uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porque lhes preparou uma cidade".
Essas passagens incentivam os cristãos a não se apegarem às coisas materiais e aos valores deste mundo, mas a focarem na esperança da vida eterna e nos propósitos de Deus.
Alguns ensinam que aqueles cristãos que têm fé suficiente nunca terão de sofrer. Porém, essa falsa ideia é confrontada em cada página do Novo Testamento. Desde João Batista sendo decapitado na prisão (Mt 14.1-12) até João, o apóstolo, sendo banido para a Ilha de Patmos (Ap 1.9), o Novo Testamento é um registro do terrível sofrimento que dominou a Igreja do primeiro século (At 8.1-4). Os homens e mulheres listados em Hebreus 11 foram elogiados por sua fé. Muitos da lista, incluindo Abel, Noé e Abraão, passaram por sofrimentos. Hebreus 11.16 nos diz como eles fizeram isso: "Mas, agora, desejam uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porque lhes preparou uma cidade". Lemos sobre o fiel Moisés que preferiu ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. Ele entendeu que ser desprezado por causa de Cristo era uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa. Pela fé, Moisés deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível (Hb 11.25-27). A fé de Moisés não o protegeu do sofrimento, mas contribuiu para que ele o escolhesse para obter algo maior.
O autor de Hebreus também fala de fiéis não identificados que "foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada. Andaram como peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras; passaram por necessidades, foram afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Andaram errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra" (Hebreus 11.35-38). Viver pela fé em um mundo decaído convida ao sofrimento e exige a aceitação de um adiamento da recompensa: "Todos estes, mesmo tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não obtiveram a concretização da promessa, porque Deus tinha previsto algo melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados" (Hebreus 11.39-40).
Nossa esperança final não está neste mundo ou na obtenção de conforto terreno; nossa esperança está em Deus e em Seu plano maior. É preciso ter fé para agradar a Deus (Hb 11.6), e os fiéis sabem que a falta de sofrimento não é uma indicação confiável de Seu prazer. Tampouco a experiência do sofrimento é prova de Seu desagrado. Aliás, se um dito cristão é amado por todos, bem falado por todos e tem uma vida estável e feliz, pode acreditar que seu “cristianismo” é duvidoso (Lc 6.20-26).
A mesma esperança exemplificada pelas pessoas mencionadas em Hebreus 11 é a nossa também, quando sofremos por fazer o que é certo (1Pe 3.14). Mesmo quando sofremos como resultado direto de nossas próprias escolhas erradas, nosso sofrimento nunca é desperdiçado. Deus promete usar até mesmo nossa dor mais profunda para o bem maior de nossas almas (Rm 8.28-30 – escolhidos e predestinados). Paulo, que sofreu mais do que a maioria de nós, escreveu: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas" (2 Coríntios 4.17-18). Esse conhecimento fortalece os cristãos quando eles são chamados a sofrer com Cristo (Cl 1.24; Fp 1.29; 2Tm 2.3; 1Pe 4.16).
“Tu pois, sofre as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Timóteo 2.3).
– JP Padilha
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O PECADO (trecho do sermão de Paul Washer)
Pecado significa falta de conformidade à Lei de Deus. Um desvio da vontade de Deus. Um desvio das características manifestas de Deus. Imagine isso por um momento. Deus está lá de pé, na criação do universo, e Ele diz: “Estrelas, coloquem-se nos lugares que Eu determinei para vocês”. E todas as estrelas da criação se curvam e dizem: “Amém”. “Planetas, se alinhem nos círculos que Eu desenhei para vocês e permaneçam lá até que Eu diga outra palavra. Movam-se exatamente como Eu lhes ordeno”. E eles se curvam e adoram. Ele disse às montanhas que se levantassem. Ele disse aos vales que se lançassem abaixo. E eles tremem diante dEle. Ele disse aos mares: “Venham até este ponto, mas daqui não passem”. E os mares O obedecem. Mas, Ele olha para o homem. Ele olha para você e diz: “Venha”. E você diz: “Não!”.
