IGREJA NÃO É ISRAEL - Parte 1 | JP Padilha
Existe um aspecto dispensacional no episódio em que os judeus acusam Jesus de possessão demoníaca. Em Mateus 12.22-24, os fariseus acusam Jesus de estar possuído por um demônio porque Ele está expulsando demônios, alegando que o Seu poder vem de Belzebu, o chefe dos demônios.
Os evangelhos representam uma mudança de dispensação antes da formação da Igreja – o Corpo de Cristo – composta de judeus e gentios. Todavia, primeiro Israel deveria rejeitar o Messias, o qual “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1.11). Essa rejeição é vista aqui nos líderes religiosos da nação de Israel e, como consequência, Deus colocou Israel de lado por um tempo para tratar com a Igreja.
Em outro evangelho, Jesus fala do triste resultado que teve Sua interação com Seu povo: “Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai. Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem razão’” (João 15.22-24).
A falta de entendimento da verdade dispensacional de que Deus tem dois povos – Israel e Igreja – leva muitos cristãos a adotarem em sua adoração costumes judaicos, como templos, clérigos, dízimos etc. Consideram a Igreja uma continuação de Israel e herdeira das mesmas promessas terrenas de prosperidade feitas àquele povo no Antigo Testamento (Promessas que ainda não foram cumpridas, mas serão no futuro). Entretanto, a Igreja nada tem a ver com Israel, pois ela era um “mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Efésios 3.9). Tampouco a Igreja tem sua esperança na terra, como Israel, pois foi abençoada com promessas espirituais, não terrenas, “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Seu destino não é viver aqui, pois “a nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Filipenses 3.20).
O apóstolo Paulo explica da seguinte forma:
“Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o Redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’. Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Romanos 11.25-29). Esse “endurecimento em parte” é só “até que chegue a plenitude dos gentios”, mostrando um período de tempo definido que termina com os últimos gentios sendo acrescentados ao Corpo de Cristo. Então “virá de Sião o Redentor” para salvar Israel e estabelecer um Reino de mil anos na terra (cf. Ap 20).
Como calvinista de verdade, creio que a eleição de Deus é irrevogável (Rm 11.25-29). É por isso que acredito que a eleição de Israel permanece, não tendo sido revogada ou substituída pelo advento da Igreja. De fato, quem diz que a Igreja é o novo Israel não pode ser definido como calvinista, pois milita contra a perpetuidade da eleição divina, um dos pilares do Calvinismo autêntico. A Bíblia é dispensacionalista do início ao fim.
Entenda mais sobre o assunto nos links abaixo:
Igreja não é Israel – Parte 2
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/igreja-nao-e-israel-parte-2-jp-padilha.html
Igreja não é Israel – Parte 3
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/05/igreja-nao-e-israel-parte-3.html
Será que a Teologia do Pacto prova que Israel e Igreja são a mesma coisa?
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2023/10/sera-que-teologia-do-pacto-prova-que.html
Consulte o SUMÁRIO aqui:
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– JP Padilha
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Como os Salmos se aplicam ao cristão? | JP Padilha
Os salmos são uma excelente fonte de inspiração para qualquer cristão, e fazemos bem quando os lemos. Porém, é preciso entender que eles têm dois aspectos importantes: Primeiro, eles foram escritos para Israel, ou seja, em uma ordem de coisas totalmente diferentes daquelas que são para a Igreja. Em segundo lugar, em grande parte os salmos falam dos sentimentos de Cristo.
É por esta razão que você encontra nos salmos coisas como o salmista pedindo a Deus o sofrimento de seus inimigos, bem como a morte e a destruição deles, coisa que um cristão jamais pediria, pois Jesus nos ensinou a fazer o contrário: “Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus... Pois, se amardes [somente] os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mateus 5.43-47).
Sendo cristão, você não pode fazer orações como as do salmista abaixo:
“Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal” (Salmos 71.13).
“E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo” (Salmos 143.12).
“Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos” (Salmos 139.22).
Tudo isso podia fazer sentido para um povo que tinha por esperança habitar na terra e estava cercado de inimigos humanos, assim como faz sentido para muitos radicais muçulmanos explodirem seus inimigos, já que boa parte dos preceitos do Islamismo foram tirados do Antigo Testamento. Todavia, tudo isso não faz sentido algum para aqueles que creem em Jesus, os quais são cidadãos do Céu e foram ensinados de outra maneira pelo próprio Senhor:
“Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.43-44).
“E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa” (Mateus 5.40).
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33).
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12).
Outra coisa importante a se entender é que os salmos são muitas vezes a expressão dos sentimentos de Cristo. Você não poderia, honestamente, jamais afirmar o que diz o salmista nos versículos abaixo porque você sabe muito bem que é falho e pecador:
“Porque guardei os caminhos do SENHOR, e não me apartei impiamente do meu Deus” (Salmos 18.21).
“Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniquidade” (Salmos 18.23).
“Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos” (Salmos 119.22).
“Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado” (Salmos 119.93).
“Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos” (Salmos 119.56).
