Ordem Cronológica dos Acontecimentos Proféticos | JP Padilha



Muitas pessoas têm ficado confusas acerca dos eventos finais da humanidade que a Bíblia nos apresenta. Essas pessoas estão soltas e perdidas, como ovelhas desgarradas que não possuem um Pastor (Jesus), acreditando e criando, por si mesmas, estórias mirabolantes sobre o “fim dos tempos”, sobre o Anticristo e especialmente sobre o número da besta (666). Os filmes hollywoodianos, a mídia sensacionalista, as teorias conspiratórias e principalmente a Teologia Reformada do Pacto são o combustível para a criação de teorias ainda mais absurdas nas mentes menos favorecidas. O YouTube está repleto dessas teorias e, por falta de uma orientação teológica séria e responsável, essas pessoas acreditam em tudo que veem e ouvem. Vivem assustadas, amedrontadas e acabam ficando alienadas com tanta fantasia que circunda suas cabeças.

De algumas décadas para cá, temos visto como a falta de conhecimento de Deus e o avanço tecnológico tornam a vinda de Cristo mais próxima do que nunca. Todavia, isso não deveria ser uma surpresa para um cristão. É óbvio que estamos diante dos últimos tempos, pois Jesus e os apóstolos já nos alertavam sobre isso há mais de dois mil anos. A questão que gera confusão, principalmente entre os "teoristas da conspiração" e adeptos da herética Teologia do Pacto, é que as instruções dadas à Igreja no evangelho da graça (epístolas dos apóstolos) são para os cristãos esperarem pelo ARREBATAMENTO DA IGREJA, que ocorrerá bem antes da manifestação do Anticristo e da “Tribulação” (conhecida como Septuagésima Semana de Daniel – Dn 9.24-27), como será mostrado aqui.

Devido ao engano de Satanás e de “doutores” que deviam ter estudado a Bíblia por mais tempo ao invés de ensiná-la, muitos têm deixado de lado o estudo saudável dos acontecimentos proféticos. E isso é uma realidade muito triste, visto que as Escrituras estão repletas de ensinos que poderiam libertar as pessoas de muitas dúvidas cruéis. 

Para facilitar o entendimento dos que de fato desejam aprender a ordem dos acontecimentos proféticos, resolvi tecer aqui um resumo que desfará o nó da cabeça de muitos:

Vamos considerar a ordem cronológica dos eventos proféticos de forma resumida: Primeiro vem o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16-17), a Tribulação de sete anos sobre a terra (Mt 24; Dn 9.24-27), a Segunda Vinda de Cristo para julgar as nações (Mt 25; Ap 1.7), o Reino Milenar de Cristo sobre a terra (Ap 20.2-7), o Juízo Final – o Grande Trono Branco, onde somente os perdidos são julgados (Ap 20.9-15), e o Estado Eterno – Novos céus e nova terra (Ap 21).

O ARREBATAMENTO

Em primeiro lugar, acontecerá o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16-17). Esse evento é iminente, ou seja, está para acontecer a qualquer momento. Entretanto, no arrebatamento Jesus não desce à terra, mas “vem nos ares” e arrebata para Si todos os “salvos desde o princípio do mundo”. Nesse dia, os que estiverem mortos ressuscitarão antes, e os que estiverem vivos serão transformados e subirão para o Céu juntamente com os ressuscitados. Com isso, ficarão na terra dois grupos de indivíduos: 1) Aqueles que ouviram o evangelho da graça e não creram; 2) Os que não ouviram o evangelho da graça e não tiveram a oportunidade de estarem entre os salvos. Ambos os grupos sofrerão os horrores da Tribulação, mas somente o segundo grupo terá a oportunidade de se arrepender.

Não haverá uma segunda chance para os que ouviram e não creram. Esses indivíduos continuarão incrédulos porque Deus os fará crer na mentira do Anticristo que se levantará após o arrebatamento da Igreja (1Ts 2.7‑12). Já aqueles que nunca ouviram, tanto judeus como gentios, poderão ainda se converter na Tribulação que durará sete anos na terra (Dn 9.24-27; Mt 24).

Outra coisa importante que deve ser ressaltada é que somente os salvos são ressuscitados para o arrebatamento. Os perdidos só serão ressuscitados após o Reino Milenar de Cristo para serem julgados no Grande Trono Branco (Juízo Final). Ou seja, há um intervalo de mil anos entre a ressurreição dos mortos salvos e a dos mortos condenados.

HAVERÁ MAIS DE UMA RESSURREIÇÃO

Haverá mais de uma ressurreição além daquelas que aconteceram nos evangelhos, mas que não eram definitivas. Das que ainda virão, a primeira, em Apocalipse 20.4-6, é a ressurreição da vida (Jo 5.29) e ressurreição do justo (Lc 14.14). É uma ressurreição "de entre os mortos" (Fp 3.11; Cl 1.18 etc. – Veja na Versão Almeida Revisada Fiel), ou seja, mostra que são tirados de entre outros mortos. Isso porque os mortos não ressuscitarão todos ao mesmo tempo, mas uns (os "justos") são tirados de entre os "ímpios" na primeira ressurreição.

Mas, essa primeira ressurreição vem em três partes: Primeiro Cristo, que é "as primícias", ou mostrando como será com os outros. Depois os que são de Cristo na Sua vinda nos ares (Arrebatamento – 1Ts 4.15-18; 1Co 15.23) e por fim os martirizados durante a Tribulação (Ap 14.13).

A segunda ressurreição pode ser chamada de ressurreição para condenação (Jo 5.29) ou dos injustos (At 24.15), ou seja, dos condenados. Vão ressuscitar somente após os mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7,11-15). TODOS os que ressuscitarem nessa ocasião terão que enfrentar o Grande Trono Branco e serão julgados. TODOS estes serão condenados (Ap 20.11-15). Não lemos nada sobre salvação para os que ressuscitam na segunda ressurreição, após o Milênio.

A primeira parte do versículo 5 deve ser entendida como um parêntese: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Apocalipse 20.5a). Os "outros mortos" refere-se aos incrédulos de todas as eras que serão ressuscitados no final do Milênio para estarem diante do julgamento do Grande Trono Branco.

A frase "Esta é a primeira ressurreição", na segunda parte do verso 5, refere-se ao versículo 4: “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”. A primeira ressurreição não é um evento único. Ela descreve a ressurreição dos justos em diferentes períodos. Inclui a ressurreição de Cristo (1Co 15.23), a ressurreição dos que são de Cristo quando Ele arrebatar a Igreja (1Ts 4.13-18), a ressurreição das duas testemunhas cujos corpos ficarão nas ruas (Ap 11.11) e a ressurreição dos santos mortos na Tribulação, os quais são descritos aqui nesta passagem (veja também Dn 12.2). Em outras palavras, a primeira ressurreição inclui a ressurreição de Cristo e de todos os verdadeiros crentes, apesar de ressuscitarem em épocas diferentes.

A primeira ressurreição ocorre em vários estágios. Os que participarem da primeira ressurreição não serão incluídos na segunda morte, quando todos os incrédulos serão lançados no Lago de Fogo (Ap 20.14).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO COM SUA IGREJA

Em segundo lugar, ao fim da Tribulação de sete anos, os salvos arrebatados descerão com Cristo para julgar as nações. Essa é a Segunda Vinda de Cristo, descrita em Mateus 25 e Apocalipse 1.7. Naquele momento, o Reino Milenar de Cristo terá iniciado – Será o Reino de mil anos de Cristo sobre a terra. Digno de nota é que os santos arrebatados não serão súditos na terra durante o Milênio, mas reinarão juntamente com Cristo sobre a terra (2Tm 2.12). Apenas os judeus e gentios que se converterão durante a Tribulação é que serão súditos durante o Reinado de Cristo. Eles viverão como pessoas comuns e não terão corpos glorificados como os santos arrebatados.

O JUÍZO FINAL

Por fim, virá o Juízo Final, conhecido como "Grande Trono Branco". Ali sim os mortos em seus pecados recebem seus corpos de volta e são trazidos diante do Senhor para receberem a sentença do castigo eterno. Os salvos NÃO participam desse ato judicial, pois foram salvos para sempre antes de tudo isso. Quem chegar diante do "Grande Trono Branco" com um pecado sequer já estará condenado.

A passagem abaixo deixa claro que aquele que crê em Cristo não entra em juízo ou julgamento: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (João 5.24).

As expressões "ouve""crê""tem""não entra em juízo" e "passou da morte para a vida" no momento em que creu são expressões muito claras nesse sentido. Veja a conjugação do verbo: “Passou da morte para a vida” – Aqui não diz que aquele que creu “passará” da morte para a vida, mas sim que “passou” da morte para a vida. Uma vez salvo, sempre salvo. Todo aquele que creu em Cristo tem o Espírito Santo habitando em si como garantia de sua salvação. Jesus fez uma promessa aos escolhidos, e essa promessa é indissolúvel: O Espírito Santo nunca deixará o crente. Portanto, pessoas convertidas, habitadas pelo Espírito Santo, NÃO comparecerão jamais diante do "Grande Trono Branco" para serem julgadas (cf. Jo 14.16; Ef 1.13).