Em qualquer debate, em qualquer palestra em universidades, o problema com o inferno, na mente da maioria dos homens, é sobre a duração eterna: “Como pode haver punição para sempre?”, “Como pode ser uma punição eterna tão desprezível colocada sobre o homem?”. Porque eles têm pecado contra o Deus infinitamente digno! O crime é punido com tamanha severidade porque é um crime severo, é um crime severo devido ao fato de ser contra Quem eles têm se rebelado. Contra o Deus da glória! E se os homens não entendem a infinita excelência desse Deus, eles não conseguem entender a repulsiva natureza de seus pecados.
Ainda hoje ouvi um pastor dizer: “Nós não falamos sobre pecado em nossa igreja”. Então, eu posso dizer a ele que o Espírito Santo de Deus não está atuando nessa igreja, nem em seus ministérios. Por quê? Porque um dos principais ministérios do Espírito Santo é convencer o mundo do pecado. Então, se você não fala muito sobre o pecado, pode contar que o Espírito Santo não está “muito” no seu ministério.
Mas, o que significa dizer pecado? Não significa nada. Nós vivemos em um país que bebe iniquidade como se fosse água. Os peixes não sabem que estão molhados. Os homens também não sabem o que é pecar contra Deus, e por esta mesma razão — prestem atenção, vocês que serão pregadores algum dia — nós não devemos ter o espírito mesquinho, buscando caprichosamente machucar as pessoas ou quebrantá-las, mas saiba isto: se vocês vão explicar corretamente a Palavra, vocês devem enfatizar o pecado. Vocês devem expor o pecado. Vocês devem definir o pecado, devem explicá-lo especificamente, para que a Palavra de Deus penetre no coração do homem. Eu posso provar meu ponto de vista sobre isso: nós não temos uma teologia sistemática nas Escrituras, mas o que chega mais perto disso é o livro de Romanos. E, se você for perceber nesse grande tratado do apóstolo Paulo, ele gasta os três primeiros capítulos trabalhando com toda sua mente para fazer uma coisa: condenar o mundo inteiro. Este é o trabalho dele.
Eu digo a vocês, o homem não pode apreciar o Evangelho devido ao modo que pregamos. Deixem-me perguntar algo: Ao meio-dia de hoje, nessa tarde, para onde foram todas as estrelas? Será que alguém as colocou em uma cesta e as levou embora? Para onde elas foram? Elas estão lá. Por que vocês não podem vê-las? Devido a toda luz. Mas, as estrelas e sua respectiva beleza são mostradas na escuridão, não é mesmo? O mesmo pode ser dito sobre a graça de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo. Vocês querem que a graça seja vista? Então, ajudem a pintar uma noite negra e escura para que os homens possam ver o que eles são. E, vendo o que eles verdadeiramente são, tendo os seus corações expostos, eles verão sua necessidade de um Salvador. Mas, enquanto vocês brincam com eles, os afagam e protegem a tão chamada “autoestima”, vocês estão, ao mesmo tempo, condenando a alma deles ao inferno.
– Paul Washer
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Por que os verdadeiros cristãos sofrem? - Parte 1 | JP Padilha
Verdadeiros cristãos sofrem por uma combinação de fatores: vivem em um mundo caído e pecaminoso, são disciplinados por Deus para refinamento, enfrentam perseguição por causa de sua fé, cometem seus próprios erros e, acima de tudo, são lembrados de que sua pátria não é aqui, mas sim o Céu. Por isso o mundo os odeia! Finalmente, os verdadeiros cristãos experimentam o sofrimento como parte da peregrinação em um mundo que odeia a Cristo, sendo lembrados por Jesus de que haveria aflições para o Seu povo, mas que Ele venceu o mundo, oferecendo esperança e propósito no sofrimento para se crescer espiritualmente, consolar outros e aguardar a Sua vinda.
RAZÕES BÍBLICAS E TEOLÓGICAS PARA O SOFRIMENTO CRISTÃO:
1. Um Mundo Pecaminoso: A Bíblia ensina que o pecado entrou no mundo trazendo sofrimento e maldição (Gn 3.17-19). Cristãos não são imunes a tsunamis, doenças ou crises, pois são parte da humanidade enquanto peregrinam em um mundo estranho a eles. Às vezes, sofrem até mais do que os mundanos, pois estão em um lugar que não lhes pertence – um lugar hostil para aqueles que seguem a Cristo. A Bíblia frequentemente descreve os cristãos como "estrangeiros e peregrinos" na terra (1Pe 2.11). O mundo, em seu estado atual, é visto como um lugar temporário e imperfeito, em contraste com o lar celestial definitivo do cristão.