Somente o Homem perfeito poderia ter dito tais coisas, e o único Homem perfeito é Cristo. Se você ler com atenção os salmos 22, 23 e 24 (na Bíblia católica a numeração é outra) verá que todos eles falam de Cristo em sequência: Primeiro o Cordeiro é morto, depois Ele aparece identificado com as ovelhas do rebanho de Deus e é ao mesmo tempo Pastor, e, por fim, é Senhor de toda a terra, quando vier para reinar (Ap 20.4-6).
Para aqueles que possuem dúvidas sobre o Antigo Testamento e sua aplicação limitada na vida cristã, clique no artigo abaixo:
Devemos rasgar o Antigo Testamento?
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OBSERVAÇÃO: Nesse site você encontra os volumes da coleção “O Evangelho Sem Disfarces” separados por tema. Basta rolar o mouse para baixo. Meus livros estão todos no link acima.
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DEVEMOS ORAR PELA PAZ DE JERUSALÉM? | JP Padilha
Antes de
tirar qualquer conclusão precipitada, preste muita atenção ao contexto desta
passagem para que você não confunda Israel com a Igreja. Aqui será provado que
orar pela paz de Jerusalém não é exatamente o que Deus requer de Seu povo
celestial – a Igreja. Vamos entender melhor este assunto?
“Orai pela paz de Jerusalém! Sejam
prósperos os que te amam. Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos
teus palácios. Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti! Por
amor da Casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem” (Salmos 122.6-9).
Embora este salmo seja uma exortação a orar por Jerusalém, não significa que os
cristãos devam orar pela paz de Jerusalém. Somos exortados a abençoar Jerusalém
e orar para que os judeus se convertam a Cristo, não para que Jerusalém tenha
paz sem Cristo, o qual os judeus têm rejeitado desde Sua primeira vinda. O rei
Davi era judeu e o salmo 122 está endereçado ao remanescente judeu fiel para
que ore pela paz terrena de Jerusalém.
Embora a Igreja não seja exortada a orar pela paz de Jerusalém e sim a orar por
sua conversão, Deus prometeu bênçãos sobre aqueles que abençoam Israel e
maldições sobre aqueles que a amaldiçoam: “E
abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti
serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.3). Como Jerusalém é
retratada como o centro da vida judaica, segue-se que aqueles que a abençoam
receberão bênçãos também.
Abençoar Jerusalém não é o mesmo que orar por ela. Orar pela paz de Jerusalém
não faz nenhum sentido para o cristão, principalmente sabendo o que hoje ocorre
ali e tendo consciência das guerras e tribulações ainda reservadas para aquela
cidade e para o povo judeu até que o Reino de Cristo seja estabelecido na
terra. Nossa oração deve ser inteligente e devemos aprender com o Senhor, que
não orava pelo mundo, mas pelos que eram Seus. "Eu rogo por eles
[os discípulos]; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste,
porque são teus" (João 17.9).
Portanto, entendo que devemos orar para que os que hoje vivem em Jerusalém se
convertam a Cristo, e para que os cristãos que estão ali sejam guardados do
mal. Depois do arrebatamento da Igreja, cerca de dois terços da população de
judeus existentes naquela terra serão dizimados. Sendo assim, o pior lugar para
um judeu estar hoje é justamente na terra de Israel. "E acontecerá
em toda a terra, diz o SENHOR, que as duas partes dela serão extirpadas, e
expirarão; mas a terceira parte restará nela" (Zacarias 13.7-9).
Os salmos não são cristãos, isto é, não foram escritos por cristãos e para
cristãos, muito embora nós possamos ser edificados, consolados e exortados por
eles. Por isso os cristãos não oram pela paz de Jerusalém, mas pela paz da
Igreja, que é o Corpo de Cristo e ao qual estão ligados todos os salvos. "Procurando
guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só
Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa
vocação" (Efésios 4.1-4).
Os salmos são judaicos em sua essência e sua visão é de um povo terreno de Deus
vivendo na terra. Todo o Salmo 122 e a passagem que vimos no início do artigo,
no versículo 6 – "Orai pela paz em Jerusalém" –
pertence ao futuro. Ali é o remanescente de judeus fiéis que é exortado a orar
pela paz de Jerusalém, porque, afinal, eles estão morando nela. Veja todo o
contexto para entender isso melhor:
"Cântico dos degraus, de Davi – Alegrei-me quando me disseram: Vamos
à casa do SENHOR [isto significa que o Templo terá sido reconstruído].
Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém [o remanescente
judeu fiel que irá se converter após o arrebatamento é visto aqui fisicamente
dentro de Jerusalém]. Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta.
Onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, até ao testemunho de Israel, para
darem graças ao nome do SENHOR. Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da
casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja
paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa
dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti. Por causa da casa do SENHOR nosso
Deus, buscarei o teu bem” (Salmos
122.1-9).
Observe que eles dizem estar com seus pés dentro de Jerusalém. Trata-se ali do remanescente
de judeus fiéis que irão se converter após o arrebatamento da Igreja, sofrerão
os horrores da perseguição na grande tribulação, até colocarem seus pés na
cidade que Deus escolheu para eles, Jerusalém.