Todavia, haverá sim uma escala de condenação, pois o Senhor Jesus nos ensinou isso quando disse que haveria “maior juízo” para uma cidade do que para outra, ou quando falou dos religiosos de Sua época, alertando os discípulos: "Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo(Lucas 20.46-47).

COMO ENTENDER O JUÍZO FINAL? QUEM PARTICIPA DESSE JUÍZO? EM QUE MOMENTO ISSO OCORRE?

O Juízo Final é apenas para os perdidos, pois daquele evento não sairá um salvo sequer. O Juízo Final é para lavrar a pena de cada um de acordo com o que praticaram em vida. Basta lembrar que bastou um pecado apenas para que Adão e Eva fossem expulsos da presença de Deus. Quem, pois, poderia alegar hoje ter apenas um pecado? E quem poderia dizer que nunca pecou? Segue abaixo o texto em Apocalipse que descreve tudo isso:

"O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre. Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (inferno) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades (inferno) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo."(Apocalipse 20.10-15)

O QUE É O LAGO DE FOGO? ALGUÉM JÁ FOI PRA LÁ?

O Lago de Fogo e Enxofre, confundido por muitos com o "inferno", foi preparado para o diabo e seus anjos, que é para onde vão também os perdidos. Mas este lugar, por enquanto, está vazio. Ninguém nunca esteve lá, como pensam muitos. Os mortos em seus pecados (sem salvação) estão no hades (grego – “Inferno”, que significa “Sepultura”), que é uma condição de morte enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos para serem lançados no “lago de fogo” (Mt 25.41; Ap 20.10-15). Trata-se de um lugar temporário, no qual os mortos perdidos aguardam o Juízo Final para a condenação deles (Pv 15.24; Mt 23.33; 2Pe 2.4-17). Essa condenação é eterna, pois assim o Senhor a chama: "E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mateus 25.46). Se duvidarmos que a condenação é eterna, teremos de duvidar também que a vida seja eterna. O Senhor avisou de forma clara que o fogo "nunca" se apaga: “Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9.44). Da mesma forma, Ele consolou os Seus escolhidos dizendo que "nunca" pereceriam nem seriam arrebatados de Sua mão: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10.28).

O destino dos perdidos é serem ressuscitados somente após o Milênio para serem julgados no Grande Trono Branco. O Lago de Fogo será a habitação final e eterna dos perversos, preordenados para este mesmo fim, mediante os decretos de Deus (Sl 9.7; Mt 25.41; Jd 1.4). No fim, o Lago de Fogo será inaugurado quando a besta e o falso profeta forem lançados lá (Ap 20.10-15), juntamente com os perdidos. Os salvos não fazem parte dessa lista, pois já estão com Cristo e jamais serão tirados de Sua presença (Jo 5.24).

QUAL O PAPEL DE SATANÁS NISSO TUDO?

Durante os mil anos de reinado de Cristo e Sua Igreja sobre a terra, Satanás estará preso (Ap 20.1-4). Ele não terá poder para tentar ninguém durante esse tempo. Após esses mil anos, Satanás será solto novamente (vv. 7-8) para que sejam revelados aqueles que viverem no reino terreno de Cristo sem terem realmente se convertido (Lembre-se de que o reino de mil anos será habitado por pessoas vivas em seus corpos naturais. Esse grupo de pessoas não faz parte do grupo de salvos com corpos glorificados). Esse tempo de liberdade de satanás durará pouco, como é dito em Apocalipse 20.3, e então ele será finalmente lançado no lago de fogo onde o tormento é "para sempre" (v. 10), e não temporário como ensinam algumas seitas e religiões.

Sendo assim, a esperança dos apóstolos, especialmente enfatizada por Paulo, era de serem arrebatados ainda em vida, visto que Jesus prometeu que arrebataria Sua amada noiva (Igreja) a qualquer momento (Jo 14.2-3; 1Ts 4.16-17). Esse evento é iminente e totalmente distinto de Sua Segunda Vinda juntamente com os santos arrebatados para REINAR EM ISRAEL – o que ocorrerá após a Tribulação.

Portanto, a esperança do crente é a vinda de Cristo para arrebatá-lo nos ares, e não a vinda do Anticristo, o qual não tem nenhuma associação com a Igreja de Deus. A Igreja não espera pelo Anticristo, mas sim por Cristo. Simples assim.

Quanto ao Estado Eterno – “novos céus e nova terra”, deixaremos para tratar do assunto no final deste livro.

– JP Padilha
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Marcas da verdadeira Espiritualidade | John MacArthur



Uma das marcas fundamentais da verdadeira espiritualidade é a profunda consciência de pecado. Na Bíblia, aqueles que mais admitiam sua pecaminosidade eram freqüentemente os mais espirituais. Paulo afirmou ser o principal dos pecadores (1Tm 1.15). Pedro disse: “Retira-te de mim, porque sou pecador” (Lc 5.8). Isaías declarou: “Ai de mim... sou homem de lábios impuros” (Is 6.5). Pessoas espirituais reconhecem sua luta mortal contra o pecado. Paulo afirmou que morria diariamente (1Co 15.31).

O objetivo final da espiritualidade é a semelhança com Cristo. Paulo reiterou muitas vezes essa verdade (1Co 1.11; Gl 2.20; Ef 4.13; Fp 1.21). No conceito de Paulo, a espiritualidade, em sua mais forte expressão, é a semelhança com Jesus; isso não é algo que podemos atingir por meio de uma única experiência ou alguma técnica subliminar. É uma busca perseverante e contínua:

“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.12-14).

Muitos carismáticos afirmam que, após o recebimento do batismo do Espírito, a espiritualidade é “sua”. Infelizmente as coisas NÃO ocorrem assim. Quando o fervor da experiência acaba, eles são forçados a procurar outra e, depois, mais outra. Descobrem que uma “segunda obra da graça” não é suficiente; precisam de uma terceira, uma quarta, uma quinta e assim por diante. No esforço de acharem
algo mais, os carismáticos abandonam (alguns de forma inconsciente) a Bíblia e a verdadeira senda da espiritualidade, andando errantes pelo caminho da experiência até chegarem ao inevitável beco sem saída.

DONS NÃO GARANTEM ESPIRITUALIDADE

Os livros, folhetos e artigos carismáticos estão repletos de “testemunhos” sobre como determinada experiência trouxe um novo grau de espiritualidade. Os testemunhos seguem freqüentemente o mesmo padrão: “Quando fui batizado no Espírito, falei em línguas; depois comecei a viver de forma mais santa. Tive mais poder, liberdade e alegria do que em qualquer outra época. Tive mais amor e mais completude como cristão”.

Embora os carismáticos não sejam coerentes nesse ponto, a maioria deles ressalta fortemente o dom de línguas como meio para obter espiritualidade. No entanto, a Bíblia não apóia essa idéia. Por exemplo, Paulo elogiou a igreja de Corinto ao dizer que não lhes faltava “nenhum dom” (1Co 1.7). Os crentes de Corinto possuíam todos os dons espirituais: profecia, conhecimento, milagres, cura, línguas, interpretação de línguas e outros mais. Contudo, eles também possuíam todos os tipos de problemas espirituais. Quanto à posição deles em Cristo, eram espirituais, mas suas ações lançaram a igreja no caos decorrente da carne.

Os crentes da Corinto, no século I, não foram os únicos. Hoje os cristãos enfrentam os mesmos problemas. Somos salvos e temos o Espírito Santo, recebemos alguns dons espirituais, mas também lutamos contra a carne (ver Rm 7). Nenhum dom espiritual pode assegurar-nos a vitória completa nesta vida. A única maneira pela qual podemos vencer é andarmos sempre no Espírito e não sucumbirmos aos desejos da carne (Gl 5.16).

Qualquer carismático discernente e que seja honesto admitirá que tem enfrentado muitos problemas relativos aos desejos da carne. Entusiasmo, euforia, fervor, excitação e emoção — todas as coisas que os carismáticos consideram provas de força espiritual — são incapazes de restringir o desejo, o orgulho, o egoísmo ou a ambição. Os carismáticos, cujo único “poder” é extraído do ápice de sua experiência mais recente, são aparentemente mais propensos à fraqueza e à imaturidade espiritual. A história do movimento pentecostal comprova essa afirmação.(12) Muitos caem na armadilha de crer que a experiência carismática resolve a questão da luta contra a carne. Isso não é verdade. E, para aumentar a dificuldade, os carismáticos, quando caem, costumam não assumir a responsabilidade pelo fracassso; acabam acusando os poderes demoníacos em vez de reexaminarem sua teologia concernente à santificação.

Com todas as alegações de poder e de novos níveis de espiritualidade, os carismáticos não possuem nenhuma prova de que as experiências extáticas os colocam em um nível espiritual novo e duradouro. Não importa o tipo de experiência pelo qual imaginam ter passado ou com que freqüência falam em línguas ou caem no Espírito, os carismáticos ainda enfrentam os mesmos desafios que os demais cristãos enfrentam: a necessidade de andar no Espírito em obediência à Palavra e a morte diária do ego e do pecado.

Raramente os testemunhos e os ensinos dos carismáticos são honestos nesse ponto. E, por causa disso, é comum os carismáticos nutrirem uma forte mentalidade de escapismo. Quantas pessoas se unem ao movimento porque receberam promessas de respostas imediatas para seus problemas ou de um caminho rápido e fácil para a santidade?