2. Disciplina de Deus: Deus pode decretar o sofrimento como uma forma de disciplina amorosa para corrigir e refinar Seus filhos, assim como um pai disciplina um filho amado (Hb 12.5-13).
3. Perseguição pela Fé: A retidão e a pregação do evangelho muitas vezes confrontam os valores do mundo, levando à perseguição, rejeição, calúnias, injúrias, insultos, necessidades, angústias e até martírio (Mt 5.10-12; Jo 15.20; 16.33; 1Pe 4.16; 2Co 12.10; 2Tm 3.12; Mt 24.9; At 2.1-2; 7.59-60; Ap 6.9).
4. Refinamento da Fé: O sofrimento age como um fogo purificador que remove impurezas e noções erradas sobre Deus, testando e fortalecendo a fé, a qual é muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo (1Pe 1.6-7).
5. Crescimento Espiritual: Momentos difíceis nos aproximam de Deus (Rm 8.38-39; Sl 56.8 ), revelam fraquezas e nos ensinam a depender mais d'Ele, levando a um maior crescimento e dependência do Senhor. Momentos difíceis nos aproximam de Deus ao revelar Sua força em nossa fraqueza (2Co 12.7-9), Sua presença constante (Is 41.10), Seu propósito em tudo (Rm 8.28-35) e Seu refúgio seguro em tempos de angústia (Sl 46.1), incentivando-nos a buscar nEle a coragem, a paz e o auxílio, lembrando que Ele está conosco para nos fortalecer e sustentar. Vários versículos bíblicos falam da nossa dependência de Deus, tendo como destaque João 15.5 ("Sem mim, nada podeis fazer"), Salmos 23.1 ("O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta"), 1 Pedro 5.7 ("Lancem sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós") e Provérbios 3.5-6 ("Confia no Senhor de todo o teu coração... reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas"). Esses textos enfatizam que somos incapazes de qualquer coisa sem Ele, que Ele supre todas as nossas necessidades e que devemos entregar a Ele nossas preocupações, confiando em Seu cuidado constante.
6. Identificação e Consolo: O sofrimento nos capacita a consolar outros cristãos que passam por tribulações, pois recebemos a consolação de Deus para compartilhá-la. Como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mais importante do que tudo isso é que, se somos atribulados, é para nossa consolação e salvação (2Co 1.3-7).
7. Um Lembrete de que Não Somos Deste Mundo: O sofrimento nos lembra que nossa verdadeira pátria não é aqui, e que somos apenas peregrinos e forasteiros numa terra que não nos pertence, incentivando-nos a ansiar pelo Céu e a não nos apegar às coisas terrenas (Fp 3.20-21; 1Pe 2.11; Hb 13.14; Cl 3.1-2; Mt 6.19-21,33; 2Co 4.17-18; Lc 12.15-21; 1Tm 6.6-12; Jo 12.25).
Em resumo, o sofrimento cristão é uma realidade da vida em um mundo caído e com data de validade. Para o cristão, este mundo é transformado em “deserto” – uma ferramenta para o crescimento, purificação e glorificação em Cristo Jesus, sendo um sinal de que, mesmo nas aflições, há propósito e esperança em Jesus Cristo, em especial a própria salvação que Cristo conquistou na cruz por nós (Rm 5.8-9).
Leia a parte 2 aqui:
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POR QUE DEUS NÃO ME OUVE? - Parte 2 | JP Padilha
Antes de ler este artigo, leia a parte 1 aqui:
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Muitos de nós, crentes, até mesmo alguns que se converteram há muito tempo, nos sentimos abandonados por Deus nos momentos de maior necessidade, pedindo ajuda a Deus, mas não recebendo o que foi pedido, nem mesmo aquilo que foi prometido pelo próprio Deus nas Escrituras. Todavia, será que isso significa que Deus não se importa ou que Ele está ignorando nossos gritos de socorro? O fato é que, quando clamamos por Ele, pedindo-Lhe para cessar a dor e o sofrimento, estamos comunicando um desejo universal de fazer parar a dor. Isso não é fraqueza, mas sim humanidade.