Orar pela paz de Jerusalém não é uma ordem direcionada à Igreja, mas abençoar o
povo de Jerusalém e todo o Israel sim. Orar é uma coisa; abençoar é outra. A
oração que devemos fazer por Jerusalém é para que se convertam a Cristo – esta
é a ordem para a Igreja. Devemos orar pela conversão de todos, embora saibamos
que nem todos irão se converter.
Jerusalém será o palco do retorno de Cristo (At 1.11; Zc 14.4), e naquele
tempo Ele estabelecerá paz permanente com seus muros. Todos os que ficarem na
terra e se converterem na Tribulação após o arrebatamento da Igreja devem estar
aguardando ansiosamente o retorno do Rei de Israel e orando pelo tempo em que o
Príncipe da Paz reinará em Jerusalém por mil anos (Ap 20.2-6).
ATENÇÃO:
Não confunda a segunda vinda de Cristo com o arrebatamento da Igreja, o qual
ocorre no mínimo sete anos antes da Sua segunda vinda (Dn 9.24-27; Mt 24). A
Igreja será arrebatada antes do tempo da Tribulação (1Ts 4.16-17; Ap 3.10).
Ficarão na terra aqueles que não ouviram o evangelho da graça porque não
tiveram tempo para ouvir e os que ouviram, mas não creram. Para os que ouviram
e não creram não haverá uma segunda chance. Todavia, para aqueles que não
tiveram tempo de ouvir, terá uma segunda chance de se converterem por meio do
evangelho do Reino, que será pregado pelo remanescente judeu fiel e que anuncia
o retorno do Rei de Israel (Mt 24.14). Preste muita atenção na diferença entre
o arrebatamento e a segunda vinda – Arrebatamento é quando o Senhor vem para os
Seus santos (Jo 14.2-3); a Segunda Vinda de Cristo ocorre mais tarde, quando
Ele vem com os Seus santos que foram levados à glória no Arrebatamento (Jd 14;
Zc 14.5b). No Arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1Ts 1.10); em Sua
Segunda Vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6.1-4).
Para melhor entendimento sobre a diferença entre Arrebatamento e Segunda Vinda,
clique neste link:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/08/a-diferenca-entre-o-arrebatamento-e.html
PENSE BEM ANTES DE MALDIZER ISRAEL
"Deus tirou os israelitas do Egito e
luta por eles como um touro selvagem. Eles devoram as nações inimigas, quebram
os ossos dos seus soldados e os matam com as suas flechas. Israel é como um
leão poderoso: quando está dormindo, ninguém tem coragem para acordá-lo. Quem
abençoar o povo de Israel será abençoado; e quem o amaldiçoar será
amaldiçoado" (Números 24.8-9).
Shalom Adonai!
– JP Padilha
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Para uma perspectiva cristã correta dos salmos, leia os links abaixo:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/como-os-salmos-se-aplicam-ao-cristao-jp.html
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/04/devemos-rasgar-o-antigo-testamento-jp.html
http://www.respondi.com.br/2012/03/qual-o-problema-de-cristaos-louvarem.html
http://manjarcelestial.blogspot.com/2009/03/musica-instrumental-nas-reunioes.html
http://manjarcelestial.blogspot.com.br/2012/12/os-salmos-j-n-darby-e-outros-autores.html
A CERTEZA DA SALVAÇÃO | JP Padilha
“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31).
Você já se perguntou se você é realmente salvo por ficar em dúvida sobre isso? Já ficou confuso a respeito de sua salvação? Você tem certeza de que tem a vida eterna e que você vai para o Céu quando morrer? Bom, Deus quer que você tenha certeza disso! Embora a passagem que vemos na introdução do artigo seja simples e tão clara como o meio-dia, podemos ainda cair na armadilha de falsos mestres arminianos e pentecostais que ensinam que é possível perder a salvação. Vamos tapar a boca de tais falsos profetas e provar, sob a base das Escrituras, que o salvo não pode perder a salvação jamais e que a certeza da salvação é um mandamento divino que nos fortalece e nos incita a desenvolver a nossa fé e perseverança.
A certeza da salvação é uma das coisas mais importantes para o nosso crescimento espiritual. Quando não temos essa convicção, não conseguimos nos relacionar com Deus corretamente. A verdade é que não há crescimento espiritual sem a certeza da salvação. Por isso, ela deve ser adquirida logo quando nos convertemos. Vejamos alguns versículos que provam isso:
“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1.10). – Aqui Pedro fala de vocação e eleição. A vocação é o dom do chamado para a salvação que Deus nos deu, o qual faz com que o homem creia em Jesus Cristo em um certo momento da vida, enquanto a eleição é o ato de Deus em eleger a pessoa para a salvação antes mesmo da fundação do mundo, por meio da predestinação (cf. Efésios 1.3-14). Em uma tradução mais simples, Pedro está dizendo o seguinte: “Meus irmãos, procurem ficar cada vez mais firmes na certeza de que Deus os chamou e escolheu". O chamado é a vocação; a escolha é a eleição de Deus nos tempos eternos, ocorrida antes mesmo da fundação do mundo.