SANTIFICAÇÃO OU SUPERFICIALIDADE?

Assim, muito do que ocorre no movimento carismático é mais leviano que divino. A emissora de televisão cristã de minha região apresenta um programa de entrevistas e variedades, ao vivo, todas as noites da semana. O programa tem alcance nacional e apresenta alguns dos maiores nomes do movimento carismático. Assista-o todas as noites da semana e você verá o mesmo. A ênfase recai sobre a diversão e a frivolidade. Há muito riso e manifestações efusivas de emoções. O tempo é ocupado, de modo geral, com entretenimento, fanfarrice, tolice e conversas inúteis. As roupas caras e ostentosas, as maquiagens densas, os comportamentos e as conversas da maioria das mulheres violam claramente todas as interpretações possíveis de 1 Pedro 3.3-6 e 1 Timóteo 2.9-10. Francamente, sinto-me embaraçado por saber que muitos incrédulos extraem de pessoas como essas seu conceito a respeito do cristianismo. E não estou falando sobre carismáticos desconhecidos ou insignificantes, e sim de pessoas que estão à frente da liderança visível desse movimento.

Não há nada de errado em ser feliz; não há nada de errado em louvar a Deus e sentir-se satisfeito. No entanto, os adeptos do movimento carismático parecem determinados a alcançar o ápice emocional, o estímulo imediato, o momento eletrizante, a reunião divertida — pois ignoram as ricas recompensas de uma andar consistente com Deus em favor da alegria superficial de um espetáculo público.

No entanto, a alegria não substitui a piedade. A piedade verdadeira nem sempre traz consigo o ápice emocional. De acordo com as Escrituras, a pessoa repleta do Espírito busca a justiça com um forte senso de convicção e uma profunda consciência de seu próprio pecado. Existe profunda alegria onde o Espírito atua, mas há também grande tristeza. Walter Chantry escreveu com muita propriedade:

“Quando o Espírito vem a homens pecadores, Ele traz inicialmente tristeza. No entanto, nos círculos [carismáticos]... existe apenas a jactância do transporte imediato de alegria e paz. Não devemos confiar em nenhuma experiência religiosa que produza júbilo instantâneo e animação ininterrupta. Na espiritualidade existe mais do que um soerguimento do espírito, uma entrada na vida exuberante ou uma ampliação da continuidade das experiências empolgantes de alguém. Entretanto, em diversas comunidades pentecostais populares será inútil procurar algo além disso...

Ninguém que tenha o Espírito de Deus é capaz de andar em nosso mundo sem gemer profundamente por causa de tristeza e sofrimento. Quando o fedor da imoralidade penetra as narinas do homem cheio do Espírito de Deus, ele não é feliz, feliz, feliz o dia todo... Se o Espírito viesse com poder [hoje], ele não faria os homens baterem palmas de alegria; Ele os faria bater no peito de tristeza”.(13)

Chantry acrescentou: “Ele não é o Espírito Alegre, e sim o Espírito Santo”.(14)

É comum os carismáticos darem a impressão de que o Espírito é mais alegre do que santo. Caso alguém proteste contra a comoção, a gritaria, a frivolidade, a tolice, a irreverência e as falsas promessas do movimento carismático e pentecostal — ele é visto com suspeita. Enquanto isso, a auto-satisfação e a falta de moderação tornam-se mais evidentes, gritantes, impressionantes e excêntricas. Essa característica não é o fruto da piedade genuína.

PAULO VS. SUPER-APÓSTOLOS

Uma das características mais infelizes do movimento carismático é a ênfase contínua nos acontecimentos surpreendentes, dramáticos e sensacionais que os membros esperam que façam parte da experiência carismática cotidiana. O efeito é a intimidação daqueles que não obtêm os mesmos resultados — línguas, profecias, pirotecnias espirituais, tanques miraculosamente cheios de combustível, instruções audíveis da parte de Deus, etc. Aqueles que obtêm resultados menos espetaculares (talvez estejam sob o domínio de um feitiço que não lhe permite obter os resultados – pensam eles) se vêem relegados ao status de segunda classe.

O apóstolo Paulo sabia muito bem o que significava ser desdenhado e intimidado por pessoas que julgavam ter alcançado um nível mais elevado que o dele. Nos dois capítulos finais de 2 Coríntios ele discorreu a respeito dos super-apóstolos que haviam chegado a Corinto e assumido o controle da igreja enquanto ele estava ausente. Os novos “mestres” adoravam enaltecer a si mesmos. Afirmavam que seus poderes, experiências e êxtases haviam afetado emocionalmente os crentes de Corinto. Agora a espiritualidade de Paulo era questionada. Ele não se igualava aos novos astros recém-chegados à cidade.

Qual foi a resposta de Paulo? Leia 1 Coríntios 11 e 12. Paulo não montou uma lista de curas ou de outros milagres realizados. Em vez disso, ele apresentou o que podemos chamar de “ficha criminal” espiritual. Recebeu cinco vezes 39 chicotadas; três vezes foi fustigado com varas; uma vez apedrejado e abandonado à morte; naufragou três vezes; passou uma noite e um dia à deriva em mar aberto.

Paulo experimentou tudo isso. Ele sentiu fome e sono; esteve em perigo entre ladrões, gentios e conterrâneos. Foi expulso de cidades mais vezes do que conseguiu lembrar. Seu espinho na carne (que Deus não removeu, embora Paulo Lhe tenha pedido isso em três ocasiões diferentes) era uma tortura difícil de suportar. E o que Paulo disse a respeito de todas essas coisas?

Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Pois, quando sou fraco, então é que sou forte. Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós; porquanto em nada fui inferior a esses tais “apóstolos”, ainda que nada sou” (2Co 12.10-11).

Paulo jamais teria uma boa impressão dos muitos programas carismáticos de televisão. Em vez de “cair no Espírito”, às vezes ele era quase morto em seu corpo. Paulo não se lembrava bem de suas visões. Em 2 Coríntios 12.1-4 ele mencionou a ocasião de haver sido arrebatado ao terceiro céu quatorze anos antes. No entanto, ele aparentemente não lembrava dos detalhes desse ocorrido. Em vez de ressaltar sua viagem miraculosa de ida e volta ao terceiro céu, Paulo preferiu falar a respeito de suas fraquezas e como elas glorificavam a Deus.

A verdadeira espiritualidade sobre a qual Paulo falava não corresponde às listas mais atuais dos principais best-sellers “cristãos”. De acordo com ele, sua vida era fraca, miserável, temerária e modesta. Ele esteve em constante estado de dificuldade, perplexidade, perseguição e aprisionamento desde a hora em que se rendeu a Cristo até ser decapitado por um carrasco romano (2Co 4.8-11). Isso também é verdade no que concerne aos outros apóstolos, que também sabiam algo a respeito do sofrimento e da verdadeira espiritualidade — em especial Pedro, Tiago e João.

Em nenhuma passagem das Escrituras você achará a menor sugestão de que existe um escape das realidades, das lutas e das dificuldades da vida cristã. O “falar em línguas” não resultará em verdadeira espiritualidade, mas pode afastá-lo do caminho da verdadeira espiritualidade. O caminho correto da verdadeira espiritualidade é definido pela expressão “Andai em Espírito”.

–– John MacArthur | O Caos Carismático
–– Fonte 1: Página 
JP Padilha
–– Fonte 2: 
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/

Israel, a Igreja e os Últimos Dias | Michael Vlach


"Se alguém aceitar corretamente que o povo de Israel, as promessas e os pactos incondicionais dados à nação são realidades que Deus leva a sério, então, não há necessidade de vê-los como tipos e sombras que foram transcendidos quando a igreja chegou. Apelar para o texto de Hebreus 8-10 não ajuda à tipologia não-dispensacional que mantém a substituição da nação pela igreja, pois as sombras mencionadas no contexto de Hebreus estão relacionadas à Lei Mosaica. Entretanto, as promessas incondicionais não são sombras.[...] Pode haver uma conexão tipológica entre Israel e a igreja, mas essa conexão tipológica não altera o sentido original das promessas do Antigo Testamento para Israel. Como David L. Turner explica: "A tipologia e a analogia genuínas entre AT e NT não devem ser vistas como destrutivas para o cumprimento literal das promessas do AT a Israel, mas como uma indicação de maior continuidade entre Israel e a igreja."

–– VLACH, Michael J. Dispensationalism: Essential Beliefs and Common Myths. LA: Theological Studies Press. 2008. p.27-28.

–– Fonte 1: Página JP Padilha
–– Fonte 2: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/
–– Fonte 3: Dispensacionalismo Hoje

O Judaísmo não é um padrão para a adoração cristã | Bruce Anstey


Apesar de o judaísmo não ser um padrão para a adoração cristã, as igrejas na cristandade têm ignorado o ensino claro das Escrituras que mostra que o tabernáculo é uma figura do verdadeiro santuário ao qual agora temos acesso pelo Espírito (Hb 9:8-9, 23-24). Mesmo assim, as igrejas têm usado o tabernáculo como um padrão para suas construções. As igrejas emprestaram muitas coisas do Antigo Testamento para introduzi-las literalmente em seus lugares de adoração e cultos religiosos, perdendo de vista o verdadeiro significado delas.