A Bíblia registra vários testemunhos daqueles que clamaram a Deus num momento de necessidade e, pelo menos por um tempo, se depararam com o terrível silêncio de Deus. Jó é o exemplo mais óbvio, pois, em seu sofrimento ele sentia como se Deus não estivesse em lugar algum: "Vou adiante, Ele não está ali; volto-me para trás, não o encontro; procuro-o à esquerda, onde Ele age, mas não o vejo; viro-me para a direita e não o enxergo" (Jó 23.8-9). Muitos salmistas também lutaram com a sensação de que Deus não estava ouvindo ou respondendo aos seus clamores: "SENHOR, por que permaneces longe? Por que te escondes em tempos de tribulação?" (Salmos 10.1); "Até quando, SENHOR? Tu te esquecerás de mim para sempre? Até quando esconderás o rosto de mim?" (Salmos 13.1); "Por que escondes o rosto e te esqueces da nossa tribulação e da nossa angústia?" (Salmos 44.24).
Jesus compreende o sentimento de não querer passar por dor e sofrimento. No Jardim do Getsêmani, pouco antes de Sua prisão, Jesus perguntou a Seu Pai três vezes: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou: ‘Meu Pai, se possível, afasta de mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres’" (Mateus 26.39 – cf. Mt 26.42; 20.22). Embora Ele tenha pedido ao Pai que o "cálice" (ira de Deus) se afastasse de Si, Jesus fez o pedido tendo em mente que Deus é quem decide se evita um sofrimento ou não. Ele disse "se possível". É claro que para Deus nada é impossível, e Jesus sabia muito bem disso. O que Jesus queria dizer é, em outras palavras, “se for da Sua vontade decretiva”. Jesus estava em completa submissão à vontade de Deus e não à Sua própria. Se Seu sofrimento era parte da vontade de Deus, então Ele estava disposto a aceitar isso.
Quando clamamos "Deus, por favor, me socorra!", Ele nos ouve e sempre responde. Ele pode não responder no momento em que pedimos ou da maneira que desejamos, mas responde mesmo assim. Compreensivelmente, quando estamos no meio da dor, do sofrimento e do luto, é difícil ver a ampla perspectiva do plano de Deus, especialmente quando recebemos um "não" ou "ainda não" como resposta. Não obstante, podemos confiar na soberania total de Deus porque sabemos que Ele é bom (Sl 48.1; 95.3,6). Mesmo quando passamos por provações, Deus dá graça para suportarmos a dor (2Co 12.9). Após Jesus orar pedindo a Deus que o livrasse do cálice da ira de Seu Pai, “apareceu-lhe um anjo do céu, que o encorajava" (Lc 22.43).
Como Deus é onisciente, Ele tem acesso a detalhes das causas de nossas dores, as quais não podemos enxergar nem entender. Salmos 147.5 diz: "Grande é o nosso Senhor, forte em poder; não há limite para seu entendimento!". Quando clamamos a Deus "Por favor me ajude", Ele vê o nosso coração e compreende que estamos sofrendo, além de se compadecer das nossas misérias (Hb 4.15), e Sua resposta será sempre de amor (Rm 5.8; Sl 139.13-16). Podemos nos submeter à Sua autoridade porque Ele é confiável. “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a Si mesmo” (2 Timóteo 2.13). Lembre-se: Deus quebrou Seu silêncio e Se revelou a Jó de uma maneira assombrosamente inconfundível, após muito tempo de sofrimento e dor (Jó 38 – De acordo com os relatos bíblicos, o sofrimento de Jó pode ter durado anos). Jó achou que nunca mais ouviria a voz de Deus. Bom, ele estava errado!
Deus está no controle de tudo, e uma das formas de nos sentirmos mais confortados é deixando que Ele nos guie ao invés de tentarmos ter controle de tudo. Nada pega Deus de surpresa, pois, não importa o quanto oremos se o nosso pedido não estiver alinhado com Seus eternos decretos. “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Salmos 139.16).
Uma passagem que você deve guardar para o resto da sua vida e meditar nela de dia e de noite é esta: “Reconhece-o (o SENHOR) em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3.6). Ou seja, reconheça que Deus decretou cada detalhe da sua vida e você não pode mudar o seu destino. Tudo o que você pode fazer é reconhecer que Deus escreveu a sua história e isso não tem volta. A ordem é clara: ““Reconhece-o (o SENHOR) em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas”. Isso é uma ordem com promessa. Se você admitir e aceitar que tudo na sua vida, incluindo o sofrimento, faz parte dos decretos de Deus, Ele endireitará os seus caminhos. Não tente ter controle sobre sua vida. Esqueça!