“Em quem também vós estais (em Cristo), depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Efésios 1.13). – Esta passagem nos mostra que o crente é salvo no momento em que crê em Jesus e O recebe por meio do evangelho da graça.
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). – Isto é, o Espírito Santo, que agora habita nos crentes, testifica com o espírito dos crentes que eles são filhos de Deus. A palavra “testifica” significa testemunhar, oferecer testemunho, comprovar a veracidade de, assegurar, afirmar com convicção e certeza, etc.
“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.38-39). – Não importa o que façamos ou o que outro faça para tentar nos arrebatar das mãos de Deus. Nada pode nos separar de Seu amor. Esta passagem diz que absolutamente NADA – nem mesmo nossos piores pecados – pode nos separar deste amor. Não importa o quanto podemos pecar durante a nossa peregrinação neste mundo. Nenhum pecado que possamos vir a cometer pode nos afastar do nosso Pai Celestial, pois somos alvos de Seu amor incondicional, eterno, atemporal e ilimitado. Ainda que saiamos do caminho por um tempo, seremos disciplinados por Deus e voltaremos a andar pelo caminho estreito (Hb 12.5-11). Se estamos em Cristo, nada pode nos separar do amor de Deus – nem mesmo nós.
“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Efésios 4.30). – Aqui vemos que o crente está numa condição imutável e não pode tornar atrás. Ele tomou uma decisão por causa da intervenção divina e isso não tem volta. Ele está selado no Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo jamais deixará o crente. Trata-se de um estado inalterável – fixo, estável, definitivo, contínuo, perdurável, eterno, invariável, imperturbável, inabalável, sólido e concreto.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10.27-29). – Jesus assegura que ninguém poderá arrancar as Suas ovelhas de Suas mãos. Trata-se de uma promessa de Jesus Cristo. O que mais poderíamos dizer sobre isso? Esta promessa ressalta a soberania e o cuidado constante de Deus sobre aqueles que Ele predestinou à salvação (Rm 8.29-30). Estar nas mãos de Cristo é estar em Sua posse e à Sua disposição, como todos os eleitos de Deus.
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” (Romanos 8.29-30). – Aqui Paulo explica que Deus predestinou os crentes para serem conformes à imagem de Jesus Cristo, e que todos os que são chamados por Deus serão justificados e glorificados. A boa obra que Cristo começou Ele a terminará até o dia do arrebatamento (Fp 1.6 – o Dia de Jesus Cristo).
É impossível ser mais claro do que João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. – Atente-se para os tempos dos verbos, os quais revelam uma transformação imutável na posição do pecador salvo: “ouve”, “crê”, “TEM”, “entrará”, “PASSOU”. A passagem NÃO diz que o salvo “terá” vida eterna, mas que tem a vida eterna no momento em que crê, o que significa um direito adquirido por graça, e tão somente pela graça.
A Bíblia diz: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 João 5.13). Suponha que você estivesse na frente de Deus neste exato momento e Ele lhe perguntasse: “Por que eu deixaria você entrar?” O que você diria? Você pode não saber o que responder. O que você precisa saber é que Deus nos ama (isto é, a Igreja) e providenciou para nós uma forma para que pudéssemos saber com certeza onde vamos passar a eternidade. Ele enviou apóstolos e profetas para escreverem a Sua Palavra para que não ficássemos sem um norte a respeito do assunto. Temos aqui uma lista de passagens bíblicas que nos conforta com a certeza da salvação em Cristo Jesus.
A Bíblia afirma isto assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). – A maioria das pessoas olha para esse versículo e acha que Deus ama todo o mundo, ou seja, cada indivíduo do mundo, sem exceção. Isso é um terrível engano de Satanás e uma forma de distorcer a visão correta do que Deus nos revela em Sua santa Palavra. Na verdade, Deus não ama a todos os indivíduos do mundo, nem tampouco poderia, visto que Ele salva a todos quantos Ele ama, e ninguém dentre os Seus amados escolhidos pode ser arrebatado de Suas mãos (Jo 10.26-30). Se Deus amasse a todos os indivíduos do mundo, certamente todos seriam salvos, pois Ele não é mentiroso, nem débil, nem fraco. Deus salva a quem Ele ama e ponto final. Então, como explicar esta incógnita de João 3.16? E as outras passagens que citam o termo “Mundo”?