A cristandade erigiu magníficos edifícios e catedrais usando o padrão do templo do Antigo Testamento. É comum essas construções receberem o nome de "Templo" ou "Tabernáculo" para permanecerem alinhadas ao judaísmo do Antigo Testamento. Algumas denominações chegaram ao ponto de separar uma parte dessas construções como se fosse um lugar mais santo do que o resto da construção, chamando-o de "Santíssimo" ou "Santuário", como acontecia no tabernáculo do Antigo Testamento. Tudo isso mostra que há muito tempo os cristãos perderam de vista o fato de que hoje a casa de Deus é uma "casa espiritual" construída de pessoas redimidas (1 Co 3:9; Ef 2:19-22; Hb 3:6; 1 Pd 2:5), e não uma casa material no sentido literal da palavra.

Esta é uma lista de algumas coisas que a igreja emprestou do judaísmo:

● O uso literal de templos e catedrais como lugares de adoração
● Uma classe especial de homens que exercem seu ofício a serviço da congregação
● O uso de instrumentos musicais para ajudar na adoração
● O uso de um coral
● O uso de incenso para criar uma atmosfera espiritual
● O uso de vestes religiosas pelos "Ministros" e membros do coral
● O uso de um altar literal (sem sacrifícios)
● A prática do dízimo
● A observância de dias santos e festas religiosas
● Um rol de membros com os nomes dos que estão congregados

É verdade que muitos desses elementos judaicos foram alterados de alguma forma para se adaptarem ao contexto cristão, mas eles continuam carregando os adornos do judaísmo. Esse tipo de influência judaica, com seus princípios e práticas, permeou a igreja. Muito disso tem estado associado ao cristianismo há tanto tempo que já foi aceito pelas massas como se viesse de Deus. A maioria das pessoas acha bom ter essa mistura judaico-cristã. Infelizmente, misturar essas duas ordens distintas de se aproximar de Deus destruiu a distinção original que existia em cada uma delas, fazendo com que o resultado dessa mistura não fosse nem judaísmo, nem cristianismo.

IGREJAS DE PEDRAS E TIJOLOS – AJUDAM OU ATRAPALHAM O EVANGELHO?

O público em geral ficou tão acostumado com as construções chamadas de igrejas e catedrais que acredita ser este o ideal de Deus. Na opinião da maioria das pessoas essas construções são um sinônimo de cristianismo. Mas o Novo Testamento nem sequer as menciona entre as coisas que Deus deseja para a igreja. Existem pelo menos cinco boas razões para esses edifícios associados ao cristianismo mais atrapalharem do que ajudarem o evangelho.

1) Eles não são bíblicos. Conforme já demonstramos, simplesmente não existe qualquer fundamento para isso no Novo Testamento.

2) Eles transmitem ao mundo uma mensagem errada. As pessoas podem muito bem ser levadas a pensar que o cristianismo é uma continuação do judaísmo, apenas com algumas novas alterações cristãs. Elas podem erroneamente concluir que Deus habita em "templos feitos por mãos", e que só pode ser adorado neles (At 17:24-25). Portanto, daí vem a falsa ideia de que alguém precise ir a um edifício chamado "igreja" para orar e aproximar-se de Deus.

3) Eles não são econômicos. Dar tal ênfase a edifícios luxuosos enquanto milhões de pessoas padecem de fome em todo o mundo, tanto no sentido espiritual como material, é simplesmente utilizar mal o dinheiro. A maior parte dos fundos que a igreja recebe em suas coletas deveria ser usada para permitir a pregação do evangelho e a disseminação da verdade, não para financiar modernas construções e organizações para-eclesiásticas. O pesado ônus desses investimentos e de seus juros faz com que os líderes eclesiásticos peçam ofertas cada vez mais generosas a fim de pagarem pela construção e por sua manutenção. Com isso as pessoas podem ser levadas a acreditar que Deus só está interessado em dinheiro. Com milhões sendo coletados todas as semanas, parece que a maior dificuldade dos cristãos não está em dar, mas em direcionar os fundos que são arrecadados. Hudson Taylor disse: "O problema da igreja não é a falta de fundos, mas a falta de consagração de fundos!".

4) Esses edifícios são uma hipocrisia. Ao construírem esses imensos edifícios, enquanto dizem ao mundo que amam as pessoas e se interessam profundamente por suas almas, a mensagem que os cristãos passam não é muito convincente. Se a igreja está tão interessada nas pessoas necessitadas deste mundo, por que não sacrifica um pouco do esplendor de suas edificações? Ao construir seus edifícios a igreja está demonstrando que está mais preocupada com a própria glória e conforto do que com as pessoas necessitadas.

5) Esses edifícios intimidam. É difícil fazer com que as pessoas que tiveram pouco ou nenhum contato com o cristianismo compareçam às reuniões nessas luxuosas construções associadas com o cristianismo. Edifícios cheios de pompa tendem a espantar, e não atrair essas pessoas. Tudo lhes parece muito opressor. (As pessoas do mundo parecem ter um senso melhor que os cristãos daquilo que convém ao cristianismo -- Lucas 16:8). Existe uma forte reação contra o formalismo, especialmente entre os jovens. As pessoas também têm medo de serem convidadas a contribuir com dinheiro. Mesmo assim, muitas dessas pessoas estariam prontas a ir a um estudo bíblico na forma de uma conversa numa casa ou em um salão menos pretensioso. Elas se sentem mais à vontade em uma atmosfera informal e não profissional, ficando assim mais receptivas a receberem o evangelho.

Portanto esses grandes edifícios são um empecilho ao evangelho, e tão somente mostram que não somos mais sábios do que a Palavra de Deus. O padrão simples que Deus nos deu em Sua Palavra é sempre o melhor caminho, pois "o caminho de Deus é perfeito" (Sl 18:30).


–– Bruce Anstey | A ORDEM DE DEUS
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Livro disponível em E-book (gratuito) ou impresso aqui:
https://aordemdedeus.blogspot.com/

A Igreja não tem nenhuma relação com a Grande Tribulação | JP Padilha



Em nenhuma parte do evangelho da graça o cristão é instruído a se preparar para a vinda do Anticristo e da grande tribulação. Isso é dito aos judeus nos evangelhos do Antigo Testamento, quando Israel é alertada sobre coisas referentes a ela. Aqueles acontecimentos descritos em Mt 24-25 se divergem completamente do que é dito aos cristãos no evangelho da graça (epístolas dos apóstolos). É dito à Igreja que ela será arrebatada nos ares, e não que ela estará na terra na grande tribulação. No arrebatamento, Cristo vem nos ares, arrebata a Igreja e retorna ao céu (1Ts. 4:17). Já no evento final da segunda vinda, após a grande tribulação, Cristo desce à terra para habitar e reinar por mil anos (Mt. 25:31-32).

Se uma pessoa não sabe diferenciar o que é dito para Israel do que é dito para a Igreja, ela tentará encaixar 1Ts 4 com Mt 25 e fará uma verdadeira 'salada mista' com as Escrituras, visto que à Israel é dito uma coisa e à Igreja é dito outra.

Nas poucas vezes em que a Igreja é mencionada em Apocalipse, a promessa feita a ela é tão simples quanto consoladora:

"Como guardaste a palavra da minha paciência, também Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra" (Apocalipse 3.10).

Existe um remanescente judeu fiel que está encarregado de levar o 'evangelho do reino' a todos os cantos do mundo durante a tribulação. Esse evangelho do reino não é o evangelho da graça. Ele anuncia a volta do Rei de Israel no fim da grande tribulação.

A propósito, você já percebeu que não existe Igreja antes de Atos 2? Pois é, caro leitor. Entenda: Jesus ainda não havia inaugurado a Igreja e nem os apóstolos sabiam como isso aconteceria, até que um dia, na festa chamada "Pentecostes", a Igreja é inaugurada e uma fase de transição é iniciada até que, um tempo depois, as epístolas nos digam como viver a prática cristã, e não as leis do Judaísmo, que até então era tudo que os servos de Deus conheciam.

–– JP Padilha
–– Fonte 1: Página JP Padilha
–– Fonte 2: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/

Que tipos de "Línguas" são faladas hoje? | John MacArthur



Como explicar a experiência carismática? Diversos carismáticos testemunham que o falar em línguas enriqueceu-lhes a vida. Por exemplo:

“Qual é a utilidade do falar em línguas?” A única coisa que posso responder é: “Qual a utilidade do azulão? Qual a utilidade do pôr-do-sol?” Apenas a enlevação pura e irrestrita, apenas a alegria indescritível e, com ela, bem-estar, paz, descanso e libertação de fardos e tensões”.(31)

E isto:

“Quando comecei a orar em línguas senti-me mais novo e as pessoas disseram que eu parecia vinte anos mais novo... Fui edificado, recebi alegria, coragem, paz e a percepção da presença de Deus. Eu possuía uma personalidade fraca que necessitava disso”.(32)

Esses testemunhos são chamarizes poderosos para o falar em línguas. Se as línguas podem conceder bem-estar e alegria, além de fazê-lo parecer mais novo, o mercado é ilimitado.