Jesus nos assegura que Deus só nos dará o que é bom e justo em Lucas 11.11-13: "E qual pai dentre vós, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma cobra em lugar do peixe? Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo aos que o pedirem?". O Deus que cuida de cada pardal se preocupa com os detalhes de nossas vidas também (Lc 12.6-7). “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos” (v. 7).
Como Deus sabe o que é melhor para nossas vidas, Ele não dirá "sim" a uma oração que vai contra o que é melhor para nós. Podemos não entender ou concordar com o porquê dessa resposta, mas podemos confiar que Deus entende e que Suas ações redundarão para Sua glória e nosso bem final (Sl 19.7; 2Co 4.6-18). Através de momentos dolorosos na vida, podemos aprender a ser como Cristo e glorificar o Senhor com nossas palavras e ações, mesmo através do nosso sofrimento (Jó 1.20-22; Tg 1.2-9; 1Cr 16.28-29).
Deus responde a todos os pedidos de ajuda. Mas, se essa resposta será a que mais desejamos ou não, depende de Deus. Deus trabalha para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28) e para Sua glória (Rm 9.17). Podemos confiar que Ele sempre responderá aos pedidos de socorro de acordo com Sua boa e perfeita vontade. Mesmo quando o salmista a seguir estava procurando um Deus aparentemente ausente, ele escolheu viver pela fé:
“Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando o consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atende-me, ouve-me, ó Senhor meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte; para que o meu inimigo não diga: ‘Prevaleci contra ele’; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (Salmos 13.1-6).
– JP Padilha
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POR QUE DEUS NÃO ME OUVE? - Parte 1 | JP Padilha
Deus pode não estar ouvindo suas orações devido a pecados não confessados, falta de fé, pedidos egoístas, pedidos desalinhados com a vontade dEle, ou porque Ele está agindo em Seu próprio tempo (Kairós), esperando um momento oportuno ou moldando você no "deserto". Barreiras espirituais como o pecado, a falta de arrependimento e a deslealdade, ou até mesmo o barulho do mundo, podem impedir a comunhão e a resposta.
POSSÍVEIS RAZÕES PARA A SENSAÇÃO DE QUE DEUS NÃO OUVE:
• Pecado e Iniquidade: Pecados não confessados criam uma barreira, interrompendo a comunhão com Deus (Jo 9.31). É preciso reconhecer, abandonar o pecado e buscar o perdão (1Jo 1.9).
• Falta de Fé ou Fé Vazia: A falta de fé (Mc 6.5-6 Mt 14.22-33) e a oração com repetições vazias (Mt 6.7), sem um coração sincero (Sm 16.7; Sl 51.17), pode não ser ouvida. A fé durante a oração deve se traduzir em obediência a Deus e com um coração contrito.
• Pedidos Egoístas: Orar com a motivação errada, apenas para satisfazer desejos carnais ou se mostrar aos outros em vez de buscar o bem maior pode ser um impedimento (Tg 4.3). Devemos orar sempre segundo a vontade de Deus, porém, sem limitar o Seu poder, crendo que Ele é capaz de tudo e que nada lhe é impossível (Mt 19.26; Lc 1.37). Nossas motivações devem sempre estar alinhadas com os princípios das Escrituras, e não baseadas em desejos banais e mundanos, como no caso da Teologia da Prosperidade, quando alguém ora pedindo a Deus dinheiro, riquezas e bens materiais. A propósito, Deus adverte que não devemos buscar e orar por riquezas e bens materiais, para que não caiamos “em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1Tm 6.8-10).
• Tempo de Deus (Kairós): Deus opera em Seu tempo perfeito. Isso significa que, embora busquemos resultados imediatos, Ele tem um cronograma soberano e sábio, não limitado pelo tempo humano (chronos), mas guiado por um tempo divino (kairós), onde cada estação (alegria, espera, dificuldade) tem um propósito para moldar o caráter, fortalecer a fé e cumprir Seus planos grandiosos, transformando o lamento em alegria, como ensinam passagens como Eclesiastes 3.1-8,11 e Salmos 27.14. Um dos atributos de Deus é a Sua soberania total e irrestrita. Deus está acima do tempo e dos eventos; Ele é o Senhor do relógio do universo, e o que parece atraso humano é parte do Seu plano perfeito.