A palavra “Kosmos” (Mundo) aqui, em João 3.16, se refere aos escolhidos, e não a cada indivíduo do mundo. O próprio contexto responde à indagação que poderia ser feita com relação a isso. Indivíduos do mundo todo são salvos, mas não todos os indivíduos do mundo. A passagem está dizendo que Deus ama indivíduos do mundo todo (de todas as tribos, nações, etnias, etc.). Quando a Bíblia diz que não há acepção de pessoas, ela está se referindo ao fato de que Deus não escolheu os salvos com base no país ou nação onde eles nasceram, ou em sua descendência, ou em qualquer mérito pessoal. Se por um lado não há acepção de pessoas, por outro há EXCEÇÃO de pessoas! Por exemplo, se interpretássemos "mundo" como "cada indivíduo do mundo" em João 3.16, teríamos que aplicar o mesmo sentido em 1 João 5.19 – “Todo o mundo está no maligno” --, e então teríamos um grande e terrível paradoxo. Todavia, a Bíblia não contém paradoxos. Ela não contradiz a si mesma. Quando João diz que “todo o mundo está no maligno”, ele está claramente dizendo que todo o mundo, fora do círculo de crentes em Jesus Cristo, está no maligno. Ele está se referindo ao mundo dos descrentes/perdidos, não ao mundo dos crentes.
Mais informação sobre João 3.16 aqui: “O significado de Mundo na Bíblia”:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2019/07/o-significado-de-mundo-na-biblia-jp.html
É muito importante entender o que nos manteria afastados do Céu. O problema é este: Nossa natureza pecaminosa nos impediria de ter um relacionamento com Deus. Nós somos pecadores por natureza e por escolha. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23).
Mas, graças a Deus fomos escolhidos por Ele e agora somos justificados pela fé em Cristo Jesus: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei" (Romanos 3.28). "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.21). "Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo" (Gálatas 2.16-19).
Nós não podemos salvar a nós mesmos. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9). Nós merecemos a morte e o inferno “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23).
Deus é Santo e Justo. Ele irá punir os pecadores não salvos. Todavia, Ele nos ama e providenciou perdão para os nossos pecados quando sacrificou Seu próprio filho na cruz do calvário. E Ele o fez somente pelos eleitos, como já fora provado neste artigo. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Jesus morreu por nós na cruz: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3.18). Jesus foi ressuscitado dos mortos, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25).
Então, de volta à questão inicial: “Como posso ter certeza de que eu vou para o Céu quando morrer?” A resposta é: “Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo” (Atos 16.31). “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1.12). Você pode receber a vida eterna como um dom GRATUITO. “Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23). Você pode ter uma vida cheia de significado agora mesmo. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10.10). Você pode passar a eternidade com Jesus no Céu, pois Ele prometeu: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde estou, estejais vós também” (João 14.3). Este versículo fala do arrebatamento (cf. 1 Tessalonicenses 4.16-17).
Se você deseja receber Jesus como Seu Salvador e receber o perdão de Deus, aqui está uma oração que você pode fazer. Fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvar você. É apenas crendo em Jesus Cristo que se recebe perdão dos pecados. Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé nEle e de agradecer a Ele por providenciar o Seu perdão. Portanto, ore assim:
“Deus, eu sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou sobre Si a punição que eu mereço para que através da fé nEle eu pudesse ser perdoado. Eu me volto contra o meu pecado e ponho a minha confiança em Ti para a salvação. Pai, eu me prostro diante de Ti. Obrigado por Tua graça e perdão maravilhosos, em nome do Senhor Jesus Cristo! Amém!”
Mas, e quanto àqueles que creram e voltaram para o mundo? Isso não significa que perderam a salvação? A resposta é que ninguém pode perder a salvação que uma vez foi dada aos santos escolhidos de Deus. O versículo que explica a condição daqueles que tornam atrás após receberem o evangelho está em 1 João 2.19: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”. Ou seja, o fato do indivíduo ouvir o evangelho, crer no Senhor Jesus e tornar a viver no pecado só mostra que ele nunca realmente se converteu. A Bíblia é clara em nos ensinar que é impossível perder a salvação. Se alguém diz que creu em Jesus, mas torna para os velhos hábitos mundanos, este alguém nunca foi salvo. Foi apenas um cristão nominal – sem transformação real dentro de si.
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2.1-2).
Leia sobre o que significa Propiciação na Bíblia aqui:
https://jppadilhabiblia.blogspot.com/2025/02/o-que-significa-propiciacao-na-biblia.html
SUMÁRIO – PELAS OBRAS OU PELA GRAÇA?
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– JP Padilha
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Como posso viver a minha vida para Deus? | JP Padilha
Deus nos deu algumas instruções muito claras em Sua Palavra a respeito de como devemos viver para Ele. Essas instruções incluem o mandamento de amar uns aos outros (Jo 13.34-35), o chamado para segui-lo à custa de negar os nossos próprios desejos (Mt 16.24), a exortação a cuidar dos pobres e necessitados (Tg 1.27), bem como a advertência para não cair em comportamentos pecaminosos como aqueles que não conhecem a Deus (1Ts 5.6-8). Em Tiago 1.27 está escrito que a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas e afastar-se da corrupção do mundo. Jesus resumiu o que significa uma vida vivida para Deus quando um mestre da lei perguntou-lhe qual era o mais importante dos mandamentos. Jesus respondeu: "O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes" (Marcos 12.29-31).
A oração de Jesus antes de Sua crucificação também esclarece o nosso propósito. Referindo-se aos crentes, Ele orou: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja" (João 17.22-26). Jesus deseja um relacionamento conosco.