Por outro lado, a evidência para apoiar essas alegações é duvidosa. Poderia alguém afirmar, com seriedade, que as pessoas que falam em línguas hoje vivem para Cristo de maneira mais santa e mais sensata do que aqueles que não falam em línguas? O que podemos dizer sobre todos os líderes carismáticos cujas vidas, nos últimos anos, provaram ser moral e espiritualmente CORROMPIDAS? Será que a evidência comprova que as “igrejas” carismáticas são mais fortes espiritualmente e mais sólidas que as igrejas de crentes bíblicos que não defendem os dons? A verdade é que devemos gastar muito tempo e com bastante diligência para encontrar uma comunidade carismática em que o crescimento espiritual e o entendimento da Bíblia sejam o foco genuíno. Se o movimento não produz cristãos mais espirituais ou crentes que possuem mais conhecimento teológico, qual é o seu fruto? E o que dizer das diversas pessoas que pararam de falar em línguas e testemunham não terem experimentado paz genuína, satisfação, poder e alegria enquanto não deixaram o movimento carismático? Por que a experiência carismática redunda com tanta freqüência em desilusão, à medida que o ápice emocional das primeiras experiências extáticas se torna mais difícil de repetir?

Indubitavelmente, muitas pessoas que falam em línguas afirmam os benefícios da prática em diversos graus. Entretanto, normalmente — como nos testemunhos já citados —, elas estão falando a respeito de como a experiência as faz sentir-se ou parecer, e não sobre como a experiência faz com que se tornem melhores cristãos. Todavia, a melhora da aparência e dos sentimentos nunca foi o resultado do dom do Novo Testamento.

É
significativo notar que pentecostais e carismáticos não podem corroborar suas reivindicações de que o que eles estão fazendo é o dom bíblico de línguas. Não conhecemos nenhum caso autêntico ou comprovado de que qualquer pentecostal ou carismático tenha realmente falado em uma língua identificável e traduzível.(33) O lingüista William Samarin escreveu: “É muito duvidoso que os casos alegados de xenoglossia [línguas estrangeiras] entre os carismáticos sejam verdadeiros. Sempre que se tenta verificá-los, descobre-se que os relatos foram muito distorcidos ou que os ‘testemunhos’ são incompetentes ou não-confiáveis do ponto de vista lingüístico”.(34) “Os proponentes carismáticos não têm apresentado qualquer evidência além da suposição de que essas línguas são o mesmo fenômeno” do dom descrito no Novo Testamento”.(35)

Portanto, como podemos explicar o fenômeno?

Existem várias possibilidades. Primeira, as línguas podem ser de origem satânica ou demoníaca. Alguns críticos do movimento desejam atribuir todas as supostas línguas à atuação do Diabo. Embora eu não concorde com isso, estou convencido de que Satanás encontra-se muitas vezes por trás dos fenômenos que se passam por dons do Espírito. Na verdade, ele está por trás de toda religião falsa (1Co 10.20), e sua especialização é fraudar a verdade (2Co 11.13-15). Em nossos dias, muitas pessoas nas igrejas são suscetíveis às mentiras de Satanás. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4.1).

Ben Byrd, que anteriormente falava em línguas, crê que algumas de suas capacidades extraordinárias eram “poderes psíquicos e provavelmente satânicos”:

“Muitas, muitas vezes orei em línguas em favor das pessoas, com os olhos fechados. Eu era capaz de enxergar, como se meus olhos estivessem abertos. Tinha consciência de tudo o que acontecia à minha volta, mas meus olhos estavam fechados. Sentia-me como se estivesse em um estado de sono estranho, mas vívido... quase dormente em meu corpo e alerta em minha mente. Agindo através de outra esfera, é possível realizar coisas, mas lembre-se, por favor, de que nem todos os dons procedem de Deus”.(36)

As línguas extáticas são comuns nas falsas religiões. As edições mais modernas da Enciclopédia Britânica contêm artigos úteis sobre a glossolalia entre os pagãos, usada em seus ritos religiosos. Há registros da África Oriental em que pessoas possessas por demônios falam fluentemente em suaíli ou inglês, embora em circunstâncias normais essas línguas não sejam entendidas. Entre o povo tonga (África), quando um demônio é exorcizado, geralmente canta-se uma música em zulu, ainda que os tongas não entendam zulu. O exorcista supostamente fala em zulu por um “milagre das línguas”.


Hoje as línguas extáticas são encontradas entre muçulmanos, esquimós e monges tibetanos. Um laboratório de parapsicologia da Escola de Medicina da Universidade da Virgínia relata casos de pessoas que falam em línguas entre os praticantes do ocultismo.(37)

Esses são uns poucos exemplos da tradição multissecular da glossolalia que continua hoje entre pagãos, hereges e ocultistas. A possibilidade de influência satânica é uma questão séria e não deveria ser descartada irrefletidamente pelos carismáticos.

Outra possibilidade é a de que as línguas sejam um padrão de comportamento aprendido. Estou convencido de que a maior parte dos praticantes da glossolalia se enquadra nesta categoria. Como vimos, líderes carismáticos como Charles e Frances Hunter ensinam às pessoas como receber o dom de falar em línguas. Como isso pode ser visto, se não como um comportamento aprendido? Os Hunters emocionam as pessoas, fazendo-as “orar” e cantar “louvores”; sugerem uma simples sílaba para o começo e encorajam as pessoas a repetir “pequenos sons engraçados”.(38) Isso não é evidentemente a atuação espontânea do dom.

Tampouco é um tipo de experiência “sobrenatural”. Não é um milagre. É algo que qualquer pessoa pode aprender. É surpreendente o número de pessoas que falam em línguas usando os mesmos termos e sons. Todas elas falam essencialmente da mesma maneira. Qualquer pessoa que as ouvir suficientemente pode fazê-lo.


No livro The Psychology of Speaking in Tongues (A Psicologia de Falar em Línguas), John Kildahl concluiu, após estudar muitas evidências, que a glossolalia é uma habilidade adquirida.(39) Kildahl, psicólogo clínico, e seu associado, Paul Qualben, psiquiatra, foram comissionados pela American Lutheran Church (Igreja Luterana Americana) e pelo National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental) a realizarem um estudo amplo sobre a glossolalia. Depois de todo o seu trabalho, chegaram à firme convicção de que se trata de um “fenômeno aprendido”.(40)

Um estudo mais recente, conduzido pela Universidade de Carleton, em Ottawa (Canadá), demonstrou que, com instrução e modelação mínimas, qualquer pessoa pode aprender a “falar em línguas”. Sessenta pessoas que nunca haviam falado em línguas ou ouvido qualquer pessoa fazê-lo foram usadas em uma experiência. Depois de duas sessões breves que incluíam exemplos audiovisuais da prática de glossolalia, pediu-se a todos os participantes que tentassem falar do mesmo modo por trinta segundos. No teste de trinta segundos, todas as pessoas foram capazes de imitar a glossolalia de forma regular, e 70% delas conseguiram falar com fluência.(41)

Um membro de nossa igreja que costumava falar em línguas confidenciou-me: “Eu aprendi a falar em línguas. Vou lhe mostrar”. Em seguida, começou a falar em línguas. Os sons provenientes dele eram exatamente iguais aos das línguas que ouvi na boca de outras pessoas. Apesar disso, uma afirmação freqüente dos carismáticos é que cada indivíduo recebe supostamente uma língua “particular” para orar.

Ouvi, por acaso, um carismático zeloso tentando ensinar um recém-convertido a falar em línguas. Achei muito estranho que esse homem tenha sentido necessidade de esforçar-se para ajudar o “bebê” cristão a receber o dom de línguas. Por que uma pessoa deveria aprender a receber um dom do Espírito Santo? No entanto, o movimento carismático está repleto de pessoas que o “ensinarão” alegremente a falar em línguas.

Enquanto realizava pesquisas para escrever este livro, assisti a uma conversa em um programa de televisão. Uma pessoa confessou ter problemas espirituais. Outro carismático lhe disse: “Você tem usado o dom de línguas diariamente? Você tem falado em sua língua todos os dias?”

“Não, não tenho”, a pessoa admitiu.

Ao que a outra replicou: “Bem, este é o seu problema. Você precisa falar em línguas todos os dias, sem importar como. Apenas comece, e o Espírito Santo dará continuidade”.

Essa conversa é bastante reveladora em diversos aspectos. Se o Espírito Santo concedeu a alguém o dom de línguas, por que a pessoa precisa se esforçar para começar a usá-lo?

No movimento carismático existe uma forte pressão entre os adeptos para que as pessoas se comportem da mesma maneira que as demais, integrando, possuindo e demonstrando os mesmos dons e o poder. As línguas são a “resposta” para os problemas espirituais.

É fácil perceber o motivo pelo qual as línguas se tornaram o grande denominador comum, o teste universal de espiritualidade, ortodoxia e maturidade dos carismáticos. Contudo, esse é um teste falho.