A Escritura ensina que a vontade de Deus determina todas as coisas. Nada existe ou acontece sem Deus, não meramente permitindo, mas ativamente desejando que exista ou aconteça. Deus não meramente permite que as coisas aconteçam, mas as decreta diretamente, seja algo bom ou algo ruim (Jó 23.13-14; Mt 4.1; 10.29; Ef 1.3-14; Is 46.9-10; Rm 8.28-30). Deus controla não somente os eventos naturais, mas Ele controla também todos os assuntos e decisões humanas (Sl 65.4; Pv 16.4,9; 20.24; 21.1; Jó 14.5; Dn 4.35; At 18.21; Fp 2.13; Tg 4.13-15; Ap 4.11). Se Deus realmente determina todos os eventos naturais e assuntos humanos, então, segue-se que Ele também decretou a existência do mal. Isto é o que a Bíblia explicitamente ensina (Ex 4.11; Lm 3.37-38; Is 45.7; Am 3.6). O maior ato de maldade e injustiça moral na história humana é dito ter sido ativamente executado por Deus através dos Seus agentes secundários (Is 53.10; At 4.27-28). Trata-se do assassinato brutal e cruel de Jesus na Cruz do Calvário – um ato propiciatório que quitou a dívida do povo escolhido de Deus de uma vez por todas. Deus puniu Seu filho para um bem maior no final – a nossa salvação.
Deus endureceu diretamente o coração de Faraó para que ele e seu exército perseguissem o Seu próprio povo. Porém, Seu plano era para o bem final de Seu povo, por mais que os hebreus não entendessem de imediato (Ex 14).
O silêncio de Deus pode ser um convite à paciência e à espera, não uma ausência de resposta (Ex 14.10-14). Ele está te provando no "deserto" para fortalecer você. Deus provou o povo de Israel no deserto durante os 40 anos de sua jornada, para humilhá-los, testar sua obediência e para que aprendessem a confiar em Sua provisão e não em si mesmos. As provas incluíram passar fome, onde foram alimentados com o maná, e enfrentar a sede, da qual Deus retirou água da rocha. Deus provou Seu povo Israel no deserto para humilhá-los, testar seu coração e para levá-lo à obediência aos Seus mandamentos, usando a fome, sede e perigos para ensinar dependência e fidelidade, como visto em Deuteronômio 8.2-16, Êxodo 17 (a murmuração do povo e a água da rocha) e Números 14 (a rebelião do povo e o castigo de Deus), culminando na aplicação de Hebreus 3 no Novo Testamento como lição para a Igreja, a fim de que ela não endureça o coração como Israel o fez no passado, conforme os relatos bíblicos. Isso nos mostra que a falta de paciência em entender o “tempo de Deus” e ao não sabermos esperar a resposta do Senhor em Seu devido tempo é provavelmente o maior obstáculo para se obter uma resposta divina.
• Problemas Conjugais: A deslealdade e a falta de honra no casamento são mencionadas na Bíblia como atitudes que podem impedir ou dificultar as orações de um indivíduo, especificamente do marido em relação à esposa (1Pe 3.7; Ml 2.13-14). Malaquias 2.13-14 descreve como as ofertas e orações do povo de Israel não estavam sendo aceitas por Deus devido à infidelidade e à deslealdade para com a "mulher da sua mocidade" e a quebra da aliança matrimonial, da qual o Senhor era testemunha. A Bíblia nos ensina que tanto o divórcio quanto um novo casamento entre divorciados são expressamente proibidos por Deus (Gn 2.24; Ml 2.16; Mt 19.3-11; Mc 10.2-12; Lc 16.18; 1Co 7.10,11,15,39; Rm 7.1-3). Deus descreve o ato do divórcio como “uma coisa cruel e odiosa” (Ml 2.16) e o novo casamento entre divorciados como “adultério” (Rm 7.2-3).