O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Uma vida vivida para Deus glorifica a Deus. Nós buscamos a Deus com todo o nosso ser – de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de toda a nossa força. Permanecemos em Cristo (Jo 15.4, 8) e, portanto, agimos como Ele quando amamos aos outros. Ao fazer isso, trazemos glória ao Seu nome e também desfrutamos da relação para a qual fomos originalmente criados.
Aqueles que desejam viver para Deus devem buscá-lO em Sua Palavra. Devemos buscar a orientação do Espírito Santo para aplicar a Palavra às nossas vidas. Como buscar a orientação do Espírito Santo a fim de aplicar a Palavra em nossas vidas? Através da oração. Aqui está a chave para um relacionamento íntimo com Deus – a oração. Mas, como funciona a oração? De que modo devemos orar?
A oração do santo é sempre teocêntrica. Devemos derramar nossos corações diante do Pai suplicando somente por meio do santo nome de Cristo, que é a única intercessão entre Deus e os homens (1Tm 2.5-6). A Bíblia diz que por nós mesmos não sabemos orar, mas que, ao nos entregarmos à oração por meio da intercessão de Cristo, o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26), e é nisto que descansamos com confiança. Devemos, sobretudo, reconhecer que a verdadeira oração é um dom do Pai e não do homem. Ele, o SENHOR, outorga a oração por meio do Filho e opera-a em nós através do Seu Espírito Santo. O Espírito Santo, por sua vez, eleva esta mesma oração de volta ao Filho, Jesus Cristo, o qual a santifica e a apresenta aceitável ao Pai. A oração é uma cadeia teocêntrica – movendo-se do Pai, por meio do Filho, mediante o Espírito Santo, que a envia de volta ao Filho para que chegue até o Pai.
Viver para Deus significa abrir mão de nós mesmos e desejar a vontade de Deus acima de tudo. À medida que nos aproximamos de Deus e passamos a conhecê-lO mais, os Seus desejos vão se tornando naturalmente os nossos. À medida que amadurecemos, nosso desejo de obedecer aos mandamentos de Deus aumenta à medida que o nosso amor por Ele aumenta. Jesus disse: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14.15). Quem ama verdadeiramente a Deus e quer um relacionamento íntimo com Ele guarda os Seus mandamentos.
– JP Padilha
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Como me manter encorajado quando não consigo nem um bom emprego? | JP Padilha
Primeiramente, vamos desfazer o mito de que “o homem é o provedor do lar”. Nós, homens de Deus, estamos acostumados a nos cobrar demais pelo fato da Bíblia dizer que somos líderes e responsáveis pelo nosso lar. “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5.23). Com isso, muitas vezes somos induzidos por falsos mestres a pensar que o papel de prover o lar é nosso. Bom, de fato, por conta do papel do homem em uma casa ser de liderança, automaticamente ele trabalhará com suas mãos para sustentar sua casa. Deus ordena que o homem trabalhe com suas próprias mãos para que não necessite de nada e não sirva de peso para outros (1Ts 4.11-12). Esta ordem foi sim dada aos homens, não às mulheres. Todavia, é um grande engano pensar que a Bíblia, em algum versículo, diz que o homem é responsável pela provisão da família. A Bíblia não diz que o homem é o provedor do lar, mas que Deus é o responsável pela provisão. A Bíblia ensina que homens devem trabalhar e cuidar de sua família, mas não diz que ele é O provedor do lar. Senão, vejamos:
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois é o Senhor quem dá o sustento àqueles que Ele ama, ainda que estejam dormindo” (Salmos 127.1-2).
O quê? O que acabamos de ler acima? Quem é o Provedor do lar? O homem? Não. O Provedor do lar é Deus. Vamos desmistificar toda essa lambança que fizeram com a cabeça de muitos crentes piedosos por meio do que chamam de “teologia”. Sempre que a Bíblia fala de “Provisão”, ela fala de Deus sendo o Provedor, seja na família, seja na assembleia, seja individualmente, etc. (Mt 6.25-34).
Jesus disse que todas as coisas do mundo, tais como comida, bebida e vestimentas, são os pagãos que procuram. Ele nos ensina que não devemos ser como os pagãos, e que devemos buscar antes o reino de Deus e a Sua justiça ao invés de buscar pelas coisas materiais. E acrescenta: “Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.32-33).
Agora, tratemos do tema proposto: Como me manter encorajado quando não consigo sequer um bom emprego para cuidar da minha família? Bom, o que é importante reconhecer em meio a situações que parecem impossíveis – como encontrar um bom emprego – é que, quando entregamos o problema ao controle de Deus, tal problema automaticamente entra no reino do possível porque com Deus todas as coisas são possíveis (Mt 19.26). Vivemos no país do desemprego. Os últimos anos foram marcados por estatísticas de recorde de desemprego no Brasil.