Kildahl e Qualben escreveram:

“Nosso estudo produziu a evidência conclusiva de que os benefícios relatados pelos que falam em línguas são subjetivamente reais e contínuos e dependem da aceitação de um líder e de outros membros do grupo, e não da experiência real de verbalização das palavras. Quando aquele que fala em línguas rompe o relacionamento com o líder do grupo ou sente-se rejeitado pelo grupo, a experiência da glossolalia não é mais subjetivamente significativa”.(42)


Kildahl e Qualben relataram também uma ampla desilusão entre as pessoas submetidas ao estudo. Algumas delas perceberam instintivamente que sua atuação era um comportamento aprendido. Não havia nada sobrenatural nele. Em pouco tempo, passaram a enfrentar os mesmos problemas e dificuldades que sempre enfrentaram. De acordo com eles, quanto mais sincera era a pessoa ao começar a falar em línguas, tanto mais desiludida ela se tornava ao cessar a prática.

Mais uma possibilidade foi sugerida: as línguas podem ser psicologicamente induzidas. Alguns dos casos mais estranhos de falar em línguas foram explicados como aberrações psicológicas. Quem fala em línguas entra no automatismo motor, que é descrito clinicamente como o desligamento radical e íntimo da pessoa em relação àquilo que a rodeia. O automatismo motor resulta na dissociação de quase todos os músculos voluntários do controle consciente.

Você já viu alguma reportagem mostrando jovens adolescentes em shows de rock? Devido à emoção, ao ardor e ao barulho, eles abrem mão do controle voluntário das cordas vocais e dos músculos. Caem ao chão como em um ataque.

A maior parte das pessoas, em uma ocasião ou outra, passa por momentos em que se sente um pouco desligada, aturdida e fraca. Sob certas condições, particularmente quando há grande fervor emocional, uma pessoa pode passar com facilidade a um estado em que perde o controle consciente do corpo. A glossolalia pode resultar desse estado.

A condição em que a maior parte das pessoas sente a euforia da experiência das línguas parece estar bastante relacionado com o estado de hipnose. Kildahl e Qualben afirmaram em seus estudos que “a possibilidade da hipnose constitui o elemento indispensável da experiência de glossolalia. Se alguém pode ser hipnotizado, ele se encontra nas condições adequadas para falar em línguas”.(43)

Após o estudo extensivo dos praticantes da glossolalia, Kildahl e Qualben concluíram que as pessoas mais submissas, sugestionáveis e dependentes de líderes eram as mais aptas a falar em línguas.(44) William Samarin concorda que “pessoas de certo tipo são atraídas a esse tipo de religião que usa as línguas”.(45) É obvio que nem todas as pessoas que falam em línguas se encontram nessa categoria; no entanto, algumas delas, se não a maioria, encaixam-se perfeitamente. Observe os programas carismáticos na televisão. As pessoas presentes aprovam, com a inclinação da cabeça, e dizem ‘amém’ a tudo o que se diz do púlpito, mesmo os ensinamentos mais insólitos e bizarros. Elas se submetem facilmente ao poder da sugestão e àquilo que é sugerido. Quando as emoções chegam ao ápice e a pressão se eleva, qualquer coisa pode acontecer.

Não existe uma maneira de analisar cada pessoa que fala em línguas e de apresentar as razões claras de seu comportamento. No entanto, como vimos, existem várias explicações possíveis para a glossolalia entre os carismáticos modernos. O Dr. E. Mansell Pattison, membro da Christian Association for Psychological Studies (Associação Cristã de Estudos Psicológicos), disse:

“O resultado de nossa análise é a demonstração dos mecanismos naturais que produzem a glossolalia. Como fenômeno psicológico, a glossolalia é fácil de ser produzida e prontamente compreensível... Posso acrescentar minhas observações extraídas de experiências clínicas com pacientes neurológicos e psiquiátricos. Em certos tipos de desordens cerebrais resultantes de derrames, tumores, etc., o paciente sofre de interrupções nos padrões automáticos e físicos do sistema da fala. Se estudarmos esses pacientes “afásicos”, poderemos observar a mesma decomposição da fala que ocorre na glossolalia. Decomposição similar da fala ocorre no raciocínio e no padrão da fala de pessoas esquizofrênicas; essa decomposição é estruturalmente equivalente à glossolalia.

Esses dados podem ser entendidos como a demonstração de que os mesmos estereótipos da fala resultarão, sempre que a fala sofrer a interferência de ou for prejudicada pelo cérebro, pela psicose ou pela renúncia passiva do controle espontâneo.(46)

Como vimos, os candidatos à prática da glossolalia são muitas vezes instruídos, explicitamente, a se submeterem à “renúncia passiva do controle espontâneo”. Eles são ordenados a se libertarem de si mesmos, a desistirem do controle da própria voz. São treinados para pronunciarem umas poucas sílabas e a permitir-lhes fluência. Eles não devem pensar no que dizem.

Charles Smith, falecido dirigente do Master’s Seminary, escreveu um capítulo inteiro sobre as explicações possíveis para o fenômeno moderno da glossolalia. Ele sugeriu que as línguas podem ser produzidas por “automatismo motor”, “êxtase”, “hipnose”, “catarse psíquica”, “psique coletiva” ou “estímulo da memória”.(47) O fato é que as línguas podem ser explicadas de muitas maneiras. Entretanto, a conclusão inescapável é que as línguas existem hoje em muitas formas fraudulentas, sem a ação do Espírito Santo, tais como existiram na igreja de Corinto no século I.

–– John MacArthur | O Caos Carismático
–– Fonte 1: Página JP Padilha
–– Fonte 2: https://jppadilhabiblia.blogspot.com/

O que fazer agora que entendi ONDE e COMO congregar? | Mario Persona



A dúvida de como proceder depois de ter entendido onde e como congregar é uma que surge depois que as pessoas entendem onde NÃO congregar, ou seja, em sistemas denominacionais ou não criados por homens e que dividem os crentes por diferentes títulos. Muitos depois de entenderem isso acabam se envolvendo com grupos não-denominacionais que podem ser até piores em termos de doutrina. Isso é como fugir da panela para cair no fogo.

A admoestação de Paulo a Timóteo, capítulo 2 e versículos de 15 ao 22, tem algumas etapas envolvidas neste processo:

Versículo 15. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade."

O versículo 15 dá a base para tudo, que é o conhecimento da Palavra de Deus e saber como dividi-la corretamente, entendendo o que é para Israel, o povo terreno de Deus, e o que é para a Igreja, o povo celestial. Esse conhecimento é o que costumamos chamar de dispensacionalismo, ou o estudo de como Deus tratou de diferentes maneiras com os seres humanos em diferentes eras. Conhecer bem as Escrituras nos dá a segurança de sabermos responder a cada um que pedir a razão de nossa fé.

Versículo 16. "Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade."

Alguns abandonam o erro, as más doutrinas e os falsos profetas da cristandade, e viram especialistas em malignidade. Criam sites, canais e vídeos especializados em heresias e só sabem falar disso em suas conversas. No original significa evitar "discussão vazia", que nada agrega e nem edifica. Alguém definiu o ato de sair de um sistema religioso corrompido e viver falando das más doutrinas e maus pregadores daquele sistema como um que extrai um tumor cancerígeno e manda fazer um pingente para andar sempre com aquele tumor pendurado no pescoço.

Versículos 17, 18. "E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto, os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.".

Este é o efeito da má doutrina sobre seus ouvintes, seja ela saída da boca do falso profeta, seja retransmitida por pessoas ingênuas que o fazem com espírito de crítica. O melhor é que, quando você precisar alertar alguém sobre algum erro doutrinário, dê uma versão bem sucinta do erro, como faz o apóstolo aqui, e passe logo ao ensino da verdade.

Já imaginou se existisse Youtube no tempo de Paulo e ao invés de ele apenas pincelar qual era o erro de Himeneu e Fileto colocasse links para todos os vídeos em que aqueles hereges destilam sua doutrina venenosa? No final sairíamos mais especialistas na má doutrina do que na verdade para a qual o apóstolo quer chamar nossa atenção.

Versículo 19. "Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.".

Este versículo 19 é importantíssimo por mostrar que o assunto que ele está tratando não é de salvação eterna, mas de erro doutrinário e separação do mal ou iniquidade. Não cabe ao crente julgar quem está salvo ou não, porque o fundamento ou alicerce de Deus é que somente o Senhor conhece os que são seus. Você encontrará muitos cristãos genuínos vivendo no engano da má doutrina, mas isso não compromete sua salvação. Nenhum verdadeiro salvo jamais irá perder a salvação, e isto é algo que você deveria trazer escrito na testa para nunca mais se esquecer.

Versículo 20. "Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra."

Agora o apóstolo está falando do aspecto exterior da Igreja, chamado aqui de "grande casa". Na primeira carta a Timóteo o apóstolo a chamou de "casa de Deus" (1 Tm 3:15), mas aqui ele a contempla com algo que foi corrompido pela ação do homem, uma grande casa onde existe de tudo dentro dela.

Em seu aspecto puro e genuíno, a Igreja é o Corpo de Cristo do qual são membros todos os salvos por ele, que foram escolhidos antes da fundação do mundo e que em algum momento no tempo ouviram "a Palavra da Verdade, o Evangelho da salvação e, tendo nele também crido, foram selados com o Espírito Santo... que é o penhor da herança, para redenção da possessão adquirida". (Ef 1:13-14).

Se você creu em Jesus é porque foi adquirido por Deus. Se você acredita que algo ou alguém poderia arrancar você das mãos do Pai é porque ainda não entendeu a magnitude da obra de Cristo e precisa conhecer melhor o quanto custou sua salvação. Ela não foi conquistada por suas míseras obras, obediência ou perseverança, mas pelo sangue precioso derramado na cruz.