• Distrações: O barulho do mundo pode nos impedir de ouvir a voz de Deus, que muitas vezes fala no silêncio (Sl 46.10 – "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus"), (Sl 62.1 – "Em silêncio diante de Deus, minha alma espera, pois dele vem minha vitória"), (Jó 33.33 – "Se não tem nada a dizer, fique quieto e ouça-me, e Eu lhe ensinarei a sabedoria" - NVT). Tente se aproximar mais de Deus e se afaste um pouco dos entretenimentos que o mundo e Satanás oferecem a fim de afastá-lo da comunhão com o Senhor.
• Deus Responde de Três Formas: "Sim", "Não" ou "Espere". A falta de um "sim" imediato não significa que Ele não ouviu ou não se importa; pode ser um "espere" ou um "não" porque o pedido não é benéfico. Versículos sobre esperar o tempo de Deus falam em ter fé, paciência e renovação, destacando que Deus tem um propósito para tudo, com passagens como Salmos 27.14 ("Espera no Senhor, sê forte e corajoso"), Isaías 40.31 ("Aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças"), e Eclesiastes 3.1 ("Tudo tem o seu tempo determinado"). Outros versículos importantes incluem Salmos 37.1-5, Tiago 5.7-11 e Judas 1.21, encorajando a confiança em Deus durante os processos da vida sem se indignar com o progresso dos ímpios. “NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. Confia no Senhor e faze o bem (...). Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará” (Salmos 37.2-5).
Quando Deus diz “não” a um crente é porque provavelmente o pedido não coopera para o seu bem. Quando Deus diz "não" para algo que pedimos, Ele muitas vezes tem um propósito maior, como em 2 Coríntios 12.7-9, onde Ele diz a Paulo que Sua graça é suficiente, mesmo com o "espinho na carne", mostrando que Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza, e em Romanos 8.28, afirmando que todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, mesmo quando não entendemos. Em Lamentações 3.37-39 é dito: “Quem é aquele que diz e assim acontece, se o Senhor não o tiver decretado? Porventura não é da boca do Altíssimo que sai tanto o bem como o mal? De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados”. Esses versos nos ensinam que ninguém tem o poder ou livre arbítrio para fazer algo acontecer sem que o Senhor o decrete, lembrando que tanto o bem quanto o mal vêm dEle. Essa passagem das Escrituras nos convidam a refletir sobre nossos pecados e a não reclamar quando o Senhor decreta o mal, visto que tudo que Deus faz é bom. Isto é, quando Deus decreta que males aconteçam ou que o homem peque Ele está fazendo algo bom por definição, pois Ele a ninguém tenta, mas responsabiliza o homem por seus pecados, mesmo tendo sido Ele, o Senhor, o Autor dos acontecimentos e atos dos homens (Tg 1.13-14).
O QUE FAZER:
• Arrependa-se e Confesse: Abandone os seus pecados e peça perdão ao Senhor para restaurar a sua comunhão com Ele (Pv 28.13; 1Jo 1.8-10; Is 55.7; Ez 18.21-22).
• Ore com Sinceridade: Busque o que é bom e peça com um coração puro, não para si mesmo, mas para o bem (Fp 4.8; Sl 51.10).
• Confie no Tempo Dele: Tenha paciência e fé que Deus tem um propósito para a espera (Is 64.4). Salmos 27.14 encoraja o crente a esperar no Senhor para ter o coração fortalecido, mostrando que a espera é um ato de fé e confiança que traz paz e força, e que Deus ouve aqueles que descansam e confiam em Seus planos.
• Busque a Quietude: Afaste-se do barulho para ouvir a direção DEle. Buscar o silêncio na Bíblia é fundamental para ouvir Deus, pois Ele se revela na quietude (Sl 46.10), não no alarde, como na experiência de Elias na “voz mansa e delicada” do Senhor após o barulho parar (1Rs 19.11-13), e é um ato de humildade e confiança que permite discernir Sua voz com base nas Escrituras, meditar em Sua Palavra e encontrar paz interior, desenvolvendo autodomínio e sabedoria.
• Lembre-se do Amor de Deus: Não caia na mentira de Satanás de que Deus não se importa com você. Ele é fiel, mesmo quando parece que não está respondendo. A fidelidade de Deus não depende das circunstâncias visíveis ou dos nossos sentimentos imediatos (Lm 3.22-23; Sl 89.8; 2Tm 2.13; Rm 8.28).
“Porque em esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos. E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.24-28).
Leia a parte 2 aqui:
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– JP Padilha
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