Todavia, a Palavra de Deus transcende nossas circunstâncias. Não importa o que estejamos enfrentando em nossas vidas – ainda podemos confiar no que Deus diz sobre Si mesmo. Uma coisa que sabemos sobre Deus é que Ele ouve nossas orações e sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos a Ele (Mt 6.7-8). Somos ordenados a não nos preocuparmos com o futuro pela mesma razão. Deus conhece nossas necessidades e é o nosso Provedor (Mt 6.25-34). Porém, não se preocupar não significa “não agir”, mas simplesmente reconhecer que Deus está no controle e que tem nossos melhores interesses em mente (Rm 8.28). Mesmo quando não vemos nada acontecendo, podemos ter certeza de que Deus está trabalhando ativamente em nosso favor. Ele não está sentado de braços cruzados (cf. Rute 3.18).
Deus prometeu que proveria para nós tudo o que necessitamos, mesmo quando não conseguimos encontrar um bom emprego. Devemos orar para que possamos experimentar a paz e o encorajamento embutidos nessa verdade.
O desânimo é uma condição do coração. Uma boa pergunta a se fazer é a seguinte: No que estou focando minha atenção e pensamentos? No problema ou em Deus? Embora a preocupação dos homens seja encontrar um bom emprego, Deus Se preocupa mais com a condição de nossos corações (cf. 1 Samuel 16.7). Filipenses 4.4-7 diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Quando conscientemente escolhemos louvar e agradecer a Deus em meio à nossa busca pelo emprego, abrimos nossos corações e mentes para receber a Sua paz.
Também é importante perceber que, embora Deus tenha planos incríveis para cada um de nós (Jr 29.11), também temos um inimigo, a saber, Satanás, que adoraria nada mais do que nos desencorajar de confiar em Deus para cumprir esses planos para nossas vidas. A Bíblia descreve Satanás como aquele que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5.8 ). A maneira mais fácil de um leão derrubar a presa é primeiro isolá-la do seu rebanho. É muito mais fácil para Satanás nos desencorajar quando estamos desconectados do Corpo de Cristo. Ter pessoas piedosas (irmãos em Cristo) em nossas vidas que sabem pelo que estamos passando e podem orar conosco e por nós quando as coisas estão difíceis é um grande encorajamento (Hb 10.24-25; Tg 5.16).
– JP Padilha
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O que significa estar na presença de Deus? | JP Padilha
Adão e Eva tiveram comunhão íntima na presença de Deus antes da queda (Gn 3.8). Desde aquela época, o pecado tem impedido a nossa capacidade de estar na presença física de Deus (Êx 33.20). Agora, apenas os anjos santos e sem pecado estão na presença física de Deus (Lc 1.19). Entretanto, os cristãos têm a presença de Deus dentro de si em virtude da habitação do Espírito Santo (Jo 14.23; 15.4), e essa presença interior vem somente por meio da fé no Senhor Jesus Cristo.
Estamos conscientes da realidade dessa presença devido a nossa obediência à Sua Palavra. "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2.9). Note que Pedro diz que "sois raça eleita... propriedade exclusiva de Deus". Se pertencemos a Deus, então Ele está presente no meio de nós. Nunca perdemos a realidade da Sua presença, independente do tamanho de nossas falhas; nenhum pecado é capaz de nos fazer perder a nossa salvação; nunca seremos capazes de afundar a ponto de banir o Espírito Santo. Somos disciplinados por Deus por causa de nossos pecados (Hb 12.6-11), mas os verdadeiros crentes nunca perdem a presença do Espírito Santo. Embora nunca percamos a realidade da presença de Deus, podemos perder a "sensação" de Sua presença.
Todo filho de Deus, invariavelmente, passa por esse sentimento de perder a presença de Deus ao longo do tempo (alguns crentes por pouco tempo, outros por longo tempo), como um proprietário que deixou sua casa e viajou a negócios por um tempo. Ele não deixou a casa completamente vazia, pois, se tivesse deixado, teria levado consigo todos os seus pertences. Todavia, se o proprietário deixou todos os seus móveis e pertences na casa, significa que ele certamente voltará. Todo crente deve estar ciente de que há momentos de “solidão espiritual”, quando o Senhor está determinado em testar a sua fé. Será que Ele não nos empurra através de Sua peneira, por meio das chamas das aflições, para que possamos ser ainda mais puros (Jó 23.10; 1Pe 1.7)?
O resultado prático de se estar na presença de Deus é a alegria! Entretanto, aquela sensação da ausência de Deus, da qual falamos no início deste artigo, faz com que cristãos se tornem sombrios e deprimidos. Isso ocorre porque carecem do “sentir” a presença de Deus. Mais uma vez é necessário dizer que isso não significa que Deus os abandonou. Tenhamos como exemplo o salmo 88. O salmo 88 tem como autor Hemã, um levita que foi ministro de música do rei Davi. Hemã era neto do profeta Samuel. Neste salmo vemos um homem de Deus em completo desespero porque não sente a presença do Senhor há muito tempo, embora ele seja descrito no salmo como sendo um verdadeiro servo de Deus.