Se a Igreja, em sua essência, é pura e santa, porque é Cristo quem a faz assim sem a intervenção humana, e não existe qualquer falso membro de Cristo nesse Corpo, já a "casa de Deus" ou "grande casa", como acabou se tornando, é o aspecto exterior dessa casa, e nele existem lado a lado o joio e trigo, o falso e o verdadeiro.

Você foi feito membro do corpo de Cristo por ele próprio quando creu nele, mas entrou na "casa de Deus" ao ser batizado. Por isso encontramos pessoas, como Simão, o mago, de Atos 8, que disse ter crido na mensagem de Filipe, foi batizado, mas estava de olho só no dinheiro. Um falso crente como milhões semelhantes espalhados pelo mundo.

Versículo 21. "De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra.".

Agora o apóstolo está falando da santificação ou separação prática de "vasos" ou pessoas. No versículo 19 ele falou de apartar-se da iniquidade e da má doutrina como um todo, mas você não conseguirá se manter apartado se continuar dando ouvidos aos vasos que carregam em si a má doutrina.

Muitos deles podem ser genuínos filhos de Deus e usados em diferentes obras pelo Senhor, mas se você quiser ser usado "para toda a boa obra" deverá permanecer longe dos vasos que transportam a má doutrina. Não estou dizendo para você perder a amizade e virar o rosto para sua mãe ou seu cônjuge, que mesmo crendo em Jesus continuam associados a algum sistema com má doutrina. Apenas evite ficar perto quando esse vaso abrir sua tampa e passar a derramar de dentro de si aquilo que é contrário à sã doutrina.

Todos esses vasos, independente de onde estejam congregados, podem ser usados pelo Senhor em diferentes maneiras e contextos. Mas repare que o apóstolo está falando de um vaso "preparado para toda a boa obra", ou seja, não apenas para as obras que os outros vasos poderiam executar.

Isso seria como você ter em casa duas vasilhas, uma de plástico e outra de aço inoxidável. A primeira não pode ser usada para toda obra, mas apenas para algumas, pois o plástico pega o cheiro e o gosto do que for armazenado nele, e também não pode ser levado ao fogo. A de aço inoxidável serve para "toda boa obra".

Versículo 22 "Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.".

Se você já se separou da iniquidade e dos sistemas que a promovem, ainda que com a roupagem da religião; se procura manter-se impermeável ao que os vasos de pau e barro querem derramar em você, agora é a vez de entender que em você, em sua carne, também existe mal.

Não estou falando necessariamente de desejos impuros, mas principalmente do ímpeto e da energia da carne, que embora boa em alguns aspectos, pode ser péssima quando aplicada nas coisas espirituais. Já viu alguém "cabeça dura", teimoso, que quer fazer as coisas na energia da carne e mais derruba do que constrói? É disso que o versículo fala em sua primeira parte.

Mas ele fala de algo que alguns parecem não conhecer ainda, que é o segundo passo depois de ter extraído tudo aquilo que impedia você de adorar a Deus em espírito e Verdade, livre dos impulsos da carnalidade religiosa, separado daquilo que os vasos religiosos tentam derramar sobre você e longe dos sistemas criados por homens. Falo de seguir "a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor".

Este é o próximo passo, seguir ou congregar com aqueles que já tiveram esse exercício. Não que sejam melhores que você ou qualquer cristão, mas apenas se desvencilharam das coisas que lhes impediam de estarem preparados para toda boa obra. E para melhor entender isso vou incluir aqui um artigo escrito por Paul Froese, com o título "O que fazer agora que entendi onde e como congregar?".


O que fazer agora que entendi onde e como congregar?- Paul Froese

Você se separou do sistema religioso criado pelos homens por desejar estar congregado somente ao nome do Senhor. É importante que o objetivo não é “congregar conosco”, mas com o Senhor e onde ele colocou o seu nome, ou seja, sua autoridade. “Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-os em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.” (At 5:13-14).

Em outras palavras, o objetivo não é você ajuntar-se a nós, mas é o Senhor quem faz a obra de ajuntar, e é a ele que ele próprio ajunta. “Porque quem não é contra nós, é por nós... Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.” (Mc 9:40; Mt 12:30). Repare que existe nestes versículos uma clara distinção entre os termos “nós” e “comigo”.

Se fizermos da expressão "nós" o nosso referencial — sendo esse "nós" os irmãos congregados ao nome do Senhor —, então juntar-se a esses (os"nós") não passa de sectarismo, e qualquer um que venha a se unir a essa comunhão com um motivo assim logo ficará desapontado ao descobrir que "nós" não somos diferentes de quaisquer outros cristãos sobre a face da Terra.

Eventualmente nossa moral será repreensível, poderemos às vezes ter má doutrina, más práticas, más atitudes, mau testemunho... Mas o ponto é, se o Senhor está no meio, então existe um recurso e autoridade para corrigir essas coisas que eventualmente estejam erradas, e para isso é usada a disciplina sempre que necessário.

Se, todavia, nos reunimos a "ELE", no sentido de quando Jesus diz "comigo", então ELE nunca irá nos desapontar. Nunca devemos perder este foco e referencial. Além disso, se estou congregado a Cristo, e você está congregado a Cristo, então estaremos congregados juntos. Mas jamais devo, como primeiro motivo, me congregar com você, ou você comigo, mas devemos ambos estar congregados ao Senhor Jesus Cristo, e assim descobriremos que ali eu e você estaremos também em comunhão um com o outro.

Mas sua dúvida é o que fazer agora. Não existe um formulário ou um questionário para ser respondido para se cadastrar entre irmãos congregados ao Nome do Senhor. Isto porque também não existe um governo central fora do céu onde o Senhor está assentado como a Cabeça de seu corpo.

“Porque nós, sendo muitos, somos... um só corpo” (1 Co 10:17). “Todos os membros, sendo muitos, são um só corpo” (1 Co 12:12). “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Rm 12:5). Você já é membro do corpo de Cristo, se é que já creu verdadeiramente nele para a salvação de sua alma.

Porém existe uma diferença entre pertencer ao corpo de Cristo e praticar essa verdade. O sinal prático dessa unidade é o partimento do pão — literalmente o participar da ceia do Senhor. “O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?” (1 Co 10:16). Existe uma diferença entre o corpo de Cristo e a comunhão do corpo de Cristo.

Mas não cabe a nós começarmos partindo o pão por nós mesmos, pois se a Palavra em Efésios 4:4 diz que “há um só corpo”, o que vem imediatamente antes, no versículo 3, é que devemos procurar “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4:3). Temos de reconhecer que já existe a comunhão do corpo na Terra, e nosso dever é guardar ou manter a união na prática.

Quando nos dias do Livro de Atos o evangelho se espalhava pelo mundo, vemos que sempre foi mantida a comunhão entre as assembleias por meio das visitas dos irmãos. “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.” (At 8:14). “E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração” (At 11:21-23).

A igreja tinha começado em Jerusalém, mas agora começava em outras cidades também. Para manter a unidade na prática os irmãos de Jerusalém chegavam a esses lugares e reconheciam o que o Senhor estava fazendo. Eles não iam a fim de estabelecer nessas cidades “a Igreja de Jerusalém”, mas simplesmente para demonstrar a comunhão do “um só corpo” que existia em ambas as localidades.

Se a ceia do Senhor — o partir do pão — serve para mostrar na prática a verdade do “um só corpo” por meio da comunhão, então para que a mesa do Senhor seja estabelecida num lugar é preciso que alguns que já participam desse “mesa” cheguem à nova localidade e partam o pão lá com os membros do corpo de Cristo ali que têm o desejo de manter a unidade do Espírito e a comunhão do corpo de Cristo.

Antes de fazerem isso é preciso que fique bem claro que é o Senhor quem está fazendo a obra naquele novo lugar, pois a “mesa” é dele, não nossa. É ele quem estabelece a “mesa”, mas também nós, que já participamos dessa comunhão, devemos ativamente manter essa comunhão e unidade onde ficar evidente que o Senhor está levantando um testemunho ao seu nome. Darby escreveu que “a fé tem um duplo caráter — a energia que vence e a paciência que espera em Deus e confia nele”. Precisamos destas duas coisas também nesta questão: energia e paciência.

Devemos também saber que, embora todos os membros do corpo de Cristo têm o seu lugar à mesa do Senhor, nem todos podem estar ali por causa do pecado que traz desonra pública ao nome do Senhor, a saber pecado moral, doutrinal ou eclesiástico. Sim, pode ser que eles sejam membros do corpo de Cristo, verdadeiros filhos de Deus, mas na assembleia existe uma disciplina, pois o Senhor está ali e é nosso dever manter a santidade do testemunho congregado ao seu nome (1 Coríntios 5). É por isso que as Palavra diz: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (1 Tm 5:22).