A comunhão com Deus é doce para aqueles que andam com Ele em obediência e fé. Mas a doce comunhão que vem da obediência e confiança no Senhor não é um sentimento passageiro. Ela nos sustenta, especialmente durante as provações, "porque a alegria do SENHOR é a vossa força" (Neemias 8.10). Tiago, o irmão do Senhor Jesus, escreve: "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações" (Tiago 1.2) porque as provações produzem fé e desenvolvem a perseverança. Quando perseveramos nas dificuldades, provando a nós mesmos e a outros que a nossa fé é real, o nosso senso da presença de Deus aumenta, assim como a nossa alegria.
Davi fala de uma alegria que só os justos podem conhecer (Sl 16.11) – uma alegria que é apenas um vislumbre de uma alegria muito maior e eterna, quando virmos o rosto do Senhor na glória por vir.
• Em Êxodo 33.20, Deus diz a Moisés: "Não poderás ver a minha face, porque o ser humano não pode ver-me e permanecer vivo!"
• Em 1 Timóteo 6.16, a Bíblia diz que Deus "habita em luz inacessível, a quem ninguém jamais viu nem pode ver".
• Em 1 Coríntios 13.12, a Bíblia diz que "agora vemos apenas um reflexo, como em um espelho, mas, um dia, veremos face a face".
• Em 1 João 3.2, a Bíblia diz que "seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é".
Um dia, quando formos arrebatados nos ares por Jesus Cristo (1Ts 4.16-17), seremos levados para o Céu e, então, só então, estaremos na presença física de Deus e O veremos face a face.
– JP Padilha
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O que a Bíblia diz sobre a Confiança? | JP Padilha
As palavras traduzidas como “confiança” na Bíblia significam literalmente “uma segurança ousada, confiante e segura”, ou “uma ação baseada nessa confiança". Confiança não é exatamente o mesmo que fé, que é dom de Deus (Ef 2.8-9). A fé leva à confiança, e não o contrário. Ou seja, confiar é o que fazemos por causa da fé que nos foi dada. Confiar é acreditar nas promessas de Deus em todas as circunstâncias, mesmo naquelas em que a evidência parece ser o contrário. Hebreus 11 fala de fé, que é aceitar e acreditar na verdade que Deus revela sobre Si mesmo, especialmente na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Todavia, a consequência prática da fé em Deus é a confiança, a qual demonstramos vivendo dia a dia em nossa completa aceitação do nosso destino e na nossa esperança nas promessas de Deus. Além disso, é por esta confiança que a paz nos é prometida: "Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti" (Isaías 26.3).
"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Provérbios 3.5).
O versículo acima resume o ensino bíblico sobre confiança. Antes de tudo, é no Senhor que devemos confiar, não em nós mesmos ou em nossos planos, muito menos na sabedoria e nas ideias do mundo. Confiamos no Senhor porque Ele, e somente Ele, é verdadeiramente digno de confiança. Sua Palavra é confiável (Sl 93.5; 111.7; Tt 1.9), Sua natureza é fiel e verdadeira (Dt 7.9; Sl 25.10; 145.13; 146.6), e Seus planos para nós são perfeitos e com propósito (Is 46.10; Jr 29.11). Além disso, graças à natureza de Deus, temos que confiar nEle de todo o coração, entregando aos Seus cuidados todos os aspectos da nossa vida com total confiança. Finalmente, não devemos confiar em nós mesmos, visto que nosso entendimento é temporário, finito e corrompido por nossa natureza pecaminosa. Confiar em nós mesmos é como caminhar calmamente por uma ponte de madeira apodrecida sobre um abismo de milhares de metros de profundidade. O desastre é inevitável.
Em muitos dos salmos de Davi, a confiança em Deus é uma característica inata. Só nos salmos há 39 referências à confiança, seja em Deus e em Sua Palavra, ou referindo-se ao fato de que não devemos confiar nas riquezas ou nas coisas deste mundo. É com base nessa confiança que Davi encontra a libertação de todo o perigo que enfrenta. Muitos dos salmos de Davi narram situações em que ele foi perseguido por Saul e seu exército, bem como por outros inimigos, e o Senhor sempre vinha em seu socorro. Uma coisa que podemos observar sobre a confiança na Bíblia é que ela sempre gera mais confiança em Deus. O homem de Deus nunca deixa de confiar plenamente nEle. Sua fé pode ser abalada, ele pode tropeçar, ou pode cair no pior dos pecados, mas "se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão" (Salmos 37.24). O homem de Deus sabe que, embora as provações o cerquem nesta vida, sua confiança não vacilará, porque essa confiança se baseia na fé nas promessas de Deus, tais como a promessa de alegria eterna com o Senhor e a promessa de uma herança “incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pedro 1.4).
E a coisa não pára por aí. Deus prometeu paz aos que nEle confiam:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6-7).
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QUEM É O JP PADILHA? QUAL É A SUA PROFISSÃO?
Se você me perguntar o que eu sou, eu lhe responderei: "sou esposo". Se você insistir, lhe responderei: "sou pai". Você ...
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