A razão é que não sabemos se alguém está andando de modo errado até termos tido tempo para conhecer melhor a pessoa. Além do triste assunto do pecado, não existe outro motivo para manter um membro do corpo de Cristo fora da comunhão do mesmo corpo de Cristo. Não existe diferença entre os membros neste aspecto. Sim, pode existir “diversidade de dons” espirituais entre os membros do corpo (1 Coríntios 12:4), e há também diferentes níveis de crescimento e entendimento na vida cristã (1 João 2:12-13), mas mesmo assim estas coisas não pesam na dignidade do crente em Cristo para que venha a tomar seu lugar à mesa do Senhor. — Paul Froese

— Mario Persona
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O que você acha dos vídeos sobre os Illuminati? | Mario Persona



Com a facilidade de se publicar vídeos na Internet as pessoas ganharam acesso a tudo o que existe de bem e mal. É claro que o mal sempre dá mais audiência do que o bem. Os telejornais sensacionalistas estão aí para provar isso.

Eu particularmente não gosto de "especialistas no mal", ou seja, ministérios de cristãos que se ocupam com o mal ao invés de exaltarem a Cristo. De uma forma indireta acabam promovendo o mal e levando mais pessoas a se interessarem por suas práticas.

Evidentemente temos obrigação de condenar as obras das trevas, mas a maneira correta de expor as trevas é por meio da luz e não pela explicação detalhada do que são as trevas. Eu não preciso beber um litro de vinagre para avisar as pessoas que aquilo é vinagre. Basta eu ler o rótulo.

Ef 5:11-13 "E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta".

Quando você acende a luz de sua cozinha no meio da noite, a barata se vê exposta e foge. É disso que precisamos: derramar a LUZ sobre as pessoas para que o mal acabe exposto pela luz, e não pela dissecação detalhada da barata.

Um exemplo simples: alguém que pregue contra a prostituição detalhando como ocorre o ato sexual com uma prostituta irá deixar seus ouvintes excitados. Quem vê pode até alegar que ele está pregando contra a prostituição, mas os efeitos que está gerando nas pessoas é justamente o desejo de se prostituírem.

É muito comum vermos isso nas igrejas com os tais "testemunhos". Ora é a prostituta que conta em detalhes sua vida sexual antes de se converter, excitando a plateia, ora é o traficante que descreve o submundo do crime como se fosse um filme de ação, eletrizando a plateia, ora é o estelionatário que ensina em detalhes todos os golpes que dava, despertando na audiência o desejo do ganho fácil.

Muitos pastores que proíbem os membros de suas igrejas de irem ao cinema acaba trazendo o cinema até eles por meio dos "testemunhadores profissionais". Sim, muitos são profissionais e cobram cachê para falar nas igrejas. É comum eu receber emails de pastores perguntando qual é meu cachê para falar em suas igrejas (o que obviamente não faço, com ou sem cachê).

Qual o efeito criado pelos pregadores de teorias conspiratórias? Será que levam seus ouvintes a se interessarem mais pela Palavra de Deus ou pela palavra dos ocultistas? Antes de minha conversão estive envolvido com ocultismo e esoterismo, mas não é disso que falo em minas pregações. Não tenho qualquer interesse em levar os ouvintes a se interessarem por minhas práticas dos tempos de incrédulo, gastando seu tempo correndo atrás do esoterismo ao invés de se ocuparem com Deus e com Sua Palavra.

Nunca devemos nos esquecer que o ocultismo e o esoterismo são instrumentos de Satanás, e é ilusão acharmos que não seremos influenciados pelo diabo quando nos debruçamos sobre esses temas para estudá-los em detalhes. Não se esqueça que o inimigo tem milhares de anos de experiência em enganar os inexperientes seres humanos!

Esse "ministério do erro" que você encontra em muitas igrejas não é novo. Há muito tempo alguns pregadores profissionais ganham a vida se especializando em filmes da Disney, desenhos do He-Man ou músicas da Xuxa. O que fazem em suas pregações é colocar uma lente de aumento em detalhes (satânicos? eróticos? conspiratórios?) que teriam passado despercebidos pela audiência se não fosse com a "ajuda" do pregador. O resultado? Gente que nem se interessava pelos filmes, desenhos e músicas são capazes até de comprar todos eles, só para passarem horas procurando pelo em ovo, como se fosse esta a ocupação principal de um cristão.

Entendo que aquilo que o apóstolo diz sobre os que "só pensam nas coisas" terrenas pode ser aplicado tanto aos que as promovem como aos que se ocupam delas em detalhes para denunciá-las.

Fp 3:18-19 "Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que SÓ PENSAM NAS COISAS TERRENAS".

Uma das características do remanescente fiel que havia em Tiatira era não terem se aprofundado nas coisas de Satanás. Assim devemos ser. Devemos nos aprofundar nas coisas de Deus, sermos "especialistas" no bem, não no mal. A antiga música que dizia "Falem bem ou mal, mas falem de mim..." deve ser a predileta do diabo.

Ap 2:24 "Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei";

Do mesmo modo que a maioria das pessoas adora assistir telejornais sensacionalistas, que só mostram crimes, criminosos, traficantes, cadáveres etc., os vídeos e sites especializados em denunciar o mal também atraem multidões. O que a maioria das pessoas não enxerga é que o apresentador do telejornal sensacionalista, que vive xingando bandidos e fazendo pose de prestar um serviço à sociedade, não ganharia um centavo se os bandidos não praticassem seus crimes.

O serviço de "informar a sociedade" que prestam especificamente nesses telejornais também não traz proveito algum. Acaso não sabemos que existem bandidos e que eles vivem praticando crimes? Que aprendizado alguém tem ao ver um telejornal sensacionalista? Você pode aprender muito sobre economia, política, geografia, cultura etc vendo um telejornal normal, mas que bagagem lhe dá assistir perseguições a bandidos? Do mesmo modo, o que você ganha por conhecer "as profundezas de Satanás"? Os pregadores especializados em teorias conspiratórias não teriam audiência se falassem "apenas" de Cristo.

Não quero dizer com isso que devemos fechar os olhos para o erro ou sermos indiferentes a ele. Devemos saber identificar a mentira, não por conhecê-la em detalhes, mas por conhecermos em detalhes a Verdade. Precisamos ficar centrados em Cristo, não no erro. É Jesus quem deve caracterizar qualquer ministério e é a Cristo que a pregação deve levar o ouvinte, e não deixá-lo de costas para a Verdade e entretido com a mentira.

Quer um exemplo da atração que o erro exerce nas pessoas? Tenho uns 250 vídeos falando de Cristo, da salvação e das coisas que o Senhor fez nos evangelhos, e no entanto um dos mais vistos é justamente aquele em que falo dos falsos profetas. Parece existir um prazer secreto em nós que nos leva a preferir um vídeo que fale do erro, a 249 que falam do acerto.

Respondendo mais diretamente sua pergunta, o autor dos vídeos sobre os Illuminati que mencionou (assisti um pela metade e para mim bastou) tem uma visão equivocada da ceia do Senhor, e um leitor escreveu perguntando se aquela interpretação dele teria fundamento bíblico (acho que este foi o único outro vídeo que vi do mesmo autor).

Quando o mágico faz a mágica, não fique prestando atenção na mão para a qual ele insiste em chamar sua atenção, mas para a outra. É lá que ocorre o truque. É por isso que a primeira coisa a perguntar quando nos é apresentada qualquer "mágica" interessante (como as teorias conspiratórias) deve ser o que essa pessoa pensa das verdades fundamentais da Palavra de Deus. Não sei tudo o que aquele autor acredita, e nem me interessa saber, mas ao interpretar a ceia do Senhor ele se equivocou tremendamente. Para mim isso foi suficiente.

Hoje há muitos que chamam a atenção para as profecias, o fim do mundo e essas coisas, porém negam verdades fundamentais, como a divindade de Jesus, Sua natureza incapaz de pecar, sua permanência hoje no céu em um corpo ressuscitado etc. Sem falar nos que concentram sua doutrina na guarda do sábado, quando o apóstolo Paulo foi claro ao advertir disso os gálatas em Col_2:16: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos SÁBADOS".

Há também grupos que propagam aos quatro ventos o fato de não terem denominação, quando negam a salvação pela fé (pregando salvação por batismo, por exemplo, o que exigiria termos 2 "salvadores" - Jesus e o homem que batiza) ou afirmando que o pecado ou Satanás são mais fortes e poderosos que o sangue de Cristo e Sua obra na cruz, ao insistirem em uma lista de regras para o pecador conseguir se salvar e permanecer salvo.

Respondi a dúvida do leitor sobre a ceia do Senhor aqui:
http://www.respondi.com.br/2010/08/partir-o-pao-na-ceia-significa-repartir.html

Veja mais sobre o assunto nos links abaixo:
http://www.respondi.com.br/2011/05/devemos-falar-mal-das-autoridades.html
http://www.respondi.com.br/2011/03/o-arrebatamento-vem-sem-sinais.html
http://www.respondi.com.br/2010/01/devo-denunciar-os-erros-da-cristandade.html
http://www.respondi.com.br/2007/06/este-site-anti-catolicismo.html
http://www.respondi.com.br/2007/11/devo-participar-de-abaixo-assinado.html
http://www.respondi.com.br/2007/12/como-evitar-ser-tentado.html
http://www.respondi.com.br/2009/02/devo-me-opor-idolatria-em-meu-trabalho.html

Assista ao VÍDEO aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=UjFtjm7htc4&t=1s

–– Mario Persona

QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?

Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...